terça-feira, 15 de setembro de 2026

O ghosting

O presente texto tem como objetivo discorrer sobre os diferentes aspectos da performance do sujeito atual, com ênfase nos relacionamentos amorosos e fazer uma ghostinglogia – isto é, uma análise fenomenológica e afetiva do ghosting. Além disso, busco adicionar mais um elemento contemporâneo que contribui para a neoalienação: os medicamentos. Tratar dos medicamentos envolve olhar criticamente a dinâmica da psiquiatria na atualidade e não pensar de forma isolada suas substâncias químicas.

A célebre sentença aristotélica de que o homem é um animal racional deve ser reformulada e atualizada. Não que o ser humano tenha deixado de exercer a razão. Mas o principal elemento que caracteriza o sujeito contemporâneo é o quão exposto e vulnerável está ao condicionamento-alienante, o conjunto de fatores e discursos que nos condicionam à perda do eu e se incorporam a nossa constituição psíquica. Fomos do animal racional ao rato skinneriano.

Os fatores denominados “fenômenos excessivos” caracterizam nossa sociedade contemporânea e nos condicionam à neoalienação, a uma perda de contato com o eu e estão diretas ou indiretamente relacionados com o ato de performar. Fazer a si mesmo, seus atos e sua imagem de mercadoria agradável. Parecer ser e ter são mais imperativos do que de fato ser. Além da saturação de consumismo, estímulos e informação, o sujeito contemporâneo é assombrado pela necessidade de performar. Não basta apenas ser competente. É necessário ser competente em vender a própria competência. Performamos não apenas para conseguir emprego, como é o caso das entrevistas de trabalho e nossos perfis nas redes digitais, que devem estar sempre impecáveis. Mas também para manter esse mesmo emprego e conseguir promoções.

A performance contemporânea transcende o ganho monetário ao fazer parte das outras esferas da vida do sujeito contemporâneo. Digital, intelectual e amorosa. A exposição que faz de si mesmo e o olhar do outro digital que o valida nessas esferas é requisito para se perceber como sujeito. Não é apenas uma máscara ou condição de sobrevivência mas de existência como ser. O ato de performar é parte constitutiva do homem atual.

O que resulta na patologia-performática ou pathos-desempenho. A ânsia de vender o eu-que-produzo e sua imagem feliz e idealizada ultrapassa a fronteira do saudável e adentra no terreno patológico, resultando nas categorias psiquiátricas que assolam nosso século, como burnout e ansiedade. Disso decorre o consumo de medicamentos, que nada mais é do que o paliativo farmacológico que incide na manutenção do trabalhador-engrenagem-eficiente. O problema é estrutural. A dinâmica da sociedade contemporânea que é caracterizada pela pressão por produção e desempenho leva o sujeito em direção à patologia-performática.

Existe um excesso de medicamentos na contemporaneidade. Não é questão de negar a existência dos transtornos mentais e de sua base orgânica. Na Sociedade do Excesso tais substâncias químicas não raramente são usadas para lidar com males cuja gênese não é orgânica ou puramente orgânica. Mas existencial e psíquica. Ansiedade e depressão tendem a ser vistas apenas como desregulação química no sistema nervoso. E não consequência da falta de sentido na vida ou problemas internos mal resolvidos. A urgência e a pressão por resultados não abrem margem para a reflexão de si mesmo. Simplesmente não há tempo para tal. A psiquiatria e a indústria farmacêutica, que deveriam trabalhar em prol da saúde dos seres humanos, também nos oferecem recursos paliativos que impulsionam o ser-de-e-para-produção a continuar sendo uma engrenagem excitada. Na medida em que sabe que há uma forma de lidar com seu desgaste após o uso e continuar na sua jornada diária, o sujeito saturado fica mais tranquilo para cumprir seu papel existencial. Quando a engrenagem quebra e não há nada que as substâncias químicas possam fazer, basta substituir por outra. Quando lubrificar para espremer daí mais trabalho e produção não é viável, basta trocar por outra ferramenta.

No que tange aos medicamentos e substâncias químicas, existem dois grandes grupos que merecem nossa atenção. O primeiro é o das drogas paliativas. Remédios para lidar com depressão, ansiedade e afins. Paliativo capitalista para os males que a própria dinâmica capitalista causa. O segundo grupo é o das drogas performáticas, relacionadas diretamente à produtividade e à estética. O que nos interessa por agora é uma parcela específica do segundo. Isto é, o grupo de pessoas no qual a estética e produtividade se integram em uníssono, aqueles que compõem a comunidade fitness de alto rendimento. Influencers fitness, coaches e fisiculturistas. Seu sucesso depende não apenas da capacidade e habilidade para venderem sua rotina e seus corpos nas redes. Mas da capacidade de tomar veneno. E torcer para que seu organismo tenha uma certa reação. Não positiva, mas que seja a menos negativa possível. Eles compram sucesso com força vital e parte essencial do seu trabalho é jogar uma roleta russa venenosa. O indivíduo toma veneno, posta e é aplaudido. Aprendemos a glorificar o suicídio fitness. Pode ser lento e sutil, mas mata do mesmo jeito. Mais do que isso, o atleta aprendeu a extrair dinheiro e gozo desses aplausos. Há vários casos de atletas fitness, boa parte deles bem jovens, que acabam falecendo cedo na sua empreitada profissional. Não são acidentes. Mas sintomas de uma cultura que alegremente celebra o abrir mão da saúde pelo narcisismo do corpo.

Porém esse tópico merece um texto só para si e não devemos nos prolongar mais nele.

Explicitado esse fator excessivo que condiciona ou faz parte do processo de estranhamento de si, é errôneo dizer que o sujeito do excesso só tem valor como sujeito enquanto performa. A questão é que ele só é sujeito por causa da performance. Curiosamente tenho que performar para criticar a performance contemporânea, a começar pelo título do ensaio. O presente autor não se exime do corte que faz. Se for para cortar, que eu sangre junto. Que graça teria se assim não fosse? Minha escrita é essencialmente masoquista. Dito isso, em primeira e última instância, escrevo para cortar.

<><> Vamos analisar a performatividade dos relacionamentos atuais.

O fenômeno da selfie pós-sexo, na qual o casal (ou trisal) tira uma selfie de si depois de realizar o ato sexual para compartilhar nas redes digitais é característico da hiperconectividade de nossa época. Tal fenômeno se distingue da pornografia por não estar relacionado com ganho monetário. A intimidade sexual virou selo de felicidade e saúde a ser consumido pelo olhar digital na Sociedade Erótica. Discorrer sobre o arquétipo do ´´casal perfeito´´ nas plataformas digitais seria improdutivo, visto que ele já foi amplamente dissecado por outros autores atuais. Evitemos quebrar o Mandamento da Produtividade outra vez. O que nos interessa é o fenômeno do ghosting, a covardia contemporânea.

Ghosting é o ato de cortar contato com o outro sem mais explicações ou satisfações. Trataremos dele no âmbito amoroso e usaremos o termo “desconectividade” como sinônimo, já que o ghosting é essencialmente o ato de se desconectar. Não iremos discorrer sobre o ´´ghosting-light´´, aquele que é dado nos primeiros encontros e  interações, mas sim o ´´ghosting-hard´´, que é quando há conexão emocional substancial envolvida ou até mesmo um relacionamento sério entre ambos. Evitaremos o ´´ghosting-middle-ground´´, no qual há conexão emocional e intimidade mínima entre os parceiros e um possível relacionamento, mas nada tão expressivo quanto seria no caso do ghosting-hard. Nem mesmo  iremos analisar o ´´ghosting-self-defensive´´, a desconectividade abrupta e ´´legítima´´ por  causa do parceiro tóxico ou de ações tóxicas do outro como mecanismo de defesa e higiene mental.

A Sociedade Líquida descrita por Bauman também pode ser nomeada de Sociedade Performática, pois o ato de performar na contemporaneidade foi além do âmbito do trabalho e penetrou profundamente em outras esferas de nossas vidas. Inclusive na amorosa. Em maior ou menor grau nossa dinâmica socioeconômica nos obriga a performar. Absorvemos e reproduzimos sem nos darmos conta dessa dinâmica a tal ponto que o superego do sujeito contemporâneo não apenas o ordena que performe. Mas que goze performando e exiba seu gozo, mesmo que seja consumido no processo de vender a si mesmo incessantemente. Performo, logo sou. A performance é um dos poucos fatores sólidos na Sociedade da Liquidez. Nosso contato com o real e com o outro é cada vez mais mediado pelo virtual e digital. Nesse cenário a desconectividade é um mecanismo de defesa contra a desperformance diante do próximo. Na medida em que acabamos performando até no amor, o ghosting é uma saída natural e segura na dinâmica atual dos relacionamentos. Não há necessidade de cortar formalmente e oficialmente laços e contato com o outro, mas o agredimos ao lhe conceder o silêncio do block. Como se ele não fosse digno e merecedor o bastante de um término direto e franco, mas algo descartável e sem valor.

A violência do block desestabiliza e deixa o outro remoendo o peso do silêncio. Ao indagar a si mesmo o que teria feito de errado, a ´´vítima´´ acaba por não compreender que a súbita desconexão é sintoma estrutural de nossos relacionamentos liquidamente hiperconectados e performáticos. Não tanto culpa sua. Da parte de quem concede a honra do block há o alívio de ter que lidar com a noção digitalizada do outro e evitar o seu olhar carregado de sentimentos.

<><>O ghosting é resultado da desumanização do outro.

Façamos uma distinção entre cortar contato de forma súbita e a demora intencional para responder o parceiro, nomeada aqui de “violin string”, uma desconexão contínua e lenta, que pode ou não resultar no ghosting. Quando a corda de violino é tensionada e cortada parcialmente, aos poucos se vai rompendo. De forma análoga, dar sumiços intencionais e demorados quando se poderia responder em um espaço de tempo menor é tensionar a relação. Ao se iniciar o violin string o corte já foi feito. Aos poucos, a corda que une o casal vai se romper. Notar o investimento emocional e psicológico do parceiro e torturar seu afeto com um silêncio deliberado e respostas curtas e secas é sadismo.

Dizer apenas que não tem mais interesse no outro é um golpe de misericórdia. É mais maduro. Porém o desejo desse outro alimenta e satisfaz o ego narcisista e, de qualquer forma, nos tempos das relações líquidas pode-se facilmente raciocinar que convém deixar alguém de ´´reserva´´.

Lacan dizia que o desejo vem de uma falta. Como expressou na sentença “soubessem vocês que amor e fome são a mesma coisa”, o psicanalista parte do princípio de que o amor e o desejo sexual advêm daquilo que não se tem. Levando em conta a perspectiva lacaniana, há de se fazer uma distinção entre violin string e o ato de se distanciar do outro conscientemente para aumentar o desejo e a paixão entre ambos.

O violin string é uma forma de sadismo, provavelmente vinculada a uma inclinação narcisista. É torturar lentamente o outro com o silêncio deliberado. Esse brincar com os sentimentos alheios, se deliciando com a sensação de ser alvo do erotismo investido do outro e do poder que exerce sobre ele é uma das crueldades implícitas de nosso século. O segundo é um meio de alimentar o calor da paixão ao fazer com que os parceiros sintam falta um do outro. Que também pode ter o efeito contrário. Ou ser uma forma de tirar tempo para si.

Nossa Era da Conectividade, na qual nos salta aos olhos a ascensão das conexões virtuais, pode paradoxalmente ser chamada de Era da Desconectividade. Nunca foi tão fácil iniciar contato e nunca foi tão fácil descartar o outro. A descartabilidade deixa de ser um acontecimento isolado e passa a se aproximar do status de regra. Consumimos e descartamos o outro com a mesma facilidade com que fazemos com qualquer produto. Sem hesitar, buscamos uma versão melhor, uma pessoa melhor nas grandes vitrines de carne humana que são os aplicativos de relacionamento. Como é possível que tantas possibilidades de Eros resultem na sua liquidez e morte?

Evito dizer ao outro sim ou não, evito me relacionar ou continuar a relação com esse outro e mostrar minhas fraquezas e vulnerabilidades, pois isso seria a morte da performance. E a vida da performance é a morte do amor. Ele é ao mesmo tempo um mecanismo de defesa contra a desperformance e um ato performático na medida em que afirma que o eu está além da responsabilidade afetiva com o outro. Tal defesa é um sintoma da liquidez e fragilidade nos relacionamentos atuais e forma de proteção do eu contra essa mesma liquidez. Para que arriscar me relacionar com o outro em tempos de fragilidade do amor? Expor suas vulnerabilidades ao outro te deixa inseguro em tempos do fácil compartilhamento de informações. Apesar da vida do ser humano atual ser um livro aberto, ser um Facebook, há o receio de se abrir demais para o outro. Há a necessidade de erguer barreiras psíquicas que protegem o sujeito performático. Mas que sufocam o Eros e contribuem para seu mal-estar e solidão. Seus próprios muros e defesas mentais que lhe dão a sensação de proteção afetiva na era dos relacionamentos líquidos corroboram com sua infelicidade. O beaver dam interno protege, mas também freia o sentir. O rato skinneriano pode ser um roedor, mas ainda assim é um animal social e necessita do outro. Ademais, o sujeito saturado julga que é melhor nem começar algo tão improdutivo e potencialmente desperformático.

<><> Matar qualquer possibilidade de uma relação sólida é proteção do ego.

A desconexão contemporânea deve ser analisada sob o prisma das possibilidades de relacionamento e facilidades que temos para iniciar o contato com o potencial parceiro amoroso. Existem tantas possibilidades de nos relacionarmos com os outros via aplicativos e plataformas digitais que ficar preso a uma pessoa só resulta em angústia. O abrir mão de muitos é renunciar a experiências prazerosas. E prazer é o paliativo do trabalhador-engrenagem. Outro fator que contribui para o ghosting é o maior controle que temos nos relacionamentos amorosos. Podemos visualizar a mensagem e não responder, assim como apagar a mensagem que enviamos e alguns até vão ao ponto de rastrear o aparelho do parceiro. Essa mediação do Eros pelo virtual aumenta nosso controle, mas torna o contato com o outro mais frio. Quase impessoal. A mensagem e sua notificação, mesmo que seja por voz, não se comparam ao calor humano que temos na interação face a face. Por trás da imagem de perfil e mensagens de texto acabamos nos esquecendo que existe um ser de carne e ossos.

A virtualização do outro torna mais fácil o seu descarte e nossa desconexão dele. A virtualização desse outro é a forma mais sofisticada de desumanização do século XXI. Nossos relacionamentos na atualidade são mediados pelo virtual e digital e como consequência nossa representação mental do próximo é cada vez mais digitalizada e fria. A chama do calor humano se esvai aos poucos, até sobrar apenas fracas brasas que tornam propícia a desconexão. Desconexão essa que fere e deixa o ego do parceiro aflito. Isso pouco nos importa. Já o desumanizamos demais para sentir remorso. “Dar ghosting” em alguém não é apenas um ato performático e defesa contra a desperformance, mas a covardia que resulta da desumanização cibernética do outro.

O valor supremo de nosso século é ter bens e alcançar sucesso. Disso decorre que o relacionamento com o outro e o próprio outro só tem valor enquanto nos servem para tal fim. Ele deixa de ser um fim em si mesmo e se torna meio descartável e facilmente substituível.

O narcisismo do eu, como dito por Byung-Chul Han, resulta na morte do Eros. A atitude narcisista não abre margem para reconhecer e apreciar a alteridade do outro, e tais elementos são necessários para o amor. Mas o excesso de performance é tão letal para o Eros quanto. A ânsia por performar é combustível suficiente para incentivar casais a continuarem arrastando relacionamentos infelizes e fracassados por anos a fio, simplesmente para manterem as aparências e os status nas plataformas digitais. Postar o amor fracassado para sustentar a existência de um Eros diante do olhar do outro digital é agredir a si mesmo.

A performance pode ser detectada de forma expressiva e latente nas redes e plataformas digitais. A exemplo do sofós-digital, que busca mostrar sua intelectualidade e sabedoria para se sentir validado. Mesmo que não tenha conhecimento algum dos assuntos que trata. O sofós-digital é aquele internauta que sente necessidade de emular um grau de cultura e articulação teórica que ele efetivamente não tem. Não raras vezes se comunica de forma agressiva e incisiva para ser colocado como alguém que supostamente sabe do que fala, pois é a partir desse lugar de episteme que sua consciência se sente reconhecida e sua existência é afirmada.

Quer a pose e os louros de intelectual porém desprovido da substância e repertório que são necessários para se tornar um. Parecer ter uma opinião e expressá-la virtualmente é mais importante do que ter um posicionamento embasado e sólido. Tal substância exige tempo e dedicação, porém estamos tão condicionados a viver na lógica do gozo imediato no qual as coisas são para ontem que esse aprofundamento simplesmente não ocorre.

Nossos debates políticos públicos não são feitos para entrar em consenso ou alcançar a ´´verdade´´, mas para fazer o corte e postar nas redes. O Imperativo do Corte é lei nos ambientes virtuais. Não raramente os debatedores anseiam por ridicularizar o outro ou suas ideias (em alguns casos ambos) e fortalecer o próprio posicionamento no processo. Já que ninguém quer fazer papel de tolo diante de milhares, talvez milhões de internautas, usar falácias argumentativas e até mesmo uma postura agressiva são meios comuns de performar. Trata-se de enfraquecer o oponente, convencer os seus próprios followers e ganhar o máximo de engajamento possível.

O espetáculo epistêmico mata a verdadeira intelectualidade.

Na Fenomenologia do Espírito Hegel discorre sobre como a consciência se torna autoconsciência por meio de contradições, embates e também por se reconhecer por meio da consciência e contato com o outro. A pergunta que os intelectuais contemporâneos que se debruçam sobre a influência do digital e virtual na subjetividade humana terão de fazer é: como a consciência do sujeito contemporâneo se transforma em autoconsciência quando está tão exposto e atravessado pelo olhar do digital sobre si? Não apenas exposto, mas dependente e refém desse olhar digital. A exemplo dos profissionais que necessitam a todo momento vender sua imagem corporativa, eficiente e competitiva em plataformas como LinkedIn. É necessário mostrar seu diferencial em relação aos outros profissionais do mercado, mesmo que não tenham nenhum. É imperativo emular interesse pelos valores e missão da empresa e dizer o motivo pelo qual quer trabalhar lá. A resposta, em regra, é objetivamente financeira e talvez seja a única resposta. Mas essa sinceridade é transparente demais para qualquer empresa. Mesmo para as que pregam religiosamente a transparência. Tudo o que resta ao trabalhador-engrenagem-eficiente é encenar. A engrenagem humana se sente compelida a transformar seus fracassos, demissões e até mesmo tragédias que vivencia em histórias comoventes de superação nas quais consegue extrair valiosos ensinamentos sobre liderança e ética.

Na Sociedade Performática o sujeito do excesso goza em transformar tragédias e banalidades em evidências do seu próprio valor e soft skills. Que outra escolha ele tem a não ser extrair algum prazer da encenação que o consome e que é necessária para viver?

 

Fonte: Por Thiago Ferreira dos Santos Freitas, em A Terra é Redonda

 

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