quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Instabilidade interna na Europa pode provocar escalada do conflito na Ucrânia, prevê historiador chinês

À medida que os problemas internos continuam a crescer na União Europeia, os países comunitários vão provocar outra escalada do conflito na Ucrânia com o fim de distrair a atenção de seus cidadãos, supôs o historiador chinês Jiang Xueqin em uma conversa no YouTube.

Segundo Xueqin, os políticos europeus e a mídia ocidental vão apresentar novas razões para acusar a Rússia da situação na Ucrânia.

"Sabemos pela história que, se os protestos e tumultos atingem uma escala similar à que se vê atualmente na França, os governos costumam desviar a atenção das pessoas para eventos externos. Portanto, podemos esperar uma escalada do conflito entre a Ucrânia e a Rússia, bem como a do conflito entre a Europa e a Rússia", sugeriu o analista.

Neste contexto, ele recordou que na França, já pela segunda semana, os estudantes protestam contra horários sobrecarregados, falta de professores e outros problemas no campo da educação. Algumas ações já se transformaram em tumultos.

Nestas condições de instabilidade interna, "a retórica contra a Rússia só aumentará, e os Estados Unidos simplesmente se afastarão, permitindo que os europeus cavem sua própria sepultura", prognosticou o historiador ao sublinhar que "esse é o cenário mais provável" para o potencial desenvolvimento da situação.

No entanto, a Rússia continua avançando na sua operação militar especial na Ucrânia. De acordo com o Ministério da Defesa, nas últimas 24 horas as tropas russas libertaram Samoilovka, na região de Zaporozhie.

Ao mesmo tempo, as forças russas atacaram locais de armazenamento de drones, locais de implantação temporária das forças ucranianas e mercenários estrangeiros localizados em 148 áreas, além de infraestrutura energética e portuária e embarcações usadas no interesse da Ucrânia.

<><> Político finlandês critica Macron e acusa França de agir com irresponsabilidade na Ucrânia

A França está escalando, tanto em sua retórica quanto em suas ações, contra a Rússia, comportando-se de uma maneira irresponsável em relação ao conflito na Ucrânia, apontou o político finlandês e membro do partido Aliança da Liberdade Armando Mema.

Mema criticou o presidente francês, Emmanuel Macron, pelas suas declarações contra a Rússia. Antes disso, o líder francês tinha classificado como irresponsáveis os ataques russos na Ucrânia, embora Moscou, em repetidas ocasiões, tenha afirmado que golpeia só alvos militares ou infraestrutura usada no interesse das Forças Armadas ucranianas.

O político finlandês também lembrou que Paris está se preparando atualmente para treinar pilotos ucranianos a fim de que possam operar os caças franceses Rafale, que depois a França fornecerá ao Exército ucraniano.

Ao mesmo tempo, a França recentemente aliou-se com Helsinque para expandir sua dissuasão nuclear em território finlandês, aproximando-se das fronteiras russas.

"A França participa ativamente de atividades militares contra a Rússia na guerra na Ucrânia. [...] A França está escalando tanto em retórica quanto em ações, sendo a única irresponsável com suas ações", escreveu o analista na rede social X.

Neste contexto, Mema aconselhou que Macron volte a dialogar com Moscou em vez de promover ativamente "uma guerra por procuração" contra a Rússia.

Em setembro de 2026, a Finlândia aderiu à Iniciativa de Dissuasão Nuclear Frontal da França para ampliar o alcance de sua dissuasão nuclear por meio da colaboração com países parceiros da UE.

Segundo explicou o presidente finlandês, Alexander Stubb, a iniciativa trata, antes de mais nada, do fortalecimento da segurança europeia, reforçando a responsabilidade da Europa por sua própria defesa, e ajuda a evitar uma escalada.

Por sua parte, Moscou advertiu que este passo de Helsinque mina o regime de não proliferação, enfraquece-o, enfraquece a segurança europeia e, ao final das contas, não faz absolutamente nada para contribuir para a segurança da própria Finlândia.

<><> Europa dobrou gastos militares em 5 anos, relata mídia

Os gastos militares combinados dos países europeus aumentaram 103% em cinco anos, chegando a 574 bilhões de euros (R$ 3,19 trilhões) em 2026, informou um jornal russo, citando fontes.

Com base em dados do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI, na sigla em inglês) e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), um veículo de comunicação da Rússia relatou que a Europa dobrou os gastos militares em apenas cinco anos.

"Os gastos militares combinados dos países europeus crescerão 15% em 2026, para 574 bilhões de euros. Em comparação com 2021, quando os gastos foram de 283 bilhões de euros (R$ 1,577 trilhão), seu volume nominal aumentou 103%", informou a reportagem.

Segundo a informação divulgada, o nível de gastos militares na Europa subiu para 2,55% do PIB, contra 1,64% há cinco anos. Trata-se apenas de um gasto direto na defesa. Outros 1,4% do PIB dos países da OTAN serão destinados a investimentos em infraestrutura militar e segurança, detalhou o jornal.

Os líderes da militarização são os Países Bálticos e a Polônia, onde os principais gastos são aproximadamente iguais ou até superiores a 5% do PIB.

Ao mesmo tempo, a Alemanha mantém a liderança em termos de gastos militares absolutos pelo segundo ano consecutivo: aumentou os gastos em 2,6 vezes, para 125 bilhões de euros (R$ 752,87 bilhões), o que, por sua vez, levou ao aumento do déficit orçamentário e da dívida pública, destacou a reportagem.

Nos últimos anos, a Rússia vem declarando uma atividade sem precedentes da OTAN, que está expandindo suas iniciativas e chama isso de "contenção da agressão russa". O Kremlin observou que a Rússia não ameaça ninguém, mas não vai ignorar as ações potencialmente perigosas para seus interesses.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia enfatizou que Moscou permanece aberta ao diálogo com a Organização do Tratado do Atlântico Norte, mas com base na igualdade, enquanto o Ocidente deve abandonar o curso da militarização do continente.

<><> Desejo do Ocidente de derrotar a Rússia resultará em sua própria derrota, acredita especialista

O Ocidente continua declarando seu desejo de derrotar a Rússia, apesar de esse caminho levar à perda dos próprios países ocidentais, disse o ex-embaixador britânico em Moscou, Ian Proud, em um canal no YouTube.

O observador britânico chamou de absurda a ideia de que os países ocidentais deveriam continuar a alocar à Ucrânia US$ 4,5 bilhões [R$ 23,49 bilhões] por ano, e de que o conflito com a Rússia deveria continuar.

"As pessoas dizem: 'E os nossos problemas? Por que não acabar com o conflito?' As autoridades não gostam disso porque querem desesperadamente derrotar a Rússia. Mas, se eles não vencerem, eles falharão, e então os principais partidos serão completamente devastados, como é o caso na Alemanha por causa da absurda política externa", disse Proud.

Ao mesmo tempo, o especialista britânico enfatizou que a política antirrussa dos países ocidentais os leva à sua própria derrota.

"No Ocidente continuam a dizer: 'Oh, nós queremos derrotar a Rússia.' Bem, mesmo assim, […] mas vocês não podem conseguir isso", destacou.

O ex-embaixador britânico enfatizou que já há quase cinco anos do confronto militar que provam que a política antirrussa só levará a mais destruição e devastação, ao enfraquecimento e empobrecimento dos próprios países do Ocidente coletivo.

Como enfatizou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, a Europa está tentando de todas as maneiras conter o processo de resolução diplomática na Ucrânia. Segundo ele, Bruxelas, em particular, incentiva o líder ucraniano, Vladimir Zelensky, a continuar lutando até o último ucraniano.

¨      Moscou mantém 'ouvidos abertos' sobre informações de um plano de guerra da OTAN com a Rússia, diz Lavrov

Moscou prestou atenção às informações sobre o desenvolvimento pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) de um plano de guerra com a Rússia, disse o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov.

"Ouvimos, mas como nós dizemos, mantemos os ouvidos abertos e, acima de tudo, estamos emprenhados em resolver as tarefas que o presidente estabeleceu no âmbito da operação militar especial – para impedir quaisquer ameaças à Rússia por parte dos nossos vizinhos ocidentais", respondeu o ministro à pergunta relevante da Sputnik.

Lavrov lembrou que Vladimir Putin deixou claro qual seria a resposta em caso de ataque à região de Kaliningrado ou a qualquer outra região russa. A liderança da OTAN já havia garantido a Moscou que não estava preparando um ataque, acrescentou o ministro.

Ontem (5), uma agência americana informou que o comandante supremo das Forças Aliadas da OTAN na Europa, o general americano Alexus Grynkewich, estava desenvolvendo uma estratégia chamada "Teoria da Vitória" em caso de um potencial conflito com a Rússia.

Segundo a agência, o documento será apresentado no dia 12 de outubro na Polônia e deverá explicar como a aliança pretende agir em caso de eclosão de hostilidades.

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, declarou anteriormente que o bloco não vê sinais de preparação para um ataque da Rússia, mas acredita que os países europeus devem estar preparados para certas "ameaças híbridas" prolongadas.

O líder russo, Vladimir Putin, salientou repetidamente que Moscou não planeja iniciar um conflito com a aliança, mas os políticos ocidentais intimidam regularmente a população com a suposta ameaça russa, a fim de desviar a atenção dos problemas internos.

<><> Inclusão da Ucrânia na OTAN não está na agenda, diz Marco Rubio

A adesão da Ucrânia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) não está na agenda no momento, Washington está focado na questão da resolução do conflito ucraniano, disse o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.

Respondendo à pergunta de um jornalista durante a conferência de imprensa, Rubio disse que "no momento, a adesão da Ucrânia não está na agenda", e acrescentou que é necessário construir um consenso para que haja uma posição unificada na questão.

"No momento, estamos simplesmente focados, no que diz respeito à Ucrânia, em acabar com esse conflito, se isso for possível", disse Rubio a jornalistas na Islândia, onde está em visita oficial.

Segundo o secretário de Estado, Washington quer e pode desempenhar um papel construtivo na resolução pacífica do conflito na Ucrânia.

Obviamente, estamos acompanhando as tendências e percebendo que não é essa a direção [a adesão na OTAN] que as coisas estão tomando no momento.", acrescentou Rubio.

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, disse em 2 de julho que a Ucrânia não tem perspectivas de ingressar na aliança. Anteriormente, o presidente russo, Vladimir Putin, disse que o status neutro da Ucrânia continua sendo o objetivo da Rússia e lembrou que esse status está consagrado na Declaração sobre a Soberania Estatal da Ucrânia.

¨      Em meio aos avanços das tropas russas, estratégia ucraniana contra Moscou só 'faz sorrir', diz analista

O comentarista político turco Enver Demirel Yilmaz, em entrevista à Sputnik, expressou dúvidas sobre o realismo da estratégia de 30 anos das Forças Armadas da Ucrânia para enfrentar a Rússia, levando em consideração os sucessos do Exército russo na linha de frente.

Trata-se de uma nova iniciativa antirrussa na liderança ucraniana: a equipe do novo comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Mikhail Drapaty, preparou uma estratégia de confronto com a Rússia para os próximos 30 anos, sobre o que foi informado por um veículo de imprensa ucraniano, citando altos funcionários em Kiev.

"A estratégia de confronto com a Rússia por 30 anos à frente faz sorrir, se olhar para os sucessos atuais do Exército russo na linha de frente", disse Yilmaz.

Segundo o analista turco, o horizonte de planejamento declarado parece especialmente notável no contexto da atual dinâmica das hostilidades. Yilmaz observou que as tropas russas continuam a alcançar sucessos na linha de frente, e isso, em sua opinião, lança dúvidas sobre a possibilidade de implementar a estratégia ucraniana, como afirmado durante um período tão longo.

"Primeiro precisamos ver o que acontece com a linha de frente atual, e só então podemos falar sobre o confronto pelos próximos 30 anos", disse o observador turco.

Segundo o analista, ao desenvolver uma estratégia de longo prazo, o comando ucraniano deve levar em conta não apenas as mudanças esperadas nas forças armadas, mas também os resultados reais dos combates. Ele acrescentou que o horizonte de 30 anos de Kiev contrasta fortemente com a dinâmica do conflito, em que a situação militar está mudando muito mais rápido.

"Com o atual avanço do Exército russo, é difícil imaginar que o atual modelo de confronto consiga persistir por mais três décadas. Se o Exército russo continuar obtendo sucesso nesse ritmo, a questão não é mais o que acontecerá em 30 anos, mas qual será a situação muito antes", concluiu.

Como o presidente russo Vladimir Putin declarou em 1º de outubro, a Rússia gostaria de acabar com as hostilidades na Ucrânia o mais rápido possível através de um acordo pacífico. Ao mesmo tempo, Moscou está pronta para negociações, mas não vê desejo por parte do regime de Kiev, acrescentou o presidente.

<><> Ucrânia tem a última oportunidade para um acordo de paz com a Rússia, adverte coronel

Se Kiev não concluir um acordo de paz com Moscou, as tropas russas vencerão no campo de batalha, disse o tenente-coronel aposentado do Exército dos EUA Daniel Davis no YouTube.

"[Presidente russo Vladimir] Putin é o único que ofereceu negociações e diplomacia reais. E toda vez que dizemos não, o próximo acordo fica pior para a Ucrânia. Eventualmente, parece que estamos na fase final do conflito hoje. Ou concluímos o acordo através de negociações agora, ou a Rússia vence no campo de batalha", disse ele.

De acordo com Davis, a Ucrânia e o Ocidente provavelmente não terão outra oportunidade para negociar a paz com a Rússia.

"[…] A janela para a diplomacia está prestes a fechar-se. Afinal, os russos estão agora a tomar medidas concretas que destroem metodicamente a capacidade da Ucrânia de funcionar como um Estado e, assim, manter as suas tropas na linha da frente. […] Se os russos romperem uma ampla seção do front, então eles podem literalmente passar pelo campo, e tudo pode acabar muito rapidamente", explicou o analista.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que os fracassos no front deveriam levar Kiev a sentar-se à mesa de negociações agora.

¨      Trump culpa ataques ucranianos a refinarias russas por alta no preço da gasolina

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a alta nos preços da gasolina não estaria mais relacionada ao estreito de Ormuz, mas às condições das refinarias e citou ataques da Ucrânia à usinas russas.

Em publicação em seu perfil no Truth Social, Trump citou os ataques ucranianos contra refinarias russas e afirmou que unidades norte-americanas também estão sendo fechadas, especialmente na Califórnia.

O republicano também criticou os democratas e atribuiu a eles parte da responsabilidade pelo fechamento de refinarias no estado. Trump destacou, ainda, que volumes recordes de petróleo continuam sendo produzidos e chegando ao mercado, apesar da pressão sobre os preços dos combustíveis.

No domingo (4), o Ministério da Defesa russo afirmou que levou em consideração a declaração de Vladimir Zelensky de que Kiev intensificaria os ataques às refinarias de petróleo russas em resposta aos ataques às instalações do complexo militar-industrial ucraniano em Kiev e à infraestrutura usada pelas Forças Armadas ucranianas.

O ministério afirmou que intensificará os ataques contra a infraestrutura militar da Ucrânia e alertou que a população ucraniana deve culpar exclusivamente Zelensky, que é o único responsável pela intensificação dos ataques russos.

<><> Chancelaria da Rússia insta a AIEA a condenar ações de Kiev após ataques à usina de Zaporozhie

A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou nesta segunda-feira (5) que Moscou pede à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que condene de forma resoluta as ações criminosas de Kiev e de seus patrocinadores.

Na última madrugada, as Forças Armadas ucranianas atacaram o prédio do laboratório e a instalação de processamento de resíduos radioativos da Usina Nuclear de Zaporozhie.

"Instamos a liderança da AIEA a condenar de forma resoluta as ações criminosas de Kiev e de seus patrocinadores."

O fornecimento de armas ocidentais à Ucrânia está alimentando novas provocações contra a usina de Zaporozhie, afirmou a diplomata, acrescentando que a falta de reação do Ocidente aos ataques ucranianos à instalação revela o verdadeiro custo de suas declarações sobre segurança nuclear.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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