quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Brasil e Argentina algum dia já estiveram em guerra?

A rivalidade entre brasileiros e argentinos é recheada de episódios que transcendem as piadas, as provocações de parte a parte e o mundo do futebol.

Muito antes das rusgas provocadas por declarações públicas do atual presidente de direita radical Javier Milei, os dois mais importantes países sul-americanos já lutaram em lados opostos em duas guerras, viveram tensões por conta de fronteiras e um século 20 de constantes estranhamentos e atritos — praticamente uma longa guerra fria, só plena e oficialmente pacificada com a assinatura do tratado que criaria o Mercosul, em 1991.

"Conflitos entre Brasil e Argentina remetem ao período em que ambos os países ainda não eram nações, quando portugueses e espanhóis, colonos, bandeirantes, jesuítas e povos originários, já conflitavam acerca de interesses principalmente na região da Bacia do Prata", lembra o historiador Victor Missiato, pesquisador no Instituto Mackenzie.

"Brasil e Argentina já estiveram em guerra, e foram duas", afirma o historiador Fábio Ferreira, professor na Universidade Federal Fluminense (UFF) e criador do canal no YouTube e da revista Tema Livre.

Mas ele faz uma ressalva importante: na época, a Argentina ainda não era um Estado nacional constituído como hoje — e o Brasil era um império.

A primeira guerra de fato entre os dois países remonta a uma época em que o Brasil era um império recém-independente de Portugal e a Argentina ainda não havia se organizado em um Estado federativo — vivia uma longa guerra civil, concluída apenas em 1861 em consequência da sua independência da Espanha. Desta forma, oficialmente a contenda foi protagonizada pelo Império do Brasil contra as Províncias Unidas do Rio da Prata.

<><> O Uruguai como tampão

Esta pioneira disputa bélica entre Brasil e Argentina foi a Guerra da Cisplatina. Historiadores argentinos, aliás, costumam chamar o episódio de Guerra do Brasil ou de Guerra Argentino-Brasileira. O episódio ocorreu entre 1825 e 1828. Em disputa, estava o controle da Província Cisplatina, território hoje correspondente em grande parte ao Uruguai.

Em linhas gerais, a raiz da questão está no fato de que a Cisplatina havia sido incorporada pelo então Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, em 1821.

"A região estava em processo de intensa guerra civil desde 1810", diz Ferreira. O governo português havia conquistado a região porque se preocupava tanto com a navegação nos rios de lá quanto com a "própria integridade territorial" do Brasil, pontua o historiador. Os portugueses se aliaram com elites locais e puseram um governador em Montevidéu.

"Com a Independência do Brasil, houve uma divisão: para onde iria a Cisplatina", conta Ferreira. "Diversos grupos não queriam a manutenção do vínculo com o Império do Brasil."

Mas a anexação da região se manteve depois da independência brasileira de Portugal. Em 1825, contudo, uma insurreição sulista, organizada por um grupo chamado de Trinta e Três Orientais, proclamou a separação da província.

Ferreira explica que houve apoio do governo de Buenos Aires e campanhas militares buscando essa desvinculação do império brasileiro. Depois de apenas observar por um tempo, o imperador Pedro 1º (1798-1834) declarou guerra aos argentinos.

Pesquisador do período imperial brasileiro e autor de livros sobre personagens dessa época, o youtuber Paulo Rezzutti acredita que "a rivalidade histórica entre Espanha e Portugal" pelo controle do Rio da Prata acabou sendo herdada pelos países sul-americanos — e isso incensou o início do conflito cisplatino. "É a mesma rivalidade geopolítica histórica que acabou sendo incorporada pelas populações em geral", comenta ele.

Houve batalhas terrestres e operações navais no Atlântico Sul e no estuário platino. O desfecho veio com a interferência britânica — os ingleses tinham interesses comerciais no equilíbrio de poder regional. O resultado foi a criação de um novo país, o Uruguai.

"O acordo de paz, em 1828, criou o que depois se tornaria a República Oriental do Uruguai", diz Ferreira.

"Muitos chamam a solução de 'criação de um país-tampão', justamente para estancar a rivalidade entre Brasil e Argentina pelo controle da região do Prata", comenta Missiato.

Para ele, embora nenhum dos dois países tenha conquistado o território em disputa, a situação foi mais benéfica para a Argentina, que não só afastou o Brasil daquele entorno como passou a ter uma proximidade cultural e linguística maior com o novo país.

<><> Contra Rosas

Entre 1851 e 1852, houve um novo conflito bélico que opôs Brasil e Argentina: a Guerra do Prata.

A contenda foi desencadeada pela ascensão do oficial militar Juan Manuel de Rosas (1793-1877) como ditador argentino e sua vontade de manter Paraguai e Uruguai sob suas esferas de influência, deixando o Brasil de escanteio — no horizonte de seus planos estava a eventual recriação de uma unidade política regional semelhante ao antigo Vice-Reinado da Prata.

Sob o pretexto de que isso feria a soberania do império, já que tais planos incluiriam terras da então província do Rio Grande do Sul, a corte do Rio de Janeiro declarou guerra. Formou-se uma aliança com Uruguai, Paraguai e forças argentinas contrárias ao ditador.

"Essa aliança pretendia derrubar o governo de Rosas", resume Ferreira. Depois de diversas batalhas, a de Monte Caseros, em 1852, marcou o fim da guerra, com vitória para os aliados contra os argentinos.

"Com isso, o Brasil evitou uma expansão territorial argentina que estava no radar do presidente Rosas", diz Missiato. O ditador deposto conseguiu fugir e exilou-se no Reino Unido, onde passaria o resto da vida.

Na década seguinte, ambos os países estiveram no mesmo time. Era a Guerra do Paraguai, conflito que durou de 1864 a 1870, em que Brasil, Argentina e Uruguai lutaram contra o Paraguai. Missiato lembra, entretanto, que nem tudo foi amizade entre brasileiros e argentinos — "houve conflitos diplomáticos" em diversos momentos entre os países.

<><> Pelas fronteiras

O outro grande incidente entre os dois países data de um período em que ambos já eram Estados plenamente constituídos e republicanos.

Ferreira salienta que, se for considerado esse período em que ambas as nações estavam plenamente constituídas, também é possível dizer que Brasil e Argentina nunca estiveram em guerra armada. "Isso não significa que não houve desconfianças múltiplas e interesses conflitantes", ressalta.

Neste terceiro episódio, portanto, o atrito não chegou às armas. Entre 1890 e 1895, Brasil e Argentina empreenderam uma disputa pela posse de parte dos hoje Estados brasileiros de Santa Catarina e Paraná. O episódio ficou conhecido como Questão de Palmas. "Os dois países discordavam quanto aos limites territoriais", contextualiza Ferreira. "As fronteiras ainda estavam indefinidas."

Na realidade, não havia consenso sobre uma extensa área de terras no oeste desses Estados. Argentinos citavam o Tratado de Madri, de 1750, para argumentar que a fronteira seria no curso dos rios Chapecó e Chopim. O Brasil não concordava. Para demarcar posição, o governo imperial de Pedro 2º (1825-1891) mandou fundar ali duas colônias militares em 1882.

Depois da proclamação da República, o então ministro das Relações Exteriores Quintino Bocaiúva (1836-1912) chegou a assinar um acordo que previa a divisão da região entre as duas nações. Mas o documento acabou rechaçado pelo Congresso, que entendia que o diplomata havia extrapolado suas atribuições e cedendo demais ao país vizinho.

O caso foi submetido à arbitragem internacional e o encarregado de decidir foi o então presidente dos Estados Unidos, Grover Cleveland (1837-1908). Para defender os interesses brasileiros, foi nomeado o diplomata e advogado José Paranhos Júnior (1845-1912), o Barão do Rio Branco. "Ele teve papel fundamental para essa conquista", ressalta Missiato.

Rio Branco preparou um amplo arrazoado em seis volumes em torno do argumento de que, a partir do princípio do uti possidetis — ou seja, quem de fato ocupa, tem a posse — aquelas terras deveriam ser consideradas brasileiras. Vitória do Brasil.

<><> Quase guerra

Ao longo do século 20 a relação entre os dois países também teve episódios de atritos mais intensos. "Mas as coisas ganharam contornos mais burocráticos e diplomáticos", diz Missiato.

"No início do século passado, quando o Brasil empreendeu seu rearmamento naval, houve insatisfação de setores políticos argentinos. Mas isso não significou rompimento nas relações", lembra Ferreira.

Mas quase houve guerra. Conforme conta a historiadora Érica Cristina Alexandre Winand, em sua tese de doutorado defendida em 2010 na Universidade Estadual Paulista (Unesp), o episódio ocorreu na presidência de Figueroa Alcorta, entre 1906 e 1910, quando foi ministério das Relações Exteriores da Argentina o jurista Estanislao Zeballos (1854-1923) — "declarado antibrasileirista", ressalta ela.

Utilizando-se do jornal do qual havia sido um dos fundadores, o La Prensa, ele patrocinou uma campanha de hostilidades ao Brasil, argumentando que o "ultraprotecionismo" econômico que estaria sendo praticado pelos brasileiros estava "desmoronando a economia" da Argentina.

Em carta do próprio Zeballos, ele admitia que havia sugerido ao governo argentino que formalizasse um pedido de "partilha da esquadra" brasileira e, em caso de negativa ou de não resposta em oito dias, o Rio de Janeiro seria invadido. "Segundo os ministros da Guerra e da Marinha era um ponto estudado e fácil, pela situação indefesa do Brasil", escreveu ele.

O ministro foi forçado a renunciar. "Até o apaziguador Rio Branco estava consciente de que a alternativa à saída de Zeballos era a guerra contra a Argentina", diz a historiadora, na tese.

<><> Tensões, Itaipu e energia nuclear

Durante a Segunda Guerra, quando o Brasil se alinhou ao lado dos Aliados, em 1942, houve animosidades. Os argentinos desconfiavam que o Brasil fosse um títere dos norte-americanos a buscar influências no sul. A Argentina só deixaria a neutralidade na Segunda Guerra em 1944 — também contra o Eixo. "Eles nos viam como espécie de agentes dos Estados Unidos na América do Sul", comenta o historiador Ferreira.

Outro momento de intensas rusgas foi quando o Brasil construía a Usina de Itaipu, de 1975 a 1982. Nos escaninhos dos poderes, circulava o temor de que, em eventual conflito, os brasileiros poderiam abrir as comportas da usina completamente — e isso supostamente inundaria Buenos Aires.

Para o historiador Missiato, foi um momento de tensão diplomática que gerou uma corrida discursiva e tecnológica. Era um período em que ambos os países desenvolviam seus programas nucleares — para fins meramente de utilizar a tecnologia para obtenção de energia elétrica, ressalte-se.

Mas, nessa verdadeira guerra fria entre Brasil e Argentina, não faltavam desconfianças de parte a parte. Diversas tratativas diplomáticas e conversas entre lideranças foram necessárias. Como diz a historiadora Winand, "fazia-se premente ampliar as bases da confiança mútua e da transparência neste campo, a fim de eliminar suspeitas de agressão mútua". Em sua tese, ela classifica a questão nuclear entre os dois países de "sutil".

Ferreira ressalta que as disputas entre Brasil e Argentina também sempre tiveram em seu cerne o desejo de ambos os países de "influenciar os destinos dos vizinhos", assumindo posição de hegemonia no continente sul-americano.

"Tudo parecia resolvido com a redemocratização", afirma Missiato, lembrando que os então presidentes brasileiro José Sarney e argentino Raúl Alfonsín (1927-2009) iniciaram a aproximação que desencadearia no Mercosul na década seguinte.

A amizade entre Brasil e Argentina seria selada em 1991, finalmente. "A rivalidade histórica se diluiu após o tratado", afirma Missiato.

Resta saber se resistirá ao episódio desencadeado pelas farpas do atual presidente argentino. "Menos de 100 anos depois da Questão de Palmas houve a assinatura do Mercosul. Se analisarmos do ponto de vista historiográfico, em um período relativamente curto, passamos a estar unidos", analisa Ferreira. "Que a rivalidade entre Brasil e Argentina se restrinja apenas ao futebol."

¨      Milei tira proveito da crise entre Reino Unido e EUA em prol das Malvinas argentinas

O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou recentemente a criação de um Conselho de Segurança Nacional e de uma base naval na Terra do Fogo, e o endurecimento das sanções contra empresas que exploram petróleo nas Malvinas sem autorização.

O anúncio foi feito pouco após o presidente estadunidense, Donald Trump, anunciar que os EUA podem rever a neutralidade sobre o embate entre Argentina e Reino Unido em torno das Malvinas, sugerindo que poderia não apoiar o lado britânico.

O alvo do governo Milei é o projeto Sea Lion, desenvolvido pela petroleira israelense Navitas, em parceria com a britânica Rockhopper, que prevê a extração de petróleo na bacia norte das Malvinas, região que a Argentina reivindica como parte de sua plataforma continental. Um dia após o anúncio de Milei, o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, pediu ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que reconheça as Malvinas como "território argentino ocupado".

A reinvestida argentina ocorre em um momento de abalo nas relações do Reino Unido com EUA e Israel. Washington busca retaliar o governo britânico pela decisão de não apoiar a guerra dos EUA no Irã, restringindo o uso de suas bases por tropas norte-americanas. Em entrevista a um jornalista britânico, ao ser questionado sobre apoiar o Reino Unido em uma disputa com a Argentina, Trump respondeu: "Seu país não esteve lá para me ajudar", em referência ao conflito iraniano.

Em paralelo, o Reino Unido anunciou sanções contra os assentamentos israelenses na Cisjordânia, território palestino ocupado ilegalmente por Israel.

<><> A 'cartada' das Malvinas como instrumento de pressão

Em entrevista à Sputnik Brasil, Roberto Uebel, professor de relações internacionais e coordenador do Núcleo de Estudos e Negócios Americanos da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), diz que o timing do anúncio de Milei é favorável diplomaticamente, mas não necessariamente para com a sociedade argentina.

Ele avalia que o líder argentino pode explorar a conjuntura internacional, mas enfrenta limites domésticos claros, e o tema hoje parece menos mobilizador socialmente, ficando restrito a círculos do Ministério das Relações Exteriores do país e ao Instituto de Serviço Exterior da Nação (ISEN), órgão vinculado à chancelaria argentina. "Acabo de retornar de uma missão acadêmica na Argentina, e encontramos um país visivelmente mais pobre, mais violento e com a opinião pública muito mais preocupada com inflação, emprego, renda e segurança do que com a questão das Malvinas."

O professor considera que a postura de Trump em relação à questão evidencia a crescente fragmentação do mundo ocidental. Ele destaca que Washington e Londres seguem conectados por defesa, inteligência e comércio, mas a relação tornou-se mais transacional. "Divergências sobre Irã, Israel e o Atlântico Sul mostram que interesses nacionais voltaram a pesar mais. Trump explora essas fissuras para pressionar aliados. O que está em crise, portanto, não é necessariamente o Ocidente, mas a ideia de um bloco automaticamente coeso e alinhado diante das grandes questões internacionais." Além disso, ele aponta que a questão das Malvinas oferece a Washington uma chance de usar a disputa para pressionar Londres e, simultaneamente, aprofundar sua relação com Buenos Aires, o que vai ao encontro da agenda norte-americana de ampliação da influência sobre a América do Sul. "O Atlântico Sul ganhou importância por petróleo, rotas marítimas, acesso à Antártida e competição por minerais críticos e terras raras na América do Sul. Para os EUA, aproximar-se da Argentina também significa limitar o espaço chinês. A mediação, portanto, produziria ganhos geopolíticos muito além da própria controvérsia territorial", observa.

Renata Alvares Gaspar, diretora acadêmica da Escola de Altos Estudos em Direito e Relações Internacionais (Edrin), retoma a ideia da busca por popularidade doméstica.

"Na história da Argentina, os presidentes que invocaram a soberania nas Malvinas faziam isso frente ao eleitorado interno. Em momentos de crise interna de reputação e de aprovação, as Malvinas sempre foram um recurso importante", observa.

Ela diz não ter dúvidas de que Milei e Trump entrariam em um conflito armado pelas Malvinas, porém as condições atuais tornam isso improvável, uma vez que a própria Casa Branca enfrenta uma crise de popularidade por sua belicosidade atual. "Se ele [Trump] não entrar, não tem como fazer isso, senão acontece como da última vez. O último governo militar [argentino] tentou fazer isso, e os EUA o abandonaram no meio do caminho, e foi o desastre que foi."

Já a pesquisadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Beatriz Bandeira de Mello considera que o impasse pode abrir caminho para o incremento das ações militares dos EUA na região e o controle de recursos estratégicos. "Certamente esse é mais um indicativo dessa pressão de Washington sobre o continente."

"A exemplo do que ocorreu na Venezuela e com sua indústria de petróleo, bem como o que vem ocorrendo na agenda de minerais críticos, na qual muitos dos países sul-americanos têm buscado fazer acordos favoráveis aos interesses dos EUA na região."

Ela aponta ainda que as ameaças de Trump são instrumentos recorrentes de sua política externa para avaliar em que medida seus aliados permanecem ao seu lado. Segundo ela, isso é o que contribui para essa visão de que existe um esfriamento das relações dos EUA com alguns países europeus, como o próprio Reino Unido. "Nesse caso, é o mesmo discurso que Trump mobiliza ao afirmar que diminuirá o financiamento à OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte], em relação ao conflito entre Rússia e Ucrânia; ao que foi dito em relação à Groenlândia e com o Canadá. O roteiro é basicamente o mesmo: desestabilizar possíveis adversários, usar retórica belicista e aplicar sanções comerciais para manter aliados dentro do seu círculo de influência." Por fim, o professor de relações internacionais da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos (INCT-Ineu), Matheus Oliveira, sublinha que esta não é a primeira vez que os EUA recorrem à "cartada" das Malvinas para pressionar o governo britânico.

Segundo ele, a questão principal agora é se os EUA estariam dispostos a atacar as Malvinas ou fornecer recursos para os argentinos enfrentarem o contingente militar britânico que está baseado no arquipélago. "É mais um episódio do tensionamento inédito a que Trump submete o arco formal de alianças que os EUA construíram como esteio da ordem forjada no pós-1945. Veja que, mesmo com o histórico e os esforços recentes, como a visita do rei, os britânicos seguem submetidos ao jogo de chantagens que vem caracterizando a política externa do governo Trump."

 

Fonte: BBC News Brasil/Sputnik Brasil

 

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