quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Calorimetria calcula gasto energético individual e ajuda entender peso real

As prescrições calóricas geralmente são calculadas a partir de fórmulas matemáticas que consideram fatores como peso, altura, idade e sexo. As equações são úteis para estimar as necessidades energéticas, mas elas não refletem com precisão o metabolismo de cada indivíduo.

É nesse contexto que o exame 'calorimetria indireta' pode ganhar relevância. O método permite estimar, de forma individualizada, o gasto energético de repouso a partir da análise dos gases envolvidos na respiração.

<><> O que é calorimetria indireta?

A calorimetria indireta é um exame que avalia o oxigênio consumido e o gás carbônico produzido pelo organismo durante a respiração. A partir desses dados, é possível estimar o gasto energético de repouso, ou seja, a quantidade de energia que o corpo utiliza para manter suas funções vitais mesmo quando está em repouso.

De acordo com o médico Fábio Miranda Ribeiro, pós-graduado em Cirurgia Geral, Endoscopia Digestiva e Nutrologia, o exame permite obter uma informação metabólica individual que pode complementar as estimativas feitas pelas fórmulas tradicionais.

“Não significa que as calorias deixem de importar; significa que precisamos estimar melhor de onde partir”, diz o médico.

<><> Qual a importância da calorimetria no emagrecimento?

Quando o objetivo é perder peso, conhecer melhor o gasto energético do organismo pode contribuir para uma estratégia mais individualizada. Em vez de trabalhar com estimativas baseadas em médias populacionais, a calorimetria indireta fornece um dado metabólico específico daquele indivíduo.

Isso pode ser especialmente relevante no tratamento da obesidade, já que a resposta ao emagrecimento varia de pessoa para pessoa.

<><> Calorimetria indireta e tratamento da obesidade

A avaliação do gasto energético também pode fazer parte de uma abordagem mais ampla no tratamento da obesidade, especialmente quando outras estratégias terapêuticas são consideradas, como a gastroplastia endoscópica.

“A gastroplastia endoscópica não é uma solução isolada nem um atalho para emagrecer. É uma ferramenta terapêutica que atua na ingestão alimentar, na saciedade e no metabolismo, mas precisa estar inserida em um tratamento contínuo”, explica Fabio Miranda.

Fabiano ainda faz um alerta, pois a indicação depende do grau de obesidade, das doenças associadas e do histórico de cada paciente. 

•        Obesidade infantil depende de diversos fatores: entenda como combatê-la

Uma criança gordinha é algo fofo ou um sinal de preocupação? Estima-se que a obesidade infantil atinja uma em cada dez crianças no mundo. Só no Brasil, são cerca d 32% dos pequenos com esse problema.

O tema foi assunto do "CNN Sinais Vitais - Dr. Kalil Entrevista" de sábado (22). No episódio, Dr. Roberto Kalil conversa com a endocrinologista Claudia Cozer Kali, do Hospital Sírio-Libanês, e a nutricionista Thaís Cardeal Ramos.

Um ponto importante é Cozer ensinando como diferenciar a obesidade de um ganho de peso normal. “Eu costumo falar que a criança tem que pesar menos que os centímetros da altura”, simplifica Cozer. Mas é claro que essa métrica, de modo geral, é bastante individual, já que algumas famílias possuem uma estrutura física maior, considera a especialista.

<><> O papel da alimentação neste combate

Existem diversas tentações alimentares que podem agravar a obesidade infantil. Cozer, por exemplo, reforça como, a partir dos 12 anos, a situação se agrava. Já que nessa idade a criança começa a ter mais preferências e seletividades. “A gente vê nesse mundo digital, muitas crianças pedem suas refeições pelos aplicativos, então obviamente, você não pede arroz, feijão, carne e legumes”, explica.

Os ultraprocessados também pedem atenção, reforça a nutricionista Ramos. “Tem muitos ingredientes ali que tornam esses alimentos huperpalatáveis”, considera. Explicando que esses alimentos têm um sabor mais realçado, por ter mais açúcar e gordura em sua composição, o que torna a competição com os alimentos in natura “uma guerra injusta”.

No entanto, a especialista reforça que não existe alimento vilão, já que todo tipo de comida pode entrar no dia a dia de alguém, a depender do contexto alimentar daquela pessoa. Mas alguns itens realmente pedem cuidado e moderação, como sucos de caixa e pó, refrigerantes (principalmente os açucarados), alimentos ricos em açúcar, salgadinhos, entre outros. “Mas acho que, mais do que chamar os alimentos que não podem, é a questão do equilíbrio. Você se permitir comer um chocolate, mas pensando em como foi o seu contexto da semana, como é sua alimentação diariamente?”, considera a nutricionista.

<><> Outros hábitos merecem observação

Atividade física é fundamental e ela não precisa ser feita como uma obrigação. “O recomendado é uma hora de atividade física por dia, mas estimular o filho a brincar no prédio, pular cama elástica, pular corda, dançar, se movimentar e sair das telas, isso é uma ajuda”, explica a endocrinologista, reforçando novamente como pais devem ser um exemplo.

Já o sono também é importante para o desenvolvimento infantil, e muitas acabam indo dormir tarde por passarem muito tempo nas telas e acordam cedo para a ir à escola depois. “Além da criança acordar cansada e desestimulada para atividade física, ela acorda com mais apetite, porque uma noite mal dormida aumenta o apetite durante o dia.

Por fim, as especialistas nos lembram a importância do exemplo dos pais. “As crianças, por mais que resistam, nos veem como exemplo”, reforça Cozer. E isso vale não só para o que evitar (como refrigerantes), mas nos alimentos que ela também incorpora em seu dia a dia.

O programa ainda abordou tópicos como tratamentos medicamentosos, cirurgia bariátrica e muito mais.

 

Fonte: CNN Brasil

 

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