sábado, 12 de setembro de 2026

Moraes, Toffoli, Flávio: As 3 grandes frentes do caso Master

No primeiro semestre de 2025, o Banco Regional de Brasília (BRB), ligado ao governo do Distrito Federal, começou a formalizar a compra do Banco Master, instituição privada controlada por Daniel Vorcaro que nos anos anteriores teve crescimento exponencial e se notabilizou por uma estratégia agressiva de captação de recursos. Nos meses seguintes, o tema da venda bilionária ficou confinado às páginas de economia de grandes jornais.

Reportagens levantaram dúvidas sobre a saúde financeira do Master e destacaram que o mercado financeiro estava em alerta. Alguns veículos apontavam conexões políticas de Vorcaro.

Mas o tema só ganharia robustez em 18 de novembro de 2025, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero, que indicava inicialmente que o Master era o centro de um esquema de fraudes que teria movimentado R$ 12 bilhões.

Na mesma data, o Banco Central, que semana antes havia bloqueado a venda do Master para o BRB, decretou a liquidação extrajudicial da instituição de Vorcaro. O banqueiro Vorcaro havia sido preso no dia anterior, horas antes de a operação ser deflagrada, ao tentar embarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos com destino aos Emirados Árabes Unidos.

Por alguns dias, as implicações políticas do caso atingiram especialmente a cúpula do BRB ligada ao governo do DF, mas não demoraria para que a amplitude das conexões de Vorcaro começasse a ser revelada e o escândalo ganhasse contornos nacionais, servindo de estopim para a maior crise da história moderna do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao todo, cinco ministros do Tribunal tiveram nomes envolvidos em menor ou maior grau no caso Master. O escândalo ainda arrastou diversos membros do Congresso. Mas três frentes principais do caso têm sido persistentes e vêm ganhando amplitude: as suspeitas sobre os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e a canalização de recursos de Vorcaro para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, que lançou uma sombra sobre a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

<><> Suspeitas sobre Dias Toffoli

Inicialmente, o caso Master ficou sob a tutela da Justiça Federal de Brasília. No entanto, no início de dezembro, o ministro Dias Toffoli, atendendo a um pedido da defesa de Vorcaro, decidiu que o processo deveria ficar sob a competência do STF. Toffoli ainda impôs sigilo total e, na posição de relator, passou a ser o único responsável por determinar diligências na investigação do escândalo.

Dias depois de Toffoli estender seu controle sobre o caso, jornais revelaram que o ministro estivera no final de novembro num jatinho ao lado de Augusto Arruda Botelho, ex-secretário Nacional de Justiça que estava atuando na defesa de um dos diretores do Master. O voo havia ocorrido em 28 de novembro, quando o ministro do STF foi a Lima, no Peru, para acompanhar a final da Libertadores. Toffoli assumiu a relatoria do Master na sequência.

Foi a primeira sombra de suspeita lançada sobre Toffoli no caso. Mais questionamentos viriam. Em janeiro de 2026, o ministro exigiu que o material apreendido em uma segunda fase da Compliance Zero fosse levado diretamente ao STF, impedindo que os investigadores analisassem livremente as evidências. Após pressão, recuou e autorizou a Procuradoria-Geral da República a guardar o conteúdo, mas com acesso restrito à PF. O movimento de Toffoli foi encarado como "atípico" por delegados.

Ainda em janeiro, o jornal O Estado de S. Paulo revelou ainda que o cunhado de Vorcaro havia comprado de dois irmãos e um primo de Toffoli a participação num resort no Paraná.

No mesmo mês, parlamentares e entidades civis começaram a protocolar múltiplos pedidos de impeachment contra Toffoli no Senado por crime de responsabilidade e flagrante conflito de interesse no caso. Em fevereiro, após uma reunião tensa e fechada entre os ministros do Supremo, Toffoli acabou deixando a relatoria do caso Master, que foi redistribuído para o ministro André Mendonça. No mesmo período, a divulgação de diálogos da reunião levantou suspeitas de que Toffoli teria gravado seus colegas de STF, algo que foi negado pelo ministro.

A partir de então, Toffoli deixou pelos meses seguintes os holofotes do caso. No entanto, em setembro de 2026, após o fim do sigilo do caso, novas suspeitas surgiram. Um relatório da Polícia Federal agora aponta a hipótese de que Dias Toffoli seria o "beneficiário final" ou o "proprietário de fato" de um fundo que teria recebido ao menos R$ 35 milhões do ex-banqueiro Vorcaro.

O mesmo relatório ainda aponta que foram identificados ao menos 12 registros de encontros presenciais planejados ou realizados entre Toffoli e Vorcaro entre o fim de 2023 e o início de 2025, além de 167 ligações telefônicas.

Por fim, a investigação também apura uma suspeita possível influência de Vorcaro sobre a atuação de Toffoli em um processo envolvendo precatórios bilionários do setor sucroalcooleiro. Todas as acusações ou suspeitas são negadas por Toffoli.

<><> Suspeitas sobre Alexandre de Moraes

Paralelamente à revelação de suspeitas sobre Toffoli, uma segunda frente, que se mostraria ainda mais ampla para o STF, passaria a implicar o influente ministro Alexandre de Moraes, que nos últimos anos havia ganhado destaque como o relator do inquérito das Fake News, que havia emparedado o bolsonarismo.

Em dezembro de 2025, o jornal O Globo revelou publicamente as primeiras notícias de que o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, havia firmado em 2024 um contrato de prestação de serviços advocatícios para o Banco Master num valor que alcançaria valor cerca de R$ 130 milhões. O documento havia sido localizado no celular de Vorcaro durante a Operação Compliance Zero.

O jornal, mais tarde, apontou que Moraes havia procurado a cúpula do Banco Central para tratar do caso Banco Master. Já o jornal O Estado de S. Paulo indicou que o ministro ligou diversas vezes para o presidente do BC para discutir a venda do Master ao BRB. Moraes negou as suspeitas.

Por alguns meses, com Toffoli nos holofotes, as suspeitas sobre Moraes pareciam ter esfriado e surgiram questionamentos entre apoiadores do ministro se o contrato de fato existia, mas logo o ministro voltou a ficar em evidência.

Em março, começaram a surgir reportagens sobre suspeitas de mensagens de WhatsApp de Vorcaro para Alexandre de Moraes. Naquele mês, o jornal O Globo apontou que o banqueiro teria enviado mensagens a Moraes horas antes de ser preso pela primeira vez, em 17 de novembro.

No início de setembro, foi a vez de o caso ganhar contornos de convulsão no STF, quando o ministro André Mendonça, que assumiu o caso Master após a saída de Toffoli, retirar parte do sigilo do caso.

Primeiro, o jornal Estado de S. Paulo apontou a suspeita que Moraes esteve com Vorcaro ao menos seis vezes entre novembro de 2024 e agosto de 2025. Uma troca de mensagens agravou ainda mais a situação do ministro ao mostrar que Moraes editou o contrato milionário do escritório de sua mulher e teria opinado sobre listas de convidados de eventos do Master.

O escritório argumentou que seu setor de compliance consultou Moraes justamente para verificar se existia algum impedimento legal. No mesmo período, também foi revelada uma segunda proposta de contratação, de aproximadamente R$ 50 milhões, envolvendo o escritório de Viviane, mas que não chegou a ser formalizada.

Mais grave ainda foi a suspeita de que Vorcaro, dois dias antes de ser preso, perguntou a um número atribuído a Moraes: "Acha que segunda tenho que estar fora?". Ainda não se sabe o que o ministro respondeu a Vorcaro, mas documento sugerem que Vorcaro inicialmente pretendia viajar ao exterior em 18 de novembro, dia da deflagração da operação Compliance Zero, mas acabou antecipando a saída para o dia 17 depois da troca de mensagens.

Além das suspeitas envolvendo a fuga, Vorcaro teria pedido a Moraes que interferisse em seu favor junto ao diretor da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

As novas revelações acabaram por desencadear uma guerra entre Moraes e Mendonça no STF.

Nos dias seguintes, o próprio Mendonça, agora sob os holofotes, acabaria admitindo que teve um encontro com Vorcaro em março de 2025, além de ser alvo de questionamentos envolvendo contratos milionários de um instituto do qual era sócio com órgãos públicos. No entanto, o desgaste para Moraes se revelou maior. Inicialmente, Moraes tentou pedir uma investigação contra o colega, sem sucesso. O presidente da Corte, Edson Fachin, não só determinou que o pedido de investigação contra André Mendonça como retirou o Inquérito das Fake News da relatoria de Alexandre de Moraes - exceto para ações penais já em andamento.

Nesta sexta-feira (11/09), no entanto, Moraes requisitou ao presidente do STF a quebra do sigilo total do caso envolvendo Master e alegou "motivação política" de Mendonça. Na sequência, após um ofício da PGR que também pedia levantamento do sigilo,Fachin determinou que Mendonça cumprisse a medida.

<><> As suspeitas sobre Flávio Bolsonaro

Além do STF, o escândalo Master lançou uma sombra sobre a campanha presidencial do candidato Flávio Bolsonaro. Filho "01" do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio se lançou a Presidência em dezembro. Inicialmente, sua candidatura foi encarada como uma mera manobra política. No entanto, o nome de Flávio começou a se mostrar viável em pesquisas.

Em maio, sua campanha enfrentou a primeira crise. Até aquele mês, Flávio negava publicamente qualquer relação com Daniel Vorcaro. No entanto, gravações reveladas pelo site mostraram o senador negociando diretamente o repasse de R$ 134 milhões com o banqueiro para a produção do longa-metragem Dark Horse, uma cinebiografia (extremamente ficcionalizada) sobre Jair Bolsonaro. As mensagens também mostravam Flávio tratando Vorcaro de maneira bastante próxima.

Flávio Bolsonaro acabou admitindo ter assinado um contrato de patrocínio privado em dezembro de 2024, alegando que se tratava de um negócio puramente particular, sem dinheiro público. No entanto, os altos valores envolvidos eram totalmente desproporcionais com produções semelhantes lançadas nos últimos anos.

Reportagens do mesmo período, apontaram que, do valor negociado, Vorcaro teria destinado aproximadamente R$ 61 milhões ao projeto antes da sua prisão. Ainda em maio, a imprensa revelou que Flávio confirmou ter se encontrado pessoalmente com Vorcaro depois de o banqueiro ter sido preso e posteriormente solto com tornozeleira eletrônica. 

Em agosto, uma investigação apontou indícios de que o filme estaria sendo utilizado como uma fachada com orçamento superfaturado, e que parcelas milionárias canalizadas por Vorcaro haviam sido enviadas ao exterior simulando custos de distribuição e produção internacionais de forma ilícita.

No início de setembro, enquanto os holofotes se voltaram para as suspeitas de Moraes, a revista piauí publicou um relatório do Coaf mostrando que os repasses relacionados ao projeto do filme Dark Horse eram na realidade maiores do que os valores que Flávio havia admitido publicamente. No mesmo dia, o jornal Folha de S.Paulo mencionou um repasse adicional de R$ 8,5 milhões ligado ao projeto.

Posteriormente, com parte do sigilo do caso sendo levantado, foi revelado que Flávio Bolsonaro vem sendo formalmente investigado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no âmbito da sua atuação com financiamento de Dark Horse.

¨      6 perguntas para entender inquérito contra Flávio Bolsonaro — e o o que falta ser esclarecido

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) é investigado formalmente desde julho por suposta lavagem de dinheiro, corrupção e outros possíveis crimes no financiamento do filme Dark Horse junto ao Banco Master.

A informação tornou-se pública com o fim do sigilo de parte do caso Master, determinado nesta quinta-feira (10/9) pelo presidente do Supremo, Edson Fachin. O inquérito referente a Bolsonaro, no entanto, permanece em sigilo.

Flávio nega qualquer irregularidade sobre o financiamento do filme sobre seu pai e já disse, em sabatina ao Jornal Nacional, que o tema está "mais que esclarecido" e é um "livro fechado, ressignificado e na prateleira".

Cobrado, porém, o senador não apresentou ainda um detalhamento de como os mais de R$ 60 milhões que teriam sido recebidos do Master para o filme foram, de fato, gastos na produção.

Entenda a seguir, em seis pontos, o que se sabe e o que falta ser esclarecido sobre o inquérito que investiga Flávio Bolsonaro:

1. Quando a investigação foi instaurada por Mendonça?

A conexão entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro para financiamento do filme Dark Horse foi revelada em 13 de maio pelo portal The Intercept Brasil.

O acordo, dizia a reportagem, previa o repasse de US$ 24 milhões (na época equivalentes a cerca de R$ 134 milhões), dos quais cerca de metade foi pago.

Quase dois meses depois, em 8 de julho, a Polícia Federal solicitou a Mendonça a abertura de um inquérito sigiloso para apurar possíveis crimes envolvendo o financiamento da obra. O pedido veio em um relatório que descrevia as interações e encontros entre o banqueiro e o filho do ex-presidente.

Em 21 de julho, a Procuradoria-Geral da República (PGR) endossou o pedido de investigação.

Com isso, em 22 de julho, Mendonça determinou a instauração de um inquérito para apurar se Flávio cometeu os "crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos".

>>> 2. O que diz o relatório inicial da PF?

O relatório da PF que embasou o pedido de investigação diz que Flávio Bolsonaro (PL) foi um "interlocutor direto" do banqueiro Daniel Vorcaro na produção do filme Dark Horse, segundo a Polícia Federal (PF).

Os contatos ocorreram quando Vorcaro já estava no radar da PF, ao longo de 2025, e mesmo após sua primeira prisão, em 17 de novembro. Ambos se reuniram ainda no final daquele mês, quando o banqueiro estava em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica.

Os investigadores também levantam a hipótese de que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, "orientou a gestão dos recursos [do filme] em solo estrangeiro".

Nos documentos, a PF sustenta que mensagens e arquivos extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, somados a um Relatório de Inteligência Financeira do Coaf, indicam uma rota financeira internacional possivelmente ligada à produção de Dark Horse.

Segundo a PF, a empresa Entre Investimentos e Participações, ligada a Antônio Carlos Freixo Júnior, enviou US$ 12.333.335 ao Havengate Development Fund LP, nos Estados Unidos, entre fevereiro e setembro de 2025.

No telefone de Vorcaro, os investigadores localizaram um contrato para o filme que previa investimento de US$ 24 milhões em 14 parcelas. A PF diz que os valores e o calendário das remessas se aproximam daqueles previstos no contrato.

>>> 3. Qual o objetivo da PF na investigação?

Ao solicitar a abertura do inquérito, a Polícia Federal disse que buscaria esclarecer cinco pontos:

  • a origem dos recursos destinados pelo Master ao financiamento do filme;
  • a razão da utilização da empresa Entre Investimentos como intermediária dos pagamentos enviados ao fundo Havengate nos Estados Unidos;
  • a função desempenhada pelo fundo Havengate;
  • os beneficiários finais dos valores remetidos ao exterior;
  • o papel efetivamente exercido por Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Mário Frias (deputado federal), Thiago Miranda (publicitário que intermediava os contatos com Vorcaro), Fabiano Zettel (cunhado de Vorcaro), Antônio Freixo (dono da Entre Investimentos), Altiers Santana e Paulo Calixto (controladores do Havengate) na estruturação, cobrança, execução e destinação dos aportes.

Além disso, a PF argumentou que a investigação serviria para, se necessário, "a adoção de medidas de cooperação jurídica internacional com os Estados Unidos".

>>> 4. O que se sabe sobre o andamento da investigação?

Não há informações sobre os desdobramentos do caso após a formalização do inquérito contra Flávio Bolsonaro em 22 de julho.

Como o caso segue em sigilo, não é sabido se a PF já adotou novas diligências ou se solicitou medidas ao ministro.

Da mesma forma, não há conhecimento sobre que outras decisões Mendonça pode ter adotado dentro do inquérito.

Também não há informações sobre apurações nos Estados Unidos.

>>> 5. Por que esse inquérito continua em sigilo?

A retirada do sigilo de parte do caso Master foi solicitada a Mendonça pelo presidente do STF, Edson Fachin, na noite de quinta-feira (10/9).

O objetivo era dar acesso aos demais ministros da Corte a esse material devido ao julgamento marcado para terça-feira (15/9), quando o STF pode decidir se abre uma investigação sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Vorcaro.

Nesse pedido, Fachin solicitou que não fosse tornado público apenas "diligências cujo sigilo seja imprescindível à realização da medida" — ou seja, disse para se manter em sigilo apenas o que fosse necessário para o andamento de investigações.

A BBC News Brasil questionou o gabinete de André Mendonça a razão para o inquérito sobre Flávio Bolsonaro ser mantido em sigilo, mas não obteve esclarecimento.

Já na tarde de sexta-feira (11/9), Fachin deu mais 24 horas para que Mendonça ampliasse a retirada dos sigilos, após a PGR analisar o conteúdo liberado pelo ministro e apontar que ainda havia conteúdos secretos que poderiam ser divulgados.

Nesse segundo despacho, Fachin solicita que seja retirado todo o sigilo de conteúdos relacionado à operação Compliance Zero, que investiga o Master, "ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas".

>>> 6. O que Flávio diz — e o que ainda não explicou sobre o dinheiro do Master?

Flávio nega qualquer irregularidade sobre o financiamento do filme sobre seu pai e insiste que se trata apenas de um patrocínio privado para uma obra privada, sem uso do dinheiro público.

Em sabatina ao Jornal Nacional, porém, ele foi cobrado sobre a falta de detalhamento sobre os recursos obtidos e como eles foram gastos.

As investigações apontam que o equivalente a mais de R$ 60 milhões chegaram a ser liberados para a obra, mas, até o momento, a produtora do filma não detalhou e comprovou a utilização dos recursos.

Pressionado pelo Jornal Nacional a apresentar o contrato para o patrocínio e uma planilha detalhada sobre o uso dos recursos no filme, o candidato do PL insistiu que já prestou os esclarecimentos e que se trata de um financiamento privado para realização de uma "obra de arte".

"Eu não fui buscar dinheiro em recursos públicos, e esse foi um patrocínio, na verdade, que não tem nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro. É um patrocínio para um filme privado sobre o meu pai".

Já nesta sexta, em uma agenda de campanha no Amazonas, Flávio Bolsonaro disse estar com "muita tranquilidade" em relação a divulgação da existência do inquérito e afirmou que "transparência total nesse assunto foi a melhor coisa que poderia acontecer".

"Estamos numa eleição presidencial e não é novidade para ninguém que vão tentar fazer de tudo para desestabilizar e inventar coisas onde não tem", afirmou.

"Sempre disse que a relação com o filme foi privada, um patrocínio privado em relação ao filme do presidente Bolsonaro. É muito positivo para confirmar o que sempre falei."

 

Fonte: BBC News Brasil

 

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