terça-feira, 8 de setembro de 2026

No Chile, Milei defende golpe e ditadura de Pinochet durante evento da ultradireita

Em um evento realizado nesta quinta-feira (03/09), em Santiago do Chile, o presidente da Argentina, Javier Milei, reivindicou o golpe dado pelos militares chilenos em 11 de setembro de 1973.

A declaração ocorreu durante um seminário do Foro de Madri – organização similar ao progressista Foro de São Paulo, mas que reúne organizações de extrema direita de países ibero-americanos.

“Graças a eles (Pinochet e militares), o Chile foi, sem dúvida, a inveja de toda a região em termos econômicos”, acrescentou o mandatário argentino.

A frase faz referência ao golpe de Estado que derrubou o governo democraticamente eleito do presidente socialista Salvador Allende (1970-1973) e instalou a ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990), que durou 17 anos e foi marcada por terríveis violações aos direitos humanos.

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Segundo Milei, “o Chile é um lugar emblemático, porque foi aqui que derrubaram o comunista (sic) Allende, e a partir daí o país entrou em um período de estabilidade e crescimento que durou mais de 40 anos”.

Vale destacar que, diferente do que disse o mandatário argentino, Salvador Allende era socialista e não comunista, embora seu projeto político, a Unidade Popular, tivesse contado com o apoio do Partido Comunista, que foi parte da coalizão de governo.

<><> Mito da economia pinochetista

Apesar de ser bastante difundido em círculos de direita o argumento usado por Milei sobre o suposto milagre econômico chileno realizado durante a ditadura de Pinochet, estudos realizados sobre a economia do país andino ao final do regime ditatorial mostram um cenário diferente.

No livro Reformas económicas en Chile: 1973-2017 (ou “Reformas econômicas no Chile: 1973-2017”), o economista Ricardo Ffrench-Davies, da Universidade do Chile, questiona essa visão e, pelo contrário, afirma que uma das razões pelas quais o regime pinochetista caiu foi a crise econômica que o país enfrentou durante quase toda a década de 80.

Em seu levantamento, Ffrench-Davies afirma que poucos meses antes da saída do ditador do Palácio de La Moneda, o Chile tinha 45,1% da sua população abaixo da linha da pobreza – dado de 1987 do Ministério do Planejamento do Chile – e um índice de desemprego de 18,4% em 1982 e de 22,1% em 1983 – dados de pesquisa da Universidade do Chile.

Vale destacar, também, que Ffrench-Davies é um dos chamados “Chicago Boys”, economistas liberais formados na Universidade de Chicago, defensor do livre mercado e de ideias econômicas consideradas de direita.

¨      Poder de compra do salário mínimo argentino cai 41% e atinge pior nível desde 2002, segundo pesquisa

O poder de compra do salário mínimo argentino caiu cerca de 40,8% entre novembro de 2023 e setembro de 2026, segundo um estudo do Centro de Economia Política Argentina (CEPA). O período analisado abrange o fim do governo de Alberto Fernández e a gestão do atual presidente Javier Milei.

Com base nos dados apresentados pelo centro de pesquisa, a deterioração do poder de compra levou a remuneração mínima dos trabalhadores argentinos a um nível semelhante ao registrado em abril de 2002, durante o governo de Eduardo Duhalde, considerado um dos períodos de maior perda de poder de compra das últimas duas décadas.

De acordo com o CEPA, para que a população argentina recupere o nível médio de poder de compra registrado em 2023, durante o governo Fernández, o salário mínimo precisaria de um reajuste de 70,7%, equivalente a um aumento de 271.315 pesos (cerca de R$ 919,39), a valores de setembro de 2026.

Em períodos anteriores, a defasagem é ainda maior. Para recuperar o poder de compra de novembro de 2019, por exemplo, durante o governo de Mauricio Macri, o salário mínimo precisaria aumentar 101,4%. Já para retornar ao nível de novembro de 2015, na gestão de Cristina Kirchner, seria necessária uma recomposição de 163,6%.

No entanto, o estudo também aponta o pico de poder de compra do salário mínimo, registrado em setembro de 2011, durante o governo Kirchner. Em valores de setembro de 2026, aquele nível de poder de compra equivaleria a um salário mínimo de 1.158.888 pesos (cerca de R$ 3.927,05).

<><> Aumento das tarifas e perda de poder de compra

A perda de poder de compra do salário mínimo também está relacionada à forte alta dos preços de serviços essenciais e do transporte público, que reduz progressivamente a capacidade de consumo das famílias argentinas.

Segundo o estudo, enquanto o salário mínimo avançou 158%, as tarifas do metrô dispararam 2.005%, as de ônibus, 1.510%, e as de trem, 1.090%.

Além disso, as tarifas de eletricidade e gás e os preços de outros combustíveis acumularam uma alta de 856%, enquanto a gasolina premium registrou um aumento de 631%.

Durante o governo Milei, segundo o estudo, o Ministério do Trabalho estabeleceu reiteradamente o piso em patamares próximos aos reivindicados pelas associações patronais, sem atender às demandas de recomposição apresentadas pelos sindicatos em junho e dezembro de 2024, abril e novembro de 2025 e setembro de 2026.

Diante desse modelo, segundo a análise apresentada pelo CEPA, o peso do ajuste recai sobre os trabalhadores, enquanto as políticas adotadas favorecem a preservação das margens do setor empresarial.

Em 2 de setembro de 2026, após o fracasso das negociações no Conselho Salarial, o governo argentino formalizou, por meio da Resolução 4/2026, publicada no Diário Oficial, um novo piso salarial que alcançará 436.982 pesos (cerca de R$ 1.480,77) em abril de 2027, segundo os cálculos do CEPA.

Os sindicatos reivindicaram um salário mínimo de 993 mil pesos (cerca de R$ 3.364,92) em dezembro de 2026, tomando como referência a Cesta Básica Total de agosto de 2026, estimada em 1.564.716 pesos (cerca de R$ 5.302,26).

¨      Por que disputa pelas Malvinas voltou ao centro da política na Argentina? 

O tom em relação à disputa das Ilhas Malvinas vem se acirrando na Argentina desde muito antes do pronunciamento do presidente Javier Milei sobre as sanções, feito na última semana.

É tentador ver uma representação visual da tensão nos jogadores argentinos eufóricos comemorando a suada vitória sobre a Inglaterra na Copa do Mundo da FIFA, segurando uma faixa com os dizeres "Las Malvinas son Argentinas" - as Ilhas Malvinas (Falkland, para os britânicos) são argentinas, diante de seus torcedores em êxtase. No entanto, o ressentimento já vinha se acumulando há muito mais tempo.

O presidente Milei iniciou seu discurso de quinta-feira com um breve histórico das Ilhas Malvinas, sob a perspectiva argentina. Ele repetiu o argumento central da posição do país: as ilhas "pertencem por direito" à Argentina. Os britânicos invadiram e ocuparam as ilhas em 1833, disse ele, tomando o território à força das mãos da Argentina.

O governo britânico diria que ele convenientemente ignorou alguns detalhes: as ilhas – cujo controle havia sido alternado entre as potências europeias ao longo dos séculos 17 e 18 – estavam desabitadas quando os britânicos reocuparam o território.

O assentamento argentino havia sido expulso dois anos antes, não pelos britânicos, mas pelos americanos. Um navio de guerra, o USS Lexington, destruiu um forte ali estabelecido em dezembro de 1831, em meio a uma disputa sobre os direitos locais de pesca e caça de focas.

Ainda assim, se os americanos tiveram participação na expulsão dos argentinos há dois séculos, agora podem desempenhar um papel central no fortalecimento da reivindicação argentina. O presidente Milei certamente pensa assim.

"Ventos de mudança" estavam soprando, assegurou ele ao povo argentino, depois que o presidente Trump disse que estava "reavaliando" a posição dos EUA sobre as ilhas.

Tradicionalmente, essa posição tem sido de neutralidade, embora reconhecendo o domínio britânico sobre o território. "Neutro" é um termo relativo, claro, visto que o presidente Reagan forneceu apoio material a Margaret Thatcher durante a Guerra das Malvinas em 1982 – um ato que reforçou a aliança de longa data entre Londres e Washington em tempos de conflito.

Para Trump, no entanto, esse apoio mútuo – a "Relação Especial" – foi corroído por Keir Starmer quando o governo do Reino Unido optou por não se juntar à guerra dos EUA contra o Irã.

"Você não estava lá para me ajudar", retrucou o presidente em entrevista à GB News esta semana.

As Ilhas Malvinas ficavam "muito longe", disse ele. Seus habitantes – que votaram quase unanimemente para permanecerem um território ultramarino britânico em 2013 – argumentariam que a distância entre Londres e as Malvinas é ligeiramente menor do que a distância entre Washington e o território americano de Guam, no Pacífico Ocidental.

Ainda assim, as palavras de Trump sem dúvida galvanizaram Milei. Assim como as pesquisas de opinião. Ele precisa urgentemente de um impulso antes da eleição presidencial do ano que vem, na qual uma de suas adversárias, sua ex-vice-presidente, Victoria Villarruel, se apresentou como uma defensora mais firme da soberania nacional e criticou a abordagem diplomática de Milei sobre as Malvinas, considerando-a um fracasso.

A política interna raramente pode ser descartada quando a questão das Malvinas volta à tona. No entanto, Buenos Aires argumenta que o assunto se tornou urgente: "Um perigo claro e iminente", como disse Milei.

Com duas empresas de energia – a israelense Navitas Petroleum e a britânica Rockhopper Exploration – prestes a iniciar trabalhos no campo petrolífero de Sea Lion, na costa das Ilhas Malvinas, dentro de dois anos, a questão ganha novo ímpeto. A Argentina "não pode permitir" que as empresas "se apropriem das reservas de petróleo sob o nosso mar", afirmou. "Não ficaremos de braços cruzados", acrescentou.

Na manhã de sábado, o gabinete de Milei anunciou no X que estava iniciando um processo de sanções contra 45 pessoas e empresas. O anúncio não identificou os alvos e ainda não está claro qual será o impacto das medidas.

Em seu discurso, Javier Milei descreveu a Argentina como uma parceira confiável e "digna de confiança" de Washington, e goza do apoio de Trump, tanto ideológico quanto pessoal.

Os dois homens são aliados próximos em uma visão para o Hemisfério Ocidental que Trump chama de "Doutrina Don-roe", um trocadilho com a "Doutrina Monroe" do século 19, que exercia domínio americano sobre o continente. Em essência, os dois presidentes querem ver apenas líderes com ideias semelhantes no poder nas Américas.

Dentro de uma parceria tão inovadora e de uma reordenação das esferas de influência, é mais do que concebível que Trump favoreça o líder argentino em detrimento do primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, mesmo que as questões em jogo transcendam a personalidade e a política partidária.

Talvez a questão fundamental para os próximos meses seja se a força da chamada "Doutrina Don-roe" supera a longa história da "Relação Especial".

¨      Milei, Galtieri e a questão das Malvinas. Por Carlos Latuff

Em 2 de abril de 1982, tropas argentinas desembarcaram nas Malvinas, na tentativa de tomar do governo britânico o controle das ilhas — chamadas de Falkland Islands pelo Reino Unido —, por ordem do então ditador argentino, o general Leopoldo Galtieri, que tentava, por meio de uma reivindicação histórica e de grande apelo popular, salvar a ditadura argentina (1976-1983), que enfrentava uma grave crise econômica e uma insatisfação crescente. Galtieri apelou para uma causa justa e antiga dos argentinos. A reivindicação argentina remonta às disputas coloniais entre Espanha, França e Reino Unido pela posse do arquipélago, localizado a cerca de 500 km do litoral da Argentina. Em 1833, as forças navais do Império Britânico tomaram as ilhas e impuseram sua soberania. A reivindicação argentina pode ser entendida, portanto, como uma luta anticolonial.

O que Galtieri conseguiu, no entanto, depois que as forças argentinas foram derrotadas em 14 de junho de 1982 pela máquina de guerra britânica, foi apressar o fim do regime.

Em 3 de setembro de 2026, o presidente tresloucado da Argentina, Javier Milei, anuncia, em cadeia de rádio e TV, sanções contra empresas petrolíferas envolvidas no megaprojeto Sea Lion, voltado à exploração de petróleo nas Malvinas, afirmando que as ilhas são “histórica e legalmente” argentinas. O governo argentino considera a exploração ilegal, alegando que ela ocorre em águas da plataforma continental argentina sem autorização de Buenos Aires. A decisão ocorre em um momento em que o governo de Milei atravessa uma fase de estagnação econômica, popularidade em baixa e inflação persistente, após o pesado ajuste fiscal promovido no início de seu mandato, apelidado de “Plano Motosserra”.

A declaração vem na esteira de uma entrevista que seu mentor, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu ao canal de TV britânico GB News no mesmo dia, afirmando que estava revendo a posição da Casa Branca sobre as Malvinas e que se recusaria a assegurar apoio ao Reino Unido em caso de uma nova disputa com a Argentina, já que o governo britânico não apoiou a guerra dos EUA contra o Irã.

Como de hábito, fui monitorar as emissoras argentinas, que chegam muito bem por aqui em Porto Alegre por conta da propagação em ondas médias. E, claro, não foi difícil perceber que a decisão de Milei pautou a imprensa argentina. No dia 4 de setembro, por volta das 21h58, horário de Brasília, a rádio Mitre, de Buenos Aires (790 kHz AM), tratou do assunto em seus noticiários e ouviu um veterano da Guerra das Malvinas chamado Julio Pedro Vázquez. Emocionado, Julio descreveu sua reação ao ver a faixa “As Malvinas são argentinas”, exibida pela seleção argentina durante a Copa do Mundo. Agradeceu a Milei, ressaltando: “Después te critico, después te critico, porque tengo cosas para criticarle”, e chamou de hijos de puta os que se opõem ao projeto do presidente argentino. Já no dia 5 de setembro, às 18h27, horário de Brasília, o apresentador da Rádio 10, de Buenos Aires (710 kHz AM), em seu comentário sobre o tema das Malvinas, disse que o governo se apega à causa das Malvinas “por vê-la como uma força unificadora”. Afirmou que isso já havia acontecido em outros contextos, embora tenha ressaltado não ser daqueles que fazem comparações com Galtieri, já que Milei foi eleito democraticamente.

Claro que é difícil crer nas supostas intenções nacionalistas de Milei; afinal, ele próprio, em 2024, em entrevista à BBC, havia elogiado Margaret Thatcher, primeira-ministra britânica durante a Guerra das Malvinas. Soa mais como uma manobra oportunista, semelhante à tentada por Galtieri e que Milei agora quer emplacar para angariar a simpatia da população argentina. Se essa cortina de fumaça vai funcionar ou não, é o povo argentino quem tem a palavra final, já que é a população argentina quem sofre com a pesada crise econômica e social na qual Milei afundou a Argentina.

¨      Argentina não permitirá apropriação indevida do território ou recursos das Malvinas, diz Milei

O presidente argentino, Javier Milei, garantiu nesta sexta-feira (04/09) que seu governo não permitirá a apropriação indevida do território ou dos recursos que circundam o arquipélago das Ilhas Malvinas, cuja soberania é disputada por Buenos Aires contra o Reino Unido.

“Nossa causa exige uma resposta. Não permitiremos isso. A Argentina não ficará de braços cruzados. […] Utilizaremos todos os instrumentos do Estado — diplomáticos, econômicos, judiciais e legais — para deter atores estatais e não estatais que violem nossa soberania”, declarou o presidente em um pronunciamento televisionado.

Ele se referia à intenção de Londres de extrair petróleo em alto-mar, próximo às ilhas, apesar dos compromissos assumidos por ambos os países perante as Nações Unidas de não explorar quaisquer recursos naturais na área disputada enquanto a controvérsia territorial não for resolvida. Apesar disso, enfatizou, o lado londrino violou esse acordo.

“O que isso significa? Que se não nos manifestarmos com firmeza e calma hoje, em poucos meses eles terão a capacidade material de se apoderar das reservas de petróleo que jazem sob o nosso mar, algo que nunca aconteceu antes […]. Se permitirmos, estaremos criando o incentivo para que o governo britânico aprofunde a sua ocupação das ilhas e a exploração dos nossos recursos”, salientou.

<><> Ameaças e ações

Milei afirmou que sua administração “conseguiu determinar que o projeto ‘Sea Lion’, operado pela Navitas Petroleum e pela Rockhopper Exploration, tem data prevista para iniciar a exploração de petróleo em alto-mar nos próximos meses”, mas que não seria o único, pois existem outras iniciativas que ele descreveu como “uma ameaça aos interesses estratégicos da Argentina”.

Portanto, para conter essas tentativas, ele anunciou que “o Ministério das Relações Exteriores da Argentina já enviou cerca de 180 notas de reprovação a empresas e mais de 29 países envolvidos em diversos projetos” no arquipélago. Ele acrescentou que um decreto foi assinado “para agilizar os procedimentos de sanção impostos pela Lei 26.659 contra aqueles que participam de iniciativas de extração de petróleo em território sob ocupação britânica”.

Além disso, Buenos Aires fortalecerá os “mecanismos de detecção precoce e troca de informações para facilitar a adoção de sanções contra aqueles que realizam essas atividades, bem como contra seus acionistas, diretores e fornecedores”, que serão proibidos de operar em território argentino.

“Aqueles que operam em nossas ilhas pelas costas do governo argentino terão que escolher entre uma aposta ilegal em território disputado e uma operação lucrativa e segura em um país soberano, com previsibilidade”, alertou ele.

<><> Nova base naval

Além das medidas diplomáticas, políticas e econômicas, Milei acrescentou ações concretas na área da defesa. Para esse fim, anunciou a assinatura de um decreto de emergência — um procedimento acelerado para legislar e implementar ações governamentais sem debate parlamentar — com o objetivo de obter recursos para construir uma nova base naval perto da área disputada.

“Assinaremos um decreto de emergência para ampliar os recursos do Ministério da Defesa, a fim de construir uma base naval integrada na Terra do Fogo e aumentar nossa capacidade de telecomunicações. Essa base nos tornará o mais importante centro logístico do Atlântico Sul e será fundamental para a projeção geopolítica da Argentina”, afirmou.

Em um adendo, ele apresentará ao Congresso Nacional um projeto de lei para a defesa da soberania nacional com três objetivos: modificar a lei existente “para endurecer as sanções e penalidades contra empresas ligadas a operações não autorizadas”, criar o Conselho de Segurança Nacional, cuja missão será definir uma nova política de segurança e, finalmente, conceder a esse Conselho “os poderes necessários para que o Estado possa responder com ferramentas econômicas e diplomáticas a atores estatais e não estatais” que representem uma ameaça à segurança nacional.

“Hoje, a Argentina está a caminho de se tornar uma grande exportadora de recursos estratégicos com demanda mundial: metais, alimentos e hidrocarbonetos. Isso é possível graças à normalização econômica […], que permitiu investimentos acelerados nesses setores, porque um país empobrecido não pode impor custos àqueles que tentam violar sua soberania”, concluiu.

 

Fonte: Opera Mundi/Brasil 247

 

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