Löwy:
Lula e a corrida pela virada
Michael
Löwy respondeu por escrito às perguntas desta entrevista quatro dias antes do
primeiro turno. Quando escreveu que precisamos ganhar tempo, ninguém sabia
ainda como terminaria a noite de domingo. Terminou com Flávio Bolsonaro em
47,03% dos votos válidos, 56.104.503 eleitores, e Lula em 45,16%, 53.879.538.
Pouco mais de dois milhões de votos separam um do outro, e três semanas separam
o país do dia 25 de outubro. No Congresso que toma posse em 2027, o PL terá a
maior bancada que uma única legenda já teve desde 1988, com 121 deputados, e
elegeu dezenove senadores de uma vez. A federação PSOL/Rede ficou a 185 votos
de cumprir a cláusula de barreira no Espírito Santo, 1,49% onde precisava de
1,5%, e perdeu o fundo partidário e o tempo de televisão. Com ela caíram o PDT,
o Avante, o Solidariedade. Dos dez partidos e federações que passaram a
cláusula, um só é de esquerda.
Löwy
tem oitenta e oito anos, sessenta e cinco deles vividos fora do Brasil. Diretor
de pesquisa emérito do CNRS e diretor de estudos na École des Hautes Études en
Sciences Sociales, publica desde 1970, quando saiu A teoria da revolução no
jovem Marx. Vieram depois As aventuras de Karl Marx contra o Barão de
Münchhausen, sobre marxismo e positivismo na sociologia do conhecimento, e Redenção
e utopia, onde o messianismo judaico e a utopia libertária aparecem presos
pela mesma afinidade eletiva. Com Robert Sayre escreveu Revolta e melancolia,
o livro que separou o romantismo que quer o passado como destino daquele que
rouba do passado a centelha para acender o futuro. Em A guerra dos deuses
mostrou que o PT, a CUT e o MST nasceram, em parte decisiva, nas comunidades
eclesiais de base. Leu o surrealismo em A estrela da manhã, leu Kafka em
Franz Kafka, sonhador insubmisso, leu Weber em A jaula de aço,
leu a América Latina em Marxismo e teologia da libertação. Em 2001
assinou com Joel Kovel o manifesto que fundou o ecossocialismo. E em 2005
publicou Walter Benjamin, aviso de incêndio, a leitura das teses Sobre
o conceito de história de onde vem a imagem que abre esta conversa. A
revolução não é a locomotiva, é o gesto de puxar o freio.
Nas
respostas que seguem, ele recusa o freio aplicado a uma cédula, chama o que
está do outro lado de falso messias e lembra um nome próprio. Luiz Eduardo
Merlino, jornalista, vinte e três anos, morto sob tortura em 1971 por ordem do
coronel Ustra, amigo dele. Uma anistia passaria por cima desse nome.
Em 14
de janeiro de 1919, um dia antes de ser assassinada, Rosa Luxemburgo escreveu
que a ordem reinava em Berlim e que aquela ordem estava construída sobre areia.
A revolução voltaria a se erguer e anunciaria, para horror dos vencedores, o
que ela sempre disse de si mesma. Eu era, eu sou, eu serei. Entre 1,49% e 1,5%
havia cento e oitenta e cinco votos no Espírito Santo. Entre ontem e o segundo
turno há três semanas. Nenhuma dessas distâncias é de pedra.
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Eis a entrevista.
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Começo pela pergunta que o senhor deve estar cansado de
ver mal formulada. Em Aviso de incêndio, o senhor mostra que Benjamin
inverte a metáfora de Marx. A revolução não é a locomotiva da história, é o
gesto de puxar o freio de emergência. No Brasil, a imagem virou moeda corrente
para descrever a catástrofe e quase nunca para descrever uma eleição. Pergunto,
então, com todo o risco que isso tem. Um voto em Lula no dia 25 de outubro é
freio de emergência no sentido benjaminiano, ou é exatamente o oposto, é
embarcar na locomotiva e pedir que ela ande mais devagar? E o conceito sobrevive
a ser aplicado a uma cédula, ou aplicá-lo ali o dissolve?
Michael
Löwy – Para Walter Benjamin, o freio de emergência é uma revolução, não uma
simples eleição presidencial. No caso do Brasil, a revolução seria uma ruptura
com os fundamentos da civilização capitalista industrial moderna e o início de
um processo de mudança radical cujo horizonte seria uma nova civilização, que
chamo de ecossocialista, baseada na solidariedade, na justiça social e no
respeito à natureza. O voto em Lula é obviamente algo bem mais modesto, mesmo
assim importantíssimo, porque permite que o condutor da locomotiva seja alguém
disposto a diminuir a velocidade deste trem suicida. Precisamos ganhar tempo!
Reduzir a velocidade é fundamental. O outro candidato, Flávio Bolsonaro, está
claramente decidido a pôr lenha na fogueira, ou, se se prefere, carvão na
fornalha da locomotiva. Do ponto de vista da preservação da floresta amazônica,
uma questão decisiva não só para os povos da floresta, mas para toda a
humanidade, Lula, ao contrário de seu adversário, tenta limitar os estragos.
Não é o caso, infelizmente, do petróleo da Foz do Amazonas, que Lula está
disposto a explorar.
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O senhor estabeleceu em A guerra dos deuses algo
que a ciência política brasileira ainda digere mal, que o PT, a CUT e o MST
nasceram, em parte decisiva, dentro da Igreja, nas comunidades eclesiais de
base, e não à revelia dela. O Lula de 1980 vinha das CEBs e do ABC. O Lula de
2026 negocia com a bancada evangélica. O que sobrou daquela origem dentro do
partido, e um quarto mandato ainda deve alguma coisa a ela, ou a genealogia
virou só história?
Michael
Löwy – A herança do que eu chamaria de cristianismo da libertação, ligado à
Igreja, mas não necessariamente dentro da Igreja, existe ainda no PT e no
governo de Lula. Mas ela é muito mais importante nos movimentos sociais, nas
lutas de moradores, camponeses, indígenas, ecologistas. O Movimento dos Sem
Terra, por exemplo. Seus fundadores eram agentes de pastoral da Comissão
Pastoral da Terra. Desde o início o MST se definiu como movimento secular, sem
afiliação religiosa, mas sua cultura política e seus rituais, como a famosa
mística do Movimento, têm raízes profundas no cristianismo da libertação.
Outros movimentos, como o Movimento dos Sem-teto, têm muitos filiados que são
cristãos, católicos ou mesmo evangélicos. As comunidades de base já não têm o
mesmo impacto que nos anos 1960 ou 1970, mas ainda estão bastante presentes nos
movimentos populares dos bairros periféricos. Além do PT, outros partidos de
esquerda, como o PSOL, têm uma participação significativa de cristãos da
libertação entre seus militantes.
·
O senhor é um dos fundadores do ecossocialismo, coautor
do manifesto com Joel Kovel. O governo Lula reduziu o desmatamento e, ao mesmo
tempo, empurrou a fronteira petrolífera para a Margem Equatorial. Em termos
estritamente ecossocialistas, e não eleitorais, esse governo é parte da solução
ou uma versão mais apresentável do problema? E aqui vem o incômodo que eu não
sei resolver. A crítica ecossocialista tem direito de ser feita na semana de um
segundo turno, ou é justamente esse purismo que historicamente prestou serviço
à direita?
Michael
Löwy – O programa de Lula obviamente não é ecossocialista, e apresenta sérios
limites do ponto de vista social e ecológico. A exploração do petróleo na
Margem Equatorial, um desastre para a floresta, para a população local e para a
humanidade, se esse petróleo for extraído e queimado, é apenas o exemplo mais
evidente. A crítica ecossocialista a Lula se exerce, portanto, no primeiro
turno, no segundo turno e depois das eleições.
Dito
isto, nós, os ecossocialistas, sabemos que um governo Lula é infinitamente
preferível a um governo da clique Bolsonaro, de caráter ecofascista, totalmente
oposto a qualquer medida social ou ecológica. Um tal governo seria diretamente
ecocida, e uma catástrofe para o Brasil, a América Latina e o planeta. Seria
uma dramática regressão do ponto de vista da democracia, dos direitos
indígenas, dos direitos das mulheres, do meio ambiente, da educação, da
cultura, da sociedade. Entregaria o Brasil à sanha destruidora dos Estados
Unidos de Donald Trump, o inimigo número um dos povos da América Latina e da
natureza. Portanto, sem nenhuma hesitação, os ecossocialistas votarão em Lula
da Silva, que, com todos os seus limites, é a única alternativa à catástrofe bolsonarista.
·
Em Revolta e melancolia, o senhor e Robert Sayre
estabelecem que o romantismo se bifurca. Há a saída restauradora, que quer o
passado como destino, e a saída revolucionária, que rouba do passado a centelha
para acender o futuro. O bolsonarismo me parece romantismo anticapitalista na
primeira chave, nostalgia de uma ordem perdida, a família, a nação, a caserna,
tudo contra a modernidade sem nunca tocar no capital. Se a extrema direita
ocupou a crítica romântica da modernidade, o que restou à esquerda? Existe romantismo
revolucionário disponível no Brasil de 2026, ou a esquerda ficou com o papel
que o senhor sempre temeu, o de partido da modernização e da administração? E,
nessa tipologia, o que é um quarto mandato de Lula?
Michael
Löwy – Veja, o romantismo, tal como o definimos, Sayre e eu, em Revolta e
melancolia, é uma revolta contra o capitalismo em nome de valores de um
passado pré-capitalista, real ou imaginário. O bolsonarismo não corresponde a
essa definição. Ele não critica o capitalismo, muito pelo contrário, e o
passado ao qual se refere, a ditadura militar, é apenas uma forma mais
autoritária e brutal do próprio sistema do capital. Trata-se, como no caso do
fascismo, daquilo que o historiador Jeffrey Herf chamava de modernismo
reacionário. Identifica-se com o capitalismo, com a indústria e com a
tecnologia moderna, hoje em dia a inteligência artificial, e rejeita apenas a
herança da Revolução Francesa, a liberdade, a igualdade, a fraternidade.
Quem
são os representantes do romantismo revolucionário no Brasil? Aqueles
comunistas, ecologistas, ecossocialistas ou indigenistas que rejeitam a
civilização capitalista e acreditam que temos muito a aprender com o modo de
vida dos indígenas brasileiros. Não podemos voltar a viver na floresta, é
certo, mas devemos estudar com interesse e respeito a crítica que os indígenas
fazem ao mundo de mercadorias em que vivemos e a relação de harmonia que mantêm
com o meio ambiente, as árvores, os animais, os rios.
A
esquerda de governo, o quarto mandato de Lula, pertencem mais ao que eu
chamaria de modernismo progressista. Sem questionar o próprio sistema
capitalista, buscam a realização de reformas sociais progressistas. É uma
espécie de social-liberalismo. Não rompe com o modelo neoliberal, mas busca
realizar tudo o que é possível para os desfavorecidos, os pobres, os excluídos,
com a condição de não mexer com os privilégios dos oligarcas. Os limites dessa
política são evidentes, mas não se pode negar que ela tirou milhões de
brasileiros da pobreza e levou adiante reformas importantes, como o fim da
escala 6×1 e a isenção do imposto de renda para os mais pobres.
·
O senhor editou e defendeu Mariátegui, e a frase dele de
que o socialismo latino-americano não pode ser decalque nem cópia, tem de ser
criação heroica. O que, no lulismo de 2026, é criação e o que é decalque? Ligo
essa pergunta a Redenção e utopia, onde o senhor mostrou a afinidade
eletiva entre messianismo judaico e utopia libertária, e a ideia benjaminiana
de uma débil força messiânica confiada a cada geração. Essa força ainda existe
na política brasileira, ou o messiânico migrou inteiro para o outro lado?
Michael
Löwy – Quando surge, em 1979, sob a direção do líder sindical do ABC, Lula da
Silva, o Partido dos Trabalhadores é uma verdadeira criação heroica. Heroica
porque enfrenta imediatamente o regime militar nas grandes greves operárias
daqueles anos. Criação porque não é calco nem cópia, e sim algo novo, um
partido operário que reúne a classe trabalhadora, as comunidades de base, os
intelectuais de esquerda, veteranos da luta de classes como Mário Pedrosa e
Apolônio de Carvalho, e grupos marxistas, trotskistas, maoistas. Um partido que
consegue integrar todos esses componentes numa organização democrática,
enraizada em comitês de base. E que vai adotar, em 1990, depois da queda do
muro, um programa socialista, democrático, explicitamente anticapitalista.
Obviamente,
o lulismo de 2026 está muito longe dessa primeira versão do PT. É apenas uma
variante dos governos chamados progressistas da América Latina, que conseguem
fazer algumas reformas significativas, mas perderam sua dinâmica subversiva,
antissistêmica. No caso de Lula, os limites são ainda mais evidentes, em parte
devido ao controle do Congresso pela direita corrupta e reacionária.
·
É exatamente para o outro lado que vou agora. Dark
Horse, a cinebiografia de um Jair Bolsonaro condenado e preso, financiada
com dinheiro ligado ao Banco Master, banco liquidado por insolvência, traz no
papel dele Jim Caviezel, o ator que encarnou Cristo em Mel Gibson. O senhor
passou a vida estudando a afinidade eletiva entre religião e emancipação. Aqui
parece haver o contrário exato, messianismo sem utopia, redenção sem
emancipação, o rosto do Cristo colado num líder que tentou um golpe. Isso tem
nome na sua obra? É a estetização da política de que Benjamin falava, ou é uma
figura nova, que as categorias de Redenção e utopia não alcançam, por
que ali o messiânico ainda apontava para a libertação de alguém?
Michael
Löwy – Para Walter Benjamin, o fascismo é um falso messianismo, e seus líderes
são figuras do Anticristo, uma caricatura miserável do messianismo libertador.
A história das religiões, e da política, está repleta de falsos messias, que se
apresentam como salvadores e redentores e não passam de tiranos a serviço das
elites dominantes. É o caso do Jair em questão, considerado messias ou mito por
seus admiradores, mas que não passa de um obscuro cavalo, um dark horse,
montado pela oligarquia brasileira. É pior do que a estetização da política a
que se referia Benjamin, em outro contexto. É uma mitificação, uma mistificação
da política. O Jair está longe de ser o único. Seu grande amigo e aliado,
Donald Trump, é outro falso messias, que tem a cara de pau de se fazer
representar, numa imagem criada pela inteligência artificial, como uma espécie
de novo Cristo. Já alguns imperadores romanos, como Domiciano, exigiam ser
adorados como dominus et deus. É uma velha história.
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Em 2021, o senhor resenhou na En attendant Nadeau
o livro de Leneide Duarte-Plon e Clarisse Meireles sobre frei Tito de Alencar,
o dominicano sequestrado e torturado pela ditadura, exilado na França, morto em
1974. Cinquenta e dois anos depois, um candidato à Presidência faz campanha
pela liberdade de um homem condenado por tentativa de golpe, e o Congresso
discute anistia aos golpistas. Parte importante do campo religioso brasileiro
pede essa anistia. O senhor, que trabalhou a tese benjaminiana de que nem os
mortos estarão em segurança se o inimigo vencer, o que diz de uma eleição em
que a anistia é plataforma? O que uma anistia faz com frei Tito?
Michael
Löwy – A anistia dos golpistas de 2022 seria um ataque direto à democracia
brasileira e um sinal verde para futuras tentativas de golpe militar. O mesmo
vale para a anistia de Jair Bolsonaro, com um agravante. Ele nunca deixou de
manifestar sua admiração pela ditadura militar e, em particular, pelo coronel
torturador Ustra. Sua anistia seria um insulto à memória não só de frei Tito,
mas de todas as vítimas da ditadura militar, os milhares de torturados e as
centenas de assassinados pelo regime das casernas. Entre eles um amigo meu,
Luiz Eduardo Merlino, jornalista de vinte e três anos, morto sob tortura por
ordem do coronel Ustra. Como dizia Walter Benjamin, se o fascismo vencer, nem
nossos mortos estarão em segurança.
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A tese VIII diz que a tradição dos oprimidos nos ensina
que o estado de exceção em que vivemos é a regra. Aplico ao concreto, as
centenas de milhares de mortos na pandemia, o 8 de janeiro, a trama golpista
julgada. Se Flávio Bolsonaro vencer em 25 de outubro, isso é ruptura, ou é a
continuação de uma normalidade que os oprimidos brasileiros sempre conheceram,
e o espanto é só nosso, dos que achavam estar fora dela? E, dos seus oitenta e
oito anos, sessenta e cinco deles olhando o Brasil de fora, existe especificidade
brasileira aqui, ou é mais um capítulo da onda que o senhor vem descrevendo
desde os anos noventa?
Michael
Löwy – Na história da luta de classes, a regra é a dominação das elites. A
exceção é a revolução dos oprimidos, a revolta dos escravos com Espártaco, a
dos servos camponeses com Thomas Müntzer, a dos proletários na Comuna de Paris
e na Revolução de Outubro. Mas existem diferenças nessa dominação. O fascismo é
a forma mais violenta, bárbara e destrutiva do poder das oligarquias. Não é uma
exceção, é a forma mais brutal e desumana da regra. Por isso precisamos fazer
todo o possível para que não volte, com o filho, o pesadelo que foi o governo
do pai. Esperando que algum dia, com a revolução ecossocialista, possamos
estabelecer aquilo que Walter Benjamin chamava de o verdadeiro estado de
exceção, a emancipação dos oprimidos e dos explorados.
A onda
neofascista não é uma especificidade brasileira. Ela é planetária. Já governa a
principal potência imperialista, com Trump, e o país mais populoso do planeta,
a Índia de Modi, além de vários países da América Latina, e já ameaça vários
países da Europa. Se o Brasil conseguir parar essa onda catastrófica nas
eleições de outubro, será um sinal encorajador para o mundo todo. Caso
contrário, o conjunto do continente americano, com a exceção do México e do
Canadá, estará sob a bota neofascista.
Para
mim, Trump, Bolsonaro, Milei são manifestações do neofascismo. Não se trata de
uma repetição do nazifascismo dos anos 1930. Não temos Estados totalitários,
campos de concentração, tropas de choque uniformizadas, políticas econômicas
nacional-corporativas. A principal diferença é a política econômica, porque o
neofascismo é fanaticamente neoliberal. Mas tem em comum com o fascismo
clássico o racismo, a xenofobia, o ódio ao comunismo e a qualquer forma de
esquerda, o culto do Chefe e o autoritarismo.
Fonte:
Por Michael Löwy em entrevista a Thiago Gama, para Outras Palavras

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