sábado, 3 de outubro de 2026

ACM Neto liderou esquema com transporte de dinheiro vivo em jatinho, aponta PF

ACM Neto, candidato ao governo da Bahia nas eleições deste ano pelo União Brasil, era líder de uma organização criminosa que operou um esquema fraudulento dentro da prefeitura de Belo Horizonte, que teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão, em crimes de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

Uma parte desse montante teria sido transportada em dinheiro vivo, em malas que foram levadas dentro de jatinhos em voos fretados. É o que aponta o relatório da Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação OverClean, ao qual o Núcleo Investigativo do ICL Notícias teve acesso. Nesta quarta-feira (30), a CNN Brasil noticiou que o político baiano liderava um esquema de desvio de verbas públicas em Minas Gerais.

O relatório da PF afirma textualmente que ACM Neto “exerce a função de liderança da organização criminosa constituída para obtenção de recursos públicos a partir de contratos públicos superfaturados”.

Procurado por meio de sua assessoria, ACM Neto primeiramente não respondeu aos questionamentos da reportagem. Depois da publicação da matéria ele enviou nota qualificando as informações como “inverdades” que ele desmente de forma categórica. Veja a íntegra  da nota abaixo.

<><> O Rei do Lixo

Ainda de acordo com a PF, Marcos Moura, empresário baiano conhecido como o Rei do Lixo, teria sido o intermediário das negociações com o então prefeito de BH, Fuad Noman (PSD), morto em março do ano passado.

Logo depois de ser reeleito em BH, Noman iniciou as tratativas para formar um novo secretariado e teve uma conversa com Marcos Moura, em 2 de dezembro de 2024. É o que mostra uma mensagem via WhatsApp extraída do celular do Rei do Lixo, identificada pela PF após apreender o aparelho do empresário

Na conversa, o ex-prefeito de BH foi direto ao assunto, ao mencionar que o empresário tinha o direito de escolher quais secretarias queria indicar na nova gestão. Noman enviou uma foto de um papel escrito à mão, onde é possível ler “secretaria de combate à fome (subsecretaria 1; subsecretaria 2)” e “secretaria de mobilidade urbana (subsecretaria 1; subsecretaria 2)”. Junto à imagem, Noman escreveu duas vezes para o Rei do Lixo: “escolhe”.

Marcos Moura, então, responde: “vou conversar com Rueda e Neto e falo com o senhor”. Rueda é uma referência a Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil e candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro nestas eleições.

Logo depois dessa conversa, a PF identificou uma ligação de sete minutos entre Marcos Moura e ACM Neto. O Rei do Lixo retoma a conversa com Fuad Noman e faz uma contraproposta: “pode ser as duas mais educação e abrindo mão do governo?”

Fuad Noman cita um acordo com o PT, mas se mostra disposto a rever as tratativas. Marcos Moura responde: “O senhor quer permanecer com o Bruno, né?”. E o ex-prefeito se mostra totalmente à disposição para atender o grupo: “Sim. Vocês querem mudar?”.

O relatório aponta que o Bruno mencionado é Bruno Barral, ex-secretário de educação de BH. Ele foi indicado ao cargo em março de 2024 e permaneceu no posto após a reeleição de Fuad Noman.

Barral era assessorado por Flávia Bittencourt. De acordo com a PF, ela “desempenhou importante papel na organização criminosa ao coordenar a montagem de processos das contratações fraudulentas”. Em mensagens extraídas do celular dela, há um momento em que ela admite a um interlocutor que sua indicação havia sido aprovada por ACM Neto.

Antes de ser nomeada na Prefeitura de Belo Horizonte, Flávia Bittencourt ocupou a função de Gerente Central de Materiais e Patrimônio da prefeitura de Salvador, durante o segundo mandato de ACM Neto, entre 2020 e 2024, que corresponde ao segundo mandato de ACM Neto e o primeiro de Bruno Reis (União), afilhado político do ex-prefeito.

A defesa de Marcos Moura foi procurada para comentar a reportagem, mas não respondeu aos questionamentos. Bruno Barral e Flávia Bittencourt não foram localizados.

<><> Licitação direcionada na educação

Depois de ter aparelhado a secretaria de educação de BH, o grupo criminoso teria atuado para favorecer empresas, mediante fraude em licitação e pagamentos superfaturados. Uma destas empresas é a Brasil Sustentável, que atua no mercado editorial brasileiro, produzindo livros paradidáticos.

O relatório da PF mostra que Flávia Bittencourt atuou em parceria com Alexandre Camargo, representante comercial da Brasil Sustentável, para elaborar o processo de licitação. Nas conversas entre Flávia e Alexandre, há combinação de preço e até participação do representante comercial na formulação do edital, que foi publicado no dia 25 de setembro de 2024.

Em 30 de dezembro do mesmo ano, a secretaria de educação de BH assina o contrato com a Brasil Sustentável no valor de R$40 milhões, com prazo para vigorar por 12 meses.

A mesma prática se repetiu com outras empresas, replicando o modelo de licitação direcionada e sobrepreço com as empresas favorecidas. Foi o caso da Iptech Soluções Integradas, que venceu uma licitação de R$7,8 milhões. E também da Trinity Tecnologia Educacional, cujo contrato foi no valor de R$54,2 milhões.

Segundo a PF, o Grupo Movimenta, com contrato no valor de R$30 milhões, também foi beneficiado em licitação. Assim como a empresa LarClean Saúde, dos irmãos Fábio e Alex Parente, que fechou contrato de R$24,6 milhões para prestação de serviços de controle e combate de pragas urbanas, retirando insetos, ratos, cupins e desalojando pombos, morcegos e higienizando caixas d’água.

Todas as empresas citadas nesta reportagem foram procuradas por meio do e-mail operacional que consta nos sites oficiais. Mas, até o momento, nenhuma delas emitiu nota.

<><> Malas de dinheiro em jatinho

A Polícia Federal também identificou que a organização criminosa movimentou dinheiro vivo, transportando por meio de aeronaves fretadas, no trajeto entre São Paulo e Salvador.

No dia seguinte à vitória da empresa Brasil Sustentável na licitação dos livros paradidáticos de BH, o Rei do Lixo teria ordenado que um homem, identificado como Clebson Oliveira, viajasse no aeroporto de Congonhas levando dinheiro vivo. O valor estimado era de R$5 milhões, em espécie.

A viagem aconteceu no dia 19 de novembro de 2024, após embarque no hangar da empresa VOAR. Ouvido pela PF, o piloto da aeronave informou se lembrar “cinco ou seis malas” sendo transportadas para dentro do avião naquele dia.

A PF também identificou que, durante o voo, Marcos Moura entrou em contato com ACM Neto, em uma conversa que durou aproximadamente três minutos. Entre agosto e dezembro de 2024, o político baiano e o Rei do Lixo conversaram 232 vezes, de acordo com a PF.

Há menção também a um homem identificado como Gabriel Mascarenhas, que também teria atuado transportando dinheiro vivo em grandes quantidades em aeronaves particulares.

Mesmo após a deflagração da 1ª e 2ª fases da Operação Overclean, a PF identificou que Mascarenhas continuou transportando grande quantidade de dinheiro em espécie.

Em agosto deste ano, o Rei do Lixo e mais 24 pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal sob suspeitas de fraude, corrupção e lavagem de dinheiro em operação sobre desvios de emendas parlamentares. Mesmo com a citação no relatório da PF que há “fundadas suspeitas de que a organização criminosa é encabeçada por ACM Neto”, o ex-prefeito não foi indiciado. O relator das investigações é o ministro Kassio Nunes Marques, do STF .

ACM Neto atualmente na frente, dentro da margem de erro, nas pesquisas de intenção de voto na eleição para o governo da Bahia. De acordo com a pesquisa Quaest, ele tem 42% contra 40% de Jerônimo Rodrigues (PT), que busca a reeleição.

<><> Posicionamento de ACM Neto

“NOTA DE ESCLARECIMENTO

Estou profundamente indignado e estarrecido com a quantidade de inverdades, a meu respeito, contidas na reportagem “ACM Neto liderou esquema…”, veiculada neste site, supostamente baseada em relatório da Polícia Federal. Desminto de forma categórica tudo ali noticiado e desafio o ICL e suas fontes a apresentarem as provas.

Não surpreende que tal matéria – articulada com outras notas apócrifas veiculadas pela rede de desinformação e difamação montada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) – seja veiculada na véspera da eleição para governador da Bahia, onde desponto nas pesquisas como franco favorito.

Já determinei a meus advogados que tomem as devidas providências contra os autores e disseminadores deste amontoado de fake News que visa interferir, de forma criminosa e antidemocrática, no andamento das eleições.

Envidarei todos os esforços legais para punir duramente os idealizadores, autores e divulgadores destes ataques insidiosos contra a minha honra.

ACM Neto - Candidato a governador da Bahia”

•        Assessor de Nikolas Ferreira recebeu R$ 105 mil de empresas de sócio da família Vorcaro

Ao mesmo tempo em que ocupava um cargo central no gabinete do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o advogado Thiago Rodrigues de Faria recebeu R$ 105 mil de empresas de Fernando Alves Vieira. O empresário é sócio em diferentes firmas de Natália e Henrique Vorcaro, irmã e pai de Daniel Vorcaro. Ele também foi acusado pela empresa liquidante do Banco Master de ser “laranja” da família Vorcaro — acusação que Vieira nega.

O Núcleo Investigativo ICL Notícias obteve, com exclusividade, 18 notas fiscais emitidas pelo advogado de Nikolas Ferreira para as empresas de Vieira entre setembro de 2024 e dezembro de 2025, para pagamentos direcionados ao assessor e advogado de Nikolas.

Faria foi nomeado para o gabinete de Nikolas Ferreira em 9 de março de 2023. Como coordenador da assessoria jurídica, recebia salário de R$ 17,2 mil, informa a Câmara dos Deputados. Já havia sido assessor de Nikolas na Câmara Municipal de Belo Horizonte.

Pouco mais de um ano depois que Nikolas se tornou deputado federal, em 19 de agosto de 2024, o assessor abriu a “Thiago Rodrigues Sociedade Individual de Advocacia”, com sede em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Na sequência, vinte e dois dias depois, ele emitiu a primeira nota fiscal para a Eagle & Shark, empresa de Fernando Vieira. Faria seguiu listado como assessor de Nikolas até 30 de março de 2026. Ele continua atuando como advogado do deputado e é o mesmo assessor por quem Nikolas pediu ajuda a Vorcaro em um áudio revelado pelo ICL em setembro.

A Eagle & Shark Participações, Negócios e Serviços, administrada por Vieira e por André Beraldo de Morais, pagou R$ 50.340 em 17 notas mensais. O valor era de R$ 2.824 até março de 2025 e passou a R$ 3.036 a partir de então.

Em 17 de dezembro de 2025,  outra empresa em que Fernando Vieira atua como sócio-administrador único pagou de uma só vez R$ 55 mil ao assessor de Nikolas Ferreira. Trata-se da Health Enterprises Participações e Serviços, conhecida como 2V Life. O valor supera tudo o que a Eagle & Shark havia pago em 15 meses. A nota foi emitida por Faria 29 dias depois de o Banco Central decretar a liquidação do Master e de Daniel Vorcaro ser preso.

<><> Nikolas Ferreira pediu ajuda a Daniel Vorcaro

O ICL Notícias revelou em setembro um áudio enviado por Nikolas para Daniel Vorcaro em 30 de março de 2025. Nele, o deputado se refere a Thiago como “meu advogado” e “irmão meu”, e pede ajuda a Daniel Vorcaro. No áudio, Nikolas diz: “Ei Dani, tudo bom? Como você está? Como estão as coisas aí? Desculpa te incomodar num domingo aí, é jogo rápido, também não quero tomar muito seu tempo. É o seguinte, meu amigo, meu advogado, enfim, irmão meu aqui, comentou comigo e falou daqui do seu nome. Eu falei: ‘não conheço o Dani, enfim, não tenho a proximidade assim, até mesmo a que eu queria ter, enfim, de conversar e trocar ideia, mas eu o conheço.’ Ele falou: ‘cara, tô com um ativo minerário lá, inclusive já passou pela ficha técnica, o pessoal técnico dele, enfim, tá pendente lá, tem algumas pessoas que sabem disso lá na empresa.’ E eu falei: ‘não, ué, eu posso dar um toque nele’. Então assim, não sei nem do que se trata, mas enfim é como é uma pessoa, enfim, que eu confio totalmente, tô passando aí pra você, pra se for do teu interesse, passar o contato dele aqui pra vocês tocarem isso, beleza? No mais, qualquer coisa tô aqui à disposição”

Nikolas envia o áudio e Vorcaro responde minutos depois com um áudio de visualização única. Na sequência, Nikolas agradece e envia o contato de Thiago Faria. Vorcaro então responde: “Amém irmão. Estamos na guerra juntos”. Nikolas escreve que vai “dar banho na pequena agora” e completa na sequência: “pra amanhã voltar pra guerra”. A conversa termina com Vorcaro dizendo ao deputado para “Thiago me chamar”.

<><> As conexões do assessor de Nikolas com os Vorcaro

Ambas as empresas de Vieira possuem conexões com os Vorcaro. Na formação societária da Eagle & Shark, por exemplo, é possível constatar que Fernando Vieira, administrador e representante legal, tem como um dos sócios a Adaptar Gestão Participações. Essa companhia, por sua vez, é associada à Santa Lúcia Empreendimentos Imobiliários, que tem como sócia Natália Vorcaro – irmã do banqueiro Daniel Vorcaro e esposa de Fabiano Zettel.

As conexões não param por aí. A Santa Lúcia Empreendimentos Imobiliários também está conectada à Multimax Participações, empresa presidida pela mesma Natália Vorcaro e que tem como sócio e diretor Henrique Vorcaro, pai do banqueiro que também foi preso pelo escândalo do Banco Master.

A 2V Life se conecta indiretamente com a Igreja Batista da Lagoinha, liderada por André Valadão e que teve Fabiano Zettel como um de seus pastores. A 2V Life é sócia da Ouro Preto Entreprises Participações, administrada por Thiago Assumpção Henriques – também administrador da Igreja de Valadão.

Documentos enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) mostram que Zettel cobrou, em 2025, repasses de Daniel para custear a construção de um templo da igreja da Lagoinha, em Belo Horizonte. Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou que familiares de Vorcaro repassaram mais de R$2 milhões para a unidade da Lagoinha, após a cobrança do cunhado.

O liquidante do Banco Master afirma, em ação civil nos Estados Unidos, que Vieira atuou como “laranja” de Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel.

Henrique foi preso em maio de 2026. Vieira nega a acusação, que não teve novos desdobramentos desde junho. Ele não está entre os indiciados no primeiro inquérito da Polícia Federal sobre o caso Master, concluído em agosto. Em janeiro de 2026, foi citado em decisão do ministro Dias Toffoli como procurador de Valdenice Pantaleão de Souza, apontada como “laranja” da Clínica Mais Médicos.

<><> Operação Rejeito

Thiago Rodrigues de Faria teve seu nome exposto por envolvimento com empresas e investigados que foram presos na Operação Rejeito, deflagrada em setembro de 2025, alguns meses depois da troca de mensagens.

A PF prendeu 22 pessoas preventivamente em meio a uma investigação de um esquema criminoso de extração ilegal de minério de ferro na Serra do Curral, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo uma reportagem do jornal O Estado de Minas, Thiago Rodrigues de Faria atuou como intermediário, por meio de um contrato de confiabilidade, de uma negociação envolvendo uma lavra de minério e empresas investigadas pela PF nessa operação. Uma delas é a Gmais Ambiental. Pelo trabalho do assessor de Nikolas, os verdadeiros donos não teriam os nomes publicizados.

De acordo com os investigadores, a Thiago Rodrigues Sociedade Individual de Advocacia  tinha um contrato, assinado em janeiro de 2025 com a Gmais, e a empresa receberia 25% do lucro total, estimado entre de US$ 30 e US$ 45 milhões, caso a autorização para que uma área pudesse voltar a minerar e uma lavra fosse vendida.

No inquérito da PF, está descrito: “chamaram a atenção os valores prováveis da negociação sobre os quais os apresentantes seriam remunerados. O valor inicial era de US$ 30.000.000,00 podendo ultrapassar os US$ 45M, valor que geraria 20% de comissão aos parceiros Gmais, Estabil escritório contábil e Thiago Rodrigues advocacia”, diz um trecho do inquérito.

Esse contrato entre a Gmais e a empresa do assessor de Nikolas também tinha como sócia a mineração Topázio Imperial, que detém os direitos minerários da lavra onde está localizada uma das barragens de maior risco de Minas Gerais, a barragem Água Fria, considerada um dos sete barramentos com maior risco de rompimento no Brasil. Na época, estava sem operação por ação do MPF.

Ainda de acordo com a PF, o grupo queria vender a lavra da Topázio para exploração. No entanto, era necessário liberar a empresa, detentora dos direitos minerários de lavra em Ouro Preto, no Distrito de Rodrigo Silva.

<><> Resposta do advogado de Nikolas Ferreira

Thiago Faria informou ao ICL Notícias que recebeu dinheiro de Fernando Alves Vieira e que, apesar de ter sido o assessor do Nikolas Ferreira, “não há impedimento legal para que eu exerça a advocacia”. “Eu advogo para o senhor Fernando Alves Vieira, isso é verdade”, afirmou. Ele disse que Nikolas não sabia que Vieira era seu cliente. “Não são todas que ele sabe. Eu não tenho como ficar atualizando ele de tudo. Tá? Eu sou advogado criminalista e exerço a minha função”, disse.

Ele disse que ele e o deputado não pediram ao Daniel Vorcaro para destravar ativo minerário. “Nós não sabíamos que Daniel Vorcaro era esse sujeito enrolado nesse tanto de confusão e eu estava vendendo um ativo para vários empresários, que é uma prática regular de advocacia que o estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil me permite, e em determinado momento eu comentei com o Nikolas e ele mandou um áudio para o Daniel que era um cara que ele não sabia que tinha problema”, disse o assessor de Nikolas. “Em relação ao Fernando e Vorcaro, se ele era laranja e tudo, eu não tenho essa informação”, finalizou.

O empresário Fernando Alves Vieira foi procurado por intermédio das suas duas empresas que aparecem citadas nestas reportagem (Eagle & Shark Participações e 2V Life), mas não retornou os questionamentos feitos. O espaço segue aberto para manifestação.

 

Fonte: ICL Notícias

 

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