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em cada 10 brasileiras não sabem como se prevenir contra o câncer de mama
Cerca
de 29% das brasileiras desconhecem as formas de prevenção ao câncer de mama, o
que representa cerca de 3 em cada 10 mulheres. O índice registrado em 2026
representa um aumento de 4% comparado a 2024, quando a taxa era de 25%.
O dado
foi obtido na pesquisa “A saúde do brasileiro, hábitos de vida e uso de
tecnologia em diagnósticos médicos”, realizada pelo AC.Camargo Cancer Center e
a Nexus. Os resultados foram divulgados neste mês de Outubro, voltado à
prevenção da doença. Ao todo, foram ouvidas 1.038 mulheres em todo o país.
Apesar
de 29% desconhecerem, 68% das entrevistadas afirmam conhecer as formas de
prevenção da doença. Já as que dizem conhecer "mais ou menos" são
11%.
Em
"mais ou menos" ou "conhecem" houve uma queda nas respostas
em comparação aos dois anos anteriores. Para os pesquisadores, isso significa
que parte das mulheres que tinham dúvidas passou a declarar que de fato não
conhecem as formas de prevenção.
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Realização de exames é maior entre as que conhecem
Entre
as entrevistadas, 62% já fizeram o autoexame, 54% já fizeram mamografia e 27%
nunca fizeram nenhum dos dois. Em 2024, os números eram 59%, 53% e 28%,
respectivamente.
Por
outro lado, há também a análise por grupos. Entre as mulheres que afirmam
conhecer os métodos de prevenção, 80% já fizeram o autoexame das mamas e 65% já
realizaram mamografia. Outras 12% nunca fizeram autoexame ou mamografia.
Entre
as que dizem não conhecer as formas de prevenção, os índices caem de 30% para
35%. O percentual sobe para 55% quando questionadas sobre mamografia.
Para a
Dra. Fabiana Makdissi, líder do Centro de Referência em Tumores da Mama do
A.C.Camargo Cancer Center, isso mostra uma relação entre o conhecimento e
realização dos exames: "O cuidado com a mama se apoia em duas necessidades
que caminham juntas", afirma.
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Mulheres com rendas maiores são as que mais tem acesso as práticas
A
diferença também aparece no bolso. O autoexame já foi feito por 51% das
mulheres que ganham até um salário mínimo, enquanto o índice chega a 88% entre
aquelas com renda acima de cinco salários.
Entre
as que conhecem as formas de prevenção. O número chega em 79% entre o grupo com
renda mais alta, enquanto o grupo que recebe menos chega em 49% do analisado.
Para a
médica, o número mostra a desigualdade no acesso à informação e necessidade de
espalhar conhecimento para as mulheres.
Informação
é o que separa a mulher que se cuida da que não se cuida. Entre as que dizem
conhecer as formas de prevenção, 80% já fizeram o autoexame. Entre as que não
conhecem, 30%. E essa diferença não está distribuída por igual, ela é maior
onde a renda é menor e onde o acesso à rede de diagnóstico é mais difícil. -
Dra. Fabiana Makdissi, líder do Centro de Referência em Tumores da Mama do
A.C.Camargo Cancer Center
• Importância da prevenção
O
diagnóstico precoce pode garantir em até 90% a chance de cura e o risco do
óbito. O SUS (Sistema Único de Saúde) oferece gratuitamente a mamografia,
principal exame para detectar o câncer de mama.
O
Ministério da Saúde não restringe o acesso das mulheres a realização do teste,
mas recomenda o rastreamento mamográfico bienal para as pacientes na faixa
etária entre 50 e 74 anos.
São
considerados sinais e sintomas suspeitos de câncer de mama e de referência
urgente para a confirmação diagnóstica:
• Nódulo mamário de consistência
endurecida e fixo, em mulheres
adultas
de qualquer idade; ou
• Nódulo mamário que vem aumentando de
tamanho, em mulheres
adultas
de qualquer idade; ou
• Descarga papilar sanguinolenta
unilateral; ou
• Lesão eczematosa da pele que não
responde a tratamentos tópicos ou
pele em
casca de laranja ou retração na pele da mama; ou
• Presença de linfadenopatia axilar
normalmente endurecida, podendo
ser
fixa ou móvel. Outras cadeias de linfonodos supra ou infra-clavicular também
podem estar acometidas em doenças avançadas; ou
• Aumento progressivo do tamanho da mama
com a presença de sinais
de
edema, como pele com aspecto de casca de laranja ou vermelhidão; ou
• Mudança no formato do mamilo (ex.:
retração unilateral);ou
• Homens com tumoração palpável
unilateral; ou
• Mastite ou inflamação que não melhora
depois de um curso adequado de antibiótico.
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Estudo: 6 em cada 10 mulheres não realizam exames ginecológicos preventivos
No
universo feminino, ainda existe uma barreira relacionada à prevenção de doenças
ginecológicas. Uma pesquisa nacional revelou que, em média, 64% das brasileiras
não realizaram exames ginecológicos preventivos no último ano. Este número
representa um total de 6 a cada 10 mulheres.
O dado
mais expressivo é sobre o Papanicolau, um dos principais exames ginecológicos,
essencial para a detecção de alterações uterinas e prevenção do câncer de colo
do útero. Apenas 39% realizaram esse exame em 2025, outras 61% não realizaram,
embora 74% delas saibam para que ele serve.
Outro
teste analisado foi o de ultrassonografia/ transvaginal, apenas 43% realizaram
no último ano, outras 57% não fizeram.
Em
relação ao exame clínico ou autoexame das mamas, as taxas seguem o mesmo
padrão. Ao todo, 59% das mulheres não realizaram e apenas 41% realizaram.
Entre
os exames analisados, o DNA-HPV — teste laboratorial para identificar os tipos
específicos de vírus — permanece como o menos acessado. Cerca de 78% das
mulheres não o realizaram no último ano, contra 22% que realizaram.
A
pesquisa "Percepção das Brasileiras sobre Tumores Ginecológicos e Práticas
de Prevenção" foi realizada pelo Instituto Locomotiva, em conjunto com o
Grupo EVA (Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos), e entrevistou 800
mulheres de 18 a 25 anos.
"A
pesquisa mostrou que o acesso à informação melhorou, mas ainda há uma distância
entre reconhecer a importância da prevenção e a realização efetiva da prevenção
por meio da vacinação contra o HPV e da realização dos exames. Precisamos que
as mulheres entendam a importância dessa relação com exames que são mecanismos fundamentais na
proteção contra o câncer de colo do útero", - Dra. Andréa Gadelha,
presidente do Grupo EVA.
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Atendimento médico, por vezes, não é acolhedor ou esclarecedor
O
estudo também revelou que ao menos 3 em cada 10 mulheres sentem que o último
atendimento ginecológico foi totalmente esclarecedor.
Entre
este número, 47% deixaram de voltar a uma consulta com ginecologista por ter
recebido um atendimento ruim.
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A importância dos exames preventivos
De
acordo com a pesquisa, cerca de 20 mulheres morrem todos os dias no Brasil em
decorrência do câncer do colo do útero. A doença está entre as principais
causas de morte por câncer entre mulheres de até 35 anos.
O HPV
está relacionado a cerca de 99% dos casos de câncer do colo do útero. A doença,
assim como outros diagnósticos pode ser prevenida por meio da vacinação e do
acompanhamento médico com exames de rotina. A vacinação contra o HPV é indicada
para mulheres e homens de 9 a 45 anos.
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Sus oferece diversos tratamentos ginecológicos
O exame
Papanicolau é gratuito e oferecido no SUS (Sistema Único de Saúde). No entanto,
ele é recomendado para mulheres a partir dos 25 anos.
O exame
de Mamografia também é oferecido sem custo no atendimento público para mulheres
a partir de 40 anos. Ele deve se realizado a cada dois anos.
Mulheres
também podem solicitar consultas ginecológicas nas UBS (Unidades Básicas de
Saúde). Além disso, o SUS oferece distribuição gratuita de anticoncepcionais e
outros métodos contraceptivos para evitar doenças sexualmente transmissíveis.
Fonte:
CNN Brasil

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