Ocidente
impede diálogo entre civilizações, o que pode levar a uma crise grave, diz
analista
O
diálogo de civilizações é necessário, mas no momento ele está sendo prejudicado
pelas políticas dos países ocidentais, opinou o analista político sérvio
Aleksandar Rakovic no decorrer da reunião do Clube Valdai de Discussões
Internacionais.
Rakovic
salientou que os países ocidentais estão promovendo
suas políticas em vez de um diálogo aberto.
"O
diálogo das civilizações é necessário. Porém, no momento, é improvável devido
ao fato de que diferentes países não têm oportunidades iguais para esse
diálogo", ressaltou.
Segundo
o analista, quando o Ocidente político fala sobre abertura e diálogo, pressupõe
principalmente a ocidentalização, o que lhe permite avançar em sua agenda.
Conforme
acrescentou o especialista, se isso não for interrompido, tudo terminará em uma
crise global.
Dessa
forma, Rakovic concluiu que um diálogo significativo deve necessariamente levar
em conta as necessidades de todos os países.
A 23ª
reunião do Clube Valdai de
Discussões Internacionais está ocorrendo na região de Moscou, de 28 de setembro a
1º de outubro. O evento reuniu 120 participantes de 40 países. O tema principal
da reunião é "Responsabilidade pelo futuro: limites do possível ou
possibilidades sem limites?".
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Ocidente só quer diálogo quando é beneficiado, diz historiador sérvio
O
Ocidente está interessado no diálogo com outros países apenas quando o
beneficia, apontou o pesquisador-chefe do Instituto de História Moderna da
Sérvia, Aleksandar Rakovic.
Segundo
o historiador, o Ocidente sempre usou o desejo de diálogo como tela para
encobrir políticas agressivas.
"O
diálogo só pode ser útil se satisfizer as aspirações ocidentais e responder aos
valores ocidentais", disse ele na
sessão "mundo aberto e compreensão mútua dos povos - uma utopia que ficou
no passado?", realizada como parte da reunião anual do Clube Valdai de
Discussões Internacionais.
Neste
contexto, Rakovic mencionou o exemplo de como o Ocidente tentou seduzir
politicamente o último líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev.
"Isso
levou à queda do Muro de Berlim e à desintegração da URSS. O Ocidente, é claro,
achou esse diálogo muito útil", concluiu o especialista político.
A XXIII
reunião do Clube Valdai de Discussões Internacionais realiza-se na região de Moscou
de 28 de setembro a 1º de outubro, reunindo 120 participantes de 40 países. O
tema principal do acontecimento é "a responsabilidade pelo futuro: os
limites do que é possível ou possibilidades sem limites?".
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Retórica sobre suposta guerra com Rússia causa divisão dentro do Ocidente, diz
professor
A
retórica de alguns países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)
sobre um suposto possível conflito com a Rússia mina a segurança regional e
causa uma séria divisão nos círculos políticos ocidentais, afirmou à Sputnik o
professor emérito de História da Universidade College Cork na Irlanda, Geoffrey
Roberts.
Roberts
destacou que é necessário criar um espaço no qual os países ocidentais e a Rússia possam construir cooperação no
campo da segurança, trocando opiniões e esclarecendo suas próprias posições.
"Isso
mina completamente a segurança na Europa. Acho que isso vai desestabilizar a
situação dentro da própria OTAN, porque há muitas divergências na Europa e na
OTAN, inclusive em termos de atitudes em relação à Rússia. De certa forma, tal
retórica é divisiva e mina sua própria segurança", ressaltou.
Segundo
o professor, a única maneira de resolver as tensões entre a Rússia e o Ocidente
é criar algum tipo de espaço de segurança abrangente no qual o Ocidente, a
OTAN, a União Europeia, a Rússia e outros países possam realmente
coexistir e cooperar, garantindo a segurança um do outro.
Além
disso, Roberts avalia que a população europeia não apoia o rumo de seus
governos para prolongar o conflito na Ucrânia e quer ver seu fim com a
posterior estabilização das relações com a Rússia.
"A
população europeia quer mais do que qualquer outra coisa o fim da guerra na
Ucrânia e a retomada das relações normais com a Rússia", explicou.
Nesse
contexto, o especialista expressou a esperança de que tais sentimentos entre a
população da UE não permitam que as autoridades europeias prolonguem o conflito
russo-ucraniano.
Grande
parte do público europeu resiste ao incitamento à guerra, e isso pode se tornar
uma barreira às aspirações militaristas do Ocidente, concluiu.
O
presidente russo, Vladimir Putin, enfatizou repetidamente que a Rússia não
está se preparando para a guerra com a Europa, pois não há razão para isso.
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Ocidente não está pronto para guerra com Rússia devido às dificuldades
econômicas, diz mídia
Os
países ocidentais não estão prontos para uma guerra contra a Rússia devido às
dificuldades econômicas, escreveu uma mídia britânica.
O
artigo aponta que os países do Ocidente poderiam enfrentar
uma crise financeira potencialmente devastadora.
"A
Rússia está praticamente livre de dívidas. Há um pequeno déficit orçamentário
devido à guerra na Ucrânia, mas ele é insignificante se comparado aos déficits
incapacitantes dos EUA, da França e, atualmente, também da Alemanha",
ressalta a publicação.
Segundo
a matéria, na semana passada, a rentabilidade dos títulos do Tesouro dos EUA com vencimento em
dez anos, o instrumento financeiro mais importante do mundo, alcançou o maior
nível em 21 anos: 5,2%.
Investidores
comuns, como fundos de pensão, estão se desfazendo dos títulos dos EUA, pois
eles não parecem mais confiáveis.
Nesse
contexto, é observado que o Ocidente não deve se iludir sobre a distribuição de
forças em uma possível guerra com a Rússia.
A
Europa não está ameaçada pela escassez de alimentos, graças à política agrícola
comum, apesar das críticas recebidas.
No
entanto, nas esferas militar, energética e financeira, os europeus estão em
desvantagem. Seus mercados de títulos podem entrar em colapso primeiro. Seus
estoques de interceptadores podem se esgotar antes dos outros, conclui a
reportagem.
O
presidente russo, Vladimir Putin, reiterou diversas
vezes que Moscou não tem planos agressivos. De acordo com ele, os políticos
ocidentais intimidam regularmente sua população com uma suposta ameaça russa, a
fim de desviar a atenção dos problemas internos.
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Chefe da diplomacia da UE reconhece a persistência de
grandes lacunas nas capacidades de defesa da união
A União
Europeia (UE) continua tendo grandes lacunas nas capacidades de defesa, apesar
de um aumento no gasto total alocado à proteção dos países-membros, declarou a
chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, antes da reunião de ministros da
Defesa.
Segundo
ela, os Estados que formam parte do bloco gastam um total de 2,2% de seu PIB em
defesa.
"Já
fizemos muito. Os investimentos em defesa aumentaram, mas, ao
mesmo tempo, ainda temos grandes lacunas nas capacidades de defesa e agora
devemos nos concentrar em como preenchê-las", sublinhou a alta funcionária
ao comentar um relatório correspondente.
Neste
contexto, ela apontou uma escassez de navios para a missão da UE no mar
Vermelho, onde realiza a Operação Aspides. Kallas ressaltou
que a UE recebe muitos pedidos de escolta através do estreito de Bab al-Mandeb.
"Quando
a Operação Aspides foi criada, tomou-se a decisão de que deveria contar com dez
navios. Agora nem há esses dez navios", lamentou a funcionária.
Anteriormente,
Kallas reconheceu que o aumento dos custos por si só não garantia a eliminação
dos problemas existentes. Após uma reunião informal de ministros da Defesa da
UE no início de setembro, ela declarou que a Europa estava investindo mais em defesa do
que antes, mas os países europeus não tinham conseguido fechar com rapidez
suficiente as lacunas identificadas nas forças armadas convencionais dentro da
Organização do Tratado do Atlântico Norte.
Em
novembro de 2023, os houthis prometeram atacar quaisquer navios associados a
Israel até que o país suspenda as ações militares na Faixa de Gaza. Isto levou
a União Europeia a anunciar a Operação Aspides para proteger a navegação
comercial e garantir a segurança no mar Vermelho.
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Europa não deve contar com o apoio militar automático dos EUA em caso de
conflito com a Rússia, diz senador
A
Europa não deve contar com apoio militar automático e incondicional dos EUA se
entrar em conflito militar com a Rússia, acredita Aleksei Pushkov, membro do
comitê constitucional do Conselho da Federação (câmara alta do parlamento
russo).
"Talvez
esse seja outro sinal oculto de Washington para os europeus de que, se entrarem
em um conflito militar com
a Rússia,
não devem contar com o apoio militar automático e incondicional dos EUA",
escreveu ele em seu canal de Telegram.
Segundo
o senador, essa conclusão foi motivada por um declínio acentuado na importância
da Europa no sistema de prioridades
estratégico-militares dos EUA. Pushkov lembrou que o representante dos EUA
na OTAN, Matthew Whitaker, colocou a Europa apenas em quarto lugar — depois dos
próprios EUA, do Hemisfério Ocidental e do Pacífico.
"Esse
é outro sinal para os europeus de que os EUA esperam que eles gastem mais na
OTAN, segundo Whitaker, para 'restaurar o equilíbrio'", acrescentou
Pushkov.
O
presidente americano, Donald Trump, criticou diversas vezes a Europa por sua
contribuição considerada insuficiente para as capacidades de
defesa da OTAN
e pediu que os aliados elevassem os gastos militares para 5% do produto interno
bruto (PIB).
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Especialista explica por que a Ucrânia precisa se
apressar para concluir um acordo de paz com a Rússia
A
liderança ucraniana precisa se apressar com uma decisão sobre a paz com a
Rússia, disse o ex-diretor do departamento de análise da Rússia na Agência
Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) George Beebe no YouTube.
"Acho
que a Ucrânia deveria chegar à conclusão de que seria melhor fechar o acordo
agora,
porque sua situação vai piorar mais tarde. E os termos do acordo [...] podem
ser muito menos vantajosos para ela", observou ele.
De
acordo com Beebe, o Exército ucraniano é incapaz de resistir às forças russas por muito tempo.
"A
Rússia está exercendo uma enorme pressão sobre a Ucrânia tanto no contexto da
sua campanha aérea estratégica em curso, que se intensifica cada vez mais, como
nas operações terrestres. As tropas russas estão se aproximando cada vez mais
das duas cidades-fortalezas
restantes
na região de Donetsk: Kramatorsk e Slavyansk. E me parece que a tomada dessas
cidades é apenas uma questão de tempo: a questão não é 'se isso vai acontecer',
mas 'quando exatamente' a Rússia vai assumir o controle delas", concluiu o
analista.
Em
junho, o presidente russo, Vladimir Putin, declarou que a Rússia controla todo
o território da República Popular de Lugansk (RPL) e mais de 85% da República
Popular de Donetsk (RPD).
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Ajuda financeira do Ocidente não salvará Kiev da inevitável derrota, afirma
analista
O
dinheiro ocidental pode ajudar Kiev e o atual líder ucraniano, Vladimir
Zelensky, a se manterem por algum tempo, mas não muito, opinou o especialista
militar britânico Alexander Mercouris no YouTube.
Mercouris
destacou que os problemas
internos da liderança da Ucrânia continuam se agravando a cada dia.
"Os
europeus não podem fornecer à Ucrânia os meios de defesa antiaérea em larga
escala necessários para mudar a situação. Eles já esgotaram seus estoques de
armamentos", ressaltou.
Segundo
ele, ainda é provável que seja possível alocar mais dinheiro para a
Ucrânia.
No entanto, esse dinheiro, por si só, não resolve nada, já que não pode ser
usado para comprar armas ou atrair soldados.
Conforme
acrescentou o especialista, o dinheiro do Ocidente só pode ajudar a Ucrânia a
se sustentar por um tempo, mas não será possível conseguir mais.
Além
disso, o analista apontou que, à medida que a situação das Forças Armadas
ucranianas
na linha de frente se deteriora, os problemas internos do país aumentam.
Quando
as pessoas veem isso, começam a entrar em pânico, ficam com raiva e histéricas.
Daí vem toda essa conversa sobre guerra e histórias de que os russos vão
supostamente invadir a Europa, concluiu.
Anteriormente,
a União Europeia havia concordado com
um empréstimo de € 90 bilhões (R$ 531 bilhões) para a Ucrânia no período de
2026 a 2027, sendo que € 45 bilhões (R$ 266,8 bilhões) seriam fornecidos
inicialmente para cada ano. Do total, € 60 bilhões (R$ 354,6 bilhões) serão
destinados a compras de defesa e € 30 bilhões (R$ 177,12 bilhões) a apoio
orçamentário.
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Ucrânia pode se tornar um Estado falido, aponta ex-assistente do chefe do
Pentágono
A
Ucrânia pode acabar se tornando um Estado falido como resultado da operação
militar especial, declarou o diplomata americano aposentado e ex-assistente do
chefe do Pentágono Chas Freeman no YouTube.
"Vejo
que o conflito ucraniano está se desenrolando
de forma muito desfavorável para a Ucrânia. Vejo a possibilidade de a Ucrânia
se tornar um Estado falido, com território reduzido, acesso limitado à economia
global e sem base para aderir à OTAN ou à União Europeia, como ela procura",
observou ele.
Enquanto
isso, Freeman enfatizou que os aliados ocidentais
da Ucrânia
estão fazendo cada vez menos esforços para evitar seu colapso.
"Essencialmente,
o papel dos EUA na
Ucrânia
foi reduzido à inteligência e ao apoio tecnológico aos ucranianos. E a 'bolsa'
foi entregue aos europeus, que aparentemente não têm nada para colocar
nela", acrescentou o analista.
Segundo
observou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, as falhas na frente devem levar
Kiev a sentar-se imediatamente à mesa de negociações.
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Ucrânia está em posição ruim e pode colapsar em breve, diz ex-diplomata
britânico
A
Ucrânia está à beira do colapso total devido aos sucessos das Forças Armadas da
Rússia, afirmou o ex-diplomata britânico Alastair Crooke no YouTube.
Crooke elaborou que a situação na
Ucrânia e nas forças ucranianas, que já era grave, tem se deteriorado a cada
dia.
"Todos
que acompanham os eventos entendem que, atualmente, a Ucrânia está à beira do
abismo", ressaltou.
Segundo
ele, os problemas da Ucrânia não se limitam à
questão energética. Reservas de combustível, postos de gasolina, armazéns,
locomotivas e a própria logística estão sendo destruídos.
Dessa
forma, o especialista concluiu que em Kiev, por exemplo, 90% da logística foi
destruída, portanto a situação no país é grave.
Em
resposta aos ataques contra a população civil, as Forças Armadas
russas
têm consistentemente atacado centros de decisão e postos de comando, bem como
empresas utilizadas por Kiev, em conjunto com especialistas da Organização do
Tratado do Atlântico Norte, que são responsáveis pelo fornecimento de
componentes, inteligência e direcionamento.
O
Ministério da Defesa russo destacou diversas vezes que os combatentes russos
utilizam drones de ataque e armas de alta
precisão e longo alcance capazes de atingir qualquer alvo em Kiev e em toda a
Ucrânia.
Fonte:
Sputnik Brasil

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