sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Como funcionam os planos de Deus quando temos livre arbítrio?

Na prática, estas duas coisas desempenham papéis complementares no discurso religioso, e servem pra explicar a existência do mal na presença de um Deus 100% bom. Em outras palavras: se algo de ruim acontece, foi culpa do homem por meio do seu livre arbítrio; e se algo de bom acontece, foi Deus quem fez. Se isso soar meio artificial, basta reescrever tudo com umas palavras bonitas, que a galera compra.

Agora, se você não consegue comprar essa ideia e simplesmente seguir com a tua vida, vamos tentar arranjar umas explicações mais legais! Uma que eu já ouvi por aí é que, na verdade, você não tem escolha. Sob esta hipótese, foi Deus quem programou o modo com o qual você pensa, isto é, a sua lógica. Então, quando você toma a decisão mais racional para você, na verdade, está só seguindo o que Deus já tinha decidido que você escolheria. Da mesma forma, foi Deus quem programou o que te faz se sentir bem ou mal; logo, toda decisão sua motivada por um sentimento também é coisa de Deus. O problema com isso é que, por exemplo, Hitler teria feito apenas a vontade direta de Deus! Como isso complica um pouco a vida dos pregadores, é melhor pensar em outra coisa…

A explicação clássica para o livre arbítrio, um pouco mais interessante que a primeira, é que Deus já sabe tudo o que você vai escolher, antes de você escolher. Então, você tem o direito da escolha, mas ele já sabe qual é. Até se você pensa em mudar de ideia no último segundo, ele também sabe que você mudaria de ideia, então não tem como escapar! Desta forma, para manter a consistência, Deus decidiria criar apenas as pessoas que ele sabe que não agirão contra o seu plano. Como fica Hitler, então? A situação melhora um pouquinho aqui, porque agora o que fez Hitler seria apenas parte da vontade passiva de Deus. Isto é, uma permissão de Deus. Muita gente lida bem com a ideia de Deus permitir o mal, então essa explicação costuma ser suficiente. Mas dá pra melhorar!

A terceira explicação, que eu gosto de achar que é de minha autoria, é que Deus tem um plano pra cada possível decisão sua. Pensa em Deus como uma entidade com capacidade de processamento "cerebral" infinita. Não parece difícil que ele consiga prever todos os possíveis cenários do universo, desde o dia 1 até o último dia, com base em cada possível decisão que cada ser consciente tomaria. Pense nisto aqui, numa escala grotescamente maior:

Cada ramificação seria uma instância de uso do livre arbítrio, por algum ser consciente vivo. A pergunta natural agora é: qual o papel de Deus nessa história, além de "saber" as coisas? Ora, sabendo o que acontece no final de cada ramificação, Deus traça um plano no meio do caos, influenciando apenas as decisões dos seus servos na Terra. Assim, Deus não faria a comida aparecer instantaneamente no prato do pobre, mas influenciaria algum servo dele na Terra a levar comida até o pobre. Se alguém quiser atrapalhar esse plano, Deus terá previsto que isso poderia acontecer, e saberá contornar este problema usando algum outro servo. Ou seja, Deus não sabe o que exatamente você vai escolher, mas conhece todas as possíveis decisões que você poderá tomar. E como fica Hitler? Deus sabia o que aconteceria se ele tivesse optado por não ser um genocida, mas também sabia o que aconteceria se optasse por ser. Ele escolheu a segunda opção, sem envolvimento nenhum de Deus, mas em resposta, Deus influenciou as decisões de todos os cristãos genuínos do mundo, para impedí-lo de continuar. Esta teoria meio que reforça a importância de converter o maior número de pessoas possível, mas faz Deus parecer menos poderoso do que deveria ser, já que a sua influência na Terra seria proporcional ao número de pessoas vivas que o servem. Ainda assim, essa é a minha explicação preferida.

Vale lembrar que eu não entendo nada de teologia, e eu não vejo a realidade da forma como eu descrevi aí em cima. Isso é só um exercício de retórica.

 

       Todos falam de Deus e dizem que são filhos Dele, mas ninguém quer obedecer a Bíblia. Por que?

 

Primeiro, porque a bíblia é um livro como tantos outros, mas com seríssimas contradições que inviabilizam uma ação prática. Então, não vai valer a pena segui-la. Depois, se alguém quiser fazer isso literalmente vai perder momentos importantes da vida que, não serão recuperados e, não só isso, a parte cognitiva também pode ficar seriamente comprometida.

Bom, isso são só alguns dos fatores desfavoráveis, existem muitos outros.

Agora, ser filho de uma imaginação coletiva mitológica e muito antiga não faz o mínimo sentido, somado a isso, seguir um livro questionável, confuso, contraditório e ultrapassado não vai ajudar em nada nessa aventura lúdica e, certamente, perigosa. Enfim, é uma insensatez sem precedentes.

"Os cristãos, como sabes, adoram um homem até hoje – o personagem distinto que introduziu seus rituais insólitos e foi crucificado por isso (...) Essas criaturas mal orientadas começam com a convicção geral de que são imortais o que explica o desdém pela morte e a devoção voluntária que são tão comuns entre ele; e ainda foi incutido neles pelo seu legislador original que são todos irmãos, desde o momento que se convertem, e vivem segundo as suas leis."

 

       Por que Levítico é um livro da Bíblia tão distorcido?

 

Como assim "distorcido"?

Você afirma que o Levítico afirma uma coisa, mas as pessoas entendem outra? Ou seria um livro bastante criticado?

O Levítico não deveria ser um livro distorcido. Ele foi colocado na sequência de Êxodo, que é uma narrativa de como os israelitas saíram do Egito com o objetivo de prestar culto a Deus, enfrentaram uma sucessão de problemas e, nesse intento, a forma de culto prestada foi considerada "estranha". Então o povo passou por mais provações e, ao fim, conseguiu realizar um culto aceito por Deus.

Portanto, o Levítico deveria conter um contexto excessivamente claro, objetivo, rude em muitas passagens, explicando como seriam as regras de costume e adoração. Portanto, tornar-se-ia também um código legal, e por isso não deveria constar nenhuma dúvida ou duplo sentido.

É claro que essas regras não são sempre aplicáveis.

O cristianismo até tem escusa de não segui-las porque a Graça, em Cristo, é superior à Lei em Moisés, mas o fato é que também o judaísmo não considera, à risca, as determinações do Levítico e, por isso, elas foram bem melhor delineadas no Talmud - que é o que realmente vale para os judeus. No entanto, quando surge a questão do homossexualismo, não resta nenhum outro texto que não esteja em Levítico, e aqueles que consideram que o cristianismo deveria ser tolerante com os homossexuais perguntam se as demais regras do Levítico não deveriam ser praticadas também - o que nem os judeus fazem.

Porém, é um livro como qualquer outro, que deve ser entendido dentro do seu contexto histórico e com uma mensagem simbólica que possa ser aplicada à realidade sem extremismos e sem contradizer os aspectos centrais da mensagem bíblica.

 

       Por que o Novo Testamento e o Talmude foram escritos praticamente ao mesmo tempo?

 

A palavra “Talmud” deriva-se da palavra hebraica lamad que significa “ensinar, instruir” ou também “aprender”. O Talmud é o manancial bibliográfico do judaísmo rabínico criado durante a era helenística da história judaica. Não um único livro – como geralmente se crê – mas uma coleção de livros. É uma autêntica biblioteca de tratados de leis e regulamentos rabínicos, tradições, costumes, ritos e cerimônias, assim como leis civis e criminais.

Além disso, o Talmud contém opiniões, discussões e debates, aforismos moralísticos e exemplos biográficos de sábios rabínicos. Estes são apresentados aos devotos a fim de inspirar a emulação na sabedoria e na conduta ética. O Talmud tenta ainda orientar as massas judaicas através dos abrolhos perigosos da fé e da vida, por meio de ensinamentos populares que trazem à baila todas as artes e os artifícios pedagógicos de um folclore altamente desenvolvido.

Depois da Torá, o Talmud é o mais importante “livro” da cultura judaica. A definição

formal do Talmud não impressiona muito: é o sumário da lei oral que evolveu após séculos de esforço erudito de sábios que viveram em Jerusalém e na Babilônia até o início da idade média. Ele é uma criação não somente de uma época, mas de séculos de empenho coletivo.

Seu conteúdo originou-se da revivescência e do auto-exame moral que acompanhou a revolta dos Macabeus na vida judaica (século II a.E.C.), e que terminou com a conclusão do Talmud da Babilônia no ano 500 E.C.

•        O Novo Testamento

O Novo Testamento, que significa “Nova Aliança” em hebraico, é um compilado de 27 de livros da Bíblia Sagrada cristã, distribuídos em 260 capítulos, escritos originalmente em grego, entre 50 e 150 d.C.

A possível compilação mais antiga do cânone do Novo Testamento foi feita por Atanásio, bispo de Alexandria, através de uma carta anual de Páscoa escrita às igrejas, em 367 d.C. Nesta carta continha os 27 livros que hoje encontramos no Novo Testamento.

Esses livros contam a história de Jesus Cristo de Nazaré, a propagação dos seus ensinamentos, a formação das primeiras igrejas e as profecias da eternidade.

O Novo Testamento está dividido em 4 partes: Os Evangelhos, O Livro Histórico, As Epístolas e o Livro Profético.

<<<< Conclusão:

Como vimos o Tamuld não tem nada a ver com o Novo Testamento. O Talmud está ligado ao judaísmo que rejeitou Jesus como o Messias. O Novo Testamento não veio renovar a interpretação das escrituras. O Novo testamento tem por objetivo dar-nos a conhecer o nome de Jesus, o Messias, dado pelos profetas do Antigo Testamento.

A personalidade central em cada um dos 27 livros de que consta, é Jesus Cristo. Os quatro primeiros livros, chamados Evangelhos, nos dão a conhecer sua vida, seus atos, suas palavras.

 

Fonte: Quora

 

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