terça-feira, 6 de outubro de 2026

Apenas 19% dos pais no Brasil sabem que meningite pode ser fatal

Uma pesquisa global apontou que, no Brasil, ao menos 89% dos pais consideram a meningite meningocócica uma doença grave, mas apenas 19% sabem que ela pode evoluir para um óbito em poucas horas.

No dia mundial da meningite, o levantamento sobre o conhecimento da população de pais e adolescentes brasileiros aparece em um momento em que, de acordo com dados do Ministério da Saúde, o sorogrupo B é o mais predominante no Brasil desde o ano de 2023.

O conhecimento da facilidade da evolução da doença para um óbito é ainda menor entre os jovens, com apenas 10% com consciência da agilidade da infecção. Além disso, a pesquisa observou que, entre os jovens brasileiros, poucos sabem que a adolescência é o período prioritário para a imunização ou sequer tem certeza de que estão ou não vacinados.

A pesquisa realizada pela Human8 em nome da biofarmacêutica GSK mostrou que 21% dos pais acreditam que a meningite já começa com sintomas graves e evidentes. O levantamento constatou que somente 29% dos pais e 24% dos jovens reconhecem que adolescentes e jovens adultos são grupos recomendados para vacinação contra a meningite

Em comparação, 30% dos pais de crianças que não estão vacinadas alegam esperar que a vacinação contra meningite seja debatida em consultas médicas.

O diretor médico de vacinas da GSK Brasil, Rodrigo Nascimento explicou que os sintomas iniciais da doença, como febre, dor de cabeça e vômito, podem ser confundidos com outras doenças, o que muitas vezes faz com que o paciente demore para buscar um especialista e venha a óbito.

"A meningite meningocócica pode começar com sintomas parecidos a outras infecções e progredir extremamente rápido, deixando pouco tempo para agir. Esses achados mostram a necessidade de maior conscientização sobre seus sinais e sintomas, a importância de buscar atendimento médico urgente quando necessário e conversas informadas sobre medidas preventivas, que podem incluir vacinação quando recomendada", explicou Nascimento.

<><> Dados da pesquisa

A pesquisa da Human8 em nome da GSK foi realizada por método quantitativo e online, com 6.003 respondentes, compostos por pais de crianças de 0 a 18 anos (n=3.005) e jovens de 15 a 25 anos (n=2.998), na Argentina, Austrália, Brasil, França, Itália e Espanha.

No Brasil, foram ouvidas 1.001 pessoas (501 pais e 500 jovens de 15 a 25 anos).

Os dados foram coletados entre 20 de maio e 12 de junho de 2026. Os pais responderam pensando no filho mais novo, com base no grupo etário relevante da criança, enquanto os jovens responderam sobre si mesmos.

•        Vacina contra vírus sincicial respiratório para gestantes protege bebês

Um relatório que analisa o cenário mais atual do Brasil em relação à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apontou que o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é identificado como a principal causa de infecções em crianças menores de 2 anos, sendo responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite viral aguda e 40% das pneumonias durante períodos sazonais.

O documento analisa a circulação de Influenza, SARS-CoV2, vírus sincicial respiratório (VSR) e outros vírus respiratórios de importância em saúde pública, visando orientar diretrizes para o diagnóstico precoce, a prevenção, o controle, o manejo clínico oportuno e o fortalecimento da capacidade de resposta da Rede de Atenção à Saúde (RAS).

Além disso, segundo a Nota Técnica Conjunta nº 70/2025, o país enfrenta um aumento gradual e esperado de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), marcando o início da temporada de maior circulação viral no ano. 

Segundo a análise da Fiocruz, os casos de SRAG por VSR continuam aumentado em toda a região Sul (PR, SC e RS), boa parte do Sudeste (RJ, MG e SP) e em alguns estados do Norte (AP, PA e RR), Nordeste (AL, CE, MA) e no Mato Grosso do Sul. Nos estados do Acre, Pará, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Espírito Santo os casos de SRAG por VSR continuam altos, mas já mostram sinais de interrupção do crescimento ou queda.

O Raio-X dos Vírus no Brasil até o dia 21 de março de 2026 (Semana Epidemiológica 11), contabilizou 23.615 casos de SRAG e 1.001 óbitos. 

Os dados apontam que o rinovírus é o principal vilão entre crianças e adolescentes, enquanto a Influenza A tem impulsionado as internações nas regiões Norte e Nordeste. 

Já entre os idosos, embora a Covid-19 apresente uma incidência considerada baixa no momento, ela continua sendo a principal causa de morte por complicações respiratórias entre a faixa etária. 

O Sistema Único de Saúde (SUS) reforçou as iniciativas para atender à essas situações. 

Com isso, a vacina contra VSR para gestantes passa visa para proteger recém-nascidos contra o vírus sincicial respiratório. A estratégia foca na imunização de gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, com o objetivo na proteção indireta dos bebês nos primeiros seis meses de vida.

Os dados ressaltam que o VSR é identificado como a principal causa de infecções em crianças menores de 2 anos, sendo responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite viral aguda e 40% das pneumonias durante períodos sazonais. 

No Brasil, apenas em 2024, foram notificados mais de 27 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) por VSR, com a maior incidência em bebês menores de seis meses. No mundo, o vírus causa cerca de 100 mil mortes anuais em crianças menores de 5 anos. 

Segundo o Ministério da Saúde, o imunobiológico estimula a produção de anticorpos na mãe, que são transferidos pela placenta para o feto, conferindo imunidade passiva ao recém-nascido. Estudos demonstraram uma eficácia de 81,8% na prevenção de doenças graves nos primeiros 90 dias após o nascimento e de 69,4% até os 180 dias. A recomendação é de uma dose única a cada gestação, independentemente da idade da mãe. Estima-se que cerca de 2,5 milhões de mulheres sejam vacinadas anualmente no país

Além dessa imunização, o SUS visa atender a população com o Anticorpo Monoclonal (Nirsevimabe), que é oferecido a bebês prematuros e crianças com comorbidades para prevenir infecções graves. Também os Antivirais Gratuitos, que garantem o fornecimento para casos de gripe e para pacientes com covid-19 que pertencem a grupos de risco. 

 

Fonte: CNN Brasil

 

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