quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Salvador recebeu em 2023 menos emendas do  que São Luíz, cidade de 7.315 habitantes, em Roraima

A cidade de São Luiz, em Roraima, recebeu em 2023 o pagamento de R$ 60 milhões em emendas parlamentares. A pequena cidade de 7.000 habitantes é a campeã de recebimento de emendas per capita no ano passado. Foram R$ 8.244 por habitante.

O valor contrasta com o da maioria das cidades brasileiras. Na outra ponta há municípios como Salvador, que recebeu R$ 6,33 por habitante. Com 2,4 milhões de cidadãos, a capital baiana recebeu R$ 15 milhões de emendas. É 1/4 do valor que a cidade de Roraima recebeu.

A desigualdade nos valores per capita ocorre em todo o Brasil. Enquanto há outras cidades pequenas que receberam mais de R$ 1.000 em emendas por cada habitante, a maioria dos municípios brasileiros recebeu um valor per capita inferior a R$ 180.

Há ainda 54 cidades para as quais não houve registro de recebimento de emendas. A maior delas é Santana do Parnaíba (SP), com 150 mil habitantes.

O Poder360 entrou em contato com a prefeitura de São Luiz (RR) para saber como foram aplicados os recursos. Vera Lúcia Mendes, chefe de gabinete, enviou à reportagem o telefone do prefeito, James Batista. Depois disso, durante 3 dias, nem o prefeito, nem Vera atenderam às ligações do jornal digital para falar sobre as emendas.

Os valores à cidade foram repassados via emendas Pix, menos transparentes, que permitem que o prefeito decida onde alocar os recursos.

REPRESENTAÇÃO MAIOR NA CÂMARA

A disparidade no valor per capita das emendas ocorre, entre outros fatores, porque Estados com baixa população e poucos municípios têm maior representatividade no Congresso.

Por exemplo, Roraima tem 15 municípios e 636 mil habitantes. Seus 3 senadores têm direito a direcionar anualmente a mesma quantidade de emendas (R$ 177 milhões) que os 3 senadores de São Paulo (44 milhões de habitantes).

Esse tipo de maior representação no Congresso faz com que a distribuição de emendas, além de seguir critérios políticos, também siga uma lógica própria: municípios de Estados pouco populosos levam vantagem em relação a outras cidades.

Por conta disso, os cidadãos de Roraima receberam R$ 684 pagos em emendas municipais para cada um dos seus habitantes. Os cidadãos do Acre e d...

APLICAÇÃO DE RECURSOS QUESTIONADA

Economistas entrevistados pelo Poder360 afirmam que o levantamento evidencia questões importantes relacionadas às emendas:...

·        Engessamento do Orçamento

– a obrigatoriedade de mais emendas e de calendário de pagamentos, ainda em discussão, trará dificuldades para qualquer governo. Isso porque a maior parte do Orçamento da União, hoje, é engessado. São muitas despesas obrigatórias e pouco recurso para despesas discricionárias, como a de obras e investimentos. O aumento, ano após ano, na obrigatoriedade de emendas, deve reduzir ainda mais o que sobra para esse tipo de despesa. Felipe Salto, da Warren Reina, já fala em “possível shutdown“. Ou seja: a “sobra” tem ficado tão curta que problemas de arrecadação podem acabar fazendo com que o governo não tenha dinheiro nem para pagar o que manda a lei;

·        Menos grandes obras

– a parte discricionária do Orçamento vai cada vez mais para obras locais, creches, quadras de futebol e escolas, ligadas à atribuição municipal. Políticas intermunicipais e estruturantes, como melhoria da rede do SUS e grandes obras, passam a ficar desguarnecidas de recursos, diz Marcos Mendes, pesquisador do Insper;

·        Custo político

– “O custo político é zero para o Congresso. Para o Executivo, é alto. Se tiver qualquer problema em uma transferência de uma das milhares de emendas, é problema do governo. Além disso, como é que um deputado, com R$ 160 milhões para gastar em 4 anos de um mandato, vai perder uma eleição?“, questiona João Bernardo Bringel, da FGV.

 

Ø  Bancários, aposentados e pensionistas protestam no centro de Salvador pelo fim do equacionamento de dívidas da CAIXA

 

Empregados, aposentados e pensionistas da Caixa Econômica Federal farão um protesto nesta quarta-feira (24), às 09 horas, em frente à agência da Caixa das Mercês, em Salvador, para denunciar a dívida trabalhista que o banco tem com o Fundo de Pensão, mas que é cobrada dos próprios empregados. A mobilização está sendo convocada pelo Coletivo EQUALY, juntamente com o Sindicato dos Bancários da Bahia.

Além de exigir da Caixa o pagamento do Contencioso Trabalhista ao Fundo de Pensão dos seus empregados, os beneficiários da Fundação dos Economiários Federais (FUNCEF) reivindicam o fim do pagamento do equacionamento, cujo valor vem sendo cobrado mensalmente e gerado redução na renda nos proventos dos aposentados.

·        Coletivo Equaly

 Grupo formado por empregados, aposentados e pensionistas da Caixa Econômica Federal que se uniram para exigir respeito aos aposentados e a garantia do direito a um envelhecimento com dignidade e qualidade de vida.

Diante de um futuro incerto, os membros do Grupo Equaly estão mobilizados em defesa do resgate da responsabilidade de um dos maiores bancos públicos do mundo frente aos milhares de trabalhadores que o ergueram e cobram ação do Governo, através do Grupo de Trabalho da Previdência Complementar.

·        SERVIÇO

O que: Protesto contra o equacionamento de dívidas da CAIXA

Dia: 24 de janeiro (quarta-feira)

Concentração: Às 09 horas

Local: Em frente à Caixa Econômica das Mercês - Salvador

Contato para entrevistas: José Barreto (aposentado da Caixa e representante do grupo Equaly) - 71 99961-1656

 

Fonte: Poder 360

 

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