segunda-feira, 11 de maio de 2026

Dia da Vitória, 81 anos: como o marco forja a identidade do povo russo?

Moscou celebrou no dia 9 de maio o 81 anos do Dia da Vitória, marco que selou a derrota da Alemanha nazista para o Exército Vermelho na Segunda Guerra Mundial. Segundo especialistas, a data forja uma nova identidade ao povo russo pós-fim da União Soviética.

Os soviéticos assistiram mais de 27 milhões de compatriotas tombarem diante da Alemanha nazista. Foram pelo menos quatro vezes o número de vítimas do Holocausto durante a mesma Segunda Guerra Mundial. Ainda assim, mesmo diante do plano genocida que Adolf Hitler tinha para o Leste Europeu, o Exército Vermelho triunfou naquilo que ficou marcado como uma luta pela sobrevivência da própria civilização.

"A guerra de resistência ao nazismo foi uma guerra para a sobrevivência dos povos da União Soviética, sem dúvida nenhuma", reforça o historiador Rodrigo Ianhez ao podcast Mundioka, da Sputnik Brasil.

A data ganhou a primeira parada militar em 1945, ano do fim da Grande Guerra pela Pátria. Depois, apenas em 1965, já após a morte de Josef Stalin, a segunda celebração com desfile militar. "Foi preciso que se passassem duas décadas para que a sociedade processasse esse momento tão difícil que foi a Grande Guerra pela Pátria", detalha.

Até então, ainda enquanto União Soviética, o grande feriado nacional era o dia Revolução Russa de 1917. Entretanto, após a dissolução, sobretudo no governo de Vladimir Putin, o Dia da Vitória é resgatado e aos poucos foi se tornando o grande símbolo nacional russo.

"A questão de todo o sacrifício que foi cometido é um elemento muito importante da busca que a Rússia até hoje tem por uma nova ideologia que suprisse o vácuo deixado pelo fim da União Soviética", explica.

Ou seja, o feriado funciona como um elemento central da construção da identidade nacional russa. De acordo com Guilherme Conceição, doutorando do programa de pós-graduação em relações internacionais San Tiago Dantas e pesquisador do Centro de Investigação em Rússia, Eurásia e Espaço Pós-Soviético (CIRE), fica, nesse sentido, reforçado o orgulho nacional baseado na ideia da resistência a ameaças externas.

"Internamente, a gente pode dizer, reforça a legitimidade do Estado ao associá-lo a um passado heroico, com esse passado soviético bastante presente, com esse resgate dos heróis caídos e do seu peso de história. E no nível externo, auxilia também na compreensão do lugar e do papel ocupado pela Rússia no mundo em que a gente vive hoje", argumenta.

Mesmo 80 anos depois, Inhaez ressalta que o tema é tratado com muito esmero pelo governo russo. Afinal, como já trazido, é um tema que forja a identidade russa e, ao mesmo tempo, atravessa grande parte da população do país. "São poucas as famílias que não perderam alguém na Grande Guerra pela Pátria. Então, é uma questão, inclusive, pessoal para muitos russos. E a história dessas pessoas vai passando de geração em geração", contextualiza.

<><> Revisionismo histórico e intransigência hollywoodiana

Historicamente, no pós-guerra, enquanto a União Soviética lidava com vidas dizimadas, hectares de plantações destruídos, enquanto assumia o desafio de sua reconstrução. Outro aliado, os Estados Unidos, por sua vez, não sofreu prejuízos territoriais. Mais pujante, financiou a reconstrução da Europa e passou a ditar ali os rumos da nova Ordem Mundial.

O que se desencadeou a partir daí, no período da Guerra Fria, foi o lado ocidental menosprezando o protagonismo do Exército Vermelho e diminuindo no imaginário popular o papel da União Soviética na derrota da Alemanha nazista. Segundo Conceição, durante a Guerra Fria, a grande indústria cinematográfica ganha uma injeção de investimento por parte do próprio governo norte-americano e toda essa história passa a ser recontada.

"Infelizmente, nós aqui, olhando do ponto de vista do Brasil, acabamos por nos contaminar muitas vezes com essas narrativas", afirma.

No Dia da Memória do Genocídio do Povo Soviético, a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, assegurou que a Rússia, apesar de todas as tentativas de apagamento "da nossa memória histórica, conseguimos preservá-la". Segundo ela, Moscou sempre sustentou que a vitória na Segunda Guerra Mundial foi uma conquista compartilhada. No entanto, os próprios países ocidentais começaram a distinguir entre aqueles que podem ser considerados vencedores e aqueles que não podem.

Conforme Inhaez o revisionismo da história da Segunda Guerra Mundial a partir da Guerra Fria é notório.

"Se em 1945 era basicamente um consenso que o principal responsável pela vitória foi a União Soviética, que os principais responsáveis militarmente foram os soldados do Exército Vermelho, com a Guerra Fria, já nos anos seguintes essa percepção foi aos poucos mudando. Um dos palcos da Guerra Fria foi a indústria cultural. Então a gente tem uma série de filmes e tal que retratam apenas o lado ocidental, principalmente o lado americano da Segunda Guerra Mundial e pouquíssima coisa de consumo de massas que trata desse esforço colossal que a União Soviética fez", explica.

Neste momento, com o conflito na Ucrânia, a tentativa de revisar a história ganha um novo capítulo. De acordo com o historiador, já há narrativas que tentam colocar a própria União Soviética como responsável pela Segunda Guerra Mundial ou ressaltar que seriam crimes cometidos pelo Exército Vermelho.

Dessa maneira, o que tem sido feito, é "relativizar todos os crimes da ocupação nazista, principalmente no contexto da Ucrânia, do Báltico, onde houve colaboracionismo, onde, por vezes, num discurso que não deixa muito claro as figuras que estão sendo tratadas, acaba por se relativizar o nazismo", destaca.

Um exemplo direto, cita Inhaez, aconteceu recentemente no parlamento canadense. Na casa legislativa, um veterano ucraniano que tinha combatido ao lado dos nazistas teria sido ovacionado. "E, na ocasião, o que falaram? Falaram que ele foi um soldado que combateu os russos na Segunda Guerra Mundial."

Obviamente, se você combateu os russos na Segunda Guerra Mundial, você estava do lado dos nazistas, afirma o historiador. Entretanto, para aqueles que não tem um conhecimento profundo deste período da história, deixar de citar todos os elementos e apenas destacar que alguém lutou contra os russos, abre espaço para que passe despercebida a colaboração com o regime nazista.

"Esse tipo de revisionismo, governamental, de mídia, e até mesmo de determinados historiadores com grande alcance, é uma onda que está vindo com força agora", revela.

¨      Dia da Vitória: 5 pontos para você entender a importância da data

De demonstrações de inovações militares a participação de forças armadas de outros países, a cerimônia em homenagem aos heróis da Grande Guerra pela Pátria se tornou um "feriado sagrado" na Rússia, e com motivo.

Há 81 anos, os aliados sacramentaram sua vitória sobre o nazismo, dando início à possibilidade de construir um novo mundo ao fim da Segunda Guerra Mundial. A vitória foi possibilitada graças aos avanços do Exército Vermelho, que tomou Berlim em 1945. Dias depois, com a vitória concretizada, chegaram as demais tropas da aliança.

O momento se tornou um dos pilares nacionais da Rússia, sendo celebrado todo ano. A ideia é enfatizar a vitória na Grande Guerra pela Pátria, período da Segunda Guerra Mundial em que a Rússia se defende da agressão alemã e salva a humanidade dos horrores do nazismo.

Para comemoração desse dia, a Sputnik Brasil listou 5 pontos cruciais que tornaram a data tão importante.

<><> A União Soviética eliminou maioria das tropas nazifascistas

A Frente Oriental foi o principal palco da Segunda Guerra Mundial, onde ocorreram algumas das batalhas mais sangrentas e decisivas do conflito. Estudos históricos indicam que cerca de 70% a 80% das perdas militares da Wehrmacht ocorreram na Frente Oriental.

Entre 1941 e 1945, o Exército Vermelho enfrentou sucessivas ofensivas alemãs após a invasão da União Soviética pela operação Barbarossa. Batalhas como as de Moscou, Stalingrado e Kursk são consideradas pontos de virada da guerra na Europa, desgastando progressivamente a capacidade militar nazista.

Além disso, a União Soviética sofreu o maior número de mortos entre todos os países envolvidos na guerra, com estimativas que variam entre 24 milhões e 27 milhões de vítimas, entre civis e militares — equivalendo a cerca de 40% de todas a mortes da Segunda Guerra Mundial.

Esse peso humano explica por que o Dia da Vitória ocupa um espaço tão central na memória nacional russa.

<><> Por que acontece anualmente?

A primeira comemoração do Dia da Vitória, que aconteceu no dia 24 de junho de 1945 como um ato de lembrança às 27 milhões de vidas perdidas. À época, foi a maior parada militar da história da União Soviética, com 40 mil soldados e 1850 tanques e veículos de guerra, acompanhados por 1,3 mil músicos militares.

O líder soviético, Josef Stalin, não repetiu a celebração da data talvez por entender que as lembranças da guerra ainda eram dolorosas demais para os russos. Só em 1965 voltaria para marcar os vinte anos após o conflito. Se repetiriam novamente em 1985 e 1995.

A partir de 2008, porém, Moscou passou a realizar o desfile militar na Praça Vermelha de forma anual. Além de homenagear os mortos na Grande Guerra pela Pátria, a data também passou a reforçar o comprometimento russo no combate ao fascismo e ao nazismo.

<><> Há quem tente reescrever a história

Décadas após o fim da Segunda Guerra Mundial, a celebração do Dia da Vitória passou a ocupar também um espaço de defesa da memória histórica. Monumentos da era soviética dedicados à vitória contra o nazifascismo foram removidos, transferidos ou destruídos em diferentes países europeus, especialmente no Leste Europeu.

Ao mesmo tempo, autoridades russas e organizações de preservação da memória da guerra criticam o que classificam como reabilitação de grupos que colaboraram com a Alemanha nazista.

Em países como Ucrânia, Letônia e Estônia, militantes que apoiaram e lutaram lado a lado com as forças nazistas passaram a ser homenageados publicamente, como um símbolo de resistência antissoviética.

Assim, o Dia da Vitória contesta as revisões do passado. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse recentemente que o mundo enfrenta novamente a tentativa de reabilitar ideias nazistas, não apenas apenas em termos ideológicos, mas também nas tentativas de reescrever a história.

<><> Também é sobre soberania

A ocasião também demonstra o desenvolvimento militar e industrial soberano da Rússia. Ao longo dos últimos anos, os desfiles de 9 de maio exibiram também equipamentos de nova geração, desde sistemas de defesa antiaérea a mísseis balísticos e veículos blindados desenvolvidos pela indústria russa.

Entre os exemplos mais conhecidos estão o tanque T-14 Armata, apresentado como uma nova geração de blindados, e o sistema antiaéreo S-400 Triumph, utilizado para interceptação de aeronaves e mísseis, o míssil intercontinental RS-24 Yars, além de aeronaves militares modernas, como os caças Sukhoi Su-57.

<><> Não é só sobre a Rússia

O Dia da Vitória não é uma celebração exclusiva da Rússia. Em mais de uma dezena de edições nações ao redor do mundo participaram conjuntamente do desfile em Moscou.

O exemplo mais claro disso são países da ex-União Soviética como Belarus, Cazaquistão, Armênia e Quirguistão, que participam frequentemente das cerimônias. Mas não só eles. Em 2010, no desfile de 65 anos, participaram também representantes de nações da OTAN, como a Guarda Galesa britânica, o 18º Regimento de Infantaria dos Estados Unidos e o regimento aéreo francês Normandia-Niemen.

Já em 2015, no aniversário de 70 anos da vitória, militares da China e da Índia participaram pela primeira vez do desfile na Praça Vermelha. Desde então, a presença chinesa e indiana foi repetida em outras edições. Na ocasião também estiveram presentes, além de ex-repúblicas soviéticas, a Mongólia e a Sérvia.

A presença de outros Estados que combateram o nazifascismo na Segunda Guerra Mundial em Moscou é também uma lembrança que a derrota do Eixo foi um esforço conjunto e colaborativo entre povos de diferentes nações.

¨      Marcha do Regimento Imortal em Cuba: 'A humanidade tem uma grande dívida para com os povos da URSS'

Como já é tradição, a Marcha do Regimento Imortal, comemoração realizada anualmente na Rússia e em outros países em homenagem aos que tombaram durante a Grande Guerra pela Pátria (1941-1945) e à vitória da União Soviética sobre o fascismo, levou centenas de pessoas a percorrerem a emblemática Quinta Avenida, em Havana, Cuba.

Um grupo de cerca de 300 pessoas, formado pelo corpo diplomático credenciado na ilha e seus familiares, representantes da comunidade russa, professores e estudantes do Instituto Superior de Relações Internacionais Raúl Roa García, ex-alunos das universidades da antiga União Soviética e outros convidados, percorreu a importante avenida da capital cubana com cartazes e bandeiras alusivos ao 9 de maio.

Em declarações à Sputnik, Daria Kovaleva, integrante da comunidade russa em Cuba e colaboradora da Casa Russa em Havana, contou que vive na ilha há 11 anos e que sua família — um marido cubano e dois filhos — participa todos os meses de maio dessa comemoração: "eles conhecem o simbolismo da data e a história dos meus parentes que lutaram na guerra".

Ela relatou ainda que soube da trajetória de seu bisavô Konstantin por meio de sua avó e de sua mãe.

"Não pude conhecê-lo porque ele nunca voltou; morreu em 1944 durante uma batalha. Era tanquista; viveu apenas quatro anos ao lado da minha bisavó antes da guerra. Depois da morte dele, ela nunca mais se casou e recebeu uma condecoração por sua condição de viúva de um veterano de guerra", contou.

Sobre o impacto na família, afirmou que "foi muito doloroso, porque perder um parente nesse tipo de conflito é sempre difícil; as mulheres tiveram que lutar sozinhas para criar os filhos e trabalhar, foi muito duro para elas. Por isso é muito importante transmitir nossa história de uma geração para outra; é preciso que saibam a verdade sobre o que aconteceu".

Por sua vez, o embaixador de Moscou em Havana, Viktor Koronelli, afirmou à Sputnik que "para os russos esta é uma celebração sagrada e a mais importante de todas as que comemoramos (…) agora estamos combatendo o neofascismo e o neonazismo, que voltam a ganhar força em vários países do mundo, na Ucrânia e em algumas outras ex-repúblicas soviéticas".

Ele também ressaltou que "nunca vamos nos render e vamos vencer e conquistar outra vitória. Atualmente, a Rússia, assim como Cuba, vive cercada por inúmeras sanções impostas pelos países capitalistas e imperialistas, mas, ainda assim, repito: vamos lutar e vencer, porque não há outra opção".

<><> Nem esquecidos, nem mortos

Oscar Julián Villar Barroso, doutor em história e mestre em história contemporânea e relações internacionais, afirmou à Sputnik que, no contexto cubano, a Marcha do Regimento Imortal relembra de forma emocionante a solidariedade histórica entre os povos de Cuba e da Rússia, bem como dos países que fizeram parte da antiga URSS.

"Durante a Guerra de Independência da nossa pátria, sob as ordens do chefe militar Antonio Maceo, lutaram três jovens russos. Mais tarde, durante a Grande Guerra Patriótica, na União Soviética, nas fileiras do Exército Vermelho, combateram três jovens cubanos. É importante reconhecer isso porque atua como um elemento de união, solidariedade e comunhão entre ambos os povos", acrescentou.

O especialista afirmou que, nesses dias de tanto significado patriótico para os povos da URSS, entoar canções comemorativas e carregar fotografias dos familiares mortos possui um simbolismo especial, pois se trata de um reconhecimento agradecido ao legado dos bisavôs e avôs que preservaram a independência da pátria soviética.

"É uma forma de lembrar a todos que eles não foram esquecidos nem estão mortos nos corações dos cidadãos. Este é um dos momentos mais emblemáticos, imbuído de profundo significado humano e patriótico, dentro das comemorações do Dia da Vitória. Ele aproxima as novas gerações de um passado que já tem 81 anos. A humanidade tem uma enorme dívida para com os povos da União Soviética", enfatizou.

Segundo o analista, muitos jovens da nação caribenha se interessam por esse período histórico em que os povos da União Soviética foram protagonistas e os verdadeiros vencedores: "eles conhecem e admiram as tradições desse país e a grandeza dos 27 milhões de homens e mulheres que entregaram suas vidas".

<><> Fortalecimento dos laços bilaterais

Villar Barroso reconheceu que a celebração em Havana fortalece as relações bilaterais e lembrou que os cubanos guardam com carinho muitas experiências relacionadas às epopeias da URSS: "os soldados que estavam entrincheirados durante a Crise de Outubro de 1962 carregavam em suas mochilas livros como 'Como o Aço Foi Temperado' e 'A Estrada de Volokolamsk'".

"Isso não é novidade; pelo contrário, fortalece-se a cada ano, intensificando e fortalecendo a relação de solidariedade e afeto entre os dois povos. Ambos os países entendem a comemoração desta data como algo honroso e solene que contribui para a formação de valores nacionais, especialmente em um momento em que há tentativas de despojar a União Soviética de seu papel de liderança na derrota do fascismo", acrescentou.

Ele afirma ainda que, "a atual guerra cognitiva reforça a narrativa de que os Estados Unidos foram os vencedores, o que é absurdo. Graças à União Soviética, o Terceiro Reich não se impôs ao mundo. Portanto, em um momento em que a história é analisada para fins revisionistas, narrativas incertas são construídas e mentiras são espalhadas, é relevante conhecer a verdade em primeira mão", enfatizou.

Nesse sentido, a marcha "reforça toda a inspiração que devemos ter em nossa luta, baseada no conhecimento do legado heroico deixado pelos soviéticos; temos um ponto de referência válido para nossa resistência". Ele também lembrou as palavras do líder Fidel Castro quando disse que houve uma Revolução Cubana porque antes havia ocorrido uma revolução socialista na Europa Oriental.

Sobre o assunto, Yosmany Fernández Pacheco, professor do Instituto Superior de Relações Internacionais Raúl Roa García, disse à Sputnik que a relevância desta marcha reside na consolidação dos laços entre Havana e Moscou, e também em "destacar a luta por justiça, liberdade e direitos, e contra o desenvolvimento do fascismo e da agressão imperial".

O participante mais jovem, um bebê de cinco meses chamado José Ignacio Almaguer Valladares, estava acompanhado de sua mãe, a russo-cubana Elena María Valladares Shumova. A engenheira civil e sua família relataram à Sputnik a participação de seu bisavô na Grande Guerra Patriótica.

"Quero que meu filho aprenda desde cedo que este dia é sagrado para nós, porque sua família viveu aquela guerra e sofreu suas consequências. Também quero que ele entenda a importância de defender a paz. Se a história for esquecida, os erros se repetem, então quero que ele se lembre e, se esse capítulo se repetir, saiba o que fazer", concluiu ela.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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