Ludopatia:
o que é, sintomas e como tratar (tem cura?)
Ludopatia
é uma condição de saúde mental caracterizada pela dificuldade de controlar o
impulso de jogar, fazendo com que o jogo passe a ocupar cada vez mais espaço na
vida da pessoa.
Também
chamada de transtorno do jogo, a ludopatia pode fazer com que a pessoa continue
jogando mesmo quando isso causa problemas financeiros, familiares,
profissionais ou emocionais, tanto em jogos presenciais quanto online.
O
tratamento da ludopatia pode envolver principalmente psicoterapia e, em alguns
casos, medicamentos, além de medidas para ajudar a reduzir ou interromper o
acesso aos jogos.
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Sintomas de ludopatia
Os
principais sintomas de ludopatia incluem:
• Dificuldade para controlar o impulso de
jogar;
• Pensar frequentemente em jogos ou
apostas;
• Sentir irritação ou ansiedade ao tentar
parar de jogar;
• Necessidade de aumentar o valor das
apostas para obter prazer;
• Tentar recuperar o dinheiro perdido com
novas apostas;
• Deixar de realizar atividades pessoais,
familiares ou profissionais para jogar;
• Continuar jogando mesmo após sofrer
prejuízos.
Alguns
sinais também podem ser percebidos por familiares ou pessoas próximas, como
esconder ou mentir sobre o tempo e o dinheiro gastos com jogos ou pedir
dinheiro emprestado.
Além
disso, os prejuízos relacionados ao jogo também podem surgir antes do
desenvolvimento da ludopatia. Segundo a OMS, usar dinheiro destinado a
necessidades básicas para jogar já pode indicar danos relacionados ao jogo.
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Ludopatia tem cura?
A
ludopatia pode ser tratada, e algumas pessoas conseguem parar de jogar e manter
o comportamento sob controle, com redução ou desaparecimento dos sintomas e
retomada das atividades pessoais, familiares e profissionais.
No
entanto, por ser um transtorno que pode apresentar recaídas, o acompanhamento é
necessário mesmo após a melhora dos sintomas.
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Como saber se é ludopatia
O
diagnóstico da ludopatia é feito pelo profissional de saúde mental, como
psiquiatra ou psicólogo, a partir da avaliação dos hábitos de jogo, da perda de
controle e dos prejuízos causados pelo comportamento.
Para
uma avaliação dos sinais e sintomas de ludopatia, marque consulta com o
psiquiatra mais próximo de você.
Durante
a avaliação, são investigados o início e a evolução do comportamento, a
frequência e duração dos jogos, tentativas de parar ou reduzir as apostas e
possíveis prejuízos financeiros, familiares, sociais ou profissionais.
Também
podem ser avaliados problemas associados, como ansiedade, depressão e abuso de
álcool ou outras drogas.
Questionários
podem ser utilizados para identificar problemas relacionados ao jogo e avaliar
sua gravidade, mas servem como apoio e não substituem a avaliação clínica.
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Como ocorre a ludopatia
Os
principais fatores envolvidos na ludopatia são:
• Ativação do sistema de recompensa:
durante o jogo, são ativados circuitos cerebrais relacionados à dopamina, que
participa da motivação, da aprendizagem e da resposta às recompensas.
• Alterações no controle do comportamento:
com a repetição do jogo, podem ocorrer alterações nos processos cerebrais
ligados à recompensa, à tomada de decisões e ao controle dos impulsos,
dificultando a interrupção do comportamento mesmo diante de consequências
negativas.
Além
disso, a incerteza sobre ganhar ou perder também pode reforçar esse processo,
levando a pessoa a continuar buscando a próxima aposta.
O
desenvolvimento da ludopatia pode envolver fatores individuais, familiares e
sociais, além de estresse, dificuldades financeiras, outros transtornos mentais
e uso de álcool ou outras drogas.
Jogos e
apostas online também podem facilitar o acesso frequente ao comportamento,
enquanto a publicidade e exposição contribuem para a normalização,
especialmente entre pessoas mais jovens.
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Como tratar
O
tratamento da ludopatia deve ser individualizado e pode envolver:
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1. Psicoterapia
A
psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental (TCC), é uma das
principais formas de tratamento da ludopatia.
Durante
as sessões, podem ser tratados:
• Identificação dos gatilhos, para ajudar
a reconhecer situações, pensamentos ou emoções que aumentam a vontade de jogar,
como estresse, tédio, ansiedade ou problemas financeiros;
• Mudança de pensamentos relacionados ao
jogo, para identificar e questionar ideias que favorecem as apostas, como
acreditar que uma sequência de perdas aumenta a chance de ganhar na próxima
aposta;
• Controle da vontade de jogar, com
estratégias para lidar com o impulso de apostar, como evitar situações de
risco;
• Mudança de hábitos, substituindo o tempo
e os comportamentos relacionados ao jogo por outras atividades e uma rotina
mais saudável;
• Prevenção de recaídas, reconhecendo
sinais de alerta e definindo estratégias para evitar o retorno às apostas.
O
objetivo da psicoterapia é ajudar a pessoa com ludopatia a compreender o que
mantém o comportamento de jogar e desenvolver formas mais saudáveis de lidar
com essas situações.
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2. Medicamentos
Entre
os medicamentos que podem ser considerados pelo médico está a naltrexona, um
antagonista opioide que pode ser utilizado em algumas pessoas quando a
psicoterapia não apresenta o resultado esperado ou ocorrem recaídas.
Antidepressivos,
estabilizadores do humor e antipsicóticos podem ser utilizados quando existem
outros transtornos de saúde mental associados, como depressão, transtorno
bipolar ou psicose, mas não são considerados tratamentos específicos.
Por
isso, a escolha do medicamento depende das características de cada pessoa e da
presença de outros problemas de saúde.
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3. Medidas para reduzir o acesso ao jogo
Reduzir
a facilidade de acesso aos jogos e apostas pode ajudar a controlar o
comportamento e prevenir recaídas.
Algumas
medidas incluem a autoexclusão de plataformas de apostas, bloqueio de sites e
aplicativos, estabelecimento de limites financeiros e restrição do acesso a
cartões ou outras formas de pagamento utilizadas para jogar.
Essas
medidas podem ser combinadas com a psicoterapia e outras formas de tratamento,
conforme as necessidades de cada pessoa.
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4. Grupos de apoio
Os
grupos de apoio podem complementar o tratamento da ludopatia, oferecendo um
espaço para compartilhar experiências, dificuldades e estratégias para lidar
com o jogo.
O
contato com outras pessoas que passaram por situações semelhantes também pode
ajudar a reduzir o isolamento e favorecer a continuidade do tratamento.
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Consequências da ludopatia
A
ludopatia pode afetar diferentes áreas da vida e não se limita às perdas
financeiras.
Entre
as possíveis consequências da ludopatia estão:
• Endividamento e dificuldades para pagar
despesas básicas;
• Problemas no relacionamento com
familiares e parceiros;
• Isolamento social;
• Dificuldades no trabalho ou nos estudos;
• Ansiedade, depressão e sofrimento
emocional;
• Consumo excessivo de álcool ou outras
drogas;
• Conflitos familiares e violência
doméstica.
Em
casos mais graves, a ludopatia está associada a maior risco de pensamentos e
comportamentos suicidas, especialmente quando existem perdas importantes,
depressão ou outras condições psiquiátricas.
Fonte:
Tua Saúde

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