quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Ocidente impede diálogo entre civilizações, o que pode levar a uma crise grave, diz analista

O diálogo de civilizações é necessário, mas no momento ele está sendo prejudicado pelas políticas dos países ocidentais, opinou o analista político sérvio Aleksandar Rakovic no decorrer da reunião do Clube Valdai de Discussões Internacionais.

Rakovic salientou que os países ocidentais estão promovendo suas políticas em vez de um diálogo aberto.

"O diálogo das civilizações é necessário. Porém, no momento, é improvável devido ao fato de que diferentes países não têm oportunidades iguais para esse diálogo", ressaltou.

Segundo o analista, quando o Ocidente político fala sobre abertura e diálogo, pressupõe principalmente a ocidentalização, o que lhe permite avançar em sua agenda.

Conforme acrescentou o especialista, se isso não for interrompido, tudo terminará em uma crise global.

Dessa forma, Rakovic concluiu que um diálogo significativo deve necessariamente levar em conta as necessidades de todos os países.

A 23ª reunião do Clube Valdai de Discussões Internacionais está ocorrendo na região de Moscou, de 28 de setembro a 1º de outubro. O evento reuniu 120 participantes de 40 países. O tema principal da reunião é "Responsabilidade pelo futuro: limites do possível ou possibilidades sem limites?".

<><> Ocidente só quer diálogo quando é beneficiado, diz historiador sérvio

O Ocidente está interessado no diálogo com outros países apenas quando o beneficia, apontou o pesquisador-chefe do Instituto de História Moderna da Sérvia, Aleksandar Rakovic.

Segundo o historiador, o Ocidente sempre usou o desejo de diálogo como tela para encobrir políticas agressivas.

"O diálogo só pode ser útil se satisfizer as aspirações ocidentais e responder aos valores ocidentais", disse ele na sessão "mundo aberto e compreensão mútua dos povos - uma utopia que ficou no passado?", realizada como parte da reunião anual do Clube Valdai de Discussões Internacionais.

Neste contexto, Rakovic mencionou o exemplo de como o Ocidente tentou seduzir politicamente o último líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev.

"Isso levou à queda do Muro de Berlim e à desintegração da URSS. O Ocidente, é claro, achou esse diálogo muito útil", concluiu o especialista político.

A XXIII reunião do Clube Valdai de Discussões Internacionais realiza-se na região de Moscou de 28 de setembro a 1º de outubro, reunindo 120 participantes de 40 países. O tema principal do acontecimento é "a responsabilidade pelo futuro: os limites do que é possível ou possibilidades sem limites?".

<><> Retórica sobre suposta guerra com Rússia causa divisão dentro do Ocidente, diz professor

A retórica de alguns países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) sobre um suposto possível conflito com a Rússia mina a segurança regional e causa uma séria divisão nos círculos políticos ocidentais, afirmou à Sputnik o professor emérito de História da Universidade College Cork na Irlanda, Geoffrey Roberts.

Roberts destacou que é necessário criar um espaço no qual os países ocidentais e a Rússia possam construir cooperação no campo da segurança, trocando opiniões e esclarecendo suas próprias posições.

"Isso mina completamente a segurança na Europa. Acho que isso vai desestabilizar a situação dentro da própria OTAN, porque há muitas divergências na Europa e na OTAN, inclusive em termos de atitudes em relação à Rússia. De certa forma, tal retórica é divisiva e mina sua própria segurança", ressaltou.

Segundo o professor, a única maneira de resolver as tensões entre a Rússia e o Ocidente é criar algum tipo de espaço de segurança abrangente no qual o Ocidente, a OTAN, a União Europeia, a Rússia e outros países possam realmente coexistir e cooperar, garantindo a segurança um do outro.

Além disso, Roberts avalia que a população europeia não apoia o rumo de seus governos para prolongar o conflito na Ucrânia e quer ver seu fim com a posterior estabilização das relações com a Rússia.

"A população europeia quer mais do que qualquer outra coisa o fim da guerra na Ucrânia e a retomada das relações normais com a Rússia", explicou.

Nesse contexto, o especialista expressou a esperança de que tais sentimentos entre a população da UE não permitam que as autoridades europeias prolonguem o conflito russo-ucraniano.

Grande parte do público europeu resiste ao incitamento à guerra, e isso pode se tornar uma barreira às aspirações militaristas do Ocidente, concluiu.

O presidente russo, Vladimir Putin, enfatizou repetidamente que a Rússia não está se preparando para a guerra com a Europa, pois não há razão para isso.

<><> Ocidente não está pronto para guerra com Rússia devido às dificuldades econômicas, diz mídia

Os países ocidentais não estão prontos para uma guerra contra a Rússia devido às dificuldades econômicas, escreveu uma mídia britânica.

O artigo aponta que os países do Ocidente poderiam enfrentar uma crise financeira potencialmente devastadora.

"A Rússia está praticamente livre de dívidas. Há um pequeno déficit orçamentário devido à guerra na Ucrânia, mas ele é insignificante se comparado aos déficits incapacitantes dos EUA, da França e, atualmente, também da Alemanha", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, na semana passada, a rentabilidade dos títulos do Tesouro dos EUA com vencimento em dez anos, o instrumento financeiro mais importante do mundo, alcançou o maior nível em 21 anos: 5,2%.

Investidores comuns, como fundos de pensão, estão se desfazendo dos títulos dos EUA, pois eles não parecem mais confiáveis.

Nesse contexto, é observado que o Ocidente não deve se iludir sobre a distribuição de forças em uma possível guerra com a Rússia.

A Europa não está ameaçada pela escassez de alimentos, graças à política agrícola comum, apesar das críticas recebidas.

No entanto, nas esferas militar, energética e financeira, os europeus estão em desvantagem. Seus mercados de títulos podem entrar em colapso primeiro. Seus estoques de interceptadores podem se esgotar antes dos outros, conclui a reportagem.

O presidente russo, Vladimir Putin, reiterou diversas vezes que Moscou não tem planos agressivos. De acordo com ele, os políticos ocidentais intimidam regularmente sua população com uma suposta ameaça russa, a fim de desviar a atenção dos problemas internos.

¨      Chefe da diplomacia da UE reconhece a persistência de grandes lacunas nas capacidades de defesa da união

A União Europeia (UE) continua tendo grandes lacunas nas capacidades de defesa, apesar de um aumento no gasto total alocado à proteção dos países-membros, declarou a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, antes da reunião de ministros da Defesa.

Segundo ela, os Estados que formam parte do bloco gastam um total de 2,2% de seu PIB em defesa.

"Já fizemos muito. Os investimentos em defesa aumentaram, mas, ao mesmo tempo, ainda temos grandes lacunas nas capacidades de defesa e agora devemos nos concentrar em como preenchê-las", sublinhou a alta funcionária ao comentar um relatório correspondente.

Neste contexto, ela apontou uma escassez de navios para a missão da UE no mar Vermelho, onde realiza a Operação Aspides. Kallas ressaltou que a UE recebe muitos pedidos de escolta através do estreito de Bab al-Mandeb.

"Quando a Operação Aspides foi criada, tomou-se a decisão de que deveria contar com dez navios. Agora nem há esses dez navios", lamentou a funcionária.

Anteriormente, Kallas reconheceu que o aumento dos custos por si só não garantia a eliminação dos problemas existentes. Após uma reunião informal de ministros da Defesa da UE no início de setembro, ela declarou que a Europa estava investindo mais em defesa do que antes, mas os países europeus não tinham conseguido fechar com rapidez suficiente as lacunas identificadas nas forças armadas convencionais dentro da Organização do Tratado do Atlântico Norte.

Em novembro de 2023, os houthis prometeram atacar quaisquer navios associados a Israel até que o país suspenda as ações militares na Faixa de Gaza. Isto levou a União Europeia a anunciar a Operação Aspides para proteger a navegação comercial e garantir a segurança no mar Vermelho.

<><> Europa não deve contar com o apoio militar automático dos EUA em caso de conflito com a Rússia, diz senador

A Europa não deve contar com apoio militar automático e incondicional dos EUA se entrar em conflito militar com a Rússia, acredita Aleksei Pushkov, membro do comitê constitucional do Conselho da Federação (câmara alta do parlamento russo).

"Talvez esse seja outro sinal oculto de Washington para os europeus de que, se entrarem em um conflito militar com a Rússia, não devem contar com o apoio militar automático e incondicional dos EUA", escreveu ele em seu canal de Telegram.

Segundo o senador, essa conclusão foi motivada por um declínio acentuado na importância da Europa no sistema de prioridades estratégico-militares dos EUA. Pushkov lembrou que o representante dos EUA na OTAN, Matthew Whitaker, colocou a Europa apenas em quarto lugar — depois dos próprios EUA, do Hemisfério Ocidental e do Pacífico.

"Esse é outro sinal para os europeus de que os EUA esperam que eles gastem mais na OTAN, segundo Whitaker, para 'restaurar o equilíbrio'", acrescentou Pushkov.

O presidente americano, Donald Trump, criticou diversas vezes a Europa por sua contribuição considerada insuficiente para as capacidades de defesa da OTAN e pediu que os aliados elevassem os gastos militares para 5% do produto interno bruto (PIB).

¨      Especialista explica por que a Ucrânia precisa se apressar para concluir um acordo de paz com a Rússia

A liderança ucraniana precisa se apressar com uma decisão sobre a paz com a Rússia, disse o ex-diretor do departamento de análise da Rússia na Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) George Beebe no YouTube.

"Acho que a Ucrânia deveria chegar à conclusão de que seria melhor fechar o acordo agora, porque sua situação vai piorar mais tarde. E os termos do acordo [...] podem ser muito menos vantajosos para ela", observou ele.

De acordo com Beebe, o Exército ucraniano é incapaz de resistir às forças russas por muito tempo.

"A Rússia está exercendo uma enorme pressão sobre a Ucrânia tanto no contexto da sua campanha aérea estratégica em curso, que se intensifica cada vez mais, como nas operações terrestres. As tropas russas estão se aproximando cada vez mais das duas cidades-fortalezas restantes na região de Donetsk: Kramatorsk e Slavyansk. E me parece que a tomada dessas cidades é apenas uma questão de tempo: a questão não é 'se isso vai acontecer', mas 'quando exatamente' a Rússia vai assumir o controle delas", concluiu o analista.

Em junho, o presidente russo, Vladimir Putin, declarou que a Rússia controla todo o território da República Popular de Lugansk (RPL) e mais de 85% da República Popular de Donetsk (RPD).

<><> Ajuda financeira do Ocidente não salvará Kiev da inevitável derrota, afirma analista

O dinheiro ocidental pode ajudar Kiev e o atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, a se manterem por algum tempo, mas não muito, opinou o especialista militar britânico Alexander Mercouris no YouTube.

Mercouris destacou que os problemas internos da liderança da Ucrânia continuam se agravando a cada dia.

"Os europeus não podem fornecer à Ucrânia os meios de defesa antiaérea em larga escala necessários para mudar a situação. Eles já esgotaram seus estoques de armamentos", ressaltou.

Segundo ele, ainda é provável que seja possível alocar mais dinheiro para a Ucrânia. No entanto, esse dinheiro, por si só, não resolve nada, já que não pode ser usado para comprar armas ou atrair soldados.

Conforme acrescentou o especialista, o dinheiro do Ocidente só pode ajudar a Ucrânia a se sustentar por um tempo, mas não será possível conseguir mais.

Além disso, o analista apontou que, à medida que a situação das Forças Armadas ucranianas na linha de frente se deteriora, os problemas internos do país aumentam.

Quando as pessoas veem isso, começam a entrar em pânico, ficam com raiva e histéricas. Daí vem toda essa conversa sobre guerra e histórias de que os russos vão supostamente invadir a Europa, concluiu.

Anteriormente, a União Europeia havia concordado com um empréstimo de € 90 bilhões (R$ 531 bilhões) para a Ucrânia no período de 2026 a 2027, sendo que € 45 bilhões (R$ 266,8 bilhões) seriam fornecidos inicialmente para cada ano. Do total, € 60 bilhões (R$ 354,6 bilhões) serão destinados a compras de defesa e € 30 bilhões (R$ 177,12 bilhões) a apoio orçamentário.

<><> Ucrânia pode se tornar um Estado falido, aponta ex-assistente do chefe do Pentágono

A Ucrânia pode acabar se tornando um Estado falido como resultado da operação militar especial, declarou o diplomata americano aposentado e ex-assistente do chefe do Pentágono Chas Freeman no YouTube.

"Vejo que o conflito ucraniano está se desenrolando de forma muito desfavorável para a Ucrânia. Vejo a possibilidade de a Ucrânia se tornar um Estado falido, com território reduzido, acesso limitado à economia global e sem base para aderir à OTAN ou à União Europeia, como ela procura", observou ele.

Enquanto isso, Freeman enfatizou que os aliados ocidentais da Ucrânia estão fazendo cada vez menos esforços para evitar seu colapso.

"Essencialmente, o papel dos EUA na Ucrânia foi reduzido à inteligência e ao apoio tecnológico aos ucranianos. E a 'bolsa' foi entregue aos europeus, que aparentemente não têm nada para colocar nela", acrescentou o analista.

Segundo observou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, as falhas na frente devem levar Kiev a sentar-se imediatamente à mesa de negociações.

<><> Ucrânia está em posição ruim e pode colapsar em breve, diz ex-diplomata britânico

A Ucrânia está à beira do colapso total devido aos sucessos das Forças Armadas da Rússia, afirmou o ex-diplomata britânico Alastair Crooke no YouTube.

Crooke elaborou que a situação na Ucrânia e nas forças ucranianas, que já era grave, tem se deteriorado a cada dia.

"Todos que acompanham os eventos entendem que, atualmente, a Ucrânia está à beira do abismo", ressaltou.

Segundo ele, os problemas da Ucrânia não se limitam à questão energética. Reservas de combustível, postos de gasolina, armazéns, locomotivas e a própria logística estão sendo destruídos.

Dessa forma, o especialista concluiu que em Kiev, por exemplo, 90% da logística foi destruída, portanto a situação no país é grave.

Em resposta aos ataques contra a população civil, as Forças Armadas russas têm consistentemente atacado centros de decisão e postos de comando, bem como empresas utilizadas por Kiev, em conjunto com especialistas da Organização do Tratado do Atlântico Norte, que são responsáveis pelo fornecimento de componentes, inteligência e direcionamento.

O Ministério da Defesa russo destacou diversas vezes que os combatentes russos utilizam drones de ataque e armas de alta precisão e longo alcance capazes de atingir qualquer alvo em Kiev e em toda a Ucrânia.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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