Ángel
Gonzales: María Corina Machado agradece bombardeios dos EUA e diz que transição
na Venezuela é irreversível
Delcy
Rodríguez e María Corina Machado dirigiram-se ao país em 29 de outubro,
marcando o início de um novo ciclo eleitoral. Rodríguez
apresentou-se como a opção necessária para uma transformação que exige
“experiência e capacidade real de executá-la”, enquanto Machado afirmou que o
“plano de três fases” imposto por Donald Trump está avançando e que “a
transição é irreversível”.
Rodríguez divulgou um discurso
pré-gravado intitulado “Roteiro para a transformação democrática da Venezuela”. Ela garantiu que
no país “haverá eleições”, para, logo em seguida, advertir que “a eleição não
deve ser um problema nem nos fazer retroceder aos tempos de confronto”.
A
ex-vice-presidente de Maduro não fala em transição, mas em “transformação”. No
entanto, estabeleceu um distanciamento claro em relação ao chavismo anterior:
“Venho do sistema que estamos transformando e mudando, não escondo isso;
transformo essa origem em uma força para impulsionar as mudanças de que a
Venezuela precisa”, declarou.
Apresentou-se
diretamente como gestora: “Assinar uma reforma, movimentar uma instituição…
isso só pode ser feito por quem conhece profundamente o Estado; eu o conheço
por dentro, fui ministra em diferentes áreas, chanceler, vice-presidente
executiva e hoje sou presidente interina”.
Em tom
claramente eleitoral, Rodríguez dirigiu-se “àqueles que pensam diferente” para
pedir que a “julguem pelos fatos”, enquanto garantiu “àqueles que nos
acompanham” que “nada do que foi construído será perdido, aquilo que funciona
será protegido e aquilo que está errado será corrigido”.
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Graças a Trump
Pouco
depois, María Corina Machado apresentou seu plano
político em uma coletiva de imprensa, não sem antes agradecer ao presidente dos
Estados Unidos, Donald Trump, pelos bombardeios de 3 de janeiro e pelo
sequestro de Maduro: “Graças à sua visão, coragem e à sua ação de 3 de janeiro,
abriu-se essa passagem para a liberdade… sem isso, não estaríamos aqui hoje”.
Ela
afirmou que seu retorno significa que “o plano de três fases apresentado pelo
presidente Trump está avançando” e que “os prazos ficaram mais claros”.
Referiu-se
ao discurso de Rodríguez, afirmando que ela própria havia estabelecido o rumo:
“Parece-me muito bom que a senhora Delcy fale hoje de eleições; isso significa
que o efeito está sendo sentido”.
Machado
antecipou que um eventual governo seu promoveria “uma reforma ou uma nova
Constituição”. Além disso, ofereceu garantias aos dirigentes do chavismo,
embora depois tenha ameaçado criar “uma comissão da verdade” para investigar
supostos crimes.
Manifestou
que não tem interesse em participar da mesa de diálogo, mas sim em que ela
cumpra seu objetivo: renovar os poderes Judiciário e Eleitoral e definir uma
data para a eleição presidencial.
Em um
ato marcado pelo triunfalismo, Machado anunciou assembleias em todo o país para
mobilizar seus apoiadores. Por sua vez, Delcy Rodríguez foi vista dois dias
antes dançando em um ato de massas, ao estilo de Maduro. O dia 29 de outubro
deixou uma coisa clara na Venezuela: a campanha eleitoral começou.
Sem
completar três meses no governo, Abelardo de la Espriella terá de explicar à
Justiça dos Estados Unidos suas relações com o narcotráfico, após a denúncia
documentada apresentada ao Congresso da Colômbia pelo senador e ex-candidato à
Presidência Iván Cepeda.
Em um
debate de controle político conduzido pelo Pacto Histórico sobre a política
agrária, Cepeda direcionou suas acusações contra De
la Espriella,
de quem afirmou que “tem vínculos comprovados com narcotraficantes ligados à
apropriação ilegal de terras, à grande mineração e ao narcoterrorismo”.
“Consequentemente,
e como anunciei durante o debate, pretendo iniciar ações penais na Colômbia e
também transmitir todas as informações às autoridades estadunidenses (à
promotoria) e aos congressistas democratas”, afirmou em sua conta no X, ao
explicar que enviará as informações aos Estados Unidos (aos democratas) e ao
Departamento de Justiça daquele país, uma vez que De la Espriella é cidadão
estadunidense.
O
narcotraficante que, segundo a denúncia de Cepeda, mantém vínculos diretos com
o presidente da Colômbia atende pelo nome de Hugues Manuel Rodríguez Fuentes,
conhecido como “comandante Barbie”. Ele esteve preso em uma penitenciária em
Washington e responde a vários processos judiciais em andamento.
No
debate documentado realizado pela bancada de esquerda, foram lembrados os
vínculos do atual presidente de ultradireita com grupos narcotraficantes e
paramilitares, no contexto da tentativa de negociar a submissão dessas
organizações criminosas à Justiça durante o governo do ex-presidente Álvaro
Uribe (2002-2010). Na época, De la Espriella, como advogado, tornou-se defensor
dessas organizações e promotor da legalização de terras que haviam sido tomadas
dos camponeses.
Esses
fatos e outros que comprovei, afirmou Cepeda, não são simplesmente “casos
pessoais ou individuais”.
Com
isso, ele conectou a denúncia ao objetivo de seu debate contra o ministro da
Agricultura, Indalecio Dangond, a quem advertiu que esses fatos representam as
diretrizes estratégicas da contrarreforma agrária empreendida pelo governo de
ultradireita.
“Seus
objetivos são devolver as terras aos clãs de latifundiários e narcotraficantes
que se apropriaram ilegalmente de milhões de hectares pertencentes aos
camponeses e às populações rurais. Colocar o uso do solo a serviço da grande
mineração e do agronegócio. Atacar os camponeses, os povos originários e as
comunidades afrodescendentes”, pontuou Cepeda.
“Deixo
isso claro desde já: os democratas nos Estados Unidos e a Promotoria daquele
país terão conhecimento desta denúncia, acompanhada de todo o conjunto de
provas”, reiterou Cepeda, ao questionar o ministro Dangond, contra quem também
apresentará uma denúncia por proteger o pai do presidente, Abelardo de la
Espriella Juris, proprietário de uma fazenda cujas terras pertencem à nação.
Após as
denúncias feitas por Cepeda durante o debate, o ministro da Agricultura
limitou-se a reclamar, por meio de um comunicado, de um “possível uso abusivo
dos instrumentos de controle político”.
¨
Iván Cepeda denuncia supostos vínculos de De la Espriella
com narcotraficantes e enviará provas aos EUA
Sem
completar três meses no governo, Abelardo de la Espriella terá de explicar à
Justiça dos Estados Unidos suas relações com o narcotráfico, após a denúncia
documentada apresentada ao Congresso da Colômbia pelo senador e ex-candidato à
Presidência Iván Cepeda.
Em um
debate de controle político conduzido pelo Pacto Histórico sobre a política
agrária, Cepeda direcionou suas acusações contra De
la Espriella,
de quem afirmou que “tem vínculos comprovados com narcotraficantes ligados à
apropriação ilegal de terras, à grande mineração e ao narcoterrorismo”.
“Consequentemente,
e como anunciei durante o debate, pretendo iniciar ações penais na Colômbia e
também transmitir todas as informações às autoridades estadunidenses (à
promotoria) e aos congressistas democratas”, afirmou em sua conta no X, ao
explicar que enviará as informações aos Estados Unidos (aos democratas) e ao
Departamento de Justiça daquele país, uma vez que De la Espriella é cidadão
estadunidense.
O
narcotraficante que, segundo a denúncia de Cepeda, mantém vínculos diretos com
o presidente da Colômbia atende pelo nome de Hugues Manuel Rodríguez Fuentes,
conhecido como “comandante Barbie”. Ele esteve preso em uma penitenciária em
Washington e responde a vários processos judiciais em andamento.
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No
debate documentado realizado pela bancada de esquerda, foram lembrados os
vínculos do atual presidente de ultradireita com grupos narcotraficantes e
paramilitares, no contexto da tentativa de negociar a submissão dessas
organizações criminosas à Justiça durante o governo do ex-presidente Álvaro
Uribe (2002-2010). Na época, De la Espriella, como advogado, tornou-se defensor
dessas organizações e promotor da legalização de terras que haviam sido tomadas
dos camponeses.
Esses
fatos e outros que comprovei, afirmou Cepeda, não são simplesmente “casos
pessoais ou individuais”.
Com
isso, ele conectou a denúncia ao objetivo de seu debate contra o ministro da
Agricultura, Indalecio Dangond, a quem advertiu que esses fatos representam as
diretrizes estratégicas da contrarreforma agrária empreendida pelo governo de
ultradireita.
“Seus
objetivos são devolver as terras aos clãs de latifundiários e narcotraficantes
que se apropriaram ilegalmente de milhões de hectares pertencentes aos
camponeses e às populações rurais. Colocar o uso do solo a serviço da grande
mineração e do agronegócio. Atacar os camponeses, os povos originários e as
comunidades afrodescendentes”, pontuou Cepeda.
“Deixo
isso claro desde já: os democratas nos Estados Unidos e a Promotoria daquele
país terão conhecimento desta denúncia, acompanhada de todo o conjunto de
provas”, reiterou Cepeda, ao questionar o ministro Dangond, contra quem também
apresentará uma denúncia por proteger o pai do presidente, Abelardo de la
Espriella Juris, proprietário de uma fazenda cujas terras pertencem à nação.
Após as
denúncias feitas por Cepeda durante o debate, o ministro da Agricultura
limitou-se a reclamar, por meio de um comunicado, de um “possível uso abusivo
dos instrumentos de controle político”.
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Fernando Cedeño acusa Noboa de usar prisão de Luisa
González para conter oposição no Equador
Em
entrevista exclusiva, o destacado parlamentar da Revolução Cidadã, Fernando Cedeño, denuncia que “a
prisão arbitrária de Luisa González, recente candidata do
movimento à Presidência da República, é uma manobra do governo de Daniel Noboa
para desviar o foco da crise econômica e de segurança às vésperas das eleições
locais, nas quais os candidatos do neoliberalismo aparecem em nítida desvantagem”.
Deputado eleito pela província de Manabí, o proeminente advogado acusa o
“regime neofascista de perseguir opositores e jornalistas, de atuar com
impunidade em casos de corrupção e de ser subserviente ao governo dos Estados
Unidos”.
>>>
LEIA A ENTREVISTA
·
Qual o significado da prisão de Luisa González e o real
objetivo dessa perseguição?
Fernando
Cedeño: Antes de tudo, é preciso entender o contexto. No dia 29 de novembro,
domingo, haverá eleições locais, e o governo de Daniel Noboa está muito afetado
pelos baixíssimos índices de popularidade e pela altíssima rejeição. São
eleições intermediárias para estados e municípios, onde os candidatos
governistas não contam com apoio popular.
A
detenção de Luisa cumpre dois objetivos. O primeiro é desviar a atenção da
grave situação econômica em que o país se encontra mergulhado, pois, apesar da
dolarização, a inflação subiu e o desemprego está em alta. A cesta básica custa
cerca de 900 dólares, e o salário mínimo gira em torno de 480.
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O
segundo objetivo é conter a mobilização popular, pois a revolta com o regime
neofascista e sua subserviência ao governo dos Estados Unidos está em ascensão.
O
problema é que, neste momento, o governo controla todas as funções do Estado,
inclusive o Parlamento, onde sua maioria atua ignorando completamente a
Constituição, comprometendo gravemente o processo eleitoral.
·
De que exatamente Luisa está sendo acusada?
Montaram
um processo e forjaram uma acusação de lavagem de dinheiro sobre a campanha de
2023. É importante ressaltar que essa questão da gestão dos recursos já foi
resolvida e sancionada na esfera administrativa, e pagamos uma multa bastante
elevada. O assunto já foi julgado pela Justiça Eleitoral. Há ainda uma
assimetria: opositores estão presos preventivamente, enquanto outras figuras
políticas com sentença condenatória definitiva permanecem soltas.
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De
acordo com as inúmeras denúncias que temos recebido, o caso dela não é isolado.
Exato.
A perseguição recai de forma preferencial sobre os militantes e dirigentes da
Revolução Cidadã. Jorge Glas, ex-vice-presidente do Equador, foi capturado na
embaixada do México, onde estava asilado, o que viola tratados internacionais.
Está em prisão de segurança máxima, sem visitas, 23 horas por dia na cela, sem
a devida assistência médica, e perdeu muito peso. O prefeito Aquiles Álvarez,
de Guayaquil, a maior cidade do país, também está em prisão preventiva, na
mesma penitenciária.
·
Qual o impacto deste clima de perseguição nas eleições?
Como
organização, a Revolução Cidadã não pôde sequer participar diretamente, pois
fomos sancionados pelo órgão eleitoral e tivemos de fazer alianças com outras
agremiações. É o caso de Pabel Muñoz, prefeito de Quito, que busca a reeleição
e, segundo todas as pesquisas, é o favorito. O governo Noboa dirigiu sua
artilharia contra ele, com falsas acusações. Além disso, o pleito, que
normalmente ocorre em fevereiro, foi antecipado para novembro, justamente para
impedir a participação das principais forças de oposição.
·
O que está em jogo?
Estão
em disputa 21 governos provinciais (estaduais), cerca de 220 prefeituras e por
volta de 800 juntas paroquiais (nível mais local e descentralizado de
administração pública, com autonomia política, administrativa e financeira).
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·
A perseguição
atinge só os “correístas”?
Não. O
governo tenta construir essa narrativa, mas todo opositor é alvo. As contas
bancárias do candidato do Partido Socialista em Guayaquil foram congeladas.
Jornalistas são perseguidos independentemente da linha editorial, como Gisella
Bayona, Fabricio Vela, María Sol Borja, Hernán Higuera e Roberto Aguilar. O
jornal Expreso, com cerca de 60 anos, teve de encerrar a edição impressa por
pressão do governo, que o impede de receber publicidade, tanto do setor público
como do privado. Ativistas sociais também sofrem repressão, porque o governo
controla todo o sistema de Justiça.
·
Como está a segurança pública?
Os
decretos de “Estado de Exceção” violam direitos individuais e não surtiram
efeito: as mortes violentas continuam crescendo. Vivemos numa sociedade
altamente militarizada, com cerca de 53 casos registrados de execuções
extrajudiciais por agentes das forças públicas, principalmente das Forças
Armadas. O mais emblemático é o desaparecimento forçado e o assassinato das
quatro crianças do bairro Las Malvinas, em Guayaquil, em dezembro de 2024.
Nesta
quarta-feira (28), organizações da sociedade civil levaram essa preocupação à
Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), reunida na Cidade do
Panamá. Está para entrar em vigor um novo toque de recolher em algumas
províncias, entre elas Manabí, onde vivo. Enquanto isso, o fluxo de drogas
pelos portos só aumenta, muitas vezes em contêineres de bananas, produto ligado
às empresas familiares do presidente Noboa.
·
E como se encontra a situação da saúde, da educação e da
infraestrutura do país?
Estamos
em período chuvoso, agravado pelo fenômeno El Niño, e o governo não tomou
qualquer precaução. Ao contrário, tirou verba dos hospitais: cortou cerca de 75
milhões de dólares do orçamento público, de um total de 1,082 bilhão de
dólares. O Hospital Eugenio Espejo, o mais importante do Ministério da Saúde,
ficou com menos de 30% do orçamento anterior, e o de especialidades de
Portoviejo, com menos de 27%. Este governo neoliberal pretende privatizar a
saúde e a educação públicas. A rede viária está muito deteriorada, com a
situação se agravando a cada dia. Há uma ausência total de investimento em
obras públicas.
·
Enquanto isso, aumentam as denúncias de corrupção?
É o que
o governo tenta ocultar. No caso ATM, foram comprados geradores elétricos por
cerca de 160 milhões de dólares de duas empresas, uma estadunidense e outra
uruguaia, que entregaram sucata. Há também o caso Progen. O Ministério da Saúde
contratou a italiana Dalus por 240 milhões de dólares para um software de
agendamento de consultas, que até agora não funciona. As contratações são
ocultadas por meio de empresas estatais e não aparecem nos portais públicos.
·
Qual o peso de Marco Rubio e do governo dos Estados
Unidos nesse processo?
Recebemos
com alegria a vitória do presidente Lula, que abre novas perspectivas para a
América do Sul. Quanto às eleições de 3 de novembro nos Estados Unidos, tomara
que a correlação de forças mude no Congresso, porque o Equador faz parte do
“Escudo das Américas” e a política externa do governo Trump é conduzida por
Rubio, a partir do Departamento de Estado. Exemplo recente dessa submissão foi
a votação na Assembleia Geral das Nações Unidas, na qual o Equador votou a
favor do bloqueio a Cuba, país que sempre nos ajudou com brigadas médicas para
melhorar as condições de pobreza da nossa gente. Isso nos envergonha enquanto
equatorianos.
Noboa
abriu mão da soberania nacional em função dos interesses de Trump.
Denunciamos
esse nível de submissão servil. O artigo 5º da Constituição proíbe bases
militares estrangeiras e o uso das nossas bases a serviço de outros países, mas
nossas bases aéreas estão sendo utilizadas pelo Exército estadunidense.
Pescadores equatorianos foram bombardeados pela Marinha dos Estados Unidos em
Manabí, nosso mar. Este governo, longe de censurar ou questionar tais ações,
acaba apoiando e aplaudindo a prepotência. Portanto, a situação está
extremamente crítica. Ela se insere nessa corrente neofascista que percorre o
continente: opositores políticos são perseguidos, não há garantias
constitucionais nem direitos, e vivemos permanentemente reféns dessa política
de medo e perseguição imposta pelo regime.
O
governo também adquiriu, e estamos confirmando, o programa Pegasus — um
poderoso software espião desenvolvido pela empresa israelense NSO Group —, não
para combater o crime organizado, mas para perseguir opositores, numa clara
política de terrorismo de Estado.
·
Como fazer frente a esse cenário de horror?
Os
meios alternativos no Equador, particularmente os digitais, têm sido
porta-vozes da oposição e do povo, porque, nos veículos tradicionais, ligados
aos grupos financeiros e às transnacionais, sempre somos vetados. O governo
controla os grandes veículos, e qualquer meio crítico é perseguido.
Daí a
relevância de podermos contar com o apoio de mídias como a de vocês para fazer
um contraponto ao obscurantismo e ao silêncio, possibilitando o acesso à
informação veraz e alimentando o combate à política da direita internacional,
do sionismo e do trumpismo. Tenho a convicção de que, fortalecendo a
organização e ampliando a mobilização popular, como fizeram os brasileiros,
seremos vitoriosos.
Fonte:
Opera Mundi/La Jornada

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