Dia
da Vitória, 81 anos: como o marco forja a identidade do povo russo?
Moscou
celebrou no dia 9 de maio o 81 anos do Dia da Vitória, marco que selou a
derrota da Alemanha nazista para o Exército Vermelho na Segunda Guerra Mundial.
Segundo especialistas, a data forja uma nova identidade ao povo russo pós-fim
da União Soviética.
Os
soviéticos assistiram mais de 27 milhões de compatriotas tombarem diante da
Alemanha nazista. Foram pelo menos quatro vezes o número de vítimas do
Holocausto durante a mesma Segunda Guerra Mundial. Ainda assim, mesmo diante do
plano genocida que Adolf Hitler tinha para o Leste Europeu, o Exército Vermelho
triunfou naquilo que ficou marcado como uma luta pela sobrevivência da própria
civilização.
"A
guerra de resistência ao nazismo foi uma guerra para a sobrevivência dos povos
da União Soviética, sem dúvida nenhuma", reforça o
historiador Rodrigo Ianhez ao podcast Mundioka, da Sputnik Brasil.
A data
ganhou a primeira parada militar em 1945, ano do fim da Grande Guerra pela
Pátria. Depois, apenas em 1965, já após a morte de Josef Stalin, a segunda
celebração com desfile militar. "Foi preciso que se passassem duas
décadas para que a sociedade processasse esse momento tão difícil que foi a
Grande Guerra pela Pátria", detalha.
Até
então, ainda enquanto União Soviética, o grande feriado nacional era o dia
Revolução Russa de 1917. Entretanto, após a dissolução, sobretudo no governo de
Vladimir Putin, o Dia da Vitória é resgatado e
aos poucos foi se tornando o grande símbolo nacional russo.
"A
questão de todo o sacrifício que foi cometido é um elemento muito importante da
busca que a Rússia até hoje tem por uma nova ideologia que suprisse o vácuo
deixado pelo fim da União Soviética", explica.
Ou
seja, o feriado funciona como um elemento central da construção da identidade
nacional russa. De acordo com Guilherme Conceição, doutorando do programa de
pós-graduação em relações internacionais San Tiago Dantas e pesquisador do
Centro de Investigação em Rússia, Eurásia e Espaço Pós-Soviético (CIRE), fica,
nesse sentido, reforçado o orgulho nacional baseado na ideia da resistência a
ameaças externas.
"Internamente,
a gente pode dizer, reforça a legitimidade do Estado ao associá-lo a um
passado heroico, com esse passado soviético bastante presente, com esse resgate dos heróis caídos e do seu
peso de história. E no nível externo, auxilia também na compreensão do lugar e
do papel ocupado pela Rússia no mundo em que a gente vive hoje",
argumenta.
Mesmo
80 anos depois, Inhaez ressalta que o tema é tratado com muito esmero pelo
governo russo. Afinal, como já trazido, é um tema que forja a identidade russa
e, ao mesmo tempo, atravessa grande parte da população do país. "São
poucas as famílias que não perderam alguém na Grande Guerra pela Pátria. Então,
é uma questão, inclusive, pessoal para muitos russos. E a história dessas
pessoas vai passando de geração em geração", contextualiza.
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Revisionismo histórico e intransigência hollywoodiana
Historicamente,
no pós-guerra, enquanto a União Soviética lidava com vidas dizimadas, hectares
de plantações destruídos, enquanto assumia o desafio de sua reconstrução. Outro
aliado, os Estados Unidos, por sua vez, não sofreu prejuízos territoriais. Mais
pujante, financiou a reconstrução da Europa e passou a ditar ali os rumos da
nova Ordem Mundial.
O que
se desencadeou a partir daí, no período da Guerra Fria, foi o lado ocidental
menosprezando o protagonismo do Exército Vermelho e diminuindo no
imaginário popular o papel da União Soviética na derrota da Alemanha nazista.
Segundo Conceição, durante a Guerra Fria, a grande indústria cinematográfica
ganha uma injeção de investimento por parte do próprio governo norte-americano
e toda essa história passa a ser recontada.
"Infelizmente,
nós aqui, olhando do ponto de vista do Brasil, acabamos por nos contaminar
muitas vezes com essas narrativas", afirma.
No Dia
da Memória do Genocídio do Povo Soviético, a representante oficial do
Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, assegurou que a
Rússia,
apesar de todas as tentativas de apagamento "da nossa memória histórica,
conseguimos preservá-la". Segundo ela, Moscou sempre sustentou que a
vitória na Segunda Guerra Mundial foi uma conquista compartilhada. No entanto,
os próprios países ocidentais começaram a distinguir entre aqueles que
podem ser considerados vencedores e aqueles que não podem.
Conforme
Inhaez o revisionismo da história da Segunda Guerra Mundial a partir da Guerra
Fria é notório.
"Se
em 1945 era basicamente um consenso que o principal responsável pela vitória
foi a União Soviética, que os principais responsáveis militarmente foram os
soldados do Exército Vermelho, com a Guerra Fria, já nos anos seguintes essa
percepção foi aos poucos mudando. Um dos palcos da Guerra Fria foi a indústria
cultural. Então a gente tem uma série de filmes e tal que retratam apenas o
lado ocidental, principalmente o lado americano da Segunda Guerra Mundial e
pouquíssima coisa de consumo de massas que trata desse esforço colossal que a
União Soviética fez", explica.
Neste
momento, com o conflito na Ucrânia, a tentativa de revisar
a história ganha
um novo capítulo. De acordo com o historiador, já há narrativas que tentam
colocar a própria União Soviética como responsável pela Segunda Guerra
Mundial ou ressaltar que seriam crimes cometidos pelo Exército Vermelho.
Dessa
maneira, o que tem sido feito, é "relativizar todos os crimes da ocupação
nazista, principalmente no contexto da Ucrânia, do Báltico, onde houve
colaboracionismo, onde, por vezes, num discurso que não deixa muito claro as
figuras que estão sendo tratadas, acaba por se relativizar o nazismo",
destaca.
Um
exemplo direto, cita Inhaez, aconteceu recentemente no parlamento canadense. Na
casa legislativa, um veterano ucraniano que tinha combatido ao lado
dos nazistas teria
sido ovacionado. "E, na ocasião, o que falaram? Falaram que ele foi um
soldado que combateu os russos na Segunda Guerra Mundial."
Obviamente,
se você combateu os russos na Segunda Guerra Mundial, você estava do lado
dos nazistas, afirma o historiador. Entretanto, para aqueles que não tem um
conhecimento profundo deste período da história, deixar de citar todos os
elementos e apenas destacar que alguém lutou contra os russos, abre espaço para
que passe despercebida a colaboração com o regime nazista.
"Esse
tipo de revisionismo, governamental, de mídia, e até mesmo de determinados
historiadores com grande alcance, é uma onda que está vindo com força
agora", revela.
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Dia da Vitória: 5 pontos para você entender a importância
da data
De
demonstrações de inovações militares a participação de forças armadas de outros
países, a cerimônia em homenagem aos heróis da Grande Guerra pela Pátria se
tornou um "feriado sagrado" na Rússia, e com motivo.
Há 81
anos, os aliados sacramentaram sua vitória sobre o nazismo, dando início à
possibilidade de construir um novo mundo ao fim da Segunda Guerra Mundial. A
vitória foi possibilitada graças aos avanços do Exército Vermelho, que
tomou Berlim em 1945. Dias depois, com a vitória concretizada, chegaram as
demais tropas da aliança.
O
momento se tornou um dos pilares nacionais da Rússia, sendo celebrado todo ano.
A ideia é enfatizar a vitória na Grande Guerra pela Pátria, período da Segunda
Guerra Mundial em que a Rússia se defende da agressão alemã e salva a
humanidade dos horrores do nazismo.
Para
comemoração desse dia, a Sputnik Brasil listou 5 pontos cruciais
que tornaram a data tão importante.
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A União Soviética eliminou maioria das tropas nazifascistas
A
Frente Oriental foi o principal palco da Segunda Guerra Mundial, onde ocorreram
algumas das batalhas mais sangrentas e decisivas do conflito. Estudos
históricos indicam que cerca de 70% a 80% das perdas militares da
Wehrmacht ocorreram na Frente Oriental.
Entre
1941 e 1945, o Exército Vermelho enfrentou sucessivas ofensivas alemãs após a
invasão da União Soviética pela operação Barbarossa. Batalhas como as de
Moscou, Stalingrado e Kursk são consideradas pontos de virada da guerra na
Europa, desgastando progressivamente a capacidade militar nazista.
Além
disso, a União Soviética sofreu o maior número de mortos entre todos os países
envolvidos na guerra, com estimativas que variam entre 24 milhões e 27
milhões de vítimas, entre civis e militares — equivalendo a cerca de 40% de
todas a mortes da Segunda Guerra Mundial.
Esse peso
humano explica por que o Dia da Vitória ocupa um espaço tão central na
memória nacional russa.
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Por que acontece anualmente?
A
primeira comemoração do Dia da Vitória, que aconteceu no dia 24 de junho de
1945 como um ato de lembrança às 27 milhões de vidas perdidas. À
época, foi a maior parada militar da história da União Soviética, com 40 mil
soldados e 1850 tanques e veículos de guerra, acompanhados por 1,3 mil músicos
militares.
O líder
soviético, Josef Stalin, não repetiu a celebração da data talvez por entender
que as lembranças da guerra ainda eram dolorosas demais para os russos. Só em
1965 voltaria para marcar os vinte anos após o conflito. Se repetiriam
novamente em 1985 e 1995.
A
partir de 2008, porém, Moscou passou a realizar o desfile militar na Praça
Vermelha de forma anual. Além de homenagear os mortos na Grande Guerra pela
Pátria, a data também passou a reforçar o comprometimento russo no
combate ao fascismo e ao nazismo.
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Há quem tente reescrever a história
Décadas
após o fim da Segunda Guerra Mundial, a celebração do Dia da Vitória passou a
ocupar também um espaço de defesa da memória
histórica. Monumentos
da era soviética dedicados à vitória contra o nazifascismo foram removidos,
transferidos ou destruídos em diferentes países europeus, especialmente no
Leste Europeu.
Ao
mesmo tempo, autoridades russas e organizações de preservação da memória da
guerra criticam o que classificam como reabilitação de grupos que
colaboraram com a Alemanha nazista.
Em
países como Ucrânia, Letônia e Estônia, militantes que apoiaram e lutaram lado
a lado com as forças nazistas passaram a ser homenageados publicamente,
como um símbolo de resistência antissoviética.
Assim,
o Dia da Vitória contesta as revisões do passado. O ministro das Relações
Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse recentemente que o mundo enfrenta
novamente a tentativa de reabilitar ideias
nazistas, não
apenas apenas em termos ideológicos, mas também nas tentativas de
reescrever a história.
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Também é sobre soberania
A
ocasião também demonstra o desenvolvimento militar e industrial soberano da
Rússia. Ao longo dos últimos anos, os desfiles de 9 de maio exibiram também
equipamentos de nova geração, desde sistemas de defesa antiaérea a mísseis
balísticos e veículos blindados desenvolvidos pela indústria russa.
Entre
os exemplos mais conhecidos estão o tanque T-14 Armata, apresentado como
uma nova geração de blindados, e o sistema antiaéreo S-400 Triumph,
utilizado para interceptação de aeronaves e mísseis, o míssil
intercontinental RS-24 Yars, além de aeronaves militares modernas, como os
caças Sukhoi Su-57.
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Não é só sobre a Rússia
O Dia
da Vitória não é uma celebração exclusiva da Rússia. Em mais de uma dezena de
edições nações ao redor do mundo participaram conjuntamente do desfile em
Moscou.
O
exemplo mais claro disso são países da ex-União Soviética como Belarus,
Cazaquistão, Armênia e Quirguistão, que participam frequentemente das
cerimônias. Mas não só eles. Em 2010, no desfile de 65 anos, participaram
também representantes de nações da OTAN, como a Guarda Galesa britânica, o 18º
Regimento de Infantaria dos Estados Unidos e o regimento aéreo francês
Normandia-Niemen.
Já em
2015, no aniversário de 70 anos da vitória, militares da China e da
Índia participaram pela primeira vez do desfile na Praça Vermelha.
Desde então, a presença chinesa e indiana foi repetida em outras edições. Na
ocasião também estiveram presentes, além de ex-repúblicas soviéticas, a
Mongólia e a Sérvia.
A
presença de outros Estados que combateram o nazifascismo na Segunda Guerra
Mundial em Moscou é também uma lembrança que a derrota do Eixo foi
um esforço conjunto e colaborativo entre povos de diferentes nações.
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Marcha do Regimento Imortal em Cuba: 'A humanidade tem
uma grande dívida para com os povos da URSS'
Como já
é tradição, a Marcha do Regimento Imortal, comemoração realizada anualmente na
Rússia e em outros países em homenagem aos que tombaram durante a Grande Guerra
pela Pátria (1941-1945) e à vitória da União Soviética sobre o fascismo, levou
centenas de pessoas a percorrerem a emblemática Quinta Avenida, em Havana,
Cuba.
Um
grupo de cerca de 300 pessoas, formado pelo corpo diplomático credenciado na
ilha e seus familiares, representantes da comunidade russa, professores e
estudantes do Instituto Superior de Relações Internacionais Raúl Roa García,
ex-alunos das universidades da antiga União Soviética e outros convidados,
percorreu a importante avenida da capital cubana com cartazes e bandeiras
alusivos ao 9 de maio.
Em
declarações à Sputnik, Daria Kovaleva, integrante da comunidade russa em Cuba e colaboradora
da Casa Russa em Havana, contou que vive na ilha há 11 anos e que sua família —
um marido cubano e dois filhos — participa todos os meses de maio dessa
comemoração: "eles conhecem o simbolismo da data e a história dos meus
parentes que lutaram na guerra".
Ela
relatou ainda que soube da trajetória de seu bisavô Konstantin por meio de sua
avó e de sua mãe.
"Não
pude conhecê-lo porque ele nunca voltou; morreu em 1944 durante uma
batalha. Era tanquista; viveu apenas quatro anos ao lado da minha bisavó
antes da guerra. Depois da morte dele, ela nunca mais se casou e recebeu uma
condecoração por sua condição de viúva de um veterano de guerra", contou.
Sobre o
impacto na família, afirmou que "foi muito doloroso, porque perder um
parente nesse tipo de conflito é sempre difícil; as mulheres tiveram que lutar
sozinhas para criar os filhos e trabalhar, foi muito duro para elas. Por
isso é muito importante transmitir nossa história de uma geração para outra; é
preciso que saibam a verdade sobre o que aconteceu".
Por sua
vez, o embaixador de Moscou em Havana, Viktor Koronelli, afirmou à Sputnik
que "para os russos esta é uma celebração sagrada e a mais importante de
todas as que comemoramos (…) agora estamos combatendo o neofascismo e o
neonazismo, que voltam a ganhar força em vários países do mundo, na Ucrânia e
em algumas outras ex-repúblicas soviéticas".
Ele
também ressaltou que "nunca vamos nos render e vamos vencer e
conquistar outra vitória. Atualmente, a
Rússia, assim como Cuba, vive cercada por inúmeras sanções impostas pelos
países capitalistas e imperialistas, mas, ainda assim, repito: vamos lutar e
vencer, porque não há outra opção".
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Nem esquecidos, nem mortos
Oscar
Julián Villar Barroso, doutor em história e mestre em história contemporânea e
relações internacionais, afirmou à Sputnik que, no contexto cubano, a Marcha do Regimento
Imortal relembra
de forma emocionante a solidariedade histórica entre os povos de Cuba e da
Rússia, bem como dos países que fizeram parte da antiga URSS.
"Durante
a Guerra de Independência da nossa pátria, sob as ordens do chefe militar
Antonio Maceo, lutaram três jovens russos. Mais tarde, durante a Grande
Guerra Patriótica, na União Soviética, nas fileiras do Exército Vermelho,
combateram três jovens cubanos. É importante reconhecer isso porque atua como
um elemento de união, solidariedade e comunhão entre ambos os povos",
acrescentou.
O
especialista afirmou que, nesses dias de tanto significado patriótico para os
povos da URSS, entoar canções comemorativas e carregar fotografias dos
familiares mortos possui um simbolismo especial, pois se trata de um
reconhecimento agradecido ao legado dos bisavôs e avôs que preservaram a
independência da pátria soviética.
"É
uma forma de lembrar a todos que eles não foram esquecidos nem estão mortos nos
corações dos cidadãos. Este é um dos momentos mais emblemáticos, imbuído
de profundo significado humano e patriótico, dentro das comemorações do Dia da
Vitória. Ele aproxima as novas gerações de um passado que já tem 81 anos. A
humanidade tem uma enorme dívida para com os povos da União Soviética",
enfatizou.
Segundo
o analista, muitos jovens da nação caribenha se interessam por esse período
histórico em que os povos da União Soviética foram protagonistas e os
verdadeiros vencedores: "eles conhecem e admiram as tradições
desse país e a grandeza dos 27 milhões de homens e mulheres que entregaram suas
vidas".
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Fortalecimento dos laços bilaterais
Villar
Barroso reconheceu que a celebração em Havana fortalece as
relações bilaterais e
lembrou que os cubanos guardam com carinho muitas experiências relacionadas às
epopeias da URSS: "os soldados que estavam entrincheirados durante a Crise
de Outubro de 1962 carregavam em suas mochilas livros como 'Como o Aço Foi
Temperado' e 'A Estrada de Volokolamsk'".
"Isso
não é novidade; pelo contrário, fortalece-se a cada ano, intensificando e
fortalecendo a relação de solidariedade e afeto entre os dois povos. Ambos
os países entendem a comemoração desta data como algo honroso e solene que
contribui para a formação de valores nacionais, especialmente em um momento em
que há tentativas de despojar a União Soviética de seu papel de liderança na
derrota do fascismo", acrescentou.
Ele
afirma ainda que, "a atual guerra cognitiva reforça a narrativa de que os
Estados Unidos foram os vencedores, o que é absurdo. Graças à União
Soviética, o Terceiro Reich não se impôs ao mundo. Portanto, em um momento
em que a história é analisada para fins
revisionistas,
narrativas incertas são construídas e mentiras são espalhadas, é relevante
conhecer a verdade em primeira mão", enfatizou.
Nesse
sentido, a marcha "reforça toda a inspiração que devemos ter em nossa
luta, baseada no conhecimento do legado heroico deixado pelos
soviéticos; temos um ponto de referência válido para nossa
resistência". Ele também lembrou as palavras do líder Fidel Castro quando
disse que houve uma Revolução Cubana porque antes havia ocorrido uma revolução
socialista na Europa Oriental.
Sobre o
assunto, Yosmany Fernández Pacheco, professor do Instituto Superior de Relações
Internacionais Raúl Roa García, disse à Sputnik que a relevância desta marcha
reside na consolidação dos laços entre Havana e Moscou, e também em
"destacar a luta por justiça, liberdade e direitos, e contra o
desenvolvimento do fascismo e da agressão imperial".
O
participante mais jovem, um bebê de cinco meses chamado José Ignacio Almaguer
Valladares, estava acompanhado de sua mãe, a russo-cubana Elena María
Valladares Shumova. A engenheira civil e sua família relataram à Sputnik a
participação de seu bisavô na Grande Guerra Patriótica.
"Quero
que meu filho aprenda desde cedo que este dia é sagrado para nós, porque sua
família viveu aquela guerra e sofreu suas consequências. Também quero que ele
entenda a importância de defender a paz. Se a história for esquecida,
os erros se repetem, então quero que ele se lembre e, se esse capítulo se
repetir, saiba o que fazer", concluiu ela.
Fonte:
Sputnik Brasil

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