Partidos
de esquerda ampliaram votação em 2026; veja quem cresceu e quem caiu
Os
partidos de esquerda tiveram desempenhos diferentes nas eleições de 2026 para a
Câmara dos Deputados. PT, PSOL, PSB e PCdoB ampliaram suas votações em relação
a 2022, enquanto PDT e Rede registraram perdas expressivas. Juntas, as quatro
legendas que cresceram conquistaram mais de 4 milhões de votos adicionais,
segundo levantamento do Congresso em Foco, reproduzido pelo Multiverso Digital,
com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O PT
registrou o maior crescimento em números absolutos, passando de 13,23 milhões
para 14,79 milhões de votos. O partido ganhou 1.561.504 votos, um avanço de
11,8% em relação à eleição anterior.
O PSOL
teve a maior expansão proporcional entre as seis siglas analisadas, com alta de
37,9%. Sua votação passou de 3,85 milhões para 5,31 milhões, acréscimo de
aproximadamente 1,46 milhão de votos.
O
resultado chama atenção pela proximidade entre os ganhos absolutos das duas
legendas. Apesar de ter uma base eleitoral menor, o PSOL conquistou apenas
cerca de 100 mil votos adicionais a menos que o PT.
O PSB
também apresentou crescimento expressivo, de 20,1%, e ultrapassou a marca de 5
milhões de votos. Foram 838.255 votos a mais que em 2022.
Já o
PCdoB ampliou sua votação em 13,1%, passando de 1,15 milhão para 1,30 milhão de
votos, com ganho de 151.656.
As
perdas se concentraram em duas legendas. O PDT registrou queda de 50,9%,
passando de 3,82 milhões para 1,88 milhão de votos. Foram quase 2 milhões de
votos a menos em quatro anos.
A Rede
Sustentabilidade perdeu 66,3% de sua votação, o maior recuo proporcional entre
os partidos apresentados. A legenda passou de 782,9 mil para 264,2 mil votos.
Considerando
as seis siglas em conjunto, o saldo foi positivo. A soma das votações passou de
27,03 milhões em 2022 para 28,57 milhões em 2026, crescimento aproximado de
5,7%.
Os
números indicam uma redistribuição dos votos dentro do campo da esquerda, com
resultados distintos entre as legendas. O levantamento considera votos nominais
e de legenda atribuídos a cada partido, independentemente das federações
eleitorais.
• Votos de Erika Hilton elegeriam mais 3 e
federação com PT ampliaria bancada progressista na Câmara
s
1.596.472 votos recebidos por Erika Hilton (PSOL) nas eleições de 2026 poderia
ter ajudado a eleger outros três deputados federais em São Paulo. No entanto, a
federação PSOL-Rede não conseguiu preencher todas as vagas correspondentes à
sua votação porque parte de seus candidatos não atingiu o desempenho individual
mínimo exigido pela legislação eleitoral.
Uma
simulação realizada pelo Radar do Voto, utilizando os resultados das eleições
de 2026, mostra que a formação de uma federação única entre PSOL, Rede, PT,
PCdoB e PV teria modificado a distribuição de dez mandatos no país — cinco de
deputados federais e cinco de deputados estaduais.
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Quase 1,6 milhão de votos e menos três cadeiras
Em São
Paulo, a federação PSOL-Rede recebeu aproximadamente 3,06 milhões de votos para
deputado federal, o equivalente a nove quocientes eleitorais. Entretanto,
elegeu apenas seis representantes. O problema esteve na distribuição dos votos
entre os candidatos.
Além de
Erika Hilton, que alcançou a terceira maior votação individual para deputado
federal do país, Sâmia Bomfim recebeu 583.107 votos, Guilherme Cortez
conquistou 275.450, Professora Luciene Cavalcante obteve 253.778, Natália
Boulos somou 114.552 e Sônia Guajajara recebeu 54.207 votos.
Depois
deles, nenhum candidato da federação atingiu os 33.821 votos necessários para
preencher uma vaga pelo quociente partidário em São Paulo. Raul Marcelo, com
30.119 votos, e Juliano Medeiros, com 25.908, ficaram abaixo do limite.
Segundo
dados eleitorais divulgados pelo TSE, o quociente eleitoral paulista foi de
338.203 votos. A legislação estabelece uma votação nominal mínima de 10% desse
número para o preenchimento das vagas pelo quociente partidário.
Assim,
mesmo com votos suficientes para alcançar aproximadamente nove cadeiras, a
federação PSOL-Rede só tinha seis candidatos que atendiam à exigência.
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Federação com PT mudaria resultado
A
simulação do Radar do Voto mostra que o cenário seria diferente caso PSOL e
Rede tivessem formado uma federação com PT, PCdoB e PV. Somados os votos das
duas federações, a nova composição teria candidatos suficientes para aproveitar
melhor a votação recebida nas urnas.
Em São
Paulo, três nomes do PT — Rui Falcão, Paulo Teixeira e Paulo Batista dos Reis —
seriam beneficiados pela redistribuição das vagas. O resultado, entretanto,
também teria um efeito contrário dentro do próprio PSOL: Sônia Guajajara
perderia a cadeira conquistada nas urnas, segundo a simulação.
Isso
acontece porque, em uma federação partidária, os votos são contabilizados
conjuntamente para a distribuição das cadeiras, mas os mandatos são ocupados
conforme a votação individual dos candidatos, independentemente da legenda à
qual pertençam dentro da federação.
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Renato Roseno e Tarcísio Motta seriam eleitos
Os
efeitos não ficariam restritos a São Paulo. Segundo o levantamento, Renato
Roseno, do PSOL do Ceará, conquistaria uma cadeira na Câmara dos Deputados caso
a federação ampliada tivesse disputado as eleições de 2026.
No Rio
de Janeiro, Tarcísio Motta, também do PSOL, seria outro beneficiado pela
mudança na distribuição dos votos.
Na
disputa pelas Assembleias Legislativas, a simulação aponta que a Professora
Ângela, do PSOL do Paraná, conquistaria um mandato estadual.
Ao
todo, o levantamento identifica dez mudanças favoráveis à federação hipotética:
cinco cadeiras federais e cinco estaduais. Entretanto, apenas três dessas vagas
adicionais seriam ocupadas por candidatos do PSOL. As demais ficariam com nomes
do PT e do PCdoB.
Na
Assembleia Legislativa de São Paulo, a composição também mudaria. Keit Lima, do
PSOL, perderia o mandato, enquanto Beth Sahão, do PT, passaria a integrar a
Casa.
A
redistribuição de cadeiras atingiria partidos de diferentes campos políticos.
Segundo o Radar do Voto, PSD, MDB, Republicanos, União Brasil, PL e PSB
estariam entre as legendas que perderiam representação parlamentar no cenário
simulado.
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Entenda a regra
O
sistema proporcional brasileiro utiliza dois cálculos principais para a
distribuição inicial das cadeiras: o quociente eleitoral e o quociente
partidário.
O
primeiro é obtido pela divisão do total de votos válidos pelo número de vagas
em disputa. O segundo considera os votos recebidos pelo partido ou federação,
divididos pelo quociente eleitoral.
Mas
existe uma exigência adicional: para ocupar uma vaga conquistada pelo quociente
partidário, o candidato precisa alcançar individualmente pelo menos 10% do
quociente eleitoral.
As
vagas que não podem ser preenchidas nessa etapa entram na distribuição das
chamadas sobras eleitorais, submetidas a critérios específicos previstos na
legislação e nas decisões do Supremo Tribunal Federal.
É
justamente essa combinação de regras que explica por que a votação expressiva
de Erika Hilton não se transformou automaticamente em mais três mandatos para o
PSOL em São Paulo.
O caso
também evidencia o peso das decisões sobre alianças partidárias. Ao reunir
votos e candidaturas em uma mesma lista, uma federação pode ampliar o
aproveitamento eleitoral de seus integrantes, mas também modificar
profundamente quais partidos e candidatos acabam conquistando as cadeiras.
• General do Exército de Lula, Janones
explica por que não quer ser ministro da “Comunicação Digital”
General
do Exército de Lula, o deputado federal André Janones (Rede-MG) foi às redes na
noite deste domingo (2) e negou que pretenda deixar o mandato para comandar um
ministério no futuro quarto mandato do presidente, que tem início em janeiro.
Responsável
pela mobilização digital que impulsionou a virada no segundo turno – e que vem
sendo replicada no mundo no combate à ultradireita -, Janones tem sido alvo de
especulações de que poderia comandar um possível Ministério da Comunicação
Digital, pasta que estreitaria os laços do governo e de Lula com os brasileiros
por meio das redes sociais.
O novo
ministério, ainda não confirmado por Lula, uniria a Secretaria de Direitos
Digitais, atualmente no Ministério da Justiça e Segurança Pública, e as
secretarias de Políticas Digitais e de Estratégias e Redes, vinculadas à
própria Secretaria de Comunicação da Presidência, a Secom.
Em sua
conta no X, no entanto, Janones negou que integrará o governo e explicou por
qual motivo deve seguir seu trabalho na Câmara Federal.
“Porque
não desejo ser ministro ? Porque não posso ter as amarras da liturgia de um
cargo nem ficar preso em compromissos burocráticos”, afirmou.
“O
único lugar aonde eu conseguirei entregar ao Presidente Lula EXATAMENTE o mesmo
que entreguei neste segundo turno, é na câmara dos deputados! Um ministério
seria minha zona de conforto, mas o que eu quero é ajudar o presidente com o
exército para que ele tenha a melhor avaliação de um mandato de toda a vida
dele”, emendou Janones.
Em
entrevista ao Fantástico, Janones confirmou que não aceitará nenhum ministério
no governo e que vai “continuar na Câmara dos Deputados representando o povo”.
Presidente
do PT, Edinho Silva, que coordenou a campanha de Lula, afirma que a criação da
pasta ainda não está definida.
“O
presidente ainda não decidiu nada sobre ministério, mas ele acha que é preciso
ter uma área do governo que priorize o diálogo por meio das redes sociais”,
disse.
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Força no Congresso
Janones
se reuniu com Lula em um almoço no Palácio da Alvorada na última quinta-feira
(29) e já teria dito ao presidente que atuará pelo governo na Câmara.
“Acho
que posso ajudar muito como deputado, ele [Lula] precisa de força no congresso,
a extrema direita tem maioria e eu posso dar um peso ali. Eu vou seguir o que o
presidente mandar”, afirmou a jornalistas.
O
deputado ainda falou dos convites que tem recebido para colaborar com campanhas
progressistas pelo mundo.
“Tenho
desejo gigante de contribuir em todos os lugares que tiver voz no mundo pra
ficar livre da extrema direita. A democracia não existe na hegemonia, só não
cabem, no tabuleiro, figuras extremistas, que atentam contra o estado
democrático”, disse.
• Brincando nas redes socias, Janones diz
que só aceitaria comandar um ministério no governo Lula
eneral
do Exército de Lula, o deputado federal André Janones (Rede-MG) voltou às redes
nessa segunda-feira (2) e brincou com seus seguidores sobre o único ministério
que aceitaria comandar, caso fosse convocado pelo “marechal” Lula, como trata o
presidente.
“Só
existe um ministério que, caso o Presidente Lula me ofereça, eu volto atrás na
minha decisão de permanecer na câmara: o ministério do namoro”, brincou
Janones.
A
publicação acontece um dia após o deputado negar que pretenda deixar o mandato
para comandar um ministério no futuro quarto mandato do presidente, que tem
início em janeiro.
Responsável
pela mobilização digital que impulsionou a virada no segundo turno – e que vem
sendo replicada no mundo no combate à ultradireita -, Janones tem sido alvo de
especulações de que poderia comandar um possível Ministério da Comunicação
Digital, pasta que estreitaria os laços do governo e de Lula com os brasileiros
por meio das redes sociais.
O novo
ministério, ainda não confirmado por Lula, uniria a Secretaria de Direitos
Digitais, atualmente no Ministério da Justiça e Segurança Pública, e as
secretarias de Políticas Digitais e de Estratégias e Redes, vinculadas à
própria Secretaria de Comunicação da Presidência, a Secom.
Em sua
conta no X, no entanto, Janones negou que integrará o governo e explicou por
qual motivo deve seguir seu trabalho na Câmara Federal.
“Porque
não desejo ser ministro ? Porque não posso ter as amarras da liturgia de um
cargo nem ficar preso em compromissos burocráticos”, afirmou.
“O
único lugar aonde eu conseguirei entregar ao Presidente Lula EXATAMENTE o mesmo
que entreguei neste segundo turno, é na câmara dos deputados! Um ministério
seria minha zona de conforto, mas o que eu quero é ajudar o presidente com o
exército para que ele tenha a melhor avaliação de um mandato de toda a vida
dele”, emendou Janones.
Em
entrevista ao Fantástico, Janones confirmou que não aceitará nenhum ministério
no governo e que vai “continuar na Câmara dos Deputados representando o povo”.
Presidente
do PT, Edinho Silva, que coordenou a campanha de Lula, afirma que a criação da
pasta ainda não está definida.
“O
presidente ainda não decidiu nada sobre ministério, mas ele acha que é preciso
ter uma área do governo que priorize o diálogo por meio das redes sociais”,
disse.
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Força no Congresso
Janones
se reuniu com Lula em um almoço no Palácio da Alvorada na última quinta-feira
(29) e já teria dito ao presidente que atuará pelo governo na Câmara.
“Acho
que posso ajudar muito como deputado, ele [Lula] precisa de força no congresso,
a extrema direita tem maioria e eu posso dar um peso ali. Eu vou seguir o que o
presidente mandar”, afirmou a jornalistas.
O
deputado ainda falou dos convites que tem recebido para colaborar com campanhas
progressistas pelo mundo.
“Tenho
desejo gigante de contribuir em todos os lugares que tiver voz no mundo pra
ficar livre da extrema direita. A democracia não existe na hegemonia, só não
cabem, no tabuleiro, figuras extremistas, que atentam contra o estado
democrático”, disse.
Fonte:
Fórum

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