Apenas
19% dos pais no Brasil sabem que meningite pode ser fatal
Uma
pesquisa global apontou que, no Brasil, ao menos 89% dos pais consideram a
meningite meningocócica uma doença grave, mas apenas 19% sabem que ela pode
evoluir para um óbito em poucas horas.
No dia
mundial da meningite, o levantamento sobre o conhecimento da população de pais
e adolescentes brasileiros aparece em um momento em que, de acordo com dados do
Ministério da Saúde, o sorogrupo B é o mais predominante no Brasil desde o ano
de 2023.
O
conhecimento da facilidade da evolução da doença para um óbito é ainda menor
entre os jovens, com apenas 10% com consciência da agilidade da infecção. Além
disso, a pesquisa observou que, entre os jovens brasileiros, poucos sabem que a
adolescência é o período prioritário para a imunização ou sequer tem certeza de
que estão ou não vacinados.
A
pesquisa realizada pela Human8 em nome da biofarmacêutica GSK mostrou que 21%
dos pais acreditam que a meningite já começa com sintomas graves e evidentes. O
levantamento constatou que somente 29% dos pais e 24% dos jovens reconhecem que
adolescentes e jovens adultos são grupos recomendados para vacinação contra a
meningite
Em
comparação, 30% dos pais de crianças que não estão vacinadas alegam esperar que
a vacinação contra meningite seja debatida em consultas médicas.
O
diretor médico de vacinas da GSK Brasil, Rodrigo Nascimento explicou que os
sintomas iniciais da doença, como febre, dor de cabeça e vômito, podem ser
confundidos com outras doenças, o que muitas vezes faz com que o paciente
demore para buscar um especialista e venha a óbito.
"A
meningite meningocócica pode começar com sintomas parecidos a outras infecções
e progredir extremamente rápido, deixando pouco tempo para agir. Esses achados
mostram a necessidade de maior conscientização sobre seus sinais e sintomas, a
importância de buscar atendimento médico urgente quando necessário e conversas
informadas sobre medidas preventivas, que podem incluir vacinação quando
recomendada", explicou Nascimento.
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Dados da pesquisa
A
pesquisa da Human8 em nome da GSK foi realizada por método quantitativo e
online, com 6.003 respondentes, compostos por pais de crianças de 0 a 18 anos
(n=3.005) e jovens de 15 a 25 anos (n=2.998), na Argentina, Austrália, Brasil,
França, Itália e Espanha.
No
Brasil, foram ouvidas 1.001 pessoas (501 pais e 500 jovens de 15 a 25 anos).
Os
dados foram coletados entre 20 de maio e 12 de junho de 2026. Os pais
responderam pensando no filho mais novo, com base no grupo etário relevante da
criança, enquanto os jovens responderam sobre si mesmos.
• Vacina contra vírus sincicial
respiratório para gestantes protege bebês
Um
relatório que analisa o cenário mais atual do Brasil em relação à Síndrome
Respiratória Aguda Grave (SRAG) apontou que o Vírus Sincicial Respiratório
(VSR) é identificado como a principal causa de infecções em crianças menores de
2 anos, sendo responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite viral
aguda e 40% das pneumonias durante períodos sazonais.
O
documento analisa a circulação de Influenza, SARS-CoV2, vírus sincicial
respiratório (VSR) e outros vírus respiratórios de importância em saúde
pública, visando orientar diretrizes para o diagnóstico precoce, a prevenção, o
controle, o manejo clínico oportuno e o fortalecimento da capacidade de
resposta da Rede de Atenção à Saúde (RAS).
Além
disso, segundo a Nota Técnica Conjunta nº 70/2025, o país enfrenta um aumento
gradual e esperado de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG),
marcando o início da temporada de maior circulação viral no ano.
Segundo
a análise da Fiocruz, os casos de SRAG por VSR continuam aumentado em toda a
região Sul (PR, SC e RS), boa parte do Sudeste (RJ, MG e SP) e em alguns
estados do Norte (AP, PA e RR), Nordeste (AL, CE, MA) e no Mato Grosso do Sul.
Nos estados do Acre, Pará, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Paraíba,
Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Espírito Santo os casos de SRAG por
VSR continuam altos, mas já mostram sinais de interrupção do crescimento ou
queda.
O
Raio-X dos Vírus no Brasil até o dia 21 de março de 2026 (Semana Epidemiológica
11), contabilizou 23.615 casos de SRAG e 1.001 óbitos.
Os
dados apontam que o rinovírus é o principal vilão entre crianças e
adolescentes, enquanto a Influenza A tem impulsionado as internações nas
regiões Norte e Nordeste.
Já
entre os idosos, embora a Covid-19 apresente uma incidência considerada baixa
no momento, ela continua sendo a principal causa de morte por complicações
respiratórias entre a faixa etária.
O
Sistema Único de Saúde (SUS) reforçou as iniciativas para atender à essas
situações.
Com
isso, a vacina contra VSR para gestantes passa visa para proteger
recém-nascidos contra o vírus sincicial respiratório. A estratégia foca na
imunização de gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, com o objetivo na
proteção indireta dos bebês nos primeiros seis meses de vida.
Os
dados ressaltam que o VSR é identificado como a principal causa de infecções em
crianças menores de 2 anos, sendo responsável por cerca de 75% dos casos de
bronquiolite viral aguda e 40% das pneumonias durante períodos sazonais.
No
Brasil, apenas em 2024, foram notificados mais de 27 mil casos de Síndrome
Respiratória Aguda Grave (Srag) por VSR, com a maior incidência em bebês
menores de seis meses. No mundo, o vírus causa cerca de 100 mil mortes anuais
em crianças menores de 5 anos.
Segundo
o Ministério da Saúde, o imunobiológico estimula a produção de anticorpos na
mãe, que são transferidos pela placenta para o feto, conferindo imunidade
passiva ao recém-nascido. Estudos demonstraram uma eficácia de 81,8% na
prevenção de doenças graves nos primeiros 90 dias após o nascimento e de 69,4%
até os 180 dias. A recomendação é de uma dose única a cada gestação,
independentemente da idade da mãe. Estima-se que cerca de 2,5 milhões de
mulheres sejam vacinadas anualmente no país
Além
dessa imunização, o SUS visa atender a população com o Anticorpo Monoclonal
(Nirsevimabe), que é oferecido a bebês prematuros e crianças com comorbidades
para prevenir infecções graves. Também os Antivirais Gratuitos, que garantem o
fornecimento para casos de gripe e para pacientes com covid-19 que pertencem a
grupos de risco.
Fonte:
CNN Brasil

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