quinta-feira, 4 de abril de 2024

Estagnação econômica alemã destaca crescimento de Itália, Espanha, Portugal e Grécia

O desempenho superior de Estados do sul da zona do euro revela dois movimentos econômicos dentro do bloco europeu, contrastando fortemente com a estagnação de Berlim, considerada anteriormente a locomotiva europeia.

De acordo com o Financial Times (FT), as quatro maiores economias do sul da Europa superaram a Alemanha em cerca de 5% desde 2017, destacando a recuperação em duas velocidades da região.

Itália, Espanha, Portugal e Grécia acrescentaram coletivamente mais de € 200 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão) ao produto interno bruto (PIB) – mais do que toda a economia portuguesa – em termos ajustados aos preços ao longo dos últimos seis anos, enquanto o PIB da Alemanha cresceu apenas € 85 bilhões (aproximadamente R$ 463,6 bilhões), de acordo com uma análise realizada pela consultoria Capital Economics encomendada pelo FT.

Desde 2020, quando o mundo teve de enfrentar a pandemia de COVID-19, a economia da Alemanha quase não cresceu e isso se deve a uma forte desaceleração no seu vasto setor industrial potencializado pelo aumento dos custos de energia causados pelas sanções ocidentais ao fornecimento de energia russa desde o início da operação militar especial na Ucrânia.

Em contraste, os países do sul da Europa foram impulsionados por uma recuperação do turismo após o levantamento das restrições pandêmicas, bem como pela sua menor exposição à recessão industrial e à perda de gás russo barato. Para além disso, outras análises indicam que os países do norte do bloco perderam competitividade em termos de custos trabalhistas — ante a pressão salarial que deve acompanhar os índices inflacionários — e em função do acesso às linhas de crédito para reformas estruturais dos países do sul.

"Os 'periféricos' eram 20% maiores [do que a Alemanha] antes da crise financeira global [de 2008]", afirmou o economista-chefe para a Europa da Capital Economics, Andrew Kenningham.

O desempenho relativamente superior dos países do sul parece ter ajudado o Banco Central Europeu a manter um amplo consenso sobre o momento de potenciais cortes nas taxas de juros a partir de junho, caso a pressão sobre os preços continue a cair nas taxas atuais, afirmou o especialista.

Ainda de acordo com os dados compilados pela consultoria, as duas velocidades econômicas da zona do euro ajudaram a reduzir a disparidade entre o custo do empréstimo aos países do sul da Europa em comparação com a Alemanha. Um exemplo concreto é que os rendimentos das obrigações de dez anos na Itália caíram para seu nível mais baixo desde 2021.

Os países do sul, incluindo a Itália e a Espanha, a terceira e a quarta maiores economias da zona do euro, respectivamente, devem continuar registrando um desempenho superior neste ano, à medida que continuam crescendo solidamente, enquanto a Alemanha e outras economias do norte, como a Áustria e os Países Baixos, devem permanecer estagnadas.

¨      Em crise econômica, senadora dos EUA diz que Senado deveria aprovar ajuda a Kiev a 'qualquer custo'

A situação econômica nos EUA já não está das melhores. As recentes aprovações de verbas extras para a manutenção do funcionamento do governo por meio do Parlamento norte-americano são exemplos.

A senadora norte-americana Laphonza Butler, do Partido Democrata, disse que a câmara alta do Congresso dos EUA deveria aprovar a legislação de ajuda à Ucrânia, "independentemente da forma que assuma", em meio a propostas para apoiar a Ucrânia com empréstimos ou ativos russos congelados.

"Acho que seja qual for a forma que venha — seja qual for a forma necessária para levar a ajuda à Ucrânia, essa é a forma que devemos seguir", disse Butler na segunda-feira (1º), citada pelo veículo The Hill.

O senador norte-americano Mitt Romney também disse que está aberto a apoiar a Ucrânia através de empréstimos, acrescentando que é improvável que Kiev alguma vez tenha de pagá-los.

No início desta semana, o presidente da Câmara dos EUA, Mike Johnson, disse que pretende fazer avançar a legislação de ajuda à Ucrânia quando a Câmara dos Representantes regressar a Washington após um período de trabalho distrital. A legislação poderia incluir medidas para financiar a Ucrânia com empréstimos ou bens russos apreendidos, afirmou Johnson.

¨      Militar ucraniano revela o destino de uma cidade importante em meio a problemas com a defesa

A cidade de Chasov Yar, situada na República Popular de Donetsk (RPD), repetirá o destino de Avdeevka e Artyomovsk, disse Igor Lapin, major aposentado das Forças Armadas da Ucrânia, em entrevista com o ex-deputado ucraniano Borislav Bereza.

"A mesma história aguarda Chasov Yar no contexto dos relatórios sobre nossos problemas com as linhas de defesa. Não estou muito feliz com isso", disse o militar.

De acordo com Lapin, o Exército ucraniano não será capaz de manter a defesa nesta cidade se os militares russos romperem e cortarem o fornecimento dos ucranianos nesta área.

Ontem (2), o conselheiro do chefe da República Popular de Donetsk Igor Kimakovsky disse à Sputnik que a cidade de Chasov Yar, que se tornou um importante centro logístico para as tropas de Kiev desde 2014, está perdendo importância estratégica para o Exército ucraniano, depois que as tropas russas tomaram o controle das estradas que levam lá.

Segundo destacou Kimakovsky, desde 2014 Chasov Yar tem sido usada pelo adversário para rotação: lá as tropas ucranianas recebiam as novas unidades de outras regiões da Ucrânia. O carregamento das unidades ucranianas enfraquecidas durante os combates era realizado em Artyomovsk, ou seja, essas duas junções ferroviárias eram fundamentais para o comando ucraniano.

 

Ø  ONU e Banco Mundial alertam para possível agravamento da contração econômica em Gaza

 

A contração econômica na Faixa de Gaza irá piorar este ano e ultrapassará os 50% se a reconstrução do enclave começar depois de 2024, alertaram a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Banco Mundial.

"Com base nos dados de danos e se a reconstrução começar depois de 2024, o prognóstico é de que a contração econômica em Gaza piore significativamente este ano, superando os 50% [anual], à ​​medida que os efeitos da destruição de capital persistem", alertaram as organizações em um relatório divulgado nesta terça-feira (2).

Quanto aos danos às infraestruturas críticas em Gaza, os custos rondam os US$ 18,5 bilhões de dólares (R$ 93,71 bilhões na cotação atual), o que equivale a 97% do produto interno bruto (PIB) da Faixa de Gaza e da Cisjordânia juntas, revelou um estudo elaborado pela ONU e pelo Banco Mundial.

No dia 7 de outubro, um ataque do Hamas contra mais de 20 comunidades israelenses resultou em aproximadamente 1,1 mil mortes, além de mais de 5 mil feridos e captura de 253 reféns, dos quais cerca de 100 foram posteriormente libertados em troca de prisioneiros.

Em retaliação, Israel lançou uma declaração de guerra contra o Hamas e iniciou uma série de bombardeios sobre Gaza, além da invasão terrestre e das artimanhas que se utilizaram para dificultar o acesso a remédios, alimentos e energia elétrica no enclave palestino.

Até o momento, quase 33 mil palestinos morreram e mais de 75 mil ficaram feridos.

A Rússia e outros países instam Israel e o Hamas a concordarem com um cessar-fogo e a defenderem uma solução de dois Estados, aprovada pela ONU em 1947, como a única forma possível de alcançar uma paz duradoura na região.

No dia 25 de março, o Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) exigiu, com 14 votos a favor e a abstenção dos Estados Unidos, um cessar-fogo imediato para o conflito em Gaza durante o mês sagrado do Ramadã e a libertação imediata de todos os reféns.

 

Ø  Suprimentos de grãos russos para a Somália cobriram 23% da demanda anual por trigo do país em 2023

 

Em 2023, a Rússia doou 200 mil toneladas de grãos para Somália, Burkina Faso, Mali, Zimbábue, Eritreia e República Centro-Africana. De acordo com o representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Oleg Kobyakov, somente na Somália os suprimentos de grãos russos cobriram 23% da demanda anual por trigo.

Em conversa com a Sputnik, Kobyakov afirmou que para Burkina Faso, a cifra foi de 9%, e Mali, de 6%.

·        Bolsa de grãos do BRICS: benefícios possíveis

A criação de uma bolsa de grãos do grupo BRICS trará benefícios potenciais, acrescentou Kobyakov, ao destacar que a bolsa "reuniria os maiores compradores e exportadores de grãos do mundo".

Ele observou que hoje "apenas a Bolsa de Chicago realmente dita os preços do trigo para o mundo todo" e que uma bolsa do BRICS garantiria "melhor previsibilidade do mercado para a próxima temporada" e "reduzirá os preços no longo prazo".

Em 2023, os países-membros do bloco (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) representavam cerca de 42% da produção mundial e 40% do consumo de cereais, segundo o Ministério da Agricultura russo.

Em 2024, depois de incluir a Arábia Saudita, o Egito, os Emirados Árabes Unidos, a Etiópia e o Irã, a associação aumentaria a produção de cereais para 1,24 bilhão de toneladas e o consumo para 1,23 bilhão.

O presidente russo, Vladimir Putin, apoia a iniciativa para competir com o sistema de preços dos cereais dominado pelo Ocidente e desafiar o dólar americano como principal moeda global.

Apesar das restrições ocidentais ao setor agrícola russo, a Rússia continua a ser um importante ator na agricultura, com quase um quarto do mercado mundial de cereais. Em 2023, o país exportou produtos agrícolas no valor de pelo menos US$ 43,5 bilhões (R$ 218 bilhões) e, em 2024, planeja vender até 65 milhões de toneladas de cereais.

¨      Novas sanções sul-coreanas contra navios russos são 'hostis' e Moscou 'responderá', diz MRE russo

A Rússia considera a decisão da Coreia do Sul de impor sanções contra indivíduos e entidades russas uma medida "hostil" e responderá no devido tempo, disse a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova.

Seul impôs sanções a dois navios russos supostamente envolvidos no transporte de munições entre Pyongyang e Moscou. Na terça-feira (2), a Coreia do Sul também sancionou duas organizações russas e dois cidadãos russos supostamente ligados aos programas nuclear e de mísseis norte-coreanos.

"Esta é uma medida hostil de Seul e é profundamente lamentável. A imposição de sanções ilegítimas terá um impacto negativo nas relações com a Rússia. A Rússia está desenvolvendo bons laços de vizinhança com a amiga Coreia do Norte, de acordo com as normas do direito internacional, sem prejudicar a segurança nacional [da Coreia do Sul]", afirmou a porta-voz em um briefing com jornalistas nesta quarta-feira (3).

Na semana passada, a Rússia vetou a renovação anual de um painel de especialistas que monitoriza a aplicação das sanções das Nações Unidas contra a Coreia do Norte devido aos seus programas de armas nucleares e mísseis balísticos.

Zakharova reiterou hoje (3) que Moscou continua comprometida com as resoluções do Conselho de Segurança da ONU sobre a Coreia do Norte "na sua totalidade", mas acrescentou que as sanções contra Pyongyang não estavam funcionando como pretendido.

"Vê-se claramente que sanções intermináveis são completamente inúteis para atingir os objetivos designados. Conduzem a um bloqueio financeiro e econômico de todo um Estado com todas as consequências decorrentes disso para a população", afirmou a representante.

Na visão da chancelaria russa, os Estados Unidos tentam fomentar a "instabilidade" na península coreana: "A Coreia do Sul aparentemente não tem imunidade para se proteger da influência externa de Washington", complementou.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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