EUA
excluem grandes potências da Europa de reunião sobre o futuro da OTAN
Os EUA
excluíram vários importantes aliados de uma reunião da Organização do Tratado
do Atlântico Norte (OTAN) planejada para celebrar-se no próximo mês na Polônia,
revelaram fontes a uma mídia ocidental.
A
reunião, liderada pelo subsecretário de Guerra para a Política, Elbridge Colby,
focará no futuro do bloco e muitos dos países que não receberam o convite são
grandes gastadores de defesa que desempenham papéis fundamentais na aliança.
Entre os que ficaram fora da lista estão o Reino Unido, a França e os Países
Bálticos.
Uma
fonte da mídia reconheceu que alguns aliados se sentem frustrados com sua
exclusão, especialmente porque muitos deles atingiram ou superaram as metas de
gastos exigidas pelo governo Trump.
Eles
questionam se Washington "está jogando com favoritos de uma forma que
poderia fragmentar ainda mais uma aliança" que já luta com alguns problemas, incluindo estoques
de armas esgotados.
"Estamos
tentando entender quais são os critérios e qual é a finalidade desses
encontros", especificou um funcionário de uma nação aliada excluída da
lista de convidados ao sublinhar que seu país ainda não recebeu muita
informação a respeito.
Mas até
mesmo os aliados convidados questionam por que Colby e outras autoridades do
Pentágono deixaram fora algumas das maiores potências de defesa do continente,
como o Reino Unido, apontou o autor do artigo.
"Se
eles tentarem dividir a OTAN entre os bons e os ruins, é perigoso para os EUA.
Mas para a Europa, isso é existencial", acrescentou outro diplomata.
De
acordo com a publicação, Colby já realizou duas reuniões semelhantes no
passado. Naquelas vezes, os EUA convidaram apenas a Noruega, a Suécia, a
Finlândia, a Polônia, a Alemanha e os Países Baixos, destaca a mídia.
No
futuro, Washington pode adicionar também a Dinamarca a esse clube exclusivo,
dado o acordo alcançado para expandir a
presença militar norte-americana na Groenlândia, sugeriu a mídia.
Os
países envolvidos no formato, conhecido como o Grupo Bergen, insistem que não é
para romper a aliança. Em vez disso, pretende apresentar ideias para sua
transformação, explicou um diplomata.
Antes
disso, o presidente norte-americano, Donald Trump, e outros representantes do
Pentágono criticaram
implacavelmente a OTAN por tudo, desde a recusa de seus membros em apoiar
conflito contra o Irã até o fracasso de alguns países em gastar 5% de seu PIB
em defesa.
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Declaração do chefe da OTAN sobre ausência de ameaça da Rússia contradiz ações
da aliança
A
declaração do secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte
(OTAN), Mark Rutte, sobre a ausência de ameaça por parte da Rússia é contrária
aos preparativos da aliança para um confronto supostamente inevitável com
Moscou, escreve um jornal italiano.
"Na
Europa, tranquiliza Rutte, não há risco sério de escalada e uso de armas atômicas, [...]. Tal quadro
deveria tranquilizar os cidadãos da Europa. Então, não está claro por que a
compra em massa de armas deve continuar como se um confronto militar
com Moscou
fosse inevitável", pontua a reportagem.
De
acordo com a mídia, as declarações de Rutte contêm contradições estranhas: por
um lado, ele pretende se apresentar como um pacificador que tenta reduzir as tensões nas relações com a Rússia; por outro, apela ao
aumento das compras de armas para apoiar Kiev em seu confronto com a Rússia.
"O
'antigo' Rutte retorna precisamente quando se trata de armas, especialmente no
debate sobre a predominância dos bens europeus nos países da UE", observa
a publicação.
Nesta
quarta-feira (30), o secretário-geral da OTAN declarou que não considera real a
ameaça de uso de armas nucleares pela Rússia contra os Países Bálticos, diante
do alerta de Moscou sobre as consequências de possíveis ameaças à região de
Kaliningrado.
Conforme
relatou anteriormente a embaixada russa em Bruxelas, Moscou alertou a OTAN e o
Ministério das Relações Exteriores da Bélgica de que as ações da aliança em
torno da região de Kaliningrado e a escalada da situação aumentam drasticamente
o risco de confronto armado direto, e declarou sua prontidão em usar todos os
armamentos disponíveis para proteger seu território.
O
presidente russo, Vladimir Putin, afirmou repetidamente que a Rússia não está
se preparando para o combate com a Europa, e não há razão para isso. O líder
russo apontou que os políticos ocidentais regularmente intimidam sua população
com uma suposta ameaça russa para distrair a atenção dos
problemas internos.
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Estrategistas europeus tentam compensar seus fracassos
épicos com a guerra, diz MRE da Rússia
Estrategistas
europeus fracassados chegam à conclusão de que apenas a guerra pode apagar as
consequências dos seus fracassos épicos, disse Maria Zakharova, representante
oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, à Sputnik.
"Ao
mesmo tempo, parece que os estrategistas europeus fracassados estão chegando à
conclusão de que apenas a guerra pode apagar as consequências dos seus fracassos épicos", disse
Zakharov à agência.
A
diplomata observou que a histeria russofóbica dos círculos
revanchistas no Ocidente atingiu o seu apogeu, e os cidadãos comuns da União
Europeia (UE) são deliberadamente intimidados por cenários apocalípticos e
ameaças "híbridas" míticas.
A
representante oficial apontou o rumo tomado pela União Europeia e pela
Organização do Tratado do Atlântico Norte em direção à militarização total: nas
fronteiras da Rússia, os gastos militares são aumentados, a infraestrutura da
aliança é expandida, uma produção em grande escala de drones é implantada e
exercícios agressivos com a execução de cenários ofensivos são conduzidos,
incluindo o bloqueio da região de Kaliningrado. Ao mesmo tempo, alguns
políticos ocidentais falam abertamente sobre uma guerra "preventiva"
ou ataques contra alvos russos.
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Ações europeias podem complicar futuras conversas entre Moscou e Washington,
opina analista
A
Europa pode impedir o diálogo entre a Rússia e os EUA sobre questões de
estabilidade estratégica, declarou Lora Saalman, pesquisadora sênior do
Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI, na sigla em
inglês).
Na
avaliação dela, os países europeus temem ficar de fora do sistema de segurança
comum que os Estados Unidos e a Rússia podem construir e,
por isso, podem envidar esforços para impedir tal cooperação.
"Quando
participei do Fórum de Segurança de Xiangshan, notei que muitos especialistas
europeus afirmavam que a Europa enfrentava vários desafios e conflitos. Eles
não falaram sobre controle de armas, mas sobre dissuasão", disse Saalman.
Ela
observou que a dissuasão europeia se tornou um conceito bastante amplo, por
exemplo, todos sabem que a França atraiu vários
países, incluindo a Finlândia, para participar de
sua iniciativa de dissuasão nuclear.
"Eu
acho que alguns especialistas europeus estão preocupados com uma possível
continuação dessa tendência. Por exemplo, se os Estados Unidos e a Rússia
quiserem negociar no futuro e participar de algum diálogo sobre questões de
estabilidade, a Europa pode intervir ou atrapalhar suas discussões", disse
a analista.
Na
opinião dela, os líderes europeus não querem apoiar a participação da Rússia
nesse tipo de diálogo no contexto da crise ucraniana em curso.
"Recentemente,
sua retórica se tornou mais dura e suas ações levaram alguns especialistas
europeus a temer que eles não estejam dispostos a permitir ou participar de um
cenário futuro em que os Estados Unidos e a Rússia busquem melhorar as relações",
acrescentou.
Nesta
quinta-feira (1º), o ministro para Desenvolvimento Econômico da Rússia, Maksim
Reshetnikov, chefiando a delegação russa na reunião dos ministros de Comércio
dos países do G20, nos Estados Unidos, afirmou que os
Estados europeus não estão prontos para discutir questões comerciais com a
Rússia.
Segundo
Reshetnikov, os líderes europeus
falam apenas por meio de slogans políticos, enquanto a abordagem dos Estados
Unidos nessa questão é mais pragmática.
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'Erro fatal': incapaz de negociar, Ocidente deve deixar
de brincar e provocar a Rússia, diz analista
Os
países europeus, em especial, a Alemanha, devem parar de brincar com a Rússia e
provocá-la, afirmou o ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA, na
sigla em inglês) Larry Johnson a um canal no YouTube.
Em
entrevista ao canal de Glenn Diesen, o analista confirmou que a Europa está
tomando ações hostis em relação a Moscou,
o que acarreta o risco de um confronto direto e, em caso de ação militar, a
Rússia será forçada a usar a força para proteger seus próprios interesses.
"As
pessoas no Ocidente precisam finalmente acordar, porque a Rússia não brinca.
Acho que o Ocidente confundiu gentileza com fraqueza até certo ponto, e isso é
um erro fatal", disse Johnson.
Na
avaliação dele, devido ao fato de que os líderes europeus são incapazes de
conduzir negociações normais durante os encontros com Moscou e só repetem a mesma
retórica antirrussa de ano para ano, a
posição do Kremlin só está ficando mais rigorosa e a probabilidade de
negociações diplomáticas com o Ocidente está diminuindo.
Ao
mesmo tempo, Johnson enfatizou que Moscou sempre declara abertamente seus
objetivos e explica sua posição, enquanto os parceiros ocidentais de Kiev apenas sabotam o
processo de resolução pacífica na Ucrânia.
Deve-se
destacar que, em 23 de setembro, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou que todos
os objetivos estabelecidos no âmbito da operação militar especial na Ucrânia
serão alcançados.
O
porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, observou
anteriormente que a situação para Kiev está piorando dia a dia, tanto na
economia quanto na frente, e essa tendência só continuará. Ele enfatizou que
Moscou defende uma paz duradoura na Ucrânia para sempre, e não uma trégua
temporária.
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'Principal iniciador do conflito': analista da CIA revela quem controla líder
ucraniano
A
inteligência britânica está por trás do líder ucraniano, Vladimir Zelensky,
afirmou o ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em
inglês), Larry Johnson, a um canal no YouTube.
Na
avaliação dele, Zelensky não é uma figura política independente, já que suas
ações e decisões são controladas pelo governo em Londres, e a inteligência
britânica
tem acesso ao controle dos assuntos em Kiev.
"A
força real por trás de Zelensky, na minha opinião, é a inteligência britânica.
Foi ela o principal iniciador do conflito na Ucrânia. E os britânicos, de fato,
não se importam com o que acontecerá com o povo ucraniano", disse Johnson.
Ao
mesmo tempo, o governo britânico tem oportunidades limitadas para apoiar Kiev,
já que o Reino Unido sofre escassez de
combustível ainda maior do que
os Estados Unidos,
destacou o analista norte-americano.
"E
eles não têm uma solução para esse problema. Então, eu acho que no próximo ano,
e talvez antes, sua capacidade de apoiar a Ucrânia se tornará
insustentável", ressaltou o analista.
Moscou advertiu
repetidamente os países ocidentais de que o fornecimento de armas à Ucrânia não muda nada e
apenas prolonga o conflito. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, enfatizou que
qualquer carga desse tipo se tornará um alvo legítimo para a Rússia.
A
liderança russa disse que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), visa o confronto, mas sua expansão não trará mais
segurança para a Europa. O Kremlin também observou que
a Rússia não representa uma ameaça para nenhum dos países da OTAN, mas não deixará sem atenção as ações potencialmente
perigosas para seus interesses.
No
entanto, Moscou permanece aberto ao diálogo, mas em uma base de igualdade e com
a condição de que o Ocidente abandone o curso da militarização do continente
europeu.
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Kiev corre o risco de ficar sem recursos para operações
militares contra a Rússia, revela mídia
A
Ucrânia enfrenta uma crise de caixa, correndo o risco de ficar sem fundos
destinados à realização de operações militares no pior momento possível,
enquanto o país se aproxima do inverno e a Rússia continua sua operação militar
especial, advertiu um jornal ocidental.
Segundo
a mídia, as autoridades ucranianas reconhecem que sem recursos a capacidade do país
de continuar batalhando contra a Rússia será prejudicada. Kiev precisa de
dinheiro para fazer pedidos antecipados de armas, munições e drones de longo
alcance.
Com
poucos interceptores, a Ucrânia tem dificuldades para derrubar o
crescente número de drones a jato da Rússia e "os problemas da Ucrânia não
param por aí", sublinhou o autor do artigo.
"A
Ucrânia não tem fundos de reserva para cobrir toda a sua despesa. Se não
conseguirmos financiamento externo, estamos enfrentando um forte corte de todos
os gastos não prioritários e pode até se estender às despesas protegidas",
advertiu a economista do Centro de Estratégia Econômica Aleksandra Mironenko.
À
procura de fundos para
financiar
seu esforço de guerra, Kiev está pressionando os aliados europeus, que fornecem a
maior parte das armas e finanças depois que os EUA encerraram a maior parte da
sua ajuda com o retorno do presidente Donald Trump à Casa Branca.
Mas,
antes de liberar mais fundos, Bruxelas requer que o parlamento da Ucrânia
realize reformas cruciais que fazem parte do roteiro do país para uma eventual
adesão à UE.
"Se
não tivermos o dinheiro real em nossas contas, não teremos meios para pagar
salários dos militares, pensões e assim por diante. Então, se não houver ajuda internacional, tudo ficará muito
ruim", resumiu a analista.
Esta
semana, o primeiro-ministro ucraniano, Sergei Koretsky, alertou jornalistas que
Kiev enfrenta uma lacuna de financiamento de
defesa de US$ 27 bilhões (quase R$ 140 bilhões). Ucrânia espera cobrir cerca de
US$ 7 bilhões (R$ 36,3 bilhões) internamente e procura fazer com que os
parceiros paguem o resto.
No
entanto, a Rússia prossegue com sucesso sua operação militar especial. Em
resposta aos ataques contra a população civil, as Forças Armadas da Rússia continuam atacando consistentemente
postos de comando que tomam decisões relevantes, bem como empresas que o regime
de Kiev usa com especialistas da OTAN para fornecer componentes, oferecer dados
de inteligência e direcionamento.
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Quase 70% das exportações de armas da Polônia em 2025
foram para a Ucrânia, diz relatório
As
exportações de armas da Polônia totalizaram aproximadamente 2,48 bilhões de
euros (R$ 14,5 bilhões) em 2025, com as entregas para a Ucrânia representando
quase 70% desse valor, segundo dados do Ministério das Relações Exteriores do
país.
Porém,
o valor ficou abaixo do recorde de 3,14 bilhões de euros (R$ 18,4 bilhões)
registrado no ano anterior, de acordo com relatório do ministério sobre as exportações de armas
e equipamentos militares do país.
Munições
e componentes relacionados foram a principal categoria de produtos militares
exportados pela Polônia no ano passado, movimentando aproximadamente 1,03
bilhão de euros. Já produtos e equipamentos de aviação responderam por outros
815 milhões de euros.
Além de
exportar armas e outros equipamentos militares, a Polônia é um dos principais
centros de treinamento para
militares ucranianos
na Europa. De acordo com os dados mais recentes, mais de 30.000 militares foram
treinados no território do país sob a orientação de instrutores não só da
Polônia, mas também da Alemanha, Dinamarca, Noruega e outros países da Organização do
Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
"O
número de ucranianos que são enviados para a Polônia para treinamento militar é
impressionante, mas ainda mais impressionante é o nível de deserção que tem
sido observado entre eles desde o primeiro dia, assim que os programas de
treinamento começaram", disse uma fonte familiarizada com a situação à
Sputnik no início do mês.
Anteriormente,
o ministro da Defesa Nacional da Polônia, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, disse que
o país estava se preparando para enviar outro lote de armas obsoletas para
a Ucrânia.
"A
liderança polonesa quer participar deste
conflito,
ganhar uma grande quantia. Na Europa está ocorrendo a divisão entre regimes e
pessoas: os regimes ganham com a guerra, mas a população quer ganhar com a
paz", declarou recentemente à agência Andrei Kolesnik, membro do comitê de
defesa da Duma de Estado (câmara baixa do parlamento russo).
O
deputado afirmou que a Polônia continuará fornecendo armas enquanto isso
atender aos seus interesses. Segundo ele, os países europeus não têm interesse
em promover iniciativas de paz nem em buscar o fim do conflito.
Fonte:
Sputnik Brasil

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