Diabetes
tipo 1: teste na ponta do dedo pode ajudar a identificar risco antes dos
sintomas
O
rastreamento do diabetes tipo 1 antes do aparecimento dos sintomas foi um dos
assuntos discutidos no primeiro dia do EASD 2026, em Milão, na Itália. A
proposta apresentada envolve um teste feito com uma gota de sangue da ponta do
dedo para identificar autoanticorpos associados à doença.
Durante
a cobertura do congresso pelo Um Diabético, a endocrinologista Denise Franco
conversou com o médico Márcio Krakauer sobre a possibilidade de ampliar o
acesso a esse tipo de rastreamento. Segundo Krakauer, um dos testes já recebeu
aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil.
No
entanto, ainda não há informação confirmada sobre quando esse teste estará
disponível comercialmente no país. A expectativa apresentada durante a conversa
é que a comercialização ocorra em breve.
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Como o teste pode ajudar a identificar o diabetes tipo 1
O
diabetes tipo 1 pode apresentar alterações antes que os sintomas apareçam. Uma
das formas de investigar esse período envolve a identificação de autoanticorpos
relacionados à doença.
Atualmente,
esses anticorpos podem ser pesquisados por meio de exames realizados com
sangue. Segundo Márcio Krakauer, os planos de saúde cobrem alguns desses
exames, mas não necessariamente todos.
Essa
diferença pode dificultar o rastreamento. Isso acontece porque a identificação
de uma fase de risco depende da combinação de resultados, segundo a explicação
apresentada durante o congresso.
De
acordo com Krakauer, é necessário encontrar dois anticorpos positivos
associados a uma alteração glicêmica para identificar uma fase em que alguma
intervenção pode ser realizada.
Nesse
contexto, o teste com sangue obtido na ponta do dedo pode ampliar as
possibilidades de rastreamento. A proposta é realizar a investigação de forma
mais simples e com menor custo no consultório.
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Teste de ponta de dedo já recebeu aprovação no Brasil
Durante
a conversa, Márcio Krakauer informou que um dos testes apresentados já recebeu
aprovação no Brasil. A autorização foi concedida pela Anvisa.
A
aprovação, porém, não significa que o teste já esteja disponível para a
população. Segundo as informações apresentadas no vídeo, ainda não existe uma
data confirmada para o início da comercialização no país.
O
objetivo é disponibilizar uma alternativa que permita detectar os anticorpos
por meio de uma gota de sangue. Com isso, profissionais poderiam ter uma
ferramenta para ampliar o rastreamento do diabetes tipo 1.
A
disponibilidade do teste também pode ser relevante diante das dificuldades
relacionadas ao acesso aos exames de anticorpos realizados atualmente. Como
explicou Krakauer, os planos de saúde podem cobrir alguns exames, mas não
necessariamente todos.
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O que significa detectar o diabetes tipo 1 antes dos sintomas
A
identificação de autoanticorpos não significa que uma pessoa já apresente os
sintomas do diabetes tipo 1. O rastreamento busca identificar alterações
relacionadas ao processo da doença antes de sua manifestação clínica.
Segundo
a explicação apresentada no EASD, a presença de dois anticorpos positivos,
associada a uma alteração glicêmica, pode identificar uma fase em que alguma
intervenção pode ser realizada.
Por
isso, o teste não deve ser interpretado isoladamente como um diagnóstico
baseado apenas em uma gota de sangue. A avaliação depende dos resultados
encontrados e da combinação de informações clínicas e laboratoriais.
A
possibilidade de realizar esse rastreamento na ponta do dedo busca facilitar o
acesso à investigação. No entanto, o uso do teste na prática depende da
disponibilidade comercial e da aplicação definida pelos profissionais de saúde.
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Brasil participa de estudo sobre rastreamento
Durante
a cobertura, Márcio Krakauer também citou a participação do Brasil em um estudo
de rastreamento. Segundo ele, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) está
conduzindo a iniciativa.
A
pesquisa acompanha justamente o tema da identificação do diabetes tipo 1 antes
do aparecimento dos sintomas. O estudo deve contribuir para ampliar as
informações sobre o rastreamento no país.
O
debate realizado no primeiro dia do EASD 2026 mostra que a identificação de
pessoas em risco envolve não apenas a existência dos exames, mas também a
possibilidade de ampliar o acesso a eles.
A
chegada de um teste de ponta de dedo ao mercado brasileiro ainda depende da
comercialização. Até o momento, a informação apresentada durante a cobertura é
de que um dos testes recebeu aprovação da Anvisa, mas não há data confirmada
para sua disponibilidade.
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O que acompanhar sobre o teste no Brasil
O tema
deve continuar entre os assuntos acompanhados pelo Um Diabético durante o EASD
2026. A cobertura busca explicar como funciona o rastreamento, quem pode ser
investigado e quais informações os novos testes podem oferecer.
Para
quem acompanha o diabetes tipo 1, a principal questão neste momento envolve a
transformação da aprovação regulatória em acesso ao teste. A comercialização no
Brasil ainda não tem data confirmada.
• Diabetes tipo 2: por que os pés devem
ser avaliados uma vez por ano? Especialistas explicam
Pessoas
com diabetes tipo 2 devem incluir a avaliação dos pés na rotina de
acompanhamento. O exame ajuda a identificar alterações de sensibilidade e
outros sinais que podem aumentar o risco de feridas.
A
recomendação foi reforçada pela enfermeira especializada em diabetes Gabriela
Cavicchioli durante o DiabetesCast. Segundo ela, a avaliação deve ocorrer uma
vez por ano para pessoas com diabetes tipo 2.
O
objetivo é verificar se existe alteração na sensibilidade protetora dos pés.
Essa sensibilidade permite perceber estímulos que podem indicar uma lesão ou
outro problema.
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Por que o diabetes exige atenção aos pés?
O
diabetes pode estar associado à neuropatia, uma alteração que compromete os
nervos. Quando isso acontece nos pés, a pessoa pode deixar de perceber
estímulos que normalmente provocariam uma reação.
O
ortopedista Eduardo Araújo, especialista em cirurgias do pé e tornozelo,
explicou que a perda da sensibilidade muda a forma como a pessoa deve cuidar
dos pés.
Segundo
o especialista, a dor funciona como um sinal de alerta. Quando a neuropatia
reduz essa percepção, uma pessoa pode continuar apoiando o pé sobre uma região
que recebe pressão excessiva sem perceber o problema.
Esse
processo pode favorecer a formação de calosidades e, em alguns casos, de
feridas.
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Como funciona a avaliação dos pés?
A
avaliação começa pela observação dos pés. O profissional verifica a presença de
calosidades, alterações na pele, frieiras, feridas e mudanças nas unhas.
Além
disso, o profissional pode avaliar a sensibilidade protetora. Gabriela explica
que uma das formas de realizar esse teste utiliza o monofilamento de 10 gramas.
O
instrumento toca pontos específicos do pé. A pessoa precisa informar ao
profissional quando percebe o contato.
O exame
não deve provocar dor. A avaliação ajuda a identificar se a pessoa mantém a
sensibilidade necessária para perceber determinados estímulos nos pés.
Segundo
Gabriela, quando o monofilamento não está disponível, o profissional pode
realizar uma avaliação do toque com o próprio dedo.
A
recomendação, no entanto, é que a avaliação seja feita por um profissional
capacitado, dentro do acompanhamento de saúde.
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O que o profissional procura no pé?
A
avaliação não se limita ao teste de sensibilidade, ele também observa a pele,
as unhas e possíveis alterações na estrutura do pé.
Calosidades
merecem atenção porque podem indicar pontos de pressão. Eduardo explica que o
corpo pode produzir uma camada maior de pele como resposta a uma região que
recebe pressão repetidamente.
Por
isso, um calo novo pode indicar uma mudança na forma como a pessoa distribui o
peso durante a pisada.
A
neuropatia pode alterar essa percepção. Sem a dor como sinal de alerta, a
pessoa pode continuar colocando pressão sobre o mesmo ponto. Nesse contexto,
uma região de hiperpressão pode evoluir para uma ferida.
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A avaliação anual vale para todas as pessoas com diabetes?
A
recomendação apresentada no episódio diferencia o momento de início da
avaliação entre os tipos de diabetes.
No
diabetes tipo 2, a avaliação dos pés deve começar a partir do diagnóstico e
ocorrer pelo menos uma vez ao ano.
No
diabetes tipo 1, Gabriela explica que a avaliação deve começar cerca de cinco
anos após o diagnóstico ou depois do início da puberdade.
A
frequência pode mudar quando o profissional identifica alterações. Pessoas que
apresentam perda de sensibilidade ou outros fatores de risco podem precisar de
acompanhamento mais frequente.
As
recomendações da American Diabetes Association também indicam avaliação dos pés
pelo menos uma vez ao ano e exames mais frequentes para pessoas com maior
risco.
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O que a pessoa com diabetes pode observar em casa?
A
orientação apresentada pelos especialistas é criar uma rotina de observação dos
pés.
Entre
os pontos que podem ser observados estão:
•
Calosidade nova ou aumento de uma área endurecida
•
Feridas ou alterações na pele
•
Vermelhidão
•
Fissuras e rachaduras
• Unha
encravada
•
Alterações entre os dedos
•
Mudanças na sensibilidade
A
pessoa também deve observar os pés diariamente quando apresenta perda de
sensibilidade.
A
avaliação em casa, porém, não substitui o exame feito por um profissional de
saúde.
Fonte:
Um Diabético

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