Parâmetros
da política de agora
Poucas
vezes – ao longo de todo processo de redemocratização brasileira – estivemos em
uma situação tão explicitamente complexa, e pesada. Complexa do ponto de vista
dos territórios comuns da política, aquela que se apresenta a todos, suas
noções tradicionais que se resolvem como a eleição de um governo.
Complexas
do ponto de vista das múltiplas formações ideológicas que se enraizam em
subjetividades políticas, até mesmo em níveis biopolíticos que se formam agora
– o que, no nível dos corpos, faz viver ou morrer, ou mesmo… matar. Complexa do
ponto de vista geopolítico, com a emergência do Império de confronto e de
imposição explícita estadunidense, que nos tem como alvo – um movimento
nacionalista, de capitalismo central, bem articulado às células multiplicadas
das formações neofascistas, xenófobas e negacionistas mundiais.
O que
isso implica na ideia brasileira de nação? Situação complexa também pela
fragmentação liberal das pautas de esquerda, ainda básicas, por reconhecimento
e direito fundamentais, porém sem força de totalização da vida política comum.
E complexa pela presença de uma crise ambiental generalizada, randômica e
mortífera.
Complexa
pela revolução tecnológica na terra aplainado da vida de mercado globalizada,
uma 4ª ou 5ª revolução industrial, já mundial e total, que acontece em tempo
tão curto, em tempo real, que se confunde com o tempo apocalíptico – ideia que,
não por acaso, é cantada em prosa e verso por pastores e estudada como conceito
e forma por filósofos, em toda parte.
Não
sabemos ainda quantos milhões de profissionais e gestores simbólicos serão
desempregados pela Inteligência Artificial já onipresente, ocupando seus
lugares e papéis mais e mais. Mas a ansiedade de tal catástrofe – a velha
diferença entre o avanço técnico dos meios de produção versus as relações
sociais de produção, de Marx – já está muito presente nas vidas.
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Subjetivações políticas
Do
ponto de um psicanalista político, de um psicanalista atento à sociedade e
política como parte necessária de seu próprio trabalho, que considera o self
cultural ou dialético, podemos observar níveis práticos de engajamento e de
formatação do desejo sobre o mundo, em disputa e em conflito aberto por
posições de poder.
Em
geral, na maioria das vezes, os próprios psicanalistas representamos uma classe
média cultivada, de nível científico superior, comprometida com justiça social,
democracia e alguma crítica, na maioria das vezes genericamente liberal, mas
também social-democrata e, em algumas poucas vezes, socialista.
Como
categoria ligada a aparelhos ideológicos de Estado liberais e sociais, como as
Universidades, instituições de formação, sistema de saúde públicos e privados,
sistema educacional social, os psicanalistas e terapeutas oscilam entre receber
a renda mínima para a reprodução da sua própria classe média e participar da
vida de distinção e de privilégios simbólicos, com renda muito superior à média
do trabalho nacional, quando atendem os ricos brasileiros em seus consultórios
particulares e recebem parte da acumulação geral.
Em
grandes linhas, costumamos ser uma classe média brasileira tendente ao alto, de
engajamento científico, político racional, técnico burocrática em relação à
gestão do Estado, democrática progressista.
Uma
classe de conhecedores de uma espécie de saber estruturado, como são os
professores, os artistas, os funcionários públicos gestores, que baseia a
própria biopolítica na ideia de um trabalho amplo e mediado por uma sociedade e
um país melhores, por construir, com compromisso social e ciência. Uma esquerda
de classe média, urbana, cosmopolita, racional e progressista esperançosa, que
muitas vezes participa dos privilégios da má distribuição.
No
entanto, se essa posição foi simbólica e politicamente hegemônica durante todo
o período da redemocratização e do primeiro tempo da última democracia
brasileira, sabemos agora que ela não é mais o horizonte garantido da cultura
política. Um processo histórico corrosivo do caráter do sujeito político, rumo
a tendências gerais autoritárias, quebrou a unidade simbólica e a identificação
imaginária de massas, a esperança progressista e democrática no Brasil. Essa
nova política simbólica popular de extrema direita também confronta a própria
legitimidade da nossa classe média democrática, de cultos razoavelmente bem
pagos e seus mundos.
Uma das
crises de nosso tempo é o avanço invisível da convocação política do direito à
violência como forma de estar na política, que aparece sob muitas modalidades.
A conversão da política em violência direta legitimada, elidindo toda
racionalidade discursiva e abrindo espaço para a força identificatória e
estratégica, a fantasia de uma guerra, da mentira em massa. O fascismo pode ser
pensado como a função social, a velocidade, com que a política é transformada
em violência para fins conservadores.
O
movimento opera tanto a violência da agressão simbólica, da ruptura com o
estatuto de direitos comuns de reconhecimento – racismos, machismos, sexismos,
xenofobias, nacionalismo autoritário, aceitação de política de excessão como
norma, etc… – quanto um projeto real e maior de restrição de direitos e de
destruição da democracia existente.
Essa
subjetivação psico-política que confia na liderança da violência, destrutiva e
não mediada, alheia a qualquer dado histórico, se produziu concretamente,
imanentemente, ao processo automático da luta pelo poder no Brasil, à própria
democracia liberal funcionando, por assim dizer. Ele foi o resultado efetivo da
convocação das forças sociais e técnicas do tempo para o embate político
histórico “normal”, a luta pelo poder e o governo do Estado, que aconteceu nos
últimos dez anos.
A
ruptura psico-política, que fragmentou a unidade da consciência nacional por
democracia e desenvolvimento social, arruinando a própria ideia moderna de
nação de modo novo, se deu no ano e meio de batalha política “legítima”, de
radical vale tudo, que anulou e derrubou o segundo governo eleito petista de
Dilma Rousseff – e sua insistência neo-desenvolvimentista, reindustrializante.
Todos
vimos esse complexo processo histórico, da vida comum de uma democracia
forçando a sua crise, que simplesmente repôs a força política do autoritarismo
entre nós. É a história de como os liberais brasileiros, de fato neoliberais,
tucanos (saudosa memória…) abriram fogo ao governo petista de centro-esquerda e
industrializante, não reconhecendo o resultado da eleição de 2014.
Aquela
ruptura do pacto de reconhecimento existente deu fundamento impertinente para
um processo de impeachment, logo encampado pela direita fisiológica brasileira,
com base em uma abstrusa acusação geral de corrupção imputada aos governos
petistas. Os engajamentos no processo, planejado, financiado e apoiado
midiaticamente, foram amplos e populares. Com a guerra política declarada,
abriu-se a porta da vida social à nova direita, neoliberal autoritária, ou
explicitamente neofascista.
Porque
foi de fato a energia de choque do ódio político e da mentira em massa – coisas
como kits gays, mamadeiras de piroca, banheiros trans, proibição de religiões,
etc…– que os fascistas promoveram como cultura, que liberou a excitação e a
união das massas populares ao redor do ideário. Ao fim do processo, em que
liberais oportunistas andaram de mãos dadas com fascistas de linguagem de
violência de massas eficaz, a extrema direita que emergia simplesmente derrubou
os supostos cavaleiros que os dirigiam, e Jair Bolsonaro, com tudo de pior no
mundo que ele sempre representou, chegou ao poder.
O
processo político pode ser descrito por estes fatos históricos efetivos, por
assim dizer. Mas a abertura da experiência histórica da subjetivação
neofascista é muito mais complexa. Os psicanalistas apontaram o processo da
radicalidade subjetiva da política da destruição em jogo pela primeira vez, já
na época em que ocorriam.[i]
Hoje
vemos filósofos políticos, com dez anos de atraso, tentar a explicação de que
tudo se trata de fato de fascismo, quando ao tempo original da coisa apenas se
recusava a possibilidade real de Jair Bolsonaro chegar ao poder. Pois, na
confusão geral produzida para derrubar o governo Dilma-petista, ele chegou,
ocupou e destruiu, como era de se esperar. Subiu a rampa do palácio com o juiz
herói dos caçadores seletivos de corruptos, que, com ações irregulares e
ilegais, levou Lula à cadeia, deixando Jair Bolsonaro sem adversário. E
legitimando para certa classe média antissocial brasileira o seu novo líder,
chefe de gangue política, o capitão expulso do exército Jair Bolsonaro.
Esta
imensa crise política, “normal” de uma democracia e sociedade radicalmente
cindidas e de imensa desigualdade de poderes como é a nossa, uniu liberais,
neoliberais, autoritários e fascistas, para a derrubada de um governo
burocrático progressista, que forçava investimentos industriais ao capital
brasileiro, enquanto os ricos do país preferiam juros garantidos de 15% ao ano.
Ao final, o processo deu no amplo predomínio político dos novos fascistas,
neoliberais autoritários, que os liberais acreditavam controlar, e a esquerda
crítica evitava nomear.
Socialmente,
esse processo visível da política significou um redesenho significativo dos
interesses de classe e das identificações, das nomeações na politização de tudo
na vida, promovida pelos “conservadores” do nada brasileiros. Entramos no tempo
em que a moça que trabalha em minha casa, uma brasileira batalhadora das
“classes médias” ditas C, dos três ou quatro mil reais por mês, podia dizer com
orgulho, a partir de sua vida no TikTok, no Instagram e nos dois programas de
pastores que ouve todos os dias: “Eu sou de direita”.
E, com
esta autoidentificação política, criticar os preguiçosos e perversos do Bolsa
Família, não aceitar a vitimização dos negros, autorizar o massacre policial de
bandidos e admirar abertamente a vida e os hábitos dos ricos, que não devem ser
criticados nem pensados como problema de nenhum modo.
A
conversão ideológica pós-democrática foi feita e alimenta agora a vida dura de
uma trabalhadora brasileira com o surplus do prazer desrecalcado de odiar os de
baixo, os mais pobres do que ela, desde a autorização de um amplo sistema
ideológico e de justificativas que de fato chegou ao poder, e pauta o desejo
político desde cima.
O fato
é que a tomada totalizante do campo antipetista pelo neofascismo, liberado
estrategicamente por liberais anti-esquerda em guerra total pelo poder, há
muito se tornou uma reorganização política de classes e de interesses no
Brasil. Baseado em estrutura simbólica “sádico paranoica”, ativação com técnica
de agora de princípios psíquicos muito arcaicos, o bolsonarismo se tornou
movimento político concreto de classes e de práticas sociais correntes,
redesenhados para a sua guerra, o choque antidemocrático, antissocial e pós
progressista.
A essa
altura não podemos mais negar a integração de amplos setores de classe pactados
e interessados no sucesso da política neofascista. Esses setores da vida
nacional foram organizados e integrados na ordem política da nova direita, e
oscilam constantemente entre 20% (núcleo duro permanente) e 40% (tendência
estável) da opinião pública pesquisada nacional. A tentativa massiva de golpe,
com ampla base, financiamento e participação popular, de 8 de janeiro de 2022,
não foi um fenômeno social vazio, solto no ar da vida brasileira, um raio
solitário caindo sobre Brasília e o Brasil.
De
fato, o bolsonarismo convocou, organizou e armou simbolicamente – com
argumentos e práticas excitadas de propaganda e mentira em massa, movidas pelos
próprios adeptos em todo o país – os setores sociais que passaram a marchar,
por delírio e por interesse, pelo capitão.
Passou
a existir um povo de Bolsonaro, que o fascismo chama de “povo brasileiro”, suas
bases sociais reais, que dão lastro e dão corpos ao movimento, e que a esquerda
institucional, e também a identitária, não se incomodou suficientemente em ter
perdido para a democracia. Não se trata apenas de direita versus esquerda, mas
de reordenação intensa da própria tessitura social à direita.
Se
trata de amplos setores do agronegócio, 70% dos evangélicos, toda família
militar e policial em todos os Estados brasileiros. De qualquer tipo de
miliciano, capanga, matador, garimpeiro que se espalham pelo país, mais uma
classe média arrivista e voraz, viciada em consumo e ostentação, antissocial
por tradição nacional, servil ao poder e em busca de algum grau de exploração
qualquer de alguém. Mais hordas de pobres brasileiros de vida péssima, que têm
apenas o ressentimento e a agressão como política, e mais os computadores que
fazem cálculos em milhões de dólares e de euros da Faria Lima, em busca de
ajuste fiscal e de privatização para eles próprios.
Isto
tudo contra aquela classe geral dos conhecedores, classe média urbana informada
e formada, liberal, democrata dos direitos civis e humanos, de professores,
cientistas, funcionários públicos, artistas, psicólogos e psicanalistas, muitas
vezes bem pagos para acreditar em seu próprio mundo. E contra os pobres que
mantêm a árdua consciência de seus interesses de classe e de raça, que não se
transformaram em indivíduos em busca de uma supremacia qualquer, um assalto
qualquer à direitos, vida ou ambiente, o fundo real da expectativa de poder
bolsonarista. Mais a consciência popular lulista do nordeste brasileiro.
O que
vemos é que a hegemonia integradora nacional do progressismo democrático,
liberal social-democrata sem pressa, foi quebrada e fragmentada em outros modos
de ser da política. A lógica política nacional que garantiu a democracia formal
até 2016, que sabemos ser socialmente defeituosa, foi corroída, foi distorcida
e foi fraturada em nome de um novo real político.
Ela foi
esburacada por uma gigantesca máquina de interesses e sociedade, que funciona
com nova técnica, entre a falsificação histórica, o negacionismo impertinente e
a certeza de que o ressentimento pode ser operado pela integração dos ideais
dos eus ao líder fascista, com o ganho imediato do desrecalque sádico, pela
ordem de uma primazia, um poder qualquer, sobre qualquer diferença.
A
unidade da consciência democrática brasileira está perfurada e sitiada, por
todas as práticas discursivas e socais, incluindo aí a própria demenciação e a
fúria de atuação dos adeptos, que chamamos de neofascismo.
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Choque e terrorismo imperial
A fase
do neofascismo em seus vínculos com os Estados mudou. Muitos pensaram a eleição
de Jair Bolsonaro em 2018 como resultado pontual da importação das estratégias
de ocupação das redes sociais, manipulação e envio de notícias falsas em massa,
do tipo Cambridge Analitcs, a estratégia que elegeu Donald Trump. Se esquecendo
que a organização e integração das novas direitas nas redes e na política de
assalto no Brasil ocorreu anos antes do episódio da eleição do fascista popular
brasileiro. Os grupos de ataque à democracia brasileira e a Dilma Rousseff se
organizaram fortemente por si mesmos desde 2011.
Eles
surgiram como frentes de combate ao Plano Nacional de Direitos Humanos dos
governos de esquerda, à Comissão da Verdade sobre os mortos e os desaparecidos
da ditadura, no âmbito rural como organização política contra o avanço da
regulamentação do reconhecimento de territórios indígenas, com base na
arqueologia dos cemitérios originais, os tekohas, conquistado pelos
antropólogos políticos junto ao governo, e amplamente, no ressentimento de
classe média que se descobria conservadora, contra o estabelecimento das cotas
raciais e sociais nas Universidades Públicas e movimentos semelhantes de
estruturação de interesses sociais e coletivos no Brasil.
2011 é
exatamente o ano do primeiro robô de replicação e multiplicação de mensagens
bolsonaristas nas redes. Junto com ele, o uso das redes sociais e chats de
direita inundaram gradualmente a internet. Grupos de militares e ex-militares,
centralizados nos Clubes Militares, se auto-organizaram para reviver
farsescamente a ideia de comunismo no governo e no país, convocando a guerra
simbólica pela própria vida, repetindo sintomas políticos do passado, para
atacar a Comissão da Verdade que os levava a julgamento simbólico.
Olavo
de Carvalho centralizava um outro hub de cursos de extrema direita nas redes,
formando pseudo filósofos e intelectuais no pensamento reacionário e
supremacista branco norteamericano. A partir de 2013, com a reabertura do
espaço político das ruas pela esquerda do Movimento Passe Livre, a nova direita
o ocupou inteiramente, e novos propagandistas neoliberais e neofascistas se
tornaram influencers de internet, comunicadores e propagandistas de massa,
convocando as ações pelo impeachment – coisas do tipo Vem pra Rua, MBL,
Endireita Brasil.
Apoiados
na Operação Lava Jato, do então juiz Sérgio Moro em conluio ilegal com o então
promotor evangélico Deltan Dallagnol, em um processo que ocupava todos os meios
de comunicação tradicionais nacionais, por baixo e nas ruas centenas de grupos
auto-organizados para a política de assalto davam legitimidade e forçavam a
queda do governo eleito. Este processo, que foi uma avalanche, não encontrou
nenhuma resistência organizada e popular à esquerda, paralisada no próprio
mal-estar da exposição cotidiana da grande corrupção na Petrobras.
Em um
ano e meio de campanha continua, de grande engajamento popular, em 2015 e 2016,
o político vazio e tradicional de direita Michel Temer foi levado ao poder.
Todo o movimento que redesenhou e reinventou a direita nacional se deu
inteiramente antes de Trump se eleger, com seu estrategista Stevie Bannon e a
sua outra própria ocupação das redes sociais norte-americanas.
O
resultado político do golpe brasileiro foi imensamente maior do que ele
próprio. Foi a criação de uma mobilização e subjetivação organizada de extrema
direita no Brasil, nossa grande contribuição ao neofascismo do tempo. A criação
de fato de um partido fascista brasileiro nas redes, que levaria o impensável
Bolsonaro ao poder já em seguida, em 2018. O mesmo que está disputando o poder
agora, com todas as suas forças, dispositvos de propaganda em massa e técnicas
psico-políticas favoráveis. O partido bolsonarista neofascista, que liquidou a
centro direita brasileira e passou a controlar toda política à direita, por ser
de massa e por ser popular, se consolidou.
O
Brasil chegava, por si mesmo, pelas próprias forças, ao mesmo nível de países
tomados pelo populismo de extrema direita e autocracias da década de 2010: as
Filipinas de Duterte, a Turquia de Erdogan, a Hungria de Orbán, a Rússia de
Putin. Com o surgimento concomitante dos movimentos xenófobos oportunistas em
outros países, como Espanha e Portugal, com o Brexit na Inglaterra, o
crescimento do Front National de Marine Le Pen na França, a primeira eleição de
Trump, os núcleos de propaganda fascista populares espalhados pelas redes
sociais se tornaram de fato um movimento mundial.
O
capitalismo em crise generalizada, do mundo do trabalho, ambiental, da corrosão
do caráter na cultura global do consumo e da propaganda, tenta regular a sua
própria catástrofe, a permanente e a iminente, com a gestão da violência e do
extermínio neofascista.
Este
movimento, das emergências do neofascismo dos anos de 2010, do qual o Brasil
foi uma vanguarda, está sendo superado hoje em um novo estágio. Uma nova guerra
fria mundial já desencadeada organiza e convoca os núcleos neofascistas em toda
parte desde a preponderância imperial norte-americana.
Fonte:
Por Tales Ab’Saber, em A Terra é Redonda

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