Rosto
derretido: entenda como a perda de peso rápida envelhece o rosto
O
emagrecimento costuma ser associado à saúde, bem-estar e melhora da autoestima.
No entanto, um efeito colateral estético tem chamado atenção nos últimos anos,
especialmente com a popularização de dietas restritivas e medicamentos para
perda de peso: a aparência de envelhecimento facial.
Popularmente
chamado de "rosto derretido", o fenômeno ocorre quando a perda de
gordura corporal impacta diretamente o volume da face, alterando contornos e
evidenciando sinais de envelhecimento. De acordo com o cirurgião plástico Dr.
Josué Montedonio, o ponto central não é o emagrecimento em si, mas a forma como
ele acontece.
"O
rosto também perde gordura, e essa gordura tem um papel importante na
sustentação da pele e no aspecto jovem. Quando a perda é rápida ou muito
acentuada, pode haver uma redução significativa de volume, o que leva à
flacidez e à mudança no contorno facial", explica.
A
gordura facial não é apenas um excesso a ser eliminado. Ela funciona como uma
estrutura de suporte, preenchendo regiões como maçãs do rosto, têmporas e
mandíbula. Com a diminuição desse volume, áreas antes mais preenchidas passam a
apresentar um aspecto mais caído, com sulcos mais marcados e olheiras mais
profundas.
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Velocidade do emagrecimento influencia o rosto
A
velocidade do emagrecimento também é um fator determinante nesse processo.
Perdas rápidas de peso dificultam a adaptação da pele, favorecendo a flacidez e
acentuando a sensação de envelhecimento. "Quando o emagrecimento acontece
de forma gradual, o corpo consegue se adaptar melhor. Já em processos muito
acelerados, a pele não acompanha essa mudança, e isso impacta diretamente no
rosto", afirma o especialista.
A
intensidade desse efeito varia de pessoa para pessoa. Idade, genética,
qualidade da pele e histórico de exposição solar influenciam diretamente no
resultado. Pessoas com menor elasticidade cutânea ou já com perda de colágeno
tendem a perceber mais essa transformação.
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Formas de prevenção e tratamento
Existem
formas de tratar e até prevenir esse impacto. Procedimentos como
bioestimuladores de colágeno, preenchimentos estratégicos e tecnologias
voltadas para firmeza da pele podem ajudar a recuperar volume e melhorar o
contorno facial. Em casos mais avançados, a abordagem cirúrgica pode ser
indicada. Ainda assim, o principal cuidado começa antes mesmo do emagrecimento.
"O
ideal é pensar o processo de forma integrada. Não se trata apenas de perder
peso, mas de preservar a qualidade da pele e da estrutura facial. Muitas vezes,
um acompanhamento adequado já evita esse tipo de impacto estético",
orienta o Dr. Josué Montedonio.
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Um olhar além da estética
A
discussão em torno do chamado "rosto derretido" reflete uma mudança
na forma como o emagrecimento vem sendo encarado. Mais do que atingir um número
na balança, cresce a preocupação com a maneira como o corpo, e especialmente o
rosto, responde a esse processo.
"O
emagrecimento é extremamente positivo para a saúde, mas precisa ser conduzido
com equilíbrio. Quando olhamos apenas para o peso, e não para o conjunto,
incluindo a qualidade da pele e a estrutura facial, o resultado pode não ser o
mais harmonioso. O ideal é tratar o processo de forma global, respeitando o
tempo do corpo e as características de cada paciente", finaliza o médico.
• Como transformar unhas quebradiças em
unhas saudáveis
Unhas
quebradiças chamam atenção no dia a dia e muitas vezes indicam que algo não vai
bem no organismo ou nos hábitos de cuidado. Esse problema atinge pessoas de
diferentes idades e estilos de vida. Por isso, um guia claro e prático ajuda a
entender o que pode estar por trás das quebras frequentes e como fortalecer as
unhas de forma gradual e segura.
Ao
observar descamação, pontas esbranquiçadas ou rachaduras, o ideal é avaliar a
rotina completa. Fatores simples, como produtos de limpeza e esmaltação
constante, podem agravar o quadro. Além disso, a alimentação e possíveis
doenças, como anemia e deficiência de vitaminas, também influenciam diretamente
a saúde das unhas.
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O que causa unhas quebradiças?
As
unhas quebram com facilidade por diversos motivos. Em muitos casos, a principal
causa envolve contato contínuo com água e produtos químicos. Detergentes,
desinfetantes e removedores de esmalte com acetona ressecam a superfície da
unha. Assim, a lâmina perde brilho e elasticidade.
Outra
causa frequente está relacionada às carências nutricionais. Quando o corpo
recebe pouca biotina, ferro ou proteínas, o crescimento das unhas perde ritmo e
qualidade. Em algumas situações, a pessoa também apresenta queda de cabelo e
cansaço. Nesses casos, o problema pode apontar para anemia, deficiência de
vitaminas do complexo B ou transtornos hormonais.
Além
disso, hábitos simples contribuem para a quebra constante. Roer as unhas,
retirar cutículas com excesso, usar unhas postiças com frequência ou aplicar
alongamentos sem intervalo prejudicam a estrutura. O uso de lixas muito grossas
ou o formato muito pontudo também favorecem fissuras e lascas.
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Como fortalecer unhas quebradiças no dia a dia?
O
cuidado diário faz diferença ao longo do tempo. O primeiro passo envolve
proteção das mãos durante atividades domésticas. Por isso, o uso de luvas ao
lavar louça, mexer com produtos de limpeza ou manusear substâncias químicas
evita o ressecamento intenso da unha.
Na
rotina de manicure, alguns ajustes ajudam bastante. O ideal é manter as unhas
em comprimento curto ou médio, com formato arredondado ou oval. Esse formato
distribui melhor a pressão e reduz quebras na ponta. Além disso, a pessoa pode:
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Hidratar unhas e cutículas com creme ou óleo específico, duas vezes ao dia.
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Evitar retirar toda a cutícula, pois essa região protege a matriz da unha.
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Dar pausas entre esmaltações, deixando as unhas livres por alguns dias.
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Usar removedor sem acetona, que agride menos a lâmina.
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Aplicar base fortalecedora antes do esmalte colorido.
Com
esses cuidados simples, a pessoa preserva a camada natural de proteção. Dessa
forma, as unhas ganham tempo para crescer de forma mais uniforme e resistente.
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Alimentação para fortalecer as unhas quebradiças
A saúde
das unhas começa na alimentação. O organismo precisa de proteínas, vitaminas e
minerais para produzir queratina. Assim, uma dieta variada, com alimentos
naturais, favorece unhas mais firmes e menos quebradiças.
A
biotina, conhecida como vitamina B7, participa diretamente da formação das
unhas. Alimentos como ovos bem cozidos, aveia, amendoim, amêndoas e sementes de
girassol oferecem boas quantidades desse nutriente. Já o ferro entra na
produção de hemoglobina, que transporta oxigênio para todos os tecidos,
inclusive a matriz da unha.
Para
facilitar o planejamento, a pessoa pode incluir no cardápio diário:
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Fontes de proteína: carnes magras, frango, peixe, ovos, leite e derivados.
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Fontes de ferro: feijão, lentilha, grão-de-bico, carne vermelha magra,
espinafre.
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Fontes de biotina: aveia, nozes, castanhas, amendoim, gema de ovo cozida.
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Vitamina C (ajuda na absorção de ferro): laranja, limão, acerola, morango.
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Gorduras boas: abacate, azeite de oliva, linhaça, chia.
Quando
a dieta não alcança essas necessidades, o profissional de saúde pode indicar
suplementos. No entanto, a pessoa não deve iniciar vitaminas por conta própria,
principalmente em doses altas.
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Quais hábitos prejudicam as unhas quebradiças?
Determinados
comportamentos mantêm as unhas frágeis, mesmo com boa alimentação e hidratação.
Roer unhas, por exemplo, causa microtraumas. Esse hábito ainda aumenta o risco
de infecções por fungos e bactérias.
Outro
ponto importante envolve o uso repetido de alongamentos e unhas de gel. A cola,
a lixação agressiva e a retirada brusca do material danificam a lâmina natural.
Em muitos casos, a unha fica fina, ondulada e muito sensível ao toque. Além
disso, o contato prolongado com água quente e banhos muito demorados também
favorece o ressecamento.
Para
proteger as unhas no cotidiano, a pessoa pode seguir algumas orientações
práticas:
-
Evitar usar as unhas como ferramenta para abrir latas ou rasgar embalagens.
- Não
puxar pelinhas ou lascas, mas cortar com alicate limpo.
-
Reduzir o tempo de exposição à água quente em banhos e tarefas domésticas.
-
Suspender alongamentos por alguns meses, quando notar enfraquecimento.
-
Adotar esmaltes hipoalergênicos, se houver irritação ou coceira na pele.
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Quais soluções caseiras ajudam a fortalecer as unhas?
Algumas
medidas simples em casa complementam o cuidado diário. Óleos vegetais, como
óleo de amêndoas doces, azeite de oliva ou óleo de coco, hidratam as unhas e as
cutículas. A pessoa pode aplicar uma gota em cada unha antes de dormir e
massagear por alguns minutos.
Outra
estratégia envolve a imersão rápida em água morna com um pouco de óleo. Essa
mistura suaviza a pele ao redor e melhora a flexibilidade da unha. No entanto,
o tempo deve ser curto, cerca de cinco a dez minutos, para evitar umidade
excessiva.
Apesar
disso, receitas caseiras com produtos agressivos não trazem benefícios.
Misturas com vinagre em excesso, álcool ou substâncias irritantes ressecam e
podem causar alergias. Por esse motivo, o ideal é priorizar hidratação suave,
higiene adequada e produtos específicos para unhas frágeis.
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Produtos fortalecedores: como escolher?
O
mercado oferece diversas bases fortalecedoras e séruns para unhas. Ao escolher
um produto, a pessoa pode observar a presença de componentes como queratina,
cálcio, pantenol e vitaminas. Essas substâncias auxiliam na reconstrução
gradual da lâmina.
Produtos
em forma de óleo ou caneta também representam boa opção para quem deseja
hidratar durante o dia. Além disso, muitos dermatologistas indicam formulações
manipuladas com biotina e outros nutrientes para uso tópico. Cada caso, porém,
exige avaliação individual.
Para
reduzir o risco de irritações, o ideal é testar o produto em pequena área. Em
seguida, a pessoa observa qualquer sinal de vermelhidão ou coceira. Caso note
reação, deve interromper o uso e buscar orientação profissional.
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Quando unhas quebradiças exigem dermatologista?
Unhas
fracas, por si só, podem apenas refletir hábitos inadequados. Ainda assim,
alguns sinais exigem atenção maior. Quando a unha muda de cor, apresenta
manchas escuras, descola da pele ou fica muito espessa, a avaliação médica
torna-se essencial.
Além
disso, a pessoa deve procurar um dermatologista quando:
-
Percebe dor, inchaço ou secreção ao redor da unha.
-
Observa deformidades em várias unhas ao mesmo tempo.
-
Enfrenta quebras constantes, mesmo com boa alimentação e hidratação.
- Nota
queda de cabelo intensa associada à fraqueza nas unhas.
-Sente
cansaço, palidez e falta de ar durante esforços leves.
Nessas
situações, o profissional pode investigar anemia, deficiência de ferro,
alterações na tireoide, doenças autoimunes ou infecções por fungos. Exames de
sangue e avaliação clínica orientam o tratamento correto. Com o diagnóstico
adequado, o cuidado com unhas quebradiças torna-se mais eficaz e direcionado.
Fonte:
Portal EdiCase/Giro10

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