Modi endurece o cerco a ONGs internacionais
em nome da defesa da soberania
A Índia está travando uma das mais
importantes — e controversas — batalhas contemporâneas sobre os limites da
atuação de organizações não governamentais financiadas do exterior. Sob o
governo do primeiro-ministro Narendra Modi, Nova Déli ampliou significativamente
os mecanismos de fiscalização sobre o dinheiro estrangeiro destinado a ONGs,
fundações, entidades religiosas e organizações da sociedade civil.
No centro dessa política está o Foreign
Contribution (Regulation) Act (FCRA), ou Lei de Regulamentação das
Contribuições Estrangeiras. A legislação não foi criada por Modi. Sua primeira
versão remonta a 1976 e o marco atualmente em vigor foi aprovado em 2010. O que
o governo do Bharatiya Janata Party (BJP) fez foi tornar progressivamente mais
rigorosas suas regras e sua fiscalização.
A justificativa oficial é inequívoca:
recursos provenientes do exterior não podem ser utilizados para atividades
contrárias ao interesse nacional indiano. O Ministério do Interior sustenta que
o objetivo do FCRA é assegurar que organizações atuem de maneira compatível com
os valores de uma República soberana e democrática e impedir que contribuições
estrangeiras sejam utilizadas em atividades prejudiciais ao interesse nacional.
Em 2026, o governo deu mais um passo nessa
direção. Novas regras aumentaram as exigências sobre organizações que recebem
recursos estrangeiros, ampliando as informações exigidas sobre suas atividades
e sobre a utilização do dinheiro.
<><> Soberania e influência
estrangeira
O argumento político apresentado pelo governo
Modi vai além de uma simples questão contábil. Para Nova Déli, a circulação
internacional de dinheiro pode se transformar também em circulação de
influência política.
Em documento oficial publicado em 2026 sob o
título “Transparency, Sovereignty and Democratic Accountability”
(“Transparência, soberania e responsabilidade democrática”), o governo indiano
reconhece os benefícios da filantropia e da cooperação internacional, mas
argumenta que a expansão das redes financeiras transnacionais criou novos
desafios relacionados à transparência, à influência estrangeira e à proteção
das instituições democráticas.
É precisamente nesse ponto que o debate
indiano assume dimensão geopolítica. Para os defensores da política de Modi,
grandes fundações internacionais podem, por meio do financiamento da sociedade
civil, adquirir capacidade de influenciar indiretamente debates políticos,
sociais, ambientais e religiosos de países do Sul Global.
Um dos casos mais emblemáticos é o da Open
Society Foundations, criada pelo bilionário George Soros. Em 2016, o governo
indiano determinou que transferências da organização para pessoas, ONGs ou
outras entidades na Índia fossem submetidas a autorização prévia. Em processo
posterior na Justiça, o governo afirmou ter tomado a decisão com base em
relatórios de agências de segurança relacionados à segurança nacional.
Soros tornou-se também alvo recorrente das
críticas do BJP. O próprio bilionário fez declarações públicas duramente
críticas a Modi e ao nacionalismo hindu, enquanto dirigentes governistas
passaram a acusá-lo de tentar influenciar a política interna indiana. A
existência dessa interferência, porém, é objeto de disputa política e não deve
ser tratada como fato judicialmente estabelecido.
Outro caso histórico envolveu a Ford
Foundation. Em 2015, o governo colocou seus repasses sob regime de autorização
prévia depois de identificar transferências para organizações que, segundo as
autoridades, não estavam devidamente habilitadas pelo FCRA.
<><> O caso Oxfam
A ofensiva também atingiu algumas das
organizações internacionais mais conhecidas do mundo.
O governo recusou a renovação da licença FCRA
da Oxfam India. Em processo perante a Justiça de Déli, o Ministério do Interior
sustentou que a organização teria realizado campanhas contrárias aos interesses
econômicos do país, inclusive em temas relacionados à indústria do chá de
Assam, ao carvão e a outros setores considerados estratégicos.
O governo chegou a caracterizar a atuação da
entidade como potencialmente relacionada a interesses externos. A Oxfam
contesta as acusações e questiona judicialmente decisões tomadas contra a
organização.
O episódio demonstra a abrangência do
conceito de soberania adotado pelo governo Modi. A preocupação não se limita à
interferência diretamente eleitoral. Abrange também movimentos financiados
externamente capazes de exercer pressão sobre decisões econômicas, energéticas,
ambientais, religiosas ou sociais.
<><> Bollywood entra na
controvérsia
O debate chegou também ao universo cultural
indiano.
A atriz Shabana Azmi, uma das figuras mais
respeitadas de Bollywood e vencedora de diversos prêmios nacionais, preside o
conselho da ActionAid Association na Índia. Azmi é casada com Javed Akhtar, um
dos mais conhecidos poetas, letristas e roteiristas do cinema indiano.
A ActionAid India informa oficialmente que
atua no país desde 1972, é afiliada à ActionAid International e desenvolve
atividades em grande parte do território indiano. A própria organização
identifica Shabana Azmi como presidente de seu conselho.
A entidade possui registro no sistema FCRA e,
portanto, está inserida diretamente no universo regulado pelo governo para
recebimento de contribuições estrangeiras.
Azmi e Akhtar são conhecidos também por
posições públicas críticas ao BJP e a Modi. Isso transformou a participação da
atriz no universo das organizações da sociedade civil em tema de forte disputa
política na Índia.
É necessário, porém, fazer uma distinção
fundamental: a existência de financiamento estrangeiro autorizado pelo FCRA não
significa, por si só, atividade ilegal ou interferência estrangeira. Tampouco
há base para afirmar que Javed Akhtar seja responsável pelas operações
financeiras da ActionAid. O vínculo institucional documentado é de Shabana Azmi
com a organização.
O caso é relevante justamente porque mostra
como o debate ultrapassou organizações pouco conhecidas e chegou ao coração da
elite cultural e intelectual indiana.
<><> Milhares de registros
cancelados
A escala da transformação é expressiva. Ao
longo dos últimos anos, milhares de organizações perderam, deixaram expirar ou
não conseguiram renovar sua autorização para receber recursos estrangeiros.
Isso não significa que todas essas
organizações tenham cometido crimes. Cancelamentos, expirações, não renovações
e irregularidades administrativas são situações juridicamente diferentes. Mas
os números mostram a dimensão da reorganização promovida pelo Estado indiano no
universo das entidades habilitadas a receber dinheiro estrangeiro.
O governo Modi sustenta que o objetivo não é
impedir a cooperação internacional. Documentos oficiais reconhecem que recursos
estrangeiros contribuem para educação, saúde, assistência em desastres,
pesquisa científica, conservação ambiental e desenvolvimento comunitário. A
tese governamental é que essa cooperação precisa ser transparente e subordinada
às leis e aos interesses soberanos da Índia.
<><> Os críticos de Modi
Do outro lado, organizações de direitos
humanos e setores da oposição afirmam que o conceito de “interesse nacional” é
amplo demais e pode ser empregado para restringir entidades que criticam o
governo.
Organizações internacionais de direitos
humanos argumentam que o endurecimento do FCRA ampliou consideravelmente os
poderes do governo sobre as atividades e a administração das ONGs que recebem
financiamento estrangeiro. Para seus críticos, o sistema pode restringir
indevidamente a liberdade de associação.
A controvérsia chegou também aos tribunais.
Decisões judiciais recentes demonstram que existe uma disputa sobre até onde o
Estado pode ir ao associar financiamento externo, mobilização social e ameaça
ao interesse nacional.
A batalha, portanto, está longe de terminar.
<><> Uma questão que ultrapassa a
Índia
Por trás do embate existe uma pergunta que
interessa a praticamente todos os países do Sul Global: onde termina a
cooperação internacional legítima e onde começa a interferência estrangeira?
A posição do governo Modi é que a soberania
de um país não pode ser medida apenas pela proteção de suas fronteiras. Ela
também depende de saber quem financia organizações capazes de influenciar sua
política, sua economia, suas instituições e o debate público.
Os críticos respondem que exatamente o mesmo
argumento pode ser usado por qualquer governo para enfraquecer adversários e
organizações independentes.
É essa tensão que torna a experiência indiana
especialmente relevante. Em uma época em que dinheiro, informação, ativismo e
influência atravessam fronteiras em segundos, a Índia de Modi procura construir
uma espécie de fronteira financeira em torno de sua sociedade civil.
Para seus defensores, trata-se de soberania.
Para seus adversários, de controle político.
E a batalha sobre onde fica a fronteira entre
essas duas coisas está apenas começando.
¨
Cúpula do Brics
reaproxima líderes de Irã e Emirados Árabes
O Irã e os Emirados Árabes Unidos, cujas relações se
deterioraram desde o início da guerra no Oriente Médio, querem "virar
a página", afirmou o presidente iraniano neste domingo (13/09). "Pela
primeira vez desde a guerra e os incidentes ocorridos no Golfo Pérsico, tivemos
uma troca construtiva com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi", disse Massoud
Pezeshkian um dia após uma reunião com o xeque Khaled Bin Mohamed Bin Zayed Al
Nahyan na Índia, à margem da cúpula do Brics.
"Ficou
combinado que viraríamos a página, olharíamos para o futuro e o construiríamos
juntos", disse Pezeshkian. Depois que ataques de EUA e Israel ao Irã, em fevereiro, deram
início à guerra no Oriente Médio, Teerã retaliou contra os aliados dos Estados
Unidos na região, sendo que os Emirados Árabes foram os mais
afetados.
Os dois
líderes questões regionais e
internacionais, a redução da tensão, a estabilidade e
os esforços para promover a paz e o desenvolvimento na região,
informou a assessoria de imprensa de Abu Dhabi no X, sem mencionar qualquer
resultado concreto das discussões.
Em
agosto, os Emirados Árabes anunciaram que estavam suspendendo as relações
comerciais e financeiras com o Irã. Dubai, a maior cidade dos EAU, abriga uma
comunidade iraniana profundamente enraizada e é uma importante fonte de
sustento econômico para o Irã, que enfrenta dificuldades devido ao peso
das sanções dos EUA e da comunidade
internacional.
O
presidente do Irã também denunciou que a guerra contra seu país impede o acesso
da população a "alimentos e medicamentos", em referência ao
endurecimento das sanções e ao bloqueio naval imposto por Washington contra
Teerã. A inflação anual no Irã atingiu 89% em agosto, e 127,5% no setor de
alimentos e bebidas.
<><> Emirados Árabes e Irã aderem
a declaração do bloco
Os dois
países do Golfo aderiram, no
sábado (12/09), a uma declaração conjunta do Brics que
apela à moderação na guerra no Oriente Médio, em um gesto visto como um sinal
de progresso diplomático entre os países divididos pelo
conflito. É um avanço em relação
a maio, quando o bloco não chegou a um entendimento sobre uma declaração
conjunta por causa do conflito.
A cúpula do Brics é um teste à
influência diplomática de um bloco criado em 2009 para desafiar uma ordem
mundial dominada pelos Estados Unidos e seus aliados ocidentais. Originalmente,
era composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, tendo se
expandido para Egito, Etiópia e Indonésia, assim como o Irã e os Emirados
Árabes Unidos.
Além do
presidente do Irã e do príncipe dos Emirados, a cúpula também conta com a
presença dos presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, além do
primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. O Brasil está sendo representado pelo
ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Os
organizadores da cúpula e diplomatas têm se concentrado em superar a divisão
entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, mesmo
com os Estados Unidos e o Irã retomando ataques
recíprocos na guerra que já dura seis meses.
A
declaração de 45 páginas contém um parágrafo sobre a guerra no Irã. Ela
expressa "profunda preocupação" com a escalada no Oriente Médio e
apela à "máxima moderação". Nenhum país é citado nominalmente nem
responsabilizado.
A
guerra envolve diretamente três membros do bloco (Irã, Emirados Árabes e Arábia
Saudita), que estão em lados opostos do conflito.
<><> Disputas internas vão além
da guerra no Irã
Foi a
primeira viagem de Xi Jinping à Índia em sete anos, uma visita que incluiu uma
reunião com Modi e que representa um novo passo na normalização das relações
bilaterais iniciada em 2024 entre os dois países. Em 2027, a China assume a
presidência do bloco.
As
relações entre Índia e China ficaram congeladas após um confronto mortal na
fronteira entre os dois países na região do Himalaia, em 2020. Tanto Modi
quanto Xi desejam um mundo mais multipolar e menos domínio ocidental sobre o
sistema financeiro global. Mas os dois países abordam a questão a partir de
posições muito diferentes.
A China
é a segunda maior economia do mundo, com forças armadas poderosas e assertivas.
O foco de Pequim é fazer frente a Washington. A Índia, por sua vez, busca uma
política de alinhamentos múltiplos e autonomia estratégica, estabelecendo laços
com a Rússia, os EUA e a União Europeia por diferentes
motivos, sem se aliar ao campo da China.
A
desconfiança persiste, especialmente em relação à fronteira disputada e a quem
terá influência na Ásia. O enorme déficit comercial da Índia com a China agrava
ainda mais a situação.
A China
foi fundamental para a expansão no Brics de cinco para 11 membros. Xi agora
quer estreitar os laços dentro do bloco, por meio da cooperação em tecnologias
do futuro, indústrias e cadeias de abastecimento resilientes. A ideia é
transformar o Brics ampliado em uma rede mais integrada do Sul Global –
tecnologicamente e, eventualmente, geopoliticamente.
Assim
como a China, a Índia deseja que o Brics dê mais voz ao Sul Global. Mas não
quer que o bloco se torne uma aliança antiocidental liderada pela China, o que
vem causando a principal tensão no cerne do grupo.
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BRICS deve desempenhar papel efetivo na proteção da
soberania nacional, diz presidente do Irã
O BRICS
deve desempenhar um papel efetivo na proteção da soberania nacional e da
integridade territorial, afirmou o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian.
“O
BRICS é um indicador da crescente demanda por um mundo mais equilibrado e
inclusivo, no qual nenhum centro de poder tenha o direito de determinar o
destino dos outros. A sustentabilidade econômica é impossível sem segurança. O
BRICS deve desempenhar um papel mais efetivo na proteção da soberania nacional
e da integridade territorial, bem como na proibição do uso da força”, afirmou
durante a cúpula em Nova Déli, conforme as declarações divulgadas pela
agência Sputnik neste domingo (13).
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Brics pede calma no
Oriente Médio após meses de diplomacia
Os
membros do Brics, grupo composto por
onze países incluindo o Brasil, pediram calma no Oriente Médio por meio de uma
declaração conjunta, emitida neste sábado (12/09) durante uma aguardada cúpula em Nova Delhi.
O bloco
expressou "profunda preocupação com a contínua escalada de tensões"
na região. "Recordando nossas respectivas posições nacionais, pedimos o
exercício da máxima contenção, bem como que sejam evitadas ações que possam
agravar ainda mais a situação," afirmou o texto.
Os
outros membros do Brics são Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito,
Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Em maio, o bloco não chegou a um acordo sobre uma
declaração conjunta, uma vez que iranianos, sauditas e emiráticos estavam
divididos pela guerra no Oriente Médio, aberta por ataques
de Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.
Costurada
com intensos esforços diplomáticos da Índia, país anfitrião da cúpula deste fim
de semana, a declaração também condenou ataques contra infraestrutura civil e
"instalações nucleares pacíficas sob salvaguardas integrais da Agência
Internacional de Energia Atômica (AIEA)".
"As
salvaguardas nucleares, a segurança nuclear e a proteção nuclear devem ser
sempre mantidas, inclusive em conflitos armados, para proteger as pessoas e o
meio ambiente de danos."
<><> "Polarização e
desconfiança"
O
presidente da China, Xi Jinping,
afirmou, na abertura da cúpula de dois dias, que a guerra no Oriente Médio
"não atende aos interesses comuns da comunidade internacional",
segundo a agência estatal de notícias Xinhua.
A
guerra no Oriente Médio expôs um racha no bloco, com o Irã
atacando os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita. Além disso, os efeitos
do conflito sobre o petróleo, os fertilizantes e a segurança alimentar
acertaram em cheio os países do Sul Global.
Também
o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, o presidente da Rússia, Vladimir
Putin, e o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, participam da cúpula. O
Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, representa o governo
brasileiro.
"Observamos
o atual contexto global de polarização e desconfiança e incentivamos uma ação
global para fortalecer a paz e a segurança internacionais", diz ainda a
declaração conjunta. "Ressaltamos a necessidade de trabalhar juntos para
manter o fluxo contínuo do comércio global, das cadeias de suprimentos e da
energia, em conformidade com o direito internacional aplicável."
O Brics
foi criado em 2009 como um fórum de grandes economias emergentes que buscavam
exercer maior influência em instituições dominadas pelas potências ocidentais.
Segundo
o Itamaraty, o bloco é um "foro central para a articulação de posições
conjuntas entre países em desenvolvimento, com vistas à construção de uma ordem
global mais justa e inclusiva" num "cenário internacional marcado por
conflitos armados, pela crise do multilateralismo e por profundos
desequilíbrios econômicos e na arquitetura de governança global".
<><> Tensões entre Índia e China
Outros
temas que marcam a cúpula é a reforma do Conselho de Segurança da
Organização das Nações Unidas (ONU), pauta levantada por Modi e cara ao Brasil,
e as disputas na fronteira entre Índia e China.
Os dois
países asiáticos se comprometeram a trabalhar por uma resolução neste sábado. A
visita de Xi à Índia é a primeira em sete anos, com o objetivo de consolidar o
cauteloso descongelamento das relações iniciado após anos de confrontos na
fronteira.
A China
assumirá a presidência rotativa do Brics no próximo ano e sediará a cúpula
anual dos líderes do bloco.
Segundo
o presidente chinês, os países membros devem liderar a governança global no
ciberespaço, no espaço sideral e nas águas profundas. Isso passa, ele disse
neste sábado, por fortalecer a cooperação na área de inteligência artificial (IA), propondo, assim,
uma iniciativa para promover a "nova industrialização" por meio desse
tipo de tecnologia.
Fonte: DW Brasil/Brasil 247

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