MST
avança na política e elege oito candidaturas nas eleições
O
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) elegeu oito representantes
para o Legislativo nas eleições de 2026. A bancada é composta por quatro
deputados federais e quatro estaduais, todos filiados ao PT.
Desde
2022, a organização definiu como estratégia ocupar cargos institucionais para
avançar em políticas de Reforma Agrária e agricultura familiar. Os compromissos
de campanha das candidaturas eleitas incluem a democratização do acesso à
terra, o incentivo à produção de alimentos saudáveis, o combate à fome e a
defesa do meio ambiente, educação e saúde.
Para a
Câmara dos Deputados, foram reeleitos Valmir Assunção (BA), Marcon (RS) e João
Daniel (SE). Rosa Amorim (PE), que era deputada estadual, se tornou a primeira
mulher Sem Terra a chegar à Câmara em Brasília. Ela foi a candidata a deputada
federal mais votada do PT em Pernambuco.
Nas
assembleias legislativas, Adão Pretto Filho (RS), Marina do MST (RJ) e Missias
(CE) garantiram a reeleição. Camilo Daniel (SE), ex-vereador em Aracaju,
ocupará pela primeira vez uma cadeira no legislativo sergipano. Adão Pretto foi
o segundo candidato mais votado do PT no Rio Grande do Sul.
Deputados
federais eleitos
Valmir
Assunção (PT-BA):
-
Agricultor e líder do MST, foi reeleito. Ex-secretário estadual, teve papel na
criação do Estatuto da Igualdade Racial na Bahia. Seu mandato inclui projetos
para a agricultura familiar, como o da Política Nacional de Agroecologia e
Produção Orgânica (PNAPO).
Rosa
Amorim (PT-PE):
-Primeira
mulher Sem Terra a ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Mulher negra,
lésbica e artista, vem da primeira geração de assentados da Reforma Agrária no
Assentamento Normandia, em Caruaru. Sua atuação é voltada às lutas antirracista
e feminista.
Marcon
(PT-RS):
-
Reeleito, é assentado da Reforma Agrária em Nova Santa Rita e integra a COOPAN,
uma das maiores produtoras de arroz orgânico da América Latina. Antes de chegar
a Brasília em 2010, cumpriu três mandatos como deputado estadual.
João
Daniel (PT-SE):
-
Eleito pela quarta vez, o agricultor ajudou a fundar o MST em Sergipe. No
Congresso, defende a agricultura familiar e os direitos dos trabalhadores. Foi
eleito o melhor deputado federal de Sergipe no Prêmio Congresso em Foco em 2025
e 2026.
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Deputados estaduais eleitos
Adão
Pretto Filho (PT-RS):
-
Reelegeu-se com a segunda maior votação do PT no estado. Formado em Gestão
Pública, preside a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos e coordena a Frente
Parlamentar de Homens pelo Fim da Violência Contra a Mulher.
Marina
do MST (PT-RJ):
-
Reeleita, foi a primeira mulher Sem Terra a ocupar uma vaga na Assembleia
Legislativa do Rio de Janeiro, onde preside a Comissão de Segurança Alimentar.
É autora de leis que instituem o Dia da Mulher Camponesa e valorizam a mulher
no campo.
Camilo
Daniel (PT-SE):
-
Eleito deputado estadual, foi vereador de Aracaju. Sociólogo e filho de
assentados, cresceu em um assentamento do MST. Sua atuação política defende a
democratização do acesso à terra, a moradia popular e pautas ambientais.
Missias
(PT-CE):
-
Reelegeu-se com foco na Reforma Agrária e na produção de alimentos sem
agrotóxicos. Defende o cooperativismo e a mecanização da agricultura familiar,
além da regularização fundiária no campo e nas cidades.
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Três ex-ministras de Lula se elegem deputadas federais
Três
ex-ministras do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
garantiram, neste domingo (4/10), uma cadeira na Câmara dos Deputados, a partir
de 2027. Anielle Franco (PT-RJ), Nísia Trindade (PT-RJ) e Sônia Guajajara
(PSol-SP), que comandaram, respectivamente, os ministérios da Igualdade Racial,
da Saúde e dos Povos Indígenas, foram eleitas para a próxima legislatura.
As três
fazem parte do grupo de antigos integrantes do primeiro escalão do governo que
deixaram os cargos para entrar na disputa eleitoral. Pela legislação, ocupantes
de funções públicas que pretendem concorrer precisam se afastar dentro do prazo
de desincompatibilização previsto para o ano da eleição: seis meses antes do
primeiro turno.
Anielle
e Nísia se elegeram pelo Rio de Janeiro, enquanto Sônia por São Paulo. Elas
estão entre os seis ex-ministros do governo Lula que conquistaram mandato de
deputado federal nas urnas.
A
eleição também marca a continuidade das três na vida pública por outra frente.
Anielle esteve à frente da Igualdade Racial, Nísia comandou a Saúde e Sônia
ocupou o Ministério dos Povos Indígenas antes de deixarem a Esplanada para
disputar o pleito de 2026.
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Ex-ministras que ficaram de fora
Outras
mulheres que integraram o governo Lula não conseguiram se eleger neste domingo.
Gleisi Hoffmann (PT-PR), Marina Silva (Rede-SP) e Simone Tebet (PSB-SP)
disputaram vagas no Senado, mas terminaram fora das duas posições que garantiam
mandato.
Gleisi
ficou em quarto lugar no Paraná. Em São Paulo, Simone encerrou a disputa na
terceira colocação, enquanto Marina terminou em quarto.
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Estadual
Macaé
Evaristo (PT), ex-ministra dos Direitos Humanos, foi a única entre os
integrantes do grupo a disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Ela
conquistou mandato de deputada estadual em Minas Gerais.
Fonte:
Correio Braziliense

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