Aécio,
Ciro, Marina e outros políticos de longa trajetória perdem nas urnas
Aécio
Neves, Simone Tebet, Marina Silva, Ciro Gomes e outros nomes tradicionais
ficaram fora dos cargos disputados nas eleições de 2026.
Nomes
conhecidos da política brasileira saíram derrotados das urnas nas eleições de
2026. Entre eles estão ex-governadores, ex-ministros, senadores com longa
trajetória no Congresso e candidatos que já disputaram a Presidência da
República.
A lista
reúne políticos de diferentes partidos e campos políticos que não conseguiram
conquistar as vagas ou cargos que disputaram neste domingo (4). Entre os
derrotados estão Aécio Neves, Simone Tebet, Marina Silva, Renan Calheiros,
Randolfe Rodrigues, Carlos Fávaro, Ciro Nogueira, Ciro Gomes, Wilson Lima,
Esperidião Amin, Manuela D'Ávila, Benedita da Silva, Eduardo Cunha e ACM Neto.
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Aécio Neves
O
deputado federal Aécio Neves (PSDB) perdeu a disputa pelo Senado em Minas
Gerais e terminou com menos de 5% dos votos. Marília Campos (PT) e Carlos Viana
(PSD) conquistaram as duas vagas em disputa.
A
derrota fará com que Aécio fique sem mandato eletivo pela primeira vez em
quatro décadas quando terminar seu atual período na Câmara dos Deputados, em
2027. Aos 66 anos, ele acumula passagens pela Câmara, pelo Senado e pelo
governo de Minas Gerais.
A
trajetória de mandatos consecutivos começou em 1986. Aécio também disputou a
Presidência da República em 2014, quando chegou ao segundo turno contra Dilma
Rousseff (PT), mas foi derrotado pela petista. Esta é apenas a segunda eleição
perdida pelo tucano ao longo da carreira.
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Simone Tebet
A
ex-ministra do Planejamento e Orçamento do governo Luiz Inácio Lula da Silva
(PT), Simone Tebet (PSB), perdeu a disputa por uma vaga no Senado por São
Paulo.
Tebet
iniciou a carreira política como deputada estadual de Mato Grosso do Sul entre
2003 e 2005. Depois, foi prefeita de Três Lagoas entre 2005 e 2010 e
vice-governadora do estado na gestão de André Puccinelli, entre 2011 e 2015.
Em
2014, foi eleita senadora por Mato Grosso do Sul. Em 2022, disputou a
Presidência da República pelo MDB e terminou o primeiro turno em terceiro
lugar. No segundo turno, declarou apoio a Lula. Em 2023, assumiu o Ministério
do Planejamento e Orçamento.
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Marina Silva
A
deputada federal e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) foi
derrotada na disputa por uma vaga no Senado por São Paulo.
Nascida
no Acre, Marina iniciou a carreira política como vereadora de Rio Branco, em
1989. Em 1991, foi eleita deputada estadual e, em 1994, chegou ao Senado pelo
Acre, aos 35 anos, pelo PT. Foi reeleita em 2002.
Marina
também comandou o Ministério do Meio Ambiente durante o primeiro governo Lula e
disputou a Presidência da República em 2010, 2014 e 2018.
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Renan Calheiros
O
senador Renan Calheiros (MDB) perdeu a disputa pela reeleição em Alagoas e
ficará fora do Senado a partir de 2027.
Renan
foi deputado estadual e federal por Alagoas antes de chegar ao Senado. Também
ocupou o Ministério da Justiça durante o governo Fernando Henrique Cardoso.
No
Senado, exerceu a Presidência da Casa em três ocasiões e foi uma das principais
lideranças do MDB no Congresso Nacional.
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Randolfe Rodrigues
O
senador Randolfe Rodrigues (PT) perdeu a disputa pela reeleição no Amapá. As
duas vagas ficaram com Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD).
Randolfe
está no Senado desde 2011 e já exerceu a função de líder do governo no
Congresso. Também ganhou projeção nacional como vice-presidente da CPI da
Covid, em 2021.
Antes
de chegar ao Senado, foi deputado estadual pelo Amapá. Ao longo da carreira,
passou por PT, PSOL e Rede Sustentabilidade, retornando ao PT em 2024.
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Carlos Fávaro
O
senador Carlos Fávaro (PSD) perdeu a disputa pela reeleição em Mato Grosso e
ficará sem mandato a partir de 2027.
Fávaro
chegou ao Senado em 2020, após vencer uma eleição suplementar realizada para
preencher a vaga deixada pela cassação de Selma Arruda. Antes disso, foi
vice-governador de Mato Grosso na gestão de Pedro Taques.
No
governo Lula, comandou o Ministério da Agricultura e Pecuária antes de retornar
ao Senado.
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Ciro Nogueira
O
senador Ciro Nogueira (PP) perdeu a disputa pela reeleição no Piauí. Marcelo
Castro (MDB) e Júlio César (PSD) conquistaram as duas vagas.
Presidente
nacional do PP, Ciro Nogueira chegou ao Senado em 2011 e buscava o quarto
mandato consecutivo na Casa. Antes, foi deputado federal pelo Piauí.
Durante
o governo Jair Bolsonaro, ocupou o cargo de ministro-chefe da Casa Civil. No
Congresso, também se tornou uma das principais lideranças do Progressistas.
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Ciro Gomes
O
ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PSDB) não conseguiu retornar ao governo
estadual. Elmano de Freitas (PT) foi reeleito no primeiro turno no Ceará.
Ciro
iniciou a carreira como deputado estadual, foi prefeito de Fortaleza e
governador do Ceará. Também ocupou os ministérios da Fazenda, durante o governo
Itamar Franco, e da Integração Nacional, no primeiro governo Lula.
Além
dos cargos executivos, disputou a Presidência da República quatro vezes: em
1998, 2002, 2018 e 2022. Seu melhor resultado foi o terceiro lugar no primeiro
turno de 2018.
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Wilson Lima
O
ex-governador do Amazonas Wilson Lima (União) perdeu a disputa por uma das duas
vagas ao Senado pelo estado.
Jornalista,
Lima entrou na política em 2017 e foi eleito governador do Amazonas em 2018,
derrotando Amazonino Mendes no segundo turno. Em 2022, foi reeleito para o
cargo.
Com a
derrota na disputa pelo Senado, Lima ficará sem mandato eletivo após o
encerramento de seu período como governador.
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Esperidião Amin
O
senador Esperidião Amin (PP) perdeu a disputa pela reeleição em Santa Catarina.
Carlos Bolsonaro (PL) e Carol De Toni (PL) conquistaram as duas vagas.
Amin
tem uma das trajetórias mais longas da política catarinense. Foi vereador e
prefeito de Florianópolis, deputado federal, governador de Santa Catarina por
dois mandatos e senador.
Sua
carreira política começou ainda na década de 1960, e ele acumulou quase seis
décadas de atuação em cargos eletivos.
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Manuela D'Ávila
A
ex-deputada federal Manuela D'Ávila (PSOL) também ficou fora da disputa
eleitoral de 2026, após tentar retornar à política institucional.
Manuela
iniciou a carreira como vereadora de Porto Alegre e, em 2006, foi eleita
deputada federal pelo Rio Grande do Sul. Na Câmara, tornou-se uma das
principais figuras do PCdoB e chegou a exercer a liderança da bancada.
Em
2018, foi candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad (PT), que
chegou ao segundo turno contra Jair Bolsonaro (PL). Manuela também disputou a
Prefeitura de Porto Alegre em diferentes eleições e permaneceu como uma das
principais lideranças nacionais do PCdoB, mesmo fora de cargos eletivos.
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Benedita da Silva
Ex-governadora
do Rio de Janeiro e deputada federal, Benedita da Silva (PT) também ficou de
fora da disputa eleitoral de 2026. Com uma longa trajetória na política, ela
foi vereadora do Rio de Janeiro, deputada federal, senadora e governadora do
estado.
Benedita
iniciou a carreira política no movimento comunitário e foi eleita vereadora em
1982. Em 1986, chegou à Câmara dos Deputados e, em 1994, foi eleita senadora
pelo Rio de Janeiro. Em 2002, assumiu o governo estadual após a saída de
Anthony Garotinho para disputar a Presidência.
Ao
longo da carreira, também ocupou o cargo de ministra da Secretaria Especial de
Políticas de Promoção da Igualdade Racial durante o primeiro governo de Luiz
Inácio Lula da Silva.
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Eduardo Cunha
Ex-presidente
da Câmara dos Deputados e articulador do impeachment de Dilma Rousseff, Eduardo
Cunha (Republicanos) não conseguiu se eleger deputado federal por Minas Gerais.
Com 99,85% das urnas apuradas, ele somava 31.795 votos.
Sua
candidatura foi indeferida pelo TRE-MG, que o considerou inelegível até 2027,
mas a decisão foi contestada por meio de recurso ao TSE.
Cassado
pela Câmara em 2016 e sem mandato desde então, Cunha disputou eleições em um
terceiro estado, após sua longa trajetória política no Rio de Janeiro e uma
tentativa frustrada de eleição por São Paulo em 2022, quando era filiado ao
PTB.
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ACM Neto
Ex-prefeito
de Salvador, ACM Neto (União Brasil) perdeu a disputa pelo governo da Bahia
para o atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT). Com a apuração disponível,
Jerônimo somava 54,51% dos votos, contra 44,28% de Neto.
Neto
foi prefeito de Salvador por dois mandatos, entre 2013 e 2020, e também exerceu
o cargo de deputado federal por três legislaturas. Em 2022, disputou pela
primeira vez o governo da Bahia e foi derrotado por Jerônimo Rodrigues no
segundo turno.
Em
2026, voltou a concorrer ao governo estadual pelo União Brasil. Após a derrota,
Neto agradeceu aos eleitores e afirmou que pretende continuar atuando
politicamente.
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José Dirceu
Ex-ministro
da Casa Civil e ex-presidente nacional do PT, José Dirceu (PT) não conseguiu se
eleger deputado federal por São Paulo. O petista ficou entre os candidatos mais
votados do partido, mas não alcançou votação suficiente para garantir uma das
cadeiras destinadas à legenda no estado.
Dirceu
foi deputado federal por São Paulo entre 1991 e 2005 e deixou o cargo após ter
o mandato cassado pela Câmara. Anos depois, voltou a disputar uma eleição para
a Câmara na tentativa de retomar o mandato parlamentar.
Principal
articulador político do primeiro governo Luiz Inácio Lula da Silva, Dirceu
também foi presidente nacional do PT e uma das principais figuras da legenda.
Sua trajetória política foi marcada pelo processo do mensalão, no qual foi
condenado e posteriormente teve suas condenações anuladas pelo Supremo Tribunal
Federal.
Fonte:
Sputnik Brasil

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