sexta-feira, 2 de outubro de 2026

EUA excluem grandes potências da Europa de reunião sobre o futuro da OTAN

Os EUA excluíram vários importantes aliados de uma reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) planejada para celebrar-se no próximo mês na Polônia, revelaram fontes a uma mídia ocidental.

A reunião, liderada pelo subsecretário de Guerra para a Política, Elbridge Colby, focará no futuro do bloco e muitos dos países que não receberam o convite são grandes gastadores de defesa que desempenham papéis fundamentais na aliança. Entre os que ficaram fora da lista estão o Reino Unido, a França e os Países Bálticos.

Uma fonte da mídia reconheceu que alguns aliados se sentem frustrados com sua exclusão, especialmente porque muitos deles atingiram ou superaram as metas de gastos exigidas pelo governo Trump.

Eles questionam se Washington "está jogando com favoritos de uma forma que poderia fragmentar ainda mais uma aliança" que já luta com alguns problemas, incluindo estoques de armas esgotados.

"Estamos tentando entender quais são os critérios e qual é a finalidade desses encontros", especificou um funcionário de uma nação aliada excluída da lista de convidados ao sublinhar que seu país ainda não recebeu muita informação a respeito.

Mas até mesmo os aliados convidados questionam por que Colby e outras autoridades do Pentágono deixaram fora algumas das maiores potências de defesa do continente, como o Reino Unido, apontou o autor do artigo.

"Se eles tentarem dividir a OTAN entre os bons e os ruins, é perigoso para os EUA. Mas para a Europa, isso é existencial", acrescentou outro diplomata.

De acordo com a publicação, Colby já realizou duas reuniões semelhantes no passado. Naquelas vezes, os EUA convidaram apenas a Noruega, a Suécia, a Finlândia, a Polônia, a Alemanha e os Países Baixos, destaca a mídia.

No futuro, Washington pode adicionar também a Dinamarca a esse clube exclusivo, dado o acordo alcançado para expandir a presença militar norte-americana na Groenlândia, sugeriu a mídia.

Os países envolvidos no formato, conhecido como o Grupo Bergen, insistem que não é para romper a aliança. Em vez disso, pretende apresentar ideias para sua transformação, explicou um diplomata.

Antes disso, o presidente norte-americano, Donald Trump, e outros representantes do Pentágono criticaram implacavelmente a OTAN por tudo, desde a recusa de seus membros em apoiar conflito contra o Irã até o fracasso de alguns países em gastar 5% de seu PIB em defesa.

<><> Declaração do chefe da OTAN sobre ausência de ameaça da Rússia contradiz ações da aliança

A declaração do secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, sobre a ausência de ameaça por parte da Rússia é contrária aos preparativos da aliança para um confronto supostamente inevitável com Moscou, escreve um jornal italiano.

"Na Europa, tranquiliza Rutte, não há risco sério de escalada e uso de armas atômicas, [...]. Tal quadro deveria tranquilizar os cidadãos da Europa. Então, não está claro por que a compra em massa de armas deve continuar como se um confronto militar com Moscou fosse inevitável", pontua a reportagem.

De acordo com a mídia, as declarações de Rutte contêm contradições estranhas: por um lado, ele pretende se apresentar como um pacificador que tenta reduzir as tensões nas relações com a Rússia; por outro, apela ao aumento das compras de armas para apoiar Kiev em seu confronto com a Rússia.

"O 'antigo' Rutte retorna precisamente quando se trata de armas, especialmente no debate sobre a predominância dos bens europeus nos países da UE", observa a publicação.

Nesta quarta-feira (30), o secretário-geral da OTAN declarou que não considera real a ameaça de uso de armas nucleares pela Rússia contra os Países Bálticos, diante do alerta de Moscou sobre as consequências de possíveis ameaças à região de Kaliningrado.

Conforme relatou anteriormente a embaixada russa em Bruxelas, Moscou alertou a OTAN e o Ministério das Relações Exteriores da Bélgica de que as ações da aliança em torno da região de Kaliningrado e a escalada da situação aumentam drasticamente o risco de confronto armado direto, e declarou sua prontidão em usar todos os armamentos disponíveis para proteger seu território.

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou repetidamente que a Rússia não está se preparando para o combate com a Europa, e não há razão para isso. O líder russo apontou que os políticos ocidentais regularmente intimidam sua população com uma suposta ameaça russa para distrair a atenção dos problemas internos.

¨      Estrategistas europeus tentam compensar seus fracassos épicos com a guerra, diz MRE da Rússia

Estrategistas europeus fracassados chegam à conclusão de que apenas a guerra pode apagar as consequências dos seus fracassos épicos, disse Maria Zakharova, representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, à Sputnik.

"Ao mesmo tempo, parece que os estrategistas europeus fracassados estão chegando à conclusão de que apenas a guerra pode apagar as consequências dos seus fracassos épicos", disse Zakharov à agência.

A diplomata observou que a histeria russofóbica dos círculos revanchistas no Ocidente atingiu o seu apogeu, e os cidadãos comuns da União Europeia (UE) são deliberadamente intimidados por cenários apocalípticos e ameaças "híbridas" míticas.

A representante oficial apontou o rumo tomado pela União Europeia e pela Organização do Tratado do Atlântico Norte em direção à militarização total: nas fronteiras da Rússia, os gastos militares são aumentados, a infraestrutura da aliança é expandida, uma produção em grande escala de drones é implantada e exercícios agressivos com a execução de cenários ofensivos são conduzidos, incluindo o bloqueio da região de Kaliningrado. Ao mesmo tempo, alguns políticos ocidentais falam abertamente sobre uma guerra "preventiva" ou ataques contra alvos russos.

<><> Ações europeias podem complicar futuras conversas entre Moscou e Washington, opina analista

A Europa pode impedir o diálogo entre a Rússia e os EUA sobre questões de estabilidade estratégica, declarou Lora Saalman, pesquisadora sênior do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI, na sigla em inglês).

Na avaliação dela, os países europeus temem ficar de fora do sistema de segurança comum que os Estados Unidos e a Rússia podem construir e, por isso, podem envidar esforços para impedir tal cooperação.

"Quando participei do Fórum de Segurança de Xiangshan, notei que muitos especialistas europeus afirmavam que a Europa enfrentava vários desafios e conflitos. Eles não falaram sobre controle de armas, mas sobre dissuasão", disse Saalman.

Ela observou que a dissuasão europeia se tornou um conceito bastante amplo, por exemplo, todos sabem que a França atraiu vários países, incluindo a Finlândia, para participar de sua iniciativa de dissuasão nuclear.

"Eu acho que alguns especialistas europeus estão preocupados com uma possível continuação dessa tendência. Por exemplo, se os Estados Unidos e a Rússia quiserem negociar no futuro e participar de algum diálogo sobre questões de estabilidade, a Europa pode intervir ou atrapalhar suas discussões", disse a analista.

Na opinião dela, os líderes europeus não querem apoiar a participação da Rússia nesse tipo de diálogo no contexto da crise ucraniana em curso.

"Recentemente, sua retórica se tornou mais dura e suas ações levaram alguns especialistas europeus a temer que eles não estejam dispostos a permitir ou participar de um cenário futuro em que os Estados Unidos e a Rússia busquem melhorar as relações", acrescentou.

Nesta quinta-feira (1º), o ministro para Desenvolvimento Econômico da Rússia, Maksim Reshetnikov, chefiando a delegação russa na reunião dos ministros de Comércio dos países do G20, nos Estados Unidos, afirmou que os Estados europeus não estão prontos para discutir questões comerciais com a Rússia.

Segundo Reshetnikov, os líderes europeus falam apenas por meio de slogans políticos, enquanto a abordagem dos Estados Unidos nessa questão é mais pragmática.

¨      'Erro fatal': incapaz de negociar, Ocidente deve deixar de brincar e provocar a Rússia, diz analista

Os países europeus, em especial, a Alemanha, devem parar de brincar com a Rússia e provocá-la, afirmou o ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) Larry Johnson a um canal no YouTube.

Em entrevista ao canal de Glenn Diesen, o analista confirmou que a Europa está tomando ações hostis em relação a Moscou, o que acarreta o risco de um confronto direto e, em caso de ação militar, a Rússia será forçada a usar a força para proteger seus próprios interesses.

"As pessoas no Ocidente precisam finalmente acordar, porque a Rússia não brinca. Acho que o Ocidente confundiu gentileza com fraqueza até certo ponto, e isso é um erro fatal", disse Johnson.

Na avaliação dele, devido ao fato de que os líderes europeus são incapazes de conduzir negociações normais durante os encontros com Moscou e só repetem a mesma retórica antirrussa de ano para ano, a posição do Kremlin só está ficando mais rigorosa e a probabilidade de negociações diplomáticas com o Ocidente está diminuindo.

Ao mesmo tempo, Johnson enfatizou que Moscou sempre declara abertamente seus objetivos e explica sua posição, enquanto os parceiros ocidentais de Kiev apenas sabotam o processo de resolução pacífica na Ucrânia.

Deve-se destacar que, em 23 de setembro, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou que todos os objetivos estabelecidos no âmbito da operação militar especial na Ucrânia serão alcançados.

O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, observou anteriormente que a situação para Kiev está piorando dia a dia, tanto na economia quanto na frente, e essa tendência só continuará. Ele enfatizou que Moscou defende uma paz duradoura na Ucrânia para sempre, e não uma trégua temporária.

<><> 'Principal iniciador do conflito': analista da CIA revela quem controla líder ucraniano

A inteligência britânica está por trás do líder ucraniano, Vladimir Zelensky, afirmou o ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês), Larry Johnson, a um canal no YouTube.

Na avaliação dele, Zelensky não é uma figura política independente, já que suas ações e decisões são controladas pelo governo em Londres, e a inteligência britânica tem acesso ao controle dos assuntos em Kiev.

"A força real por trás de Zelensky, na minha opinião, é a inteligência britânica. Foi ela o principal iniciador do conflito na Ucrânia. E os britânicos, de fato, não se importam com o que acontecerá com o povo ucraniano", disse Johnson.

Ao mesmo tempo, o governo britânico tem oportunidades limitadas para apoiar Kiev, já que o Reino Unido sofre escassez de combustível ainda maior do que os Estados Unidos, destacou o analista norte-americano.

"E eles não têm uma solução para esse problema. Então, eu acho que no próximo ano, e talvez antes, sua capacidade de apoiar a Ucrânia se tornará insustentável", ressaltou o analista.

Moscou advertiu repetidamente os países ocidentais de que o fornecimento de armas à Ucrânia não muda nada e apenas prolonga o conflito. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, enfatizou que qualquer carga desse tipo se tornará um alvo legítimo para a Rússia.

A liderança russa disse que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), visa o confronto, mas sua expansão não trará mais segurança para a Europa. O Kremlin também observou que a Rússia não representa uma ameaça para nenhum dos países da OTAN, mas não deixará sem atenção as ações potencialmente perigosas para seus interesses.

No entanto, Moscou permanece aberto ao diálogo, mas em uma base de igualdade e com a condição de que o Ocidente abandone o curso da militarização do continente europeu.

¨      Kiev corre o risco de ficar sem recursos para operações militares contra a Rússia, revela mídia

A Ucrânia enfrenta uma crise de caixa, correndo o risco de ficar sem fundos destinados à realização de operações militares no pior momento possível, enquanto o país se aproxima do inverno e a Rússia continua sua operação militar especial, advertiu um jornal ocidental.

Segundo a mídia, as autoridades ucranianas reconhecem que sem recursos a capacidade do país de continuar batalhando contra a Rússia será prejudicada. Kiev precisa de dinheiro para fazer pedidos antecipados de armas, munições e drones de longo alcance.

Com poucos interceptores, a Ucrânia tem dificuldades para derrubar o crescente número de drones a jato da Rússia e "os problemas da Ucrânia não param por aí", sublinhou o autor do artigo.

"A Ucrânia não tem fundos de reserva para cobrir toda a sua despesa. Se não conseguirmos financiamento externo, estamos enfrentando um forte corte de todos os gastos não prioritários e pode até se estender às despesas protegidas", advertiu a economista do Centro de Estratégia Econômica Aleksandra Mironenko.

À procura de fundos para financiar seu esforço de guerra, Kiev está pressionando os aliados europeus, que fornecem a maior parte das armas e finanças depois que os EUA encerraram a maior parte da sua ajuda com o retorno do presidente Donald Trump à Casa Branca.

Mas, antes de liberar mais fundos, Bruxelas requer que o parlamento da Ucrânia realize reformas cruciais que fazem parte do roteiro do país para uma eventual adesão à UE.

"Se não tivermos o dinheiro real em nossas contas, não teremos meios para pagar salários dos militares, pensões e assim por diante. Então, se não houver ajuda internacional, tudo ficará muito ruim", resumiu a analista.

Esta semana, o primeiro-ministro ucraniano, Sergei Koretsky, alertou jornalistas que Kiev enfrenta uma lacuna de financiamento de defesa de US$ 27 bilhões (quase R$ 140 bilhões). Ucrânia espera cobrir cerca de US$ 7 bilhões (R$ 36,3 bilhões) internamente e procura fazer com que os parceiros paguem o resto.

No entanto, a Rússia prossegue com sucesso sua operação militar especial. Em resposta aos ataques contra a população civil, as Forças Armadas da Rússia continuam atacando consistentemente postos de comando que tomam decisões relevantes, bem como empresas que o regime de Kiev usa com especialistas da OTAN para fornecer componentes, oferecer dados de inteligência e direcionamento.

¨      Quase 70% das exportações de armas da Polônia em 2025 foram para a Ucrânia, diz relatório

As exportações de armas da Polônia totalizaram aproximadamente 2,48 bilhões de euros (R$ 14,5 bilhões) em 2025, com as entregas para a Ucrânia representando quase 70% desse valor, segundo dados do Ministério das Relações Exteriores do país.

Porém, o valor ficou abaixo do recorde de 3,14 bilhões de euros (R$ 18,4 bilhões) registrado no ano anterior, de acordo com relatório do ministério sobre as exportações de armas e equipamentos militares do país.

Munições e componentes relacionados foram a principal categoria de produtos militares exportados pela Polônia no ano passado, movimentando aproximadamente 1,03 bilhão de euros. Já produtos e equipamentos de aviação responderam por outros 815 milhões de euros.

Além de exportar armas e outros equipamentos militares, a Polônia é um dos principais centros de treinamento para militares ucranianos na Europa. De acordo com os dados mais recentes, mais de 30.000 militares foram treinados no território do país sob a orientação de instrutores não só da Polônia, mas também da Alemanha, Dinamarca, Noruega e outros países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

"O número de ucranianos que são enviados para a Polônia para treinamento militar é impressionante, mas ainda mais impressionante é o nível de deserção que tem sido observado entre eles desde o primeiro dia, assim que os programas de treinamento começaram", disse uma fonte familiarizada com a situação à Sputnik no início do mês.

Anteriormente, o ministro da Defesa Nacional da Polônia, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, disse que o país estava se preparando para enviar outro lote de armas obsoletas para a Ucrânia.

"A liderança polonesa quer participar deste conflito, ganhar uma grande quantia. Na Europa está ocorrendo a divisão entre regimes e pessoas: os regimes ganham com a guerra, mas a população quer ganhar com a paz", declarou recentemente à agência Andrei Kolesnik, membro do comitê de defesa da Duma de Estado (câmara baixa do parlamento russo).

O deputado afirmou que a Polônia continuará fornecendo armas enquanto isso atender aos seus interesses. Segundo ele, os países europeus não têm interesse em promover iniciativas de paz nem em buscar o fim do conflito.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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