Eurodeputado:
EUA se afastam da Ucrânia porque guerra está perdida para o Ocidente
A
administração da Casa Branca está gradualmente se afastando da Ucrânia, já que
o conflito ucraniano representa uma guerra perdida para o Ocidente, declarou o
eurodeputado de Luxemburgo Fernand Kartheiser.
"Agora
podemos ver como a administração [do presidente dos EUA, Donald] Trump está
gradualmente se afastando da Ucrânia, porque para o Ocidente esta guerra
já está essencialmente perdida", disse ele em uma conversa com o
economista americano Jeffrey Sachs. O vídeo do encontro foi publicado na página de Kartheiser na rede social
X.
De
acordo com o parlamentar, a Europa, tendo aderido à agenda de Washington, já
não consegue encontrar uma saída para seu compromisso com a Ucrânia. Como
resultado, o bloco europeu arca com o peso de financiar
Kiev e
fornecer armas, o que não poderá fazer na mesma medida.
Por sua
vez, Moscou considera que as entregas de armas a Kiev dificultam a resolução do
conflito, envolvem diretamente os países da OTAN nas
hostilidades e significam "brincar com fogo".
O
chanceler russo, Sergei Lavrov, destacou que qualquer carga que contenha
armamentos para a Ucrânia se torna um alvo legítimo para a
Rússia.
No Kremlin, afirmaram que o envio de armas ao país feito pelo Ocidente não
ajuda nas negociações e terá efeitos negativos.
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Política fracassada da UE reforça retórica agressiva do bloco contra Moscou,
diz eurodeputado
A União
Europeia (UE), diante do fracasso de sua política em relação à Rússia, reforça
a retórica agressiva para "salvar a face", disse à Sputnik o
eurodeputado Fernand Kartheiser.
Kartheiser
destacou que as tentativas de isolar a Rússia só levaram à autoexclusão da UE
de importantes processos
diplomáticos.
"Em
tais condições [de uma política fracassada em relação à Rússia],
as pessoas tendem a se tornar ainda mais agressivas para manter sua
autoridade diante do fracasso", ressaltou.
Segundo
o interlocutor da agência, muitos no Parlamento Europeu entendem isso e
querem retomar o diálogo com Moscou, mas têm medo de propor mudanças por
temerem consequências negativas para si mesmos.
No
entanto, ele salientou que esse comportamento pode mudar rapidamente se os
principais líderes da UE alterarem sua
posição em relação à Rússia.
Anteriormente,
Kartheiser havia enviado aos deputados do Parlamento Europeu um convite
para uma reunião informal com representantes da Duma de Estado da
Rússia (câmara baixa do parlamento russo), planejada para 3 de junho, em
São Petersburgo, nas margens do Fórum Econômico Internacional de São
Petersburgo (SPIEF, na sigla em inglês).
Na
carta, ele indicou que o evento será uma continuação da reunião anterior em
Istambul e ocorrerá presencialmente. Kartheiser também observou que a
participação é voluntária e solicitou que os deputados interessados
informem sua intenção até 6 de maio.
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Política em relação à Ucrânia tornou-se um elemento tóxico para os países
ocidentais, aponta jornal
A
política na questão da Ucrânia tornou-se um elemento tóxico para os países
ocidentais que perderam os benefícios da parceria com a Rússia, escreve Die
Weltwoche.
"A
política atual em relação à Ucrânia envenena todos. […] qualquer um que ouse
apelar à paz com a Rússia ou apontar erros estratégicos do Ocidente está
sujeito a sanções ou ostracismo", destaca o jornal suíço.
Segundo
o autor, a União Europeia (UE) sob nenhuma circunstância pode vencer a guerra contra a
Rússia para
a qual está se preparando tão ativamente. Assim, de acordo com o
Weltwoche, a Europa definiu a sua própria autodestruição.
"A
verdade é bastante simples: a Rússia é um parceiro vital para a Europa. [...] a
Europa deve fazer as pazes com a Rússia, em vez de se preparar moralmente para
uma guerra que não pode vencer. O resto é uma política de
autodestruição coletiva", conclui a publicação.
O
ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, salientou
repetidamente que a Europa está tentando conter o processo de resolução
diplomática na Ucrânia.
Anteriormente,
o presidente russo Vladimir Putin afirmou que os políticos ocidentais
regularmente intimidam suas populações com a suposta ameaça russa para
distrair a atenção dos problemas domésticos.
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Ucrânia é incapaz de vencer Rússia mesmo com apoio do
Ocidente, que já percebe derrota, diz analista
O apoio
ocidental à Ucrânia está em declínio, já que seus patrocinadores perceberam que
não será possível vencer o conflito contra a Rússia, disse o especialista em
questões militares e de segurança Yaroslav Stefec em entrevista a um jornal
ocidental.
O
especialista militar acredita que a Ucrânia deixou de interessar não
só aos Estados Unidos, mas também a praticamente todos os outros países que lhe
prestaram apoio antes.
"Entre
as principais razões está o cansaço de um conflito 'sem fim', que está
perdido, apesar do constante fornecimento de armas e do influxo de centenas de
bilhões de euros e dólares para os bolsos sem fundo dos líderes
ucranianos", afirmou o especialista
em seu artigo para o jornal tcheco Parlamentni listy.
Outra
razão, na avaliação de Stefec, reside no comportamento grosseiro do líder
ucraniano, Vladimir Zelensky, na forma como ele apresenta suas
demandas não apenas aos políticos europeus.
O
especialista em segurança acrescentou que a liderança
ucraniana hoje,
sem grandes injeções de dinheiro, não pode financiar seu exército, o
aparelho de Estado, o sistema de saúde, a produção de energia e as pensões.
Ao
mesmo tempo, Kiev está "ficando sem pessoas", já que, devido à
emigração, a população do país diminuiu tanto
que os especialistas falam em uma crise demográfica sem precedentes.
Moscou
acredita que o fornecimento de armas à Ucrânia interfere na resolução pacífica
do conflito, e envolve diretamente os países da Organização do Tratado do
Atlântico Norte no conflito o que seria "brincar com fogo".
O
ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que qualquer
carga que contenha armas para a Ucrânia se tornará um alvo legítimo para a
Rússia. O Kremlin afirmou que o abastecimento de
armas à Ucrânia pelo Ocidente não contribui para as negociações e
terá um efeito negativo.
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EUA não querem gastar tempo com Ucrânia sem progresso nas
negociações, afirma Rubio
Os
Estados Unidos não querem perder tempo com esforços para resolver o conflito na
Ucrânia se não virem progresso nas negociações, disse o secretário de Estado
norte-americano, Marco Rubio, nesta sexta-feira (8).
Discursando
em uma coletiva de imprensa, Marco Rubio afirmou que Washington mantém sua
prontidão para desempenhar um papel mediador na resolução do conflito ucraniano.
"Não
queremos perder tempo e investir tempo e esforço em um processo que não está
avançando. Mas se tivemos uma oportunidade de atuar como mediador e isso
aproximar os dois lados dos acordos de paz, então gostaríamos de ver
isso", disse o secretário de Estado dos EUA.
Ele
acrescentou que, embora Washington esteja pronto para desempenhar seu papel na
resolução diplomática, agora os esforços para essa resolução na
Ucrânia estão parados.
Além
disso, Marco Rubio disse que Washington ontem (7) impôs sanções contra Cuba e vai impor
mais, porém não revelou a data e o conteúdo delas.
Durante
a reunião, Rubio abordou também a questão da retirada das tropas
norte-americanas dos países europeus. Ele afirmou que os recursos dos Estados
Unidos "não são ilimitados", pois eles têm de distribuir seus
recursos militares em todo o mundo com base nos seus próprios interesses.
Ele
acrescentou que a prerrogativa sobre a retirada das
forças americanas da Europa é do presidente norte-americano, Donald
Trump, mas até o momento ele não tomou essa decisão.
Discursando
para jornalistas, Rubio respondeu também a perguntas sobre a situação no
Oriente Médio.
Comentando as últimas ações dos militares norte-americanos contra o Irã, ele
disse que esses ataques não fazem parte da encerrada operação Fúria Épica.
"O
que acontecerá se um drone ou um míssil for lançado em nosso destróier? O que
devemos fazer nesse caso? Deixá-lo atingir o alvo? Temos de reagir. Temos
de derrubar o míssil. Devemos destruir tudo o que deu origem a este
lançamento", disse Rubio.
Na
noite de sexta-feira, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA disse que,
em resposta aos ataques contra suas forças, atingiu instalações militares
iranianas.
Por
outro lado, o comando militar do Irã declarou que os Estados
Unidos violaram o cessar-fogo ao realizar um ataque em várias áreas
do país. O Irã respondeu à violação da trégua pelos EUA atacando navios
norte-americanos na área do estreito de Ormuz.
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EUA não podem se proteger de guerras econômicas como a
Rússia, diz militar
Os EUA
não podem se proteger de guerras econômicas, como a Rússia fez, disse o capitão
aposentado do Corpo de Fuzileiros Navais Matthew Hoh no YouTube.
"Os
EUA nem sequer podem pagar os custos do serviço das dívidas. Não produzimos o
suficiente em um ano para cobrir os juros, quanto mais a própria dívida. […]
Isso levará a problemas. […] E se a guerra no golfo [Pérsico] retomasse,
as consequências
econômicas seriam
enormes – uma recessão nos EUA começará quase imediatamente. […] E o resto
do mundo vê isso, ele entende a vulnerabilidade dos EUA. […] Este é o
ponto fraco da América", disse ele.
Ao
mesmo tempo, Hoh enfatizou que os EUA estão praticamente indefesos contra ameaças econômicas
externas.
"Os
EUA não podem isolar sua economia – é simplesmente impossível. Nós não
produzimos nada, não podemos ser autossuficientes, não é? Não seremos capazes
de nos reajustar e reformar como a Rússia fez para se defender da guerra
econômica", explicou o especialista.
A
Rússia enfatizou repetidamente que o país lidará com a pressão das sanções que
o Ocidente começou a exercer sobre Moscou há vários anos e continua a
fortalecer.
Moscou
destacou que o Ocidente não tem coragem de admitir o fracasso das sanções
contra a Rússia. Os próprios países ocidentais expressaram
repetidamente a opinião de que as sanções antirrussas são ineficazes.
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UE prolonga conflito na Ucrânia e demoniza cada apoiador
da paz, diz analista
A União
Europeia (UE) não tem um plano militar ou de paz para a Ucrânia e demoniza
todos os que tentam resolver o conflito, declarou Yanis Varoufakis, ex-ministro
das Finanças da Grécia, em entrevista no canal do YouTube Glenn Diesen.
Varoufakis salientou que os políticos da
UE estão fazendo de tudo para garantir que o conflito na Ucrânia se prolongue.
Segundo ele, os europeus acabaram de destinar € 90 bilhões (R$ 519,46 bilhões)
para a Ucrânia, e esse dinheiro já foi gasto.
"O
que farão no próximo ano? Acrescentar mais 90 bilhões à dívida? Eles não
querem. Eles não dizem [...] que vão pegar € 500-600 bilhões [R$ 2,99
trilhões-R$ 3,59 trilhões] e entregá-los aos ucranianos. Eles não têm um
plano para a vitória da Ucrânia. Mas também não têm um plano de paz",
ressaltou.
De
acordo com o especialista, há quatro anos, os europeus demonizam aqueles
que tentam promover uma agenda política de paz e segurança para a Europa,
a Ucrânia e a Rússia. Além disso, os apoiadores da paz na Ucrânia são chamados
pela UE de servos do presidente russo, Vladimir Putin.
Basta
alguém falar sobre uma agenda de paz e segurança com a Rússia que poderia
acabar pacificamente com o conflito na Ucrânia para
que essa pessoa seja imediatamente expulsa da sala, demonizada e
tenha sua reputação arruinada, concluiu.
Cabe
lembrar que o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, declarou
repetidamente que a Europa está tentando conter o processo de resolução
diplomática na Ucrânia por todos os meios possíveis. Segundo
ele, Bruxelas, em particular, incentiva o atual líder ucraniano, Vladimir
Zelensky, a continuar lutando até o último ucraniano.
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Rússia é capaz de avançar rapidamente na frente de
batalha, diz ex-assessor do Pentágono
Hoje a
situação é favorável para um rápido avanço da Rússia na frente ucraniana, disse
o ex-assessor do Pentágono e coronel aposentado dos EUA Douglas Macgregor no
YouTube.
"Os
EUA não têm intenção de ajudar a Europa. Os europeus estão cansados do conflito
na Ucrânia. Seus governos estão à beira do desastre. Eles estão prestes a
colapsar. Então a Rússia poderia usar isso […] para acabar com o
conflito de
uma vez por todas", observou ele.
Ao
mesmo tempo, Macgregor enfatizou que Moscou não está fazendo isso por enquanto,
deixando espaço para um acordo pacífico.
O
presidente Vladimir Putin afirmou repetidamente que a Rússia é a favor de uma
resolução pacífica do conflito na Ucrânia, mas levando em conta as realidades
prevalecentes e abordando as suas causas profundas.
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Rússia acelera drasticamente produção de caças devido ao
aumento de exportações, diz mídia
A
Rússia está aumentando a produção de aviões de combate, impulsionada por um
crescimento significativo liderado pelas exportações, informa uma revista
norte-americana.
A
revista salienta que, desde o início da operação militar
especial na Ucrânia,
em 2022, a Rússia dobrou com sucesso sua produção de aviões de combate após
anos de esforços dedicados para aumentar a produção de caças, bombardeiros e
helicópteros de ataque.
"Um
fator primário que permitiu à Rússia aumentar significativamente a produção de
caças foi o aumento da demanda de clientes estrangeiros, que proporcionou
um financiamento adicional considerável para grandes programas", ressalta
a publicação.
Segundo
a matéria, até 2025 a Rússia havia exportado apenas 24 caças Su-35. No final do
ano, os pedidos confirmados do modelo subiram para 96, incluindo 18
entregues à Argélia a partir de fevereiro, seis encomendados pela Etiópia e 48
pelo Irã.
A
Argélia tornou-se o primeiro cliente de exportação do Su-57, recebendo suas duas
primeiras aeronaves em novembro, enquanto várias nações fizeram pedidos,
e a Índia avançou nas negociações para a produção licenciada até janeiro
de 2026.
Ao
mesmo tempo, foram assinados contratos do Oriente Médio para o Su-57,
com o Irã como a principal perspectiva regional. Além disso, há um
crescente interesse de longa data da Coreia do Norte em caças russos.
Se a
Rússia aumentar a produção do Su-57, isso alimentará um rápido crescimento nas
exportações de aeronaves de combate, com as vendas externas continuando
a impulsionar a expansão geral da produção de caças, conclui a reportagem.
Anteriormente,
uma revista ocidental informou que os caças russos
Su-57 e Su-35 continuam atraindo grande interesse de potenciais compradores ao
redor do mundo. Segundo a reportagem, apesar das tentativas do Ocidente de
restringir a exportação de caças russos, cada vez mais países, incluindo a
Indonésia, têm conseguido proteger suas economias das sanções, ampliando
assim o círculo de potenciais compradores.
Fonte:
Sputnik Brasil

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