A
ONU não resolve nada mas a Assembleia Geral revela um tesouro sobre o estado do
mundo
O
indômito discurso do presidente do Irã foi um tapa nas fuças do laranjão um dia
após este, no mesmo pódio da Assembleia Geral das Nações Unidas, ameaçar
aniquilar seu país. Masoud Pezeshkian lembrou os assassinatos planejados das
168 meninas em Minab, os ataques a hospitais, centros de pesquisa e instalações
esportivas, além da morte traiçoeira do aiatolá Ali Khamenei pelos Estados
Unidos e a força genocida sionista. Desmascarou a duplicidade de padrões de
países que toleram a posse de bombas atômicas pela entidade israelense, mas
exigem inspeções contra o programa atômico pacífico iraniano e usam diplomacia
como biombo para disparar ataques de surpresa e pelas costas.
Fez
questão de reafirmar a generosa e inquebrantável solidariedade a Gaza e à
resistência palestina, estabelecendo que ataques ao Irã serão respondidos à
altura.
Notável
também foi a manifestação da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez,
que agradeceu a Trump por ter retornado à diplomacia e à política.
Na
verdade, mais importante do que sua fala foi sua presença. Depois do 3 de
janeiro, Rodríguez estava ali, no pódio, sendo a representante institucional de
seu país, que se recusa a imolar-se, como aconselham amigos e inimigos. Um
definitivo, embora ainda crescente, reconhecimento internacional. Discurso em
meio a uma complexa e incerta construção diplomática com a potência opressora,
que mantém sequestrado, numa masmorra em Nova York, o presidente constitucional
Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores.
Não
estavam naquela tribuna a socialite da Flórida, a panamenha Maria “Cori”
Machado, nem seu marionete mambembe Edmundo González ou o desocupado Juan
Guaidó, cujo “governo” fora reconhecido por dezenas de países ali presentes,
alguns dos quais cederam ao aprendiz de usurpador a posse de bilhões em ativos
venezuelanos.
A
revolução bolivariana segue no poder. Segue apesar de submetida a uma campanha
de calúnias. Acusam Delcy de traição a Maduro. De comandar uma entidade
tutelada, numa guerra narrativa em que estão unidos Trump, a mídia
internacional, a gangue de Corina e boa parcela da esquerda, tanto na Venezuela
como fora dela, inclusive no Brasil.
Procuram
impingir, a ela e aos outros líderes bolivarianos, a pecha de traidores.
Constrangida
pelo fato de ter um presidente feito refém de outro país, Rodríguez conta com
apoio de Maduro desde o cárcere. No discurso, agradeceu ao algoz; depois,
encontrou-se com ele, quando fez sinais codificados (o V de Maduro e o punho
fechado) de resistência na foto oficial. Vem celebrando acordos históricos com
o opressor, rompendo o bloqueio, num jogo de perde e ganha em que os números e
as condições não estão claros.
Em sua
fala de machão decadente, Trump fez questão de dizer que se apropria de
riquezas da Venezuela porque são despojos que cabem a um vencedor numa guerra.
Essa é a narrativa que quer fazer passar como troféu, no lugar da humilhação de
derrotado impotente frente a um Irã fortalecido e altaneiro.
Para
além das palavras, porém, a negociação atual com Delcy materializa exatamente
aquilo que Maduro perseguia ter com os Estados Unidos nos últimos anos.
Delcy
dialoga com Trump do jeito que o próprio Maduro buscou e começou, antes de, em
meio à negociação, ser sequestrado.
O
sequestrador, que tem Maduro como refém, é o mesmo que, sob o emblema da
vitória, reconhece agora o governo bolivariano como nenhum outro antes dele.
Para não parecer perder, vende uma vitória total. De passagem, esvazia “Cori”,
Guaidó e outras marionetes.
Delcy
foi criticada pelos mesmos que elogiariam se fosse Lula a encontrar o laranjão.
Numa
situação contraditória, em paz, Delcy, Diosdado Cabello e Jorge Rodríguez
mantêm um país em paz. O poder segue nas mãos do bolivarianismo, fazendo e
obtendo concessões da entidade mais maligna do planeta, enquanto vão
reconstituindo a economia do país, que cresceu mais de 7% no primeiro semestre,
apesar de ainda lutar com uma inflação muito alta. Venezuela e Irã vivem
processos distintos em seus conflitos e negociações com os EUA, mas há
espelhamentos.
Deixaram
o plenário da ONU 77 países durante o discurso de Netanyahu. Junto com o
Brasil, saíram Chile, Colômbia e Bolívia, governos de (extrema?) direita.
Ficaram o Uruguai e a Argentina. Ficaram os Estados Unidos, de Trump, claro. A
Venezuela, de Delcy, saiu.
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Na ONU, Lula defende a multipolaridade contra a lei da
selva
Na
abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, Lula fez da tribuna nova-iorquina o
palco de uma disputa que não tem os Estados Unidos como alvo evidente. Sem
citar Donald Trump uma única vez, o presidente brasileiro descreveu com
precisão o mundo que o unilateralismo estadunidense está construindo.
O
diagnóstico é duro. Lula afirmou que a ONU vive o momento mais crítico desde
que ocupou aquela tribuna pela primeira vez, em 2003, com um Conselho de
Segurança paralisado pelo direito de veto e uma credibilidade internacional em
queda livre.
É nesse
cenário de perigoso vácuo institucional que a manipulação se instala. Lula
nomeou o fenômeno sem meias palavras: tarifas usadas como armas de coerção e
chantagem, uma Organização Mundial do Comércio “respirando por aparelhos” e
governos que capitulam diante da força bruta.
O
presidente foi direto ao afirmar que essas concessões à lei do mais forte já
passaram dos limites. Sua contraposição foi clara: diante do unilateralismo,
advogou pelo multilateralismo; diante da subordinação, pela soberania.
É aqui
que se revela o estadista, não o nacionalista reativo. Lula não apresentou a
defesa da soberania como recusa ao mundo, mas como pré-condição para participar
dele em pé de igualdade — a soberania como alicerce de uma ordem baseada em
regras, não como substituto dela.
A frase
“o Brasil não cabe no quintal de ninguém” resumiu essa recusa à hierarquia
imperial nas Américas. A expressão não é original de Lula: ecoa o título do
livro de Paulo Nogueira Batista Jr., que já tratava da subordinação
latino-americana à hegemonia estadunidense. Ao repeti-la na tribuna da ONU,
Lula filiou seu discurso a uma tradição de pensamento crítico sobre as
assimetrias de poder no continente.
Nessa
mesma linha, ele rejeitou tanto a tutela militar quanto a ingerência em
processos eleitorais de vizinhos, citando Venezuela, Nicarágua, Cuba e Haiti
como territórios onde potências externas insistem em interferir. Referência,
aliás, ainda mais relevante diante da iminência de eleições no Brasil.
No
mesmo movimento, porém, Lula recusou o isolacionismo. Ao tratar do crime
organizado transnacional, defendeu cooperação entre Estados — como o centro de
policiamento internacional criado em Manaus com os nove países amazônicos — em
vez de vigilância militar unilateral, numa oposição explícita à lógica de
porta-aviões patrulhando águas alheias.
A
crítica ao tarifaço contra a economia brasileira reforçou o argumento. Mesmo
sob pressão comercial direta de Washington, Lula destacou que o país baterá
novo recorde de exportações neste ano — um dado usado para desmontar a lógica
de que a subordinação é o único caminho viável.
O
discurso também projetou um horizonte de acordos e instituições multilaterais
como alternativa concreta à imposição unilateral. Lula citou o Grupo de Amigos
da Paz, criado com a China para mediar a guerra na Ucrânia, e defendeu a
diplomacia como única saída possível para os conflitos em curso — inclusive a
guerra em Gaza, tratada com dureza ao mencionar o genocídio cometido pelo
regime sionista de Benjamin Netanyahu e os ataques ao Tribunal Penal
Internacional.
Na área
climática, essa visão de futuro compartilhado ganhou contornos concretos. Lula
cobrou a retomada da agenda ambiental, hoje ausente do G7 e do G20, e
apresentou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, lançado na COP30 em Belém,
como prova de que crescimento econômico e redução de emissões são compatíveis —
outro terreno em que cooperação internacional, não força unilateral, produz
resultado.
O apelo
à regulação das big techs e à defesa do Pix contra pressões de multinacionais
amplia essa mesma disputa para o campo digital. Lula descreveu um
neoliberalismo digital sem limites promovido por tecno-oligarcas com poderes
superiores aos de muitas nações, sem freios éticos, cobrando regras
multilaterais via ONU e seu Painel Científico sobre Inteligência Artificial, em
vez de deixar o mundo — uma vez mais — à mercê da lei do mais forte. Lula
desenhou, portanto, a arquitetura de um mundo multipolar em que a defesa
intransigente dos interesses brasileiros caminha junto com o investimento em
leis, acordos e instituições — o oposto exato da lei da selva que ele vê, sob a
perigosa égide da decadente potência do Norte, se espalhar pelo sistema
internacional.
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China defende multilateralismo e propõe cooperação global
para enfrentar desafios comuns
A China
defendeu o fortalecimento do multilateralismo e uma maior cooperação entre as
nações para enfrentar conflitos, desigualdades e os desafios globais. Em
discurso na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, o
vice-presidente chinês Han Zheng afirmou que Pequim trabalhará com todos os
países para construir uma “comunidade com um futuro compartilhado para a
humanidade”, informou a Xinhua. A participação de Han na Assembleia Geral
ocorreu entre 24 e 26 de setembro.
Segundo
Han, o cenário internacional é marcado pela persistência de conflitos
geopolíticos, pelo aumento das diferenças de desenvolvimento entre países e
pela multiplicação de desafios que não podem ser solucionados isoladamente.
Nesse contexto, o vice-presidente apresentou as quatro iniciativas globais
formuladas pelo presidente Xi Jinping — Desenvolvimento, Segurança, Civilização
e Governança Global — como parte da proposta chinesa para enfrentar esses
problemas e reformar o sistema de governança internacional.
Na área
de segurança, Han defendeu a preservação do sistema internacional centrado nas
Nações Unidas e da ordem internacional estabelecida após a Segunda Guerra
Mundial. Segundo ele, disputas entre países devem ser solucionadas pelo diálogo
e pela consulta, com respeito à Carta da ONU e ao direito internacional. O
vice-presidente também se posicionou contra ações militares unilaterais
realizadas sem autorização do Conselho de Segurança e afirmou que as grandes
potências têm responsabilidade especial na preservação da paz.
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Desenvolvimento e Sul Global
O
desenvolvimento ocupou posição central no discurso chinês. Han defendeu uma
parceria internacional baseada em igualdade e inclusão, com prioridade para
redução da pobreza, segurança alimentar e transição energética. Também cobrou
dos países desenvolvidos o cumprimento de compromissos de financiamento para o
desenvolvimento e para o enfrentamento das mudanças climáticas.
A China
também voltou a destacar a necessidade de ampliar a representação e a voz dos
países do Sul Global nas instituições internacionais. Segundo Han, eventuais
reformas das Nações Unidas devem fortalecer a organização e aumentar sua
capacidade de responder às transformações do sistema internacional, preservando
ao mesmo tempo o princípio da igualdade soberana entre os Estados.
A
redução da desigualdade tecnológica foi outro ponto abordado. Ao tratar da
inteligência artificial, Han defendeu uma abordagem centrada nas pessoas, capaz
de utilizar a tecnologia para o desenvolvimento e para o bem comum. Para o
governo chinês, a expansão da IA deve ser acompanhada de esforços para diminuir
a desigualdade digital e distribuir seus benefícios de maneira mais ampla.
Na
economia, o vice-presidente criticou o protecionismo e defendeu a preservação
do sistema multilateral de comércio centrado na Organização Mundial do
Comércio. Segundo ele, nenhum país consegue se desenvolver plenamente sem um
ambiente internacional aberto e cooperativo.
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Diálogo entre diferentes civilizações
Han
também relacionou a estabilidade internacional ao respeito à diversidade
cultural e política. A posição apresentada por Pequim é de que os países devem
respeitar os caminhos de desenvolvimento escolhidos por outros povos e ampliar
o diálogo entre diferentes civilizações, evitando preconceitos ideológicos e
tentativas de estabelecer modelos universais.
Nesse
sentido, a China sustenta que países grandes e pequenos devem participar em
condições de igualdade da governança internacional e que decisões sobre
problemas globais precisam ser construídas por meio de consultas. Pequim também
defende reformas destinadas a tornar o sistema internacional mais
representativo dos países em desenvolvimento.
O
vice-presidente lembrou ainda que 2026 marca 55 anos da restauração do assento
da República Popular da China nas Nações Unidas, determinada pela Resolução
2758 da Assembleia Geral em 1971. Han afirmou que, desde então, seu país tem
procurado contribuir para a estabilidade internacional, o desenvolvimento
econômico e a ampliação da participação dos países em desenvolvimento na
governança mundial.
Segundo
dados apresentados por Han, a China respondeu por aproximadamente 30% do
crescimento econômico mundial nos últimos anos e mobilizou mais de US$ 23
bilhões por meio da Iniciativa de Desenvolvimento Global. O país também
concedeu acesso com tarifa zero aos produtos provenientes dos países africanos
e das nações menos desenvolvidas com as quais mantém relações diplomáticas.
Ao
encerrar sua participação, Han reafirmou a visão de Pequim de que os grandes
desafios contemporâneos exigem mais cooperação internacional, e não menos. A
proposta chinesa, segundo o vice-presidente, passa pelo fortalecimento das
Nações Unidas, pelo diálogo para a solução de conflitos, pelo desenvolvimento
compartilhado e pela construção de uma ordem internacional em que os países do
Sul Global tenham maior participação nas decisões.
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Irã insiste em solução diplomática após Trump rejeitar
plano de paz
O
governo do Irã reiterou neste domingo (27) que apenas a diplomacia pode
resolver o conflito com os Estados Unidos e Israel, após o presidente
norte-americano Donald Trump declarar que rejeitou a proposta iraniana para
reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar os combates na região, informa a agência
de notícias Reuters.
“Nossas
condições são claras, e qualquer movimento no sentido de reabrir o Estreito de
Ormuz está condicionado ao cumprimento dessas condições”, afirmou o ministro
das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, em publicação nas redes sociais.
“Apenas uma solução negociada pode nos tirar desse impasse”, completou o
diplomata.
A
proposta de paz de Teerã foi apresentada na semana passada durante a Assembleia
Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e transmitida às
autoridades norte-americanas por meio de mediadores do Catar. O plano
estabelecia uma contagem regressiva de sete dias para a reabertura do estreito
e uma pausa nos combates regionais.
Segundo
Araqchi, a aprovação do plano inicial permitiria que as partes em conflito
iniciassem conversações mais amplas. “Se houver seriedade do lado dos EUA para
chegar a um acordo e reabrir o Estreito de Ormuz, tudo está preparado agora”,
disse o chanceler a jornalistas na ONU, ressaltando que a pauta posterior
incluiria “assuntos mutuamente acordados”.
No
entanto, Trump afirmou no sábado (26) à imprensa que recusou o plano e alegou
que o desespero financeiro impulsiona a busca dos iranianos por um entendimento
sobre a rota marítima. “Eles querem fazer um acordo para abrir o Estreito de
Ormuz imediatamente porque estão perdendo muito feio”, declarou o presidente
dos EUA a jornalistas na Casa Branca.
Apesar
do posicionamento público de Trump, a diplomacia iraniana afirmou que a
negativa não foi formalmente repassada pelos canais de mediação. “Estamos
aguardando que os mediadores nos transmitam as posições definitivas, e
tomaremos uma decisão com base nelas”, explicou Araqchi.
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Bloqueio e bastidores em Washington
Os
Estados Unidos mantêm um bloqueio econômico ao Irã com o objetivo de pressionar
Teerã a interromper ataques contra embarcações no Estreito de Ormuz. Os
incidentes reduziram drasticamente o tráfego comercial pela região, embora
Washington afirme repetidamente ter o controle da via navegável.
O
jornal The Wall Street Journal revelou que Trump rejeitou a proposta
iraniana por ceticismo de que Teerã vá atender às suas exigências. Segundo
autoridades norte-americanas citadas pelo periódico, o presidente disse à sua
equipe que considera provável uma nova campanha de bombardeios após as eleições
parlamentares de novembro nos EUA.
Por
outro lado, declarações de outros representantes do governo norte-americano
divergiram do tom do presidente, classificando as conversas indiretas
promovidas pelos mediadores como “positivas e construtivas”.
O
comandante-em-chefe do Exército do Irã, Amir Hatami, alertou que o conflito
atingiu uma etapa crítica e decisiva, deixando claro que Teerã não aceitará
ficar impedido de comercializar enquanto forças estrangeiras utilizam as rotas
marítimas estratégicas da região. “Se o Irã não puder negociar, se o Irã não
puder viver, ninguém poderá negociar ou viver”, disse o comandante militar em
declarações transmitidas pela mídia estatal iraniana.
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Impactos no mercado global e a questão nuclear
O
impasse no Estreito de Ormuz já dura sete meses e causa sérias perturbações no
fluxo internacional de petróleo, afetando a economia global e levando o Irã a
dialogar também com a Arábia Saudita sobre a segurança no canal.
As
potenciais conversações posteriores poderiam incluir o programa nuclear
iraniano. Trump citou a prevenção de que Teerã adquira uma bomba nuclear como
um dos principais objetivos ao iniciar a guerra, além de buscar encerrar a
capacidade do Irã de atacar vizinhos e criar condições para que a população
iraniana derrube seus líderes.
Contudo,
uma autoridade sênior do governo iraniano declarou à agência Reuters que
o país não mostrará flexibilidade nem cederá em relação aos seus direitos
nucleares, o que inclui a continuação do enriquecimento de urânio e a recusa em
enviar seu estoque altamente enriquecido para fora do território.
Em
entrevista ao programa “Face the Nation“, da emissora norte-americana
CBS, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, reforçou a disposição do país para
o diálogo sobre o programa nuclear e outros temas, mas rejeitou qualquer tipo
de intimidação. “O Irã não busca a guerra, mas se defenderá contra pressões,
ameaças e ataques”, declarou Pezeshkian, reiterando que seu país já concordou
que “não devemos desenvolver armas nucleares”.
Fonte:
Por Mario Vitor Santos, em Brasil 247

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