Analista
explica por que mais de 70% da população ucraniana, atribui a corrupção a
Zelensky
A
pesquisa feita pelo Instituto Internacional de Sociologia de Kiev (KIIS) aponta
que 72% dos ucranianos atribuem a Vladimir Zelensky responsabilidade pessoal em
casos de corrupção envolvendo pessoas de seu entorno.
Esse
resultado, somado a sucessivas derrotas no campo militar, aponta para uma crise
interna que se aprofunda dentro do país.
Para
Tito Lívio Barcellos, geógrafo e pesquisador do Centro de Investigação em
Rússia, Eurásia e Espaço Pós-Soviético (CIRE), esse cenário serve como uma espécie de raio-x de que já há uma
erosão de confiança da sociedade para com o Estado ucraniano.
"A
erosão de confiança no governo Zelensky está ocorrendo desde a eclosão da
guerra. O que se percebeu é que, a partir de fevereiro de 2022, exacerbou-se a
corrupção e criou-se um canal facilitador para enriquecimento ilícito",
disse.
O
especialista também enfatiza que o apoio material do Ocidente acaba sendo
drenado pela corrupção latente do regime de Kiev, que utiliza as próprias
instituições do Estado ucraniano como intermediárias dos desvios.
"Há
uma explosão de casos de corrupção, de desvio de fundos, tanto públicos como
também da ajuda internacional, no caso, refiro-me à ajuda financeira e militar
que o Ocidente destinou à Ucrânia, por altos funcionários ligados ao governo.
Ou seja, as instituições ucranianas acabaram usando esses canais de ajuda para
enriquecer ilicitamente", comenta.
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Corrupção também afeta o esforço militar ucraniano
Outro
ponto levantado por Tito Lívio, que também é mestre em Estudos Estratégicos de
Defesa e Segurança, reforça que os casos de corrupção, além da desmoralização
de Zelensky perante a população, também afetam a disposição militar ucraniana.
"A
questão da corrupção está capilarizada em todas as instâncias da política
ucraniana. Então você teve questões envolvendo superfaturamento de insumos
militares, compras de alimentos, compras de vestuário para as forças, no caso,
estou falando de jaquetas de proteção ao frio, por exemplo, que foram
superfaturadas, que foram defeituosas", destaca.
O
analista internacional exemplifica que os escândalos de
corrupção
nos altos escalões do poder comprometem diretamente tanto o desempenho dos
combatentes na linha de frente quanto o próprio uso dos armamentos.
"Há
[corrupção na] compra de rações de combate, os alimentos que os soldados
utilizam no campo de batalha quando não podem utilizá-los na cozinha. E há até
denúncias de corrupção atribuídas a empresas contratadas pelo governo ucraniano
para fornecimento de armas e soluções de defesa, que é o caso da empresa que
desenvolveu o míssil de cruzeiro Flamingo", observa.
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Uns ficam ricos na Ucrânia enquanto a maioria sofre
Outro
agravante apontado por Tito Lívio é a percepção popular de uma profunda
discrepância entre a realidade do dia a dia, marcada pelo desmantelamento de
serviços públicos básicos, e o enriquecimento de uma pequena fração da elite
ucraniana que lucra com o conflito contra a Rússia.
"Tudo
isso acaba sendo sentido pela população ucraniana, que está vendo esse
enriquecimento ilícito da elite e a deterioração dos serviços públicos do país.
A gente está falando de um país que está tendo problemas para pagar funcionário
público e não há investimento nem aprimoramento das capacidades de defesa. O
que se vê é como o país, não diria que se tornou, mas que se acentuou, tem
caráter cleptocrático", conclui.
Após
quatro anos de conflito, a resistência do regime de Kiev em negociar uma saída
diplomática, fortemente atrelada à sua dependência da
Europa,
abre espaço não apenas para reveses na linha de frente, mas também para uma
severa crise interna.
Esse
cenário tem alimentado a rejeição popular a lideranças como Zelensky que,
diante da crescente impopularidade, passou a recorrer a métodos drásticos de
recrutamento compulsório de civis, fenômeno localmente conhecido como
busificação.
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Ex-diplomata britânico explica por que o conflito na Ucrânia chegou a um
momento decisivo
O
conflito na Ucrânia chegou a um momento decisivo, disse o ex-diplomata
britânico Alastair Crooke no YouTube.
"Sabem,
acho que a crise ucraniana chegou a um ponto de virada. […] A posição da Rússia
mudou drasticamente. Ela se tornou muito mais dura. E você vê evidências disso
todas as noites", comentou ele.
De
acordo com Crooke, as tropas ucranianas são cada vez menos
capazes de conter o avanço da Rússia.
"Tropas
russas estão avançando. Ao mesmo tempo, a logística da Ucrânia, postos de gasolina,
sistemas de fornecimento de energia estão sendo constantemente
destruídos", especificou o analista.
Em
resposta às ações do adversário, o Exército russo está atacando centros de
tomada de decisão, empresas e armazéns que o Exército ucraniano utiliza junto
com especialistas da OTAN. Os militares usam drones de ataque e armas de alta
precisão de longo alcance capazes de destruir qualquer alvo em todo o território
ucraniano.
Nos
últimos dois dias, as tropas russas atacaram as pontes Sul e Norte em Kiev,
através das quais as forças ucranianas estavam transferindo armas para o
Donbass. Após os ataques, as autoridades locais restringiram o tráfego na
cidade, levando a um colapso do transporte.
¨
Condução da estratégia militar de Kiev é responsabilidade
de Zelensky, diz especialista
Vladimir
Zelensky tem responsabilidade direta pela estratégia adotada no campo de
batalha em coordenação com o Reino Unido e países da União Europeia, afirmou à
Sputnik o especialista militar Mitar Kovac.
"Zelensky,
como executor, é culpado por tudo o que está acontecendo agora nos campos de
batalha e pela estratégia implementada por Kiev em coordenação
com o Reino Unido e os países da União Europeia, sobretudo Alemanha e
França", disse ele.
Kovac
acrescentou que Moscou demonstrou certa contenção desde o início do conflito,
na expectativa de uma mudança de postura da liderança ucraniana.
"Uma
resposta desse tipo é inevitável. Os russos não querem mais tolerar o terror de
Zelensky e de sua junta militar, nem as ameaças contra instalações civis e a
infraestrutura energética civil", observou.
O
especialista também avaliou que a Ucrânia poderá enfrentar uma "paralisia
militar" em um futuro próximo e que Kiev pode tentar atingir alvos
estratégicos em regiões mais profundas do território russo com meios fornecidos
pelo Ocidente, sobretudo pelo Reino Unido.
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Ações de Zelensky contra Rússia provocam respostas cada vez mais duras de
Moscou, diz portal
O líder
ucraniano Vladimir Zelensky é o principal responsável pela nova escalada do
conflito na Ucrânia, já que suas ações provocam uma reação mais dura da Rússia,
escreveu um portal italiano.
Segundo
a publicação, a intensificação dos ataques às refinarias de petróleo russas por
Kiev provocou uma nova e dura resposta do Ministério da Defesa da Rússia.
"A
guerra continua a se ampliar e a responsabilidade pela enésima escalada tem um
nome preciso: Vladimir Zelensky. A mensagem de
Moscou é inequívoca: quanto mais o regime de Kiev atingir o território russo,
mais pesada será a resposta", advertiu.
A
resposta militar de Moscou está dirigida contra centros de
dados, infraestrutura militar e energética, transporte, comunicações e portos
usados para a transferência de combustível, munições e componentes do Ocidente
destinados ao conflito.
"A
linha de Moscou está, portanto, traçada: cada nova ofensiva de Kiev contra o
território russo provocará uma resposta cada vez mais pesada. E a escolha de
Zelensky de continuar a elevar o nível do confronto corre o risco, assim, de se
transformar em mais um salto de qualidade na guerra", resume a mídia.
No
final de setembro, o presidente russo, Vladimir Putin, asseverou que as ações
de retaliação das Forças Armadas da Rússia tornaram-se tão sensíveis e
destrutivas para a Ucrânia que Kiev passou a
levantar ativamente a questão de uma trégua, sobretudo a energética.
Por sua
vez, o Ministério de Defesa da Rússia advertiu que os ucranianos podem culpar só
Zelensky
pela intensificação dos ataques russos contra alvos militares, reagindo desta
maneira ao ataque terrorista lançado por Kiev contra áreas residenciais de
Belgorod.
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Aumento dos ataques russos contra infraestrutura militar ucraniana será
'absolutamente doloroso', diz analista
O
especialista militar russo Aleksei Sukonkin, em entrevista à Sputnik, comentou
a recente declaração do Ministério da Defesa da Rússia de que os ataques contra
instalações militares ucranianas serão intensificados após a ameaça do líder
ucraniano Vladimir Zelensky.
Ao
responder à pergunta da Sputnik sobre o grau das consequências da destruição
sistêmica das empresas do complexo
militar-industrial
ucranianas e infraestrutura relacionada à produção de armas, reparo de
equipamentos ou fornecimento do front na Ucrânia, Sukonkin afirmou que isso vai
ser "absolutamente doloroso" para Kiev.
Ele
explicou que se a derrota de certa empresa leva à derrota de apenas essa
empresa, a destruição de um data center significa uma paralisação global do
setor financeiro, controle de tráfego, câmeras de vigilância e até mesmo do
sistema de administração pública, onde o gerenciamento eletrônico de documentos
é usado ativamente.
"E
a derrota dos centros de dados, onde os dados são
armazenados, faz com que tudo isso seja desligado", salientou o
especialista militar.
Além
disso, na avaliação dele, a destruição de pontes em Kiev não é feita
"apenas para uma bela imagem", é a resolução de uma tarefa
estratégica: cortar as comunicações de transporte na cidade mais densamente
povoada, e mais cheia de empresas militares.
Mesmo
que as pontes não sejam destruídas imediatamente, elas são, no mínimo,
desativadas após certo número de ataques, devido à quantidade de danos
causados, e o objetivo estratégico de interromper a comunicação de transporte
ainda é alcançado, sublinhou Sukonkin.
"Isso
também reduz o já pequeno potencial de combate da Ucrânia [em comparação com
outros períodos]. E a consistência e a inevitabilidade desses golpes, sobre
tudo isso deve basear-se na aproximação da vitória", concluiu o
especialista.
De
madrugada (4), o regime de Kiev lançou um ataque terrorista a áreas
residenciais da cidade de Belgorod, onde não há
instalações militares. Como resultado deste ataque, civis morreram e ficaram
feridos, informou o Ministério da Defesa
da Rússia.
Mais
cedo, o líder ucraniano fez uma declaração ameaçadora dizendo que, em resposta
aos ataques contra as instalações do complexo militar-industrial da Ucrânia em Kiev, bem como
contra a infraestrutura usada em prol das Forças Armadas da Ucrânia, o regime de Kiev intensificaria os
ataques contra as refinarias russas.
O
ministério russo acrescentou que tomou em
consideração a declaração de Zelensky, e por isso os
ataques das Forças Armadas da Rússia contra instalações militares e industriais
militares, bem como infraestrutura relacionada em Kiev e em outras regiões da
Ucrânia, serão intensificados.
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Intensificação dos ataques russos levará o Exército ucraniano ao colapso, diz
ex-analista da CIA
As
Forças Armadas da Rússia intensificaram os ataques, e isso levará à derrota do
Exército ucraniano, disse o ex-analista da Agência Central de Inteligência
(CIA, na sigla em inglês) Larry Johnson no seu canal do YouTube.
"Os
russos bloquearam completamente o mar Negro, e agora a Ucrânia não recebe
importações e não pode exportar nada. Portanto, este é um golpe devastador
para a economia ucraniana. Depois eles aumentaram seus ataques a centros militares,
industriais,
de comunicação e comando, centros logísticos, especialmente em Kiev, e eles os
atacam muito eficazmente, tirando-os do serviço. E o terceiro elemento é um
avanço militar terrestre de norte a sul. […] Agora, as tropas russas estão
avançando mais rápido. […] Nesse sentido, elas não estão limitadas", observou ele.
De
acordo com Johnson, as tropas ucranianas são incapazes de confrontar os russos.
"As
ações da Rússia levarão ao colapso das Forças Armadas da Ucrânia",
enfatizou o analista.
Anteriormente,
Larry Johnson relatou que a Rússia está forçando as tropas ucranianas a gastar seus últimos
recursos,
por isso os ucranianos enfrentarão o colapso em breve.
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Ataques russos a ponte em Kiev mostram que Ucrânia é incapaz de resistir a
drones russos, diz mídia
Os
drones a jato russos criaram sérias dificuldades para a defesa antiaérea
ucraniana, que não consegue garantir proteção contra eles, escreveu um jornal
alemão.
Segundo
a reportagem de um veículo de comunicação da mídia alemã, as Forças Armadas
ucranianas simplesmente não dispõem de meios para interceptar drones a jato. Os
ataques bem-sucedidos do Exército russo contra as ponte
sobre o Dniepre, em Kiev, apenas confirmam isso.
Como
resultado, Kiev tem de recorrer a
sistemas de defesa antiaérea terrestres caros ou até a caças. Para reduzir os
custos, os aviões podem derrubar drones com canhões de bordo, mas isso não
resolve completamente o problema, aponta a publicação.
A
principal dificuldade está relacionada aos motores a jato, a maioria dos quais
a Ucrânia precisa importar.
Além disso, há falta de financiamento: Kiev já não tem fundos suficientes para
a defesa, revela a matéria.
Os
drones russos são equipados com câmeras de visão noturna e um sistema de
reconhecimento automático de alvos que usa Inteligência
Artificial.
Graças a isso, o veículo é capaz de atingir o alvo mesmo que, durante o
mergulho, a comunicação seja interrompida pela atuação dos meios de supressão
eletrônica.
"Eles
se aproximam da área alvo a uma altitude de cerca de cinco quilômetros e depois
mergulham bruscamente. Grupos de fogo móveis em picapes armados com
metralhadoras são praticamente impotentes contra veículos que voam a essa
altitude", diz a publicação.
Em
agosto, um alto funcionário do Ministério da Defesa
da Ucrânia
admitiu que o país está atrás da Rússia na "corrida de
drones" e não conseguiu criar um interceptador para combater drones a
jato.
O
Ministério da Defesa da Rússia informou ontem (4) que o Exército russo realizou
um ataque bem-sucedido contra a ponte Severny (setentrional) em Kiev, que
estava sendo usada no transporte de tropas e na logística de cargas militares.
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Atingindo retaguarda, Exército russo enfraquece forças ucranianas no front, diz
professor
Os
ataques russos na infraestrutura da retaguarda estão minando as forças do
Exército da Ucrânia na frente de combate, disse o professor da Universidade de
Chicago, John Mearsheimer, em um canal no YouTube.
Conforme Mearsheimer, os ataques russos
não só causam enormes danos à economia, mas também destroem a infraestrutura
militar ucraniana, o que, por sua vez, enfraquece as forças de Kiev na linha de
frente.
Em
particular, o professor prestou atenção aos ataques aéreos russos bem-sucedidos
que danificam a infraestrutura de retaguarda da Ucrânia e "têm um
efeito devastador" sobre o país. Ao mesmo tempo, o professor
norte-americano expressou confiança de que a derrota da Ucrânia é apenas uma
questão de tempo.
"O
reforço da campanha aérea pelas tropas russas, combinado com ações ofensivas
contínuas e pressão na linha de frente, em algum momento forçará os ucranianos
a chegarem a um acordo para acabar com o conflito", acrescentou o
professor.
De
acordo com o Ministério da Defesa, no último dia, as tropas russas têm lutado
pela libertação dos assentamentos de Varvarovka, Nikolaevka, Lobanovka e
Reznikovo na área cercada da região de Carcóvia.
Além
disso, eles apertaram o cerco das Forças Armadas da
Ucrânia
no nordeste da região de Carcóvia e expandiram a zona de controle externo. O
inimigo perdeu mais de 1.395 soldados, nas últimas 24 horas.
Vale
ressaltar que, em resposta aos ataques contra civis, as Forças Armadas russas
atingem consistentemente centros de tomada de decisão e postos de comando, bem
como empresas que o regime de Kiev usa em conjunto com
especialistas da OTAN responsáveis pelo
fornecimento de componentes de material bélico, fornecendo inteligência e
direcionamento.
Fonte:
Sputnik Brasil

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