Depois
de tríplice fracasso, candidato de Nikolas na Bahia quer petistas identificados
com estrela
O
candidato a deputado federal de Nikolas Ferreira na Bahia está agitado.
Rogério
Faedo, uma importante liderança do agro no Oeste da Bahia, ficou tão
decepcionado com o resultado das eleições de 2026 que decidiu filtrar todos os
seus contatos pessoais para falar apenas com quem é bolsonarista.
O
município ainda vive o impacto de um vídeo gravado na região por Nikolas
Ferreira, com trechos de falas de sete pessoas. O vídeo, em que o presidente
Lula é denunciado por supostamente abandonar o Nordeste, teve mais de 165
milhões de visualizações e neste domingo, 1, permanecia fixado no topo da
página do deputado mineiro.
O vídeo
foi ao ar no dia 20 de outubro, como parte do esforço de Nikolas para impedir o
avanço da votação de Lula no segundo turno. A estratégia fracassou, mesmo na
capital do agronegócio da Bahia.
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Lula cresceu mais de 22%
Aqui, a
votação de Lula subiu 22,63% no segundo turno. A abstenção local caiu de 21,1%
para 18,8%. Flávio Bolsonaro também avançou, mas bem menos: foi de 38.496 votos
para 39.688 no município. Lula saltou de 20.173 para 24.739.
O papel
do ruralista Faedo na produção do vídeo está cada vez mais claro. Nikolas
passou apenas algumas horas no município. Ao desembarcar, Faedo disse a ele que
estava tudo programado: primeiro “na chácara”, depois “na fazenda”.
Uma
fonte do grupo político ligado ao ex-prefeito Oziel Oliveira, do PSD, disse à
Fórum que Nikolas veio a Luís Eduardo Magalhães sem avisar ao prefeito Junior
Marabá, empresário evangélico que é do PP e apoiou Flávio Bolsonaro.
A
fonte, que pediu anonimato alegando que todos se conhecem na cidade, disse que
uma das pessoas que falaram no vídeo, Ubaldino Simões de Morais Neto, o Binha,
trabalha para Faedo como ‘gerente’.
Posteriormente,
apesar da aparência um tanto sôfrega no vídeo, revelou-se que Binha dirige uma
Hilux e mora em casa com piscina.
Depois
da controvérsia, ele apagou suas contas nas redes sociais. Em nome de Binha, um
advogado publicou uma nota:
A
residência de Binha e as condições materiais de sua família não são são
critérios para determinar se suas reivindicações por uma saúde pública de
qualidade são legítimas. Ele não apareceu no vídeo para afirmar que não
trabalha, que não possui bens ou que vive em situação de miséria.
No
vídeo “O Nordeste que foi esquecido”, no entanto, além de reclamar por Saúde
Binha afirma: “Eu quero meu emprego”.
A
própria defesa admitiu que ele não está desempregado e tem uma Hilux, alegando
que precisa “percorrer longas distâncias e enfrentar estradas de terra, trechos
arenosos e locais de difícil acesso para prestar seus serviços nas fazendas da
região”.
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Aliados de Nikolas fracassam
A
presença de Nikolas não impulsionou o candidato: Rogério Faedo, do PL, que
armou o vídeo, teve apenas 3.671 votos em Luis Eduardo Magalhães (6.452 no
total).
O
federal mais votado na cidade foi o ex-prefeito Oziel, com 11.615 de um total
de 22.040 votos. Ele ficou como suplente.
O
prefeito do município, do PP, conseguiu eleger seu candidato a federal, Ditinho
da Avivip, do União Brasil.
A
“chácara” que Faedo citou no desembarque de Nikolas na verdade fica no
assentamento Rio de Ondas. Os entrevistados foram colocados diante de uma casa
de tijolos, sem reboque. Um filtro esmaeceu a cena, dando um aspecto lúgubre
aos relatos trágicos.
Além de
Rogério Faedo assistiram aos depoimentos o candidato a deputado estadual Richi
Átila, o pastor Jonatas Tavares e a pastora Fátima, que abençoou a ocasião.
Átila
teve apenas 760 votos em Luís Eduardo Magalhães de um total de 2.447. Não se
elegeu, completando o tríplice fracasso da investida de Nikolas Ferreira na
cidade.
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Desabafos de perdedor
“Eu vou
comprar nos comércios bolsonaristas”, disse o ruralista Rogério Faedo em
registro feito na mesma fazenda em que recebeu Nikolas para gravar um segundo
vídeo, sobre as virtudes do agronegócio.
“Agora
eu quero ver esses petistas que tão perdendo emprego, que o Bolsa Família vai
ser cortado […] vocês que fizeram o L estão lascados”, afirmou.
Desde
que sua tentativa de se eleger fracassou, Faedo já publicou vários desabafos:
Todos
aqueles que tem comércio, restaurante, principalmente restaurante, que coloquem
na porta de seu estabelecimento a estrela do PT, que daí eu não vou ali, que se
eu for almoçar ali o risco de eu ser envenenado por esse comerciante é muito
grande. Então, ele tem que se identificar.
Curiosamente,
a bandeira de Luis Eduardo Magalhães tem uma estrela branca no centro e as
cores vermelha e azul.
Nos
vídeos, Faedo denunciou fraude e pediu voto impresso. Faedo, que é originário
do Rio Grande do Sul, sugeriu que o povo da Bahia é “tapado” por votar no PT e
anunciou:
Eu só
vou entrar em estabelecimento, eu só vou aceitar na minha casa, eu só vou
conversar com pessoas que se identifiquem que são Flávio Bolsonaro.
Em sua
declaração de bens ao TSE, Faedo disse ter patrimônio de R$ 8.756.950,00.
Ele
declarou sua fazenda Maria das Águas Santas, no município vizinho de Barreiras,
com 1.596 hectares, com o valor de R$
345.292,45. Outra propriedade rural, também em Barreiras, com 450
hectares, foi avaliada em apenas R$ 185,00.
A
Calculadora Rural estima o preço de um hectare de terra nua em Barreiras em R$
13.800,00.
O valor
de venda das duas fazendas declaradas por Faedo seria, portanto, superior a R$
28 milhões, apesar de terem sido declaradas por menos de 350 mil reais.
• Cozinheiro do Bem, Júlio Ritta rebate
Nikolas Ferreira e serve picanha a pessoas em vulnerabilidade; entenda
cozinheiro
Júlio Ritta, fundador do projeto social Cozinheiros do Bem – Food Fighters,
respondeu com picanha, risoto e comida na mesa aos ataques do deputado federal
bolsonarista Nikolas Ferreira (PL-MG), que ironizou perda de patrocinadores
bolsonaristas da iniciativa após o chef manifestar apoio ao presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT).
Em
vídeo divulgado neste domingo (1º), Ritta mostrou a preparação de refeições
para mais de 500 pessoas em situação de vulnerabilidade social no Viaduto da
Conceição, em Porto Alegre (RS), e mandou um recado direto ao parlamentar.
“Vocês
acharam que iam me derrubar, hein, ô seu moleque, Nikolas Ferreira? Eu nem
conheço a tua história, sabe por quê? Porque eu não tenho tempo pra isso! Eu
acho que tu ainda estava nas fraldas quando eu comecei a servir comida nesse
viaduto”, disparou o cozinheiro, que há 11 anos distribui refeições a pessoas
que passam fome na capital gaúcha.
A
resposta veio depois que Nikolas usou suas redes sociais para ironizar o
boicote de empresários e doadores ao projeto, relatado por Ritta após a vitória
de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais.
Em
reação ao boicote, o cozinheiro reuniu voluntários e preparou um cardápio
especial: risoto à parisiense, picanha ao molho demi-glace, tomate-cereja,
alface, suco gelado e cuca.
“Mais
de 500 pessoas hoje aqui no Viaduto da Conceição não vão precisar meter a mão
numa lata de lixo pra comer. E essa é a porra da nossa vitória!”, comemorou.
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Entenda como começou a polêmica
A
disputa começou após Júlio Ritta denunciar que empresários e apoiadores haviam
suspendido doações e patrocínios destinados ao Cozinheiros do Bem em razão de
seu posicionamento político nas eleições.
Na
quinta-feira (29), Nikolas Ferreira compartilhou um vídeo do cozinheiro nos
stories do Instagram e fez uma publicação ironizando a perda dos recursos.
“O cara
tem um projeto ‘Cozinheiros do Bem’. Tem uma festa programada para dia 14 onde
terá o cantor MV Bill. Ele fez esse vídeo xingando a direita (no mínimo 60
milhões de pessoas) e agora os patrocinadores e doadores cancelaram toda
verba”, escreveu o deputado.
Nikolas
também questionou por que Ritta continuaria recebendo contribuições de
empresários que, segundo a interpretação do parlamentar, haviam sido chamados
de “milicianos, extremistas, fascistas e genocidas”.
“Afinal,
por que receber o dinheiro de quem é miliciano, extremista, fascista e
genocida? Coerência, né? Simples”, escreveu.
O
deputado ainda recorreu a um argumento religioso, afirmando que a verdadeira
caridade deveria nascer de uma alma voltada à santidade.
Ritta
respondeu ainda na quinta-feira, também pelas redes sociais. “Late mais alto,
moleque. Aproveita e pega o próximo voo e não esquece de pegar a peruca”,
escreveu, em referência ao episódio em que Nikolas utilizou uma peruca rosa
durante um discurso na tribuna da Câmara dos Deputados.
Ver
esse post no Instagram
A
discussão ganhou repercussão e mobilizou apoiadores do projeto social. Ritta
relatou ter recebido novas doações e manifestações de solidariedade depois do
episódio.
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“Ao invés de propagar fake news, eu resolvi servir a tal da picanha”
No
vídeo divulgado no domingo, o cozinheiro transformou a picanha, símbolo
explorado na disputa política em torno das promessas de Lula, em resposta
concreta às provocações da extrema direita.
“Então,
ao invés de propagar fake news, viajar com jatinho emprestado, eu resolvi
servir a tal da picanha que vocês falavam que era a picanha do Lula. Se o Lula
serve ou não, não tô nem aí, meu irmão! O Júlio Ritta há 11 anos serve comida
nesse viaduto em Porto Alegre”, afirmou.
O
cozinheiro também convidou Nikolas a conhecer a realidade das pessoas atendidas
pelo projeto.
“Quem
sabe tu não faz o mesmo? Tu é novo ainda, ainda tem muito que aprender. E não é
prepotência, não. É porque quem vive na rua sabe como é a realidade da nossa
população.”
Ritta
lembrou que a fome não atinge apenas pessoas em situação de rua. Segundo ele,
famílias inteiras procuram as refeições distribuídas pelos voluntários porque
não têm sequer condições de preparar comida em casa.
“Enquanto
tiver uma pessoa numa fila nossa, e não só pessoas em situação de rua, muitas e
muitas famílias vêm até aqui porque elas não têm gás dentro de casa. E aí vocês
vêm com a pachorra de dizer: ‘Faz o L’, ‘Pede pro teu presidente’.”
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“O que o teu Cristo faria?”
Um dos
momentos mais contundentes do vídeo ocorre quando Júlio Ritta questiona a
utilização da religião pelo deputado bolsonarista.
“Então,
tu gosta tanto de falar sobre dados, hein, cristão? O que o teu Cristo faria se
estivesse vivo hoje? Andaria só com quem tem dinheiro? Com os empresários que
vocês disseram que eu ataquei? Ou ia tá aqui embaixo desse viaduto?”,
questionou.
Em
seguida, o cozinheiro apresentou sua própria concepção de solidariedade cristã.
“O meu
Cristo é esse, e ele não carrega uma cruz; ele carrega um monte de cooler cheio
de comida!”
A
provocação contrapôs o discurso religioso do parlamentar ao trabalho de
assistência alimentar realizado pelos voluntários nas ruas de Porto Alegre.
Ritta
também rejeitou a tentativa de transformar a distribuição de comida em uma
disputa entre governos de esquerda e de direita.
“Há 11
anos eu faço isso. Só que o Brasil não tem apenas vinte anos de governo de
esquerda. São mais de quinhentos anos de sofrimento de uma nação”, afirmou.
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Mais de 8 milhões de marmitas em 11 anos
O
Cozinheiros do Bem atua há 11 anos no combate à fome, com distribuição de
refeições e mobilização de voluntários. Segundo o balanço apresentado por
Ritta, o projeto já distribuiu mais de 8 milhões de marmitas desde sua criação.
Durante
a pandemia de Covid-19, a iniciativa teria atendido 96 comunidades e atuado em
mais de 36 cidades do interior do Rio Grande do Sul. Nas enchentes que
devastaram o estado em 2024, o grupo também participou da assistência às
famílias desabrigadas.
Ritta
afirma que os voluntários atenderam mais de 1.200 pessoas no maior abrigo da
capital gaúcha, com a produção de 4.800 refeições diárias, além de outras 3.800
refeições no Parque Olímpico de Canoas.
Os
números foram apresentados pelo próprio cozinheiro e mostram a dimensão da
atuação reivindicada pelo projeto.
“São
mais de 8 milhões de marmitas servidas nesses 11 anos. Eu tenho um orgulho da
porra disso! Mas uma felicidade plena eu vou ter no dia que não tiver uma
pessoa nessa fila. Mas até lá, a gente segue”, afirmou.
Para
Ritta, o objetivo do Cozinheiros do Bem vai além de distribuir alimentos. “A
comida é e sempre será só a ponte”, resumiu.
O
cozinheiro encerrou o vídeo cercado de voluntários e das refeições preparadas
para a população em vulnerabilidade, com uma mensagem coletiva: “Eu sou o que
eu sou porque somos todos nós! Todos nós!”
• Kassab rifa clã Bolsonaro e sinaliza
“relação mais profunda” com Lula em entrevista
m
movimentos calculados que costumam prever o ritmo da política institucional em
Brasília, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, traçou um diagnóstico
pragmático sobre o reposicionamento das forças partidárias no país. Em
entrevista concedida à newsletter do jornal O Globo, conduzida pelo jornalista
Thiago Prado, o articulador paulista descartou a viabilidade de uma nova
postulação presidencial encabeçada diretamente por membros da família Bolsonaro
no pleito de 2030. Paralelamente, o dirigente abriu caminho para uma
aproximação formal e mais robusta com o Palácio do Planalto no quarto mandato
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na
avaliação do cacique político, a sucessão presidencial de 2030 não deverá
contar com nomes do núcleo familiar da extrema direita no topo da chapa. Kassab
lembrou a condenação e a inelegibilidade mantida do ex-presidente Jair
Bolsonaro (PL), a saída do país de Flávio (PL) e Eduardo Bolsonaro, que minou a
capacidade de articulação direta dos irmãos no cenário nacional, além da falta
de inclinação eleitoral de Carlos Bolsonaro e da ausência de coesão interna em
torno do nome de Michelle Bolsonaro. Para o líder do PSD, embora a figura do
ex-mandatário continue sendo um polo de atração inevitável para qualquer
candidatura do campo conservador, a hegemonia direta da dinastia sobre as urnas
sofreu um desgaste decisivo.
Questionado
sobre as alternativas para a liderança da oposição nos próximos anos, o
ex-prefeito de São Paulo pontuou que nomes como o do governador Tarcísio de
Freitas (Republicanos) possuem supostamente habilidade política para ler o
cenário, mas ressaltou que a construção de uma alternativa competitiva
dependerá, fundamentalmente, do desempenho administrativo em seus respectivos
estados e da capacidade de diálogo com o centro.
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Diálogo com o Planalto e exigências fiscais
Se por
um lado Kassab decreta o esgotamento do clã familiar na disputa majoritária,
por outro ele estende pontes em direção à governabilidade federal.
Historicamente reticente em classificar o PSD como um membro formal da base
aliada, a despeito de a sigla ter comandado três ministérios ao longo do
terceiro mandato de Lula, o dirigente sinalizou uma mudança de tom para o novo
ciclo.
Kassab
revelou que emissários do Executivo federal já iniciaram contatos para formatar
a composição ministerial e a sustentação no Congresso. De acordo com o
presidente da legenda, o PSD está disposto a construir uma “relação mais
profunda” com a gestão petista, condicionando esse apoio a um aceno claro ao
eleitorado de centro e à adoção de diretrizes econômicas ortodoxas. Como
referência de governabilidade, o articulador citou a condução econômica da
primeira gestão de Lula, mencionando quadros como Antonio Palocci e Henrique
Meirelles como modelos de responsabilidade fiscal e previsibilidade capazes de
pacificar os mercados e atrair setores moderados.
O
dirigente argumentou que a heterogeneidade da bancada do PSD, composta por
diretórios regionais alinhados tanto ao campo progressista quanto à direita,
exige que o governo federal emita sinais concretos de responsabilidade fiscal e
moderação ideológica. Segundo ele, essa postura é o elemento capaz de unificar
o apoio do partido em votações decisivas no Legislativo.
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Debate sobre anistia e pacificação nacional
Outro
ponto central abordado por Gilberto Kassab na entrevista à newsletter de O
Globo foi o debate sobre medidas de anistia e pacificação política. Em meio às
articulações conduzidas no Senado Federal por Davi Alcolumbre tendo em vista a
eleição para a presidência da Casa em 2027, Kassab posicionou-se favoravelmente
à discussão do tema a título pessoal, ressaltando que a sigla não fechou
questão regimental sobre a matéria.
Para o
líder político, o contexto aberto com a reeleição de Lula abre margem para
gestos de reconciliação por parte do vencedor do pleito. Kassab rebateu as
críticas de que a pauta significaria uma normalização de investidas contrárias
ao Estado Democrático de Direito, sustentando que, diante do novo arranjo
político e do afastamento dos principais atores extremistas do debate eleitoral
imediato, a busca por uma saída negociada pode contribuir para a estabilidade
das instituições republicanas.
Fonte:
Fórum

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