Paulo
Nogueira Batista Jr.: A China não improvisa
Tomo a
visita de 10 dias que fiz a Shanghai como ponto de partida para este artigo.
Acabei de chegar e ainda luto com o fuso horário (a viagem de volta foi de 39
horas porta a porta). Assim, o artigo será talvez ainda mais incoerente do que
de costume. Mas, enfim, vamos lá.
A China
está em pleno processo de redefinição das suas relações com o resto do mundo,
com o Ocidente em particular. Nas primeiras três ou quatro décadas do período
de reforma e abertura econômica iniciado por Deng Xiaoping em 1979, a China
buscava uma “ascensão pacífica” no interior do quadro internacional
estabelecido sob a égide dos Estados Unidos depois da Segunda Guerra Mundial. E
foi inicialmente muito bem-sucedida nesse propósito. Evitava sistematicamente
confrontações com os Estados Unidos e outras nações, posicionando-se com
prudência e paciência estratégicas. Deng adotava como lema uma máxima chinesa
clássica – “esconda a força, espere a hora”. Como representante do Brasil em
reuniões dos BRICS, na fase de formação do grupo de 2008 em diante, posso dar o
meu testemunho de que os delegados chineses, sem exceção, obedecendo a um
comando superior, evitavam a todo custo qualquer linguagem ou iniciativa que
fosse mais agressiva em relação ao Ocidente ou que pudesse ser interpretada
como tal. A China se posicionava como uma potência reformista – cautelosamente
reformista, tanto na retórica como nas propostas. Às vezes, passava-nos a
impressão de que dava precedência a um entendimento estratégico com os Estados
Unidos – à formação de um G-2, como se dizia na época – mesmo que isso
sacrificasse a articulação entre os BRICS.
O G-2
nunca viria a se constituir. Os Estados Unidos preferiram partir para uma
política de contenção e confrontação, começando no primeiro mandato de Donald
Trump, de 2017 a 2020, continuando com Joe Biden, de 2021 a 2024, e se
intensificando de modo dramático no segundo mandato de Trump desde o ano
passado. Formou-se um sólido consenso bipartidário de que a China precisa ser
freada. Os Estados Unidos passaram a ver o país como rival e principal ameaça,
adotando de caso pensado uma série de medidas desenhadas para solapar a China
nas áreas comercial, tecnológica, militar e diplomática,
Desde o
primeiro governo Trump pelo menos, e provavelmente antes disso, a China
reconheceu que a estratégia de “esconder a força e esperar a hora” não era mais
viável. A China tornara-se grande demais, chegando a ultrapassar os Estados
Unidos em termos econômicos (quando se comparam os PIBs medidos por paridade de
poder de compra) e comerciais (a China virou o principal parceiro comercial
para a maioria dos países do mundo). O rápido desenvolvimento despertou invejas
e suspeitas. O país passou a ser alvo de intrigas, manobras diplomáticas e
agressões.
Mas a
China não abandonou a sua cautela estratégica. Continuou evitando conflitos
sempre que possível. Prevalece o cuidado com as palavras e ações, mesmo quando
o país está sob ataque ou enfrenta hostilidade sistemática. Em meio às
turbulências, os chineses mantêm o seu estilo tradicional de lidar com desafios
estratégicos que Henry Kissinger, em seu célebre livro Sobre a China,
descreveu como uma combinação de análise minuciosa, preparação detalhada e
atenção a fatores psicológicos e políticos.
Uma
parte da preparação chinesa, que se revelaria decisiva em 2026, foi a formação
de reservas estratégicas de petróleo. Graças a isso, a China sofre
relativamente pouco com o choque de preços do petróleo desencadeado pela guerra
do Irã. Continuam imensas também as reservas monetárias do país, hoje menos
expostas a confiscos e sanções. Boa parte dessas reservas internacionais estão
ocultas, tendo sido transferidas pelo Banco Central para bancos comerciais e
outros bancos públicos. Esses bancos públicos também compram moeda estrangeira
no mercado cambial, em coordenação com o Banco Central, para evitar apreciação
indesejada da moeda nacional. Além disso, a China começou a construir sistemas
de pagamentos transfronteiriços como alternativa aos sistemas controlados pelo
Ocidente, que têm sido usado para punir e sancionar países considerados hostis.
Cresceu também o uso do renminbi em transações internacionais da China. Quase
100% do comércio Rússia/China, por exemplo, se faz atualmente em rublos e
renminbi.
Assim,
como logo ficaria evidente, a China estava bem posicionada para enfrentar a
tempestade desencadeada pelo governo Trump no seu segundo mandato. Trump veio
com tudo, usando de maneira mais radical os instrumentos já usados contra a
China no seu primeiro mandato. Encontrou, contudo, um adversário mais disposto
a brigar e mais capaz de enfrentar embates internacionais. Sob Xi Jinping, a
China aparece como um adversário que sabe se defender com grande eficácia e,
mais do que isso, conhece as vulnerabilidades da superpotência e dos seus
aliados e satélites. Não só conhece, como está disposta a explorá-las toda vez
que sofre alguma investida dos Estados Unidos ou de outros países.
A
ninguém escapa que a China vem levando a melhor nessa confrontação com os
Estado Unidos. E isso não apenas pelas suas qualidades e pontos fortes, mas
também por causa dos erros do adversário. Os EUA, superestimando a própria
força, abriram ao mesmo tempo frentes de conflito com a Rússia, a China e o
Irã. Promoveram assim o estreitamento da aliança entre os três países. E pior:
estão perdendo nas três frentes. A guerra contra o Irã, em especial, parece ser
um marco. Em retrospecto, como muitos têm notado, poderá ser vista como o
prenúncio do fim do Império Americano.
A China
não só segue estratégias consistentes, como também sabe manobrar taticamente.
Joga parada, quando conveniente, aproveitando os erros dos adversários. Os
chineses seguem a máxima atribuída a Napoleão Bonaparte: “Nunca interrompa um
adversário quando ele estiver cometendo um erro.” Não existe, ao que parece,
evidência confiável de que Napoleão realmente disse ou escreveu isso, mas esta
máxima ocidental apócrifa é inteiramente consistente com o pensamento militar
clássico chinês, tal como expresso notadamente por Sun Tzu em A Arte da
Guerra, inclusive por exemplo na frase que aparece em epígrafe.
A China
muda, evolui, se adapta aos desafios que vão aparecendo, mas preserva ao mesmo
tempo as suas tradições filosóficas e a sua cultura milenar. Não descarta
Confúcio, nem Mao Tsé-Tung. Não se apega irrefletidamente ao passado, mas
também não abandona suas raízes.
A sua
ascensão, não mais pacífica, mas crescentemente conflitiva, deve continuar sem
interrupção.
¨ Aos olhos dos
estrangeiros: o que mobiliza os jovens em uma China em transformação. Por Chen
Ziqi
Em todo
o mundo, a força de um partido governante costuma ser medida por números:
índices de aprovação, indicadores econômicos ou pesquisas de opinião pública.
Na
China, outro indicador chama atenção: o número de membros do Partido que cresce
a cada ano.
Entre
2020 e 2024, dados oficiais mostram um aumento gradual no número de filiados ao
Partido Comunista da China (PCCh), com mais de 80% dos novos membros com menos
de 35 anos.
Isso
levanta uma questão: como o PCCh continua atraindo a geração mais jovem na
sociedade atual, marcada por rápidas transformações?
Uma
forma de explorar essa questão não é por meio de políticas abstratas, mas pelas
experiências vividas por amigos estrangeiros que foram à China e testemunharam
sua transformação diretamente, em diferentes períodos.
Edgar
Snow foi o primeiro jornalista internacional a viajar para as bases
revolucionárias do Partido Comunista da China no norte de Shaanxi, em 1936. Um
ano depois, publicou Red Star over China (Estrela Vermelha
sobre a China), um dos primeiros relatos ocidentais de primeira mão sobre a
Revolução Chinesa.
Ao
buscar compreender o que era o PCCh em uma época em que ainda era pouco
conhecido ou frequentemente retratado de forma equivocada como um bando de fora
da lei, o livro de Snow alcançou um amplo público internacional e vendeu mais
de 100 mil exemplares no Reino Unido após sua publicação.
Àquela
altura, o Exército Vermelho havia acabado de concluir sua famosa Longa Marcha,
uma retirada de dois anos por alguns dos terrenos mais difíceis do interior da
China para escapar das campanhas de cerco das forças do Kuomintang.
Ao
longo do caminho, mais da metade dos soldados morreu em batalhas, de fome e em
condições extremas, enquanto atravessavam montanhas cobertas de neve, rios
caudalosos e vastas extensões de terras acidentadas, com suprimentos limitados.
Ainda
assim, o movimento continuou atraindo o apoio fiel de muitos que frequentemente
estavam dispostos a perder a própria vida, mesmo com o Exército Vermelho mal
equipado e em grande desvantagem numérica.
A
chegada de Snow à base revolucionária foi recebida pelos principais líderes do
partido, que viram uma oportunidade de apresentar sua perspectiva ao mundo
exterior. Ele recebeu acesso e apoio de Zhou Enlai, que mais tarde se tornaria
o primeiro primeiro-ministro da República Popular da China, e que o incentivou
a relatar abertamente o que via.
Durante
sua visita de quatro meses, o jornalista entrevistou altos dirigentes do PCCh e
moradores locais. Também visitou acampamentos militares, escolas e fábricas
locais, registrando suas observações e conversas em seu livro.
Naquela
época, a China ainda era uma sociedade predominantemente rural, na qual a
imensa maioria da população era formada por camponeses. Para entender por que
muitos deles apoiavam o Exército Vermelho, Snow frequentemente conversava
informalmente com moradores locais, jovens e idosos. Os agricultores eram
comunicativos e curiosos sobre as práticas agrícolas em seu país, e alguns
chegaram a perguntar se esterco de cabra era usado como fertilizante.
À
medida que passava mais tempo entre eles, Snow começou a fazer sua pergunta
central: por que apoiavam aquele movimento?
Muitos
moradores começaram a falar ao mesmo tempo, recordando anos de fome e
dificuldades antes de sua chegada. Falaram sobre impostos pesados e aluguéis de
terra que, no passado, obrigavam famílias a vender gado, colheitas e, em alguns
casos, até suas filhas.
Em
contraste, descreveram como o exército ajudou a aliviar esses fardos,
ensinou-os a ler e escrever e trabalhou para garantir que as pessoas tivessem
alimento suficiente para as necessidades diárias nas comunidades locais.
Da
sobrevivência no limite a condições de vida mais estáveis, alguns moradores se
referiram a ele como “o exército dos pobres, que luta pelos direitos do povo”,
expressão registrada no livro de Edgar Snow. A descrição refletia o vínculo
estreito entre soldados e civis.
Esse
sentimento de afeto evoluiu para uma forte unidade, à medida que muitos
agricultores e até adolescentes se juntaram às fileiras para defender seus
próprios direitos. Em suas conversas com comandantes comunistas, Snow observou
um senso de disciplina e coesão entre os soldados, além de um alto grau de
comprometimento com objetivos coletivos durante as campanhas revolucionárias.
Em seu
relato sobre a travessia do rio Dadu, um dos rios mais perigosos e de
correnteza mais forte da China, Snow descreveu uma situação em que o Exército
Vermelho não podia se dar ao luxo de fracassar, pois a derrota provavelmente
significaria sua destruição.
Os
comandantes compreenderam a importância da mobilidade rápida, extraindo lições
de fracassos históricos anteriores em travessias semelhantes do rio Dadu.
Também conseguiram construir cooperação com comunidades étnicas locais ao longo
da rota, transformando uma possível hostilidade em aliança. Paralelamente a
essas decisões, pequenos grupos de soldados se voluntariaram para executar
operações de alto risco em pontos críticos, muitas vezes sob fogo intenso, a
fim de garantir a passagem da força maior.
Na
descrição de Snow, foi essa combinação de julgamento militar eficaz e
disciplina em campo de batalha que permitiu ao Exército Vermelho triunfar no
que era amplamente considerado uma travessia quase impossível.
As
observações de Snow também apontaram para outra dimensão do movimento: o papel
dos jovens. Ao chegar à área da base, algumas das primeiras pessoas que
encontrou foram jovens mensageiros que lhe levavam refeições. Logo percebeu que
adolescentes desempenhavam um papel ativo nas operações diárias, servindo como
mensageiros, batedores, ordenanças e enfermeiros, muitos dos quais mais tarde
se tornariam membros efetivos do Exército Vermelho. Ele os descreveu como
“alegres, enérgicos e leais — o espírito vivo de uma surpreendente cruzada da
juventude”.
Em
conjunto, o relato de Snow ofereceu uma rara visão externa de um movimento
ainda pouco compreendido naquela época. Dos moradores que explicavam suas
razões para aderir ao movimento aos jovens voluntários que se dedicavam às
bases, passando pelos comandantes que tomavam decisões rápidas sob extrema
pressão de guerra, ele observou uma sociedade moldada pela adversidade, mas
unida pela organização e por um propósito compartilhado.
Se Snow
tentou compreender um movimento por meio das pessoas que encontrou nos
vilarejos, Hansen Nico René se viu, décadas depois, observando por dentro um
tipo diferente de transformação.
Em
2018, Hansen, um policial aposentado de Luxemburgo, chegou quase por acaso à
aldeia de Zhadong, em Guangxi. Ele havia ido admirar a paisagem dramática da
região, com montanhas verdes imponentes, neblina pairando pelos vales e
florestas que pareciam se dobrar nas nuvens.
O que
ele não esperava era permanecer ali por oito anos.
Um
aviso convocando voluntários para ajudar no cultivo de maracujá, em uma
iniciativa ligada ao combate à pobreza, chamou sua atenção pela primeira vez.
Curioso, ele seguiu por um caminho mais adentro da aldeia e logo conheceu Xie
Wanju, o primeiro secretário do Partido no vilarejo.
Desde o
primeiro encontro, Hansen percebeu algo que permaneceria com ele: Xie não era
um homem que apenas administrava uma aldeia, mas alguém que trabalhava nela,
vivia nela e enfrentava seus desafios como se fossem seus.
Hansen
disse que esse senso de dedicação o fez perceber o quanto uma aldeia podia ser
profundamente transformada quando sua liderança estava plenamente comprometida
com seu povo.
Hansen
ainda se lembra vividamente de um momento. Um veículo de transporte carregado
de fertilizante ficou preso em uma estrada estreita na montanha. Sem máquinas
disponíveis, Xie correu até o local e se juntou a mais de uma dúzia de
moradores para amarrar cordas ao veículo e puxá-lo manualmente.
Eles
passaram as cordas sobre os ombros e inclinaram o corpo contra o peso, movendo
o veículo centímetro por centímetro. A cada esforço, as veias saltavam em suas
testas enquanto gritavam em uníssono: “Um, dois, três”.
Era um
trabalho exaustivo. No entanto, quando o veículo finalmente se soltou, o grupo
abriu largos sorrisos.
Hansen
afirma que Xie Wanju é dedicado a melhorar o padrão de vida da região. Mas, em
Zhadong, melhorar as condições de vida nunca foi simplesmente uma meta
política, e sim uma resposta às limitações impostas pela própria terra.
Para
Zhadong, a vida por muito tempo esteve condicionada pela geografia. Situada
entre montanhas íngremes, com pouca terra arável e acesso difícil aos mercados
externos, a aldeia havia enfrentado ampla pobreza, com mais da metade de seus
moradores vivendo abaixo da linha da pobreza.
Por
necessidade, líderes locais vinham buscando atividades econômicas capazes de se
desenvolver naquele tipo de terreno, e o maracujá se tornou uma das principais
experiências.
Hansen
se juntou a Xie nos campos quase imediatamente. Ao lado dos moradores, eles
afofaram a terra, plantaram mudas e construíram treliças sob o calor sufocante
do verão. Muitos jovens já haviam partido para as cidades, de modo que boa
parte do trabalho recaiu sobre os que permaneceram, trabalhando lado a lado com
voluntários como Hansen.
A
primeira colheita de maracujá trouxe esperança. A fruta se desenvolveu bem, e
as rendas começaram a subir. Animados, mais moradores ampliaram o cultivo. Mas
a agricultura raramente segue uma trajetória linear.
Pragas
logo se espalharam pelos campos, danificando folhas e ameaçando a colheita. Um
especialista agrícola foi chamado e alertou que medidas preventivas deveriam
ter sido tomadas mais cedo no ciclo de crescimento. Agora, era uma corrida
contra o tempo.
Sob
pressão, Xie ficou visivelmente preocupado, não consigo mesmo, observou Hansen,
mas com os moradores cujas esperanças estavam depositadas naquela safra.
Sem
hesitar, Xie e Hansen trabalharam ao lado do especialista para ajustar a
resposta: fortaleceram as plantas com fertilizantes, podaram galhos afetados e
reforçaram as rotinas de cuidado para salvar o que fosse possível.
Quando
a temporada de colheita voltou, para ajudar a fruta a chegar a mercados mais
distantes, Xie, junto com líderes de aldeias vizinhas, ajudou a criar canais de
venda online e promoções por transmissão ao vivo para conectar a produção rural
aos consumidores.
Além do
maracujá, Xie e sua equipe se deslocavam constantemente entre as casas,
verificando as condições dos animais, ajudando a construir pocilgas, tratando
animais doentes com apoio veterinário e estudando a demanda de mercado pelos
porcos pretos locais para garantir melhores vendas. Cada tarefa, grande ou
pequena, era encarada com o mesmo compromisso: tornar os meios de vida rurais
mais estáveis e sustentáveis.
Com o
tempo, os resultados se tornaram visíveis. Em novembro de 2020, a aldeia de
Zhadong foi oficialmente retirada da pobreza. Para muitos moradores, isso não
representou um ponto final, mas um ponto de virada.
Depois
disso, Xie Wanju começou a trabalhar em outra aldeia chamada Lianhua, em
Guangxi, e Hansen decidiu segui-lo, continuando a apoiar os esforços de
desenvolvimento rural ao seu lado.
Para
Hansen, os anos em Guangxi remodelaram sua compreensão sobre como o
desenvolvimento pode se manifestar no nível de uma aldeia. O que mais o
impressionou não foi um único projeto ou uma colheita, mas o exemplo de um
líder local que trabalhava ombro a ombro com os moradores, persistindo diante
das incertezas, tratando cada revés como algo a ser resolvido coletivamente e
colocando o futuro da aldeia no centro de cada decisão.
Eram
tempos e contextos diferentes — as jornadas de Snow pelas bases em tempos de
guerra e os anos de Hansen em uma aldeia rural de Guangxi —, mas um padrão
semelhante emerge: pessoas que entram em contato próximo com a China
frequentemente conhecem sua sociedade por meio de vidas cotidianas marcadas por
resiliência, cooperação e mudança.
Vistas
por meio dessas experiências individuais, a pergunta levantada no início
retorna de forma mais discreta, não como estatística ou slogan, mas nos
momentos comuns em que a mudança é sentida, mais do que explicada.
Fonte:
Brasil 247

Nenhum comentário:
Postar um comentário