sexta-feira, 2 de novembro de 2012

EM LUGAR DE SONHOS, PESADELOS.



Todos sabem que pesquisas ao serem divulgadas podem ocasionar um efeito devastador, independente das suas intenções, objetivos e da área em que foi realizada.
Qualquer pesquisa é preciso que se entenda, o seu resultado indicam tendências do momento atual, cujas tendências podem ser alteradas de forma radical, em outros momentos.
O Blog PalavradeSá, postou entre 15 de agosto 25 de setembro de 2012, pesquisa espontânea, onde o leitor deveria opinar sobre o governo Wagner.
A pergunta era: VOCÊ APROVA O ATUAL GOVERNO DE JAQUES WAGNER?  As opções eram: 1) Sim; 2) Não; e 3) Tanto faz, todos são iguais.
Deixamos de apresentar e comentar o seu resultado na época, por nos encontrarmos em plena efervescência eleitoral e, que a sua publicação pudesse ser alvo de questionamentos ou até mesmo de desculpas por possíveis insucessos.
A preocupação tem sentido, pois apesar de ser um blog opinativo, o que não traz grande curiosidade do grande público o que não lhe dá um grande acesso, mas se levarmos em consideração que hoje o blog possui mais de 5000 visitas/mês fieis, não deixa de ser formador de opinião.
Analisando a última pesquisa publicada pelo IBOPE em Salvador a respeito da administração estadual, a qual demonstra que o governador Wagner segue a sua sina crescente de baixa popularidade, sendo o gestor estadual com a segunda menor pontuação, com apenas 18% de aprovação dos soteropolitanos, fato inédito entre os últimos gestores da Bahia, podemos concluir que os números levantados pelo blog, então se aproxima da realidade pesquisada cientificamente por aquele instituto.
Encerrada a pesquisa, chegou-se aos seguintes resultados:
SIM = 11,65%
NÃO = 79,61%
TANTO FAZ. TODOS SÃO IGUAIS = 8,74%.  
Assim, os índices levantados nessa pesquisa vêm apenas confirmar a baixa popularidade do governador Wagner, agora não só em Salvador, mas em todo Estado, haja vista que, o blog é acessado por toda a Bahia, conforme estatísticas.
Os números  infelizmente não mentem e o resultado obtido  dessa pesquisa servem para eliminar a ilusão de que, Wagner estaria com a bola toda e que sua administração estaria sendo bem avaliada, e seguindo assim, não sabemos até onde será um bom cabo eleitoral em 2014, continuando com este baixo índice.
Portanto, dentro da situação atual, é necessário que o governador, PT- partido do governador -, aliados e assessores comece a repensar e analisar os erros cometidos, senão em 2014 o governo será enterrado em caixão preto com vela apagada e parafusado. Com os sonhos e projetos partidários e pessoais inclusive.
Ainda dá tempo do governo estadual procurar se reaproximar dos seus servidores, que muito prometeu e após eleito lhes virou a costa. É preciso repensar a fraca equipe  que montou, aproveitando o momento de reflexão para fazer uma ampla reforma dos seus quadros, colocando profissionais com capacidade técnica e conceito profissional reconhecido, afastando aqueles que pouco contribuíram ou que a sociedade os vê como péssimos profissionais.
Assim, fora James Correa, Petintinga, Gabrielli, Newton e Jorge Solla, todos os demais pouco tem contribuído para sua administração, sendo um fardo a ser carregado.
Há inclusive alguns que se afastado, só trará satisfação, como por exemplo, o atual titular da Secretaria de Administração, que, da mesma forma como ocorreu da sua saída do antigo IPRAJ, só traria alegria aos servidores, já que ele em nada contribuiu em sua passagem para trazer benefícios ao funcionalismo, muito pelo contrário, irá passar para história como o pior secretário que já assumiu aquela pasta, pelo desprezo e perseguição com que tem tratado a categoria.
Esta, portanto, é a realidade do governo Wagner, uma administração capenga, apresentando um retrato triste que o estado atravessa.
Diante dos números levantados, todos podem observar o tamanho da insatisfação daqueles que espontaneamente responderam a pesquisa. Praticamente todos reprovando a atual gestão estadual.
Infelizmente, o Estado considerado um dos mais importantes do País está passando por este momento de descrédito, onde se tem um governo com alto índice de reprovação e a situação se agrava quando não se observa ações visando uma mudança de postura.
Com esta avaliação, fica claro que para haver uma gestão pública de qualidade é fundamental que haja comprometimento das autoridades políticas, que se tenha envolvimento e foco nas ações de sua equipe e permanentemente se buscar por alternativas que realmente promovam a qualidade de vida da população. E sinceramente, isto não se tem visto na atual gestão.
Portanto, o governador Jaques Wagner deveria aproveitar o momento atual, onde os problemas estão aí, visíveis a qualquer leigo, para mudar. Buscar se fortalecer junto a sociedade. Encontrar fórmulas de se reaproximar dos servidores públicos, categoria que tem significado peso eleitoral e formadora de opinião.
Efetivar ações visando a melhoria nos  serviços de saúde, com médicos e atendimento adequado; oferecer um educação publicada qualificada,  valorizando os seus profissionais; repensar a cultura estadual; lutar em defesa do meio ambiente; procurar desenvolver economicamente todas as regiões; levar segurança às cidades  baianas; fortalecer o turismo, esporte e lazer; realizar a  promoção social e por fim, modernizar da Administração Pública. 
Enfim, realizar tudo o que for preciso para que o cidadão baiano tenha orgulho do seu estado, coisa que o governo não tem feito.
E tudo isto sabemos ser possível, basta ter uma equipe competente, focada nos interesses da sociedade com a visão orientada pelo pensamento de que o progresso reside nas pessoas e, desta forma, elaborar políticas públicas voltadas para os interesses da coletividade e não para satisfazer o seu ego, ouvindo a sociedade nas suas necessidades, praticando ações voltadas para o bem estar de todos. 
Para concluir, podemos dizer que tanto a pesquisa do Ibope, como a realizada pelo blog, tiveram como objetivo avaliar o grau de satisfação da população baiana em relação a administração do governo Wagner  e obteve como resultado após a análise dos números, que o grau de insatisfação está bastante elevada, e não venham com a desculpa que são efeitos das greves dos policiais militares e dos professores, que pelo tempo em que ocorreram já eram para terem sido diluídos, e sim, pela inércia administrativa, pelos maus tratos dados aos seus servidores; por uma propaganda institucional em grande parte enganosa, por um governo que trouxe muitos sonhos e que até o momento só tem oferecido pesadelos.

sábado, 27 de outubro de 2012

A OMISSÃO DO ESTADO NA QUESTÃO DOS INDIOS GUARANI-KAIOWÁ



A situação enfrentada pela tribo guarani-kaiowá,  no Mato Grosso do Sul, tem mobilizado a população brasileira, diante da omissão do Estado, a quem cabe a tutela e pela decisão da Justiça Federal, cuja ação tem gerado o aumento da violência contra a vida desse povo, além de ignorar os direitos de sua sobrevivência..
Mesmo sem muita divulgação de parte da imprensa, por não dá audiência e nem vender jornal, talvez, se o ocorrido fosse o contrário, aí sim estariam bradando, chamando-os de invasores e outros adjetivos ainda mais pejorativos, como fazem contra os Sem Terras, este povo  vem  enfrentando uma  luta, que já dura anos, contra as investidas de latifundiários do agronegócio, de multinacionais e dos pistoleiros contratados pelos fazendeiros, sem contar com o mínimo apoio dos governos federal ou estadual.
A difícil situação que os guarani-kaiowá têm enfrentado, não é muito diferente do que podemos assistir em  outras regiões brasileira, ou seja, um processo organizado e calculado de expropriação territorial, que tem como único objetivo, apropriar-se dos recursos naturais existentes, sem respeitar os básicos direitos das populações ali já instaladas, violando-os sem o mínimo pudor, e que é pior, muitas vezes,  com o apoio do judiciário, quando não do próprio governo.
Quando nossas autoridades irão compreender que, quando o Brasil foi “descoberto” quem recepcionou os portugueses foram os índios? Que eles estão aqui a mais de 1.600 anos, e que não deveriam permitir que o “homem branco”  os desrespeitassem? Será que o governo federal não entende que o que os índios querem não é  toda a extensão de terra a que teriam direito e sim, uma quantidade de terra que seja suficiente para eles se estabelecerem e poderem se desenvolverem e crescerem, além de produzir o necessário para a sua sobrevivência hoje e futura e cujas áreas sejam agricultáveis e próximas aos rios, como o era antes do descobrimento?
Que os nossos índios querem é ter um tratamento de humanos e que sejam estabelecidos programas sociais voltados para a causa indígena, além de que seja combatida  a corrupção e os desvios de recursos pela Funai.
Hoje o que se vê é que mesmo nas áreas já demarcadas o atendimento é feito de forma precária. São escolas caindo aos pedaços, com uma grade curricular que busca aculturar os povos e  prefeitos de diversas cidades  demitindo professores indígenas sem consultar às comunidades, substituindo por brancos para seus postos.  Na saúde, as denúncias de desvios e ineficiência são uma constante. Na área de habitação, casas são construídas com verba federal, entregues cheias de defeitos e com acabamento precário, sem que a Funai assuma a mínima responsabilidade pela sua fiscalização.
O que impressiona na causa da tribo guarani-kaiowá é, a dimensão que o problema assumiu e o grau de acirramento dos conflitos. Quem trabalha ou estuda as causas indígenas, sabe que no Mato Grosso do Sul, depois da Amazônia é onde está localizada a segunda maior população indígena do País, com  73.295 pessoas. São grupos indígenas que por falta de demarcação de suas terras vivem distribuídas por mais de 30 terras indígenas e 31 acampamentos à beira de estradas ou em pequenas porções de terra dentro de fazendas.
Relatórios de diversas entidades nacionais e internacionais a respeito da situação dos guarani-kaiowá, apontam como um dos maiores desafios atuais do governo brasileiro na área dos direitos humanos.
É do conhecimento dos envolvidos com a causa indígena, que um dos fatores que tem contribuído para o agravamento da situação no Mato Grosso do Sul e particularmente dos guarani-kaiowás é o grande poder político das elites, acentuado na conjuntura atual, onde o agronegócio se tornou um dos pilares da política econômica.
O que se vê na região é um mar de soja, cana-de-açúcar e pastagens para o gado bovino, explorados por grandes empresas nacionais e multinacionais, todos eles implantados sobre as terras reivindicadas pelos nativos, cujas terras outrora, fora uma região de grande biodiversidade, com matas ricas em madeiras nobres, como a peroba, o cedro e a aroeira.
Este poder econômico e político hoje  fortemente associado ao capital transnacional e maior financiador do agronegócio, tem demonstrado sua força e protelado ao máximo o processo de demarcação das terras na região.
O que se tem visto de forma clara é que desde que o movimento indígena Aty Guasu passou a organizar ocupações de terra como estratégia para pressionar o Estado brasileiro a agir na região, o governo federal através da Funai tem atuado de forma pontual, procurando apenas minimizar o problema, sem buscar uma solução estrutural definitiva  para os conflitos.
Como exemplo desta situação inusitada é que, quando uma área é ocupada,  somente a partir daí é que a Funai age, iniciando o processo de identificação e delimitação, apenas daquela área, sem se preocupar com as demais. Se não é um crime pelo menos uma alta irresponsabilidade ou conveniência com as elitas locais..
O movimento guarani-kaiowá luta pela recuperação das terras, não é de agora, ele surgiu na década 80, no bojo da redemocratização, ao mesmo tempo em que se organizavam os setores populares de todo o País.
Ao longo de sua luta, os guarani-kaiowá tem assistido seu território ser invadido por milhares de colonos, fazendeiros, empresas nacionais e até multinacionais, contando com incentivo oficial, tanto federal quanto estadual, sem que pudessem reagir a espoliação que estavam sendo submetidos, sob pena de serem tachados pelos órgão que se diziam indigenistas, de “comunistas” ou “subversivos, por estarem impedindo o desenvolvimento do estado.  
Apesar de alguns organismos acreditarem que os casos de morte dos índios não estão relacionados com a disputa judicial, coincidentemente, os problemas começaram a surgir, a partir do momento que os recursos naturais das antigas áreas se esgotarma, há cerca de 30 anos. A partir daí, os guarani-kaiowá vem enfrentando situações constrangedoras, como: conflitos entre as famílias, suicídios dos jovens, desnutrição infantil, motivados pela falta de terras, o que tem obrigados aos homens, saírem em busca de trabalho, muitas vezes para longe da família, principalmente nas usinas de cana-de-açúcar, cujas denúncias da precariedade das condições trabalhistas, tem sido comum. Isto sem contar com a situação de faltas de oportunidades para os jovens, levando-os ao desespero.
Hoje vivem confinados em pequenas porções de terras insuficientes para as necessidades das comunidades, fruto de uma política perversa de demarcação praticada pela Funai, de pequenos lotes, para não prejudicar o agronegócio.
A partir do instante que as demarcações passaram a contemplar áreas maiores, os fazendeiros contaram com o apoio do judiciário. Das três áreas homologadas no governo Lula, duas foi barrada por liminares de ministros do Supremo Tribunal Federal. Uma em 2005, suspensa por Nelson Jobim, e, em 2009, embargada por Gilmar Mendes. Com essas decisões, os fazendeiros da região se sentiram fortalecidos, tornando as disputas cada vez mais violentas.
Os assassinatos de lideranças ocorreram e tem ocorrido sem que esferas policiais e jurídicas ajam contra os culpados. São crimes que tem alcançado repercussão internacional, como o da morte de Marçal de Souza, em 1983, e de Marcos Verón em 2003, lideranças de destaque no movimento. Entre 2005 e 2006, ganhou destaque as mortes das crianças indígenas em decorrência da desnutrição infantil. Como forma de combater o problema, o governo intensificou a distribuição de cestas básicas. Porém, a solução definitiva, que é a demarcação de área que lhes dê condições de sobreviverem, esta não é tomada.
Em 2007, a Funai assina com o testemunho das lideranças indígenas, Compromisso de Ajuste de Conduta se comprometendo resolver definitivamente a situação. Em julho de 2008, tem início os trabalhos para identificar e delimitar as terras indígenas, divididas de acordo com as bacias hidrográficas da região. Estamos chegando ao final de 2012, e os problemas persistem por omissão do governo, através da Funai.
Na época, fazendeiros e políticos do estado difundiram a versão, desmentida pela Funai, de que as terras a serem demarcadas poderiam chegar a 12 milhões de hectares, quase um terço do Estado, quando na verdade não passava de 600.000.
Enquanto os políticos pressionavam o governo federal, os fazendeiros buscavam impedir o trabalho das equipes da Funai usando todo tipo de artifício jurídico. E assim tem sido a situação até os dias atuais. O resultado da omissão tem sido uma série de conflitos sangrentos, desde 2009. Sem uma ação mais contundente do poder público, certamente os problemas continuarão a ocorrer.
Cada vez mais fortalecidos, os fazendeiros se rodearam de pistoleiros, que ameaçam diuturnamente os índios, quando não os “requisitam” para exercerem o trabalho as escravo, enquanto as mulheres são estupradas e ou transformadas em prostitutas para servirem aos bandidos armados. Esta é a situação e o gverno, de quem se espera uma ação, continua omisso.  

sábado, 20 de outubro de 2012

NOVO FENÔMENO BRASILEIRO. Classe Média que ganha 291 reais.

É incrível como os bur(r)ocratas brasileiros são criativos, principalmente quando estes profissionais estão a serviço do governo e este governo tem como meta não acabar a miséria, mas estabelecer critérios “técnicos” que visa enganar ou iludir a população para uma “realidade” que não existe. 
E porque estamos a dizer isto. 
Não é que o governo brasileiro, sobre a administração petista, anda a se vangloriar que durante a sua gestão, de pouco mais de 11 anos, tirou mais de 50 milhões de famílias da pobreza colocando-as na classe média? 
Claro que este fato mereceria aplausos se não fosse irreal. 
E porque estamos a dizer que este fato é irreal! 
Ora, não dá para acreditar que o governo possa se vangloriar de tal fato, quando para chegar a este número, este mesmo governo, através dos seus institutos técnicos, define como renda mínima familiar para está na nova classe média valores entre R$ 291 e R$ 1.091 per capita/mês, conforme estabeleceu uma comissão de "especialistas" formada pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República. 
Esta renda estabelecida posso afirmar sem medo de errar, não é praticada em nenhum país do mundo, principalmente naqueles que se diz em desenvolvimento. 
Fica uma pergunta: em que país em desenvolvimento ou desenvolvido uma pessoa que percebe até 02 salários mínimos é considerado como classe média? 
Apenas para citar como exemplo, nos EUA, a renda da classe C é de até US$ 123 mil. Aqui não chega a R$ 30 mil. Dá pra comemorar então? 
Pelo que se observa, a realidade é bem diferente. 
Na verdade, a nova classe média brasileira está bem distante de ser chamada de média de fato, porque o governo ao considerar a renda familiar de R$ 2 mil com sendo classe média, nos EUA ou na França ou Alemanha, seria considerada miserável, mesmo com toda a crise que se defrontam essas nações. Diante do fato comemorado pelos governistas, poderíamos considerar como um fenômeno inédito e impressionante. 
Reconhecemos que nos últimos anos ocorreu um aumento da renda de uma grande parte da população situada na a área de risco, melhorando o seu padrão de vida e oferecendo acessibilidade à segurança alimentar, recursos tecnológicos e conforto. 
Devemos reconhecer ainda, que a ascensão desse contingente populacional está diretamente ligada às mudanças econômicas ocorridas desde a implantação do Plano Real, que teve como meta o controle da inflação, a valorização do salário mínimo, aliado aos programas de transferência de renda e ao crescimento econômico dos últimos anos que possibilitou um impulso na renda para os trabalhadores.
Entretanto a classificação dessa nova classe média brasileira é ilusória frágil e perigosa, pois nada a diferencia da população de baixa renda dos demais países da América Latina. 
Ao estabelecer os critérios de renda mínima, cujo valor sequer permite uma sobrevivência digna, esquecem os seus idealizadores de outros fatores essenciais para a evolução social. 
Itens como educação, saneamento, saúde pública, energia, transportes e segurança, entre outros, que compõem o Colchão Social são bem mais eficazes e duradouros que, somente, a renda. 
Seria importante lembrar que os itens acima especificados inevitavelmente levam ao aumento da renda, evitando gastos desnecessários, qualificando a mão-de-obra e melhorando a saúde pública. 
É obrigação de qualquer governo estabelecer políticas públicas que visem a elevação e ou manutenção da renda e do consumo, entretanto é necessário que paralelo a esse processo, seja fortalecido o Colchão Social e que os recursos sociais sejam universalizados e colocados como prioridades pelos governantes, setor produtivo e pela própria classe em ascensão. 
E neste critério, o Brasil está bem distante. 
Ora, se levarmos em consideração que país para ser considerado desenvolvido, segundo os padrões das sociedades consumistas deve ter um PIB per capita superior e possuir um índice de desenvolvimento humano (IDH) elevado, logo veremos que os países da nossa América Latina não preenche ainda estes critérios, assim, levando em conta alguns deles como Brasil, Chile, Argentina e México possuem um elevado IDH e um PIB grande, logo são considerados como países em processo de desenvolvimento ou emergentes, mesmo enfrentando diversos problemas sociais, como a desigualdade, grandes bolsões de pobreza e alta concentração de renda. 
Analisando por este ângulo, entende-se o interesse governamental de sair por aí bradando feitos e ascensões sociais fora da realidade, estabelecendo novos conceitos sociais, com isso estabelece novas linhas de consumo, a tentativa de incorporação de novos hábitos, de forma a levar a acreditar que o Brasil possui um mercado consumidor robusto, atraente, mais sofisticado e urbanizado, demandando não só quantidade, mas também qualidade no consumo. 
Aí fica sub-entendido o conceito dado a nova classe média. 
São por estes feitos, pelas previsões em sua grande maioria furadas, sem que tenham a paciência e o cuidado de se munirem de dados técnicos consistentes e pelas alquimias laboratoriais, que a classe dos economistas anda tão desacreditada e desprestigiada pela sociedade.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A ETERNA LUTA PELA TERRA PELOS SEM TERRAS

A reforma agrária é um tema que por mais que nossos governantes queiram evitar, porém, ela estará sempre na ordem do dia daqueles que necessitam da terra para produzir e gerar riqueza para sua família e ao país. 
Por mais que as elites queiram esconder e a grande mídia procure criar fatos fantasiosos e mentirosos, no entanto, todos têm o dever de reconhecer a importância dos movimentos sociais que têm empunhado esta bandeira de luta e buscam incansavelmente fazer com que a reforma agrária um dia possa acontecer em nosso País. 
A luta desses movimentos é uma luta legítima e necessária. Ela é legitima porque temos milhares de famílias que vivem e moram no campo e lá tem buscado espaçospara produzirem e trabalhar. É necessária porque a disputa por terra no Brasil é uma realidade e a distribuição dessas terras é imprescindível, não só para que alcancemos o desenvolvimento agrícola, mas também para que possam da sua contribuição para a redução da migração rural e da favelização de nossas cidades. Portanto, criminalizar os movimentos que lutam pela reforma agrária, é uma contribuição negativa dos seus autores, que buscam com suas campanhas elaboradas de forma suja e mesquinha, impor à sociedade através principalmente da mídia, estabelecer fatos, meias verdades e mentiras visando descaracterizar a justeza da causa. Com isto apenas estão prestando um desserviço ao País. 
Procuram transformar a justeza da causa e a luta pelos direitos em mais um crime, como se lutar pelos seus direitos e defender os interesses dos mais necessitados fosse um ato ilícito. 
O Censo Agropecuário realizado pelo IBGE em 2009 demonstra ser o Brasil o país com a maior concentração fundiária do mundo. Os dados estão lá para serem comprovados, onde cerca de 46 mil pessoas detêm 43% das áreas agricultáveis. Em contrapartida, mais da metade da população possui menos de 3% das terras. Estão aí as causas do país possuir cerca de 75% da população do campo analfabeta, trazendo como conseqüência, este bolsão de pobreza que se verifica na zona rural. Junte-se a isto, o fato de que a elas não lhes é dada às condições mínimas de terem as suas necessidades básicas atendidas, em razão da exclusão a que estão submetidas. 
O resultado desta situação perversa é o surgimento de movimentos sociais que procuram defender os direitos constitucionais que deveriam ser garantidos pelos nossos dirigentes e políticos. 
Deveria o governo federal garantir a desapropriação para fins de reforma agrária de todo imóvel rural que não cumpra a sua função social, conforme arts. 184, 185 e 186 da CF. Estaria assim dando o primeiro passo para desenvolvimento no campo. 
Seria preciso ainda que os nossos gestores entendessem que, entregar uma área de terra para o plantio, não significa efetivamente que está efetivando uma reforma agrária e contribuindo para acabar com o bolsão de miséria que reina no campo. É importante que ao entregar o pedaço de terra, este venha acoplado a diversas outras ações realizadas em conjunto, para que a Reforma possa efetivamente se realizar. 
Te
Teria que ser estabelecido um programa de desenvolvimento educacional voltada para os assentados, uma política de investimentos e financiamentos ao pequeno produtor rural e lhes ser garantida a comercialização, como forma de lhes garantir uma participação equilibrada no mercado. 
E não adianta dizer que é impossível, pois todos sabem que os empresários do agronegócio, os usineiros e as multinacionais sempre receberam e continuam usufruindo benefícios fiscais e subvenções econômicas, dadas pelo Estado. Sempre tiveram e continuam tendo acesso ao dinheiro público com a maior facilidade, mesmo boicotando a política econômica e desviando os recursos obtidos da produção. 
Assim sendo, não venham os senhores moralistas e oportunistas a serviço daqueles, procurarem criminalizar os movimentos sociais e ong’s por usarem dos mesmos meios de repasses de numerário público. 
Ora, se aqueles tem o direito, estes não são impedidos, devendo a eles ser concebido o princípio da igualdade em seu sentido material, ou seja, tratando igualmente as pessoas que estejam em situação de igualdade, e desigualmente as pessoas que estão em situação desigual. 
Diante desta desigualdade gritante, temos observado que os Movimentos Sociais e as Organizações Populares têm alcançado um nível de evolução respeitável na direção de assumir o fortalecimento da sociedade em face da ausência do Estado, buscando confrontar com a situação que aí está em busca dos seus direitos e em defesa da cidadania. Apesar de, também, reconhecer que nesses movimentos tem surgido "lideranças" que se aproveitam da sua condição e tem desvirtuado a função social e os inetresses dos trabalhadores. Principalmente aqueles que enveredaram para a política.
É importante que todos reflitam, se o Brasil que se diz em franco desenvolvimento, hoje a 5ª maior economia do mundo, é justo em pleno século 21, se ver nas suas cidades e principalmente no campo uma sociedade de miseráveis? Será que a isto poderíamos chamar de uma sociedade de cidadãos? Tenho plena consciência que não e nem pode sê–la. 
Porém, toda esta situação se dá, em razão da brutal concentração de renda e as desigualdades regionais, que levam desrespeito ao ser humano, principalmente pelos grandes empreendimentos e empresas agrícolas levando para o campo a fome, a miséria e falta de educação, entre tantos outros males que tem causado á sociedade, e tudo isto por culpa do Estado, que nunca se faz presente, exceto quando há um grande clamor, quando timidamente aparece com políticas compensatórias, mas nunca com a solução, pois teme mexer nas elites empresariais. 
Enfim, o sofrimento e a deprimente trajetória daqueles que lutam pelo direito a terra é uma questão tão séria, que deveria proporcionar que os organismos dos Direitos Humanos saíssem em sua defesa independente da sua natureza, seu fundamento e base legal, pois o direito a terra são Direitos Naturais e históricos, devendo todos se unirem para buscarem os meios mais seguro para garanti–los, e impedir que elas sejam continuamente violadas, mesmo após solenes declarações daqueles que continuamente tem infringido. O governo e as elites.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

VIOLENCIA: suas causas e soluções


Desde que passamos a conviver e a ser vítimas da falta de segurança em que nos encontramos muito se tem discutido de como resolver o problema. 
Alguns melhores aquinhoados financeiramente têm buscado investir em sistemas de vigilância eletrônica dos mais modernos, em segurança pessoal armada, blindar o carro ou portas e janelas de casa com vidros a prova de bala, etc. 
Os menos bafejados financeiramente tem buscado se proteger, vivendo como presidiário, residindo em casas com muros cercados por telas elétricas e com portas e janelas fechadas com grades. 
Quanto aos cidadãos comuns, trabalhadores e donas de casa, jovens e idosos, moradores das periferias da cidade, estes vivem em uma situação que diria vexatória, quase sem solução, pois são assaltados nos ônibus, nas ruas, nos bairros, todos esperando contar com a proteção Divina. 
Isto tudo sem falar nas drogas, que está se transformando em uma guerra, e quem tem saído derrotado é o povo. 
Vivemos em comunidades, que em lugar de se transformarem em redutos de convívio familiar, hoje os moradores viraram reféns do uso desenfreado de bebidas e de drogas pesadas atingindo em cheio principalmente os jovens, que por falta de espaços e áreas de lazer e sem perspectiva de progresso social e econômico, tem buscado neste caminho a fuga da falta de ideais. 
E o que é pior. A fim de demonstrar serviço para sociedade, a nossa polícia, que deveria ser responsável pela segurança e pela legalidade dos atos, tem efetuado ações ilegais e até inconstitucionais, fazendo com que a justiça não acate muitas dessas ações, contribuindo para que a sociedade passe a acreditar e ter a sensação de impunidade, alimentado por ditos populares como “o crime compensa” ou “não adianta prender que o bandido sempre acaba solto”. 
Mas enfim, por que isto está acontecendo? Será por culpa do nosso modelo educacional público falido? O problema está na deformação moral nas famílias? Na grande concentração de renda que impera em nosso País, que tem impedido uma distribuição mais igual das condições de vida à população? Estará na falta de oportunidades para os jovens? 
Afinal, onde residirá o problema da violência, que alcançou um estágio altíssimo, onde o número de mortes se contabilizados ultrapassam muitas guerras? 
E o que é pior, a cada dia tem atingido mais a nossa juventude. Eles estão morrendo absurdamente. Existirá solução? 
É chegada a hora de sairmos do muro das lamentações e partirmos para ações práticas e buscas de soluções que amenizem a situação. 
Devemos buscar respostas concretas e duradouras de enfrentamento da violência, já que está comprovado que só a polícia não está sendo capaz de contê-la. 
Devemos nos conscientizar que não se faz defesa social apenas com polícia na rua, apesar de necessário e que se faça presente até ostensivamente. 
Temos que ter consciência que, o contingente policial em todos os Estados deste País além de reduzido demonstra não estarem preparados para enfrentar os novos modelos de violência que a cada dia se inova. Além de serem mal remunerados, muitos tendo inclusive de conviver parede e meia com marginais, não estão devidamente treinados. 
Deveríamos sim, iniciar uma campanha de construção de uma sociedade do diálogo e da tolerância, se desejamos realmente diminuir a violência. 
Que a sociedade pressione os governos para que as escolas funcionem a contento, os postos de saúde e hospitais públicos ofereçam um atendimento que não humilhe quem deles necessitam, a iluminação pública seja de qualidade, o transporte coletivo seja acessível a todos e com conforto. 
Enfim, que os serviços públicos e essenciais funcionem bem e voltadas para o atendimento da comunidade. 
Enquanto os serviços públicos estão capengando, os nossos jovens estão por aí perambulando, sem atividades, sem nenhuma diversão ou atividade educativa, vivendo na ociosidade. 
As escolas continuam fechadas nos finais de semana quando deveriam ser transformadas em equipamentos sociais, para uso da coletividade. 
Isto acontecendo, estaríamos oferecendo condições e atividades, principalmente nos bairros populares e nas periferias, melhorando o convívio social e a relação interpessoal nas comunidades. 
Sem diversão, ociosos e sem ter o que fazer os nossos jovens, principalmente, passam a ser presas fáceis da delinqüência e da criminalidade. 
O Brasil possui leis suficientes capazes de levar o País a excelente patamar de desenvolvimento, melhorando a qualidade de vida das pessoas, desde que essas leis sejam efetivamente aplicadas para todos. 
Porém, vivemos em uma nação, onde tudo ou quase tudo é resolvido na base dos acertos às escondidas ou da influência política ou econômica. Se tiver alguma "influência", tudo se resolve e os objetivos são facilmente alcançados, tais como: cargos públicos, saúde de qualidade, ajuda da polícia, cobertura do judiciário, e por aí vai... 
Este é o País em que vivemos.  E este é um dos fatores geradores de violência. 
Devemos pressionar o Congresso Nacional para que tomem medidas reais e eficazes para o combate e resolver o problema da violência, já que todos sabem que os nossos Congressistas só funcionam na base de muita pressão, do clamor público. 
Tem que acabar este cancro da progressão da pena, onde o criminoso sabe que por maior que seja apenado, só cumprirá no máximo 08 anos. Basta aparentar um ótimo comportamento. 
Ora, não queria ser punido, que tivesse um bom comportamento quando estava convivendo em sociedade. Isto tem gerado um estímulo à violência. 
Devemos sim, aumentar o tempo máximo da pena e julgar os culpados com mais rigor, independente da classe social, pois ao que se sabe, a Lei foi feita para todos, coisa que não parece em nosso País. Faça-se um levantamento das pessoas que estão nos presídios ou que foram julgadas. Veremos que só tem pobres, pretos e ladrões de galinhas. As elites são minoria e só estão lá talvez pela comoção do crime cometido. 
É fundamental resolver os problemas relacionados com as questões da educação pública, enfrentando de frente, acabando com os discursos demagógicos e colocando em prática de fato e não com enganações, onde os professores fingem que ensinam e os alunos que aprendem. 
Só quem perde com isso é a nação e a população pobre deste País, que terá uma massa fácil de ser manipulada e sem perspectiva de um futuro melhor. 
É esta educação oferecida, que hoje colhemos o apagão de mão de obra em diversos setores da economia e pagamos caro pelo alto índice de violência que reina. 
Acorda Brasil.

sábado, 29 de setembro de 2012

CONTINUISMO OU MUDANÇA, EIS A GRANDE QUESTÃO.

Nada é mais nefasto para um Estado, à perpetuação no Poder de apenas uma única corrente política ou de um único partido no seu comando. 
Os exemplos estão aí para mostrar que a longevidade só tem causado males para as Nações que optaram por este modelo, independente se o sistema é socialista ou capitalista. Sua transformação só se dá após verdadeiros banhos de sangue e depois de dizimar grande parte da população. 
A alternância do Poder pela eleição é sempre mais salutar e esta é uma característica dos regimes democráticos. 
Estamos nos aproximando de mais um período eleitoral, estas municipais e, lembramos-nos do Parágrafo Único da Constituição Brasileira que diz: “Todo poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido”, pelo menos assim deveria, direta ou indiretamente, através dos representantes eleitos livre e soberanamente, nos termos constitucionais, pois esta é a verdadeira essência da soberania popular. 
No entanto, observando a realidade da maioria dos municípios brasileiros, da para sentir claramente o quanto estamos carentes de novas lideranças, cujos líderes estejam comprometidos com os princípios básicos da gestão pública, homens éticos e com competência técnica, além da sinceridade de propósitos. 
Não se tem visto esta renovação nem nos municípios e muito menos nos partidos políticos. 
O que se vê é a repetição de velhas “lideranças oligarcas”, se apresentando como salvadores da pátria - coisa que não o fizeram quando estavam com o Poder -, em sua grande maioria ultrapassada, com os mesmos vícios na forma de pensar e de fazer política. Infelizmente, esta é a nossa realidade. 
São os mesmos que procuram se alternar no Poder, infelizmente, através de articulações que envolvem sempre as mesmas pessoas, com uma única preocupação, a continuidade do domínio ou a retomada do tesouro, tesouro este que se chama o Poder Municipal. 
Somado a este “sonho” une-se alguns aliados candidatos ao legislativo, cujo interesse maior é se apossar dos cargos do executivo, através de familiares e cabos eleitorais, além da eterna e renhida disputa de quem melhor irá servir de capacho aos interesses do prefeito de plantão. 
Dificilmente assiste a discussão e a formulação de políticas públicas voltadas ao bem estar da população carente, exceto promessas vãs com o único objetivo de angariar votos. 
São candidatos ao legislativo, mais preocupados em obscuras coligações, que tem como meta aplainar os caminhos que os levarão obter a vitória ou o de conseguir o maior número possível de cadeiras para o partido, com isto, aumentar o poder de barganha junto ao executivo na conquista dos cargos públicos. 
Estão muito mais preocupados com os cargos e como servirão ao “senhor feudal” de plantão, do que servir realmente ao povo, conforme foram eleitos e como se apresentavam na hora de pedir os votos. Portanto, estamos em 2012, ano das eleições municipais e nada melhor que aproveitarmos deste momento para que todos juntos façam uma profunda reflexão sobre o que temos e que queremos, e comecemos a trabalhar em busca de mudanças reais. 
E nada melhor do que com o nosso voto possamos iniciar um processo para oxigenar a administração pública, dando uma demonstração de alternância de Poder. 
Não devemos aceitar ou até mesmo pactuar com a continuidade ou o continuísmo, principalmente quando sabemos que este continuísmo está buscando a perpetuação das elites políticas, subvertendo do exercício da cidadania e, ferindo completamente as bases dos princípios democráticos. 
E exemplos não faltam e testemunhados dos males que o continuísmo ocasionam. 
Observem os escândalos que tem ocorrido a nível do governo federal, agora imaginem os males que a continuidade ocasiona, principalmente a nível municipal, local onde florescem os problemas sociais os quais alcançam dimensões imagináveis. 
É no município onde problemas com atendimentos em hospitais públicos, postos de saúdes e hospitais conveniados com o SUS mais se refletem, onde há o império do bilhetinho político. É lá onde a especulação imobiliária impera e os gestores fazem vista grossa. 
É no município onde a população enfrenta os problemas com o trânsito e se depara com um serviço de transporte coletivo caótico, sem a mínima qualidade, em função de um modelo arcaico. 
É lá onde os moradores recebe uma educação pública colocada sua disposição em petição de miséria e onde os problemas sociais se acumulam dia após dia, sem que administração pública acene com uma solução, exceto obras faraônicas que tem um único objetivo: privilegiar a grupos e segmentos dos interesses políticos daqueles que estão com O PODER. 
E a CONTINUIDADE é a grande responsável pelo descalabro que tem ocorrido naqueles municípios em que seus moradores optaram por este modelo. 
Ao escolher pela continuidade, a sociedade está referendando as ações daqueles que no Poder, permitiram que a incompetência trouxesse uma solução para resolver os problemas do trânsito caótico e a falta de infraestrutura no transporte público, sem contar os outros inúmeros problemas, entre eles o péssimo atendimento dos serviços de saúde; da educação de baixa qualidade ofertada, dos problemas sociais que se acumulam, da oferta de submoradias e obras superfluas que privilegiam apenas determinados grupos e segmentos e seus interesses políticos, para que se mantenha no comando do Poder. 
Ao votar lembre-se que o seu município é entre tantos outros, uma cidade privilegiada e abençoada, por possuir uma localização estratégica e cheio de riquezas naturais, que só os nossos dirigentes políticos não enxergam. 
Que você reside em uma localidade que possui um patrimônio histórico a ser preservado e com enorme vocação para o empreendedorismo. 
Portanto reeleger ou retroceder ao passado seria o melhor, ou devemos buscar algo novo e que se identifique com seus ideais seria melhor? 
Pense, a arma está em suas mãos.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

SERÁ QUE O BRASIL FOI DESCOBERTO PELO PT?

Vivemos hoje uma situação no mínimo intrigante, em relação ao quadro político no País. Somos invadidos diariamente em nossos lares, pelo rádio e TV, por um programa eleitoral, onde se vê de tudo, menos a VERDADE e o COMPROMISO COM A ÉTICA E VALORES MORAIS. 
Anda somos obrigados durante o ano a engolir programas partidários, onde a legenda se apresenta como a solução dos males do País e, quando investigamos seus dirigentes e parlamentares, vemos que na prática agem ao contrário do que pregam. São homens envolvidos em todo tipo de mutreta, desde a corrupção, desvio de recursos publico, compra e venda de emendas, fisiologistas, aéticos, entre tantas outras. 
Porém, o que tem mais chamado à atenção e o mais intrigante é o PT. 
Jamais havia presenciado um partido político utilizar de forma tão despudorada e se vangloriar tanto de feitos os quais não foi o seu mentor ou que não realizou, nem sequer planejou. Chega ser ridículo o papel que exercem e não se envergonham de enganar a população, achando que já não basta o Mensalão, ainda usam de todos os artifícios para convencer que o País só existe porque o PT está no Poder. Só faltam dizer que o Brasil foi descoberto por ele. 
A desfaçatez é tamanha que no seu último programa no rádio e na TV, chamaram para si o papel de marco zero. Até a estabilização da economia teria sido obra do PT. E olha que todo mundo sabe que o partido voltou contra o Plano Real, como voltou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e todos e qualquer ato que fosse oralizante. 
Hoje colhem os efeitos de politicas estruturantes de governos anteriores e das quais foram radicalmente contrários, mas se acham no direito de afirmarem terem sido unicamente eles que mudaram o País. 
Se voltarmos no tempo, veremos que o PT desde a sua fundação tinha como objetivo mudar o Brasil, não sei se para pior ou melhor. Seu programa para as eleições de 2002 tinha como título "a ruptura necessária", onde anunciava que assumindo o poder faria uma gestão onde prometia "uma ruptura com o atual modelo econômico, fundado na abertura e na desregulação radicais da economia nacional e na consequente subordinação de sua dinâmica aos interesses e humores do capital financeiro globalizado". 
Na proposta apresentada a sociedade, o programa propunha: “controles na entrada de capitais estrangeiros, mudanças na captação de recursos externos pelos bancos e a denúncia do acordo com o FMI, entre outros. Uma reforma tributária taxaria as grandes fortunas”. Entre outras ações que divergiam ao extremo da política econômica em vigor a época. 
Mas como todo sonho, uma hora temos que acordar, e o sonho de ruptura pregado por alguns “radicais” do PT tevê fim com “A Carta ao Povo Brasileiro” lançada em 22 de junho de 2002. Aí se deu o começo do fim dos sonhos e dos ideais. 
Nela, Lula apresentava propostas onde defendia "um projeto nacional alternativo", mas mudava o tom quando dava garantia as elites econômicas que o PT no poder iria "respeitar aos contratos e obrigações do país". E foi mais além, que o superávit primário seria preservado "para impedir que a dívida interna aumente e destrua a confiança na capacidade do governo de honrar os seus compromissos". 
As ilusões econômicas daqueles que ainda acreditavam no PT morreram quando Lula colocou um banqueiro para presidir o Banco Central. Como consequência, já primeiro mês, foram elevadas a taxa de juros e a meta de superávit primário. 
Tudo o que o PT tachava de neoliberal passava a praticar com Lula na presidência. 
A política econômica de FHC foi mantida. Com base nos programas e políticas estruturantes planejadas por seus antecessores, Lula conseguiu colocar o País em destaque, utilizando-se das mudanças anteriores ocorridas, ampliando assim, o potencial de crescimento da economia, a qual teve ao seu favor os ventos favoráveis da economia mundial à época. 
Diante disso, foi possível manter e ampliar os programas sociais em sua grande maioria herdados, mas que o partido se nega reconhecer. 
Ao descobrir que a popularidade dependia diretamente do controle da inflação reforçou a autonomia do Banco Central, passando então a ser visto com outro olhar pelos países ricos e emergentes, fruto do carisma e da sua simpatia, começaram a considera-lo um líder de esquerda moderado, defensor da democracia e do modelo e da ordem econômica vigente. 
Ora, como não pode negar a colaboração dos antecessores, hoje o PT utiliza como alternativa, a eterna tentativa de desconstruir de forma sistemática e sem desfaçatez as realizações de governos anteriores, procurando assim, convencer a população que o Brasil passou a existir depois da ascensão do partido ao Poder. 
Politicamente no Brasil nada mudou, quem mudou foi o PT, que agora é, em todos os sentidos, um partido igual aos outros, como prova, ao chegar ao Poder utilizou de todos os mecanismos praticados pelos demais e, diante da eterna desculpa da governabilidade, atraiu para si legendas que antes abominava, formou uma coalizão que incluiu partidos políticos e figuras conhecidas no cenário político nacional que o PT sempre rejeitou e lutou contra. 
Diante do quadro que aí está, podemos dizer sem medo de errar que foi o tempo em que o PT era considerado um partido de trabalhadores. Até soa como normal ouvir o Aloísio Mercadante dizer que não negocia com grevistas. Logo o PT que surgiu das greves dos operários. 
Lógico que ao incorporar aliados e até consultores políticos como Sarney, Collor de Melo, Maluf, Renan Calheiros, Jucá, Jader Barbalho entre tantos outros caciques políticos, com história que nada de orgulho traz a quem as lê, não se poderia esperar que mudanças radicais iriam ocorrer, no modo de agir e pensar. 
Assim aquele partido que trazia para a população a esperança se tornou a mesmice de todos e quando todos acreditavam que aquelas raposas políticas fossem alijadas, surpreendentemente foram incorporados, passando a imagem para a sociedade que para governar deles não poderiam abdicar. 
E ao entender que para governar havia a necessidade de possuir uma base sólida no congresso e dialogar com os outros partidos, independente de se encontrar com o Poder, aí o PT mostrou a verdadeira face. 
Para formar uma base sólida, começou o projeto é dando que se recebe, com o loteamento dos cargos públicos e a atração de políticos que até então ninguém imaginava. O PT passou a conviver e a figurar ao lado daqueles que sempre criticavam, os quais eram taxados como políticos sem escrúpulos. José Sarney se tornou aliado, Fernando Collor, Roberto Jefferson, Jader Barbalho e Renan Calheiros, Maluf, Michel Temer que hoje é vice-presidente, passaram a ser companheiros. Diante de tão ilustres companhias os próprios partidários viraram figuras célebres da corrupção. 
Ao final de tudo, chegamos a uma conclusão. Nem as raposas políticas mudaram, passaram a ser menos desonestas, nem o PT era aquilo que afirmava. Tudo foi uma questão de escolha entre governar com eles ou governa com o povo. 
O resultado disso tudo é que a maioria da população passou a ver a política e o político sobre outro olhar, trazendo com isto mudanças radicais no modo de pensar. O povão passou a entender que em política todos iguais são iguais, independente da cor partidária.