sexta-feira, 8 de maio de 2026

Argentina e o  lucro do terror: a impunidade inabalável das gigantes do agro sócias da ditadura

50 anos se passaram desde o início da última ditadura cívico-militar que a Argentina sofreu. Um ponto de inflexão em que as forças militares e de segurança, com o impulso e o compromisso do poder econômico e da Igreja, asseguraram, por meio do terror e do genocídio, as mãos de poucos em torno do pescoço de muitos. As mesmas mãos que seguem asfixiando hoje. E, embora justamente neste mês de março o calendário prometesse uma coincidência inédita, tudo segue igual: o primeiro julgamento por crimes de lesa-humanidade contra empresários agroindustriais, com ex-dirigentes do Engenho La Fronterita no banco dos réus, foi suspenso sem data de reprogramação. Meio século depois do terrorismo de Estado, o capítulo da responsabilidade empresarial segue praticamente intacto. A impunidade para aqueles que se beneficiaram do disciplinamento repressivo da classe trabalhadora continua de pé.

O processo de julgamento dos responsáveis pela ditadura soma 23 anos de continuidade ininterrupta. Nesse período, cerca de 360 sentenças estabeleceram que sequestros, torturas, abusos, homicídios, desaparecimentos, apropriações de crianças e o saque de bens foram crimes de lesa-humanidade. Até o momento, 1.246 pessoas foram condenadas. A maioria é formada por integrantes das forças armadas e de segurança. As centenas de julgamentos realizados desde 2003 revisaram principalmente responsabilidades militares e policiais.

Quantos empresários se sentaram no banco dos réus? Apenas cinco. Um dirigente da empresa La Veloz del Norte foi o primeiro condenado, em 2016. Dois ex-dirigentes da Ford foram condenados em 2018; e dois ex-dirigentes da Acindar — a empresa siderúrgica que teve o ministro da Economia da ditadura, José Martínez de Hoz, em seu diretório — foram absolvidos em uma decisão escandalosa no ano passado.

<><> Empresas e repressão: o disciplinamento da classe trabalhadora e camponesa

Engenhos açucareiros do norte — Ledesma, La Fronterita, Concepción —; a produção ervateira em Misiones e Corrientes — Estabelecimento Las Marías —; o processamento de farinha e óleo em Buenos Aires — Molinos Río de la Plata —. O corpo de trabalhadores de todas essas empresas estava organizado e comprometido com lutas por melhorias nas condições de trabalho e salariais nos anos anteriores ao golpe.

“Se pensamos nas regiões do Nordeste e do Noroeste argentino, antes do golpe de Estado, há duas forças que ameaçam fortemente a construção de poder dos gigantes agroindustriais: por um lado, o movimento operário organizado e, por outro, a organização de pequenos produtores e camponeses”, explica Victoria Basualdo, historiadora com décadas de experiência na investigação da perseguição a trabalhadores em contextos ditatoriais e dos vínculos das empresas nessa trama.

Essa organização de pequenos produtores teve uma experiência icônica nas Ligas Agrárias, que foram especialmente atacadas durante o mais recente genocídio no país; enquanto isso, ao menos 150 pessoas que trabalhavam nas grandes agroindústrias do NOA e do NEA foram sequestradas e torturadas — e muitas delas continuam desaparecidas — depois de terem sido entregues por seus empregadores. Os dirigentes das empresas forneciam seus nomes e endereços às patotas; cediam recursos empresariais para realizar essas detenções ilegais ou, inclusive, construíam centros clandestinos de detenção nos próprios locais de trabalho.

Por quê? “Por dentro e por fora, as duas formas de organização popular disputam com o poder a distribuição de recursos, os modos de produção e de comercialização”, responde Basualdo, que, em 2023, começou a abordar essa trama junto à equipe de Estudos do Trabalho, no âmbito de uma Rede Federal de Alto Impacto Memória, Verdade e Justiça, também integrada pelo Centro de Estudos de Genocídio da UNTREF, pelo INTEPH (CONICET-UNT) de Tucumán e por uma equipe de pesquisa da Universidade Nacional de Misiones. Após sua chegada à presidência, Javier Milei e sua equipe encerraram o financiamento do projeto, que dependia do extinto Ministério da Ciência.

<><> La Fronterita, o primeiro julgamento da cumplicidade agroindustrial

O dia 11 de março seria a data. Jorge Alberto Figueroa Minetti e Eduardo Buttori, dois dirigentes do Grupo Empresarial José Minetti & Cía, gestor de La Fronterita, um dos 16 engenhos que, em 1975, ainda permaneciam ativos em Tucumán — após o desmonte da atividade ocorrido durante a ditadura de Juan Carlos Onganía —, começariam a ser julgados por um tribunal federal, acusados de cumplicidade em sequestros, torturas, estupros e homicídios contra trabalhadores e suas famílias. A família Minetti, fundadora do engenho em 1923, cedeu, em 1975, instalações em sua propriedade para montar uma base militar, que funcionou como centro clandestino.

Na terça-feira anterior ao início do julgamento, o Tribunal Oral Federal de Tucumán informou que o processo ficava suspenso até novo aviso. A causa contra os dirigentes de La Fronterita começou há uma década. Em 2015, o caso foi um dos 25 analisados em uma investigação exaustiva e pioneira sobre responsabilidade empresarial em crimes de lesa-humanidade, desenvolvida pelo Programa Verdade e Justiça e pela Secretaria de Direitos Humanos, pelo Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS) e pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso).

Entre as conclusões desse estudo, os pesquisadores determinaram que:
• 76% das empresas forneceram informações sobre trabalhadores.

• 72% tiveram presença militar em suas instalações.

• 60% registraram infiltração ou inteligência interna.

• 48% cederam instalações ou financiaram a repressão.

• 24% mantiveram centros clandestinos em seus prédios.

O Engenho La Fronterita cumpriu todos esses parâmetros. No início de 2018, o Ministério Público Federal, sob responsabilidade de Pablo Camuña, solicitou o interrogatório de seis membros do diretório e administradores da empresa que a geriram entre 1975 e 1983: Figueroa Minetti e Buttori, além de Camilo Bergero, Carlos Allende Pinto, Alfredo Martínez Minetti e Fernando Cornú de Olmos, pelo sequestro e pelas torturas sofridas por 68 pessoas — trabalhadores da fábrica e do campo —, 11 delas desaparecidas desde 1975, após a Operação Independência, etapa prévia à ditadura militar. A causa naufragou nas mãos do juiz federal Daniel Bejas e da Câmara de Apelações de Tucumán, que decretou e confirmou a falta de mérito para os acusados.

Em 2020, a situação finalmente foi revertida e o julgamento oral e público se aproximou em 2022, mas começaram as manobras das defesas: apelações, recusas e alegações de saúde que envolveram até a Corte Suprema de Justiça. O caminho até o julgamento ficou consolidado, mas os dois acusados que permaneceram no caso recusaram as juízas do tribunal, Ana Farías e Cristina Giordano, e solicitaram nova avaliação de seu estado de saúde. Cornú de Olmos foi retirado do processo por incapacidade superveniente. Os demais faleceram. Limbo outra vez.

“Cabe ao tribunal pôr fim a esse labirinto processual para determinar se os acusados são ou não responsáveis por cumplicidade em crimes de lesa-humanidade”, exigiu o promotor. Em 2016, a família Minetti vendeu La Fronterita à empresa Arca Continental — multinacional engarrafadora da Coca-Cola —, que mudou o nome para Engenho Famaillá.

<><> Ledesma, o emblema da impunidade agroindustrial

Os caminhos tortuosos que permitem a continuidade da impunidade, 50 anos depois dos fatos mais terríveis que ensanguentaram o país desde o genocídio dos povos originários, não são exclusivos da causa de La Fronterita. A responsabilidade empresarial agroindustrial em crimes de lesa-humanidade tem, de longe, um símbolo que a identifica de imediato: o do Engenho Ledesma, em Jujuy. A causa que investigou a colaboração da empresa comandada por Carlos Blaquier na perseguição e nas violações de direitos humanos sofridas por centenas de habitantes de General San Martín e Calilegua durante a última ditadura é talvez a mais conhecida, mas não por bons motivos.

Em 2012, a Justiça federal de Jujuy processou Blaquier e Alberto Lemos, ex-administrador da gigante açucareira, por terem fornecido as caminhonetes nas quais cerca de 400 pessoas — entre elas mais de 60 trabalhadores do engenho — foram sequestradas durante os primeiros meses do genocídio ditatorial, no episódio conhecido como A Noite do Apagão. Blaquier e sua empresa também forneceram os nomes das vítimas, muitas ainda desaparecidas.

Os fatos e o vínculo de Blaquier com as forças repressivas nunca estiveram em dúvida. Isso foi exposto no Julgamento das Juntas, em 1985, na voz de Eulogia Garnica, uma costureira de Calilegua sequestrada junto com seus dois filhos naquela operação noturna. Garnica foi mantida em cativeiro e torturada no centro clandestino de Guerrero e depois transferida para a prisão de Devoto, em Buenos Aires, onde foi libertada. Seus filhos, Miguel Ángel e Domingo, e seu marido — os três trabalhadores da Ledesma — permanecem desaparecidos.

Em março de 2015, Eulogia ainda estava viva e em condições de depor contra Blaquier, mas a Câmara de Cassação — com as assinaturas de Gustavo Hornos, Juan Carlos Gemignani e Mariano Borinsky — revogou os processamentos e frustrou a expectativa de justiça. O caso seguiu para a Corte Suprema, onde permaneceu por seis anos. Quando os ministros finalmente o analisaram, anularam a decisão da Cassação e abriram caminho para o julgamento oral — mas já era tarde demais. Blaquier morreu impune dois anos depois. Lemos ainda aguarda ser levado ao banco dos réus como o único acusado pelos crimes contra as vítimas da Noite do Apagão.

<><> Engenho Concepción, a impunidade biológica

Os dirigentes e administradores do Engenho Concepción, um dos maiores produtores de açúcar e álcool de cana de Tucumán até hoje, também morreram sem prestar contas por sua cumplicidade e participação em crimes de lesa-humanidade entre 1976 e 1983. O Poder Judiciário não chegou a apresentar acusações antes que fossem alcançados pela impunidade biológica.

Nos anos prévios ao golpe, o engenho estava nas mãos da Companhia Açucareira Concepción e empregava mais de 8.000 trabalhadores entre atividades rurais e fabris. Essa massa operária foi fundamental na luta para recuperar a Federação Operária Tucumana da Indústria do Açúcar (Fotia) das garras da burocracia sindical, assim como nas disputas por melhorar as condições de trabalho e impedir a substituição de postos em nome do aumento dos lucros empresariais. Resistiram o quanto puderam à introdução das máquinas integrais, com as quais se pretendia substituir mais de 200 trabalhadores por unidade. E pagaram por isso.

[foto] Planta do Engenho Concepción. Foto: Instituto de Promoção do Açúcar e Álcool de Tucumán (IPAAT)

Pelo menos 26 trabalhadores foram sequestrados entre os meses anteriores ao golpe e o fim da última ditadura. Todos eram ativistas sindicais, a maioria dirigentes da FOTIA ou delegados do engenho. Cerca de 21 permanecem desaparecidos. Há provas de que a empresa, pertencente à família Paz, forneceu veículos para os operativos de sequestro, muitos dos quais ocorreram dentro de suas instalações. Inclusive, o genocida Antonio Bussi, comandante da Operação Independência e governador de facto de Tucumán, tinha um escritório próprio no Engenho Concepción.

A trama repressiva permitiu à empresa aumentar substancialmente a produção e, ao mesmo tempo, reduzir o quadro de trabalhadores. Em 1983, o efetivo do engenho havia sido reduzido a um quarto. Em 2017, a empresa foi adquirida pela agroquímica Atanor. Em dezembro de 2025, após deixar o diretório da Ledesma, o Engenho Concepción passou para as mãos de Santiago Blaquier, filho de Carlos.

Essas “gigantes” agroindustriais têm “todo o poder” no território onde estão instaladas, aponta Basualdo. “Têm relação com o poder político, com o poder Judiciário, condicionam o que se fala e o que não se fala no território e, claro, a dinâmica do emprego e da economia”, afirma a pesquisadora.

<><> Estabelecimento Las Marías, donos da produção, do povo e da vida

Esse poder explica o que ocorreu com as vítimas da empresa ervateira Estabelecimento Las Marías e o julgamento por crimes de lesa-humanidade que terminou, em 2018, com a absolvição do único acusado, Héctor Torres Queirel. Civil empresário? Não, militar. Na década de 1970, quando a empresa se projetou acima de suas concorrentes, Las Marías não era apenas uma produtora de erva-mate situada nos arredores de Gobernador Virasoro, em Corrientes, mas um verdadeiro império provincial que estendia seus tentáculos a outras culturas, à carne e à madeira.

Controlada pela família Navajas Artaza, a empresa construía moradias e aportava recursos ao governo municipal e provincial, do qual alguns membros da família chegaram a ser funcionários. Tinha controle sobre o povo onde estava instalada: seus habitantes trabalhavam em seus campos, viviam em suas casas, brincavam em suas praças, estudavam em suas escolas e compravam em seus armazéns.

Na época de maior crescimento da empresa, seus trabalhadores iniciavam um processo de organização sindical, aproximando-se da Federação Argentina de Trabalhadores Rurais e Estivadores (Fatre). Em paralelo, também se organizavam os peões dos campos que vendiam sua produção à companhia. O processo, porém, seria interrompido rapidamente. “Aqui se acabaram os sindicatos”, ameaçou os operários Juan Carlos Sacco, o militar que comandou o operativo que ocupou o povoado no próprio 24 de março de 1976. Foi o próprio Adolfo Navajas Artaza, presidente da companhia, quem o levou a Las Marías.

Cerca de vinte trabalhadores de Las Marías foram sequestrados, dos quais ao menos dois permanecem desaparecidos: Neris Pérez, delegado sindical da FATRE, e Marcelo Peralta, trabalhador tarefeiro terceirizado pela empresa. A causa judicial pelos sequestros e desaparecimentos de trabalhadores de Las Marías avançou lentamente desde os primeiros anos de retomada dos julgamentos por crimes de lesa-humanidade, após a queda das leis de impunidade.

Cerca de 20 juízes federais se declararam impedidos de atuar no processo, alegando vínculos com a família proprietária de Las Marías. O 21º juiz, Tomás Chalup, absolveu Navajas Artaza sem sequer convocá-lo para depor. O julgamento, realizado em Virasoro, em 2018, em um contexto de forte proximidade entre magistrados e acusados, levou ao banco dos réus Torres Queirel, interventor militar da cidade durante o terrorismo de Estado, acusado pelo sequestro e desaparecimento de Peralta. Foi absolvido.

<><> A dificuldade para julgar a responsabilidade empresarial

“Não tenho nenhuma dúvida de que avançar no julgamento de civis é o segmento mais difícil para alcançar justiça — inclusive mais do que em relação à atuação do Poder Judiciário ou de outros perpetradores civis”, avalia a advogada Elízabeth Gómez Alcorta, que dirigiu o programa Verdade e Justiça, de onde surgiu o relatório sobre responsabilidade empresarial nos crimes de lesa-humanidade, e que representou trabalhadores da Ford vítimas de sequestros e torturas na causa que obteve condenações de funcionários civis da empresa.

E as razões, em sua análise, “são muitas”. Em primeiro lugar, porque “muitos, não todos, dos responsáveis pelas cúpulas empresariais seguem tendo poder 50 anos depois. Continuam sentados à mesa do chamado círculo vermelho”, destaca. Em seguida, aponta para um Poder Judiciário “muito permeável ao poder de fato”. As causas envolvendo as forças militares e de segurança avançaram após a queda das leis de impunidade, quando “já não estavam em uma situação de disputa de poder”, mas há resistência em “buscar provas nos territórios da Techint, da Dálmine Siderca, dos engenhos, das montadoras que ainda operam no mercado nacional e muitas vezes internacional”.

Por fim, Gómez Alcorta afirma que o processo de julgamento dos crimes da última ditadura “foi pensado e estruturado com base nas responsabilidades militares, com determinadas cadeias de comando, certa lógica de funcionamento. Nesse esquema, incorporar a participação e a responsabilidade de gerentes e diretores civis de empresas é algo que custa muito ao Poder Judiciário”. Todas essas empresas agroindustriais, assim como outras de diferentes setores, mas com poder equivalente em outras regiões do país — metalúrgicas e montadoras, ceramistas e portuárias em Buenos Aires, Córdoba e Santa Fé, por exemplo —, se beneficiaram do plano socioeconômico implementado à força do terror durante o terrorismo de Estado de 1976.

“Nossa história e a história do mundo nos ensinaram que, assim como os direitos só são conquistados por meio da luta, também só podem ser retirados por meio da violência”, afirma Gómez Alcorta, ao introduzir o efeito concreto do terror da ditadura na vida dos argentinos e argentinas. “A relação capital-trabalho que se configurou a partir da enorme violência da ditadura e do terrorismo de Estado nunca voltou a ser revertida”, observa.

A advogada destaca que, em 1974, a Argentina “havia alcançado quase um fifty-fifty” na distribuição de renda entre capital e trabalho. Em 1983, a participação dos trabalhadores havia caído para 22%. A partir do ciclo liberal iniciado na década de 1990 com Carlos Menem e Fernando De la Rúa, retomado com o macrismo e agora com a chegada da La Libertad Avanza ao poder, “o que houve foram apenas ajustes em favor da concentração de capital”, completa.

Com o julgamento oral e público contra os dirigentes de La Fronterita em suspenso, ainda resta uma possibilidade que pode ajudar a romper a sequência de impunidade entre os empresários agroindustriais: a do conglomerado Bunge & Born, com o dirigente Emilio Parodi na mira do Poder Judiciário, acusado por sua participação em sequestros, torturas, assassinatos e desaparecimentos. Segundo investigação do Estado, do CELS e da Flacso, ao menos 27 trabalhadores da Molinos Río de la Plata e pessoas vinculadas à gigante processadora de farinhas e óleos foram vítimas de crimes de lesa-humanidade durante a última ditadura.

“21 pessoas estão desaparecidas, quatro foram assassinadas, uma sobreviveu ao operativo e uma criança foi vítima de apropriação”, contabiliza o registro. Algumas dessas pessoas foram sequestradas em operações realizadas dentro da fábrica da empresa na localidade bonaerense de Avellaneda, em julho de 1976, a partir de listas fornecidas pela própria empresa. Aqueles que não estavam no local foram buscados em suas casas.

A agenda judicial indica que, em abril próximo, o Tribunal Oral Federal nº 2 de La Plata começará a julgar Emilio Parodi, gerente da planta da cerealista no conurbano, por parte desses fatos — o sequestro de três trabalhadores que permanecem desaparecidos. Parodi foi detido em julho de 2023, depois de uma década desde que os crimes da Molinos começaram a ser julgados.

 

Diálogos do Sul Global

 

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