Banco
norte-americano prevê recessão na Argentina
O banco
norte-americano JP Morgan reduziu drasticamente sua previsão de crescimento para a Argentina em 2026, de 2,7% para 1,5% ,
e antecipou uma recessão para o terceiro trimestre, um duro revés político e
econômico para o governo de Javier Milei em sua promessa de estabilização, após
a divulgação de uma queda de 2,9% na atividade econômica em julho, em comparação
com o mês anterior.
A
contração divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) em
junho superou as projeções iniciais da instituição financeira de Wall Street,
que estimava uma queda mensal em torno de 1%. O Estimador Mensal da Atividade
Econômica (EMAE) registrou uma queda anual de 1,4% em julho, impulsionada por fortes declínios setoriais, como na indústria,
que despencou 4,6%, e no comércio, que caiu 5,1%.
“Esperávamos
dados fracos de atividade para julho, em linha com o contexto desfavorável que
caracterizou o segundo trimestre. No entanto, a contração reportada superou em
muito nossa previsão de aproximadamente -1% mês a mês “, afirmou o JP Morgan em
seu relatório.
A
instituição financeira enfatizou que, excluindo o confinamento de 2020, o
choque financeiro de 2008 e a crise de 2018-2019, nenhum mês desde 2004
apresentou uma queda semelhante. O relatório projeta uma contração de 4% para o
terceiro trimestre e mantém sua previsão de crescimento para 2027 em 2,5%,
condicionada a significativas disparidades setoriais.
Em
contraste com a previsão do banco norte-americano, economistas do setor privado
consultados mensalmente pelo Banco Central da Argentina para seu relatório de
expectativas projetam, em média, que a economia argentina crescerá 2,1% em
2026, abaixo dos 4,4% previstos para 2025. Enquanto isso, o governo Milei, que havia anunciado
um crescimento de 5%, revisou a projeção para baixo, para 3% em 2026 e 4% em
2027, na proposta orçamentária apresentada ao Congresso.
Este
mês, o Indec revelou que o Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina registrou
uma queda de 0,6% no segundo trimestre do ano em comparação com o período de
janeiro a março.
A
análise do JP Morgan alerta que o crescimento atual é desequilibrado, uma vez
que a produção de energia e mineração voltada para a exportação impulsiona o
crescimento geral, mas tem um impacto limitado nos mercados domésticos, não
conseguindo reativar o comércio atacadista e varejista na Argentina.
A isso
se somam as dificuldades persistentes nos setores de manufatura e construção,
juntamente com a demanda enfraquecida devido à inflação acima do esperado no
primeiro trimestre e à desaceleração do crédito impulsionada pelo aumento da
inadimplência.
A
desaceleração da produção registrada em julho é acompanhada por uma queda
acentuada na renda familiar em relação à inflação. A Pesquisa Permanente de
Domicílios (PPD), realizada em 31 áreas urbanas, confirmou em setembro que a
pobreza atingiu 24,4% dos domicílios e 32,3% dos indivíduos (15 milhões) no
primeiro semestre de 2026, enquanto a pobreza extrema afetou 5,6% dos
domicílios e 7,5% da população (3,5 milhões).
Nesse
contexto, o JP Morgan estima em seu relatório que quase um terço da população
argentina vive abaixo da linha da pobreza, cerca de 9,7 milhões de pessoas em
aproximadamente 2,5 milhões de domicílios.
A
deterioração deveu-se à diferença entre o custo de vida e a renda, uma vez que
a linha da pobreza aumentou 19,6% em comparação com o último trimestre de 2025,
enquanto a renda familiar per capita avançou 11,5%, num contexto marcado pelo
revés no objetivo oficial de atingir a inflação “zero” em agosto, uma das
bandeiras do governo Milei.
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Dois milhões de novos pobres na Argentina em seis meses
expõem um revés no plano econômico de Milei
Nos
primeiros seis meses de 2026, a Argentina passou a ter dois milhões de novos
pobres ao ver subir o índice de pobreza em 32,3% da população, 4,1 pontos
percentuais a mais do que o segundo semestre de 2025 (28,2%) e 0,7 pontos a
mais do que o primeiro semestre do ano passado (31,6%), segundo o Instituto de
Estatísticas e Censos do país (Indec).
Os
dados oficiais indicam ainda que, dos novos pobres, 595 mil estão na
indigência. Representam 7,5% da população, um número 1,2 ponto porcentual
superior ao segundo semestre de 2025 (6,3%) e 0,6 ponto ao semestre anterior
(6,9%).
O
aumento da pobreza põe em questão o plano econômico do presidente Javier Milei,
que convive com uma destruição diária de 490 postos de trabalho desde que
assumiu em dezembro de 2023.
A
pobreza atinge 24,4% dos lares argentinos, onde vivem 44,5% de todas as
crianças e adolescentes até 14 anos do país, o segmento mais afetado.
Essa
parcela significativa da população não ganha o suficiente para cobrir a Cesta
Básica Total Familiar que inclui alimentos básicos, serviços como energia e
água, além de bens essenciais como roupa e transporte para uma família com dois
filhos. Os considerados indigentes não conseguem cobrir a Cesta Básica de
Alimentos.
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Alta da inflação
Na
pobreza, impacta diretamente a evolução mensal dos preços que entre maio de
2025 e março de 2026 passou, gradativamente, de 1,5% a 3,4% e, desde então,
ronda os 2% ao mês, persistentemente.
A Cesta
Básica Total aumentou 19,6% no primeiro semestre do ano, acima da inflação
acumulada no período em 16,8%. A tendência nos primeiros meses do segundo
semestre se mantém, indicando que o problema social continua a crescer.
Nos
últimos 12 meses, a Cesta Básica Total subiu 34,7%, enquanto o aumento salarial
foi de 25%.
O
salário mínimo teve perda real de 39,1% se comparado com o valor em dezembro de
2023, quando começou o governo Milei.
Os
programas sociais também sofreram um impacto nos últimos seis meses. Alguns
foram eliminados, enquanto outros tiveram perdas face ao aumento de preços.
"Cerca
de 30% da população depende cada vez mais dos programas sociais. Sem isso, a
pobreza extrema de 7,5% seria o dobro", calcula Agustín Salvia, diretor do
Observatório da Dívida Social Argentina, da Universidade Católica.
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Destruição de empregos
O
mercado de trabalho atravessa um período de acelerada destruição do emprego
formal desde o começo do governo Milei. Em média, são eliminados 460 postos de
trabalho diariamente em unidades produtivas. Somados aos 30 empregos domésticos
perdidos diariamente em média, a cada quatro minutos uma pessoa fica sem
emprego formal no país.
"A
inflação, a deterioração do mercado de trabalho, a menor atividade econômica e
o menor consumo empurram ao aumento da pobreza. Estamos num ponto complexo do
ponto de vista social. As pequenas e médias empresas, as que mais empregam, não
estão criando emprego", indica Agustín Salvia, uma referência na matéria.
Em
paralelo à publicação do índice de pobreza, o Indec divulgou que a atividade
econômica encolheu 2,9% em julho, a maior queda mensal dos últimos seis anos.
Nos últimos 12 meses, o recuo é de 1,4%.
É
necessário voltar a abril de 2020 (-15,8%), no auge da pandemia, para encontrar
um número tão negativo. Sem considerar esse mês atípico, é preciso recuar a
abril de 2018 (-3,2%). Desde que a medição começou em 2004, apenas cinco meses
foram mais negativos nos últimos 22 anos.
Desabam
os setores que mais empregam na economia (comércio, indústria e construção). O
mercado se prepara para entrar em recessão técnica ao terminar setembro e somar
dois trimestres consecutivos de uma economia que encolhe e que vê o
investimento externo direto (IED) diminuir a mínimos históricos há 13 meses.
"O
cenário futuro apresenta riscos significativos e poderia manter a pobreza em
alta", aponta o relatório "Evolução da Incidência da Pobreza e da
Indigência" do Centro de Economia Política Argentina (CEPA) publicado
nesta sexta-feira (25).
"As
cestas básicas continuam num nível elevado (acima da inflação). Estima-se um
aprofundamento das perdas do poder aquisitivo do salário mínimo e dos planos
sociais (cujo montante permanece congelado). A aposentadoria mínima também
continuará a perder poder de compra", prevê o estudo.
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Números contraditórios
O CEPA
também ressalta que a queda do índice de pobreza registrada até o ano passado
foi fruto de uma mudança na metodologia do estudo no começo do governo Milei.
"Essa
melhora estatística ? e não uma melhora real no bem-estar dos lares ? explica
uma parte significativa da diminuição registrada da pobreza", conclui a
análise.
O
governo Milei passou a medir com mais detalhe a receita gerada pelo trabalho
informal, o único que tem crescido no país devido à destruição do emprego
formal. Os dados oficiais indicam que esse segmento informal teve aumento real
do salário, quando outras medições indicam que, quem sai do sistema formal ao
informal, tem uma perda de, pelo menos, 35% na remuneração.
Além
disso, Milei impediu a aplicação da nova fórmula para o cálculo do aumento de
preços, acertada com o FMI. Na nova metodologia, os serviços têm mais peso,
justamente o item que teria mais aumento em 2026. A atual inflação mede itens
como DVD e fitas VHS, distorcendo o verdadeiro valor da inflação mensal.
"Ao
analisar a evolução do salário do emprego não-registrado (informal) publicada
mensalmente pelo Indec, observa-se que, entre a posse de Milei e março de 2026,
esse segmento salarial cresceu 36,3% em termos reais, desvinculando-se
significativamente do resto dos trabalhadores. Os salários do emprego
não-registrado ganharam quase 37 pontos acima da inflação?", questiona o
relatório para logo afirmar: "Isso entra em contradição com o contexto
econômico e com o próprio relatório do mercado de trabalho, publicado pelo
Indec, no qual o mercado se contrai, as taxas de emprego caem e o desemprego
aumenta".
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Sob Milei, Argentina fecha 31 mil empresas e 245 mil
empregos formais
A
Argentina sob o comando do presidente Javier Milei fechou 31,3 mil
empresas, 6,1% do total das companhias registradas no país. Além disso, 245 mil
postos formais de emprego foram encerrados em 31 meses.
"Se
observarmos os dados do governo Milei, vemos que, durante essa gestão, o número
de empresas caiu tanto quanto na pandemia", diz o último informe Monitor Mensal
de Empresas, da Fundar, centro de pesquisas da Argentina.
O
balanço da Fundar sobre as empresas argentinas abrange os meses de novembro de
2023, quando Milei assumiu o governo, até junho de 2026. Dos 18 setores
pesquisados, 14 tiveram queda no número de empresas, prejudicando 23 das 24
províncias argentinas.
A única
exceção é a província de Neuquém, onde a exploração de gás natural de
Vaca Muerta tem impulsionado as exportações argentinas.
A
indústria do país vizinho também vem apresentando retração, no acumulado de 12
meses, de 2,6%, fechados em julho deste ano. A indústria de equipamentos
eletrônicos e médicos tem o pior resultado, com queda acumulada de 19,1%
em um ano, segundo dados oficiais do Instituto
Nacional de Estatísticas e Censos (Indec).
Entre
as 709 companhias que fecharam as portas no último mês, estão algumas com mais
de 50 anos de atividade como a Din S.A. (Grupo Govan) do ramo da
metalurgia, e a Clan Issime do ramo têxtil.
A
Fundar destaca que a Clan Issime, no seu auge, "chegou a ter 129
funcionários, 14 lojas próprias e mais de cem pontos de venda terceirizados; no
momento do fechamento, restavam 9 trabalhadores na fábrica".
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Desemprego
O
fechamento de empresas tem afetado o nível de empregos no país ao longo do
governo Milei. Entre novembro de 2023 e junho de 2024, se perderam 245,6 mil
empregos privados registrados, queda de 3,9% do total, segundo levantamento do Centro de Economia
Política Argentina (Cepa).
A perda
foi compensada, em parte, por um aumento dos trabalhadores autônomos de 169 mil
no período, crescimento de 8,3% nesse perfil de emprego. "Os empregos
perdidos são parcialmente substituídos por atividades desprotegidas", diz
o informe da Cepa.
Com
isso, a taxa de desemprego na Argentina subiu
0,3 pontos percentuais (p.p.) no primeiro semestre de 2026, se comparado com o
mesmo período de 2025, chegando a 7,9% da população economicamente ativa,
calcula o Indec.
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Inflação vs empregos
A queda
no emprego, na renda das famílias e na indústria da Argentina contrasta com os
números positivos da inflação do país, que caiu de uma taxa anual de 289%, em
abril de 2024, para 33,5%, em agosto deste ano, considerando o acumulado dos 12
meses anteriores.
O
professor de economia da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP)
Paulo Gala comentou à Agência Brasil que a estabilidade inflacionária no
país vizinho é frágil.
Segundo
o especialista, essa estabilidade é resultado do corte de gastos públicos, dos
empréstimos bilionários com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e de uma
moeda sobrevalorizada. Porém, ele explica que o peso mais valorizado
prejudica a indústria do país.
"A
moeda sobrevalorizada ajuda a controlar a inflação, só que ela detona o setor
industrial. Estamos vendo agora é a contração industrial, perda de empregos
industriais, desemprego com quase 8% e o crescimento perdendo muito
fôlego", afirmou.
A
dívida externa de US$ 350 bilhões é outro elemento apontado pelo economista que
revela a fragilidade da situação econômica do principal parceiro comercial do
Brasil na América Latina.
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The Economist
A
agenda econômica do governo de Javier Milei, desde o início do seu mandato, tem
recebido apoio de setores do mercado financeiro e da mídia especializada que
defendem uma agenda considerada liberal ou neoliberal na economia, com
desregulação trabalhista, corte de gastos e abertura comercial.
Mesmo
publicações entusiastas da agenda de Milei, como a publicação inglesa The
Economist, tem alertado para problemas na gestão econômica.
Em
editorial crítico ao governo da Casa Rosada, publicado neste mês, a The
Economist escreveu que o país precisa de mais crescimento, e menos
"gritaria", em alusão ao estilo histriônico do político argentino.
"Os
salários reais ainda são menores do que quando ele assumiu o cargo; empregos
formais estão desaparecendo", destacou a revista, acrescentado que "
Milei se mostrou relutante em aceitar que seus esforços para conter a inflação
tenham prejudicado o crescimento".
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Governo Milei
Em discurso durante conferência
sobre a economia argentina, no final de agosto, o presidente Javier
Milei rebateu as análises negativas sobre o desempenho econômico do
país.
Ele
destacou que são positivos os indicadores de exportações, consumo
privado, inflação e do Produto Interno Bruto (PIB), que cresceu 4,4% em 2025,
após uma retração de 1,3% em 2024.
"Se
fosse realmente o caso de todas as empresas estarem fechando e nenhuma abrindo,
o desemprego teria que estar disparando, e o desemprego não está
disparando", justificou.
Milei
ainda criticou empresários que dependam do Estado. "Queremos ser grandes?
Precisamos amadurecer, e esses capitalistas de compadrio precisam falir",
disse.
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Crise de Milei afeta empresa de camisinhas: ‘já não
sabemos o que fazer para argentinos transarem’
A crise econômica na Argentina do presidente de
extrema direita Javier Milei também é uma “crise do desejo”. Ao menos é o que
diz um comunicado da Kopelco, fabricante da marca de preservativos Tulipán, uma
das mais conhecidas desse mercado no país.
Na nota, divulgada em suas
redes sociais no dia 18 de setembro, a empresa argumenta que há “uma crise do
desejo na Argentina” para justificar a demissão de 60% dos seus funcionários.
“Após
décadas investindo em inovação, pesquisa e desenvolvimento, lamentamos informar
que estamos enfrentando uma situação crítica. Já não sabemos o que fazer para
que os argentinos transem”, salienta a Kopelco no comunicado.
A
empresa também afirma ter registrado, nos últimos meses, a maior queda nas
vendas de camisinhas dos últimos 40 anos, o que contribuiu para a decisão de
demitir mais da metade dos empregados.
O
comunicado acrescenta que “durante todo esse tempo, nós trabalhamos para
melhorar a experiência dos argentinos com o sexo, criando com novos
preservativos, géis íntimos e brinquedos sexuais”.
“Porém,
hoje existe uma variável que nenhum laboratório consegue controlar: estamos
diante de uma crise de desejo na Argentina”, completa a nota.
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Situação econômica
A
“crise do desejo” alegada pela fabricante das camisinhas Tulipán acompanha uma
crise econômica demonstrada em relatório divulgado esta semana pelo
Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec).
Segundo
o informe, a Argentina registrou, no primeiro semestre de 2026 um aumento de
4,1 pontos percentuais dos níveis de pobreza, que passaram a atingir 32,3% da
população – equivalente cerca de 15,5 milhões de pessoas.
A
indigência também teve um crescimento de 1,2 ponto. Segundo o relatório, essa
situação afeta atualmente 7,5% dos habitantes – cerca de 3,6 milhões de
pessoas.
O
relatório mostra que a Argentina passou a ter cerca de dois milhões de novos
pobres a partir deste terceiro ano de mandato do governo de extrema direita de
Milei.
O
documento aponta os altos índices de inflação, a perda do poder de compra, a
redução do emprego formal e a retração da atividade econômica em setores
estratégicos da economia como fatores que podem ter contribuído com o aumento
da pobreza.
Fonte:
Opera Mundi/UOL/Agencia Brasil

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