quarta-feira, 27 de maio de 2026

Flávio Bolsonaro aposta em Trump e debate sobre facções contra desgaste do caso Master

Em meio ao momento mais delicado da sua pré-candidatura à Presidência da República até agora, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conseguiu um encontro com o presidente americano, Donald Trump, algumas fotos no Salão Oval da Casa Branca e minimizar a crise que atingiu sua pré-campanha e tentou mudar o foco do debate.

Em vez da ligação do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, Flávio focou sua passagem por Washington na defesa de que o governo norte-americano designe facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas internacionais.

A viagem foi considerada um sucesso por seus assessores e aliados em Washington. Apesar disso, Flávio deverá deixar a capital norte-americana na quarta-feira (26/5) sem o apoio formal de Trump à sua candidatura. Questionado pela BBC News Brasil, ele disse que não chegou a pedir apoio de Trump à sua campanha.

"Não tem declaração de nada de apoio. Como não deveria ter, como não poderia ter e como eu jamais pediria que isso acontecesse", disse.

O encontro com Trump vinha sendo cercado de suspense por seus assessores mais próximos e aconteceu três semanas depois de seu principal concorrente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter sido recebido por Trump, também na Casa Branca.

Segundo o senador, seu encontro com Trump teve 1h40 e foi recebido com "enorme cordialidade" pelo presidente Trump.

"A primeira coisa que ele fez foi perguntar sobre meu pai. Perguntou sobre as condições da prisão, sobre como ele está, sobre como a família tem lidado com tudo isso. Foi um gesto humano", declarou.

A duração exata da reunião, no entanto, não pôde ser averiguada porque, até o momento, o encontro não foi comunicado na agenda oficial de Trump.

Por um lado, o encontro tenta colocar um fim a uma sequência de quase duas semanas de notícias ruins para a sua pré-campanha que começou quando o site The Intercept Brasil revelou mensagens e áudio em que Flávio pede R$ 60 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para, supostamente, financiar o filme DarK Horse, uma cinebiografia sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Após a revelação, no entanto, Flávio negou qualquer irregularidade no pedido e disse que o dinheiro era exclusivamente para o filme. Mesmo assim, pesquisas de intenção de voto apontam queda de Flávio nas simulações de primeiro e segundo turno. O agregador de pesquisas da BBC News Brasil, por exemplo, coloca Flávio atrás de Lula nos cenários de segundo turno.

Por outro lado, o encontro mostra que a família Bolsonaro ainda mantém algum prestígio junto a Donald Trump.

Integrantes do staff de Flávio afirmam que o encontro foi articulado pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está radicado nos Estados Unidos desde o ano passado e que mantém laços com integrantes da direita conservadora que dão apoio a Donald Trump.

Ao mesmo tempo, Flávio aproveitou o encontro para tentar mudar o foco do debate do período pré-eleitoral.

Baseado em pesquisas que apontam que a segurança pública é um dos itens que geram maior preocupação na população e onde o governo Lula tem avaliação baixa, Flávio focou seu discurso após o encontro na pauta do combate ao crime organizado.

<><> Minimizando a crise

A preocupação em afastar Flávio da crise do Banco Master era mencionada por interlocutores do presidente Lula desde a semana passada, quando a visita do senador a Trump foi mencionada. Segundo eles, o encontro seria uma espécie de "cortina de fumaça" para desviar do noticiário negativo gerado pela suposta ligação de Flávio com banqueiro Daniel Vorcaro.

A tentativa de blindar Flávio em relação ao caso Master durante sua passagem por Washington se materializou minutos antes da entrevista coletiva que Flavio concedeu após o encontro com Trump.

Sua assessoria reuniu os jornalistas presentes para informar que encerraria a entrevista caso os repórteres fizessem perguntas que não fossem relacionadas à agenda com Trump.

Apesar disso, os repórteres questionaram Flávio sobre o assunto. Questionado pela BBC News Brasil sobre se a agenda com Trump seria capaz de estancar a crise em sua candidatura, Flávio minimizou a queda nas suas intenções de voto.

"Uma crise de quê? Aqui é uma campanha eleitoral. Ela tem altos e baixos. Então, eu estou muito seguro de que eu sou a alternativa, a única alternativa que esse país tem de evitar que nós tenhamos mais quatro anos de um governo terrível", disse.

Em outro momento, Flávio voltou a defender que apoia a criação de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) sobre o Banco Master.

"Eu já falei tudo que eu tinha que falar sobre esse assunto. Não tenho absolutamente nada a esconder. É por isso que eu insisto aqui o tempo inteiro. Vamos instalar a CPMI do Banco Master. Eu desafio o governo Lula a colocar a sua base para pressionar o presidente do Congresso para que ela seja instalada. Isso não acontece porque ele tem muito a explicar ainda", afirmou o senador.

Ainda durante a entrevista coletiva, Flávio Bolsonaro criticou o Ministério das Relações Exteriores (MRE) por não ter cedido um espaço para a realização da entrevista coletiva.

Segundo sua assessoria, o parlamentar enviou um pedido por e-mail na segunda-feira (25/5) requisitando apoio para a organização da entrevista coletiva por conta da condição de senador da república de Flávio Bolsonaro. O argumento é de que, como representante do Senado, Flávio deveria ter tido o apoio da Embaixada do Brasil em Washington.

A BBC News Brasil apurou junto a diplomatas e técnicos do Itamaraty que o pedido feito pela assessoria de Bolsonaro foi negado porque não teriam sido reunidos os elementos que comprovassem o caráter oficial da visita. Uma fonte disse à BBC News Brasil em caráter reservado que o pedido de Flávio não teria sido feito por meio dos canais oficiais de comunicação entre o Senado e o MRE.

<><> Mudando o foco

Sobre o encontro, Flávio Bolsonaro afirmou que um dos principais pontos da conversa foi o seu pedido para que o governo dos Estados Unidos designe facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

"Enquanto Lula vai de joelhos, rastejando, para implorar ao presidente americano Trump que não declare organizações criminosas, como o PCC e o CV, como terroristas, eu faço o contrário", disse. "Fui exatamente fazer esse pedido expresso a ele."

Flávio vem defendendo essa tese, enquanto o governo Lula rebate afirmando que isso poderia ser usado para justificar eventuais ações militares norte-americanas em território brasileiro.

O senador, porém, refutou esse argumento.

"Elas são, sim, organizações terroristas. Controlam territórios inteiros no Brasil pela força", disse.

Segundo o pré-candidato do PL, Trump disse que avaliaria o pedido, mas não deu detalhes sobre se o presidente norte-americano irá ou não acatá-lo ou mesmo quando isso poderia acontecer.

"Combater o PCC e CV é interesse compartilhado entre os dois países. Eu disse ao presidente Trump que, a partir de janeiro de 2027, o Brasil vai integrar o Escudo das Américas", afirmou, mencionado uma aliança internacional liderada pelos Estados Unidos e que conta com a participação de países comandados por presidentes de direita como Equador, El Salvador, Paraguai e Argentina.

Ainda falando sobre segurança pública, Flávio foi questionado sobre uma postagem feita em suas redes sociais em que ele dizia ter "inveja" de os Estados Unidos terem realizado bombardeios contra embarcações supostamente transportando drogas na costa de países sul-americanos.

"Que inveja! Ouvi dizer que há barcos assim aqui no Rio de Janeiro, na Baía de Guanabara, inundando o Brasil com drogas. Você não gostaria de passar alguns meses aqui nos ajudando a combater essas organizações terroristas?", questionou Flávio em outubro de 2025.

Indagado pelo portal UOL, ele negou ter defendido bombardeios norte-americanos em território brasileiro.

"Não pedi que eles fizessem alguma interferência aqui, que eles bombardeassem navios aqui. Eu só falei: 'Olha, aqui também acontece a mesma coisa'. Foi isso que eu quis dizer", disse.

Flávio também mencionou que as terras raras e os minerais críticos brasileiros foram tema do encontro.

"Somos a única alternativa real à China para o mundo livre. Sob meu governo, haverá parceria estratégica de longo prazo nesse setor."

O filho de Jair Bolsonaro (PL) afirmou ainda que o convite para a reunião partiu da própria Casa Branca.

Ao final da entrevista coletiva, Flávio recebeu o ex-conselheiro de Donald Trump, Jason Miller, que declarou seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência.

Flávio disse avaliar que o fato de ter sido recebido por Trump mostra prestígio.

"Quero também registrar algo que, ao meu conhecimento, é inédito na história do Brasil. Nunca antes um presidente dos Estados Unidos recebeu no Salão Oval um pré-candidato brasileiro à presidência da República em pleno ano eleitoral. Isso não é coincidência", disse.

<><> Reunião observada

Do outro lado, no governo do presidente Lula, ainda não houve nenhuma manifestação oficial sobre o encontro entre Flávio e Trump.

Um diplomata ouvido pela BBC News Brasil em caráter reservado afirmou que, em princípio, o encontro entre Trump e Flávio não representou uma interferência norte-americana nas eleições brasileiras.

Ele disse que seria prematuro fazer essa avaliação apenas com base no que Flávio disse durante a entrevista coletiva e sem nenhum outro elemento oriundo do governo norte-americano.

Na semana passada, interlocutores do presidente Lula faziam uma análise semelhante, também em caráter reservado.

Assessores do presidente Lula não descartam que Trump ou outros integrantes do seu governo, especialmente os mais ligados ao bolsonarismo, possam tentar interferir nas eleições deste ano em favor de Flávio Bolsonaro.

<><> Encontro com Trump é trunfo para Flávio Bolsonaro

O encontro do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca é interpretado por especialistas em relações internacionais como um gesto político relevante em meio à disputa eleitoral brasileira de 2026 — mas com efeito limitado sobre o eleitorado, principalmente de centro.

Embora analistas ouvidos pela BBC News Brasil considerem improvável que a agenda seja suficiente para reverter a crise enfrentada pela pré-campanha do senador nas últimas semanas, eles avaliam que a foto de Flávio ao lado de Trump no Salão Oval tem forte peso ideológico e o fortalece dentro do campo conservador.

Pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial apontaram queda de Flávio nas simulações de primeiro e segundo turno após o site The Intercept Brasil revelar mensagens em que o senador pedia recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio nega irregularidades.

Os especialistas também afirmam que o encontro na Casa Branca acende um alerta diplomático mais amplo: o de uma possível sinalização política de Trump em favor de um pré-candidato alinhado a ele — movimento que pode ser interpretado como uma possível influência americana sobre a eleição brasileira.

Trump e Flávio se reuniram nesta terça-feira (26/5), três semanas após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Casa Branca. Diferentemente de Lula, porém, a reunião não apareceu na agenda oficial do governo americano e não houve detalhes públicos sobre seu formato.

Segundo o senador, seu encontro com Trump durou 1h40 e ele foi recebido com "enorme cordialidade" pelo presidente americano.

A duração exata do encontro, no entanto, não pôde ser averiguada e há dúvidas se houve, de fato, uma reunião formal ou apenas entrega de documentos e registro fotográfico.

Até a noite de terça, nem Trump nem a Casa Branca se manifestaram publicamente sobre a visita de Flávio Bolsonaro.

Independentemente disso, para Vinicius Rodrigues Vieira, professor de relações internacionais da FGV e da FAAP, o simples fato de Trump receber um pré-candidato já tem forte significado político.

Ele afirma não se lembrar de outro caso recente em que um presidente americano tenha recebido um candidato brasileiro à Presidência.

"Se Trump aceitou encontrar alguém que é candidato à Presidência e do campo político da direita, é uma sinalização, no mínimo, de que ele prefere esse candidato. Como o eleitor vai entender isso é outra história", afirma.

Integrantes do staff de Flávio afirmam que o encontro foi articulado pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está radicado nos Estados Unidos desde o ano passado e que mantém laços com integrantes da direita conservadora que dão apoio a Donald Trump.

Na avaliação de Regiane Bressan, professora de relações internacionais da Unifesp, o encontro tem muito peso ideológico, principalmente em ano eleitoral. Mas ela não acredita que isso seja suficiente para afastar o desgaste provocado pelas denúncias envolvendo Daniel Vorcaro.

"Essa visita é uma tentativa de Flávio Bolsonaro mostrar o quanto está alinhado aos EUA. A classe conservadora brasileira gosta bastante dessa ideia. Ele foi para angariar apoio", afirma.

Vieira concorda que o principal impacto político do encontro ocorre dentro do próprio campo bolsonarista, que tem encontrado dificuldades para lidar com a crise na campanha de Flávio.

O professor é cético, contudo, sobre os efeitos do encontro junto ao eleitorado de centro, considerado decisivo para a eleição presidencial.

"A foto é bem-sucedida para quem já é suscetível a votar nele. Não vejo a foto em si servindo para conquistar território e capturar o eleitor centrista neste momento", afirma.

Segundo Vieira, a imagem de Flávio ao lado de Trump também envia um recado a nomes da direita que buscam consolidar suas pré-candidaturas à Presidência, como os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil), que ganharam visibilidade nas últimas semanas.

"Com esse encontro, Flávio basicamente diz: 'Eu, como pré-candidato, consigo ir aos EUA e ser recebido pelo presidente', algo que Zema e Caiado não conseguem. Então, para eles, essa foto é bem ruim", afirma.

<><> Red flag' para as eleições

Para os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, o encontro também levanta dúvidas sobre até que ponto os Estados Unidos podem tentar influenciar a disputa presidencial brasileira de 2026.

Na avaliação de Regiane Bressan, professora de relações internacionais da Unifesp, o gesto de Trump ao receber Flávio Bolsonaro em plena pré-campanha envia uma sinalização política importante ao governo Lula.

"Se Trump está recebendo Flávio, é porque está dando voz a esse candidato. Existe uma intenção política nesse gesto", afirma.

Para a professora da Unifesp, a intenção é clara: "Ao meu ver, Flávio está dizendo: 'Se eu me eleger, eu posso viabilizar isso que vocês querem, de designar as facções brasileiras como organizações terroristas'", destaca.

Em coletiva de imprensa após a reunião, Flávio Bolsonaro disse que pediu expressamente ao presidente americano que classifique o PCC e o Comando Vermelho como entidades terroristas. Essa teria sido, inclusive, uma das principais pautas do encontro.

O tema é sensível para Lula. O Palácio do Planalto entende que a designação abriria espaço para interferências dos Estados Unidos em território brasileiro, como ocorreu no ano passado com embarcações venezuelanas, bombardeadas sob acusação de estarem transportando drogas, algo que não foi comprovado.

Depois desses ataques, o governo americano invadiu a Venezuela e prendeu o presidente Nicolás Maduro em janeiro.

Segundo Bressan, a postura de Flávio abre espaço para uma atuação mais assertiva dos Estados Unidos sobre o tema e pode levar Trump a apoiar o senador e "até mesmo influenciar nas eleições no Brasil".

"Trump pode evitar uma ação direta em relação a essas forças criminosas agora, mas não tenho dúvida de que isso alimenta uma vontade do próprio governo dos EUA em endossar as manobras que favoreçam o fortalecimento da direita nesse ano eleitoral", destaca.

Vieira também vê o episódio como um sinal de alerta. Para ele, ao receber Flávio Bolsonaro, Trump mostra uma clara preferência pelo pré-candidato nas eleições.

"Acredito que é uma "red flag" enorme para o processo eleitoral brasileiro, uma sinalização de que ele pode sim interferir na eleição", destaca.

Questionado pela BBC News Brasil após o encontro, Flávio Bolsonaro disse que não chegou a pedir apoio de Trump à sua campanha.

"Não tem declaração de nada de apoio. Como não deveria ter, como não poderia ter e como eu jamais pediria que isso acontecesse", disse.

<><> Como fica Lula?

A reunião entre Trump e Flávio Bolsonaro na Casa Branca não representa uma derrota para Lula, na avaliação de Vieira, mas cria um novo desafio para a política externa brasileira.

Segundo o professor, o episódio gera desconfiança na relação entre Brasília e Washington justamente no momento em que o governo Lula tenta construir uma relação pragmática com o presidente americano.

"Acho que a maior preocupação de Lula, pelo menos por agora, é enquanto presidente. Até porque ele foi recebido como chefe de Estado e tem mostrado uma boa relação com Trump", pontua.

"Mas, ao receber Flávio, Trump sinaliza uma clara preferência, e isso levanta uma dúvida: quão confiável é o governo Trump? É um problema de Estado, de política externa", acrescenta.

O professor acredita que a agenda bilateral entre os dois países ficará praticamente suspensa até as eleições, o que deve deixar o entorno de Lula em alerta, principalmente em relação à possibilidade de os EUA classificarem as facções criminosas brasileiras como entidades terroristas.

A discussão sobre o tema vem sendo tratada pelos dois países há pelo menos um ano. Em maio de 2025, o governo brasileiro rejeitou um pedido formal do Departamento de Estado americano para que o Brasil adotasse a designação.

Desde então, o Itamaraty trabalha ativamente para estabelecer cooperações com os EUA no combate ao crime organizado, na tentativa de evitar a classificação de facções como grupos terroristas.

Em dezembro do ano passado, Lula chegou a conversar com Trump sobre o tema durante ligação telefônica. Havia também uma expectativa de que o assunto — que é uma das maiores vulnerabilidades do governo Lula — fosse abordado durante o encontro entre eles na Casa Branca no início de maio, mas isso não aconteceu.

"Não me surpreenderia se a Casa Branca, em plena campanha presidencial no Brasil, decidisse declarar o PCC como uma organização terrorista. Isso seria uma puxada de tapete para Lula, um golpe muito forte", afirma.

Para ele, a foto de Flávio ao lado de Trump ganharia outro peso caso viesse acompanhada de uma ação concreta por parte dos EUA.

"A foto hoje não faz efeito sozinha. Mas a foto combinada com uma ação durante a eleição muda de figura. Isso entrega uma narrativa de bandeja para Flávio Bolsonaro, assim como aconteceu com as tarifas", diz.

 

Fonte: BBC News Brasil

 

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