Eric
Blanc: Os boicotes individuais não estão funcionando
Uma
publicação minha no Instagram sobre os principais colaboradores corporativos do
Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) viralizou algumas semanas atrás. O fato
de ter alcançado mais de quatro milhões de visualizações e mais de 35 mil
compartilhamentos sugere que as pessoas estão começando a entender o papel
central que as empresas privadas desempenham ao dar cobertura aos capangas
paramilitares de Donald Trump. Mas fiquei intrigado e um pouco frustrado com a
reação da maioria das pessoas. Deixei bem claro que não estava fazendo mais um
apelo online para que as pessoas parassem de comprar de empresas ruins:
Não
precisamos de apelos vagos para parar de comprar nesses lugares ou de
manifestações isoladas — precisamos de protestos com ocupação de locais,
campanhas de pressão, boicotes *organizados*, petições de funcionários e
consumidores, licenças médicas laborais, cobranças de autoridades eleitas e
interrupções não violentas para forçar essas empresas a romperem imediatamente
com o ICE.
Para
minha surpresa, quase todas as respostas trataram minha publicação como um
incentivo a mudanças nos hábitos de consumo individuais. Aqui está uma amostra
representativa dos comentários:
• Eu já boicoto a Home Depot, e ver a
Lowe’s nessa lista me deixa triste. Não tenho nenhuma loja de materiais de
construção por perto para escolher.
• Cancelei o Prime no verão passado.
Prometo que você vai economizar dinheiro e ficar bem
• Boa sorte em evitar fazer negócios com a
Amazon.
Por que
um apelo à ação coletiva organizada foi quase universalmente visto como um
manifesto para dicas de compras pessoais? Parte da resposta pode ser
simplesmente que as pessoas não leem as legendas do Instagram. Mas há também
algo mais profundo acontecendo: o individualismo e a atomização permeiam nossa
cultura, e até mesmo a ação para mudar o mundo só pode ser imaginada por muitas
pessoas como escolhas de consumo individuais, em vez de ações conjuntas com
outras pessoas.
Essa
atomização é um fenômeno relativamente novo. Os Estados Unidos costumavam ser
um país repleto de clubes, sindicatos, igrejas, associações de bairro e ligas
de boliche. Mas agora, como disse o sociólogo Robert Putnam, estamos “jogando
boliche sozinhos”.
“Assim
como no boliche, o boicote funciona melhor quando feito em conjunto.”
Sem
organizações com membros fortes em nosso cotidiano, e com as redes sociais
exacerbando nosso isolamento, o consumo político tornou-se fundamentalmente
pessoal em vez de coletivo. Considere a influente citação de Anna Lappé na
revista Oprah há duas décadas: “Cada vez que você gasta dinheiro, está votando
no tipo de mundo que deseja”.
As
escolhas do consumidor podem ser poderosas. Mas é enganoso sugerir que as
decisões de consumo de indivíduos isolados tenham tanta importância assim. Para
usar efetivamente seu poder de compra no combate a injustiças corporativas,
como a colaboração do setor privado como ICE, você precisa se unir a um esforço
organizado. Assim como no boliche, o boicote funciona melhor em conjunto.
Para
que uma ação de consumidores se espalhe e seja sustentável, precisamos
persuadir ativamente as pessoas comuns de que participar fará uma diferença
tangível. Precisamos mostrar que muitas outras pessoas também estão
participando. Precisamos escolher os alvos e as táticas com sabedoria. E
precisamos contar com organizações de membros e campanhas de grande
visibilidade para manter e ampliar o ímpeto.
<><>
Classe e consumo
Um
problema com a maioria dos apelos online por boicotes é que eles subestimam o
quão difícil é para as pessoas comuns “comprar de forma ética”. Se você tem
muita renda disponível e tempo livre, não é tão difícil se engajar no consumo
político. Mas para todos os outros, não é tão fácil encontrar dinheiro ou tempo
livre para pesquisar empresas problemáticas ou encontrar e comprar
alternativas.
Pesquisas
acadêmicas confirmam essa dinâmica. Um estudo quantitativo com dados de
pesquisas em larga escala conclui que “pessoas em posições de classe mais
elevadas usam seu poder de compra como meio de expressão política com mais
frequência do que pessoas em posições de classe mais baixas”. Estudos com
estadunidenses de baixa renda mostram que, mesmo quando prefeririam comprar um
produto mais virtuoso, muitas vezes não o fazem porque esses produtos tendem a
ser mais caros.
Por
isso, é contraproducente para iniciativas como o novo Big Beautiful Boycott
contra empresas pró-Trump afirmar que “cada dólar é uma escolha”. Nem todos têm
a mesma liberdade para escolher produtos diferentes. Além disso, ao contrário
do que sugere Lappé, os trabalhadores não estão votando nas políticas de Jeff
Bezos quando compram algo na Amazon — ou quando usam a internet, o que, neste
momento, quase inevitavelmente significa interagir com um aplicativo ou site
que depende da Amazon Web Services.
As
exortações para que compremos de forma diferente muitas vezes acabam culpando a
vítima em vez do verdadeiro inimigo: o punhado de bilionários que controla a
riqueza e o poder político do nosso país. E essa lógica se encaixa
perfeitamente na clássica alegação da direita de que os esquerdistas são
hipócritas por criticarem o capitalismo e comprarem seus produtos (como se
tivéssemos outra escolha).
Isso
não significa que seja impossível aproveitar o poder de compra da maioria da
classe trabalhadora. Na verdade, os boicotes foram uma tática central e eficaz
do movimento operário há um século — e podem ser uma ferramenta fundamental
para ajudar a acabar com o autoritarismo estadunidense, especialmente quando
fazem parte de uma campanha coletiva e organizada mais ampla.
<><>
Boicotes eficazes e ineficazes
Que
tipo de boicote pode realmente deter o ICE e retirar de Trump os pilares do
apoio corporativo?
Um
exemplo notório de uma iniciativa subótima é a Resist and Unsubscribe, uma
campanha do empreendedor e professor de marketing Scott Galloway para
incentivar as pessoas a pararem de comprar de uma dúzia de empresas que apoiam
Trump. Por um lado, é ótimo que ele esteja chamando a atenção para os
colaboradores corporativos do ICE — certamente um passo à frente em relação ao
seu apoio ao bilionário Michael Bloomberg para presidente em 2019. Mas o
esforço de Galloway também alimenta a suposição predominante de que as pessoas
comuns não têm poder para mudar o mundo por meio de ações coletivas
organizadas.
Resist
and Unsubscribe insiste em uma falsa dicotomia estratégica. Galloway afirma que
as únicas duas opções de resistência são recorrer a táticas como a “indignação
cidadã”, que, segundo ele, Trump ignorará, ou atingir financeiramente as
empresas que colaboram com Trump, cancelando suas assinaturas. O que essa
abordagem ignora não é apenas que a indignação pública ainda importa — como
vimos na retirada de Trump de Minneapolis — mas também que existem maneiras
mais eficazes de impor custos econômicos a essas empresas do que apenas o
boicote.
Pense
nas greves trabalhistas. As empresas não conseguem obter lucro quando ninguém
aparece para trabalhar. No entanto, Galloway descarta a influência dos
sindicatos no local de trabalho e insiste, de forma duvidosa, que “nas últimas
décadas, os sindicatos provaram que não funcionam”. Experiências recentes
sugerem o contrário.
A greve
geral e o boicote de consumidores em Minneapolis, em 23 de janeiro, contra o
ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA), apoiados por sindicatos,
tiveram um sério impacto econômico e ajudaram a pressionar os CEOs covardes do
estado a pedir que o ICE reduzisse a intensidade das ações. Ameaças de
paralisações, reduções de ritmo de trabalho e interrupções internas nas
empresas também fornecem alavancagem para novas e empolgantes campanhas, como a
iceout.tech, uma iniciativa de e para funcionários de empresas de tecnologia
que visa forçar suas empresas — incluindo todas as gigantes da tecnologia na
lista de Galloway — a romperem com o ICE. Nesse mesmo espírito, em 2018, os
funcionários do Google forçaram a empresa a interromper o Projeto Maven do Pentágono,
uma iniciativa para tornar os drones controlados por inteligência artificial
mais eficientes.
Mas
mesmo deixando de lado a questão do poder no local de trabalho, a estratégia de
resistir e cancelar a assinatura ainda deixa a desejar. Galloway está certo ao
afirmar que os consumidores possuem um enorme poder potencial. Mas serão
necessárias campanhas organizadas para aproveitá-lo. Há muitos exemplos de
boicotes de consumidores eficazes com os quais podemos aprender: o boicote aos
ônibus de Montgomery em 1955-1956, os boicotes às uvas promovidos pela United
Farm Workers (UFW) no final da década de 1960, o boicote à Coors no final da
década de 1970 e a recente ação contra a Tesla. Essas experiências destacam
seis lições importantes para boicotes eficazes de consumidores.
>>>>
1) Tenha exigências claras e viáveis
Se você
quer que um boicote faça diferença, precisa ser muito claro sobre o que está
pedindo às empresas para reconquistar sua confiança. O boicote às uvas
promovido pela UFW, por exemplo, exigia que as empresas reconhecessem o
sindicato dos trabalhadores rurais. Mas nem o Big Beautiful Boycott nem o
Resist and Unsubscribe fazem exigências; portanto, não concentram a pressão
sobre as empresas para que façam algo especificamente diferente. Se as empresas
acham que você desistiu delas para sempre, não importa o que façam, qual o
incentivo para mudarem seu comportamento?
As
reivindicações também devem ser palpáveis. Como o maior obstáculo à mudança
social é a sensação de resignação e impotência do público, é crucial focar em
lutas ambiciosas, porém realistas. A maioria das pessoas comuns não faz
sacrifícios pessoais a menos que veja uma maneira plausível de sua participação
fazer uma diferença real. E campanhas bem-sucedidas, como a recente pressão
para que a Avelo Airlines encerrasse seu contrato com o ICE, são alavancas
essenciais para ganhar impulso e inspirar outras lutas semelhantes.
>>>>
2) Busque grandes números
Quanto
mais participantes aderirem a um boicote, maior será o seu impacto. Isso pode
parecer óbvio, mas é extremamente raro que boicotes de consumidores busquem
ativamente envolver o grande número de pessoas necessário para gerar uma
diferença econômica real. A razão para isso ser tão raro é simples: é preciso
organização para sequer tentar alcançar uma escala significativa. Simplesmente
postar um meme ou compartilhar um site não é suficiente.
Eis
como o organizador Stephen Lerner descreveu os esforços nos bastidores que
tornaram o boicote às uvas da UFW tão eficaz: “Para conseguir isso em grande
escala, é preciso uma organização real no terreno; essa é a única maneira de
realizar uma atividade sustentada e crescente. O apoio aos trabalhadores rurais
foi intensamente organizado em diversas cidades, bairros, igrejas e sinagogas.”
Não se tratava apenas de um apelo genérico ao boicote. Nosso foco era construir
comitês autossustentáveis de apoiadores que pudessem impulsionar o trabalho
localmente — os piquetes, as ações, tudo isso. Foi uma operação gigantesca em
todo o país, com milhares de apoiadores ativos e centenas de voluntários em
tempo integral trabalhando nisso.
Da
mesma forma, vimos em Minnesota que o dia 23 de janeiro, com o lema “sem aulas,
sem compras, sem trabalho”, ganhou força em grande parte porque foi convocado
por organizações fortes com ampla legitimidade popular, como o Sindicato
Internacional dos Trabalhadores em Serviços (SEIU) Local 26 e a Unidos MN. Em
contraste, o dia de protesto em 30 de janeiro fracassou em grande parte porque
a convocação partiu de pequenos grupos estudantis de esquerda.
É
verdade que existem momentos excepcionais em que apelos a boicotes podem se
tornar virais mesmo sem uma organização por trás deles. Foi o que aconteceu
quando clientes pró-Palestina boicotaram o Starbucks no final de 2023 e quando
estadunidenses cancelaram imediatamente suas assinaturas da Disney e do Hulu
após a suspensão por tempo indeterminado de Jimmy Kimmel em setembro passado.
Esses
casos, porém, são a exceção que confirma a regra: a maioria dos boicotes
bem-sucedidos são organizados, e a maioria dos boicotes desorganizados
fracassa. E como estes últimos não possuem uma estrutura para integrar e
desenvolver novos ativistas, não deixam um legado de organização necessário
para sustentar a luta. É preciso aproveitar as oportunidades, mas derrotar o
autoritarismo exige mais do que explosões de atividade.
>>>>
3) Mantenha a lista curta
Quanto
mais empresas você adiciona a uma lista de boicote, mais difícil fica para a
maioria das pessoas participar. É por isso que longas listas de empresas para
boicotar, como a do Big Beautiful Boycott ou do Resist and Unsubscribe, tendem
a ser desempoderadoras. Na prática, é quase impossível para a maioria das
pessoas acompanhar todas as empresas ruins que existem, muito menos encontrar
alternativas convenientes e acessíveis.
Essa
ideia ficou bem clara para mim ontem em uma mensagem de texto que recebi de uma
velha amiga: “Acabei de ver uma publicação do Scott Galloway sobre todas as
empresas das quais devemos nos desfazer dos investimentos e parecia que eram
literalmente todas as principais empresas que as pessoas usam e suas
alternativas, rsrs”. Mas, como ela tinha lido a entrevista recente que fiz com
Aru Shiney-Ajay, líder do Sunrise Movement, minha amiga acrescentou que não se
sentiu desanimada desta vez: “Só ouvi a voz da Aru na minha cabeça dizendo o
quão avassalador pode ser dar uma lista de 50 empresas para alguém evitar”.
Como Aru observou, “Isso pode ser paralisante. Não motiva as pessoas à ação e
não as organiza em grupos”.
>>>> 4) Torne seu impacto mensurável
A
simples redução dos lucros de uma empresa não é suficiente para motivá-la. Se
ela não consegue avaliar o impacto específico do seu boicote, pode atribuir
seus problemas comerciais a diversas causas, desde dificuldades na cadeia de
suprimentos até custos trabalhistas. É por isso que você precisa deixar o mais
claro possível o impacto que seus esforços organizados estão gerando.
Infelizmente, a campanha Resist and Unsubscribe não tem como mensurar sua
participação ou impacto econômico além da estimativa questionável de Galloway
sobre quantas pessoas ele espera que excluam aplicativos após verem sua página
na internet.
Em
contraste, o movimento Tesla Takedown focou-se em divulgar a queda nos lucros
da Tesla após o início dos protestos contra o Departamento de Eficiência
Energética do Governo (DOGE) de Elon Musk. E sem organizar tantos protestos
públicos contra a Tesla, eles teriam um argumento muito menos convincente de
que a energia anti-Musk era a causa dos problemas da empresa.
Um
impacto público mensurável também é crucial para envolver um grande número de
pessoas. É um problema clássico da ação coletiva: a maioria das pessoas não
participa de ações conjuntas a menos que saiba que muitas outras também estão
aderindo. Simplesmente ver uma publicação online ou um site não é suficiente
para mobilizar a maioria das pessoas; é preciso fazer todo o possível para
mostrar a elas que sua ação faz parte de uma onda.
>>>>
5) Estabeleça um prazo determinado para o boicote
Se você
acabar direcionando seu boicote a um grande número de empresas, ou a uma grande
corporação como a Amazon ou o Google, da qual a maioria das pessoas não
consegue se desvencilhar realisticamente, é importante que o boicote seja curto
o suficiente para que a maioria das pessoas possa participar. Por exemplo, em
23 de janeiro houve um boicote de um dia a todas as empresas em Minneapolis, e
em 1º de maio haverá uma ação semelhante em todo o país. Nesse mesmo espírito,
o sindicato Starbucks Workers United convocou os clientes a boicotarem a
empresa durante a greve deste inverno. Boicotes com prazo determinado também
têm um impacto muito mais mensurável do que os por tempo indeterminado, porque
é possível comparar as margens de lucro antes e depois.
>>>>
6) Instituições intermediárias-alvo
O amplo
envolvimento popular em uma luta geralmente exige não apenas uma demanda ampla
e profundamente sentida, mas também um caminho claro para a vitória. É por isso
que o caminho mais rápido para uma ruptura econômica séria costuma ser atacar
grandes instituições intermediárias, como escolas ou governos locais, sobre as
quais temos um grau excepcional de influência. Escolas e universidades, em
particular, têm estado frequentemente na vanguarda de lutas bem-sucedidas por
desinvestimento, desde os movimentos antiapartheid na década de 1980 até os
esforços mais recentes para desinvestir em empresas de combustíveis fósseis.
É um
sinal encorajador que estudantes, professores, funcionários e seus sindicatos
tenham lançado uma nova campanha crescente, “Escolas Abandonam o ICE”, para
forçar as universidades a encerrar contratos com cinco empresas essenciais para
o funcionamento do ICE: Enterprise, Hilton, Target, Flock Safety e as
companhias aéreas do ICE. Campanhas vitoriosas como essa oferecem uma
oportunidade única para desenvolver novos organizadores e para partir para a
ofensiva contra o ICE, de modo que manter o ímpeto não exija mais horrores como
os assassinatos de Alex Pretti e Renee Good.
<><>
Não se limite a “fazer a sua parte”
Uma
resposta comum a essas críticas é que “cada pequena ação do consumidor ajuda a
resistência”. E, em certo sentido, isso é verdade. Em condições normais, é
positivo que as pessoas parem de comprar de empresas ruins.
Mas não
é evidente que essa contribuição positiva supere o impacto negativo de tantos
estadunidenses bem-intencionados que sentem que estão “fazendo a sua parte”
puramente por meio de escolhas individuais de consumo. O objetivo de um boicote
não é nos sentirmos melhor. O objetivo é tornar a sociedade melhor.
Com a
resistência de milhões de estadunidenses ainda limitada a escolhas de consumo e
à participação ocasional em protestos, estamos desperdiçando um enorme
potencial popular. Se ao menos uma fração desses indivíduos se tornasse
participante ativa em campanhas e organizações, nossas chances de vitória sobre
o ICE e o trumpismo aumentariam significativamente.
Você
não precisa acreditar em mim. Duas décadas depois de Lappé ter proferido sua
famosa frase sobre votar com o dinheiro, ela refletiu sobre as limitações dessa
abordagem: “Não é que eu discorde desse sentimento consagrado pelo tempo: sim,
quando fazemos compras, nossas escolhas geram impactos — às vezes enormes. Mas
sei que, para promovermos as mudanças transformadoras de que precisamos…
teremos que nos organizar. Teremos que perceber que somente juntos nossas vozes
e nossas compras poderão ter o impacto transformador que tanto necessitamos.”
Lappé
tem razão. Já passou da hora de parar de boicotar sozinho.
Fonte:
Tradução Pedro Silva, em Jacobin Brasil

Nenhum comentário:
Postar um comentário