Bom
para saúde! Mais de meio milhão de pessoas já bloquearam acesso a sites de
apostas. E você?
Mais de
574 mil pessoas já usaram a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, do governo
federal, para impedir o próprio acesso a sites de apostas autorizados a
funcionar no Brasil.
Segundo
o Ministério da Saúde, 207 mil usuários da ferramenta, ou 41% dos pedidos,
apontaram a perda de controle sobre o jogo e/ou eventuais danos à saúde mental
como principal razão para solicitar o bloqueio.
Riscos
com vazamento de dados (18%) e problemas financeiros (12%) aparecem logo em
seguida. Quatorze por cento dos usuários não informaram o motivo da
autoexclusão e 13% asseguraram que tomaram a decisão de forma voluntária.
Desenvolvido
pelo Secretaria de Prêmios e Apostas, do Ministério da Fazenda, e lançado em
dezembro de 2025, o sistema federal centralizado de autoexclusão permite que os
interessados bloqueiem o próprio acesso a todos os sites de apostas autorizados
com um único pedido.
Ao
optar pela autoexclusão, o usuário deve informar os dados pessoais e optar por
bloquear o acesso aos sites por tempo indeterminado ou por um período
pré-determinado, que pode variar entre um e 12 meses.
Até o
momento, 69% das pessoas optaram por tempo indeterminado. Segundo os dados, 31%
escolheram um prazo específico, sendo um ano o período mais selecionado. O
período mínimo para a autoexclusão é de um mês.
Além do
bloqueio simultâneo de todas as contas vinculadas ao CPF do usuário, a
autoexclusão impede novos cadastros e suspende o envio de publicidade
direcionada sobre o assunto.
Autoteste
Além de
permitir ao cidadão interessado restringir o próprio acesso, a Plataforma
Centralizada de Autoexclusão reúne informações sobre saúde mental e orientações
e links de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) para quem está sofrendo
as consequências do uso problemático de jogos de apostas.
A
ferramenta também conta com links para a lista de empresas legalizadas; um
questionário da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para a pessoa
interessada em avaliar sua saúde financeira e um autoteste elaborado pelo
Ministério da Saúde.
“Estamos
criando instrumentos modernos para enfrentar um problema contemporâneo com
respostas concretas, baseadas em evidências e orientadas pela proteção da
população”, sustenta o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em nota.
De
acordo com o ministro, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão integra uma
estratégia governamental mais ampla de prevenção, cuidado e redução de danos. O
que inclui investimento em pesquisas sobre o impacto das bets na saúde dos
brasileiros.
Nesta
terça-feira (26), a pasta assinou um Termo de Execução Descentralizada (TED)
que prevê o repasse de R$ 6 milhões para a realização da primeira pesquisa
nacional sobre apostas e saúde mental no âmbito do SUS. O estudo será conduzido
pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e permitirá mensurar e
analisar os impactos dessa prática no cotidiano da população brasileira. A
previsão é que esse levantamento tenha início ainda em 2026.
A
recomendação é que, em caso de problemas, as pessoas procurem apoio
especializado nas unidades básicas de saúde (UBS), nos centros de Atenção
Psicossocial (CAPS) ou de profissionais de saúde da sua confiança. Endereços de
serviços de saúde pública podem ser pesquisados na página do SUS Digital.
Fonte:
Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

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