sábado, 3 de outubro de 2026

Venda de remédios para depressão cresce 12% impulsionada pela 'Geração Z'

A compra de medicamentos para depressão e ansiedade cresceu 12% em um ano, com destaque entre a Geração Z. No primeiro semestre de 2026, a Geração Z comprou mais do que no mesmo período de 2025: teve 15% mais clientes desse público, o volume de compras subiu 19% e o valor total gasto cresceu 21%.

A CNN Brasil teve acesso em primeira mão ao levantamento que analisou dados de uma base de 34.823 beneficiários que compraram ao menos um medicamento relacionado à saúde mental entre janeiro de 2025 e junho de 2026. O estudo evidenciou que o primeiro semestre de 2026 registrou um aumento na quantidade de compradores e nas compras de medicamentos para depressão em relação ao mesmo período do ano anterior.

A empres de benefícios de bem-estar corporativo, Vidalink, realizou o levantamento. Entre as pessoas que mantiveram o benefício da Vidalink ativo durante os dois semestres completos, o número de compradores cresceu 9,4%, um aumento de aproximadamente dois mil compradores em relação a 2025.

Já o valor movimentado também apresentou alta: as compras transacionadas pela plataforma passaram de R$ 10 milhões para R$ 11,5 milhões, um crescimento de 15,3%.

Para Luis Gonzalez, CEO e cofundador da Vidalink, os dados mostram que a discussão sobre saúde mental vem ganhando espaço na rotina dos colaboradores.

“Os números mostram um aumento consistente tanto no número de pessoas que utilizam medicamentos para depressão e ansiedade quanto na frequência dessas compras. Não podemos atribuir esse movimento a uma única causa, mas ele reforça a importância de olhar para a saúde mental de forma contínua, combinando acesso ao tratamento e ações de prevenção. Para as empresas, isso significa entender que cuidar da saúde mental dos colaboradores não é uma iniciativa pontual, mas uma parte cada vez mais importante da estratégia de cuidado e bem-estar”, afirma.

<><>  Avanço entre as gerações

O levantamento também aponta que Millennials e Geração X continuam concentrando a maior parcela das compras, mas foi a Geração Z que apresentou o crescimento mais acelerado entre os grupos analisados.

Além disso, a participação da Geração Z entre os compradores também aumentou 0,6 ponto percentual, a maior variação observada na composição geracional.

O crescimento também alcançou as outras faixas etárias. Entre os Millennials, o número de clientes subiu 10,2%, as compras aumentaram 12,1% e o valor total cresceu 16,8%.

A Geração X veio em seguida, com altas de 7,1% em clientes, 10,5% em pedidos e 14,3% no faturamento. Já os Baby Boomers (60+) registraram avanços mais discretos: 3,5% em compradores, 4,7% na quantidade de compras e 6,5% no valor transacionado.

<><> Mulheres como maioria

Apesar das mudanças observadas nas gerações, o perfil de gênero seguiu estável. As mulheres representaram 64,1% dos compradores nos dois períodos, enquanto os homens corresponderam a 35,9%

•        Sobrecarga emocional pode desencadear crises de enxaqueca; entenda relação

Para conscientização e discussão dos impactos da saúde mental no corpo humano, foi criado o Dia Mundial de Combate ao Estresse, comemorado nesta quarta-feira (23), e a enxaqueca é uma das doenças neurológicas que podem ser desencadeadas pelo estresse ou sobrecarga emocional.

As crises de enxaqueca afetam cerca de 15% da população mundial e mais de 30 milhões de brasileiros, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde).

<><> Crises de enxaqueca e saúde mental

A relação entre enxaqueca e saúde mental é uma via de mão dupla. O estresse, a ansiedade e a depressão podem contribuir para o aumento da frequência e intensidade das crises. No entanto, conviver com uma doença crônica e imprevisível também pode afetar o bem-estar psicológico.

A neurologista Thais Villa, especialista no tratamento da enxaqueca e fundadora do Headache Center Brasil, explica que o medo constante de novas crises pode intensificar problemas na saúde emocional.

“A enxaqueca não termina quando a dor passa. O paciente muitas vezes vive antecipando a próxima crise, reorganizando compromissos, faltando ao trabalho e tentando identificar o que pode desencadear uma nova dor. Essa condição de alerta constante pode impactar diretamente a saúde emocional”, afirma a neurologista.

Segundo a médica, sinais como cansaço persistente, alterações do sono, ansiedade, tristeza e esgotamento emocional merecem atenção, especialmente quando aparecem associados a crises recorrentes de dor de cabeça.

O controle da enxaqueca não deve se basear apenas em tratar a dor naquele momento, mas também em investigar o que está acontecendo com o paciente como um todo, como qualidade do sono, saúde emocional, frequência das crises e uso de medicamentos.

<><> Incapacidade e relação com o trabalho

De acordo com a OMS, a enxaqueca está entre as principais causas de incapacidade no mundo e pode comprometer concentração, produtividade, energia e desempenho profissional.

Os dados organização apontam que pessoas que convivem com a doença perdem, em média, 4,6 dias de trabalho por mês, e quase 70% relatam impactos significativos na vida profissional.

O hábito de recorrer repetidamente a analgésicos e anti-inflamatórios para tentar combater a dor e manter a rotina pode ser um agravante para o quadro, podendo causar a chamada “dor de rebote” por uso excessivo de medicamentos.

“Muitos pacientes acreditam que precisam simplesmente suportar a dor ou tomar um analgésico para continuar trabalhando. Mas, quando as crises são frequentes, é fundamental buscar diagnóstico e tratamento adequados. A automedicação recorrente pode fazer parte do problema, e não da solução”, afirma Thais Villa.

<><> Tratamento e controle

Embora a enxaqueca não tem cura, ela pode ser controlada para que a vida do paciente não gire em torno do medo da proxima crise.

Atualmente, uma das opções é o modelo de Tratamento 360º, que busca atuar nas causas e gatilhos da doença com opções preventivas modernas, que incluem:

•        Toxina botulínica: aplicada com foco terapêutico no alívio e prevenção das crises.

•        Anticorpos monoclonais anti-CGRP: medicamentos desenvolvidos para atuar diretamente nos mecanismos neurológicos da dor.

•        Acompanhamento multiprofissional: focado na higiene do sono, manejo do estresse e equilíbrio emocional.

 

Fonte: CNN Brasil

 

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