Empresas de Flávio Bolsonaro e Careca do INSS
dividem a mesma sala em Brasília
A empresa de capacetes Bravo Grafeno, cujo
dono é o candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL),
divide o mesmo endereço em Brasília com pelo menos 16 firmas de Antonio Carlos
Camilo Antunes, mais conhecido como “Careca do INSS”. O ex-presidente Jair
Bolsonaro, que já participou da sociedade, é o garoto-propaganda da marca.
Esta revelação conecta diretamente a família
Bolsonaro ao Careca do INSS, personagem central das investigações sobre as
fraudes bilionárias que lesaram mais de 4,3 milhões de aposentados e
pensionistas brasileiros. Os desvios ocorreram entre 2019 e 2024 e resultaram
no prejuízo de R$ 2 bilhões aos cofres públicos.
O levantamento do Núcleo Investigativo do ICL
Notícias indica que a empresa do candidato usou, além dos mesmos serviços de
contabilidade, a mesma estrutura do investigado na Operação Sem Desconto, da
Polícia Federal.
O Careca do INSS está preso preventivamente
desde setembro de 2025, no Presídio da Papuda em Brasília. De acordo com as
investigações, ele operava empresas de fachada para desviar as mensalidades
recebidas irregularmente por associações de aposentados.
Em declarações anteriores, Flávio Bolsonaro
negou envolvimento no escândalo do INSS. Procurado, o candidato a presidente
ainda não se pronunciou. A reportagem também procurou a defesa do Careca do
INSS, mas não houve retorno até o fechamento da edição. O espaço segue aberto
para manifestação.
<><>Mesmo endereço e contador em
Brasília
O endereço compartilhado é a sala de número
2601 bloco D, do Edifício Connect Towers, em Águas Claras, região
administrativa do Distrito Federal.
A reportagem esteve no local nesta
sexta-feira (dia 11), por volta das 10h30. Logo na portaria do prédio, uma
funcionária informou que a sala 2601 é ocupada pela Voga Serviços Contábeis,
empresa que pertence ao sócio do Careca do INSS, Alexandre Caetano dos Reis,
que também está preso.
Alexandre Caetano dos Reis é o primeiro elo
conhecido entre Flávio Bolsonaro e o Careca do INSS. Ele é responsável também
pela contabilidade do escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro.
A Voga ocupa quatro salas no 26º andar do
prédio. A recepção da empresa fica na de número 2603, onde o ICL Notícias foi
recebido pelo advogado Thalles Setúbal. Ele confirmou que a Voga presta
serviços à empresa de Flávio Bolsonaro, mas negou que a sala 2601, onde estão
registradas as empresas do senador e do Careca do INSS, pertencesse à
contabilidade, apesar de os funcionários que circulavam pelo corredor, terem
confirmado à reportagem que o local também é ocupado pela Voga.
Inclusive, em duas ocasiões, ao bater na 2601
que estava fechada, fui abordada por funcionários que me orientaram que me
dirigisse à recepção da Voga, ou seja, a sala vizinha, 2603.
Thalles afirmou que na 2601 funcionava um
coworking e pertencia à outra empresa, com donos diferentes da Voga.
Questionado sobre a relação da empresa de contabilidade com o senador Flávio
Bolsonaro e as investigações da PF, Thalles respondeu: “A gente se posiciona
nos autos, não com imprensa”.
A Bravo Grafeno foi aberta pela família
Bolsonaro em junho de 2024 e conta com capital social de R$ 100 mil. A loja
online vende dois modelos de capacete por R$ 598,90 e viseiras branca e preta,
por R$ 54.
“Com capacete Bravo de grafeno, você garante
sua liberdade e segurança. Assim como eu, esse é 100% brasileiro”, anuncia o
ex-presidente em vídeo divulgado no site da empresa. O domínio do site foi
registrado em julho de 2024 em nome de Flávio Bolsonaro.
Jair Bolsonaro lançou o capacete para motos,
no dia 11 de março de 2025, no Salão das Motopeças, realizado em São Paulo. O
tricampeão mundial de Fórmula 1, Nelson Piquet, também divulgou a marca durante
uma live em 2025.
<><> Conexão entre Flávio
Bolsonaro e Careca do INSS, contador está preso
Preso desde dezembro de 2025, Alexandre
Caetano dos Reis foi sócio do Careca do INSS, em uma offshore nas Ilhas Virgens
Britânicas, um paraíso fiscal no Caribe.
O e-mail da Voga consta nas notas fiscais
emitidas pelo escritório de Flávio Bolsonaro, evidência da prestação de
serviços contábeis ao senador revelada pelo Metrópoles.
Como mostra a investigação da Polícia
Federal, Alexandre atuou como contador de diferentes empresas vinculadas ao
Careca do INSS e tinha acesso a planilhas internas, documentos estratégicos e
operações financeiras consideradas sensíveis pelos investigadores.
Outra conexão de Flávio Bolsonaro com
personagens investigados no escândalo do INSS se chama Letícia Caetano dos
Reis, administradora do escritório de advocacia do senador. Ela é irmã do contador Alexandre Caetano dos Reis.
Em entrevista à Agência Pública, em 30 junho
de 2022, Letícia afirmou que chegou ao escritório de Flávio por indicação de
Willer Tomaz, amigo do senador e advogado que também foi alvo da Operação Sem
Desconto.
Willer Tomaz tem procuração nos autos da
investigação sobre os desvios no INSS para defender Alexandre Caetano dos Reis.
<><> Carlos Bolsonaro também é
sócio da empresa de capacetes
Além de Flávio, o filho 01 de Jair, o
ex-vereador Carlos Bolsonaro, o 02,também aparece na sociedade do negócio. Ele
disputa uma vaga ao Senado pelo PL no estado de Santa Catarina.
Há outros três sócios na Bravo Grafeno. Entre
eles, está o empresário Pedro Luiz Dias Leite, que foi sócio do ex-marqueteiro
de Flávio Bolsonaro, Marcello de Oliveira Lopes, na empresa Bitts Tecnologia,
Consultoria Empresarial e Comunicação, encerrada em agosto do ano passado.
Marcelão, como é conhecido nos bastidores de
Brasília, enviou R$ 1 milhão à produtora Go UP, do filme Dark Horse, em
dezembro de 2025, conforme inquérito da Polícia Federal. “Eu sou investidor do
filme, é uma natureza totalmente empresarial. Tudo certinho, legal. Não houve
repasse, houve investimento”, disse em resposta à coluna de Malu Gaspar, do
jornal O Globo. O ICL Notícias tenta contato com ele.
No quadro societário da empresa de capacetes,
surge também o nome do personal trainer Paulo Giordano Bernardi e o ex-assessor
do senador, Fernando Nascimento Pessoa, que foi investigado no caso da
rachadinha no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Procurados, os dois, assim como Carlos Bolsonaro, não retornaram às tentativas
de contato.
As informações sobre sócios e endereço em que
a Bravo Grafeno foi registrada constam em base de dados pública da Receita
Federal.
<><> A rede de empresas do Careca
do INSS na Sala 2601
A concentração de empresas do Careca do INSS
na Sala 2601 chama atenção também pela forma como elas foram criadas.
Levantamento feito pela reportagem encontrou ao menos 16 empresas ligadas a
Antonio Carlos Camilo Antunes registradas no mesmo endereço cadastral da Bravo
Grafeno. Algumas foram baixadas após as investigações.
O grupo reunia empresas de consultoria,
construção, incorporação, comércio, locação de veículos e até um call center.
A Sala 2601 também aparece como endereço de
empresas diretamente relacionadas à
movimentação do dinheiro investigado no escândalo do INSS.
É o caso da Prospect Consultoria Empresarial,
uma das principais empresas de Antunes. Segundo o relatório final da CPMI, a
Prospect recebeu R$ 204,2 milhões de nove entidades investigadas, incluindo R$
115,9 milhões da Unaspub, R$ 27,1 milhões da Ambec e R$ 19,8 milhões da CBPA.
Documentos da comissão registram como endereço da empresa justamente a QS 1,
Rua 212, lotes 19, 21 e 23, Sala 2601.
Oito delas foram fundadas exatamente no mesmo
dia: 5 de outubro de 2023 e uma, a RPLD Construtora e Incorporadora, apenas um
mês depois do registro da Bravo.
O Careca do INSS atuava junto às entidades
que tinham autorização para descontar mensalidades diretamente dos benefícios
e, segundo a investigação, recebia milhões dessas associações por meio de sua
rede de empresas. O dinheiro circulava entre diferentes CNPJs e era usado,
entre outras finalidades investigadas, para aquisição de patrimônio e
pagamentos a pessoas ligadas ao grupo. Ele
também atuava nos bastidores do INSS em defesa dos interesses dessas
entidades.
• Após
matéria do ICL, Erika Hilton pedirá a Mendonça inclusão de Flávio Bolsonaro em
inquérito do INSS
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP)
anunciou uma iniciativa no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar incluir o
senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, nas investigações sobre
o esquema de descontos indevidos aplicados a aposentadorias e pensões do INSS.
O pedido será apresentado ao ministro André Mendonça, que conduz procedimentos
relacionados à Operação Sem Desconto.
A medida tem como base uma reportagem do
Núcleo Investigativo do ICL Notícias, assinada pela jornalista Alice Maciel.
Segundo a publicação, a Bravo Grafeno, empresa do setor de capacetes que tem
Flávio Bolsonaro entre seus sócios, possui registro em uma sala de Águas
Claras, no Distrito Federal, que também foi utilizada como endereço cadastral
por pelo menos 16 empresas associadas a Antonio Carlos Camilo Antunes,
conhecido como “Careca do INSS” e apontado como personagem central das
investigações.
“Frente à revelação de que Flávio Bolsonaro e
o ‘Careca do INSS’ usavam o mesmo endereço e o mesmo contador para suas
empresas, estou acionando o ministro André Mendonça para que ele inclua Flávio
Bolsonaro no Inquérito do INSS”, afirmou Erika Hilton. Em outra publicação, a
deputada classificou a coincidência como grave e defendeu uma apuração sobre os
vínculos empresariais identificados. “É absurdo que um senador e candidato à
presidência da República tenha uma empresa sediada no mesmo lugar onde 16 empresas
de alguém indiciado por operar um dos maiores esquemas criminosos da história
recente do nosso país”, escreveu.
O endereço citado é a sala 2601, bloco D, do
Edifício Connect Towers. Entre as empresas que tiveram registro no local está a
Prospect Consultoria Empresarial, que, segundo dados do relatório final da CPMI
do INSS divulgados pela imprensa, recebeu R$ 204,2 milhões de nove entidades
investigadas. Os negócios relacionados a Antunes atuam em diferentes setores,
incluindo consultoria, construção, incorporação, comércio, locação de veículos
e call center.
<><> Capacetes bolsonaristas
A Bravo Grafeno foi aberta pela família
Bolsonaro em junho de 2024 e conta com capital social de R$ 100 mil. A loja
online vende dois modelos de capacete por R$ 598,90 e viseiras branca e preta,
por R$ 54.
“Com capacete Bravo de grafeno, você garante
sua liberdade e segurança. Assim como eu, esse é 100% brasileiro”, anuncia o
ex-presidente em vídeo divulgado no site da empresa. O domínio do site foi
registrado em julho de 2024 em nome de Flávio Bolsonaro.
Jair Bolsonaro lançou o capacete para motos,
no dia 11 de março de 2025, no Salão das Motopeças, realizado em São Paulo. O
tricampeão mundial de Fórmula 1, Nelson Piquet, também divulgou a marca durante
uma live em 2025.
A escolha de Mendonça como destinatário do
pedido está relacionada à atuação do ministro no caso. Em dezembro de 2025, a
pedido da Polícia Federal e após manifestação favorável da Procuradoria-Geral
da República, ele determinou a prisão preventiva de 16 investigados na PET
15041, além de outras medidas cautelares. Antunes continua preso e é apontado
nas investigações como operador financeiro e um dos supostos líderes do
esquema.
As fraudes investigadas pela Operação Sem
Desconto envolvem cerca de R$ 6,3 bilhões em descontos associativos realizados
entre 2019 e 2024. Erika Hilton afirmou que “foram ao menos 6 bilhões de reais
retirados dos pagamentos de aposentados”. Sobre os ressarcimentos, dados
oficiais indicam que R$ 3,2 bilhões já haviam sido devolvidos a aproximadamente
4,7 milhões de beneficiários até junho.
O governo também adotou medidas para impedir
a continuidade das cobranças. Em janeiro de 2026, Lula sancionou a Lei 15.327,
que proibiu descontos de mensalidades associativas nos benefícios do INSS e
estabeleceu mecanismos para localizar beneficiários prejudicados e devolver
valores cobrados indevidamente, nos casos previstos pela legislação. A Operação
Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal em conjunto com a
Controladoria-Geral da União, tornou público o esquema e levou à investigação
de possíveis irregularidades envolvendo milhões de benefícios previdenciários.
• Lindbergh
pede que PGR investigue relação de Flávio Bolsonaro com Careca do INSS
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ)
apresentou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma notícia de fato pedindo
a abertura de investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a partir
de informações reveladas pelo ICL Notícias, sobre conexões empresariais entre
uma empresa do parlamentar e a rede ligada a Antonio Carlos Camilo Antunes, o
Careca do INSS.
A representação, apresentada neste sábado
(12), pede que a PGR solicite ao Supremo Tribunal Federal (STF) a instauração
de inquérito para apurar a existência de vínculos patrimoniais, contábeis e
empresariais entre a Bravo Grafeno, da qual Flávio é sócio, e pessoas e
empresas relacionadas ao Careca do INSS. Lindbergh também solicita quebra de
sigilos bancário e fiscal, relatórios do Coaf, perícia contábil e buscas e
apreensões.
Ao ICL Notícias, Lindbergh classificou as
descobertas como “devastadoras” e afirmou que Flávio deveria desistir da
candidatura à Presidência da República.
“É uma revelação devastadora. Liga
diretamente Flávio Bolsonaro ao Careca do INSS. É gravíssimo, gravíssimo. Eu só
vejo um caminho: a desistência da candidatura do Flávio Bolsonaro depois dessas
revelações”, afirmou.
O deputado também relacionou o novo episódio
às investigações envolvendo o Banco Master e seu ex-controlador, Daniel
Vorcaro.
“Além da ligação com Vorcaro, está comprovada
a ligação direta com o Careca do INSS pela sala, pelo contador Alexandre
Caetano dos Reis, que está preso, que era o contador do Careca e o contador do
Flávio Bolsonaro”, disse Lindbergh.
A afirmação de que existe uma ligação
comprovada é uma avaliação do deputado. A notícia de fato pede justamente que a
PGR investigue a natureza e a extensão dos vínculos identificados e se houve
trânsito de recursos entre as estruturas empresariais.
A iniciativa foi motivada pela reportagem
publicada pelo Núcleo Investigativo do ICL Notícias na sexta-feira (11), que
revelou que a Bravo Grafeno declarou como endereço a sala 2601 do Edifício
Connect Towers, em Águas Claras, no Distrito Federal. No mesmo local estão
registradas, segundo dados públicos da Receita Federal, ao menos 16 empresas
vinculadas ao Careca do INSS.
Entre elas está a Prospect Consultoria
Empresarial. Segundo o relatório final da CPMI do INSS citado na representação,
a empresa recebeu R$ 204,2 milhões de nove entidades investigadas pela cobrança
de descontos associativos sobre benefícios previdenciários. Desse total, R$
115,9 milhões vieram da Unaspub, R$ 27,1 milhões da Ambec e R$ 19,8 milhões da
CBPA.
<><> Contador amplia conexão
A coincidência de endereço não é o único
elemento levado à PGR. A apuração do ICL também identificou uma conexão por
meio da contabilidade da empresa de Flávio.
Em diligência no Connect Towers, a reportagem
foi informada de que a sala 2601 era ocupada pela Voga Serviços Contábeis.
Funcionários do prédio confirmaram a presença da empresa no local. O advogado
Thalles Setúbal, que recebeu a reportagem, confirmou que a Voga presta serviços
à Bravo Grafeno, embora tenha negado que a sala 2601 pertença à contabilidade e
afirmado que o espaço seria de trabalho compartilhado.
A Voga pertence a Alexandre Caetano dos Reis,
preso desde dezembro de 2025 e que foi sócio do Careca do INSS em uma offshore
constituída nas Ilhas Virgens Britânicas. De acordo com a representação,
Alexandre também atuou como contador de diferentes empresas ligadas ao núcleo
investigado pela Polícia Federal.
A conexão vai além da Bravo Grafeno: a Voga
também é responsável pela contabilidade do escritório de advocacia de Flávio
Bolsonaro.
Na notícia de fato, Lindbergh sustenta que
essas descobertas acrescentam dois elementos novos a uma comunicação anterior
feita por ele à Polícia Federal: o compartilhamento do endereço da Bravo
Grafeno com 16 sociedades ligadas ao núcleo investigado e a contratação, pela
empresa de Flávio, da contabilidade pertencente a um ex-sócio do Careca do
INSS.
<><> PGR é provocada a rastrear
dinheiro
Lindbergh pede que a investigação verifique
se houve trânsito de dinheiro entre o esquema dos descontos associativos do
INSS e a Bravo Grafeno.
Uma das linhas sugeridas é investigar a
origem do dinheiro usado para formar o capital social da empresa, seu
faturamento desde junho de 2024 e eventuais aportes, empréstimos, antecipações
de recebíveis ou pagamentos que tenham como contraparte pessoas ou empresas
relacionadas ao núcleo investigado na Operação Sem Desconto.
A representação cita, em tese, possíveis
crimes de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Também
pede que, caso seja identificado trânsito de recursos ou vantagens para Flávio
ou pessoas vinculadas a ele, seja verificada eventual atuação parlamentar em
benefício das entidades envolvidas no esquema, hipótese em que poderia ser
investigada eventual corrupção. As suspeitas apresentadas ainda dependem de
investigação e não significam que os crimes tenham sido praticados pelo
senador.
O documento também pede uma apuração
eleitoral. Como Flávio disputa a Presidência da República em 2026, Lindbergh
quer que seja verificado se a Bravo Grafeno foi utilizada para movimentar
recursos destinados à campanha fora dos mecanismos legais ou para financiar
indiretamente a pré-campanha por meio da publicidade da marca.
<><> Pedido inclui quebra de
sigilo e buscas
Entre as diligências solicitadas estão
relatórios de inteligência financeira do Coaf sobre a Bravo Grafeno, a Voga, o
escritório de advocacia de Flávio, os sócios da empresa e sociedades ligadas ao
Careca do INSS.
Lindbergh pede ainda que a PGR solicite ao
STF a quebra dos sigilos bancário e fiscal da Bravo Grafeno, da Voga e das
pessoas mencionadas na representação, abrangendo o período desde janeiro de
2019. Também solicita buscas e apreensões nas salas 2601 e 2603 do Connect
Towers para recolhimento de documentos contábeis físicos e eletrônicos.
Outro pedido é de cooperação internacional
com as Ilhas Virgens Britânicas para identificar a offshore que teve como
sócios o Careca do INSS e Alexandre Caetano dos Reis, incluindo seus
beneficiários finais, contas bancárias e movimentações financeiras.
A PGR também é provocada a realizar uma
perícia na contabilidade da Bravo Grafeno para identificar a origem dos
recursos usados na empresa e todas as contrapartes de pagamentos e recebimentos
desde sua criação.
A notícia de fato não abre automaticamente
uma investigação. Caberá à PGR analisar os elementos apresentados e decidir se
pede ao STF a instauração de inquérito e as medidas solicitadas.
Flávio Bolsonaro já negou anteriormente
envolvimento nas irregularidades investigadas pela Operação Sem Desconto.
Procurado pelo ICL na apuração que deu origem à representação, o senador não
havia se manifestado até a publicação da reportagem.
Fonte: ICL Notícias

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