A
armadilha nada inocente da “Educação Financeira”
A
Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (OLITEF) ensina crianças a
investir, mas não explicita que os juros que elas recebem são pagos pelo
conjunto da sociedade. Ela foi lançada em 20241, como iniciativa do Tesouro
Nacional em parceria com a [B]³, com apoio do Ministério da Educação (MEC) e do
Banco Central do Brasil (BC), para os estudantes da educação básica (nível 1:
6° e 7° ano; nível 2: 8° e 9° ano do Ensino Fundamental II; e nível 3: 1° a 3°
série do Ensino Médio).
Sua
criação insere-se no contexto de consolidação das políticas de educação
financeira no Brasil, especialmente após a institucionalização da Estratégia
Nacional de Educação Financeira (ENEF), formalizada pelo Decreto nº 7.397/2010
e posteriormente reformulada. É coordenada pelo Comitê Nacional de Educação
Financeira (CONEF), a qual é composta por três núcleos – (i) quatro órgãos
reguladores do mercado financeiro, (ii) quatro ministérios e (iii) quatro
representantes da sociedade civil, renovados a cada três anos. Seu documento
orientador estabelece como eixos centrais a promoção da educação financeira e
previdenciária e o desenvolvimento de competências para decisões individuais
“conscientes”. Entre seus objetivos declarados estão:
• Promover a educação financeira e
previdenciária;
• Aumentar a capacidade do cidadão para
realizar escolhas conscientes;
• Contribuir para a eficiência e a solidez
dos mercados financeiro, de capitais, de seguros e de previdência.
A
articulação entre política pública educacional e fortalecimento do sistema
financeiro não é neutra. Quando a ENEF estabelece como meta contribuir para a
“solidez dos mercados”, a educação é acoplada a um projeto de racionalidade
financeira, isto é, o enunciado desloca o processo educacional para dentro da
lógica do sistema financeiro. Não se trata apenas de formar cidadãos capazes de
compreender a economia, mas de estruturar comportamentos compatíveis com o
funcionamento dos mercados. Nessa perspectiva, quando a política educacional
passa a integrar explicitamente a estratégia de fortalecimento do mercado
financeiro, a neutralidade pedagógica torna-se, para dizer o mínimo,
questionável.
O
estudo é natureza qualitativa e propõe uma análise documental dos materiais
didáticos da OLITEF, articulando-os à Estratégia Nacional de Educação
Financeira (ENEF). Para isso, o texto foi organizado em quatro blocos temáticos
– Educação Financeira, Renda Fixa, Fundo Garantidor de Crédito e Renda
Variável. A seleção dos trechos analisados não foi aleatória – priorizaram-se
enunciados normativos recorrentes e conceitos estruturantes que exemplificam a
racionalidade financeirizada – especialmente aqueles que naturalizam a poupança
individual como resposta universal a riscos sociais, que equiparam orçamento
doméstico e público, ou que apresentam o mercado financeiro como espaço de
democracia econômica. Esses trechos foram confrontados com contribuições de David
Deccache, Gilberto Maringoni, Denise Gentil e Thiago Machado, além dos
fundamentos da Teoria Monetária Moderna (MMT), buscando evidenciar as tensões
entre a racionalidade financeirizada presente nos documentos e interpretações
heterodoxas da economia política contemporânea.
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Educação Financeira: empreenda sua pobreza e gerencie sua culpa
Tomando
como base o trecho: “É muito importante sobrar dinheiro no fim do mês, para
construir uma reserva de emergência para imprevistos, investir e se beneficiar
do poder dos juros compostos.” Embora o enunciado pareça simples, ele condensa
uma visão econômica de mundo particular.
A
economista Denise Gentil, em seu artigo “A política fiscal e a falsa crise da
Previdência”, demonstra como o discurso de escassez fiscal tem sido mobilizado
para justificar retração de políticas sociais e ampliação da lógica financeira
sobre o orçamento público. Quando o material da OLITEF apresenta a “reserva de
emergência” como resposta universal à vulnerabilidade, ele desloca a origem do
risco:
• O desemprego estrutural é
naturalizado;
• A precarização do trabalho não é
problematizada;
• A regressividade tributária não é se
quer mencionada.
O eixo
central do material repousa sobre máximas como “não gastar antes de receber”,
“quem guarda sempre tem” e “dívidas não se pagam sozinhas”. Tais enunciados são
pedagogicamente eficazes no plano doméstico. O problema surge quando essa
lógica é implicitamente projetada para o funcionamento do Estado. Essa
analogia, amplamente difundida no debate público brasileiro2, ignora uma
distinção fundamental – o Estado brasileiro é emissor soberano de sua própria
moeda.
Um dos
pressupostos da MMT evidencia que Estados emissores não enfrentam restrição
financeira no sentido convencional. Eles não precisam “arrecadar para depois
gastar”. O gasto público é condição de possibilidade da própria arrecadação.
Tributos não financiam o Estado – eles retiram liquidez da economia e ajudam a
regular a inflação e a demanda agregada. Em outras palavras, em regimes de
soberania monetária, os tributos não financiam o gasto público em termos
operacionais – sua função primária é regular a demanda agregada, conferir valor
à moeda e administrar pressões inflacionárias. O gasto precede a arrecadação no
plano contábil do emissor soberano.
David
Deccache, em “O mito da família quebrada aplicado ao Estado”, evidencia como a
analogia entre orçamento doméstico e orçamento público sustenta o discurso
austeritário. Ao ensinar que “não se pode gastar antes de receber” sem
distinguir família de Estado emissor de moeda, o material naturaliza essa
analogia. A educação financeira torna-se pedagogia da autogestão da escassez –
não da compreensão das causas da escassez.
Nesse
sentido, entende-se que o material contribui para sedimentar a ideia de que
responsabilidade fiscal significa necessariamente contenção de gastos públicos.
O que aparece como prudência individual torna-se justificativa moral para
políticas de austeridade. Ensina-se matemática financeira. Silencia-se economia
política.
Essa
mesma lógica de inversão – que transforma o Estado em refém da arrecadação e
naturaliza a escassez como destino – reaparece quando o material da OLITEF
aborda o Produto Interno Bruto (PIB). O trecho do caderno afirma que, com o PIB
em alta, “aumenta também a arrecadação de impostos, que possibilita mais
investimentos em serviços públicos para a população”. A formulação parece
inofensiva, mas condensa a mesma concepção econômica já criticada – o Estado só
pode gastar (e, portanto, investir em saúde, educação e infraestrutura) se
antes houver crescimento e arrecadação.
Trata-se
da falácia da precedência da receita sobre o gasto, agora deslocada do
orçamento doméstico para a dinâmica macroeconômica. O que o material não ensina
– porque isso exigiria uma ruptura com a narrativa austeritária – é que um
Estado soberano em moeda própria pode e deve gastar anticiclicamente, inclusive
para induzir o crescimento, gerar emprego e ampliar a arrecadação futura. Ao
apresentar a relação como unidirecional (crescimento → arrecadação
→ investimento), a
OLITEF naturaliza a ideia de que o Estado é um agente passivo, dependente da
bondade do mercado – exatamente a inversão que Deccache denuncia.
Além
disso, a abordagem do material silencia uma dimensão central da crítica à
financeirização – o PIB pode crescer sem que esse crescimento se traduza em
bem-estar social. Como demonstram Gilberto Maringoni e Thiago Machado, o
Produto Interno Bruto brasileiro tem sido impulsionado, em grande medida, pela
especulação financeira, pela rentista e pela extração de commodities – setores
que geram poucos empregos de qualidade, concentram renda no topo da pirâmide e
transferem riqueza para os países centrais do sistema capitalista.
O
suposto aumento da arrecadação, celebrado no texto, não garante automaticamente
mais investimentos públicos – depende de decisões políticas que, no Brasil
contemporâneo, frequentemente destinam o dinheiro público ao pagamento de juros
da dívida e não à ampliação de serviços essenciais. Ao omitir essa distinção
entre crescimento quantitativo e desenvolvimento humano, a OLITEF forma alunos
que confundem PIB com prosperidade coletiva – e que jamais aprenderão a
perguntar: crescimento para quem? arrecadação para quê?
Essa
mesma lógica – que naturaliza a escassez, inverte a relação entre gasto e
arrecadação, despolitiza escolhas econômicas e reduz o bem-estar a métricas
quantitativas – aprofunda-se quando o material aborda os chamados produtos de
renda fixa, especialmente os títulos públicos.
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Renda Fixa: juros no bolso, dívida no lombo, transferência que gera rombos
Sob a
máxima: “Quem investe em um título de renda fixa empresta dinheiro para o
Tesouro Nacional e recebe juros.” A lógica é simples – quem poupa, empresta e
quem empresta, recebe juros, isto é, quem investe, faz o dinheiro girar e
acumular. Mas juros não são apenas uma fórmula exponencial. São também
mecanismo distributivo.
A
formulação sugere que o Estado depende do investidor para se financiar. Essa
narrativa é dominante nos manuais convencionais, mas é contestada por vertentes
heterodoxas. Wray (2015), salienta que títulos públicos são instrumentos de
gestão de liquidez e controle da taxa de juros, não mecanismos de financiamento
em sentido estrito. No Brasil, o debate assume contornos ainda mais relevantes
diante do patamar historicamente elevado da taxa Selic3.
Gilberto
Maringoni, no artigo “A quem serve o juro alto no Brasil?”, analisa como a
política monetária brasileira beneficia detentores de ativos financeiros.
Thiago Machado, em “O rentismo como projeto”, demonstra que a manutenção de
juros elevados opera como mecanismo de transferência permanente de renda para o
topo da pirâmide.
A
remuneração da dívida pública consome parcela expressiva do orçamento federal.
Conforme dados consolidados pelo economista Paulo Kliass (2025), o montante
anual destinado ao pagamento de juros da dívida pública ultrapassou a marca de
um trilhão de reais, valor que, segundo o autor, supera individualmente
diversos orçamentos ministeriais estratégicos, como por exemplo saúde e
educação. Ainda que as metodologias de cálculo variem, o dado evidencia a
centralidade da remuneração financeira na estrutura orçamentária brasileira. –
recurso que deixa de financiar políticas sociais, investimento produtivo ou
infraestrutura. No material da olimpíada, entretanto, o Tesouro Direto surge
como alternativa segura e inteligente para o investidor. Mas não menciona:
• Porque não existe teto no orçamento
federal destinado ao pagamento de juros;
• Quem são os principais detentores da
dívida;
• Como juros elevados impactam
investimento produtivo e emprego.
Sob a
lente da MMT, os títulos públicos não existem para financiar4 o Estado, mas
para regular a taxa de juros e oferecer instrumento de política monetária. Essa
dimensão estrutural desaparece. O estudante aprende a calcular rendimento real
acima do IPCA. Por outro lado, não se aprende a questionar por que a política
monetária brasileira historicamente privilegia a rentabilidade financeira em
detrimento do investimento produtivo e da reindustrialização. Ao silenciar essa
dimensão estrutural, o conflito distributivo é neutralizado e transformado em
questão técnica.
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O Fundo Garantidor de Crédito (FGC): risco socializado, lucro privatizado
Além
dos títulos públicos, o material da OLITEF dedica espaço aos produtos bancários
de renda fixa – Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letra de Crédito
Imobiliário (LCI), Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), entre outros – e à
garantia oferecida pelo FGC. Ele é apresentado como um “seguro” que protege o
investidor em caso de problemas financeiros do banco, garantindo até R$ 250 mil
por CPF. A narrativa é reconfortante – o pequeno poupador não precisa se
preocupar, pois o fundo cobre eventuais calotes.
O que o
material não discute, no entanto, é a economia política dessa garantia. O FGC
não é um fundo público – é uma entidade privada, mantida pelas próprias
instituições financeiras. Mas seu desenho institucional produz um fenômeno
clássico da teoria econômica – o risco moral. Quando bancos sabem que seus
depositantes e investidores estão protegidos por um fundo garantidor, eles têm
incentivo para assumir riscos maiores do que assumiriam se estivessem
inteiramente expostos às consequências de suas decisões. O raciocínio é simples
– os lucros das operações arriscadas ficam com o banco e seus acionistas; as
perdas, se vierem a ocorrer, serão socializadas por meio do FGC – que, em
última instância, é capitalizado pelas próprias instituições financeiras e, indiretamente,
por seus clientes e pela sociedade.
O caso
recente do Banco Master, em 2025, ilustra essa dinâmica. Investigado por
irregularidades na gestão, o banco manteve uma estratégia agressiva de captação
de recursos, oferecendo rentabilidade acima da média. Quando os problemas
vieram à tona, o acionamento do FGC protegeu os investidores. O episódio
escancara o que economistas como Maringoni e Machado denominam socialização de
riscos privados – os lucros são apropriados individualmente, enquanto os
prejuízos, quando excessivos, são distribuídos coletivamente. A OLITEF, ao
apresentar o FGC como mera garantia de segurança, silencia três dimensões
essenciais:
1. Quem financia o FGC – embora as
instituições financeiras contribuam, o custo de eventuais rombos é
indiretamente repassado a toda a sociedade, seja por meio de taxas mais altas,
seja pela necessidade de recapitalização do fundo.
2. O risco moral – a garantia pode estimular
comportamentos imprudentes por parte dos bancos, especialmente os menores ou
mais agressivos, que buscam captar recursos a qualquer custo.
3. A possibilidade de custos sistêmicos – em
cenários de crise generalizada, o FGC pode não ter recursos suficientes,
exigindo socorro do Estado (leia-se: dinheiro público) para honrar as
garantias, como ocorreu em outros países durante a crise de 2008.
Ao
ignorar essas dimensões, o material forma um investidor que confia cegamente
nas garantias institucionais, mas não desenvolve a capacidade crítica de
questionar a lógica subjacente – por que a sociedade deve arcar com os riscos
de decisões privadas? A resposta a essa pergunta envolve escolhas políticas –
sobre o tamanho do sistema financeiro, sobre a regulação bancária, sobre a
distribuição de renda – que são sistematicamente excluídas do escopo da
“educação financeira” promovida pela ENEF e pela OLITEF.
Se na
renda fixa o estudante é induzido a ver os juros como mera remuneração do
capital e as garantias como proteção incondicional, na renda variável o convite
é para tornar-se “sócio” de grandes empresas – uma narrativa que aprofunda a
lógica de financeirização ao naturalizar o risco sistêmico como aventura
individual.
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Renda Variável: tenha seu CPF na bolsa e seja sócio – do prejuízo, claro
No
macrotema de renda variável, o estudante é convidado a tornar-se sujeito ideal
– investidor precoce. Assim, é colocado em tela um ideal normativo, isto é, o
jovem investidor racional, disciplinado, planejador de longo prazo, orientado
por metas patrimoniais. Não se trata apenas de ensinar como funciona uma ação.
Trata-se de produzir subjetividade econômica. A educação financeira, nesse
enquadramento, torna-se pedagogia da financeirização. O estudante aprende que:
“Quem investe em renda variável se torna sócio de grandes empresas”.
A
formação da subjetividade acionária é apresentada como democratização do
capital. A literatura sobre financeirização – processo de crescente influência
dos mercados financeiros, seus atores e sua lógica sobre a economia real e as
políticas públicas (Epstein, 2005; Stockhammer, 2010), demonstram que o avanço
do capital financeiro tende a aumentar instabilidade sistêmica.
Ao
apresentar o mercado acionário como espaço de oportunidade individual, o
material desloca o estudante da posição de sujeito social para a de investidor
em potencial. A lógica pedagógica deixa de enfatizar relações de produção,
emprego e estrutura produtiva e passa a privilegiar indicadores de
rentabilidade, volatilidade e diversificação de carteira.
Forma-se,
assim, uma subjetividade economicamente orientada para a valorização
patrimonial, não para a compreensão das dinâmicas estruturais do
desenvolvimento capitalista. O estudante aprende a calcular o retorno esperado
de uma ação, mas não aprende a questionar por que a riqueza gerada pelas
empresas é distribuída de forma tão desigual – nem por que crises financeiras
recorrentes jogam milhões de pessoas no desemprego enquanto os grandes
investidores são resgatados pelo Estado. O risco sistêmico, que não pode ser
diversificado por nenhuma carteira individual, é simplesmente ignorado.
Forma-se, assim, o investidor precoce e prudente. Não se forma o cidadão capaz
de compreender a instabilidade estrutural do sistema financeiro.
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A conta que a neutralidade esconde: vieses, interesses e silêncios
O
material insiste que educação financeira não é sobre acumular riqueza, mas
sobre liberdade. A formulação é sedutora. No entanto, ao deslocar a ênfase para
comportamento individual, a estrutura social torna-se pano de fundo invisível.
Não se trata de imputar doutrinação, mas de apontar lacunas formativas que
comprometem a pretendida neutralidade. Ensinar matemática financeira sem
ensinar política monetária é apresentar metade da equação.
Há
mérito na tentativa de tornar conceitos acessíveis. Contudo, quando uma
olimpíada nacional de finanças é organizada por instituições centrais do
mercado financeiro, a neutralidade pedagógica deve ser interrogada. Que outros
temas poderiam compor uma educação financeira crítica?
• Sistema tributário brasileiro e sua
regressividade
• Papel do gasto público na geração de
emprego
• Função social do crédito
• História das crises financeiras
• Relação entre juros, dívida pública e
desigualdade
A
matemática pode – e deve – dialogar com essas e outras questões. Juros
compostos podem ser analisados tanto como ferramenta de investimento quanto
como mecanismo de endividamento estrutural. Sem essa ampliação, corre-se o
risco de transformar a escola em espaço de socialização financeira precoce,
alinhada a uma racionalidade específica de mercado.
Educação
financeira pode ser emancipadora. Mas apenas se incorporar reflexão crítica
sobre moeda, Estado, desigualdade e poder. Caso contrário, o que se apresenta
como formação cidadã pode converter-se em algo mais restrito – a introdução
precoce à lógica do rentismo – agora com linguagem lúdica, narrativa heroica e
medalhas no peito.
A
pergunta que permanece não é se devemos ensinar finanças nas escolas. É como e
a partir de quais pressupostos teóricos o fazemos. E, sobretudo, quais
silêncios escolhemos naturalizar diante de crianças que, um dia, precisarão
compreender não apenas como investir, mas em que tipo de sociedade desejam
viver.
Fonte:
Por Rafael Guerra de Oliveira, em Outras Palavras

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