terça-feira, 3 de novembro de 2026

Partidos de esquerda ampliaram votação em 2026; veja quem cresceu e quem caiu

Os partidos de esquerda tiveram desempenhos diferentes nas eleições de 2026 para a Câmara dos Deputados. PT, PSOL, PSB e PCdoB ampliaram suas votações em relação a 2022, enquanto PDT e Rede registraram perdas expressivas. Juntas, as quatro legendas que cresceram conquistaram mais de 4 milhões de votos adicionais, segundo levantamento do Congresso em Foco, reproduzido pelo Multiverso Digital, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O PT registrou o maior crescimento em números absolutos, passando de 13,23 milhões para 14,79 milhões de votos. O partido ganhou 1.561.504 votos, um avanço de 11,8% em relação à eleição anterior.

O PSOL teve a maior expansão proporcional entre as seis siglas analisadas, com alta de 37,9%. Sua votação passou de 3,85 milhões para 5,31 milhões, acréscimo de aproximadamente 1,46 milhão de votos.

O resultado chama atenção pela proximidade entre os ganhos absolutos das duas legendas. Apesar de ter uma base eleitoral menor, o PSOL conquistou apenas cerca de 100 mil votos adicionais a menos que o PT.

O PSB também apresentou crescimento expressivo, de 20,1%, e ultrapassou a marca de 5 milhões de votos. Foram 838.255 votos a mais que em 2022.

Já o PCdoB ampliou sua votação em 13,1%, passando de 1,15 milhão para 1,30 milhão de votos, com ganho de 151.656.

As perdas se concentraram em duas legendas. O PDT registrou queda de 50,9%, passando de 3,82 milhões para 1,88 milhão de votos. Foram quase 2 milhões de votos a menos em quatro anos.

A Rede Sustentabilidade perdeu 66,3% de sua votação, o maior recuo proporcional entre os partidos apresentados. A legenda passou de 782,9 mil para 264,2 mil votos.

Considerando as seis siglas em conjunto, o saldo foi positivo. A soma das votações passou de 27,03 milhões em 2022 para 28,57 milhões em 2026, crescimento aproximado de 5,7%.

Os números indicam uma redistribuição dos votos dentro do campo da esquerda, com resultados distintos entre as legendas. O levantamento considera votos nominais e de legenda atribuídos a cada partido, independentemente das federações eleitorais.

•        Votos de Erika Hilton elegeriam mais 3 e federação com PT ampliaria bancada progressista na Câmara

s 1.596.472 votos recebidos por Erika Hilton (PSOL) nas eleições de 2026 poderia ter ajudado a eleger outros três deputados federais em São Paulo. No entanto, a federação PSOL-Rede não conseguiu preencher todas as vagas correspondentes à sua votação porque parte de seus candidatos não atingiu o desempenho individual mínimo exigido pela legislação eleitoral.

Uma simulação realizada pelo Radar do Voto, utilizando os resultados das eleições de 2026, mostra que a formação de uma federação única entre PSOL, Rede, PT, PCdoB e PV teria modificado a distribuição de dez mandatos no país — cinco de deputados federais e cinco de deputados estaduais.

<><> Quase 1,6 milhão de votos e menos três cadeiras

Em São Paulo, a federação PSOL-Rede recebeu aproximadamente 3,06 milhões de votos para deputado federal, o equivalente a nove quocientes eleitorais. Entretanto, elegeu apenas seis representantes. O problema esteve na distribuição dos votos entre os candidatos.

Além de Erika Hilton, que alcançou a terceira maior votação individual para deputado federal do país, Sâmia Bomfim recebeu 583.107 votos, Guilherme Cortez conquistou 275.450, Professora Luciene Cavalcante obteve 253.778, Natália Boulos somou 114.552 e Sônia Guajajara recebeu 54.207 votos.

Depois deles, nenhum candidato da federação atingiu os 33.821 votos necessários para preencher uma vaga pelo quociente partidário em São Paulo. Raul Marcelo, com 30.119 votos, e Juliano Medeiros, com 25.908, ficaram abaixo do limite.

Segundo dados eleitorais divulgados pelo TSE, o quociente eleitoral paulista foi de 338.203 votos. A legislação estabelece uma votação nominal mínima de 10% desse número para o preenchimento das vagas pelo quociente partidário.

Assim, mesmo com votos suficientes para alcançar aproximadamente nove cadeiras, a federação PSOL-Rede só tinha seis candidatos que atendiam à exigência.

<><> Federação com PT mudaria resultado

A simulação do Radar do Voto mostra que o cenário seria diferente caso PSOL e Rede tivessem formado uma federação com PT, PCdoB e PV. Somados os votos das duas federações, a nova composição teria candidatos suficientes para aproveitar melhor a votação recebida nas urnas.

Em São Paulo, três nomes do PT — Rui Falcão, Paulo Teixeira e Paulo Batista dos Reis — seriam beneficiados pela redistribuição das vagas. O resultado, entretanto, também teria um efeito contrário dentro do próprio PSOL: Sônia Guajajara perderia a cadeira conquistada nas urnas, segundo a simulação.

Isso acontece porque, em uma federação partidária, os votos são contabilizados conjuntamente para a distribuição das cadeiras, mas os mandatos são ocupados conforme a votação individual dos candidatos, independentemente da legenda à qual pertençam dentro da federação.

<><> Renato Roseno e Tarcísio Motta seriam eleitos

Os efeitos não ficariam restritos a São Paulo. Segundo o levantamento, Renato Roseno, do PSOL do Ceará, conquistaria uma cadeira na Câmara dos Deputados caso a federação ampliada tivesse disputado as eleições de 2026.

No Rio de Janeiro, Tarcísio Motta, também do PSOL, seria outro beneficiado pela mudança na distribuição dos votos.

Na disputa pelas Assembleias Legislativas, a simulação aponta que a Professora Ângela, do PSOL do Paraná, conquistaria um mandato estadual.

Ao todo, o levantamento identifica dez mudanças favoráveis à federação hipotética: cinco cadeiras federais e cinco estaduais. Entretanto, apenas três dessas vagas adicionais seriam ocupadas por candidatos do PSOL. As demais ficariam com nomes do PT e do PCdoB.

Na Assembleia Legislativa de São Paulo, a composição também mudaria. Keit Lima, do PSOL, perderia o mandato, enquanto Beth Sahão, do PT, passaria a integrar a Casa.

A redistribuição de cadeiras atingiria partidos de diferentes campos políticos. Segundo o Radar do Voto, PSD, MDB, Republicanos, União Brasil, PL e PSB estariam entre as legendas que perderiam representação parlamentar no cenário simulado.

<><> Entenda a regra

O sistema proporcional brasileiro utiliza dois cálculos principais para a distribuição inicial das cadeiras: o quociente eleitoral e o quociente partidário.

O primeiro é obtido pela divisão do total de votos válidos pelo número de vagas em disputa. O segundo considera os votos recebidos pelo partido ou federação, divididos pelo quociente eleitoral.

Mas existe uma exigência adicional: para ocupar uma vaga conquistada pelo quociente partidário, o candidato precisa alcançar individualmente pelo menos 10% do quociente eleitoral.

As vagas que não podem ser preenchidas nessa etapa entram na distribuição das chamadas sobras eleitorais, submetidas a critérios específicos previstos na legislação e nas decisões do Supremo Tribunal Federal.

É justamente essa combinação de regras que explica por que a votação expressiva de Erika Hilton não se transformou automaticamente em mais três mandatos para o PSOL em São Paulo.

O caso também evidencia o peso das decisões sobre alianças partidárias. Ao reunir votos e candidaturas em uma mesma lista, uma federação pode ampliar o aproveitamento eleitoral de seus integrantes, mas também modificar profundamente quais partidos e candidatos acabam conquistando as cadeiras.

•        General do Exército de Lula, Janones explica por que não quer ser ministro da “Comunicação Digital”

General do Exército de Lula, o deputado federal André Janones (Rede-MG) foi às redes na noite deste domingo (2) e negou que pretenda deixar o mandato para comandar um ministério no futuro quarto mandato do presidente, que tem início em janeiro.

Responsável pela mobilização digital que impulsionou a virada no segundo turno – e que vem sendo replicada no mundo no combate à ultradireita -, Janones tem sido alvo de especulações de que poderia comandar um possível Ministério da Comunicação Digital, pasta que estreitaria os laços do governo e de Lula com os brasileiros por meio das redes sociais.

O novo ministério, ainda não confirmado por Lula, uniria a Secretaria de Direitos Digitais, atualmente no Ministério da Justiça e Segurança Pública, e as secretarias de Políticas Digitais e de Estratégias e Redes, vinculadas à própria Secretaria de Comunicação da Presidência, a Secom.

Em sua conta no X, no entanto, Janones negou que integrará o governo e explicou por qual motivo deve seguir seu trabalho na Câmara Federal.

“Porque não desejo ser ministro ? Porque não posso ter as amarras da liturgia de um cargo nem ficar preso em compromissos burocráticos”, afirmou.

“O único lugar aonde eu conseguirei entregar ao Presidente Lula EXATAMENTE o mesmo que entreguei neste segundo turno, é na câmara dos deputados! Um ministério seria minha zona de conforto, mas o que eu quero é ajudar o presidente com o exército para que ele tenha a melhor avaliação de um mandato de toda a vida dele”, emendou Janones.

Em entrevista ao Fantástico, Janones confirmou que não aceitará nenhum ministério no governo e que vai “continuar na Câmara dos Deputados representando o povo”.

Presidente do PT, Edinho Silva, que coordenou a campanha de Lula, afirma que a criação da pasta ainda não está definida.

“O presidente ainda não decidiu nada sobre ministério, mas ele acha que é preciso ter uma área do governo que priorize o diálogo por meio das redes sociais”, disse.

<><> Força no Congresso

Janones se reuniu com Lula em um almoço no Palácio da Alvorada na última quinta-feira (29) e já teria dito ao presidente que atuará pelo governo na Câmara.

“Acho que posso ajudar muito como deputado, ele [Lula] precisa de força no congresso, a extrema direita tem maioria e eu posso dar um peso ali. Eu vou seguir o que o presidente mandar”, afirmou a jornalistas.

O deputado ainda falou dos convites que tem recebido para colaborar com campanhas progressistas pelo mundo.

“Tenho desejo gigante de contribuir em todos os lugares que tiver voz no mundo pra ficar livre da extrema direita. A democracia não existe na hegemonia, só não cabem, no tabuleiro, figuras extremistas, que atentam contra o estado democrático”, disse.

•        Brincando nas redes socias, Janones diz que só aceitaria comandar um ministério no governo Lula

eneral do Exército de Lula, o deputado federal André Janones (Rede-MG) voltou às redes nessa segunda-feira (2) e brincou com seus seguidores sobre o único ministério que aceitaria comandar, caso fosse convocado pelo “marechal” Lula, como trata o presidente.

“Só existe um ministério que, caso o Presidente Lula me ofereça, eu volto atrás na minha decisão de permanecer na câmara: o ministério do namoro”, brincou Janones.

A publicação acontece um dia após o deputado negar que pretenda deixar o mandato para comandar um ministério no futuro quarto mandato do presidente, que tem início em janeiro.

Responsável pela mobilização digital que impulsionou a virada no segundo turno – e que vem sendo replicada no mundo no combate à ultradireita -, Janones tem sido alvo de especulações de que poderia comandar um possível Ministério da Comunicação Digital, pasta que estreitaria os laços do governo e de Lula com os brasileiros por meio das redes sociais.

O novo ministério, ainda não confirmado por Lula, uniria a Secretaria de Direitos Digitais, atualmente no Ministério da Justiça e Segurança Pública, e as secretarias de Políticas Digitais e de Estratégias e Redes, vinculadas à própria Secretaria de Comunicação da Presidência, a Secom.

Em sua conta no X, no entanto, Janones negou que integrará o governo e explicou por qual motivo deve seguir seu trabalho na Câmara Federal.

“Porque não desejo ser ministro ? Porque não posso ter as amarras da liturgia de um cargo nem ficar preso em compromissos burocráticos”, afirmou.

“O único lugar aonde eu conseguirei entregar ao Presidente Lula EXATAMENTE o mesmo que entreguei neste segundo turno, é na câmara dos deputados! Um ministério seria minha zona de conforto, mas o que eu quero é ajudar o presidente com o exército para que ele tenha a melhor avaliação de um mandato de toda a vida dele”, emendou Janones.

Em entrevista ao Fantástico, Janones confirmou que não aceitará nenhum ministério no governo e que vai “continuar na Câmara dos Deputados representando o povo”.

Presidente do PT, Edinho Silva, que coordenou a campanha de Lula, afirma que a criação da pasta ainda não está definida.

“O presidente ainda não decidiu nada sobre ministério, mas ele acha que é preciso ter uma área do governo que priorize o diálogo por meio das redes sociais”, disse.

<><> Força no Congresso

Janones se reuniu com Lula em um almoço no Palácio da Alvorada na última quinta-feira (29) e já teria dito ao presidente que atuará pelo governo na Câmara.

“Acho que posso ajudar muito como deputado, ele [Lula] precisa de força no congresso, a extrema direita tem maioria e eu posso dar um peso ali. Eu vou seguir o que o presidente mandar”, afirmou a jornalistas.

O deputado ainda falou dos convites que tem recebido para colaborar com campanhas progressistas pelo mundo.

“Tenho desejo gigante de contribuir em todos os lugares que tiver voz no mundo pra ficar livre da extrema direita. A democracia não existe na hegemonia, só não cabem, no tabuleiro, figuras extremistas, que atentam contra o estado democrático”, disse.

 

Fonte: Fórum

 

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