A
investigação que mostra a ação de mercenários latino-americanos na guerra do
Sudão
Uma
rede de mercenários colombianos, apoiada pelos Emirados Árabes Unidos, forneceu
assistência fundamental aos rebeldes das Forças de Apoio Rápido do Sudão (RSF, na sigla
em inglês). Sua participação permitiu ao grupo capturar, no ano passado, a
cidade de El-Fasher, no oeste do país, segundo um estudo recentemente
publicado.
Realizada
pela organização de análise de segurança Conflict Insights Group (CIG), a investigação empregou dados
obtidos do rastreamento dos telefones celulares dos combatentes colombianos.
Os EAU
vêm negando reiteradamente dar apoio às RSF, que combatem o exército regular
sudanês há três anos.
A queda
de El-Fasher, no Estado sudanês de Darfur do Norte, foi um dos episódios mais
brutais do conflito e gerou a pior crise humanitária do mundo, com dezenas de
milhares de mortes e milhões de pessoas deslocadas.
A CIG
acompanha de perto as evidências da extensa assistência militar dos Emirados às
RSF, mas "esta é a primeira investigação que consegue comprovar com
segurança o envolvimento dos EAU", segundo o diretor da entidade, Justin
Lynch.
"Estamos
divulgando aquilo que os governos sabem há tempos: que existe um vínculo direto
entre Abu Dhabi e as RSF", afirma ele.
Lynch
destaca que o relatório "demonstra que os mercenários que utilizavam
drones viajaram de uma base nos Emirados Árabes Unidos para o Sudão, antes da
captura de El-Fasher pelas Forças de Apoio Rápido (RSF)".
"Os
mercenários que participaram das operações com drones chegaram a dar à sua rede
de wi-fi o nome da sua unidade, vinculada a uma empresa que operava dos
Emirados Árabes Unidos."
O
presidente da Colômbia, Gustavo Petro, declarou no ano passado que os
mercenários são "espectros da morte" e que seu recrutamento
constituía uma "forma de tráfico de pessoas".
A BBC
pediu posicionamento do governo dos Emirados sobre as informações divulgadas.
Os
Emirados Árabes Unidos já emitiram comunicados rejeitando as acusações de que
apoia as RSF, qualificando-as de "falsas e infundadas". Também
condenaram, "da forma mais enérgica", as atrocidades cometidas em
El-Fasher.
Analistas
concordam que o apoio estrangeiro aos dois grupos tem sido fundamental para a
continuação e a expansão da guerra civil sudanesa.
A CIG
afirma que utilizou tecnologia comercial projetada para personalizar anúncios
de publicidade na sua investigação.
Com
isso, a entidade conseguiu rastrear mais de 50 telefones celulares no Sudão,
entre abril de 2025 e janeiro deste ano.
Seus
operadores eram mercenários colombianos. Alguns deles atuavam em zonas
controladas pelas RSF de onde foram lançados drones.
A
organização também empregou dados de acompanhamento de voos, imagens de
satélite, vídeos nas redes sociais, notícias e artigos acadêmicos para
respaldar suas análises.
Segundo
o relatório, os dados detalham uma rede que demonstra a presença dos
mercenários em diversos centros de operações regionais, principalmente em um
centro de treinamento militar dos Emirados Árabes Unidos em Ghayathi (Abu
Dhabi).
Foi
possível, por exemplo, rastrear um celular da Colômbia até o Aeroporto
Internacional Zayad, em Abu Dhabi, e dali até o centro de treinamento, onde
também havia outros quatro aparelhos configurados em espanhol, o idioma falado
na Colômbia.
Dois
destes telefones foram transportados posteriormente para o Estado de Darfur do
Sul, no Sudão, e outro para Nyala, a capital de facto das RSF. Ali, ele foi
conectado às redes de wi-fi "ANTIAEREO" e "AirDefense"
("defesa aérea", em inglês).
Nyala é
um centro importante para os mercenários colombianos e para as operações com
drones das RSF, segundo o relatório. A CIG documentou atividade significativa
de drones na região e identificou mais de 40 aparelhos usando o idioma
espanhol.
Em
outro estudo de caso, a CIG rastreou um celular da Colômbia até Nyala e, dali,
até El-Fasher em outubro passado, quando as RSF tomaram a cidade, depois de um
cerco de 18 meses.
Enquanto
estava em El-Fasher, o aparelho se conectou a uma rede de wi-fi chamada
"ATACADOR", segundo o relatório.
A CIG
identificou outros aparelhos associados a mercenários colombianos, que também
estiveram presentes durante a tomada da cidade por parte das RSF.
A queda
da cidade foi acompanhada por atrocidades em massa, qualificadas como crimes de
guerra e crimes contra a humanidade pelo promotor do Tribunal Penal
Internacional (TPI) e descritas por pesquisadores da ONU como atos com
"características de genocídio".
"A
CIG considera que a rede de mercenários dos EAU e da Colômbia tem
responsabilidade conjunta por estes fatos", afirma o relatório.
"A
magnitude das atrocidades e o cerco a El-Fasher não teriam ocorrido sem as
operações com drones proporcionadas pelos mercenários", destaca Lynch. Ele
indica provas de que eles também colaboraram com o cerco das RSF.
Segundo
o relatório, os mercenários operavam como parte da brigada Lobos do Deserto,
como pilotos de drones, instrutores e membros da artilharia.
Um
deles se conectou a redes de wi-fi denominadas "DRONES" e "LOBOS
DEL DESIERTO", com o celular configurado em espanhol.
A
brigada é liderada pelo coronel aposentado do exército da Colômbia Álvaro
Quijano, segundo o portal de notícias colombiano La Silla Vacía. Quijano reside
nos Emirados Árabes Unidos e sofreu sanções dos governos dos EUA e do Reino
Unido, por recrutar colombianos para combater no Sudão.
Os
Lobos do Deserto foram empregados e pagos por uma empresa com sede nos Emirados
Árabes Unidos. Ela tem vínculos documentados com altos funcionários do governo
dos EAU, segundo La Silla Vacía e documentos obtidos pela CIG, indica o
relatório.
A CIG
também afirma ter identificado aparelhos com configuração em espanhol em um
porto da Somália com vínculos com os Emirados Árabes Unidos, bem como em uma
cidade do sudeste da Líbia, considerada centro logístico do fluxo de armas para
as RSF, supostamente viabilizado pelos Emirados.
Estimava-se
anteriormente que havia poucas centenas de combatentes colombianos no Sudão.
Os
Estados Unidos estabeleceram sanções a cidadãos colombianos e empresas
associadas em duas ocasiões, por recrutar mercenários para lutar no Sudão. A
primeira vez foi em dezembro do ano passado e novas sanções foram criadas em
meados de abril.
O
Departamento do Tesouro dos Estados Unidos afirmou que combatentes colombianos
apoiaram a captura de El-Fasher pelas RSF, mas evitou estabelecer conexão
direta com os Emirados Árabes Unidos.
¨
Da Colômbia a Darfur: como opera a rede que alicia
mercenários para a guerra no Sudão
Centenas
de ex-soldados colombianos foram atraídos para a guerra civil no Sudão com
promessas de salários atraentes dos Emirados Árabes. Mas muitos deles
encontraram a morte em um campo de batalha distante, e aqueles que sobreviveram
estão envolvidos em crimes graves.
Esta
investigação revela como mercenários colombianos foram parar do outro lado do
mundo, em uma rede de guerra, lucro e silêncio que se estende dos Andes aos
campos de extermínio na região sudanesa de Darfur.
“Até
hoje, seu corpo não foi repatriado”, disse à AFP a viúva de um ex-soldado
colombiano morto no Sudão, que não quis ter seu nome divulgado, por medo de
represálias.
O
ex-soldado, 33, viajou para o Sudão em meados de 2024. Ele integrava um grupo
enviado por empresários sancionados pelos Estados Unidos para um conflito que
já deixou dezenas de milhares de mortos e milhões de deslocados ameaçados de
fome.
A
partir de depoimentos, registros corporativos e verificações de imagens nos
campos de batalha, a AFP revela como colombianos reforçam as fileiras das
Forças de Apoio Rápido (FAR), um grupo paramilitar acusado de genocídio. Seguem
abaixo as principais descobertas:
*
Recrutados pela internet, a maioria deles foi levada para o Sudão via Emirados
Árabes, onde recebeu treinamentos rápidos.
*
Usaram pelo menos duas rotas para chegar ao Sudão: pelo leste da Líbia, leal
aos Emirados, ou por uma base aérea em Bosaso, na Somália, que abriga militares
emiradenses.
*
Imagens verificadas de mercenários e testemunhas os situam em combates
sangrentos em Darfur.
* Um
ex-coronel colombiano sancionado pelos Estados Unidos é apontado por um antigo
sócio como cérebro da operação de envio de 2.500 mercenários para lutar ao lado
dos paramilitares das FAR no Sudão.
– País
em chamas –
O Sudão
está mergulhado em uma guerra entre as FAR e o Exército – controlado pelo
governo de fato desde 2023 -, alimentada por interesses dos Emirados Árabes, do
Egito, do Irã e da Arábia Saudita, entre outros.
Mercenários
estrangeiros, principalmente de países africanos, como Eritreia e Chade,
surgiram em ambos os lados. Mas a operação mais sofisticada é a dos
colombianos, cobiçados por sua experiência com drones e artilharia, que recebem
entre US$ 2.500 e US$ 4.000 mensais, cerca de seis vezes o que ganham do
Exército, segundo um ex-militar.
O
governo americano sancionou neste mês quatro colombianos e suas empresas que
fazem parte dessa rede, sem mencionar o elo emiradense: a empresa Global
Security Services Group (GSSG), sediada em Abu Dhabi.
Os
Emirados negam as acusações do Sudão e de organizações internacionais de
suposto apoio aos paramilitares. Segundo um funcionário do alto escalão do
governo emiradense, isso faz parte de um “padrão de desinformação” para
“desviar a atenção do trabalho vital de acabar com essa guerra brutal”.
–
Treinamento de crianças –
Familiares
dos mercenários sofrem em silêncio. O marido da viúva colombiana morreu três
meses após embarcar para o Sudão em meados de 2024, quando a campanha
paramilitar para tomar o oeste de Darfur cambaleava.
Embora
relatórios apontem dezenas de milhares de rebeldes, eles têm pouca experiência
e equipamento. São hábeis em incursões brutais, mas não em operações de longo
alcance, como os colombianos.
Com o
apoio dos sul-americanos, segundo os Estados Unidos, a milícia tomou em outubro
El Fasher, último reduto do Exército, em meio a relatos de execuções em massa,
sequestros e estupros.
Vídeos
geolocalizados pela AFP mostram colombianos dentro e no entorno da cidade antes
de ela ser tomada. Em um veículo blindado, eles atravessam as ruínas do campo
de refugiados de Zamzam, enquanto ouvem reggaeton. “Está destruída”, diz um
deles, com sotaque colombiano.
O campo
foi invadido pelos milicianos em abril. Mais de 400 mil pessoas fugiram e até
mil foram assassinadas, no que sobreviventes chamam de massacres étnicos.
Imagens
mostram o homem com sotaque colombiano posando com crianças e fuzis. Outras
mostram seus companheiros ensinando um combatente a acionar um lança-foguetes.
Fotografias posteriores mostram o corpo ensanguentado do homem, chamado de
“comandante”.
O
governo sudanês afirma que até 80 colombianos somaram-se ao cerco desde agosto,
e que 43 foram mortos. Segundo a chancelaria colombiana, vários deles foram
enganados por “redes de tráfico de pessoas”.
–
‘Interessado em trabalhar?’ –
Um ano
após se aposentar, um suboficial colombiano especializado em drones recebeu no
WhatsApp uma mensagem incomum: “Algum veterano interessado em trabalhar?
Procuramos reservistas de qualquer força.”
O
ex-militar, 37, que contou sua história à AFP, disse que solicitou informações,
e que uma pessoa, que se identificou como ex-coronel da força aérea, disse a
ele que a oferta era em Dubai e pagaria um salário mensal de US$ 4.200.
Todos
os anos, milhares de soldados colombianos se aposentam ainda jovens, e recebem
uma remuneração baixa. Alguns deles encontram oportunidades na indústria de
segurança privada do Golfo.
O
ex-militar aceitou a proposta, mas, em telefonema posterior, foi informado de
que Dubai seria apenas uma escala de dois meses para “treinamento”, e que ele
seria enviado para a África em seguida, onde participaria de missões de
reconhecimento com drones.
Desconfiado,
o ex-militar entrou em contato com um amigo em uma empresa de segurança nos
Emirados Árabes, e foi advertido de que, provavelmente, acabaria no Sudão, o
que o fez desistir da proposta.
Um dos
colombianos que aceitaram a oferta, o ex-militar Christian Lombana, documentou
em redes sociais sua viagem até o Sudão via França e Abu Dhabi. O Bellingcat,
grupo de pesquisadores que usa dados públicos disponíveis na internet, destaca
fotografias que o situam no sudeste da Líbia, em uma área controlada pelo
comandante Khalifa Haftar, que tomou o poder com o apoio dos Emirados.
Desde o
começo da guerra no Sudão, o território de Haftar tem sido um corredor vital
para os paramilitares das FAR, por meio do fornecimento de armas, combustível e
combatentes.
Dias
após a sua publicação no TikTok, o comboio de Lombana sofreu uma emboscada no
deserto de Darfur. Um vídeo viralizado compartilhado por um combatente rival
mostra os documentos do ex-militar espalhados na areia, juntamente com fotos de
sua família. Em seu passaporte, havia carimbos de entrada nos Emirados Árabes e
na Líbia.
O
governo colombiano nunca confirmou a morte de Lombana. Outros mercenários,
ainda vivos e identificados pela AFP, compartilharam recentemente fotos em
Dubai, Abu Dhabi e cidades europeias. Um deles publicou no TikTok vídeos no
deserto, em que aparecia vestido com uniforme militar. Outro se descreveu no
Instagram como “mercenário”.
–
Escala na Somália –
Documentos
e depoimentos apontam o ex-coronel colombiano Álvaro Quijano como coordenador
do negócio. Segundo um antigo sócio ouvido pela AFP, o major reformado Omar
Rodríguez, Quijano “suspendeu” a operação após reveses militares em 2024, e a
retomou posteriormente, com alterações.
Recentemente,
os mercenários passaram a transitar por Bosaso, na Somália. Moradores da região
disseram à AFP que viram pelotões de estrangeiros uniformizados no local.
Bosaso
fica em Puntland, uma região semiautônoma da Somália onde Abu Dhabi treina,
arma e financia uma força marítima da autoridade local desde 2010, segundo
especialistas da ONU. Fontes da segurança afirmam que militares emiradenses
estão estacionados em uma área isolada do aeroporto.
No mês
passado, surgiram relatos de um vazamento no sistema de vistos da Somália, que
expôs dados de cerca de 35 mil pessoas, incluindo alguns colombianos que
viajaram para o Sudão.
“Temos
que investigar, e estamos fazendo isso”, disse à AFP o assessor de segurança
nacional da Somália, Awes Hagi Yusuf, que destacou a necessidade de provas
sólidas e de manter boas relações com os Emirados.
O
ministro da Defesa somali declarou ao Parlamento que aviões voaram de Bosaso
“em direção ao Chade e ao Níger, com destino ao oeste do Sudão”.
Um
morador que frequenta o aeroporto a trabalho disse ter visto, entre março e
julho, grupos de estrangeiros de pele clara, de “entre 30 e 40 anos, com porte
militar, alinhados e transportados em aviões de carga”. Ele afirmou que eram
escoltados com frequência a uma área do aeroporto que abriga militares dos
Emirados.
Ali
Jama, outro morador local, disse ter visto em abril estrangeiros com
equipamento tático embarcarem em uma aeronave de carga.
Imagens
de satélite e rastreadores de voo mostram uma atividade constante de aviões
Ilyushin IL-76D nessa pista, iguais a outros identificados pela AFP em bases
aéreas nos Emirados e na Líbia.
Várias
famílias de mercenários colombianos mortos no Sudão lutam para receber um
suposto seguro de vida, uma esperança que as afasta de entrevistas.
– Rota
do dinheiro –
Na
semana passada, os Estados Unidos sancionaram o ex-coronel Quijano e sua
mulher, Claudia Oliveros, por serem figuras-chave de uma “rede transnacional”
que recruta colombianos “para lutar ao lado do grupo paramilitar sudanês”.
“Desde
setembro de 2024, centenas de ex-militares colombianos viajaram ao Sudão para
lutar ao lado das FAR”, afirmou o Departamento do Tesouro, destacando que
alguns deles treinaram menores de idade para o combate.
O
ex-major Omar Rodríguez fundou a A4SI como uma agência de emprego em 2017. Ele
buscou se associar a Quijano porque o ex-coronel tinha conexões melhores nos
Emirados, explicou. Em 2022, endividado, Rodríguez vendeu suas ações à mulher
de Quijano, atual proprietária da agência.
O
ex-major conversou com a AFP em uma tentativa de limpar seu nome de uma
operação “ilegal” de “tráfico” de pessoas que pretende “colocar 2.500 homens”
no Sudão.
A AFP
obteve 26 documentos assinados por colombianos na Líbia, nos quais eles
autorizam a empresa emiradense GSSG a pagar seus salários por meio de uma
empresa registrada no Panamá por Claudia Oliveros. Um contrato como “guarda de
segurança” adverte sobre consequências “civis e penais” nos Emirados em caso de
quebra de confidencialidade.
Registros
corporativos emiradenses de 2018 mostram o empresário Mohamed Hamdan Alzaabi
como proprietário da GSSG, descrita em seu site como “único fornecedor de
serviços de segurança privada armada para o governo dos Emirados”.
A GSSG
retirou recentemente de seu site uma seção que listava três dos seus clientes:
o Ministério do Interior dos Emirados, a chancelaria e o Ministério de Assuntos
Presidenciais.
Nem a
GSSG nem suas redes associadas na América Latina, como a A4SI, aceitaram falar
com a AFP.
–
‘Pessoas muito poderosas’ –
Os
Emirados Árabes negam sua participação na guerra por meio de apoio aos
paramilitares, apesar de relatórios de especialistas da ONU, parlamentares
americanos e organizações internacionais apontarem o contrário.
“Os
Emirados negam categoricamente qualquer acusação de terem fornecido,
financiado, transportado ou facilitado” recursos para alimentar o conflito “por
meio de qualquer canal ou corredor”, respondeu um funcionário consultado sobre
a investigação.
Segundo
diplomatas e analistas, o país tem interesse em jazidas de ouro, terras
agrícolas e na posição estratégica do Sudão, com uma extensa costa no Mar
Vermelho.
O
Congresso da Colômbia aprovou recentemente uma lei que proíbe o recrutamento de
mercenários, após décadas de relatos sobre ex-militares envolvidos em conflitos
como os do Haiti, Afeganistão e da Ucrânia.
Mas a
medida chegou tarde para um jovem de 25 anos morto em combate no Sudão no fim
de 2024. “As cinzas já chegaram à Colômbia”, disse à AFP uma mulher, que se
identificou como sua prima.
Fonte:
BBC News África/SWI swissinfo.ch

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