segunda-feira, 5 de outubro de 2026

O impacto devastador do El Niño no Corredor Seco da América Central

Juan Estanislao Muñoz está acostumado com secas intensas. Mas ele garante que a seca atual não tem precedentes.

"Tenho 61 anos e nunca, na minha vida, vi uma seca como esta", afirma ele. "Não haverá colheita, não haverá nada."

Muñoz é agricultor e mora com um sobrinho na comunidade das Chácaras no Departamento de Choluteca, no sul de Honduras.

Sua casa fica no Corredor Seco da América Central, uma faixa de terra que atravessa parte da Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicarágua e Costa Rica.

Mais de 10 milhões de pessoas moram na região. Ali, mais de 70% da população rural vive na pobreza e mais de um milhão de crianças sofrem atraso de crescimento causado pela desnutrição, segundo a ONU.

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E, nesta região já tão vulnerável, o fenômeno El Niño se soma às mudanças climáticas, agravando a escassez de água e levando milhares de famílias a uma situação de emergência e desespero.

O El Niño é uma variação natural que ocorre a cada dois a sete anos, elevando as temperaturas superficiais de uma vasta zona do Pacífico.

O fenômeno dura cerca de um ano e altera os padrões dos ventos e chuvas em todo o mundo. Com isso, aumenta a probabilidade de secas e incêndios florestais, em algumas regiões do planeta, e de chuvas torrenciais e inundações, em outras.

Uma das medidas empregadas para medir o aquecimento do oceano Pacífico indica que o El Niño atual é o mais forte desde 1900, segundo afirmou à BBC o Serviço Meteorológico do Reino Unido.

Os impactos do fenômeno já causam estragos no Corredor Seco da América Central, onde milhões de famílias da zona rural dependem da agricultura de subsistência para produzir milho e feijão.

Os agricultores da região costumam cultivar o solo duas vezes por ano. Um primeiro ciclo ocorre entre maio e agosto e um segundo, chamado de ciclo final, entre agosto e dezembro.

"Na primeira colheita, não tivemos nada. Agora, a terra está limpa para o plantio, mas, se não chover, não teremos produção de milho", conta Muñoz.

"Tenho uma vaca, mas, agora, ela não está comendo pasto, mas sim terra, folhas... O gado aqui está morrendo de sede e de fome."

<><> Fenômeno global

A diretora regional do Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA) para a América Latina, Lena Savelli, acaba de visitar Honduras.

"O que mais me impressionou foi observar como a seca transformou completamente a paisagem e a vida das pessoas", contou ela à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

"Visitei Choluteca, uma comunidade onde o rio que abastecia famílias inteiras há anos, hoje, é simplesmente um caminho cheio de terra e pedras."

"Conversei com agricultores que perderam grande parte das suas colheitas de milho e feijão porque as chuvas nunca chegaram como eles esperavam", relata Savelli.

Somente em Honduras, o número de pessoas com insegurança alimentar poderá aumentar de 1,4 para 1,9 milhão, devido à seca associada ao El Niño, segundo Savelli.

"Isso significa que cerca de 500 mil pessoas a mais poderão enfrentar dificuldades de acesso a alimentos em quantidade suficiente", alerta ela.

O PMA estima que, em toda a América Central, 4,2 milhões de pessoas poderão entrar em insegurança alimentar devido ao El Niño.

Na América Latina e no Caribe em geral, o PMA declarou que pelo menos 16 milhões de pessoas a mais poderão sofrer oferta insuficiente de alimentos, devido ao fenômeno climático.

E, em nível global, o El Niño poderá elevar o número de pessoas em situação de insegurança alimentar aguda de 225 milhões para 274 milhões — ou seja, um aumento de 49 milhões de pessoas.

<><> O sr. Lorenzo e dona Rosa

Em coordenação com os governos centro-americanos, o PMA distribuiu, desde março deste ano, uma ajuda antecipada para mais de 400 mil pessoas no Corredor Seco.

Estas ações antecipadas incluem pagamentos em dinheiro (equivalentes a US$ 150 por mês, cerca de R$ 785) e sacos de alimentos. Seu propósito é impedir que as famílias tomem medidas desesperadas, como endividar-se, reduzir o consumo de alimentos ao mínimo ou vender seu gado, explica Savelli.

"Agora que a seca já chega com força, estamos fornecendo assistência em dinheiro a mais de 470 mil pessoas afetadas na América Central, para cobrir suas necessidades mais urgentes", segundo ela.

Muñoz é um dos agricultores que recebem ajuda do PMA. E também o sr. Lorenzo e dona Rosa, um casal que mora com seus netos em Choluteca e de quem Savelli se recorda particularmente.

O sr. Lorenzo e dona Rosa passaram anos cultivando milho e feijão e, graças ao seu trabalho, conquistaram uma vida estável.

"Aqui era bonito", conta Lorenzo Carranza Hernández. "Tirava até 60, 70 cargas de milho e gerenciava três silos."

"Não havia luxos, mas meus filhos nunca foram para a escola descalços. Agora, há muitas crianças assim. Com El Niño, a vida é difícil."

Lorenzo não consegue trabalhar devido às complicações do seu diabetes. Sua esposa, Rosa Arístides, conta que seus filhos "se viram por aí" e ajudam "a comprar remédios".

"Aqui, todos nós somos vulneráveis", segundo dona Rosa.

"Os poços de água não têm nada, o que prejudicou a todos. Estamos muito aflitos porque a chuva não quer voltar e os poços estão se esgotando."

"Nos meus 65 anos, nunca havia acontecido isso", lamenta ela. "Só podemos esperar que Deus nos dê a bênção, porque Ele é o único que não deixa ninguém desamparado."

<><> 'Às vezes, me ponho a chorar'

A situação também é crítica em outras regiões de Honduras e no restante do Corredor Seco.

Lidia Ochoa mora na aldeia de Los Piches, na municipalidade de San Lorenzo (Departamento hondurenho de Valle).

"Às vezes, me ponho a chorar", conta ela à agência de notícias AFP. "Às vezes comemos, às vezes não."

"Comemos com uma tortilha e não voltamos a comer mais porque tudo está caríssimo. Nunca havíamos visto algo parecido."

Darwin Cruz também mora em San Lorenzo. Desde que a seca se intensificou, em junho, ele precisou vender duas das suas vacas leiteiras e outra morreu.

Sobraram três, que produzem 25% do leite habitual. E, com esta receita reduzida, ele precisa alimentar sua esposa e suas duas filhas.

O que ele fará se a chuva não vier? "Vender minhas vaquinhas", declarou ele à AFP.

A situação também é sombria em comunidades de El Salvador.

Em El Matazano, no leste do país, a cisterna que fornecia água a cerca de 50 famílias também permitia criar cerca de 1 mil tilápias para consumo e venda. Agora, não há mais peixes e a água é armazenada para usos prioritários.

"Está nos prejudicando porque... não estamos consumindo tilápia e também financeiramente, porque era um sustento", afirmou María del Carmen Portillo à agência AFP.

Na Guatemala, a líder indígena Elvira Pasá mora em uma aldeia no município de Cunén, no norte do país. Ela declarou à AFP que "todas as colheitas de milho serão perdidas".

"A verdade é que já estou ficando com medo, pois não sabemos com o que iremos viver."

<><> As diversas faces da crise

Um relatório publicado em agosto por diversas agências de ajuda, incluindo a Oxfam e a Ação contra a Fome, fez um levantamento em 58 municípios da Guatemala, Honduras e El Salvador.

De cerca de 73 mil lares que semearam milho no primeiro ciclo em 2026, mais de 70 mil relataram perdas. E 78,6% desses lares perderam entre 75 e 100% da sua colheita.

O relatório acrescenta outro fator agravante. Segundo as entidades, "diversas comunidades relataram o regresso de pessoas migrantes deportadas ou que retornam sem dinheiro, o que aumenta a pressão sobre os recursos, que já são escassos".

O fenômeno El Niño atual não é apenas uma crise de agricultura ou de alimentação. Ele afeta as famílias do Corredor Seco de diversas formas.

O relatório da Oxfam recolheu o testemunho a seguir no Departamento hondurenho de Lempira:

"O centro de saúde não tem medicamentos; as pessoas precisam de ajuda para comprar alimentos ou remédios."

"Na escola, a merenda escolar não chega há dois anos. As pessoas que migraram em anos anteriores estão regressando e a comunidade não recebe mais remessas" de dinheiro.

"As famílias... não têm mais reservas... elas devem ainda os adubos do primeiro plantio e não têm dinheiro para semear o ciclo final."

Este testemunho ilustra a "sequência completa da crise", segundo o relatório: perda de colheita, esgotamento de reservas, interrupção de remessas, endividamento agrícola e debilitação simultânea dos serviços básicos de saúde e educação.

O documento destaca que casos como estes foram reiteradamente documentados em mais de 300 comunidades avaliadas.

<><> Médio e longo prazo

Os governos centro-americanos ativaram programas de emergência frente ao El Niño. Eles incluem distribuição de alimentos e linhas de crédito para os agricultores.

Em colaboração com a FAO, por exemplo, o governo de El Salvador distribuiu "kits agrícolas", que incluem sementes de milho mais resistentes à seca.

Savelli destaca que "a melhor resposta é aquela que ajuda as pessoas antes que elas percam suas colheitas, sua receita ou suas fontes de água".

E, para isso, é fundamental que as ações de emergência sejam acompanhadas por medidas de mais longo prazo.

"O El Niño não pode mais ser observado como um fenômeno isolado", afirma a diretora regional do PMA.

"As famílias com quem conversei em Choluteca contaram que as chuvas são cada vez mais imprevisíveis e que as temporadas agrícolas não se comportam mais como antes."

"A médio e longo prazo, na América Central, é fundamental continuar construindo sobre os importantes avanços que os governos já estão impulsionando para fortalecer a resiliência das comunidades frente aos fenômenos climáticos extremos", explica Lena Savelli.

"Isso inclui investimentos em sistemas de alerta precoce, gestão dos recursos hídricos, proteção social e outras medidas que ajudem as famílias e os agricultores a enfrentar melhor as secas e inundações."

O PMA projeta que os impactos do El Niño serão verificados com mais força nos meses de novembro e dezembro. E suas repercussões prosseguirão por boa parte de 2027.

Na comunidade das Chácaras, em Choluteca, a terra continua preparada e os agricultores não perdem a esperança de voltar a semear.

A água que eles bebem costuma vir do poço mais próximo, que agora está esgotado. Por isso, eles precisam caminhar por 20 minutos até um outro poço, que também está secando.

"Se este poço acabar, estamos fritos", afirma Juan Estanislao Muñoz. "Precisamos ir buscar água onde ela estiver."

¨      Como o El Niño está alterando a temporada de furacões

Se este fosse um ano como os outros, alguns furacões já teriam se formado no Oceano Atlântico. Em 2005, por exemplo, um dos anos em que mais se registraram furacões, cinco deles já haviam atravessado o Oceano Atlântico nessa época do ano, incluindo o Katrina, um dos mais devastadores da história dos Estados Unidos.

Mas 2026 tem sido diferente. Até o dia 23 de setembro, apenas seis tempestades tropicais haviam se formado no Atlântico Norte, e nenhuma delas se intensificou a ponto de se tornar um furacão. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), esta é a primeira vez que isso acontece desde o início do monitoramento por satélite, em 1966.

"Na era dos satélites, nunca tivemos um ano sem furacões", afirmou Matthew Rosencrans, meteorologista responsável pelas previsões da temporada de furacões no Centro de Previsão Climática da NOAA. "Seria uma situação inédita."

Em grande parte, isso se deve à atual fase da "Oscilação Sul-El Niño", um ciclo de mudanças nos ventos e nas temperaturas da superfície do Oceano Pacífico que influencia padrões climáticos em todo o mundo e é considerado um dos principais fatores que determinam a atividade de furacões. Meteorologistas afirmam que o El Niño deste ano poderá estar entre os mais intensos já registrados.

<><> Furacão, tufão ou ciclone: qual é a diferença?

O Centro de Previsão Climática da NOAA informou que a energia ciclônica acumulada das tempestades tropicais deste ano – índice que leva em conta duração e intensidade das tempestades – atingiu níveis historicamente baixos para esta altura da temporada, cujo pico costuma ocorrer em 10 de setembro.

Nenhuma das seis tempestades registradas até agora alcançou ventos de, pelo menos, 119 quilômetros por hora, limite necessário para ser classificada como furacão de categoria 1 – capaz de provocar danos leves a casas, árvores e outras estruturas.

A denominação dessas tempestades varia conforme a região. No Atlântico Norte e no Pacífico Oriental, elas são chamadas de furacões. No Pacífico Ocidental, especialmente no leste da Ásia, recebem o nome de tufões. Já no Oceano Índico e no Pacífico Sul, geralmente são classificadas como ciclones.

<><> Como o El Niño afeta os furacões no Atlântico?

Dados mais recentes da NOAA mostram que o El Niño continua se fortalecendo. O aumento da temperatura da superfície do mar na região-chave do Pacífico já supera 3 °C, o que indica um episódio considerado "muito forte" nos próximos seis meses e favorece uma temporada de furacões abaixo da média no Atlântico.

Quase toda a atividade de ciclones tropicais no Atlântico ocorre entre 1º de junho e 30 de novembro, embora furacões possam se formar em outras épocas do ano. Meteorologistas alertam, porém, que a calmaria observada até agora não elimina o risco da ocorrência de um grande furacão antes do fim da temporada.

O padrão climático natural do El Niño reaparece, em média, a cada dois a sete anos e seus efeitos podem durar até um ano. Durante esse período, os ventos alísios – constantes e úmidos que sopram das regiões subtropicais (altas pressões) em direção à linha do Equador (baixas pressões) – enfraquecem e, em alguns casos, chegam a inverter sua direção. Essas alterações afetam a umidade, deslocam a corrente de jato atmosférica e dificultam a formação de tempestades no Atlântico.

Segundo a NOAA, quando furacões se formam durante anos de El Niño, eles tendem a surgir próximos à costa leste dos Estados Unidos e ao Golfo do México. Isso reduz o tempo disponível para que alcancem grande intensidade, mas também diminui o prazo de preparação das comunidades costeiras.

"As formações em áreas profundas dos trópicos são prejudicadas pelo forte cisalhamento do vento", explicou Rosencrans. O termo se refere às mudanças bruscas na velocidade ou na direção dos ventos em diferentes altitudes, capazes de interromper o desenvolvimento das tempestades. "Quanto mais intenso o evento de El Niño, mais forte tende a ser o cisalhamento do vento."

<><> Tufões do Pacífico mudam de rota e seguem ao norte

Durante episódios de El Niño, o cisalhamento vertical dos ventos, ou "windshear" em inglês, costuma ser menos intenso no Pacífico central e oriental. Somado às águas mais quentes da região, que fornecem calor e umidade para alimentar as tempestades, isso geralmente resulta em um aumento da atividade de ciclones tropicais.

O Pacífico já registrou vários furacões de grande intensidade este ano, incluindo o Polo, que nesta semana se transformou em um dos ciclones mais poderosos observados na região em décadas, impulsionado em parte pelo El Niño.

"Normalmente, o El Niño faz com que as tempestades se formem mais a leste, em direção à Linha Internacional de Data [uma linha imaginária na superfície terrestre que marca a mudança de um dia para o outro] e às Ilhas Marshall", afirmou Rosencrans, prevendo uma temporada acima da média no Pacífico. "Isso significa que essas tempestades têm mais tempo de vida antes de atingir grandes massas de terra."

Anne-Claire Fontan, da Organização Meteorológica Mundial (OMM), explicou que, durante eventos de El Niño, as tempestades no lado asiático do Pacífico costumam seguir mais para o norte, em vez de avançar para oeste em direção ao Leste e Sudeste Asiático. Segundo Rosencrans, isso aumenta ligeiramente as chances de tempestades tropicais e tufões atingirem Guam, as Ilhas Marianas do Norte, o Japão e a Península Coreana.

<><> El Niño forte altera as tempestades no Oceano Índico

Um El Niño intenso enfraquece as monções sobre o subcontinente indiano, frequentemente favorecendo secas severas. O fenômeno também costuma estar associado a uma temporada menos ativa de ciclones tropicais no Oceano Índico, afirma Fontan, integrante do Programa de Ciclones Tropicais da OMM. Assim como no Atlântico, o aumento do cisalhamento do vento pode dificultar ou retardar a formação de tempestades. Segundo ela, isso reduz os riscos para países da costa leste africana, como Madagascar e Moçambique.

"No sudoeste do Oceano Índico, existe uma relação não linear, em forma de sino, entre a atividade de ciclones tropicais e a ENSO [um padrão climático que consiste na oscilação dos parâmetros meteorológicos do Pacífico equatorial a cada certo número de anos]", explicou Fontan, referindo-se ao El Niño e à sua fase oposta, a La Niña. "À medida que a ENSO caminha para qualquer um de seus extremos, seja um El Niño forte ou uma La Niña forte, a atividade de ciclones na região tende a ficar abaixo da média."

<><> Há relação entre o El Niño e as mudanças climáticas?

A Oscilação Sul-El Niño é um fenômeno natural e não é causada pelas mudanças climáticas. Como destaca Rosencrans, "a interação entre El Niño ou La Niña e mudanças de longo prazo é apenas um dos fatores que tornam uma temporada de furacões mais ou menos ativa". Outro elemento importante é o ar seco e carregado de poeira proveniente do Deserto do Saara, que também pode dificultar a formação de furacões no Atlântico.

Fontan ressalta, porém, que a combinação entre um El Niño excepcionalmente forte e o aquecimento global provocado pela queima de combustíveis fósseis está criando condições propícias para extremos climáticos sem precedentes nos próximos meses. "O El Niño está ocorrendo em um planeta mais quente, o que pode amplificar alguns de seus impactos, incluindo calor extremo, chuvas intensas e secas", afirmou.

Alguns centros meteorológicos, como o Met Office Hadley Centre do Reino Unido, já alertaram que a combinação entre El Niño e mudanças climáticas pode levar à quebra de recordes globais de temperatura em 2027.

Um relatório recente do Climate Impact Lab, da Universidade de Chicago, projeta que o calor extremo poderá provocar 451 mil mortes a mais em todo o mundo durante este período de El Niño, especialmente nos países do Sul Global."Já estamos testemunhando a destruição e os impactos causados por secas e enchentes, e estamos contando com o fato de que eles se agravem à medida que o El Niño se intensifica", alertou, no início de setembro, Celeste Saulo, chefe da Organização Meteorológica Mundial, em uma mensagem direcionada a governos e organizações humanitárias.

 

Fonte: BBC News Mundo/DW Brasil

 

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