Calorimetria calcula gasto energético
individual e ajuda entender peso real
As prescrições calóricas geralmente são
calculadas a partir de fórmulas matemáticas que consideram fatores como peso,
altura, idade e sexo. As equações são úteis para estimar as necessidades
energéticas, mas elas não refletem com precisão o metabolismo de cada
indivíduo.
É nesse contexto que o exame 'calorimetria
indireta' pode ganhar relevância. O método permite estimar, de forma
individualizada, o gasto energético de repouso a partir da análise dos gases
envolvidos na respiração.
<><> O que é calorimetria
indireta?
A calorimetria indireta é um exame que avalia
o oxigênio consumido e o gás carbônico produzido pelo organismo durante a
respiração. A partir desses dados, é possível estimar o gasto energético de
repouso, ou seja, a quantidade de energia que o corpo utiliza para manter suas
funções vitais mesmo quando está em repouso.
De acordo com o médico Fábio Miranda Ribeiro,
pós-graduado em Cirurgia Geral, Endoscopia Digestiva e Nutrologia, o exame
permite obter uma informação metabólica individual que pode complementar as
estimativas feitas pelas fórmulas tradicionais.
“Não significa que as calorias deixem de
importar; significa que precisamos estimar melhor de onde partir”, diz o
médico.
<><> Qual a importância da
calorimetria no emagrecimento?
Quando o objetivo é perder peso, conhecer
melhor o gasto energético do organismo pode contribuir para uma estratégia mais
individualizada. Em vez de trabalhar com estimativas baseadas em médias
populacionais, a calorimetria indireta fornece um dado metabólico específico
daquele indivíduo.
Isso pode ser especialmente relevante no
tratamento da obesidade, já que a resposta ao emagrecimento varia de pessoa
para pessoa.
<><> Calorimetria indireta e
tratamento da obesidade
A avaliação do gasto energético também pode
fazer parte de uma abordagem mais ampla no tratamento da obesidade,
especialmente quando outras estratégias terapêuticas são consideradas, como a
gastroplastia endoscópica.
“A gastroplastia endoscópica não é uma
solução isolada nem um atalho para emagrecer. É uma ferramenta terapêutica que
atua na ingestão alimentar, na saciedade e no metabolismo, mas precisa estar
inserida em um tratamento contínuo”, explica Fabio Miranda.
Fabiano ainda faz um alerta, pois a indicação
depende do grau de obesidade, das doenças associadas e do histórico de cada
paciente.
• Obesidade
infantil depende de diversos fatores: entenda como combatê-la
Uma criança gordinha é algo fofo ou um sinal
de preocupação? Estima-se que a obesidade infantil atinja uma em cada dez
crianças no mundo. Só no Brasil, são cerca d 32% dos pequenos com esse
problema.
O tema foi assunto do "CNN Sinais Vitais
- Dr. Kalil Entrevista" de sábado (22). No episódio, Dr. Roberto Kalil
conversa com a endocrinologista Claudia Cozer Kali, do Hospital Sírio-Libanês,
e a nutricionista Thaís Cardeal Ramos.
Um ponto importante é Cozer ensinando como
diferenciar a obesidade de um ganho de peso normal. “Eu costumo falar que a
criança tem que pesar menos que os centímetros da altura”, simplifica Cozer.
Mas é claro que essa métrica, de modo geral, é bastante individual, já que
algumas famílias possuem uma estrutura física maior, considera a especialista.
<><> O papel da alimentação neste
combate
Existem diversas tentações alimentares que
podem agravar a obesidade infantil. Cozer, por exemplo, reforça como, a partir
dos 12 anos, a situação se agrava. Já que nessa idade a criança começa a ter
mais preferências e seletividades. “A gente vê nesse mundo digital, muitas
crianças pedem suas refeições pelos aplicativos, então obviamente, você não
pede arroz, feijão, carne e legumes”, explica.
Os ultraprocessados também pedem atenção,
reforça a nutricionista Ramos. “Tem muitos ingredientes ali que tornam esses
alimentos huperpalatáveis”, considera. Explicando que esses alimentos têm um
sabor mais realçado, por ter mais açúcar e gordura em sua composição, o que
torna a competição com os alimentos in natura “uma guerra injusta”.
No entanto, a especialista reforça que não
existe alimento vilão, já que todo tipo de comida pode entrar no dia a dia de
alguém, a depender do contexto alimentar daquela pessoa. Mas alguns itens
realmente pedem cuidado e moderação, como sucos de caixa e pó, refrigerantes
(principalmente os açucarados), alimentos ricos em açúcar, salgadinhos, entre
outros. “Mas acho que, mais do que chamar os alimentos que não podem, é a
questão do equilíbrio. Você se permitir comer um chocolate, mas pensando em
como foi o seu contexto da semana, como é sua alimentação diariamente?”,
considera a nutricionista.
<><> Outros hábitos merecem
observação
Atividade física é fundamental e ela não
precisa ser feita como uma obrigação. “O recomendado é uma hora de atividade
física por dia, mas estimular o filho a brincar no prédio, pular cama elástica,
pular corda, dançar, se movimentar e sair das telas, isso é uma ajuda”, explica
a endocrinologista, reforçando novamente como pais devem ser um exemplo.
Já o sono também é importante para o
desenvolvimento infantil, e muitas acabam indo dormir tarde por passarem muito
tempo nas telas e acordam cedo para a ir à escola depois. “Além da criança
acordar cansada e desestimulada para atividade física, ela acorda com mais
apetite, porque uma noite mal dormida aumenta o apetite durante o dia.
Por fim, as especialistas nos lembram a
importância do exemplo dos pais. “As crianças, por mais que resistam, nos veem
como exemplo”, reforça Cozer. E isso vale não só para o que evitar (como
refrigerantes), mas nos alimentos que ela também incorpora em seu dia a dia.
O programa ainda abordou tópicos como
tratamentos medicamentosos, cirurgia bariátrica e muito mais.
Fonte: CNN Brasil

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