quarta-feira, 27 de maio de 2026

Evandro Menezes de Carvalho: Trump e a Síndrome de Gulliver

No balanço da visita de Estado de Trump à China, um dos assuntos comentados foi o alerta de Xi Jinping contra a “Armadilha de Tucídides”, expressão popularizada pelo cientista político norte-americano Graham T. Allison para descrever a inevitabilidade do conflito entre a potência dominante e a potência emergente. O conceito inspira-se nos escritos do historiador grego Tucídides sobre a Guerra do Peloponeso entre Atenas e Esparta. Ao recorrer a uma analogia histórica, Allison chama a atenção para uma tendência estrutural à ocorrência de um confronto bélico direto entre as duas maiores potências. “Será que a China e os Estados Unidos conseguirão superar a chamada ‘Armadilha de Tucídides’ e forjar um novo paradigma para as relações entre grandes potências?”, questiona Xi em seu discurso de boas-vindas ao presidente dos EUA no dia 15 de maio passado.

Eu gostaria de acrescentar uma outra metáfora para uma compreensão mais ampla do desafio desta relação entre a China e os EUA. É o que entendo ser a “Síndrome de Gulliver”, que acomete o presidente americano. No clássico “As viagens de Gulliver” (1726), do irlandês Jonathan Swift, o gigante Gulliver é imobilizado por inúmeras pessoas minúsculas que habitam a ilha de Lilliput. A aliança dos mais fracos prevaleceu sobre o mais forte. A lógica da “união faz a força” nos remete às fábulas de Esopo (século VI a.C.) e à lição de que uma vara, sozinha, é frágil, mas várias juntas tornam-se inquebráveis. Trump nunca escondeu a preferência por negociações bilaterais em vez de cúpulas globais ou reuniões multilaterais. Sendo a maior potência do mundo, os EUA sabem que, numa negociação bilateral, estarão sempre em posição de vantagem e, consequentemente, terão maior poder de barganha. Entretanto, fora da ilha de Lilliput, alguns Estados não são tão pequenos; muitos estão unidos em torno de agendas comuns, e outros — é o caso da China — estão quase na mesma altura dos EUA.

Em 2005, o economista americano C. Fred Bergsten, que atuou como assistente de assuntos econômicos internacionais de Henry Kissinger, utilizou o conceito de G-2 (Grupo dos Dois) para se referir ao agrupamento informal composto pelos Estados Unidos e pela China. O conceito ganhou força durante a administração Obama e ressoou bem na China. Havia muitas razões para isso: são as duas maiores potências industriais, comerciais e, também, os dois maiores poluidores do mundo. Naquele momento, havia um ambiente diplomático ainda propício à cooperação entre as duas nações para lidar com a crise financeira de 2008, as alterações climáticas, o conflito Israel-Palestina, entre outros temas. Mas a proposta de um G-2 não foi bem recebida pelos demais países do G-7 nem pelos do G-20, que receavam ser rebaixados ou escanteados na discussão das grandes questões globais.

Nos últimos anos, a competição estratégica entre as duas potências tem se intensificado — sobretudo, é preciso admitir, pelas atitudes protecionistas e unilateralistas dos EUA contra a China. O governo de Xi Jinping, mais cauteloso, não embarca na ideia de um G-2 e desenvolve o conceito de “diplomacia de grandes potências com características chinesas”, que preconiza um papel mais ativo da China nas relações externas, baseado nos princípios de “não confronto”, “respeito mútuo” e “cooperação de ganhos mútuos”. Além disso, o governo chinês abraçou o Sul Global, em total convergência com o compromisso da diplomacia chinesa com os princípios da Conferência de Bandung (1955). A visita de Estado de Putin, quatro dias depois da visita de Trump a Beijing, é outro sinal claro de que a ideia de um G-2 é rejeitada pela China. Contudo, estaríamos diante de um G-3? A Europa dos 27 não iria gostar. E Trump tampouco.

Ao ser levado por Xi para conhecer Zhongnanhai, o lugar onde os líderes do governo central vivem e trabalham, Trump pergunta se alguma outra autoridade estrangeira teria sido levada para conhecer aquele local. “Muito raramente”, respondeu Xi, complementando: “Putin esteve aqui.” Em várias ocasiões antes deste encontro, Trump referiu-se aos encontros entre ele e Xi como o G-2. Em uma de suas mensagens, escreveu: “O G-2 SE REUNIRÁ EM BREVE!” Trump parece gostar dessa ideia pelo que ela traz de “exclusividade” na relação com a China. Mas a China parece entender que ela se impõe por necessidade. São visões e abordagens diferentes. E a China, diferentemente dos EUA, aposta no multilateralismo e no desenvolvimento de iniciativas que ampliam parcerias. É aqui que a Síndrome de Gulliver de Trump pode se agravar.

A China foi o primeiro grande país a adotar uma política de tarifas zero para todos os países africanos com os quais mantém laços diplomáticos. Na América Latina, tem sido um parceiro confiável e adotado uma agenda diplomática baseada na promoção do desenvolvimento econômico e social por meio de projetos de infraestrutura, investimentos e intercâmbios nas mais diversas áreas. O Brasil foi o principal destino dos investimentos chineses no mundo em 2025, desbancando os EUA. Os aportes chineses foram distribuídos principalmente para transição energética, infraestrutura, mineração e setor automotivo. Na Quarta Reunião Ministerial do Fórum da China e da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Fórum China-CELAC), Xi Jinping lançou cinco programas para um futuro comum: Programa de Solidariedade, Programa de Desenvolvimento, Programa de Civilização, Programa de Paz e Programa de Conectividade Interpessoal. Todos esses programas visam promover uma cooperação mais estreita entre a China e os países latino-americanos.

Por ocasião do Fórum China-CELAC, Xi Jinping enfatizou que a China estará sempre ao lado dos países da América Latina e do Caribe e trabalhará em conjunto para escrever um novo capítulo na construção de uma comunidade de futuro compartilhado. Afinal, como ensina a fábula “O Velho e o Feixe de Varas”, a união faz a força. Não há dificuldade em perceber que a política externa chinesa contrasta totalmente com o Corolário Trump exposto na Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, divulgada no final do ano passado. A China não exige alinhamento incondicional nem ameaça com intervenção armada. A China tem sido, para a América Latina, uma potência construtora — com seus investimentos e projetos de infraestrutura — e construtiva, com sua diplomacia pacífica e de benefícios mútuos, e não uma potência destrutiva. Um caminho para desarmar a Armadilha de Tucídides é ajudar os EUA a se livrar da Síndrome de Gulliver. Ninguém quer amarrar o gigante. Mas também ninguém quer ser pisado por ele. O que se deseja é o bom convívio entre os países, não importa o quão pequenos sejam. Simples assim.

¨      Dívida, IA e conflitos globais podem tornar EUA “irreconhecíveis” em cinco anos, prevê bilionário

O bilionário Ray Dalio, fundador da gestora Bridgewater Associates, voltou a fazer um duro alerta sobre a economia dos Estados Unidos e afirmou que o país caminha para um período de turbulência profunda que poderá transformá-lo em uma nação “quase irreconhecível” nos próximos cinco anos. As declarações foram feitas em entrevista ao colunista Ross Douthat, do jornal The New York Times, repercutidas em reportagem da revista Fortune e publicada no Brasil pelo InfoMoney.

Há anos Dalio sustenta que o crescimento acelerado da dívida pública norte-americana representa um risco estrutural para a maior economia do mundo. Agora, porém, ele afirma que a questão fiscal é apenas parte de um processo muito mais amplo, marcado por tensões políticas internas, disputas geopolíticas, impactos climáticos e o avanço da inteligência artificial.

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Segundo o investidor, os Estados Unidos estão entrando em uma fase de “grande turbulência”, marcada por mudanças rápidas e profundas. Dalio descreveu o momento como uma espécie de “salto no tempo”, expressão usada para transmitir a velocidade e a dimensão das transformações que, na visão dele, já começaram a remodelar a sociedade americana.

<><> Dívida pública preocupa investidores

O alerta de Dalio se concentra, em primeiro lugar, no crescimento contínuo da dívida dos Estados Unidos. Atualmente, o governo norte-americano gasta cerca de US$ 7 trilhões por ano, mas arrecada aproximadamente US$ 5 trilhões, ampliando o déficit fiscal e pressionando o pagamento de juros da dívida.

Para explicar o cenário, o bilionário comparou a situação financeira do país ao “acúmulo de placas” em uma artéria. Segundo ele, o “ataque cardíaco” econômico ainda não aconteceu, mas os sinais indicam que a crise poderá se tornar inevitável caso os gastos não sejam controlados.

Dados citados pela reportagem mostram que os Estados Unidos pagaram cerca de US$ 970 bilhões em juros da dívida em 2025, enquanto projeções do Congressional Budget Office (CBO) apontam que esse valor pode superar US$ 1 trilhão em 2026, o equivalente a aproximadamente US$ 20 bilhões por semana.

<><> Risco de estagflação e perda do poder do dólar

Na avaliação de Dalio, o desfecho mais provável é uma espiral de estagflação semelhante à vivida pelos Estados Unidos na década de 1970, combinando inflação elevada, baixo crescimento econômico e perda do poder de compra da moeda.

Ao comentar os impactos da dívida sobre as futuras gerações, o investidor afirmou: “Meus netos e bisnetos que ainda nem nasceram vão acabar pagando essa dívida em dólares desvalorizados”.

Para Dalio, a emissão de dinheiro pelo Federal Reserve para sustentar o pagamento das obrigações públicas pode acelerar a desvalorização do dólar e comprometer a confiança global na moeda norte-americana, considerada atualmente a principal reserva financeira do planeta.

<><> Cinco forças pressionam os Estados Unidos

O fundador da Bridgewater afirmou que a dívida pública é apenas uma das cinco forças que estão convergindo simultaneamente e aumentando o risco de instabilidade nos Estados Unidos.

Entre os fatores apontados por ele estão o agravamento da polarização política, a desigualdade social crescente e o que definiu como “diferenças irreconciliáveis” entre esquerda e direita. Segundo Dalio, esse ambiente pode evoluir para uma desordem mais ampla antes da próxima eleição presidencial.

O investidor também citou a rivalidade internacional envolvendo Estados Unidos e China, além das tensões no Oriente Médio, especialmente em torno do Irã e do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.

<><> Inteligência artificial e mudanças estruturais

Dalio também destacou os efeitos da inteligência artificial sobre a economia global. Na visão dele, a tecnologia pode impulsionar ganhos de produtividade capazes de compensar parte do avanço da dívida pública, mas também representa um fator potencial de desestabilização social.

Em artigo publicado anteriormente na revista Fortune, o investidor afirmou que “os dias em que as pessoas tomavam decisões apenas na própria cabeça estão chegando ao fim”, em referência ao impacto crescente da IA sobre empresas, governos e estruturas de poder.

Segundo Dalio, a automação em larga escala poderá deslocar milhões de trabalhadores e alterar profundamente o equilíbrio econômico entre as potências globais, ampliando ainda mais as tensões internacionais.

<><> Comparação com a crise de Suez

Um dos pontos mais sensíveis do alerta do bilionário envolve a possibilidade de perda de influência global dos Estados Unidos. Para explicar o risco, Dalio fez uma comparação com a Crise de Suez, em 1956, considerada um marco do declínio do poder britânico no pós-guerra.

Na avaliação dele, um eventual fracasso dos Estados Unidos em demonstrar força geopolítica poderá fazer o mundo questionar a posição privilegiada do dólar como principal moeda de reserva internacional.

Reportagens publicadas por veículos como Politico, The Telegraph e Middle East Eye também discutiram recentemente a possibilidade de que um confronto envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã possa representar um momento equivalente ao vivido pelo Reino Unido durante a crise de Suez.

<><> Ceticismo sobre a classe política

Dalio demonstrou forte pessimismo em relação à capacidade da classe política norte-americana de enfrentar os problemas estruturais do país. Segundo ele, o próprio sistema democrático cria incentivos para evitar medidas impopulares, como aumento de impostos, cortes de benefícios e redução de gastos públicos.

Na avaliação do investidor, políticos que tomam decisões duras acabam perdendo apoio eleitoral, o que dificulta qualquer tentativa de ajuste fiscal profundo.

Como alternativa, Dalio defende o surgimento de “um líder forte do centro”, capaz de construir consenso político em um país cada vez mais dividido e implementar reformas estruturais nas áreas fiscal e educacional.

<><> Estratégia para investidores

Diante do cenário de incerteza, Dalio recomenda que investidores ampliem a diversificação das carteiras e busquem proteção contra a perda de valor do dólar.

O bilionário defende uma redução da dependência da estratégia tradicional de investimentos baseada em 60% de ações e 40% de renda fixa. Em vez disso, sugere que parte do patrimônio seja direcionada para ativos considerados reservas de valor, como ouro e criptomoedas.

Segundo ele, até 15% das carteiras poderiam ser destinados a esses ativos como forma de proteção em um cenário de inflação persistente, desvalorização monetária e turbulência econômica global.

¨      China amplia protagonismo diplomático, diz editorial do Global Times

A China amplia o protagonismo diplomático, em meio a uma nova rodada de visitas de alto nível, enquanto, segundo editorial do Global Times, o país oferece estabilidade, cooperação e novas oportunidades ao mundo em um cenário internacional marcado por turbulências e incertezas.

De acordo com o jornal, Pequim registrou em maio uma nova onda de visitas à China, com pelo menos uma dúzia de intercâmbios bilaterais de alto nível e eventos multilaterais realizados no país. Para o jornal, o movimento dá continuidade a uma sequência iniciada entre o fim do ano passado e o começo deste ano, quando líderes europeus e dirigentes de países vizinhos passaram a visitar a China com maior frequência.

O editorial afirma que a sucessão de encontros em Pequim não é um fenômeno isolado. Segundo o texto, a intensificação da agenda diplomática chinesa reflete a capacidade do país de atrair lideranças estrangeiras em busca de um ambiente de desenvolvimento mais estável, especialmente diante das mudanças profundas na ordem internacional.

O Global Times menciona que, no início deste ano, a revista norte-americana Forbes observou que a China vinha “estendendo o tapete vermelho” quase diariamente para receber líderes estrangeiros. Meses depois, afirma o editorial, esse movimento teria se ampliado, tornando-se um sinal do apelo diplomático chinês e da força de atração exercida por Pequim no cenário das grandes potências.

<><> Agenda diplomática intensa

Segundo o editorial, a agenda internacional da China se tornou tão movimentada que “acompanhar a agenda diplomática da China” passou a ganhar espaço no debate público. O texto cita estatísticas divulgadas pela mídia segundo as quais todos os outros quatro membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU visitaram a China. Entre os países do G7, todos, com exceção do Japão, também teriam enviado representantes ou líderes ao país.

A lista de autoridades de países em desenvolvimento mencionada pelo Global Times inclui o secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista do Vietnã e presidente vietnamita, To Lam, o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, xeque Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, o presidente de Moçambique, Daniel Chapo, e o presidente do Tajiquistão, Emomali Rahmon.

Para o jornal, a concentração de compromissos diplomáticos em Pequim não deve ser vista apenas como coincidência de agendas. O editorial sustenta que, em um momento de instabilidade global, os países tendem a voltar sua atenção para lugares onde percebem perspectivas de desenvolvimento mais claras, direção política mais definida, soluções de governança mais eficazes e estabilidade mais duradoura.

<><> Responsabilidade entre grandes potências

O Global Times afirma que a nova onda de encontros em Pequim também expressa um senso de responsabilidade da China diante das relações entre grandes potências. Segundo o editorial, a estabilidade global depende, em grande medida, da trajetória das relações entre os principais atores internacionais.

O texto sustenta que, sob a orientação da diplomacia conduzida pelos chefes de Estado, a China tem buscado defender a paz mundial e promover um novo modelo de relações entre grandes potências. O editorial cita o encontro entre os líderes da China e dos Estados Unidos, no qual os dois lados teriam concordado em definir a relação bilateral como “uma relação construtiva China-EUA de estabilidade estratégica”.

O jornal também afirma que o encontro entre os líderes da China e da Rússia marcou uma nova etapa de desenvolvimento mais dinâmico nas relações bilaterais. Para o Global Times, tanto o “novo posicionamento” nas relações com os Estados Unidos quanto a “nova etapa” nas relações com a Rússia se afastam da lógica da Guerra Fria, dos jogos de soma zero e dos confrontos entre blocos.

<><> Oriente Médio e busca por estabilidade

O editorial destaca ainda o encontro entre o presidente Xi Jinping e o xeque Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, príncipe herdeiro de Abu Dhabi, dos Emirados Árabes Unidos. Segundo o Global Times, Xi apresentou uma proposta de quatro pontos voltada à promoção da paz e da estabilidade no Oriente Médio.

De acordo com o jornal, a China também tem oferecido assistência ativa a países em desenvolvimento afetados por interrupções nas rotas marítimas do Estreito de Ormuz. O editorial apresenta essas ações como parte de uma política chinesa voltada ao diálogo, à resolução política de disputas e à oposição ao uso da força e ao confronto entre blocos.

O texto argumenta que a diplomacia chinesa procura transformar princípios em ações concretas. Para o Global Times, essa postura revela um compromisso de Pequim com a paz, o desenvolvimento e o bem comum em escala internacional.

<><> Cooperação e experiência de desenvolvimento

Outro ponto central do editorial é a avaliação de que mais países têm buscado a China como referência de desenvolvimento e governança. O Global Times afirma que muitas lideranças estrangeiras passaram a “olhar para o Oriente” e a procurar Pequim para conhecer experiências chinesas e identificar novas oportunidades de cooperação.

O texto menciona o chanceler alemão Friedrich Merz, que teria feito uma viagem voltada ao estudo das indústrias chinesas de manufatura inteligente e robótica industrial. Também cita o presidente moçambicano Daniel Chapo, que visitou locais como Hunan e Qinghai para observar experiências chinesas no equilíbrio entre proteção ecológica e combate à pobreza.

O editorial destaca ainda a visita de To Lam à Nova Área de Xiong’an e sua viagem no trem de alta velocidade Fuxing. Segundo o Global Times, esses deslocamentos permitiram ao dirigente vietnamita observar diferentes dimensões da modernização chinesa.

Para o jornal, esses exemplos demonstram o reconhecimento internacional das conquistas da China em desenvolvimento e governança. O editorial sustenta que o modelo chinês oferece lições relevantes e que as oportunidades criadas pelo crescimento do país são inclusivas e possuem amplo potencial.

<><> Governança global e propostas chinesas

O Global Times também relaciona a intensificação das visitas a Pequim ao momento de pressão sobre a ordem internacional. Segundo o editorial, o avanço do unilateralismo e do protecionismo amplia a necessidade de uma nova visão de governança global, capaz de reduzir diferenças e construir consensos.

O texto cita os resultados da cooperação no âmbito da Iniciativa Cinturão e Rota e as chamadas quatro principais iniciativas globais propostas pela China. Para o jornal, essas iniciativas têm como eixo os temas da paz e do desenvolvimento.

O editorial afirma que a China não interfere nos assuntos internos de outros países nem impõe sua vontade a outras nações. Segundo o Global Times, Pequim defende a igualdade entre países, independentemente de tamanho, força ou riqueza.

O jornal apresenta essa posição como uma ruptura com a ideia de que uma potência em ascensão necessariamente buscaria hegemonia. Para o editorial, a proposta chinesa oferece um caminho alternativo para o aperfeiçoamento do sistema de governança global.

<><> Relação com países africanos

O editorial também menciona que, em 1º de maio de 2026, a China começou a implementar um tratamento tarifário zero ampliado para importações de todos os 53 países africanos com os quais mantém relações diplomáticas.

Segundo o Global Times, a medida se soma ao fortalecimento da cooperação em áreas como comércio, novas energias e economia inteligente. O texto também cita o incentivo a intercâmbios culturais, educacionais, científicos e esportivos, além da busca por mecanismos de cooperação capazes de gerar benefícios mútuos.

O jornal afirma que Pequim busca manter cadeias industriais e de suprimentos estáveis e desobstruídas. Para o editorial, a confiança conquistada pela China na comunidade internacional decorre de sua atuação como grande potência responsável.

<><> China se apresenta como parceira confiável

Na avaliação do Global Times, a China não exportou turbulência nem confrontos ao mundo. O editorial sustenta que o país oferece estabilidade, oportunidades e esperança, em contraste com um cenário internacional marcado por tensões e incertezas.

O texto conclui que a onda diplomática observada em maio revelou uma China vibrante, aberta e inclusiva, capaz de preservar princípios fundamentais, buscar inovação e assumir responsabilidades relevantes. Para o jornal, independentemente das mudanças no ambiente internacional, a China permanece como um parceiro confiável para outros países.

 

Fonte: Brasil 247

 

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