terça-feira, 3 de novembro de 2026

Eleições nos EUA: pesquisas indicam vantagem dos democratas, mas estão corretas?

O Partido Democrata chega com grandes expectativas de vitória às eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, quando grande parte das cadeiras do Congresso estará em disputa nas urnas.

A baixa popularidade do presidente americano, Donald Trump (Partido Republicano), que registra índices históricos de rejeição, a insatisfação dos americanos com a alta dos preços dos alimentos e das contas domésticas e meses de pesquisas favoráveis indicam que os democratas poderão ter um bom desempenho nas eleições de terça-feira (3/11).

Segundo pesquisas de opinião, os democratas lideram a disputa por um número de cadeiras bem superior às 218 necessárias para conquistar o controle da Câmara dos Representantes, equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil. Nas principais disputas pelo Senado, os candidatos democratas aparecem empatados ou com uma pequena vantagem sobre os adversários republicanos.

Uma pesquisa recente do jornal americano New York Times apontou empate na disputa pelo Senado na Carolina do Sul, Estado onde Trump venceu a democrata Kamala Harris por uma diferença de 18 pontos percentuais na disputa presidencial de 2024. Levantamentos recentes da CNN mostram os democratas à frente no Texas, Kansas e Maine.

Mas será que as pesquisas estarão próximas do resultado das urnas?

A recente história política dos EUA está repleta de casos em que as pesquisas de intenção de voto apontaram números bem diferentes das urnas, mesmo quando realizadas poucos dias antes da votação. Trump teve um desempenho melhor do que o apontado nas pesquisas ao vencer as eleições presidenciais de 2016 e 2024. Em 2020, Trump perdeu por uma margem pequena, embora a maioria dos levantamentos apontasse uma vitória mais folgada do democrata Joe Biden.

No início deste ano, as pesquisas indicavam que o democrata Abdul El-Sayed venceria as prévias do seu partido para o Senado em Michigan por uma diferença de pelo menos dez pontos percentuais. Mas a vantagem foi de apenas um ponto percentual. Já nas prévias democratas para o governo do Wisconsin, o candidato que chegou a liderar as pesquisas por quase 20 pontos percentuais acabou derrotado por uma diferença inferior a um ponto percentual.

Segundo Clifford Young, presidente da Ipsos Public Affairs, empresa especializada em pesquisas de opinião e de mercado, realizar pesquisas eleitorais se tornou mais difícil nos últimos anos. Com o abandono dos telefones fixos e o hábito crescente de filtrar chamadas, está cada vez mais complicado entrar em contato com os americanos. Além disso, muitas das pessoas que atendem às ligações dos institutos de pesquisa estão menos dispostas a participar dos levantamentos.

"Os conservadores, especialmente os de extrema direita, tendem a rejeitar muito mais as instituições", afirma Young. "Eles não participam de nada. Odeiam o sistema. Esse é o desafio."

Se os eleitores republicanos estiverem sendo sistematicamente subrepresentados nas pesquisas, e os institutos não levarem isso em conta ao elaborar seus modelos de projeção de votos, os resultados das pesquisas poderão apresentar uma distorção favorável aos democratas.

Essa é uma das razões pelas quais se tornou mais difícil para os institutos de pesquisa estimar quais eleitores efetivamente comparecerão às urnas.

Uma das possíveis explicações para Trump ter superado as expectativas nas eleições presidenciais anteriores é que seus apoiadores, muitos dos quais não tinham o hábito de votar, compareceram às urnas em número maior do que apontavam as pesquisas de opinião.

Essa imprevisibilidade é um dos principais fatores por trás das controvérsias mais expressivas das pesquisas eleitorais recentes, embora, na maioria dos levantamentos de institutos respeitados, a diferença entre os números projetados e os resultados efetivos tenha sido de apenas alguns pontos percentuais.

Em uma disputa acirrada, poucos pontos percentuais podem determinar a vitória ou a derrota de um candidato. E, neste ano, muitas das principais disputas pelo Senado dos EUA estão nessa faixa de diferenças pequenas nas pesquisas.

Nos últimos anos, as pesquisas para as eleições gerais de meio de mandato têm se mostrado mais próximas do resultado das urnas em parte porque Trump, com sua capacidade incomum de mobilizar eleitores americanos insatisfeitos para votar, não estava entre os candidatos.

Em 2022, quando Biden era presidente, os levantamentos indicavam que os democratas iriam contrariar as expectativas e evitariam uma derrota esmagadora nas urnas de meio de mandato, apesar da baixa popularidade de Biden.

Embora o Partido Democrata tenha perdido o controle da Câmara dos Representantes, a diferença de cadeiras foi pequena, e os democratas mantiveram a maioria no Senado dos EUA.

Embora os resultados das prévias partidárias deste ano tenham trazido surpresas maiores, Young afirma que essas disputas sempre foram imprevisíveis, já que muitos eleitores decidem em quem votar apenas na última hora. Por isso, esses resultados não devem ser vistos como sinal de que as pesquisas atuais para as eleições gerais estejam erradas.

É comum que o partido do presidente tenha um desempenho ruim nas eleições de meio de mandato.

Um dos exemplos mais marcantes dos últimos anos ocorreu em 2010, quando os republicanos conquistaram mais de 60 cadeiras na Câmara dos Representantes que antes pertenciam aos democratas e ampliaram sua representação no Senado.

Na época, a economia ainda enfrentava dificuldades para se recuperar da crise financeira, e os republicanos conservadores estavam preocupados com a reforma do sistema de saúde proposta pelo então presidente Barack Obama (Partido Democrata). As pesquisas já apontavam uma derrota dos democratas, mas não daquela dimensão.

Em 2026, a situação se inverteu: os democratas estão na oposição, e a economia voltou a ser uma das principais preocupações dos eleitores. Ainda assim, há vários motivos para que o partido não tenha um desempenho tão bom quanto o histórico dessas eleições poderia indicar ou quanto alguns esperam diante da baixa popularidade de Trump.

Em primeiro lugar, boa parte das regiões onde haverá disputas importantes nesta eleição deu uma vitória folgada a Trump na eleição presidencial de apenas dois anos atrás. São territórios onde os republicanos têm vantagem eleitoral.

Além disso, mudanças realizadas ao longo dos anos nos limites geográficos dos distritos eleitorais da Câmara dos Representantes reduziram o número de cadeiras que costumam mudar de partido a cada eleição.

Em outras palavras, imagine que a maioria dos eleitores do distrito A vote no candidato 1, mas em outras eleições já elegeu o candidato 2, e que a maioria do distrito B vote no candidato 3, mas também já tenha eleito o candidato 4. O redesenho eleitoral (chamado de gerrymandering em inglês) troca os distritos A e B por distritos em C e D de um jeito que ambos tenham regiões onde vivem uma grande maioria de eleitores que sempre votam no candidato 1 e 3. Assim, as pessoas que costumam votar nos candidatos 2 e 4 se tornam uma pequena maioria, evitando que os distritos fiquem trocando de partidos a cada eleição (os chamados pêndulos).

Outro fator é o aumento da polarização política, que reduziu o número de eleitores dispostos a mudar de preferência partidária. Segundo alguns especialistas, as escolhas dos eleitores estão cada vez mais consolidadas.

Os republicanos também contam com uma vantagem financeira, que lhes permitiu destinar centenas de milhões de dólares à veiculação de propagandas contra os adversários nas últimas semanas de campanha.

Os modelos estatísticos usados nas pesquisas eleitorais procuram acompanhar as mudanças nos fatores que influenciam o resultado das eleições. Uma pesquisa bem elaborada também deve levar em conta possíveis problemas que possam comprometer a confiabilidade dos dados.

Toda pesquisa tem uma margem de erro, que representa o grau de incerteza estatística calculado com base no tamanho da amostra em relação ao conjunto da população. Por isso, a média dos resultados de várias pesquisas pode oferecer uma previsão mais precisa do que um levantamento isolado.

No momento, mesmo que as pesquisas apresentem distorções semelhantes às observadas nas últimas eleições presidenciais, os números ainda indicam que os democratas poderão ter um bom desempenho em 3/11. Além disso, os erros das pesquisas podem favorecer qualquer um dos partidos. Nas eleições estaduais e especiais do ano passado, os democratas tiveram resultados melhores do que os apontados pela maioria dos levantamentos, porque seus eleitores compareceram às urnas em número maior do que o esperado.

O fato de Trump realizar comícios nos últimos dias de campanha em Estados onde venceu com folga em 2024 deve ter aumentado as esperanças dos democratas de que as pesquisas internas dos republicanos estejam apontando dificuldades para os candidatos conservadores.

Ainda assim, eleitores podem mudar de opinião até a última hora — e, às vezes, mudanças de última hora podem alterar os rumos de uma disputa.

Em outros casos, os indecisos, que ainda representam uma parcela importante do eleitorado em muitas dessas eleições, acabam optando pelo mesmo candidato ou partido que já votaram antes.

As pesquisas eleitorais sempre terão algum grau de incerteza. Saber lidar com essa imprevisibilidade exige tanto conhecimento científico quanto experiência.

"Acho que estamos fazendo um trabalho melhor", afirma Young. "Mas parte do problema que sempre enfrentamos não está apenas nos institutos de pesquisa. Também precisamos lidar com seres humanos. E os seres humanos são complicados."

•        Os eleitores hispânicos ajudaram a eleger Trump. Isso pode estar mudando agora no Texas?

Era pouco antes do amanhecer no Vale do Rio Grande, no Texas, e os fiéis chegavam para a missa de sexta-feira na pequena Capela Católica de La Lomita.

O edifício branco, que está ali desde os tempos da Guerra Civil Americana, ergue-se em meio à vegetação rasteira ao redor e fica a cerca de 180 metros do próprio rio Grande.

À medida que os carros chegavam à capela, o som dos cães do padre Roy Snipes latindo anunciava sua chegada. Ele é o padre local há quase meio século e é conhecido localmente como o Padre Cowboy.

"Não sei bem por que escolhi esse apelido, mas é legal", disse ele.

Na verdade, é bastante óbvio o motivo. Snipes usa um chapéu Stetson no lugar do mais tradicional chapéu de padre. E, momentos depois, a capela foi tomada pelo som de uma música de Roy Rogers, o cantor e ator conhecido como o Rei dos Cowboys.

Durante o primeiro governo Trump, Snipes resistiu aos planos de desapropriação do terreno da capela para a construção do muro de fronteira do presidente. Oito anos depois, na celebração matinal de sexta-feira, ele concentrou seu breve sermão nas ações do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).

"Não há justificativa para deter, encarcerar e deportar pessoas pobres e boas que são nossos vizinhos", disse Snipes à congregação de cerca de 30 fiéis, em sua maioria hispânicos.

Segundo dados obtidos pelo Deportation Data Project, o Texas respondeu por aproximadamente um terço de todas as prisões realizadas pelo ICE em todo o país em julho de 2026, uma participação maior do que a de qualquer outro Estado.

"Eles disseram que iriam procurar, capturar, deter e deportar os piores dos piores", disse o padre Snipes em seu sermão. "Bem, estamos na fronteira, e o cartel é o pior dos piores. Então pensamos: isso é uma coisa boa."

"Mas acontece que, quase todos os dias, você ouve falar de algum coitado indo trabalhar, e eles o param, o detêm e começam uma grande confusão."

Após o culto, dois membros da congregação pararam para conversar. "Somos educadores e temos muitos alunos que precisam voltar para a escola porque seus pais estão sendo deportados", disse um deles.

"A crueldade que estamos presenciando... acho que isso está mudando a situação, pelo menos espero que sim", acrescentou o amigo deles.

Reverter a situação política é o que os democratas esperam conseguir no Texas nas eleições de meio de mandato, em 3 de novembro. Mas isso não será fácil.

Este trecho do Rio Grande já foi um dos pontos de travessia mais movimentados na fronteira entre os EUA e o México. Sob o governo do ex-presidente Joe Biden, centenas de milhares de migrantes passaram por aqui, com mais de dois milhões e meio de detenções registradas em um único ano.

Trump prometeu acabar com essas travessias ilegais durante sua campanha eleitoral de 2024 e, em grande parte, cumpriu sua promessa.

As travessias de fronteira estão agora no nível mais baixo em décadas. E foi essa promessa que, em parte, impulsionou o nível surpreendentemente alto de apoio a Trump no estado, conquistando cerca de 55% dos votos hispânicos somente no Texas — um recorde para um candidato presidencial republicano.

Javier Villalobos é o prefeito republicano de McAllen, uma das maiores cidades do Vale do Rio Grande. Ele prevê dificuldades para os republicanos desta vez, mas reconhece o papel do governo Trump em conter o problema na fronteira.

"Lembro de ter publicado um vídeo... agradecendo ao governo por ter garantido a segurança da fronteira imediatamente. Isso foi ótimo", disse ele. "E acho que, em geral, a maioria das pessoas concorda com a deportação de criminosos, pessoas violentas ou pessoas que realmente não são produtivas."

Mas se você começar a deportar pessoas produtivas e que respeitam a lei, aí que está o problema, acrescentou ele.

Pesquisas recentes sugerem que grande parte do apoio a Trump entre os eleitores hispânicos diminuiu desde 2024. Levantamentos realizados desde o final do verão indicam que a maioria dos eleitores hispânicos do Texas desaprova o presidente. Eles também sugerem que os eleitores hispânicos estão favorecendo os democratas em detrimento dos republicanos por uma margem significativa.

"Quando votei no presidente Trump, votei nele porque vimos um aumento na imigração durante o governo Biden", disse Mario Guerrero, um jovem empresário mexicano-americano que lidera a Associação de Construtores do Sul do Texas. Isso precisava ser resolvido, afirmou.

"Pensávamos que estávamos certos ao votar em Trump e que ele faria o melhor para resolver a crise na fronteira."

"E eu penso comigo mesmo: realmente não nos disseram a que extremos eles estavam dispostos a chegar para provar um ponto", acrescentou, antes de mencionar os recentes tiroteios envolvendo agentes do ICE em cidades dos EUA.

Guerrero serve como um lembrete de que, para muitos que vivem e trabalham perto da fronteira entre os EUA e o México, segurança e fiscalização da imigração são duas questões distintas.

Um eleitor aqui pode apoiar a segurança da fronteira e impedir travessias ilegais, mas se opor às ações do ICE e à forma como o governo está aplicando sua repressão à imigração ilegal.

Guerrero votou em Trump três vezes seguidas, mas planeja votar nos democratas em novembro, em parte devido ao seu desconforto com essa repressão.

"Conheço um homem que... no ano passado, tinha 35 funcionários trabalhando para ele todos os dias", disse ele. "Agora mesmo, há dois dias, ele me disse que teria sorte se conseguisse que quatro ou seis deles aparecessem para trabalhar."

Embora Guerrero planeje votar nos democratas, ele se descreve como nem democrata nem republicano. E isso, segundo Mike Madrid, um importante consultor republicano e especialista em eleitores hispânicos, é fundamental para entender o maior grupo étnico votante do país.

"Os latinos são mais propensos do que qualquer outro grupo racial ou étnico a se identificarem como independentes do que como republicanos ou democratas", disse ele.

Foi em parte a crença de que os eleitores hispânicos estavam migrando permanentemente para o Partido Republicano que levou Trump a pressionar estados como o Texas a redesenhar seus distritos eleitorais para o Congresso antecipadamente, antes do censo decenal.

A estratégia visava capitalizar o que os republicanos consideravam uma mudança no comportamento eleitoral dos hispânicos, particularmente nos distritos fronteiriços que haviam sido redutos democratas por mais de um século.

O 15º distrito congressional do Texas foi um dos que foram redesenhados e tornou-se um dos testes mais claros para verificar se os mapas eleitorais podem garantir resultados políticos.

O distrito eleitoral foi redesenhado após o censo de 2020 e conquistado por um republicano em 2022. Foi redesenhado novamente em 2025, criando uma maioria teórica de 18 pontos para os republicanos nestas eleições de meio de mandato. Mesmo assim, as pesquisas atuais sugerem uma vantagem democrata de cinco ou seis pontos.

Bobby Pulido é o candidato democrata que espera vencer no distrito. Como um popular cantor de música tejana e vencedor de dois Grammy Latinos, ele já é um nome conhecido em todo o Vale do Rio Grande.

Em um evento realizado poucas semanas antes da votação, ele fez um discurso político padrão seguido de uma apresentação musical. "Muitas pessoas estão desiludidas com os dois partidos", disse ele à BBC pouco antes de subir ao palco. "E eu as entendo."

Para vencer nesta região do Texas, é preciso ser conservador. Pulido se distanciou da imagem do Partido Democrata em nível nacional e se concentrou de forma deliberada e consistente em questões econômicas.

"Isto não é Nova Iorque, isto não é Los Angeles", disse ele. "Quando se começa com questões como justiça social, alterações climáticas e outros temas, não é isso que as pessoas querem ouvir primeiro. Elas querem ouvir falar da economia."

Essa mensagem está em consonância com o que muitas pesquisas atuais sugerem: a economia, e o custo de vida especificamente, estão no topo da lista de prioridades da maioria dos eleitores.

Em uma festa local do abacate, fruta que é um alimento básico entre as comunidades hispânicas do vale, um casal, Dave Baldwin e Veronica Salazar, começou a discutir o aumento dos preços assim que foram questionados sobre as próximas eleições.

Quando perguntados a quem culpavam pelo aumento dos custos, a resposta foi imediata: "O presidente", disseram.

"Com tudo isso, ele controla o nosso destino, e no momento não está fazendo um bom trabalho", acrescentou Baldwin.

Entre muitos membros do Partido Republicano aqui presentes, existe a sensação de que estão em desvantagem a poucas semanas da votação.

Alexis Uscanga, um estudante voluntário encarregado de bater de porta em porta e verificar a situação de prováveis eleitores republicanos no distrito, foi realista sobre o que está tentando alcançar.

"As eleições de meio de mandato são puramente uma questão de participação", disse ele. "Não se trata tanto de convencer as pessoas a votarem de um jeito ou de outro, mas sim de garantir que a nossa população compareça às urnas."

Tano Tijerina, o candidato republicano no distrito vizinho, o 28º distrito, atualmente controlado pelos democratas, atribuiu a Trump o mérito de "ter superado barreiras", mas reconheceu que "os ventos contrários da política nacional são reais".

A mudança de voto dos hispânicos em direção ao presidente Trump em 2024 foi um dos fatos políticos mais marcantes da última década. Embora esse grupo demográfico em expansão possa não ter muita simpatia por nenhum dos partidos, em um sistema bipartidário os eleitores são, em sua maioria, forçados a fazer uma escolha.

E se as pesquisas estiverem corretas — e não há garantia disso — mesmo uma pequena virada para os democratas em novembro poderia remodelar as eleições não apenas neste estado, mas muito além dele.

No Texas, isso poderia até ser suficiente para colocar em disputa uma vaga no Senado dos EUA – e os democratas não ganham uma dessas cadeiras no estado há mais de 30 anos.

 

Fonte: BBC News America do Norte

 

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