Quem
venceu a eleição em Israel e o que acontece agora?
O
primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e seus aliados
perderam a maioria que tinham no Knesset (Parlamento) após as eleições de terça-feira
(27/10).
O
resultado final da apuração, divulgado nesta sexta, mostra o bloco de Netanyahu
com 53 dos 120 assentos — abaixo, portanto, do número de 61 cadeiras
necessárias para governar —, contra 48 do principal partido de
oposição, liderado por Gadi Eisenkot.
As 19 vagas restantes foram conquistadas por partidos da minoria
árabe-israelense.
Com
isso, Israel terá pela frente semanas de difíceis negociações para formar
um governo de coalizão, com a possibilidade de novas eleições caso as
sondagens fracassem.
Tanto
Netanyahu, que serviu como primeiro-ministro por mais de 19 anos em mandatos
intercalados e é aliado de partidos de extrema direita e ultraortodoxos, quanto
Eisenkot, ex-chefe militar que lidera uma ampla coalizão de oposição,
prometeram tentar a formação de um governo.
Um
avanço perceptível ocorreu entre os partidos árabes israelenses, que
conseguiram eleger quatro deputados a mais que na última eleição, em
2022. Um líder da minoria árabe apelou à oposição para unir forças e pôr
fim ao governo de Netanyahu.
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Maioria só com os árabes
Esta é
a primeira eleição desde o ataque terrorista de 7 de outubro de 2023, que levou Israel a
iniciar uma guerra devastadora na Faixa de Gaza.
Os
eleitores da comunidade árabe, descendentes dos palestinos que permaneceram no
território após a criação de Israel e que representam cerca de 20% da
população, demonstraram forte indignação com a visão ultranacionalista judaica
do governo Netanyahu para Israel e para os territórios palestinos.
A
escolha é entre "a continuação do racismo, da exclusão e da supremacia ou
uma verdadeira parceria judaico-árabe", afirmou Yousef Jabareen, líder da
coligação árabe de esquerda Joint List.
Para
ele, o público israelense votou por uma nova liderança e "qualquer pessoa
que queira oferecer uma alternativa séria e genuína ao governo ensanguentado de
Netanyahu terá de conversar conosco".
Netanyahu,
que fez campanha com o slogan "ou a direita ou a Palestina", atacou
repetidamente a oposição, afirmando que ela colocaria os árabes no poder.
Mas
Eisenkot também resiste a se aliar aos partidos árabes. Yair Golan, líder do
principal partido de esquerda de Israel e integrante do campo de Eisenkot,
tornou-se o primeiro membro da oposição a defender uma aliança com eles.
"Netanyahu perdeu. Não devemos mais aceitar a divisão racista de Netanyahu
entre votos judeus e votos árabes", declarou.
Centenas
de israelenses têm organizado protestos para pressionar a oposição a se aliar
com os partidos árabes, algo que só aconteceu em 2021, e apenas por pouco
tempo.
Mas o
campo de Eisenkot também inclui políticos de direita que compartilham muitas
das posições duras de Netanyahu e rejeitam categoricamente trabalhar com
parlamentares árabes.
"Talvez
todos tenham perdido nestas eleições, exceto os partidos árabes. Mas, para
eles, ainda não está claro se conseguirão transformar esse enorme sucesso em
influência política", avaliou o cientista político Gideon Rahat, da
Universidade Hebraica de Jerusalém.
Os
parlamentares árabes também poderiam sustentar um governo minoritário de
Eisenkot sem ingressar formalmente em uma coalizão, embora poucos analistas
acreditem que tal arranjo sobreviveria por muito tempo.
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Aliança entre Eisenkot e Netanyahu
Uma
possível saída para Netanyahu se manter no poder seria convencer Eisenkot
e seus aliados de centro-direita a apoiá-lo. Essa composição empurraria os
partidos liderados por árabes, bem como as siglas judaicas
ultranacionalistas e ultraortodoxas, para a oposição.
No
entanto, isso exigiria que muitas promessas fossem quebradas, já que Eisenkot e
seus aliados prometeram que não participariam de um governo Netanyahu, a quem
acusam de enfraquecer as instituições democráticas e de falhas de
segurança que levaram à guerra em Gaza. Além disso, no passado, quando líderes
da oposição israelense contrariaram seus eleitores para se unir a Netanyahu,
seu apoio político despencou.
Esse
arranjo também exigiria que Netanyahu abandonasse seus aliados da extrema
direita e dos partidos ultraortodoxos, que permaneceram ao seu lado após o
ataque e durante múltiplas guerras e outras crises. Netanyahu provavelmente
está em busca de elos fracos dentro do bloco oposicionista, que abrange todo o
espectro político de Israel.
Ele
poderia tentar atrair alguns de seus antigos aliados, como os líderes da
direita Naftali Bennett e Avigdor Lieberman. Ambos apoiam firmemente políticas
nacionalistas, como a expansão dos assentamentos na Cisjordânia ocupada, e
teriam especial dificuldade em formar parceria com partidos árabes.
Mas
eles entram em conflito com Netanyahu há anos, muitas vezes por questões
pessoais, e prometeram não se aliar a ele. Além disso, se opõem fortemente às
isenções do serviço militar para os ultraortodoxos, uma exigência inegociável
dos aliados ultraortodoxos de Netanyahu.
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O que acontece agora
Após a
conclusão da contagem, todas as atenções se voltam para o presidente Isaac
Herzog, que normalmente exerce um papel cerimonial discreto, mas que decidirá
quem terá a primeira oportunidade de formar governo.
Herzog
tem uma semana para consultar os partidos, que lhe recomendarão um candidato a
primeiro-ministro, e encarregar da formação do governo quem considerar ter mais
chances de sucesso. A partir daí, começa a correr um prazo de 28 dias,
prorrogável por mais 14.
A
incumbência não precisa ser dada ao líder do partido mais votado. Em 2009, por
exemplo, o então presidente, Shimon Peres, designou Netanyahu para formar
governo, embora o Likud tivesse conquistado 27 cadeiras, contra 28 do Kadima,
de Tzipi Livni, porque Netanyahu dispunha de mais apoio potencial para
construir uma coalizão.
Nenhum
partido em Israel jamais conquistou maioria absoluta. Por isso, os governos são
formados por coalizões partidárias, e as negociações para sua formação
frequentemente duram várias semanas. Cada cadeira no Knesset conta, e pequenos
partidos podem desempenhar papel decisivo ao se tornarem fiadores da maioria.
Se o
primeiro candidato fracassar, o presidente pode encarregar um segundo nome, que
terá 28 dias sem possibilidade de prorrogação. Se ele também fracassar, os
deputados terão 21 dias para que ao menos 61 deles proponham um candidato. Esse
candidato terá então mais 14 dias para formar um governo. Caso não consiga, o
Knesset será dissolvido e novas eleições serão convocadas — Herzog já
disse que fará de tudo para evitar esse cenário.
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Governo interino
Um
impasse político poderia beneficiar Netanyahu no curto prazo, já que ele
permaneceria como primeiro-ministro interino até que o Knesset conceda voto de
confiança a um novo governo.
Essa
situação é limitada pela jurisprudência da Suprema Corte e pelas orientações da
Procuradoria-Geral, que restringem nomeações importantes e outras decisões não
urgentes.
Se as
negociações entre os partidos fracassarem e novas eleições forem necessárias,
Israel poderá permanecer até meados do primeiro semestre de 2027 com um governo
interino.
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Fim da era Netanyahu?
Muitos
observadores consideram esta eleição um referendo sobre Netanyahu, o
primeiro-ministro que governou Israel por mais tempo e que tem dividido
profundamente a sociedade israelense.
Diante
de acusações criminais por corrupção, que ele nega, Netanyahu procurou
reformular o sistema judiciário.
Ele
também se aliou a líderes da extrema direita que apoiam colonos radicais
acusados de atacar palestinos na Cisjordânia com ampla impunidade.
Netanyahu
também é procurado pelo Tribunal Penal Internacional em razão da
devastadora guerra de Israel na Faixa de Gaza.
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Choro de perdedor: Netanyahu contesta eleições em Israel
e acusa fraude
O
primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, intensificou a contestação dos
resultados das eleições legislativas realizadas na terça-feira (27), após seu
bloco não conquistar as 61 cadeiras necessárias para formar maioria no
Parlamento israelense (Knesset). O partido governista Likud acusa as legendas
que representam os cidadãos palestinos de Israel de terem fraudado a votação,
enquanto lideranças da oposição denunciam uma tentativa de deslegitimar o
resultado eleitoral.
Com 90%
dos votos apurados, a coalizão de Netanyahu conquistou 53 das 120 cadeiras do
Knesset, contra 48 dos partidos de oposição e 19 das legendas árabes. A elevada
participação dos eleitores palestinos com cidadania israelense foi decisiva
para impedir que o primeiro-ministro alcançasse a maioria parlamentar
necessária para permanecer no poder.
Nesta
quinta-feira (29), Netanyahu divulgou, em suas redes sociais, um comunicado de
seu partido, o Likud, denunciando uma suposta fraude eleitoral envolvendo as
legendas árabes. “O caso Ra’amgate é um terremoto. Roubaram as eleições em
Israel!”, afirma o texto.
Diante
do resultado, o Likud alega que organizações responsáveis pela mobilização do
eleitorado árabe teriam recebido recursos estrangeiros, supostamente
provenientes do Catar e da Turquia, para influenciar a votação. O partido
chegou a afirmar que as eleições haviam sido “roubadas” pelas legendas árabes,
embora não tenha apresentado provas públicas que sustentem a acusação.
“Após a
revelação de que entidades estrangeiras tentaram assumir o controle do Knesset,
fica claro que nenhum partido sionista deve cooperar com Ra’am e a Lista
Conjunta, substituir o presidente do Knesset por meio de votos comprados e
formar um governo que seja perigoso para Israel”, declarou o partido.
O Likud
passou a chamar o episódio de “Ra’amgate” e afirmou que a suposta interferência
estrangeira representaria uma tentativa de promover a “islamização de Israel” e
derrubar o governo de direita. As acusações não foram acompanhadas de
evidências públicas que comprovassem o envolvimento das legendas árabes ou de
seus dirigentes.
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Serviço de inteligência abre investigação
Nesta
quarta-feira (28), o presidente do Comitê Central de Eleições de Israel, juiz
da Suprema Corte Noam Sohlberg, determinou que o serviço de inteligência
interna Shin Bet investigasse suspeitas de financiamento estrangeiro e compra
de votos durante o processo eleitoral.
A
decisão ocorreu após uma reunião reservada entre Sohlberg e o diretor do Shin
Bet, David Zini, que apresentou informações sobre uma possível interferência
externa. Segundo a imprensa israelense, a investigação já estava em andamento
antes mesmo da realização das eleições.
“Esta é
uma investigação que foi aberta nas últimas duas semanas com base em
informações sólidas de inteligência. Entendemos que há algo problemático e
estamos investigando seriamente para esgotar as informações. As coisas ficarão
mais claras nos próximos dias”, declarou uma fonte de segurança ouvida pela
emissora pública Kan.
O
Comitê Central de Eleições solicitou a apresentação das conclusões da
investigação no prazo de uma semana, antes de 4 de novembro, data limite
prevista pela legislação israelense para a certificação dos resultados. Apesar
das suspeitas, o próprio diretor do Shin Bet havia declarado, durante a
votação, que o processo eleitoral transcorria normalmente. Na ocasião, Zini
afirmou que as eleições estavam sendo monitoradas e conduzidas adequadamente.
A
polícia israelense também declarou inicialmente que não existiam provas capazes
de sustentar as acusações de fraude eleitoral generalizada apresentadas pelo
Likud. Posteriormente, o comissário Daniel Levy assegurou que todas as
denúncias seriam investigadas: “Qualquer denúncia recebida e qualquer suspeita
de prática de delito relacionado à integridade das eleições será examinada e
investigada de forma completa e imparcial”. “Não permitiremos que ninguém
prejudique a integridade das eleições e o processo democrático”, acrescentou.
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‘Vocês perderam, vão para casa’
Uma
eventual aliança com a Lista Conjunta e o Ra’am, ou mesmo a formação de um
governo minoritário sustentado pelo apoio parlamentar dessas legendas, poderia
permitir a substituição de Netanyahu.
O
dirigente do Balad, Sami Abou Shehadeh, partido integrante da Lista Conjunta,
acusou Netanyahu de não reconhecer o resultado eleitoral. “Netanyahu e seus
parceiros são pessoas perigosas que estão construindo uma narrativa para
justificar a recusa em aceitar os resultados de uma das eleições mais decisivas
que este país viu em décadas”, declarou.
“Em
qualquer democracia funcional, aqueles que perdem uma eleição assumem a
responsabilidade e voltam para casa. Em Israel, o lado perdedor fabrica uma
calúnia racista e incita as agências de segurança a usar a força para anular os
resultados da eleição”, afirmou.
Abou
Shehadeh, que foi impedido de disputar as eleições pelo Comitê Central de
Eleições, também alertou para o risco de novas eleições serem convocadas com
base em acusações infundadas. “Vocês perderam. Vão para casa”, declarou.
Em
paralelo, quatro ativistas do Ra’am foram presos sob suspeita de oferecer
dinheiro a eleitores em troca de votos para a legenda. O Ra’am confirmou que os
detidos eram integrantes do partido e rejeitou as acusações.
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Oposição israelense acusa Netanyahu de tentar
'deslegitimar' as eleições com acusações de interferência estrangeira
O
principal líder da oposição israelense, Gadi Eisenkot, e líderes de partidos
liderados por árabes denunciaram o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu por alegar
interferência estrangeira após a eleição que resultou na perda da
maioria por sua coalizão.
O
partido Likud, de Netanyahu, acusou os partidos liderados por árabes em Israel
de "roubarem" as eleições. A agência de segurança interna Shin Bet
está investigando se eles receberam financiamento ilegal do Catar e da Turquia.
O
Ministério das Relações Exteriores do Catar negou as alegações "ridículas
e perigosas" e acusou políticos israelenses de conduzirem uma campanha de
desinformação contra Doha.
Os
resultados finais confirmaram que nem o bloco de Netanyahu nem a oposição
conquistaram a maioria no Parlamento.
As duas
listas partidárias árabes - a Lista Conjunta e o Ra'am - desafiaram as
expectativas e conquistaram um número recorde de 19 cadeiras no Knesset,
parlamento composto por 120 membros, após um aumento significativo na
participação dos eleitores árabes.
Isso os
posiciona como potenciais fiel da balança, com o bloco de Netanyahu
conquistando 53 cadeiras e o bloco de seu rival, Gadi Eisenkot, garantindo 48.
Na
quinta-feira (29/10), o Likud alegou que os eleitores foram
"subornados" para votar em partidos árabes, depois que o chefe do
Comitê Central de Eleições (CEC) pediu ao serviço de segurança Shin Bet que
investigasse "sérias suspeitas" de interferência estrangeira.
Ambos
os partidos árabes rejeitaram veementemente a alegação, tendo a aliança Lista
Conjunta, de maioria árabe, afirmado que a acusação era infundada.
A
disputa está sendo vista pelos críticos de Netanyahu como uma tentativa de
deslegitimar os partidos árabes, tornando assim politicamente impossível para
Eisenkot unir forças com eles — o que atualmente é a única via de seu bloco
para chegar ao poder.
A mídia
israelense noticiou que a Comissão Eleitoral Central (CEC) recebeu uma denúncia
de que o Catar teria fornecido financiamento com o objetivo de aumentar a
participação eleitoral nas comunidades árabes. O Ministério das Relações
Exteriores do Catar negou "categoricamente" as alegações.
Netanyahu
e seu partido Likud classificaram as alegações como um "terremoto
político" e um "ataque à democracia", com o objetivo de derrubar
seu governo de direita.
Mas o
Shin Bet esclareceu posteriormente que sua investigação não envolvia toda uma
comunidade que havia votado legalmente, enquanto o diretor-geral interino da
Comissão Eleitoral Central, Dean Livne, afirmou que "não havia fundamento
para alegações de violações sistemáticas da integridade eleitoral".
Eisenkot,
que foi informado sobre a investigação, disse que "é muito cedo para
determinar o que aconteceu, ou se algo aconteceu", e acusou Netanyahu de
conduzir "uma campanha orquestrada e organizada para deslegitimar os
resultados das eleições".
O
presidente do Balad, Sami Abu Shehadeh, que faz parte da Lista Conjunta,
rejeitou a alegação, dizendo: "O lado perdedor está construindo uma
calúnia racista e incitando as agências de segurança a usar a força para anular
os resultados da eleição."
Os
ataques de Netanyahu contra eleitores e partidos árabes têm sido constantes há
dias. Ele passou grande parte do dia da eleição publicando nas redes sociais
que a alta participação árabe é uma "emergência" e uma "questão
de vida ou morte" para a direita israelense.
Ele
também compartilhou imagens geradas por inteligência artificial de eleitores
árabes em seções eleitorais, numa tentativa de incentivar os direitistas a
votarem.
Os
árabes israelenses, muitos dos quais se autodenominam cidadãos palestinos de
Israel, representam cerca de um quinto da população do país.
Durante
anos, muitos boicotaram as eleições israelenses, alegando que votar legitimaria
um sistema que, segundo eles, os trata como cidadãos de segunda classe.
Mas a
participação deles na eleição de terça-feira (27/10) foi motivada pelo desejo
de derrubar a coalizão governista mais à direita da história de Israel,
liderada por Netanyahu.
Os
resultados finais oferecem apenas três opções plausíveis para a formação de um
governo: um governo de unidade nacional envolvendo Netanyahu e Eisenkot, uma
coalizão de direita envolvendo Netanyahu e dissidentes do bloco de Eisenkot, ou
um governo liderado por Eisenkot e apoiado pelos partidos árabes.
Eisenkot
e todos os membros de seu bloco, com exceção de um, recusaram-se anteriormente
a entrar em um governo com partidos árabes, mas especula-se nos últimos dias
que um acordo ainda possa ser alcançado.
Uma
pesquisa relâmpago realizada pela Universidade Hebraica mostrou que a opção
mais popular entre os eleitores de todos os partidos do bloco de oposição era a
formação de um governo minoritário por Eisenkot com Ra'am, apoiado externamente
pela Lista Conjunta.
Fonte: Opera
Mundi/BBC News

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