terça-feira, 3 de novembro de 2026

Três ciclos e três desafios

No futuro, a história analisará com a devida profundidade o curto período entre os dias 5 e 25 de outubro de 2026. Em poucos dias a população brasileira viu nascer e se entregou com a alma a uma verdade revolução democrática, uma revolução cujo objetivo principal era a defesa da nossa ainda frágil democracia pós-1988.

A noite anterior ao dia 5 havia se escurecido de tal forma que não víamos nenhum horizonte possível. O fascismo venceu o primeiro turno com práticas políticas clássicas: ódio, violência e mentiras. O amanhecer do dia 5 de outubro foi doloroso e desesperançoso. No entanto, a longa e amarga noite do dia 4 de outubro de 2026 fez ressurgir algo que havíamos perdido para o ódio e a violência do pensamento bolsonarista.

Ela será lembrada com um daqueles momentos típicos na história da humanidade nos quais as placas tectônicas sociais começam a se movimentar. E foi exatamente nesse dia que essas placas começaram a se movimentar com uma potência profunda e crescente. Uma revolução democrática começou a ser construída e de lá se propagou por todo o território nacional como uma “onda tsunâmica” carregada de energia afetiva e esperançosa.

Essa onda tomou conta do país e se espalhou por ruas, praças, avenidas, parques, esplanadas, todos e todas vestidos/as de vermelho, verde, amarelo e as infinitas outras cores que tão bem representam a nossa dimensão popular, festiva e carnavalesca. O Brasil estava renascendo e o povo brasileiro estava ali assumindo seu protagonismo em defesa do nosso direito de vivermos em um país livre do ódio e da violência que essa família miliciana e fascista de sobrenome Bolsonaro tentava, novamente, impor ao país.

Chegamos no dia 25 de outubro, o nosso dia D, o dia no qual responderíamos para nós mesmos que povo somos e que país queremos. Milhares de brasileiros/as cruzaram cidades, estados e até países para se juntarem à grande batalha democrática do segundo turno das eleições. Esse dia foi tenso e intenso, mas a despeito de todos os desafios e improbidades durante o período de votação, terminamos o dia novamente nas ruas, agora para celebrar e gritar com muita força que vencemos o projeto autoritário.

O que virá não será fácil, a luta política, desde agora, deve ser diária, cotidiana, em todos os ambientes possíveis. É preciso reconectar o mundo político-partidário com o mundo social, o mundo das ruas, recuperar as relações e articulações com a população trabalhadora, ou seja, conosco, todos/as os/as trabalhadores/as. Como compreender históricamente a atual conjuntura política do Brasil? Em que momento o país entrou nessa roda gigante totalmente descontrolada e distópica?

Como exercício interpretativo eu proponho pensar o Brasil em três ciclos políticos distintos, mas totalmente associados: o primeiro período se inicia no governo FHC e vai até o impeachment de Dilma Rousseff, na realidade um golpe parlamentar; o segundo ciclo se inicia com a apropriação do poder, “com supremo e com tudo”, pelo “mesócliso” Michel Temer e termina com o intento de Golpe de Estado de 8 de janeiro. O terceiro ciclo se abre com o terceiro mandato presidencial de Luis Inácio Lula da Silva e se fecha no dia 25 de outubro, ao vencer as eleições, resultado que deixaria o candidato miliciano desprotegido juridicamente. Fez o que sempre fizeram os fascistas bolsonaristas: fugiu.

O primeiro ciclo histórico contém três importantes inflexões. As duas primeiras inflexões estão associadas os governos de FHC e Lula entre 1995 e 2010. A terceira inflexão passa pela eleição da primeira mulher, Dilma Rousseff, como Presidenta do Brasil em 2010. O pressuposto da análise desse primeiro ciclo está baseado no entendimento de que constituiu-se por contradições, que são inúmeras, e especificidades históricas que vislumbravam a construção e o desenvolvimento de um novo Brasil.

Nesta análise, o Brasil em desenvolvimento não é aquele restrito às ações de um ou outro partido político, mas fundamentalmente produto da sociedade brasileira em todas as suas aproximações e distanciamentos, sejam econômicas, políticas, sociais e culturais. E mais, as trajetórias pessoais e profissionais de FHC, Lula e Dilma Rousseff oferecem matéria prima para análise do Brasil como espelho e reflexo de si mesmo, do seu povo.

Suas escolhas, democraticamente implementadas pelo resultado das urnas, explicitvam os movimentos da sociedade brasileira. A cada processo histórico-eleitoral, os desejos da população (ainda que contraditórios) enunciavam o amadurecimento político para aceitar os encaminhamentos deliberados pela maioria, sem que isso representasse o silêncio daquelas que, também democraticamente, mantiveram suas posições e reivindicações.

De FHC, passando por Lula, e depois Dilma, não se configurou um processo aleatório ou algo equivalente a uma “evolução natural”. O que vimos foram processos em contínua construção, constituídos por conflitos e pelo que a democracia apresentava de mais rico, que é o direito à expressão, o direito à oposição. É fato, contudo, como nesse período, a despeito da melhora nas condições de vida, avançamos pouco contra as permanentes injustiças nacionais. Parte importante da população seguia e segue sem direito à existência mínima digna de moradia, trabalho, saúde e educação.

O governo de FHC abriu o primeiro ciclo. Intelectual e acadêmico, assumiu papel importante na estabilização monetária e na contenção da histórica e degradante inflação da economia nacional, ainda que ao custo social da recessão e inibição da economia interna, pois pautou seu governo pela articulação internacionalista e exportadora da produção, demarcando a dimensão característicamente neoliberal desse período. Essa foi a primeira inflexão no primeiro ciclo.

O segundo, Luís Inácio Lula da Silva, nordestino e retirante, seguiu em seu retiro o caminho da concentração espacial do capital produtivo na região sudeste do Brasil, particularmente a Região Metropolitana de São Paulo. Por óbvio, esse movimento migratório se deslocou em direção à base locacional central da industrialização da economia pós-1930.

Sua inserção profissional, igual a muitos milhares de brasileiros/as que enfrentaram a migração para as áreas urbanas em industrialização, foi justamente na atividade produtiva secundária, como operário, construindo aí sua trajetória política inicialmente sindical, até ocupar a cadeira da Presidência da República. Essa foi a segunda inflexão da histórica política nacional.

Por fim, uma mulher, Dilma Rousseff, cuja vida pessoal esteve atrelada aos movimentos sociais e políticos que se opuseram bravamente à Ditadura Militar. Sua eleição representou importante indicativo de que aos processos políticos e de governança não cabiam mais à unicidade masculina dos coronéis que sempre caracterizou a vida pública e política brasileira. Eleita em 2010, seu governo foi iniciado em 2011 com um importante corte orçamentário e a aprovação de um valor do salário-mínimo que, no fundo, contribuiu (apenas) para a reforçar a desigualdade entre a renda do capital e a renda do trabalho.

A eleição de Dilma Rousseff foi a terceira e mais importante inflexão desse ciclo, pela potente simbologia que representava uma mulher na Presidência da República. A despeito de todas as críticas possíveis às decisões governamentais e aos muitos problemas de sua gestão, nada se pode dizer em relação à honestidade e ao caráter ético e republicano de Dilma Rousseff. Sua destituição nas tais “pedaladas fiscais” foi apenas a estratégia ardilosamente inventada pelos coronéis do Congresso Nacional com a conivência covarde e silenciosa do vice-presidente.

E ainda que travestivo de “processo legal”, o que se deu, como todos sabemos, foi um golpe parlamentar. Golpe esse que começou a se construir quando o PSDB e Aécio Neves se recusaram a reconher a vitória de Dilma Rousseff. Esse foi o movimento decisivo na direção da instabilidade que até hoje transtorna a vida nacional. A atual insignificância de Aécio Neves e do PSDB no quadro governamental e político nacional diz muitas coisas, nem é preciso gastar nenhuma linha escrita com ambos.

O segundo ciclo se inicia com a infame articulação golpista “com supremo e com tudo” tal qual profetizada por Romero Jucá. A destituição de Dilma Rousseff alçou o seu “mesócliso” vice-presidente, aquele que jamais seria presidente se se apresentasse como candidato, ao cargo de Presidente da República. Da gestão do Presidente “mesócliso” restou apenas a famosa, segundo FHC, “pinguela para o futuro”, pois de “Ponte” não tinha nada. A “Ponte para o Futuro” produziu uma passagem direta para o governo fascista-militar-religioso do Inominável. E o “futuro” foi implacável com o Brasil: 700 mil mortos durante o descalabro governamental na pandemia Covid-19 e um intento de golpe de Estado no dia 8 de janeiro de 2023.

“O caminho foi duro” até a vitória de Lula da Silva em 2022. O Brasil resistiu e não aceitou pactuar com um novo governo inominável. A memorável e histórica subida da rampa do Palácio do Planalto com o Presidente eleito acompanhado de pessoas representativas do povo brasileiro eral o sinal simbólico de uma retomada da necessária reconstrução social, institucional econômica e política do país que fora perdida na ruptura provocada por Aécio Neves.

Um simbologia que seria rompida pouco tempo depois: uma manada ensandecida de fanáticos bolsonaristas, após semanas acampados no Quartel General em Brasília com a conivência criminosa das Forças Armadas, deu início a uma destruição dos espaços públicos e edificados representativos dos Três Poderes na Esplanada. Essa era a face visível e imagética do intento golpista, pois os verdadeiros mentores e intelectuais desse Golpe vinham operando de dentro dos palácios em Brasília. O tal “Punhal Verde e Amarelo” seria a face mortal e secreta desse projeto, cujo objetivo era assassinar Lula, Geraldo Alckmin e o Ministro do STF Alexandre de Morais.

Os golpistas foram julgados e condenados. Generais truculentos, saudosos dos porões da Ditadura Militar e dos torturadores Ustras, o covarde e misógino inominável, aquele que fez piada com pessoas mortas na Pandemia ao dizer “e daí, não sou coveiro, tá?”, e tantos outros da manada de fanáticos/as bolsonaristas compartilham entre si uma qualidade imposta nos termos da lei e do devido processo legal: presidiários.

Esse terceito ciclo foi todo consumido não apenas pelas incertezas e instabilidades do longo processo judicial que responsabilizou e condenou esses golpistas, mas por dificuldades internas e externas que ainda caractertizam o terceiro mandato do Presidente Lula, especialmente os tensionamentos com o imperialismo dos EUA. Foram quatro anos difíceis em todos os aspectos, não apenas na dimensão nacional, mas, sobretudo, internacional. As guerras entre Ucrânia e Rússia, entre os EUA e o Irã e suas implicações nos custos do petróleo, a criminosa aniquilação da Faixa de Gaza promovido por Benjamin Netanyahu, entre outros eventos potencializam as fortes turbulência do período.

A despeito dessas dificuldades, o atual governo Lula conseguiu, novamente, tirar o Brasil do mapa da fome. Essas dificuldades também não impediram que o país tivesse uma melhora nos seus índices econômicos. Já no contexto das eleições de 2026, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reconheceu a resistência e projeções positivas para a economia brasileira no relatório “Perspectivas da Economia Mundial”, divulgado em outubro de 2026.

O terceiro governo Lula segue sendo um governo do possível. As inerentes contradições da Frente Ampla construída para vencer o inominável nas eleições de 2022 terminou esvaizada. Para muitos críticos, um governo que ao longo dos anos perdeu ou abandonou a força simbólica da histórica subida da rampa do Plalácio do Planalto na posse em janeiro de 2023, pois se autarquizou e se fechou nos gabinetes palacianos.

O fato de a sala presidencial no Palácio do Planalto estar voltada para os fundos, com o horizonte idílico do Lago Paranoá e do Cerrado, e não de frente para a Praça dos Três Poderes, espaço público simbólico das manifestações políticas do povo brasileiro, é algo que explica, como metáfora, a “desconexão” do governo, qualquer governo, com a realidade social.

O período final desse terceiro ciclo ultrapassou todos os limites imagináveis. O terceiro governo Lula entrou no atual ciclo eleitoral com os olhos no passado, com estratégias analógicas e desconectadas da população, esquecendo-se de que era preciso apresentar projetos para o futuro a serem politizados não apenas nas ruas, mas nas esferas digitais.

O inominável, mesmo preso, conduziu e orientou a escolha daquele que o representaria como candidato: seu filho, um fascista igual ao pai. Mais, numa estratégia inteligente, é preciso reconhecer, articulou a construção de candidaturas de Senadores/as e Deputados/as Federais por todo o país para controlar o Congresso Nacional. Estretégia que alcançou seu objetivo e elegeu partidários do golpismo e do fascismo bolsonaristas.

A esquerda brasileira, por sua vez, seguiu atada ao “messianismo presidencial”, ainda que avanços eleitorais importantes ocorreram no Congresso, especialmente com a eleição de jovens como Ana Elisa do PT. A esgotada estratégia messiânico-presidencialista foi construída sem ponderação de um aspecto hoje estrutural da realidade social e política do país: o antipetismo. Era (e é) imprescindível compreender o antipetismo para que possamos (re)começar, mas a opção pela construção de alternativas políticas havia sido simbolicamente descartada pelo próprio Lula ainda no início do seu terceiro mandato: ele seria o candidato. Quem ousaria a formular qualquer contraponto a essa premissa?

A vitória do candidato fascista no primeiro turno das eleições provocou um “choque de realidade”. O horizonte de vitória desse candidato no segundo turno das eleições, o domínio do Congresso Nacional  por idelogias fascistas e autoritárias e uma futura composição do STF por juristas ideologicamente alinhados com o bolsonarista teriam potencial para jogar o país num ciclo obscuro e autoritário sem predecentes.

Esse “choque de realidade” fez com que as placas tectônicas sociais iniciassem um movimento profundo e intenso de reação popular contra o fascismo logo após o primeiro turno. Foi, portanto, uma grande ruptura em relação ao imobilismo político-partidário da campanha eleitoral do campo progressista. O povo brasileiro assumiu para si a responsabilidade de se contrapor ao fascismo. As ruas ocupadas e os espaços digitais operados com maestria pelo deputado André Janones promoveram a “onda tsunâmica carregada de energia afetiva e esperançosa”. A vitória de Lula e Geraldo Alckmin só foi possível porque o povo brasileiro a fez possível.

Terminado o tumultuado segundo turno e após a declaração de que o povo brasileiro venceu o fascismo bolsonarista, explodimos de emoção e alívio. O roteirista das alegrias e tragédias dessa alucinante, complexa e contraditória nação Brasil não deixou por menos e estamos agora ante uma cena tosca e farsesca protagonizada pela família miliciana Bolsonaro: a fuga, com apoio logístico e ideológico de EUA e Argentina, do candidato derrotado.

Mais, esse candidato se declarou “presidente eleito” assim que chegou no decadente império do norte. A alucinação do miliciano fascista é tão profunda que ele se autoproclamou presidente dos “Estados Unidos do Brasil”, ou seja, um país que não existe. Depois tentou corrigir, mas era tarde, a burrice estrutural e autoritária dessa gente já havia promovido o escárnio.

Isso tudo pode até parecer engraçado, mas é trágico e perigoso. Como já nos alertou outro gênio da canção popular, Belchior, “cuidado, meu bem. Há perigo na esquina”. O problema é que o perigo não está apenas na esquina, mas nos gabinetes dos fascistas eleitos e nas ideias difundidas nas profundezas das redes sociais “viralizadas” com os algorítmos da Inteligência artificial.

Para enfrentar esse perigo, para derrotarmos de uma vez por todas essa familia criminosa, para que a seita de fanáticos/as bolsonaristas possa novamente voltar a ver a luz, se é que isso será possível, vislumbro três importantes desafios. O primeiro é romper com o messianismo presidencialista, o que não significa desconsiderar a importância história do estadista Luis Inácio Lula da Silva e de tudo que ele fez pelo país, especialmente pelos mais pobres.

Isso implica, necessariamente, repensar a já desgastada e burocratizada hegemonia político-partidária do campo progressista, de tal forma que outras lideranças possam assumir o desafio de governar o Brasil com a participação e colaboração de todo a esquerda brasileira.

O segundo desafio tem relação direta com o sistema presidencialista de governo esvaziado e fragilizado pelo orçamento secreto. É urgente construirmos uma estratégia política para recuperarmos e ampliarmos o espaço de representação progressista no Congresso Nacional. Ao recuperamos a relevância estrutural do campo congressista no parlamento nacional, recuperaremos a capacidade de aprovação de projetos e leis que realmente interessam ao desenvolvimento nacional, ao meio ambiente, à saúde pública, educação, à produção da cidade e da habitação, etc.

O terceiro desafio é, talvez, o ponto mais difícil, complexo e aparentemente contraditório de todos, provavelmente impossível. É preciso reconstruir o campo conservador e democrático que se perdeu quando Aécio Neves e o PSDB abriram os esgotos de onde saíram os fascistas que destituíram Dilma Rousseff e que hoje controlam o Congresso Nacional.

Essa reconstrução deve contemplar a eliminação definitiva da familia Bolsonaro da vida pública brasileira para que o país volte a se organizar politicamente de tal forma que as divergências políticas sejam enunciadas numa arena pública civilizada, democrática e respeitosa. A família Bolsonaro transformou essa arena num ring de luta livre cheia de ódio, violência, mentiras e crimes de toda ordem. Um projeto de poder organizando mediante o funcionamento do partido digital bolsonarista.

O risco de não nos empenharmos nessas tarefas é a volta dessa família miliciana ao poder. Não podemos subestimar o fascismo bolsonarista e seus tentáculos nacionais e internacionais. “Há perigo na esquina” e há perigo nas redes sociais controladas pelos braços financeiro e tecnológico do fascismo internacional. Não fosse o povo brasileiro, estaríamos hoje mergulhados/as em uma crise emocial, depressiva e de ansiedade generalizada diante do tenebroso horizonte que nos seria imposto de forma autoritária, violenta e odiosa a partir de janeiro de 2027.

O Brasil precisa reconstruir as tramas e fundamentos da vida pública e democrática que foram rompidas com o golpe parlamentar contra Dilma Rousseff. Não deixa de ser uma rearticulação com um determinando ponto do nosso passado recente, mas desde que isso não represente uma ideia de “progresso” tal qual formulada pela crítica benjaminiana, que, no fim e ao cabo, culmine numa distopia destrutiva.

A histórica vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, ou melhor, a vitória do povo brasileiro, nas atuais eleições de 2026 é o marco de abertura do quarto ciclo. Ele será construído a partir de 2027. Essa vitória nacional tem potencial para mudar não apenas o Brasil, mas o mundo todo, todos os países que hoje estão mergulhados nas distopias fascistas e financistas.

O “L” de Lula que nós brasileiros/as inventamos é também o “L” de liberdade que vemos se propagar por todos os cantos do planeta como símbolo de oposição radical ao fascismo e ao neoliberalismo do nosso tempo histórico. Uma janela histórica foi aberta e não poderá ser desperdiçada.

 

Fonte: Por Rodrigo de Faria, em A Terra é Redonda

 

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