Hugo
Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master
investigação
da Polícia Federal (PF) sobre o Banco Master e a influência de Daniel Vorcaro
no Congresso Nacional revelou que, além da chamada “Emenda Master” apresentada
pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), o presidente da Câmara, Hugo Motta
(Republicanos-PB), também apresentou uma proposta legislativa que beneficiou
setores ligados aos negócios do ex-banqueiro.
Ciro
Nogueira virou alvo da Operação Compliance Zero por suspeita de atuar em favor
dos interesses de Vorcaro no Senado e a PF menciona na investigação, também,
uma emenda apresentada por Hugo Motta, em dezembro de 2023, ao projeto que
regulamentou o mercado de carbono no Brasil.
O
dispositivo, incorporado à versão final da lei, obrigou entidades de
previdência privada, sociedades de capitalização e resseguradoras a investirem
parte de suas reservas em créditos de carbono ou fundos ligados a esses ativos.
Na
prática, a medida criou um mercado cativo para empresas do setor.
Segundo
a investigação, uma das companhias potencialmente beneficiadas era a Golden
Green Participações, empresa do mercado de carbono conectada à rede de fundos
abastecida com recursos ligados ao Banco Master.
Outra
empresa citada pela PF é a Global Carbon, que também possuía investimentos de
fundos vinculados à estrutura financeira de Vorcaro.
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Emenda de Motta virou alvo de questionamento no STF
A
alteração apresentada por Hugo Motta foi contestada no Supremo Tribunal Federal
(STF) pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência
Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg).
A
entidade afirma que a obrigação criada pela emenda poderá injetar até R$ 9
bilhões anuais em um mercado que não teria capacidade de absorver esse volume.
Especialistas
do setor ambiental também criticaram a medida. O pesquisador Shigueo Watanabe
Jr., do Climainfo, afirmou que o texto criou um “mercado cativo” para empresas
de crédito de carbono.
Hugo
Motta negou irregularidades e afirmou que a proposta foi resultado de um
“acordo partidário”. O presidente da Câmara declarou ainda que “o ato de
legislar não é crime”.
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A “Emenda Master” de Ciro Nogueira
As
investigações indicam que Daniel Vorcaro acompanhava diretamente projetos de
interesse do Banco Master no Congresso, incluindo propostas relacionadas ao
mercado de carbono, à transição energética e ao Fundo Garantidor de Crédito
(FGC).
Segundo
a PF, o empresário chegou a determinar a retirada de envelopes com minutas de
projetos de lei na residência de Ciro Nogueira para revisão posterior.
No
centro da investigação está a chamada “Emenda Master”, apresentada pelo senador
do PP para ampliar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do FGC por
investidor.
De
acordo com decisão do ministro André Mendonça, a PF afirma que o texto da
proposta foi elaborado pela assessoria do Banco Master e reproduzido
integralmente por Ciro Nogueira no Senado.
Mensagens
obtidas pela investigação mostram Vorcaro comemorando a apresentação da
proposta.
“Saiu
exatamente como mandei”, escreveu o empresário, segundo os autos.
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Propina a Ciro Nogueira
Na
decisão que autorizou buscas e apreensões contra Ciro Nogueira, André Mendonça
afirma que o senador, segundo as investigações,
seria o “destinatário central” de supostas vantagens indevidas
relacionadas ao esquema investigado.
A PF
aponta que Ciro Nogueira teria recebido propina de Vorcaro em pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500
mil, além de viagens internacionais, voos privados, hospedagens, restaurantes,
uso de imóvel de alto padrão e possível recebimento de dinheiro em espécie. O
objetivo seria que o senador defendesse os interesses do Banco Master no
Congresso.
A
quinta fase da Operação Compliance Zero teve mandados cumpridos em São Paulo,
Minas Gerais, Distrito Federal e Piauí.
A PF
investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e
delitos contra o Sistema Financeiro Nacional ligados ao Banco Master e ao
empresário Daniel Vorcaro.
• Além de viagem a paraíso fiscal, Ciro
Nogueira passou carnaval na Indonésia com empresário do Tigrinho
senador
Ciro Nogueira (PP-PI) está no epicentro de uma série de escândalos que envolvem
suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. Além de
ser investigado por suas relações com Daniel Vorcaro, do Banco Master, de quem
teria recebido propina e ganhado viagens, Nogueira também se vê no centro de um
novo escândalo, envolvendo uma viagem de luxo a um paraíso fiscal.
O caso,
que veio à tona nas últimas semanas, envolve o transporte irregular de malas em
um voo privado para uma ilha conhecida por ser um ponto de lavagem de dinheiro.
A denúncia de que as malas de Nogueira e outros passageiros, entre eles o
presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não passaram pelo raio-X da
fiscalização no aeroporto fizeram a Polícia Federal (PF) abrir uma investigação
por possíveis crimes de contrabando, descaminho e prevaricação.
O caso
é apenas mais um episódio que amplia o alcance das suspeitas que envolvem o
senador. A revista Piauí, em reportagem de março, já havia revelado que Ciro
Nogueira passou o carnaval em uma viagem luxuosa à Indonésia, com o empresário
Fernando Oliveira Lima, mais conhecido como Fernandin OIG, apontado como o
responsável por introduzir o Fortune Tiger, conhecido como Jogo do Tigrinho,
que é ilegal, no país. O empresário foi um dos principais alvos da CPI das
Bets, que investiga o setor de apostas ilegais, e também é proprietário de
várias plataformas de apostas online.
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Ciro Nogueira nas asas do Tigrinho ao paraíso fisca
Mais
recentemente, revelou-se que, além de passar o carnaval na Indonésia com
Fernandin OIG, o senador foi com o empresário do Tigrinho a um paraíso fiscal
no Caribe. O senador embarcou em um jato particular de OIG com destino a São
Martinho, uma ilha caribenha famosa por ser um paraíso fiscal e por abrigar
atividades ilícitas de lavagem de dinheiro.
A
viagem, que ocorreu em abril de 2024, levantou suspeitas imediatamente após o
ocorrido no Aeroporto Catarina, em São Roque (SP): durante o desembarque da
aeronave, as malas dos passageiros – que incluíam Ciro Nogueira e Hugo Motta –
passaram sem ser inspecionadas pelo raio-X. O fato gerou uma investigação da
Polícia Federal, que agora apura as responsabilidades de um servidor da Receita
Federal envolvido no caso.
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Ciro Nogueira e o escândalo Master
A
viagem ao paraíso fiscal de São Martinho não é o único escândalo que envolve
Ciro Nogueira e sua relação com o setor financeiro. O senador também está sendo
investigado por suas ligações com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que
atualmente está preso e é investigado por fraudes financeiras e lavagem de
dinheiro. A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, revelou que Vorcaro
pagou ao menos três viagens de luxo a Nogueira, entre 2024 e 2025, incluindo
destinos como Paris, Nova York e Courchevel, nos Alpes Franceses. Essas
viagens, que ocorreram no mesmo período em que o senador estava ativamente
envolvido na CPI das Bets, levantam sérias suspeitas sobre a relação entre o
banco de Vorcaro e as emendas que Nogueira apresentou no Congresso.
Além
disso, investigações indicam que, em troca desses favores, Nogueira teria
recebido pagamentos mensais de até R$ 500 mil de Vorcaro, com a promessa de que
o senador favoreceria os interesses do banco nas discussões legislativas. A
proposta mais polêmica foi a “Emenda Master”, que visava aumentar a cobertura
do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, o que
beneficiaria diretamente os negócios do Banco Master.
• Paris, Nova York, Alpes: as viagens de
Ciro Nogueira bancadas por Vorcaro, segundo a PF
Polícia
Federal (PF) encontrou indícios de que o senador Ciro Nogueira (PP-PI),
presidente do Partido Progressistas, teve ao menos três viagens internacionais
bancadas por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master que está preso. A operação
Compliance Zero, cuja a nova fase, deflagrada na última quinta-feira (7), mirou
o envolvimento de Nogueira com o escândalo do Master, revelou que as viagens de
luxo ocorreram entre 2024 e 2025, com destinos exclusivos como Paris, Nova York
e Courchevel, nos Alpes Franceses.
A
primeira viagem, para Paris, aconteceu em abril de 2024. Durante a viagem, Ciro
Nogueira foi fotografado em imagens publicadas por sua filha. O segundo destino
foi Nova York, em maio de 2024, onde o senador ficou hospedado em um hotel de
luxo e frequentou restaurantes sofisticados, sempre com as despesas pagas por
Vorcaro. Em janeiro de 2025, a viagem foi para Courchevel, nos Alpes Franceses,
onde, além dos voos privados, Vorcaro arcou até com a compra das roupas de frio
de Ciro Nogueira.
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Propina em troca de apoio e blindagem do Master
Além
das viagens de luxo, as investigações apontam que o senador recebeu pagamentos
mensais de Daniel Vorcaro, variando entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, como parte
de um esquema de propina. Esses repasses estariam ligados ao favorecimento de
interesses do Banco Master no Congresso. Em troca dos benefícios, Ciro Nogueira
teria atuado em favor de Vorcaro ao apresentar projetos de lei favoráveis ao
banco, incluindo a famosa “Emenda Master”, que propunha a ampliação da
cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
A
emenda buscava aumentar a cobertura do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por
depositante, um movimento estratégico para beneficiar os negócios do Banco
Master. De acordo com a PF, o texto foi redigido por assessores do banco e
entregue diretamente na residência de Ciro Nogueira, que apresentou a proposta
no Congresso.
A
operação da Polícia Federal também revelou um esquema complexo envolvendo a
CNLF Empreendimentos, empresa administrada pelo irmão de Ciro Nogueira,
Raimundo Neto, e pela filha do senador, Maria Eduarda Nogueira. A PF
identificou depósitos suspeitos em dinheiro vivo, realizados por um funcionário
de Ciro, que totalizaram R$ 3,5 milhões em um período de menos de quatro anos.
Além
disso, a CNLF foi usada para receber grandes quantias de dinheiro de empresas
ligadas a Vorcaro, configurando um possível esquema de lavagem de dinheiro.
Investigadores afirmam que a empresa foi criada com o propósito de lavar
dinheiro e disfarçar os repasses mensais que chegavam a Ciro Nogueira.
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O que diz Ciro Nogueira
A
defesa de Ciro Nogueira refuta as acusações e nega que as viagens tenham sido
financiadas por Daniel Vorcaro. O advogado do senador afirmou que o encontro
entre Ciro e Vorcaro em Nova York foi legítimo e que as despesas foram
custeadas por Nogueira. Em relação aos depósitos feitos por Bernardo Filho,
funcionário de Nogueira, a defesa alega que os valores se referem a transações
legais de vendas de uma loja de motos e não têm relação com qualquer esquema de
corrupção.
No
entanto, o contexto das investigações levanta sérias questões sobre os vínculos
de Ciro Nogueira com Vorcaro, especialmente em um momento de crescente
desconfiança sobre a atuação do senador no Congresso. A insistência da defesa
em negar as acusações, sem detalhar suficientemente as transações financeiras
investigadas, só reforça as dúvidas sobre os interesses ocultos por trás dessas
relações.
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Delações premiadas e a pressão sobre Daniel Vorcaro
Enquanto
as investigações avançam, a pressão sobre Daniel Vorcaro aumenta. A proposta de
delação premiada do banqueiro está sendo analisada pela PF e pela
Procuradoria-Geral da República (PGR). No entanto, de acordo com fontes da PF,
a proposta de Vorcaro não trouxe informações novas ou relevantes sobre o
envolvimento de Ciro Nogueira. Investigadores acreditam que o banqueiro tenta
minimizar seu envolvimento em um esquema de corrupção, tentando se proteger de
maiores consequências legais.
Diante
da gravidade das acusações, a Polícia Federal mantém as investigações focadas
nas transações financeiras, nos repasses de dinheiro e nos interesses de
Vorcaro no Congresso. A continuidade do inquérito pode trazer à tona mais
informações, complicando ainda mais a situação de Ciro Nogueira e sua
proximidade com o setor bancário.
• Rogério Correia cobra Nikolas sobre caso
Ciro Nogueira: “Calado e sumido”
deputado
federal Rogério Correia (PT-MG) foi às redes sociais, nesta sexta-feira (8),
para cobrar posicionamento de Nikolas Ferreira (PL-MG), depois da operação da
Polícia Federal (PF) contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI).
Em
publicação no X, Correia afirmou que o bolsonarista está “calado e sumido”
diante das investigações envolvendo o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
“Nikolas
Ferreira já falou algo sobre a corrupção de Ciro Nogueira com Vorcaro? Está
calado e sumido, ‘cuspindo leite condensado’, depois de voar com Valadão nas
asas da corrupção do Master. Ciro Nogueira também participou das viagens com
Nikolas pelo Nordeste. Vem coisa por aí!”, publicou Correia.
O
deputado ainda compartilhou postagem de Nikolas, feito em 2022, quando viajou,
em um jatinho de Vorcaro junto do pastor bolsonarista André Valadão, para um
evento em Brasília com lideranças religiosas.
Fonte:
Fórum

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