A
indústria da seca, tem sido o modelo utilizado pelos políticos há décadas no
Nordeste, cujos atos de corrupção tem como causa a incompetência, leniência e o descaso principalmente do
governo federal e do Poder Judiciário, que diante dos desmandos e desvios de
verbas públicas e ou a sua utilização para servir de moeda de troca eleitoral,
tem ceifado vida de crianças, adultos, idosos
e animais, sendo a principal causa do êxodo rural, transformando os
centros urbanos em verdadeiras favelas, pelo inchaço causado.
Infelizmente,
De Gaulle tinha razão quando afirmou que, “o Brasil não é um país sério”.
Os
homens públicos brasileiros, não passam
de arremedos de líderes, que entram para a política com um único propósito: o enriquecimento ilícito e continuar geração
após geração a praticar os velhos e
surrados desmandos. Não é a toa que hoje em dia, os mandatos estão passando de
pai para filho, neto, primos e sobrinhos. É que a mamata deve ser boa.
A indústria da seca no Nordeste e
principalmente no semiárido, não é uma
questão apenas de incompetência e de descaso dos Poderes constituídos, mas é
também um caso de polícia de há muito tempo, onde marginais travestidos de
políticos e homens públicos se utilizam do flagelo para desviar recursos
públicos para suas contas bancárias se locupletando, transformando a situação de calamidade em meios para lhes
render votos, enquanto centenas vidas
são assassinadas, sem que nada lhes aconteçam.
São tão criminosos quantos
aqueles que pegam nas armas para sair por aí atirando e matando pessoas.
O
mais desolador é que entra governo, sai governo, entra ano e sai ano
e o quadro não se altera.
E
aí fica uma pergunta: afora as promessas em anos de eleição, o que fazem
os políticos quando de posse dos cargos eletivos?
A seca do nordeste não se resolve com operação carros-pipas, esta é
uma operação que serve apenas para os políticos encherem os bolsos de dinheiro
e transformarem a operação em favores
que por certo terminará no compromisso do voto.
A seca do Nordeste se resolve
com planejamento e criação de estratégias que tragam como principal objetivo,
preparar o produtor rural para que saiba conviver com a estiagem e que ele não venha a sofrer com a falta de
água, já que é bastante claro que muitos reservatórios e aguadas foram
construídos e ou localizados em áreas
que o sertanejo a eles não tem acesso, sendo mais uma forma utilizada pelos
coronéis políticos de se beneficiarem da industria dos recursos
públicos.
O
nordestino sabe e tem plena convicção que a seca jamais será extinta e que com
ela terá que conviver pelo resto da sua vida. Mas também tem plena certeza que
medidas e soluções existem , para que os seus efeitos sejam minorados. Depende
apenas de decisão política e de querer fazer. Os problemas estão aí às claras, os corruptos
continuam aí soltos. Aqueles que se utilizam da seca para enriquecerem e se
transformarem em pseudas “lideranças políticas” são por todos
conhecidos. Falta apenas coragem de quem de direito para agir.
A indústria da seca continua sendo a principal fonte financiadora
e mantenedora dos currais eleitorais no Nordeste. As oligarquias
políticas continuam a existir, cuja principal ideologia é a manutenção do Poder
pelo Poder. Exemplos na faltam nas Casas Legislativas dos Municípios, Estados,
na Câmara e no Senado Federal. São tão conhecidos que é desnecessário citar
nomes.
Atualmente,
demonstrando quanto são criativos os nossos homens públicos, aproveitando-se
das mudanças climáticas que vem ocorrendo onde a incidência de chuvas em
algumas regiões, principalmente no sul e sudeste do País, tem sido mais
intensas no verão, construíram mais um indústria: a indústria das enchentes.
Encontraram
a palavra mágica para o desvio do dinheiro público “Estado de Emergência”. Com
estas três palavrinhas eles contratam empresas e obras sem a necessidade de
licitação pública, e é desta forma que o dinheiro público toma outro caminho
que não o de atender os atingidos pelas enchentes. As contas bancárias dos
nossos homens públicos. Ninguém presta contas de nada. Prefeitos, vereadores secretários,
governadores e Ministérios envolvidos não dão satisfação do destino dado aos
recursos liberados e ou arrecadados, desta forma não tem como explicar, para a
sociedade o óbvio, ou seja, porque transformar a desgraça alheia, em fonte de
arrecadação em benefício próprio, numa
verdadeira indústria da enchente.
Os
repetidos desastres causados pelas chuvas tem apenas demonstrado o quanto
nossos gestores são incompetentes como administradores mas competentes para o desvio de recursos.
Tal qual como funciona
na indústria da seca, a indústria das enchentes se utiliza da mesma lógica, ou
seja, mesmo tendo conhecimento de onde e quando ocorrerá o problema, a morosidade
a leniência e a falta de interesse em se antecipar, faz com que a roda da indústria
da enchente gire, onde alguns ganham e muito através de obras pontuais ou de
emergência, e quem perde, a população, principalmente a mais pobre, pela
falta de projetos e de obras que poderiam minimizar o impacto das fortes chuvas
ou de futuras tragédias.
E
devemos reconhecer que, milhões de
reais são destinados para ajudar as vítimas das enchentes, tanto as obras
emergenciais como as de infraestrutura que nunca são realizadas.
O mais grave de tudo, no entanto, é que nem são realizadas as obras de infraestrutura,
pois os recursos, quando passado o período da calamidade, nunca são liberados
diante da burocracia imposta, nem as obras que emergenciais também são feitas,
apesar da liberação dos recursos para
entender as necessidades mais fundamentais .
Ninguém entende o destino que é dado aos recursos quando
liberados, para as obras fundamentais para que sejam evitados os chamados
desastres ambientais, exceto que a cada ano que passa a quantidade de dinheiro público destinado a estas obras só
tem aumentado.
O que dá a entender então , é que os milhões e milhões de reais repassados do orçamento público só
pode está indo para os bolsos dos capitalistas e políticos, principalmente para
as grandes empreiteiras.
Da mesma forma que é preciso combater a indústria da seca também
devemos combater a indústria das enchentes, como mais um modelo de exploração
da miséria do povo e por um fim na “indústria das chuvas”, de forma que o
dinheiro público, obtido compulsoriamente do suor do trabalhador brasileiro,
sejam destinados aos interesses reais da
sociedade, principalmente da população mais carente população e não para
enriquecer ou manter o status de uma minoria que já é beneficiada só por está
no Poder.












