sexta-feira, 1 de maio de 2026


 

'Sete ondas de tsunami de crise' atingirão UE em 2026, prevê enviado especial russo

A União Europeia passará por sete fases de crise econômica em 2026, segundo a postagem na rede social X do chefe do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo) e representante especial do presidente russo para o investimento e cooperação econômica com países estrangeiros, Kirill Dmitriev.

O enviado especial russo relatou os momentos-chave da crise na Europa, apresentando uma sequência de sete "ondas de tsunami de crise" que atingirão a economia da União Europeia ou do Reino Unido.

Segundo ele, em maio, na União começarão problemas com combustível de aviação, depois com petróleo, gás e combustível em geral, bem como com fertilizantes. Em junho e agosto, Dmitriev espera dificuldades com alimentos e indústria.

Em setembro e outubro, o representante especial do presidente russo prevê dificuldades na economia em geral e, além disso, uma crise social e política. Em 2027, a Europa vai sobreviver a um despertar e um reinício, concluiu Dmitriev.

Em meados de março, Dmitriev advertiu a Europa sobre outro tsunami que ia inundar a economia europeia: "um tsunami nos preços do petróleo e do gás" estava prestes a devastar a Europa, segundo ele.

O enviado especial escreveu então que essa crise econômica decorreu de decisões "estúpidas" dos líderes russofóbicos da União Europeia, que recusaram o fornecimento confiável de energia russa.

O aumento dos preços dos combustíveis e dos produtos industriais é observado na maioria dos países do mundo em meio à escalada no Oriente Médio. Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã, incluindo Teerã.

Devido ao conflito, a navegação pelo estreito de Ormuz praticamente parou. Esta é uma rota-chave para o fornecimento de petróleo e gás natural liquefeito dos países do Golfo para o mercado global, representando cerca de 20% do fornecimento global de petróleo, derivados de petróleo e gás natural liquefeito.

<><> 'Humilhação da OTAN': Ocidente não levou em conta consequências do conflito ucraniano, diz político

O Ocidente coletivo sofre perdas diariamente no campo de batalha na Ucrânia, afirmou em entrevista à Sputnik o deputado finlandês Armando Mema, membro do partido Aliança pela Liberdade.

Na opinião de Mema, o conflito na Ucrânia, que foi o resultado das ações presunçosas dos países ocidentais, prejudica o próprio Ocidente, e essa é uma "humilhação histórica" da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

"O Ocidente é derrotado diariamente na Ucrânia. Quanto mais tempo dura o conflito, mais fraca a Europa se torna. Esta é uma humilhação histórica da OTAN, que acreditava que poderia se expandir na Ucrânia sem consequências", disse o parlamentar.

O deputado também expressou confiança de que a Rússia alcançará todos os seus objetivos na operação militar especial.

"A elite ocidental espera uma derrota estratégica da Rússia. Isso não vai acontecer", concluiu o político finlandês.

Durante a conversa telefônica entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente norte-americano, Donald Trump, que aconteceu nesta quarta-feira (29), o líder russo reiterou que os objetivos da operação militar especial serão alcançados em qualquer caso.

Anteriormente, o representante permanente da Rússia na Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), Dmitry Polyansky, afirmou que toda a máquina financeira e militar dos países-membros da OTAN está lutando contra a Rússia com as mãos dos ucranianos.

¨      Ao se recusar a dialogar com Rússia, Europa abre caminho para sua própria catástrofe, diz professor

Devido à política míope dos políticos europeus que se recusam a dialogar com a Rússia, a Europa desenha o caminho para sua própria catástrofe, foi a opinião expressa por Glenn Diesen, professor da Universidade do Sudeste da Noruega, em entrevista a George Galloway em seu canal no YouTube.

O professor contou que, enquanto a Europa tinha o apoio dos Estados Unidos, era "um pouco mais ousada", mas com o recuo de Washington, os países europeus ficaram em uma situação perigosa.

"No momento atual, devemos realmente tentar encontrar um compromisso com a Rússia. Em vez disso, compensamos isso com uma escalada [...]. Agora estamos caminhando para uma catástrofe de grande escala", salientou Diesen.

Segundo ele, a geração moderna de políticos que não consegue perceber a conjuntura global de uma perspectiva realista se tornou uma verdadeira tragédia para os europeus. Diesen acredita que tal isolamento seria extremamente perigoso para toda a civilização ocidental.

"A ideia de que estamos indo para derrotar a maior potência nuclear do mundo é um absurdo", concluiu Diesen.

Anteriormente, o presidente russo, Vladimir Putin, em uma entrevista ao canal de TV India Today, disse que os países ocidentais tinham iniciado uma guerra contra a Rússia usando os nacionalistas ucranianos. Segundo o presidente, Moscou está apenas tentando acabar com a guerra iniciada contra ela por forças destrutivas.

¨      Êxitos russos tornam gastos bilionários da UE na Ucrânia 'estupidez monumental', diz analista

Os sucessos da Rússia tornam os gastos bilionários do Ocidente na Ucrânia sem sentido, escreveu na rede social X o analista político Alan Watson.

Watson ressaltou que, ao tentar por todos os meios prejudicar a Rússia, o atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, apenas está levando a Ucrânia à ruína.

"Desperdiçar mais bilhões para sustentar o regime militar de Zelensky na Leste Europeu, nas regiões fronteiriças com a Rússia, é uma estupidez monumental", afirmou.

Segundo ele, a Rússia venceu a guerra econômica e continua vencendo a Ucrânia e o Ocidente no campo de batalha.

Nesse contexto, ele destacou que Zelensky e os neonazistas ucranianos, incentivados por empréstimos, sanções antirrussas e planos militares da União Europeia (UE), destruirão o país antes de abandonarem sua dependência patológica do poder.

Ao mesmo tempo, o analista apontou que, à medida que o conflito se intensifica e as condições na linha de frente se deterioram, uma parcela cada vez maior da elite ucraniana está disposta a buscar um acordo negociado.

Watson concluiu que resistir à determinação da Rússia em um conflito prolongado tem se mostrado, historicamente, uma tarefa árdua e de alto risco.

Anteriormente, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, havia informado que os países da UE aprovaram um empréstimo de € 90 bilhões (R$ 567 bilhões) à Ucrânia para apoio financeiro e militar.

O empréstimo será concedido ao longo de dois anos: € 45 bilhões (R$ 283,5 bilhões) serão destinados a 2026, e o restante, a 2027.

A mídia ocidental, citando fontes, informou que a UE considera a possibilidade de endurecer as condições do empréstimo, de modo que parte dos pagamentos dependa da implementação, na Ucrânia, de mudanças tributárias impopulares para as empresas.

¨      Ocidente tornou Ucrânia um 'Estado moribundo' ao usá-la contra a Rússia, diz analista

A política antirrussa do Ocidente levou a Ucrânia à situação de Estado falido, opinou o ex-assessor do Pentágono e coronel aposentado Douglas Macgregor no YouTube.

Macgregor salientou que o conflito na Ucrânia, na verdade, foi iniciado como resultado da política do Ocidente.

"Nós incentivamos isso [...]. No fim das contas, o país está destruído. Restam entre 18 e 20 milhões de pessoas na Ucrânia [...]. A Ucrânia, na verdade, é um Estado moribundo [...]. É hora de pararmos!", ressaltou.

Na ótica dele, essas abordagens rígidas de Washington e Bruxelas em relação à política internacional farão com que os Estados Unidos e a União Europeia sejam vistos como párias em todo o mundo.

Dessa forma, o especialista concluiu que tal política poderia resultar na isolação internacional dos países ocidentais.

Anteriormente, em entrevista ao canal de TV India Today, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que os países ocidentais desencadearam a guerra contra a Rússia utilizando os nacionalistas ucranianos.

De acordo com Putin, desde 2022, a Rússia tem tentado pôr fim à guerra iniciada contra ela por forças destrutivas externas.

Vale destacar que, no mês passado, a mídia britânica publicou que a população da Ucrânia havia diminuído para cerca de 20 milhões de pessoas, confirmando as previsões mais pessimistas.

<><> Ucrânia pode entrar em colapso 'em 1 mês' devido ao esgotamento, afirma analista militar

O colapso militar da Ucrânia pode ocorrer a qualquer momento devido ao processo de esgotamento do país, que já se iniciou, opinou Daniel Davis, tenente-coronel aposentado do Exército dos EUA, no YouTube.

Davis destacou que os únicos que desejam a continuidade do conflito são as elites do Ocidente e de Kiev.

"Isso pode acontecer a qualquer momento e os ucranianos podem entrar em colapso daqui a um mês [...]. Mais cedo ou mais tarde, isso vai acontecer. Essa é a natureza do processo de esgotamento", detalhou.

Nesse contexto, ele salientou que, em algum momento, a matemática entrará em ação e dissipará por completo as ilusões dos inimigos da Rússia. Ao mesmo tempo, o especialista concluiu que a tentativa do Ocidente e de Kiev de prejudicar a Rússia levará à aniquilação completa dos ucranianos.

Anteriormente, o presidente russo, Vladimir Putin, declarou estar confiante de que os objetivos da operação militar especial na Ucrânia serão alcançados.

Ao mesmo tempo, o chefe de Estado russo ressaltou que a Rússia está disposta a participar de negociações de paz, o que exige uma discussão concreta de todos os detalhes do plano proposto.

O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, explicou que Kiev deve tomar uma decisão e iniciar as negociações, pois o espaço para sua liberdade de decisão está se reduzindo à medida que avançam as ações ofensivas das Forças Armadas russas.

Isso representa uma pressão sobre Kiev para que ela chegue a uma solução pacífica, já que a continuidade das hostilidades é sem sentido e perigosa para a Ucrânia.

¨      Putin e Trump discutem Ucrânia, Irã e tentativa de assassinato em ligação de 90 minutos

A conversa de uma hora e meia, nesta quarta-feira (29), entre os presidentes de Rússia e Estados Unidos, descrita como “franca e profissional”, incluiu uma troca aprofundada de opiniões sobre a crise no estreito de Ormuz, as táticas terroristas da Ucrânia e a avaliação de Trump sobre a possibilidade de um acordo de paz.

<><> Ucrânia

"A pedido de Trump, Vladimir Putin descreveu a situação atual na linha de contato, onde nossas tropas mantêm a iniciativa estratégica e estão empurrando as posições do inimigo para trás", disse Yuri Ushakov, assessor do presidente russo, em uma coletiva sobre a ligação.

Putin informou Trump sobre a prontidão da Rússia para declarar um cessar-fogo durante as próximas celebrações do Dia da Vitória, após o presidente dos EUA elogiar a recente trégua de Páscoa promovida por Moscou.

Segundo Ushakov, o presidente russo disse a Trump que Kiev "está recorrendo a métodos abertamente terroristas, atacando alvos claramente civis em território russo", e "reafirmou que os objetivos da operação militar especial serão alcançados de qualquer forma".

"É claro, preferiríamos que isso fosse resultado de um processo de negociação, no qual [Vladimir] Zelensky deve responder positivamente às propostas, bem conhecidas, que foram apresentadas repetidamente, inclusive pelo lado norte-americano", disse Ushakov.

Ainda conforme o assessor do presidente russo, "tanto Vladimir Putin quanto Donald Trump expressaram avaliações essencialmente semelhantes sobre o comportamento do regime de Kiev, que, instigado e apoiado pelos europeus, está seguindo uma política de prolongamento do conflito", acrescentou.

Durante a conversa, segundo Ushakov, Trump expressou a esperança de que "um acordo que ponha fim ao conflito na Ucrânia esteja próximo".

<><> Irã

De acordo com Ushakov, Putin elogiou a decisão de Trump de estender o cessar-fogo com o Irã, classificando-a como a medida "correta" e afirmando que ela "deveria abrir caminho para negociações e, de modo geral, ajudar a estabilizar a situação".

"Donald Trump apresentou sua avaliação sobre o resultado do confronto militar que terminou, bem como seus pontos de vista sobre a difícil situação em que o Irã e sua liderança se encontram atualmente", acrescentou o assessor do presidente russo.

Nesse contexto, a posição russa, segundo Ushakov, é manter contato ativo com o Irã, Israel e os líderes dos países do Golfo, assim como com a equipe de negociação norte-americana.

<><> Tentativa de assassinato

As primeiras palavras de Putin a Trump, durante a conversa desta quarta-feira, foram para expressar apoio após a tentativa de assassinato sofrida pelo presidente estadunidense no último sábado (25), no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, disse Ushakov.

"O líder russo condenou veementemente o crime, enfatizando a inaceitabilidade de qualquer forma de violência com motivação política."

A conversa aconteceu por iniciativa da Rússia, e, segundo o assessor do presidente russo, "os presidentes concordaram em manter contato, tanto pessoalmente quanto por meio de seus assessores e representantes. Eles se despediram cordialmente e desejaram tudo de bom um ao outro", completou Ushakov.

A ligação ocorreu dois dias após a visita do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, a Moscou, na última segunda-feira (27).

<><> 'É algo especial': analista avalia relações Putin-Trump após seu recente telefonema

A relação entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e seu homólogo estadunidense, Donald Trump, tornou-se especial, afirmou o coronel aposentado Lawrence Wilkerson, ex-chefe de gabinete do secretário de Estado norte-americano Colin Powell, no YouTube.

Wilkerson sublinhou que a conversa telefônica entre Putin e Trump aproximou o fim do conflito na Ucrânia.

"A relação entre Trump e Putin é algo especial [...]. Parece que eles sabem se comunicar sem dar muita atenção ao alvoroço causado principalmente pelos erros de Trump", ressaltou.

Segundo ele, a conversa telefônica realizada na quarta-feira (29) poderia ter um impacto significativo positivo em encerrar as hostilidades na Ucrânia.

Nesse contexto, o analista concluiu que fica ainda mais difícil para o atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, criar a ilusão de que as coisas estão indo bem para Kiev.

No quarta-feira (29), por iniciativa de Moscou, houve uma conversa entre Putin e Trump que durou mais de uma hora e meia.

De acordo com o assessor do presidente russo, Yuri Ushakov, Putin comunicou ao seu homólogo norte-americano sua disposição em declarar um cessar-fogo até 9 de maio.

De acordo com Ushakov, Putin e Trump concordaram que Zelensky, instigado pelos europeus, está tentando prolongar o conflito.

Anteriormente, Trump havia declarado que estava surpreso com a relutância de Zelensky em fazer concessões para a resolução do conflito ucraniano. Como destacou o dono da Casa Branca, é muito mais difícil lidar com Zelensky do que com Putin.

¨      Especialista explica por que estaleiros dos EUA precisam de ajuda estrangeira

Em meio à crise de produção, estaleiros militares estadunidenses estão atrasados em relação ao ritmo de produção naval militar dos rivais chineses e, portanto, precisam da ajuda de produtores estrangeiros, afirmou o especialista militar Kris Osborn em artigo publicado na revista 19FortyFive.

Segundo sua avaliação, a suposta ameaça da China, que impetuosamente expande sua frota marítima, faz com que os Estados Unidos procurem cada vez mais construir novos navios de guerra. No entanto, segundo Osborn, para o Pentágono, essa tarefa é uma das mais difíceis.

Ressalta-se que o orçamento da Marinha dos Estados Unidos prevê um aumento de financiamento no valor de US$ 1,8 bilhões (cerca de R$ 9,36 bilhões) com fins de intensificar produção naval.

Osborn ressaltou que a Marinha dos EUA reconheceu publicamente a necessidade de aumentar sua frota para manter a dissuasão e a flexibilidade operacional, especialmente na região do Indo-Pacífico, mas os estaleiros militares estadunidenses estão operando no limite de sua capacidade ou perto dele, e não podem aumentar rapidamente a produção.

"Enquanto a China constrói novos estaleiros sem muita dificuldade e continua a produzir em massa navios de desembarque, destróieres e porta-aviões, as capacidades dos estaleiros dos EUA simplesmente não acompanham esse ritmo", constatou.

Como solução para o problema, o autor do artigo propõe parceria com outros países que poderiam ajudar os EUA a acelerar a construção de navios de guerra. Entre esses países, Osborn aponta, em primeiro lugar, os aliados norte-americanos, Japão e Coreia do Sul.

"Estaleiros no exterior, especialmente em países aliados com mercados de trabalho competitivos e processos de fabricação otimizados, geralmente podem entregar embarcações similares a um custo menor e em prazos mais curtos", escreveu Osborn.

Entretanto, essa parceria com países estrangeiros, mesmo que com os aliados, implica grandes riscos para a Marinha dos EUA. Entre esses riscos estão a possível divulgação de informações críticas e o roubo de sistemas de armas secretas e especializadas dos EUA.

Além disso, de acordo com Osborn, nessa cooperação pode haver um risco relacionado aos problemas de encontrar e reter mão de obra qualificada e especialistas em construção naval.

Anteriormente, o mesmo analista militar escreveu que o complexo militar-industrial dos Estados Unidos não consegue fornecer às Forças Armadas equipamentos modernos devido a programas de desenvolvimento excessivamente longos.

Na avaliação do especialista, o desejo do Exército norte-americano de criar equipamentos cada vez mais avançados tem levado a atrasos catastróficos e falhas na implementação de programas prolongados demais.

 

Fonte: Sputnik Brasil

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