segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Empresas de Flávio Bolsonaro e Careca do INSS dividem a mesma sala em Brasília

A empresa de capacetes Bravo Grafeno, cujo dono é o candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), divide o mesmo endereço em Brasília com pelo menos 16 firmas de Antonio Carlos Camilo Antunes, mais conhecido como “Careca do INSS”. O ex-presidente Jair Bolsonaro, que já participou da sociedade, é o garoto-propaganda da marca.

Esta revelação conecta diretamente a família Bolsonaro ao Careca do INSS, personagem central das investigações sobre as fraudes bilionárias que lesaram mais de 4,3 milhões de aposentados e pensionistas brasileiros. Os desvios ocorreram entre 2019 e 2024 e resultaram no prejuízo de R$ 2 bilhões aos cofres públicos.

O levantamento do Núcleo Investigativo do ICL Notícias indica que a empresa do candidato usou, além dos mesmos serviços de contabilidade, a mesma estrutura do investigado na Operação Sem Desconto, da Polícia Federal.

O Careca do INSS está preso preventivamente desde setembro de 2025, no Presídio da Papuda em Brasília. De acordo com as investigações, ele operava empresas de fachada para desviar as mensalidades recebidas irregularmente por associações de aposentados.

Em declarações anteriores, Flávio Bolsonaro negou envolvimento no escândalo do INSS. Procurado, o candidato a presidente ainda não se pronunciou. A reportagem também procurou a defesa do Careca do INSS, mas não houve retorno até o fechamento da edição. O espaço segue aberto para manifestação.

<><>Mesmo endereço e contador em Brasília

O endereço compartilhado é a sala de número 2601 bloco D, do Edifício Connect Towers, em Águas Claras, região administrativa do Distrito Federal.

A reportagem esteve no local nesta sexta-feira (dia 11), por volta das 10h30. Logo na portaria do prédio, uma funcionária informou que a sala 2601 é ocupada pela Voga Serviços Contábeis, empresa que pertence ao sócio do Careca do INSS, Alexandre Caetano dos Reis, que também está preso.

Alexandre Caetano dos Reis é o primeiro elo conhecido entre Flávio Bolsonaro e o Careca do INSS. Ele é responsável também pela contabilidade do escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro.

A Voga ocupa quatro salas no 26º andar do prédio. A recepção da empresa fica na de número 2603, onde o ICL Notícias foi recebido pelo advogado Thalles Setúbal. Ele confirmou que a Voga presta serviços à empresa de Flávio Bolsonaro, mas negou que a sala 2601, onde estão registradas as empresas do senador e do Careca do INSS, pertencesse à contabilidade, apesar de os funcionários que circulavam pelo corredor, terem confirmado à reportagem que o local também é ocupado pela Voga.

Inclusive, em duas ocasiões, ao bater na 2601 que estava fechada, fui abordada por funcionários que me orientaram que me dirigisse à recepção da Voga, ou seja, a sala vizinha, 2603.

Thalles afirmou que na 2601 funcionava um coworking e pertencia à outra empresa, com donos diferentes da Voga. Questionado sobre a relação da empresa de contabilidade com o senador Flávio Bolsonaro e as investigações da PF, Thalles respondeu: “A gente se posiciona nos autos, não com imprensa”.

A Bravo Grafeno foi aberta pela família Bolsonaro em junho de 2024 e conta com capital social de R$ 100 mil. A loja online vende dois modelos de capacete por R$ 598,90 e viseiras branca e preta, por R$ 54.

“Com capacete Bravo de grafeno, você garante sua liberdade e segurança. Assim como eu, esse é 100% brasileiro”, anuncia o ex-presidente em vídeo divulgado no site da empresa. O domínio do site foi registrado em julho de 2024 em nome de Flávio Bolsonaro.

Jair Bolsonaro lançou o capacete para motos, no dia 11 de março de 2025, no Salão das Motopeças, realizado em São Paulo. O tricampeão mundial de Fórmula 1, Nelson Piquet, também divulgou a marca durante uma live em 2025.

<><> Conexão entre Flávio Bolsonaro e Careca do INSS, contador está preso

Preso desde dezembro de 2025, Alexandre Caetano dos Reis foi sócio do Careca do INSS, em uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal no Caribe.

O e-mail da Voga consta nas notas fiscais emitidas pelo escritório de Flávio Bolsonaro, evidência da prestação de serviços contábeis ao senador revelada pelo Metrópoles.

Como mostra a investigação da Polícia Federal, Alexandre atuou como contador de diferentes empresas vinculadas ao Careca do INSS e tinha acesso a planilhas internas, documentos estratégicos e operações financeiras consideradas sensíveis pelos investigadores.

Outra conexão de Flávio Bolsonaro com personagens investigados no escândalo do INSS se chama Letícia Caetano dos Reis, administradora do escritório de advocacia do senador. Ela é  irmã do contador Alexandre Caetano dos Reis.

Em entrevista à Agência Pública, em 30 junho de 2022, Letícia afirmou que chegou ao escritório de Flávio por indicação de Willer Tomaz, amigo do senador e advogado que também foi alvo da Operação Sem Desconto.

Willer Tomaz tem procuração nos autos da investigação sobre os desvios no INSS para defender Alexandre Caetano dos Reis.

<><> Carlos Bolsonaro também é sócio da empresa de capacetes

Além de Flávio, o filho 01 de Jair, o ex-vereador Carlos Bolsonaro, o 02,também aparece na sociedade do negócio. Ele disputa uma vaga ao Senado pelo PL no estado de Santa Catarina.

Há outros três sócios na Bravo Grafeno. Entre eles, está o empresário Pedro Luiz Dias Leite, que foi sócio do ex-marqueteiro de Flávio Bolsonaro, Marcello de Oliveira Lopes, na empresa Bitts Tecnologia, Consultoria Empresarial e Comunicação, encerrada em agosto do ano passado.

Marcelão, como é conhecido nos bastidores de Brasília, enviou R$ 1 milhão à produtora Go UP, do filme Dark Horse, em dezembro de 2025, conforme inquérito da Polícia Federal. “Eu sou investidor do filme, é uma natureza totalmente empresarial. Tudo certinho, legal. Não houve repasse, houve investimento”, disse em resposta à coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo. O ICL Notícias tenta contato com ele.

No quadro societário da empresa de capacetes, surge também o nome do personal trainer Paulo Giordano Bernardi e o ex-assessor do senador, Fernando Nascimento Pessoa, que foi investigado no caso da rachadinha no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Procurados, os dois, assim como Carlos Bolsonaro, não retornaram às tentativas de contato.

As informações sobre sócios e endereço em que a Bravo Grafeno foi registrada constam em base de dados pública da Receita Federal.

<><> A rede de empresas do Careca do INSS na Sala 2601

A concentração de empresas do Careca do INSS na Sala 2601 chama atenção também pela forma como elas foram criadas. Levantamento feito pela reportagem encontrou ao menos 16 empresas ligadas a Antonio Carlos Camilo Antunes registradas no mesmo endereço cadastral da Bravo Grafeno. Algumas foram baixadas após as investigações.

O grupo reunia empresas de consultoria, construção, incorporação, comércio, locação de veículos e até um call center.

A Sala 2601 também aparece como endereço de empresas  diretamente relacionadas à movimentação do dinheiro investigado no escândalo do INSS.

É o caso da Prospect Consultoria Empresarial, uma das principais empresas de Antunes. Segundo o relatório final da CPMI, a Prospect recebeu R$ 204,2 milhões de nove entidades investigadas, incluindo R$ 115,9 milhões da Unaspub, R$ 27,1 milhões da Ambec e R$ 19,8 milhões da CBPA. Documentos da comissão registram como endereço da empresa justamente a QS 1, Rua 212, lotes 19, 21 e 23, Sala 2601.

Oito delas foram fundadas exatamente no mesmo dia: 5 de outubro de 2023 e uma, a RPLD Construtora e Incorporadora, apenas um mês depois do registro da Bravo.

O Careca do INSS atuava junto às entidades que tinham autorização para descontar mensalidades diretamente dos benefícios e, segundo a investigação, recebia milhões dessas associações por meio de sua rede de empresas. O dinheiro circulava entre diferentes CNPJs e era usado, entre outras finalidades investigadas, para aquisição de patrimônio e pagamentos a pessoas ligadas ao grupo. Ele  também atuava nos bastidores do INSS em defesa dos interesses dessas entidades.

•        Após matéria do ICL, Erika Hilton pedirá a Mendonça inclusão de Flávio Bolsonaro em inquérito do INSS

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) anunciou uma iniciativa no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar incluir o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, nas investigações sobre o esquema de descontos indevidos aplicados a aposentadorias e pensões do INSS. O pedido será apresentado ao ministro André Mendonça, que conduz procedimentos relacionados à Operação Sem Desconto.

A medida tem como base uma reportagem do Núcleo Investigativo do ICL Notícias, assinada pela jornalista Alice Maciel. Segundo a publicação, a Bravo Grafeno, empresa do setor de capacetes que tem Flávio Bolsonaro entre seus sócios, possui registro em uma sala de Águas Claras, no Distrito Federal, que também foi utilizada como endereço cadastral por pelo menos 16 empresas associadas a Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e apontado como personagem central das investigações.

“Frente à revelação de que Flávio Bolsonaro e o ‘Careca do INSS’ usavam o mesmo endereço e o mesmo contador para suas empresas, estou acionando o ministro André Mendonça para que ele inclua Flávio Bolsonaro no Inquérito do INSS”, afirmou Erika Hilton. Em outra publicação, a deputada classificou a coincidência como grave e defendeu uma apuração sobre os vínculos empresariais identificados. “É absurdo que um senador e candidato à presidência da República tenha uma empresa sediada no mesmo lugar onde 16 empresas de alguém indiciado por operar um dos maiores esquemas criminosos da história recente do nosso país”, escreveu.

O endereço citado é a sala 2601, bloco D, do Edifício Connect Towers. Entre as empresas que tiveram registro no local está a Prospect Consultoria Empresarial, que, segundo dados do relatório final da CPMI do INSS divulgados pela imprensa, recebeu R$ 204,2 milhões de nove entidades investigadas. Os negócios relacionados a Antunes atuam em diferentes setores, incluindo consultoria, construção, incorporação, comércio, locação de veículos e call center.

<><> Capacetes bolsonaristas

A Bravo Grafeno foi aberta pela família Bolsonaro em junho de 2024 e conta com capital social de R$ 100 mil. A loja online vende dois modelos de capacete por R$ 598,90 e viseiras branca e preta, por R$ 54.

“Com capacete Bravo de grafeno, você garante sua liberdade e segurança. Assim como eu, esse é 100% brasileiro”, anuncia o ex-presidente em vídeo divulgado no site da empresa. O domínio do site foi registrado em julho de 2024 em nome de Flávio Bolsonaro.

Jair Bolsonaro lançou o capacete para motos, no dia 11 de março de 2025, no Salão das Motopeças, realizado em São Paulo. O tricampeão mundial de Fórmula 1, Nelson Piquet, também divulgou a marca durante uma live em 2025.

A escolha de Mendonça como destinatário do pedido está relacionada à atuação do ministro no caso. Em dezembro de 2025, a pedido da Polícia Federal e após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República, ele determinou a prisão preventiva de 16 investigados na PET 15041, além de outras medidas cautelares. Antunes continua preso e é apontado nas investigações como operador financeiro e um dos supostos líderes do esquema.

As fraudes investigadas pela Operação Sem Desconto envolvem cerca de R$ 6,3 bilhões em descontos associativos realizados entre 2019 e 2024. Erika Hilton afirmou que “foram ao menos 6 bilhões de reais retirados dos pagamentos de aposentados”. Sobre os ressarcimentos, dados oficiais indicam que R$ 3,2 bilhões já haviam sido devolvidos a aproximadamente 4,7 milhões de beneficiários até junho.

O governo também adotou medidas para impedir a continuidade das cobranças. Em janeiro de 2026, Lula sancionou a Lei 15.327, que proibiu descontos de mensalidades associativas nos benefícios do INSS e estabeleceu mecanismos para localizar beneficiários prejudicados e devolver valores cobrados indevidamente, nos casos previstos pela legislação. A Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União, tornou público o esquema e levou à investigação de possíveis irregularidades envolvendo milhões de benefícios previdenciários.

•        Lindbergh pede que PGR investigue relação de Flávio Bolsonaro com Careca do INSS

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma notícia de fato pedindo a abertura de investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a partir de informações reveladas pelo ICL Notícias, sobre conexões empresariais entre uma empresa do parlamentar e a rede ligada a Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

A representação, apresentada neste sábado (12), pede que a PGR solicite ao Supremo Tribunal Federal (STF) a instauração de inquérito para apurar a existência de vínculos patrimoniais, contábeis e empresariais entre a Bravo Grafeno, da qual Flávio é sócio, e pessoas e empresas relacionadas ao Careca do INSS. Lindbergh também solicita quebra de sigilos bancário e fiscal, relatórios do Coaf, perícia contábil e buscas e apreensões.

Ao ICL Notícias, Lindbergh classificou as descobertas como “devastadoras” e afirmou que Flávio deveria desistir da candidatura à Presidência da República.

“É uma revelação devastadora. Liga diretamente Flávio Bolsonaro ao Careca do INSS. É gravíssimo, gravíssimo. Eu só vejo um caminho: a desistência da candidatura do Flávio Bolsonaro depois dessas revelações”, afirmou.

O deputado também relacionou o novo episódio às investigações envolvendo o Banco Master e seu ex-controlador, Daniel Vorcaro.

“Além da ligação com Vorcaro, está comprovada a ligação direta com o Careca do INSS pela sala, pelo contador Alexandre Caetano dos Reis, que está preso, que era o contador do Careca e o contador do Flávio Bolsonaro”, disse Lindbergh.

A afirmação de que existe uma ligação comprovada é uma avaliação do deputado. A notícia de fato pede justamente que a PGR investigue a natureza e a extensão dos vínculos identificados e se houve trânsito de recursos entre as estruturas empresariais.

A iniciativa foi motivada pela reportagem publicada pelo Núcleo Investigativo do ICL Notícias na sexta-feira (11), que revelou que a Bravo Grafeno declarou como endereço a sala 2601 do Edifício Connect Towers, em Águas Claras, no Distrito Federal. No mesmo local estão registradas, segundo dados públicos da Receita Federal, ao menos 16 empresas vinculadas ao Careca do INSS.

Entre elas está a Prospect Consultoria Empresarial. Segundo o relatório final da CPMI do INSS citado na representação, a empresa recebeu R$ 204,2 milhões de nove entidades investigadas pela cobrança de descontos associativos sobre benefícios previdenciários. Desse total, R$ 115,9 milhões vieram da Unaspub, R$ 27,1 milhões da Ambec e R$ 19,8 milhões da CBPA.

<><> Contador amplia conexão

A coincidência de endereço não é o único elemento levado à PGR. A apuração do ICL também identificou uma conexão por meio da contabilidade da empresa de Flávio.

Em diligência no Connect Towers, a reportagem foi informada de que a sala 2601 era ocupada pela Voga Serviços Contábeis. Funcionários do prédio confirmaram a presença da empresa no local. O advogado Thalles Setúbal, que recebeu a reportagem, confirmou que a Voga presta serviços à Bravo Grafeno, embora tenha negado que a sala 2601 pertença à contabilidade e afirmado que o espaço seria de trabalho compartilhado.

A Voga pertence a Alexandre Caetano dos Reis, preso desde dezembro de 2025 e que foi sócio do Careca do INSS em uma offshore constituída nas Ilhas Virgens Britânicas. De acordo com a representação, Alexandre também atuou como contador de diferentes empresas ligadas ao núcleo investigado pela Polícia Federal.

A conexão vai além da Bravo Grafeno: a Voga também é responsável pela contabilidade do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro.

Na notícia de fato, Lindbergh sustenta que essas descobertas acrescentam dois elementos novos a uma comunicação anterior feita por ele à Polícia Federal: o compartilhamento do endereço da Bravo Grafeno com 16 sociedades ligadas ao núcleo investigado e a contratação, pela empresa de Flávio, da contabilidade pertencente a um ex-sócio do Careca do INSS.

<><> PGR é provocada a rastrear dinheiro

Lindbergh pede que a investigação verifique se houve trânsito de dinheiro entre o esquema dos descontos associativos do INSS e a Bravo Grafeno.

Uma das linhas sugeridas é investigar a origem do dinheiro usado para formar o capital social da empresa, seu faturamento desde junho de 2024 e eventuais aportes, empréstimos, antecipações de recebíveis ou pagamentos que tenham como contraparte pessoas ou empresas relacionadas ao núcleo investigado na Operação Sem Desconto.

A representação cita, em tese, possíveis crimes de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Também pede que, caso seja identificado trânsito de recursos ou vantagens para Flávio ou pessoas vinculadas a ele, seja verificada eventual atuação parlamentar em benefício das entidades envolvidas no esquema, hipótese em que poderia ser investigada eventual corrupção. As suspeitas apresentadas ainda dependem de investigação e não significam que os crimes tenham sido praticados pelo senador.

O documento também pede uma apuração eleitoral. Como Flávio disputa a Presidência da República em 2026, Lindbergh quer que seja verificado se a Bravo Grafeno foi utilizada para movimentar recursos destinados à campanha fora dos mecanismos legais ou para financiar indiretamente a pré-campanha por meio da publicidade da marca.

<><> Pedido inclui quebra de sigilo e buscas

Entre as diligências solicitadas estão relatórios de inteligência financeira do Coaf sobre a Bravo Grafeno, a Voga, o escritório de advocacia de Flávio, os sócios da empresa e sociedades ligadas ao Careca do INSS.

Lindbergh pede ainda que a PGR solicite ao STF a quebra dos sigilos bancário e fiscal da Bravo Grafeno, da Voga e das pessoas mencionadas na representação, abrangendo o período desde janeiro de 2019. Também solicita buscas e apreensões nas salas 2601 e 2603 do Connect Towers para recolhimento de documentos contábeis físicos e eletrônicos.

Outro pedido é de cooperação internacional com as Ilhas Virgens Britânicas para identificar a offshore que teve como sócios o Careca do INSS e Alexandre Caetano dos Reis, incluindo seus beneficiários finais, contas bancárias e movimentações financeiras.

A PGR também é provocada a realizar uma perícia na contabilidade da Bravo Grafeno para identificar a origem dos recursos usados na empresa e todas as contrapartes de pagamentos e recebimentos desde sua criação.

A notícia de fato não abre automaticamente uma investigação. Caberá à PGR analisar os elementos apresentados e decidir se pede ao STF a instauração de inquérito e as medidas solicitadas.

Flávio Bolsonaro já negou anteriormente envolvimento nas irregularidades investigadas pela Operação Sem Desconto. Procurado pelo ICL na apuração que deu origem à representação, o senador não havia se manifestado até a publicação da reportagem.

 

Fonte: ICL Notícias

 

Nenhum comentário: