Mendonça afastou diretor da PF três dias
depois que Dino autorizou operação contra seus aliados
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta
segunda-feira (14) uma operação que tem como principal alvo de buscas o
deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP), aliado do ministro André
Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A coluna apurou que a operação
tinha sido autorizada pelo ministro Flávio Dino na sexta-feira, 5 de setembro.
Três dias depois, na terça-feira, 8, o ministro André Mendonça decidiu afastar
o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Mendonça tinha determinado o afastamento
alegando que tinha sido monitorado pela corporação devido a relatórios juntados
pelo ministro Alexandre de Moraes. Na quarta-feira, 9, o ministro Flávio Dino
restabeleceu Rodrigues no cargo e, posteriormente, o presidente do STF, Edson
Fachin, cassou ambas as decisões que afastaram Rodrigues. Fachin também pediu
explicações a Rodrigues que negou ter monitorado o ministro ou a ilegalidade
dos relatórios.
Portanto, a ação deflagrada hoje já estava
autorizada há 9 dias e acabou retardada pela crise no STF e pelo afastamento de
Andrei Rodrigues pedido por Mendonça na semana passada. O nome de Cezinha de
Madureira também apareceu recentemente em mensagens extraídas do celular do
ex-banqueiro Daniel Vorcaro e reveladas pelo jornalista Paulo Motoryn no ICL
Notícias e na newsletter Noites Húngaras. Segundo o conteúdo revelado, o
deputado teria atuado na articulação de um encontro entre Vorcaro e André
Mendonça, realizado em São Paulo, em março de 2025.
Essa é a terceira fase da Operação
Transparência e investiga suspeitas de exploração de prestígio, tráfico de
influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro em negociações relacionadas
a processos que tramitam em tribunais superiores. Ao todo, a PF cumpre quatro
mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo.
Outro alvo da PF é a advogada Valéria
Rodrigues Linhares, companheira do deputado Cezinha. Ela foi detida em 25 de
agosto no aeroporto de Congonhas com R$ 510 mil em dinheiro vivo na bagagem de
mão. Valéria se preparava para embarcar para Brasília quando o dinheiro foi
identificado durante a inspeção da bagagem. Segundo as informações divulgadas
sobre o caso, ela afirmou que apresentaria posteriormente documentação para
comprovar a origem dos valores.
Segundo a corporação, as investigações
indicam que integrantes do grupo investigado teriam negociado com terceiros o
pagamento de valores elevados, condicionados ao resultado de processos
judiciais.
“As investigações apontam que integrantes do
grupo teriam negociado com terceiros o pagamento de valores expressivos,
condicionados ao resultado de processos em curso, a pretexto de influir em
decisões judiciais”, informou a PF. O parlamentar ainda não se manifestou sobre
a operação.
A Operação Transparência teve início em
dezembro de 2025, inicialmente para investigar possíveis irregularidades na
destinação de emendas parlamentares.
• PF
apura rede suspeita de vender influência em processos de Mendonça e Kassio no
STF
A Polícia Federal investiga uma rede suspeita
de comercializar influência em processos no Supremo Tribunal Federal (STF) que
envolviam atuação junto aos gabinetes dos ministros André Mendonça, Kassio
Nunes Marques e Gilmar Mendes. Mensagens obtidas pela PF mostram o deputado
federal Cezinha de Madureira (PSD-SP) dizendo que faria um pedido diretamente a
Kassio e que já havia conversado com interlocutores chamados “Andre e Antonio
Carlos”, enquanto recebia memoriais destinados também a Mendonça e Gilmar.
A investigação levou o ministro Flávio Dino a
autorizar buscas contra Cezinha e a sociedade de advocacia de sua mulher,
Valéria Rodrigues Linhares. A PF apura suspeitas de exploração de prestígio,
tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a
decisão, Cezinha, que não é advogado, seria responsável por fazer “despachos”
em gabinetes do Judiciário.
A PF afirma ter identificado uma estrutura
formada pelo deputado, sua mulher e a advogada Mariângela Fialek, conhecida
como “Tuca”. Mariângela seria responsável por captar e formalizar causas e
elaborar memoriais; Valéria cuidaria dos contratos de honorários e cessões de
crédito; e a Cezinha caberia o suposto contato pessoal e direto com ministros
de tribunais superiores.
Segundo a representação policial reproduzida
por Dino, o padrão se repetiria nos episódios analisados: Mariângela
encaminhava uma peça ou memorial ao parlamentar; Cezinha respondia que havia
“falado”, “despachado” ou “pedido”, ou informava que seria atendido pelo
ministro; a advogada cobrava notícias sobre o resultado; e, paralelamente, eram
formalizados contratos com pagamentos vinculados ao êxito das ações.
<><> “Vou pedir a ele”
Um dos principais episódios apontados pela PF
ocorreu em 12 de junho de 2025 e envolveu a Reclamação 76.831, em tramitação no
Supremo.
Naquele dia, Mariângela enviou a Cezinha um
memorial e chamou a atenção para a necessidade de “pedir vista”. O deputado
respondeu que seria atendido às 16h. A advogada então perguntou se ele estaria
com Kassio Nunes Marques naquele horário.
Cezinha respondeu que já havia falado no dia
anterior com “Andre e Antonio Carlos” sobre o assunto. Depois, explicou que
Kassio havia marcado uma conversa por vídeo para as 16h:
“Ministro Kassio / Entendeu? / Ai vou pedi a
ele”.
Na sequência, afirmou que já havia avisado
“aquela pessoa” de que existia um tema a tratar e que enviaria o número do
processo antes da conversa com Kassio. Cezinha disse ainda que o encontro
serviria para verificar se precisava “pedir expressamente”.
Para a investigação, essas expressões
indicam, nesta fase preliminar, que o parlamentar não se limitaria ao
encaminhamento de documentos, mas se comprometia a formular um pedido pessoal
ao julgador em benefício de partes representadas por advogadas ligadas a ele.
A PF ainda tenta descobrir quem eram “Andre e
Antonio Carlos” e quem era “aquela pessoa” mencionada pelo parlamentar. A
decisão não identifica esses interlocutores.
Seis dias depois da conversa, Mariângela
encaminhou a Cezinha três documentos: “Memorial Rcl 76831 – Min. Nunes
Marques.pdf”, “Memorial Rcl 76831 – Min. André Mendonça.pdf” e “Memorial Rcl
76831 – Min. Gilmar Mendes.pdf”.
A investigação ressalta que Mariângela não
era a advogada original da reclamação. Ela recebeu substabelecimento em 12 de
junho, justamente a data em que os documentos começaram a ser enviados ao
parlamentar.
Não há, porém, elemento na decisão que
permita afirmar que o “Andre” mencionado por Cezinha seja André Mendonça.
<><> PF busca o outro lado das
conversas
A busca autorizada por Dino pretende
justamente obter o outro lado dessas conversas. Até agora, a PF dispõe
principalmente do conteúdo extraído do celular de Mariângela, apreendido em
dezembro de 2025.
Os investigadores dizem ainda desconhecer o
conteúdo dos contatos mantidos diretamente por Cezinha com ministros e
terceiros. Entre os pontos que pretendem esclarecer estão o teor e o resultado
das tratativas com “Andre e Antonio Carlos”, o conteúdo da conversa por vídeo
marcada para as 16h e a identidade de “aquela pessoa” citada pelo deputado.
A polícia também quer saber com quem Cezinha
teria realizado os contatos descritos nas mensagens pelas expressões “despachei
sim”, “assunto reforçado agora”, “ligou e falou direto” e “deixa eu ir lá
sentir”. Busca ainda identificar outros processos que possam ter sido objeto de
intermediação, além dos fluxos financeiros e do destino dos honorários de
êxito.
Em outro processo relatado por Nunes Marques,
a Reclamação 79.545, a investigação encontrou um contrato de R$ 500 mil, com
pagamento previsto depois do julgamento. Em uma conversa posterior, Mariângela
perguntou a Cezinha se ele havia despachado no caso. O parlamentar respondeu:
“Despachei sim / Ontem”.
Também foi identificado um contrato
relacionado à Reclamação 81.608 que previa a cessão de R$ 1 milhão em
honorários para a sociedade de advocacia de Valéria. Um contrato relacionado ao
mesmo caso previa outros R$ 2 milhões em caso de sucesso, definido como a
concessão da liberdade ao cliente. Nunes Marques também era o relator desse
processo.
Em agosto de 2025, Cezinha enviou uma imagem
de visualização única e escreveu “Já falei”. Mais tarde, diante de uma resposta
protocolar do gabinete de Nunes Marques a um pedido de audiência, Mariângela
reclamou. Cezinha respondeu: <><> “Calma” e “Deixa eu ir lá
sentir”.
“Comercialização de influência”
Na representação, a PF afirma que a
investigação busca esclarecer a existência, a extensão e a estabilidade de uma
“estrutura destinada à comercialização de influência” junto a ministros do STF,
do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo os investigadores, essa suposta
influência estaria associada a “remuneração vultosa”, ajustada por contratos de
honorários e cessões de crédito celebrados por advogadas ligadas ao deputado —
uma delas, sua própria mulher.
Dino considerou haver uma “densa plataforma
indiciária” e afirmou existirem “razões de sobra” para autorizar as buscas.
Para o ministro, os fatos podem envolver um deputado que, embora não seja
advogado, aparentemente utilizava a condição parlamentar para transmitir a
terceiros a percepção de que tinha influência sobre magistrados de tribunais
superiores.
Dino acrescentou que a “elevada remuneração”
encontrada na investigação parece afastar, nesta fase, a hipótese de mero ato
político.
A PF ressalva expressamente que Mendonça,
Nunes Marques, Gilmar ou qualquer outro magistrado não são investigados.
Segundo a representação, não há nos elementos reunidos até agora indício de que
ministros tenham solicitado, aceitado ou recebido vantagens indevidas, nem de
que tenham proferido decisões contrárias ao direito.
Os magistrados aparecem na investigação,
segundo a própria PF, apenas como possíveis destinatários da influência que os
investigados alegariam possuir. A polícia resume o objeto da apuração como a
possível “mercancia da influência por quem a ofereceu e a precificou”, e não a
atuação dos ministros apresentados a terceiros como pessoas passíveis de
influência.
Dino determinou que os aparelhos apreendidos
sejam submetidos a perícia. Caso as novas diligências revelem algum elemento
indicativo de conduta atribuível a magistrado, a PF deverá comunicar o ministro
e a Procuradoria-Geral da República, sem adotar medidas por iniciativa própria.
• PF
encontrou transferência de R$ 10 mil em articulação por proteção do PCC para
Vorcaro
A Polícia Federal identificou uma
transferência de R$ 10 mil em meio a uma articulação para fazer chegar a Daniel
Vorcaro, enquanto estava preso, um recado sobre uma rede de proteção
relacionada pelos investigadores ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O
dinheiro foi enviado por Manoel Mendes Rodrigues, o Manolo, integrante da “A
Turma”, ao advogado André Luís Chagas Bergeralck, depois de os dois discutirem
uma forma de avisar o banqueiro de que havia uma “força por trás” capaz de
ajudá-lo.
A informação consta de documentos da
investigação do caso Master que estavam sob sigilo e no gabinete do ministro
André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O material veio a público
após a retirada do sigilo dos autos e reúne conversas, ligações e movimentações
financeiras analisadas pela PF.
“A Turma” era uma espécie de milícia privada
que atuava para Vorcaro. Segundo a investigação, o grupo reunia personagens
ligados às forças de segurança, à milícia e ao jogo do bicho e era usado para
obter informações, monitorar investigações e intimidar pessoas consideradas
adversárias do banqueiro.
A transferência ocorreu em 28 de novembro de
2025. No dia anterior, Manolo havia encaminhado a Bergeralck áudios e uma
mensagem sobre o apoio articulado para Vorcaro e escrito: “Nós temos q dar um
jeito de chegar um recado”.
O advogado perguntou onde Vorcaro estava e
afirmou: “Eu posso entrar”. Manolo respondeu que ainda não e explicou:
“Primeiro ele tem que entender que tem uma força por trás que pode ajudar ele”.
Depois acrescentou: “Mas isso tem que ser rápido”.
Na tarde seguinte, Manolo retornou uma
ligação de Bergeralck. Os dois conversaram por aproximadamente cinco minutos.
Na sequência, Manolo transferiu R$ 10 mil ao advogado.
O relatório registra o pagamento na mesma
sequência das conversas sobre como levar o recado a Vorcaro, mas não atribui
uma finalidade específica aos R$ 10 mil. Também não há, nos documentos
analisados, indicação de que o dinheiro tenha sido repassado ao PCC ou de que o
próprio banqueiro tenha determinado a transferência.
A movimentação financeira, no entanto,
aparece dentro de uma articulação que a PF descreve como uma “possível
mobilização de integrantes ou pessoas relacionadas” ao PCC para prestar apoio a
Vorcaro durante sua passagem pelo sistema penitenciário paulista.
<><> “Ele é amigo nosso”
A articulação ocorreu depois que Vorcaro foi
transferido para o CDP de Guarulhos. Na noite de 24 de novembro, Luiz Phillipi
Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, informou Manolo sobre a
transferência do banqueiro. Nos dias seguintes, os dois passaram a discutir
formas de auxiliá-lo.
Em 26 de novembro, depois de uma conversa de
mais de 24 minutos entre Manolo e Mourão, este último encaminhou um áudio de um
homem não identificado. Segundo a PF, o conteúdo tratava de ações destinadas a
proteger Vorcaro no sistema carcerário e de informações que seriam levadas ao
banqueiro por meio de um advogado.
O homem dizia estar pedindo ao “advogado do
clube” para orientar Vorcaro e explicava o que deveria acontecer quando o
banqueiro deixasse o Regime de Observação e passasse ao convívio com os demais
presos.
“Vou passar meu nome lá”, afirmou. Em outro
trecho, disse que Vorcaro deveria se apresentar “pra quadrilha lá”.
No dia seguinte, Manolo mencionou o “01 do
time” e escreveu “3 letras”. Em áudio, afirmou que poderia ir a São Paulo
conversar com o “01 de São Paulo”, a quem chamou de amigo, para pedir
assistência a Vorcaro dentro da unidade. “Aí o partido, aí o resultado vem de
cima”, disse.
Destinado à chamada “Sintonia Tiradentes”, o
texto pedia apoio ao “companheiro Daniel Bueno Vorcaro” e dizia que o banqueiro
era “amigo nosso” e “apoia a nossa quadrilha e a nossa regional em diversos
sentidos”. O pedido era para que Vorcaro fosse orientado e recebesse apoio no
cotidiano da unidade.
Mourão preparou então um recado destinado ao
banqueiro. Disse ter feito “um pedido para os amigos que temos” e afirmou que
as pessoas responsáveis pela unidade já estavam cientes e iriam apoiá-lo “em
tudo” que precisasse.
Foi esse material que chegou a Manolo e
depois foi encaminhado a Bergeralck, dando início à conversa sobre como avisar
Vorcaro da existência de uma “força por trás”. No dia seguinte ocorreu a
transferência dos R$ 10 mil.
<><> Vorcaro já havia mandado
“alinhar com o PCC”
A menção ao PCC nas conversas envolvendo
Vorcaro e seus operadores antecede a prisão do banqueiro.
Em 2024, durante uma operação para recuperar
a conta da atriz Monique Alfradique no Instagram, que havia sido invadida,
Mourão informou a Vorcaro que estava com “os meninos na linha” e havia avisado
aos responsáveis pelo ataque que “a turma vai atrás deles”.
“E irei atrás de um por um”, escreveu Mourão.
Depois da recuperação da conta e diante de
informações sobre transferências via Pix realizadas pelos golpistas, foi o
próprio Vorcaro quem mencionou diretamente a facção em uma orientação a Mourão:
“alinha com o pcc rsrs”.
Ao analisar a conversa, a PF afirmou que
Mourão aparentava manter algum tipo de contato, direto ou indireto, com pessoas
ligadas a organizações criminosas, o que permitiria esse tipo de interlocução.
O episódio mostra que, mais de um ano antes
da prisão, Vorcaro já tratava com Mourão sobre uma possível interlocução com o
PCC. Em novembro de 2025, o mesmo operador aparece novamente nas conversas
analisadas pela PF, desta vez na busca por apoio ao próprio banqueiro dentro da
prisão.
<><> Mourão recebia R$ 1 milhão
por mês
A relação entre Mourão e Vorcaro também era
financeira. Segundo a PF, “Sicário” constava de uma lista de despesas para
receber R$ 1 milhão por mês ao longo de 2024 e 2025, sem contar valores
classificados como bônus. A investigação encontrou comprovantes de
transferências para a King, empresa ligada a Mourão.
A relação continuava ativa às vésperas da
prisão. Em 10 de novembro de 2025, Vorcaro autorizou mais R$ 1 milhão para a
King Participações Imobiliárias. Sete dias depois, foi preso pela PF.
Os documentos não vinculam esses pagamentos
milionários à posterior busca por apoio dentro do CDP. Eles mostram, porém, que
Mourão mantinha uma relação financeira regular com a estrutura de Vorcaro, já
havia recebido do banqueiro a orientação para “alinhar com o PCC” e, depois da
prisão, participou das tratativas que a PF relacionou à facção.
Manolo também já mantinha relações comerciais
com o entorno da família Vorcaro. A PF encontrou conversas sobre negócios
imobiliários envolvendo ele, Bergeralck e Henrique Vorcaro antes da prisão de
Daniel. As tratativas incluíam três imóveis no Rio de Janeiro, com área total
de 113 mil metros quadrados.
Ao concluir a análise desse conjunto de
mensagens, a PF afirmou ter identificado registros que indicam a “possível
mobilização de integrantes ou pessoas relacionadas” ao PCC para prestar apoio a
Vorcaro durante sua custódia. Para os investigadores, as conversas mostram
tanto tentativas de transmitir recados ao banqueiro quanto referências a um
“aparente suporte” que seria disponibilizado dentro do sistema carcerário.
Mourão foi preso pela Polícia Federal em
março de 2026. Ele tentou tirar a própria vida enquanto estava sob custódia da
corporação em Belo Horizonte e morreu dois dias depois no Hospital João XXIII.
A PF investigou as circunstâncias da morte e concluiu posteriormente que não
houve participação de terceiros.
Fonte: ICL Notícias

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