terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Influenza, o vírus da gripe: os 5 dados que mostram como ele é perigoso. É possível evitá-lo?

A influenza, o vírus da gripe, é resistente e tem grande potencial de transmissão, explica um artigo médico do National Institutes of Health (NIH), a instituição nacional de saúde dos Estados Unidos. Ele ocorre de forma sazonal – durante os meses mais frios em cada hemisfério do planeta – e pode causar “uma doença respiratória altamente contagiosa capaz de infectar o nariz, a garganta e os pulmões”, continua a entidade.

Por ser um vírus bastante conhecido e que ressurge anualmente, muita gente não dá a ele a devida importância. Mas um quadro de doença respiratória causado pela influenza pode se transformar em doenças mais graves, como a pneumonia, adverte um documento do Ministério da Saúde do Brasil. 

Por isso, a National Geographic separou cinco dados essenciais que mostram como a influenza, o vírus da gripe, pode ser perigoso para a saúde.

<><> 1. O vírus da gripe pode levar a doenças mais sérias

Segundo explica o artigo do Ministério da Saúde brasileiro, a influenza pode debilitar o corpo abrindo espaço para outras doenças oportunistas. Entre elas estão:

•        A pneumonia causada por outros vírus e por bactérias;

•        A otite – que é uma inflamação do ouvido causada também por bactérias, vírus e fungos;

•        A sinusite (inflamação das mucosas da região do nariz, das maçãs do rosto e dos olhos);

•        A chamada “pneumonia primária por influenza”, que se dá “predominantemente em pessoas com doenças cardiovasculares em mulheres grávidas”, explica a fonte.

<><> 2. Existem vários tipos de influenza, como o que causa a gripe aviária

“Os dois principais tipos de vírus da influenza - A e B - são os que normalmente se espalham nas pessoas”, detalha o National Institutes of Health (NIH). 

“Os vírus do tipo A são encontrados em várias espécies de animais, – como suínos, cavalos, mamíferos marinhos e aves – além dos seres humanos”, destaca o ministério brasileiro. Alguns subtipos de vírus influenza A que têm origem animal também podem infectar humanos, causando a gripe aviária, por exemplo, decorrente do vírus A(H5N1).

Já o vírus do tipo B infecta “exclusivamente os seres humanos”, diz o governo brasileiro. Existe ainda o tipo C da influenza, que contagia humanos e suínos, e é detectado com menos frequência, “não estando relacionado com epidemias”, continua o artigo.

“Em 2011 um novo tipo de vírus da gripe foi identificado. O vírus influenza D, o qual foi isolado nos Estados Unidos em suínos e bovinos e não são conhecidos por infectar ou causar a doença em humanos”, completa a fonte brasileira.

>>>> 3. A influenza pode causar pandemias

O NIH alerta que é possível acontecer uma pandemia decorrente destes vírus. Ela se dá quando um novo vírus da gripe se espalha, em especial quando as pessoas não têm imunidade contra ele.

A fonte conta que “a última pandemia de influenza conhecida ocorreu em 2009 com o surgimento do vírus da influenza H1N1", diz o NIH. Não subestimar seu potencial pandêmico, bem como tratar e prevenir a gripe, é importante para proteger a saúde pública, completa.

Por isso, a recomendação é de que as pessoas as quais “apresentem sintomas de gripe (como febre, tosse, dores no corpo, na cabeça e na garganta, entre outros) devem evitar sair de casa em período de transmissão da doença” – um prazo que chega a até sete dias após o início dos sintomas, informa a fonte do governo brasileiro.

>>>> 4. A influenza é especialmente perigosa para estes grupos de pessoas

O NIH ressalta que, a cada ano, “a gripe causa milhões de doenças em todo o mundo, resultando em milhares de hospitalizações e mortes”

Por ser altamente contagiosa, a gripe causada pela influenza é bastante prejudicial para quem tem 65 anos ou mais, para crianças pequenas (em especial, menores de 5 anos de idade); e pessoas com problemas de saúde como doenças cardíacas ou asma, diz o NIH.

O ministério brasileiro, por sua vez, indica alto risco de vida também para quem sofre com obesidade e transtornos neurológicos capazes de comprometer a função respiratória (como lesões medulares, epilepsia, paralisia cerebral, Síndrome de Down, AVC, entre outras).

Mulheres puérperas até duas semanas após o parto (incluindo as que tiveram aborto ou perda fetal); indivíduos com doenças hematológicas; e distúrbios metabólicos como o diabetes mellitus  também despertam atenção e cuidado com a gripe.

>>>> 5. A influenza pode ser controlada através da vacina da gripe

As entidades médicas são unânimes em dizer que “a vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra a gripe e suas complicações”.

Ela evita que a doença se torne grave e que haja mortes decorrentes. “A constante mudança dos vírus influenza requer um monitoramento global e frequente reformulação da vacina contra a gripe”.

No Brasil, a vacinação contra a gripe é gratuita através do Sistema Único de Saúde (SUS) e protege o organismo dos três subtipos da doença que mais circularam no Hemisfério Sul, finaliza o órgão de saúde.

•        Gripe aviária: como a doença se espalha e quais são seus sintomas?

A gripe aviária é uma doença infecciosa que afeta principalmente as aves. Entretanto, algumas raras cepas do vírus podem afetar seres humanos, adverte a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Desde 2003, cerca de 900 casos humanos de infecção por A(H5N1) foram relatados, com uma taxa de mortalidade superior a 50%, informa um artigo de maio de 2025 publicado pela Agência Brasil (veículo de notícias oficial do governo brasileiro). Trata-se de um baixo número de humanos infectados, mas ainda assim a OMS afirma que os surtos podem representar uma ameaça à saúde pública.

Em de janeiro de 2023, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) emitiu um alerta epidemiológico para a crescente detecção de surtos de gripe aviária em aves de dez países da região das Américas.

O primeiro caso confirmado pela OPAS na América do Sul de infecção humana causada pelo vírus da gripe aviária do tipo A e da cepa H5N1 ocorreu em 9 de janeiro de 202. A pessoa afetada é uma menina de 9 anos de idade que vive em uma área rural da província de Bolívar, no Equador, informou a instituição.

Mais recentemente, em 16 de fevereiro de 2023, o Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar da Argentina também declarou emergência sanitária no país por ocasião de um surto de influenza aviária.

<><> O que é a gripe aviária?

A gripe aviária (ou influenza aviária) é uma doença infecciosa que afeta principalmente as aves e é causada por um vírus da família Orthomyxoviridae, a mesma família da gripe comum, de acordo com a OPAS.

Dependendo de seu subtipo, ela pode ser classificada como de baixa patogenicidade (ou seja, causam sintomas graves em poucos infectados), ou altamente patogênica, que causam sintomas de leves a graves em todas as infecções.

"O vírus da gripe aviária de baixa patogenicidade pode causar uma doença leve, que pode passar despercebida ou sem a presença de sintomas. Já o vírus da influenza aviária altamente patogênico, principalmente por subtipos (H5 e H7) do tipo A, causa doenças graves em aves que podem se espalhar rapidamente, resultando em altas taxas de mortalidade em diferentes espécies de aves", observa a OPAS.

Ainda de acordo com a entidade da ONU, a maioria dos vírus da influenza que circulam nas aves não são zoonóticos (que se originam em animais e podem passar para humanos). Entretanto, algumas cepas de influenza aviária altamente patogênicas têm a capacidade de infectar humanos, e ameaçar a saúde pública.

<><> Como a gripe aviária se espalha

Segundo a OPAS, a forma mais comum de entrada do vírus em um território é através das aves silvestres migratórias. O principal fator de risco para a transmissão das aves para humanos é o contato direto ou indireto com animais infectados ou com ambientes e superfícies contaminadas por fezes desses animais. 

"Depenar, manipular carcaças e preparar aves infectadas para consumo, especialmente em ambientes domésticos, também podem ser fatores de risco", explica a entidade.

<><> Quais são os sintomas da gripe aviária

Em humanos, os sintomas podem variar de infecção leve do trato respiratório superior, causando febre e tosse, chegando até a uma pneumonia grave, dificuldade para respirar (síndrome de angústia respiratória aguda), choque e até mesmo morte.

 

Fonte: National Geographic Brasil

 

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