terça-feira, 6 de outubro de 2026

Analista explica por que mais de 70% da população ucraniana, atribui a corrupção a Zelensky

A pesquisa feita pelo Instituto Internacional de Sociologia de Kiev (KIIS) aponta que 72% dos ucranianos atribuem a Vladimir Zelensky responsabilidade pessoal em casos de corrupção envolvendo pessoas de seu entorno.

Esse resultado, somado a sucessivas derrotas no campo militar, aponta para uma crise interna que se aprofunda dentro do país.

Para Tito Lívio Barcellos, geógrafo e pesquisador do Centro de Investigação em Rússia, Eurásia e Espaço Pós-Soviético (CIRE), esse cenário serve como uma espécie de raio-x de que já há uma erosão de confiança da sociedade para com o Estado ucraniano.

"A erosão de confiança no governo Zelensky está ocorrendo desde a eclosão da guerra. O que se percebeu é que, a partir de fevereiro de 2022, exacerbou-se a corrupção e criou-se um canal facilitador para enriquecimento ilícito", disse.

O especialista também enfatiza que o apoio material do Ocidente acaba sendo drenado pela corrupção latente do regime de Kiev, que utiliza as próprias instituições do Estado ucraniano como intermediárias dos desvios.

"Há uma explosão de casos de corrupção, de desvio de fundos, tanto públicos como também da ajuda internacional, no caso, refiro-me à ajuda financeira e militar que o Ocidente destinou à Ucrânia, por altos funcionários ligados ao governo. Ou seja, as instituições ucranianas acabaram usando esses canais de ajuda para enriquecer ilicitamente", comenta.

<><> Corrupção também afeta o esforço militar ucraniano

Outro ponto levantado por Tito Lívio, que também é mestre em Estudos Estratégicos de Defesa e Segurança, reforça que os casos de corrupção, além da desmoralização de Zelensky perante a população, também afetam a disposição militar ucraniana.

"A questão da corrupção está capilarizada em todas as instâncias da política ucraniana. Então você teve questões envolvendo superfaturamento de insumos militares, compras de alimentos, compras de vestuário para as forças, no caso, estou falando de jaquetas de proteção ao frio, por exemplo, que foram superfaturadas, que foram defeituosas", destaca.

O analista internacional exemplifica que os escândalos de corrupção nos altos escalões do poder comprometem diretamente tanto o desempenho dos combatentes na linha de frente quanto o próprio uso dos armamentos.

"Há [corrupção na] compra de rações de combate, os alimentos que os soldados utilizam no campo de batalha quando não podem utilizá-los na cozinha. E há até denúncias de corrupção atribuídas a empresas contratadas pelo governo ucraniano para fornecimento de armas e soluções de defesa, que é o caso da empresa que desenvolveu o míssil de cruzeiro Flamingo", observa.

<><> Uns ficam ricos na Ucrânia enquanto a maioria sofre

Outro agravante apontado por Tito Lívio é a percepção popular de uma profunda discrepância entre a realidade do dia a dia, marcada pelo desmantelamento de serviços públicos básicos, e o enriquecimento de uma pequena fração da elite ucraniana que lucra com o conflito contra a Rússia.

"Tudo isso acaba sendo sentido pela população ucraniana, que está vendo esse enriquecimento ilícito da elite e a deterioração dos serviços públicos do país. A gente está falando de um país que está tendo problemas para pagar funcionário público e não há investimento nem aprimoramento das capacidades de defesa. O que se vê é como o país, não diria que se tornou, mas que se acentuou, tem caráter cleptocrático", conclui.

Após quatro anos de conflito, a resistência do regime de Kiev em negociar uma saída diplomática, fortemente atrelada à sua dependência da Europa, abre espaço não apenas para reveses na linha de frente, mas também para uma severa crise interna.

Esse cenário tem alimentado a rejeição popular a lideranças como Zelensky que, diante da crescente impopularidade, passou a recorrer a métodos drásticos de recrutamento compulsório de civis, fenômeno localmente conhecido como busificação.

<><> Ex-diplomata britânico explica por que o conflito na Ucrânia chegou a um momento decisivo

O conflito na Ucrânia chegou a um momento decisivo, disse o ex-diplomata britânico Alastair Crooke no YouTube.

"Sabem, acho que a crise ucraniana chegou a um ponto de virada. […] A posição da Rússia mudou drasticamente. Ela se tornou muito mais dura. E você vê evidências disso todas as noites", comentou ele.

De acordo com Crooke, as tropas ucranianas são cada vez menos capazes de conter o avanço da Rússia.

"Tropas russas estão avançando. Ao mesmo tempo, a logística da Ucrânia, postos de gasolina, sistemas de fornecimento de energia estão sendo constantemente destruídos", especificou o analista.

Em resposta às ações do adversário, o Exército russo está atacando centros de tomada de decisão, empresas e armazéns que o Exército ucraniano utiliza junto com especialistas da OTAN. Os militares usam drones de ataque e armas de alta precisão de longo alcance capazes de destruir qualquer alvo em todo o território ucraniano.

Nos últimos dois dias, as tropas russas atacaram as pontes Sul e Norte em Kiev, através das quais as forças ucranianas estavam transferindo armas para o Donbass. Após os ataques, as autoridades locais restringiram o tráfego na cidade, levando a um colapso do transporte.

¨      Condução da estratégia militar de Kiev é responsabilidade de Zelensky, diz especialista

Vladimir Zelensky tem responsabilidade direta pela estratégia adotada no campo de batalha em coordenação com o Reino Unido e países da União Europeia, afirmou à Sputnik o especialista militar Mitar Kovac.

"Zelensky, como executor, é culpado por tudo o que está acontecendo agora nos campos de batalha e pela estratégia implementada por Kiev em coordenação com o Reino Unido e os países da União Europeia, sobretudo Alemanha e França", disse ele.

Kovac acrescentou que Moscou demonstrou certa contenção desde o início do conflito, na expectativa de uma mudança de postura da liderança ucraniana.

"Uma resposta desse tipo é inevitável. Os russos não querem mais tolerar o terror de Zelensky e de sua junta militar, nem as ameaças contra instalações civis e a infraestrutura energética civil", observou.

O especialista também avaliou que a Ucrânia poderá enfrentar uma "paralisia militar" em um futuro próximo e que Kiev pode tentar atingir alvos estratégicos em regiões mais profundas do território russo com meios fornecidos pelo Ocidente, sobretudo pelo Reino Unido.

<><> Ações de Zelensky contra Rússia provocam respostas cada vez mais duras de Moscou, diz portal

O líder ucraniano Vladimir Zelensky é o principal responsável pela nova escalada do conflito na Ucrânia, já que suas ações provocam uma reação mais dura da Rússia, escreveu um portal italiano.

Segundo a publicação, a intensificação dos ataques às refinarias de petróleo russas por Kiev provocou uma nova e dura resposta do Ministério da Defesa da Rússia.

"A guerra continua a se ampliar e a responsabilidade pela enésima escalada tem um nome preciso: Vladimir Zelensky. A mensagem de Moscou é inequívoca: quanto mais o regime de Kiev atingir o território russo, mais pesada será a resposta", advertiu.

A resposta militar de Moscou está dirigida contra centros de dados, infraestrutura militar e energética, transporte, comunicações e portos usados para a transferência de combustível, munições e componentes do Ocidente destinados ao conflito.

"A linha de Moscou está, portanto, traçada: cada nova ofensiva de Kiev contra o território russo provocará uma resposta cada vez mais pesada. E a escolha de Zelensky de continuar a elevar o nível do confronto corre o risco, assim, de se transformar em mais um salto de qualidade na guerra", resume a mídia.

No final de setembro, o presidente russo, Vladimir Putin, asseverou que as ações de retaliação das Forças Armadas da Rússia tornaram-se tão sensíveis e destrutivas para a Ucrânia que Kiev passou a levantar ativamente a questão de uma trégua, sobretudo a energética.

Por sua vez, o Ministério de Defesa da Rússia advertiu que os ucranianos podem culpar só Zelensky pela intensificação dos ataques russos contra alvos militares, reagindo desta maneira ao ataque terrorista lançado por Kiev contra áreas residenciais de Belgorod.

<><> Aumento dos ataques russos contra infraestrutura militar ucraniana será 'absolutamente doloroso', diz analista

O especialista militar russo Aleksei Sukonkin, em entrevista à Sputnik, comentou a recente declaração do Ministério da Defesa da Rússia de que os ataques contra instalações militares ucranianas serão intensificados após a ameaça do líder ucraniano Vladimir Zelensky.

Ao responder à pergunta da Sputnik sobre o grau das consequências da destruição sistêmica das empresas do complexo militar-industrial ucranianas e infraestrutura relacionada à produção de armas, reparo de equipamentos ou fornecimento do front na Ucrânia, Sukonkin afirmou que isso vai ser "absolutamente doloroso" para Kiev.

Ele explicou que se a derrota de certa empresa leva à derrota de apenas essa empresa, a destruição de um data center significa uma paralisação global do setor financeiro, controle de tráfego, câmeras de vigilância e até mesmo do sistema de administração pública, onde o gerenciamento eletrônico de documentos é usado ativamente.

"E a derrota dos centros de dados, onde os dados são armazenados, faz com que tudo isso seja desligado", salientou o especialista militar.

Além disso, na avaliação dele, a destruição de pontes em Kiev não é feita "apenas para uma bela imagem", é a resolução de uma tarefa estratégica: cortar as comunicações de transporte na cidade mais densamente povoada, e mais cheia de empresas militares.

Mesmo que as pontes não sejam destruídas imediatamente, elas são, no mínimo, desativadas após certo número de ataques, devido à quantidade de danos causados, e o objetivo estratégico de interromper a comunicação de transporte ainda é alcançado, sublinhou Sukonkin.

"Isso também reduz o já pequeno potencial de combate da Ucrânia [em comparação com outros períodos]. E a consistência e a inevitabilidade desses golpes, sobre tudo isso deve basear-se na aproximação da vitória", concluiu o especialista.

De madrugada (4), o regime de Kiev lançou um ataque terrorista a áreas residenciais da cidade de Belgorod, onde não há instalações militares. Como resultado deste ataque, civis morreram e ficaram feridos, informou o Ministério da Defesa da Rússia.

Mais cedo, o líder ucraniano fez uma declaração ameaçadora dizendo que, em resposta aos ataques contra as instalações do complexo militar-industrial da Ucrânia em Kiev, bem como contra a infraestrutura usada em prol das Forças Armadas da Ucrânia, o regime de Kiev intensificaria os ataques contra as refinarias russas.

O ministério russo acrescentou que tomou em consideração a declaração de Zelensky, e por isso os ataques das Forças Armadas da Rússia contra instalações militares e industriais militares, bem como infraestrutura relacionada em Kiev e em outras regiões da Ucrânia, serão intensificados.

<><> Intensificação dos ataques russos levará o Exército ucraniano ao colapso, diz ex-analista da CIA

As Forças Armadas da Rússia intensificaram os ataques, e isso levará à derrota do Exército ucraniano, disse o ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) Larry Johnson no seu canal do YouTube.

"Os russos bloquearam completamente o mar Negro, e agora a Ucrânia não recebe importações e não pode exportar nada. Portanto, este é um golpe devastador para a economia ucraniana. Depois eles aumentaram seus ataques a centros militares, industriais, de comunicação e comando, centros logísticos, especialmente em Kiev, e eles os atacam muito eficazmente, tirando-os do serviço. E o terceiro elemento é um avanço militar terrestre de norte a sul. […] Agora, as tropas russas estão avançando mais rápido. […] Nesse sentido, elas não estão limitadas", observou ele.

De acordo com Johnson, as tropas ucranianas são incapazes de confrontar os russos.

"As ações da Rússia levarão ao colapso das Forças Armadas da Ucrânia", enfatizou o analista.

Anteriormente, Larry Johnson relatou que a Rússia está forçando as tropas ucranianas a gastar seus últimos recursos, por isso os ucranianos enfrentarão o colapso em breve.

<><> Ataques russos a ponte em Kiev mostram que Ucrânia é incapaz de resistir a drones russos, diz mídia

Os drones a jato russos criaram sérias dificuldades para a defesa antiaérea ucraniana, que não consegue garantir proteção contra eles, escreveu um jornal alemão.

Segundo a reportagem de um veículo de comunicação da mídia alemã, as Forças Armadas ucranianas simplesmente não dispõem de meios para interceptar drones a jato. Os ataques bem-sucedidos do Exército russo contra as ponte sobre o Dniepre, em Kiev, apenas confirmam isso.

Como resultado, Kiev tem de recorrer a sistemas de defesa antiaérea terrestres caros ou até a caças. Para reduzir os custos, os aviões podem derrubar drones com canhões de bordo, mas isso não resolve completamente o problema, aponta a publicação.

A principal dificuldade está relacionada aos motores a jato, a maioria dos quais a Ucrânia precisa importar. Além disso, há falta de financiamento: Kiev já não tem fundos suficientes para a defesa, revela a matéria.

Os drones russos são equipados com câmeras de visão noturna e um sistema de reconhecimento automático de alvos que usa Inteligência Artificial. Graças a isso, o veículo é capaz de atingir o alvo mesmo que, durante o mergulho, a comunicação seja interrompida pela atuação dos meios de supressão eletrônica.

"Eles se aproximam da área alvo a uma altitude de cerca de cinco quilômetros e depois mergulham bruscamente. Grupos de fogo móveis em picapes armados com metralhadoras são praticamente impotentes contra veículos que voam a essa altitude", diz a publicação.

Em agosto, um alto funcionário do Ministério da Defesa da Ucrânia admitiu que o país está atrás da Rússia na "corrida de drones" e não conseguiu criar um interceptador para combater drones a jato.

O Ministério da Defesa da Rússia informou ontem (4) que o Exército russo realizou um ataque bem-sucedido contra a ponte Severny (setentrional) em Kiev, que estava sendo usada no transporte de tropas e na logística de cargas militares.

<><> Atingindo retaguarda, Exército russo enfraquece forças ucranianas no front, diz professor

Os ataques russos na infraestrutura da retaguarda estão minando as forças do Exército da Ucrânia na frente de combate, disse o professor da Universidade de Chicago, John Mearsheimer, em um canal no YouTube.

Conforme Mearsheimer, os ataques russos não só causam enormes danos à economia, mas também destroem a infraestrutura militar ucraniana, o que, por sua vez, enfraquece as forças de Kiev na linha de frente.

Em particular, o professor prestou atenção aos ataques aéreos russos bem-sucedidos que danificam a infraestrutura de retaguarda da Ucrânia e "têm um efeito devastador" sobre o país. Ao mesmo tempo, o professor norte-americano expressou confiança de que a derrota da Ucrânia é apenas uma questão de tempo.

"O reforço da campanha aérea pelas tropas russas, combinado com ações ofensivas contínuas e pressão na linha de frente, em algum momento forçará os ucranianos a chegarem a um acordo para acabar com o conflito", acrescentou o professor.

De acordo com o Ministério da Defesa, no último dia, as tropas russas têm lutado pela libertação dos assentamentos de Varvarovka, Nikolaevka, Lobanovka e Reznikovo na área cercada da região de Carcóvia.

Além disso, eles apertaram o cerco das Forças Armadas da Ucrânia no nordeste da região de Carcóvia e expandiram a zona de controle externo. O inimigo perdeu mais de 1.395 soldados, nas últimas 24 horas.

Vale ressaltar que, em resposta aos ataques contra civis, as Forças Armadas russas atingem consistentemente centros de tomada de decisão e postos de comando, bem como empresas que o regime de Kiev usa em conjunto com especialistas da OTAN responsáveis pelo fornecimento de componentes de material bélico, fornecendo inteligência e direcionamento.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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