ACM
Neto liderou esquema com transporte de dinheiro vivo em jatinho, aponta PF
ACM
Neto, candidato ao governo da Bahia nas eleições deste ano pelo União Brasil,
era líder de uma organização criminosa que operou um esquema fraudulento dentro
da prefeitura de Belo Horizonte, que teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão,
em crimes de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.
Uma
parte desse montante teria sido transportada em dinheiro vivo, em malas que
foram levadas dentro de jatinhos em voos fretados. É o que aponta o relatório
da Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação OverClean, ao qual o Núcleo
Investigativo do ICL Notícias teve acesso. Nesta quarta-feira (30), a CNN
Brasil noticiou que o político baiano liderava um esquema de desvio de verbas
públicas em Minas Gerais.
O
relatório da PF afirma textualmente que ACM Neto “exerce a função de liderança
da organização criminosa constituída para obtenção de recursos públicos a
partir de contratos públicos superfaturados”.
Procurado
por meio de sua assessoria, ACM Neto primeiramente não respondeu aos
questionamentos da reportagem. Depois da publicação da matéria ele enviou nota
qualificando as informações como “inverdades” que ele desmente de forma
categórica. Veja a íntegra da nota
abaixo.
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O Rei do Lixo
Ainda
de acordo com a PF, Marcos Moura, empresário baiano conhecido como o Rei do
Lixo, teria sido o intermediário das negociações com o então prefeito de BH,
Fuad Noman (PSD), morto em março do ano passado.
Logo
depois de ser reeleito em BH, Noman iniciou as tratativas para formar um novo
secretariado e teve uma conversa com Marcos Moura, em 2 de dezembro de 2024. É
o que mostra uma mensagem via WhatsApp extraída do celular do Rei do Lixo,
identificada pela PF após apreender o aparelho do empresário
Na
conversa, o ex-prefeito de BH foi direto ao assunto, ao mencionar que o
empresário tinha o direito de escolher quais secretarias queria indicar na nova
gestão. Noman enviou uma foto de um papel escrito à mão, onde é possível ler
“secretaria de combate à fome (subsecretaria 1; subsecretaria 2)” e “secretaria
de mobilidade urbana (subsecretaria 1; subsecretaria 2)”. Junto à imagem, Noman
escreveu duas vezes para o Rei do Lixo: “escolhe”.
Marcos
Moura, então, responde: “vou conversar com Rueda e Neto e falo com o senhor”.
Rueda é uma referência a Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil e
candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro nestas eleições.
Logo
depois dessa conversa, a PF identificou uma ligação de sete minutos entre
Marcos Moura e ACM Neto. O Rei do Lixo retoma a conversa com Fuad Noman e faz
uma contraproposta: “pode ser as duas mais educação e abrindo mão do governo?”
Fuad
Noman cita um acordo com o PT, mas se mostra disposto a rever as tratativas.
Marcos Moura responde: “O senhor quer permanecer com o Bruno, né?”. E o
ex-prefeito se mostra totalmente à disposição para atender o grupo: “Sim. Vocês
querem mudar?”.
O
relatório aponta que o Bruno mencionado é Bruno Barral, ex-secretário de
educação de BH. Ele foi indicado ao cargo em março de 2024 e permaneceu no
posto após a reeleição de Fuad Noman.
Barral
era assessorado por Flávia Bittencourt. De acordo com a PF, ela “desempenhou
importante papel na organização criminosa ao coordenar a montagem de processos
das contratações fraudulentas”. Em mensagens extraídas do celular dela, há um
momento em que ela admite a um interlocutor que sua indicação havia sido
aprovada por ACM Neto.
Antes
de ser nomeada na Prefeitura de Belo Horizonte, Flávia Bittencourt ocupou a
função de Gerente Central de Materiais e Patrimônio da prefeitura de Salvador,
durante o segundo mandato de ACM Neto, entre 2020 e 2024, que corresponde ao
segundo mandato de ACM Neto e o primeiro de Bruno Reis (União), afilhado
político do ex-prefeito.
A
defesa de Marcos Moura foi procurada para comentar a reportagem, mas não
respondeu aos questionamentos. Bruno Barral e Flávia Bittencourt não foram
localizados.
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Licitação direcionada na educação
Depois
de ter aparelhado a secretaria de educação de BH, o grupo criminoso teria
atuado para favorecer empresas, mediante fraude em licitação e pagamentos
superfaturados. Uma destas empresas é a Brasil Sustentável, que atua no mercado
editorial brasileiro, produzindo livros paradidáticos.
O
relatório da PF mostra que Flávia Bittencourt atuou em parceria com Alexandre
Camargo, representante comercial da Brasil Sustentável, para elaborar o
processo de licitação. Nas conversas entre Flávia e Alexandre, há combinação de
preço e até participação do representante comercial na formulação do edital,
que foi publicado no dia 25 de setembro de 2024.
Em 30
de dezembro do mesmo ano, a secretaria de educação de BH assina o contrato com
a Brasil Sustentável no valor de R$40 milhões, com prazo para vigorar por 12
meses.
A mesma
prática se repetiu com outras empresas, replicando o modelo de licitação
direcionada e sobrepreço com as empresas favorecidas. Foi o caso da Iptech
Soluções Integradas, que venceu uma licitação de R$7,8 milhões. E também da
Trinity Tecnologia Educacional, cujo contrato foi no valor de R$54,2 milhões.
Segundo
a PF, o Grupo Movimenta, com contrato no valor de R$30 milhões, também foi
beneficiado em licitação. Assim como a empresa LarClean Saúde, dos irmãos Fábio
e Alex Parente, que fechou contrato de R$24,6 milhões para prestação de
serviços de controle e combate de pragas urbanas, retirando insetos, ratos,
cupins e desalojando pombos, morcegos e higienizando caixas d’água.
Todas
as empresas citadas nesta reportagem foram procuradas por meio do e-mail
operacional que consta nos sites oficiais. Mas, até o momento, nenhuma delas
emitiu nota.
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Malas de dinheiro em jatinho
A
Polícia Federal também identificou que a organização criminosa movimentou
dinheiro vivo, transportando por meio de aeronaves fretadas, no trajeto entre
São Paulo e Salvador.
No dia
seguinte à vitória da empresa Brasil Sustentável na licitação dos livros
paradidáticos de BH, o Rei do Lixo teria ordenado que um homem, identificado
como Clebson Oliveira, viajasse no aeroporto de Congonhas levando dinheiro
vivo. O valor estimado era de R$5 milhões, em espécie.
A
viagem aconteceu no dia 19 de novembro de 2024, após embarque no hangar da
empresa VOAR. Ouvido pela PF, o piloto da aeronave informou se lembrar “cinco
ou seis malas” sendo transportadas para dentro do avião naquele dia.
A PF
também identificou que, durante o voo, Marcos Moura entrou em contato com ACM
Neto, em uma conversa que durou aproximadamente três minutos. Entre agosto e
dezembro de 2024, o político baiano e o Rei do Lixo conversaram 232 vezes, de
acordo com a PF.
Há
menção também a um homem identificado como Gabriel Mascarenhas, que também
teria atuado transportando dinheiro vivo em grandes quantidades em aeronaves
particulares.
Mesmo
após a deflagração da 1ª e 2ª fases da Operação Overclean, a PF identificou que
Mascarenhas continuou transportando grande quantidade de dinheiro em espécie.
Em
agosto deste ano, o Rei do Lixo e mais 24 pessoas foram indiciadas pela Polícia
Federal sob suspeitas de fraude, corrupção e lavagem de dinheiro em operação
sobre desvios de emendas parlamentares. Mesmo com a citação no relatório da PF
que há “fundadas suspeitas de que a organização criminosa é encabeçada por ACM
Neto”, o ex-prefeito não foi indiciado. O relator das investigações é o
ministro Kassio Nunes Marques, do STF .
ACM
Neto atualmente na frente, dentro da margem de erro, nas pesquisas de intenção
de voto na eleição para o governo da Bahia. De acordo com a pesquisa Quaest,
ele tem 42% contra 40% de Jerônimo Rodrigues (PT), que busca a reeleição.
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Posicionamento de ACM Neto
“NOTA
DE ESCLARECIMENTO
Estou
profundamente indignado e estarrecido com a quantidade de inverdades, a meu
respeito, contidas na reportagem “ACM Neto liderou esquema…”, veiculada neste
site, supostamente baseada em relatório da Polícia Federal. Desminto de forma
categórica tudo ali noticiado e desafio o ICL e suas fontes a apresentarem as
provas.
Não
surpreende que tal matéria – articulada com outras notas apócrifas veiculadas
pela rede de desinformação e difamação montada pelo Partido dos Trabalhadores
(PT) – seja veiculada na véspera da eleição para governador da Bahia, onde
desponto nas pesquisas como franco favorito.
Já
determinei a meus advogados que tomem as devidas providências contra os autores
e disseminadores deste amontoado de fake News que visa interferir, de forma
criminosa e antidemocrática, no andamento das eleições.
Envidarei
todos os esforços legais para punir duramente os idealizadores, autores e
divulgadores destes ataques insidiosos contra a minha honra.
ACM
Neto - Candidato a governador da Bahia”
• Assessor de Nikolas Ferreira recebeu R$
105 mil de empresas de sócio da família Vorcaro
Ao
mesmo tempo em que ocupava um cargo central no gabinete do deputado federal
Nikolas Ferreira (PL-MG), o advogado Thiago Rodrigues de Faria recebeu R$ 105
mil de empresas de Fernando Alves Vieira. O empresário é sócio em diferentes
firmas de Natália e Henrique Vorcaro, irmã e pai de Daniel Vorcaro. Ele também
foi acusado pela empresa liquidante do Banco Master de ser “laranja” da família
Vorcaro — acusação que Vieira nega.
O
Núcleo Investigativo ICL Notícias obteve, com exclusividade, 18 notas fiscais
emitidas pelo advogado de Nikolas Ferreira para as empresas de Vieira entre
setembro de 2024 e dezembro de 2025, para pagamentos direcionados ao assessor e
advogado de Nikolas.
Faria
foi nomeado para o gabinete de Nikolas Ferreira em 9 de março de 2023. Como
coordenador da assessoria jurídica, recebia salário de R$ 17,2 mil, informa a
Câmara dos Deputados. Já havia sido assessor de Nikolas na Câmara Municipal de
Belo Horizonte.
Pouco
mais de um ano depois que Nikolas se tornou deputado federal, em 19 de agosto
de 2024, o assessor abriu a “Thiago Rodrigues Sociedade Individual de
Advocacia”, com sede em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte
(MG). Na sequência, vinte e dois dias depois, ele emitiu a primeira nota fiscal
para a Eagle & Shark, empresa de Fernando Vieira. Faria seguiu listado como
assessor de Nikolas até 30 de março de 2026. Ele continua atuando como advogado
do deputado e é o mesmo assessor por quem Nikolas pediu ajuda a Vorcaro em um
áudio revelado pelo ICL em setembro.
A Eagle
& Shark Participações, Negócios e Serviços, administrada por Vieira e por
André Beraldo de Morais, pagou R$ 50.340 em 17 notas mensais. O valor era de R$
2.824 até março de 2025 e passou a R$ 3.036 a partir de então.
Em 17
de dezembro de 2025, outra empresa em
que Fernando Vieira atua como sócio-administrador único pagou de uma só vez R$
55 mil ao assessor de Nikolas Ferreira. Trata-se da Health Enterprises
Participações e Serviços, conhecida como 2V Life. O valor supera tudo o que a
Eagle & Shark havia pago em 15 meses. A nota foi emitida por Faria 29 dias
depois de o Banco Central decretar a liquidação do Master e de Daniel Vorcaro
ser preso.
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Nikolas Ferreira pediu ajuda a Daniel Vorcaro
O ICL
Notícias revelou em setembro um áudio enviado por Nikolas para Daniel Vorcaro
em 30 de março de 2025. Nele, o deputado se refere a Thiago como “meu advogado”
e “irmão meu”, e pede ajuda a Daniel Vorcaro. No áudio, Nikolas diz: “Ei Dani,
tudo bom? Como você está? Como estão as coisas aí? Desculpa te incomodar num
domingo aí, é jogo rápido, também não quero tomar muito seu tempo. É o
seguinte, meu amigo, meu advogado, enfim, irmão meu aqui, comentou comigo e
falou daqui do seu nome. Eu falei: ‘não conheço o Dani, enfim, não tenho a
proximidade assim, até mesmo a que eu queria ter, enfim, de conversar e trocar
ideia, mas eu o conheço.’ Ele falou: ‘cara, tô com um ativo minerário lá,
inclusive já passou pela ficha técnica, o pessoal técnico dele, enfim, tá
pendente lá, tem algumas pessoas que sabem disso lá na empresa.’ E eu falei:
‘não, ué, eu posso dar um toque nele’. Então assim, não sei nem do que se
trata, mas enfim é como é uma pessoa, enfim, que eu confio totalmente, tô
passando aí pra você, pra se for do teu interesse, passar o contato dele aqui
pra vocês tocarem isso, beleza? No mais, qualquer coisa tô aqui à disposição”
Nikolas
envia o áudio e Vorcaro responde minutos depois com um áudio de visualização
única. Na sequência, Nikolas agradece e envia o contato de Thiago Faria.
Vorcaro então responde: “Amém irmão. Estamos na guerra juntos”. Nikolas escreve
que vai “dar banho na pequena agora” e completa na sequência: “pra amanhã
voltar pra guerra”. A conversa termina com Vorcaro dizendo ao deputado para
“Thiago me chamar”.
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As conexões do assessor de Nikolas com os Vorcaro
Ambas
as empresas de Vieira possuem conexões com os Vorcaro. Na formação societária
da Eagle & Shark, por exemplo, é possível constatar que Fernando Vieira,
administrador e representante legal, tem como um dos sócios a Adaptar Gestão
Participações. Essa companhia, por sua vez, é associada à Santa Lúcia
Empreendimentos Imobiliários, que tem como sócia Natália Vorcaro – irmã do
banqueiro Daniel Vorcaro e esposa de Fabiano Zettel.
As
conexões não param por aí. A Santa Lúcia Empreendimentos Imobiliários também
está conectada à Multimax Participações, empresa presidida pela mesma Natália
Vorcaro e que tem como sócio e diretor Henrique Vorcaro, pai do banqueiro que
também foi preso pelo escândalo do Banco Master.
A 2V
Life se conecta indiretamente com a Igreja Batista da Lagoinha, liderada por
André Valadão e que teve Fabiano Zettel como um de seus pastores. A 2V Life é
sócia da Ouro Preto Entreprises Participações, administrada por Thiago
Assumpção Henriques – também administrador da Igreja de Valadão.
Documentos
enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) mostram que Zettel cobrou, em 2025,
repasses de Daniel para custear a construção de um templo da igreja da
Lagoinha, em Belo Horizonte. Um relatório do Conselho de Controle de Atividades
Financeiras (Coaf) apontou que familiares de Vorcaro repassaram mais de R$2
milhões para a unidade da Lagoinha, após a cobrança do cunhado.
O
liquidante do Banco Master afirma, em ação civil nos Estados Unidos, que Vieira
atuou como “laranja” de Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel.
Henrique
foi preso em maio de 2026. Vieira nega a acusação, que não teve novos
desdobramentos desde junho. Ele não está entre os indiciados no primeiro
inquérito da Polícia Federal sobre o caso Master, concluído em agosto. Em
janeiro de 2026, foi citado em decisão do ministro Dias Toffoli como procurador
de Valdenice Pantaleão de Souza, apontada como “laranja” da Clínica Mais
Médicos.
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Operação Rejeito
Thiago
Rodrigues de Faria teve seu nome exposto por envolvimento com empresas e
investigados que foram presos na Operação Rejeito, deflagrada em setembro de
2025, alguns meses depois da troca de mensagens.
A PF
prendeu 22 pessoas preventivamente em meio a uma investigação de um esquema
criminoso de extração ilegal de minério de ferro na Serra do Curral, em Nova
Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo
uma reportagem do jornal O Estado de Minas, Thiago Rodrigues de Faria atuou
como intermediário, por meio de um contrato de confiabilidade, de uma
negociação envolvendo uma lavra de minério e empresas investigadas pela PF
nessa operação. Uma delas é a Gmais Ambiental. Pelo trabalho do assessor de
Nikolas, os verdadeiros donos não teriam os nomes publicizados.
De
acordo com os investigadores, a Thiago Rodrigues Sociedade Individual de
Advocacia tinha um contrato, assinado em
janeiro de 2025 com a Gmais, e a empresa receberia 25% do lucro total, estimado
entre de US$ 30 e US$ 45 milhões, caso a autorização para que uma área pudesse
voltar a minerar e uma lavra fosse vendida.
No
inquérito da PF, está descrito: “chamaram a atenção os valores prováveis da
negociação sobre os quais os apresentantes seriam remunerados. O valor inicial
era de US$ 30.000.000,00 podendo ultrapassar os US$ 45M, valor que geraria 20%
de comissão aos parceiros Gmais, Estabil escritório contábil e Thiago Rodrigues
advocacia”, diz um trecho do inquérito.
Esse
contrato entre a Gmais e a empresa do assessor de Nikolas também tinha como
sócia a mineração Topázio Imperial, que detém os direitos minerários da lavra
onde está localizada uma das barragens de maior risco de Minas Gerais, a
barragem Água Fria, considerada um dos sete barramentos com maior risco de
rompimento no Brasil. Na época, estava sem operação por ação do MPF.
Ainda
de acordo com a PF, o grupo queria vender a lavra da Topázio para exploração.
No entanto, era necessário liberar a empresa, detentora dos direitos minerários
de lavra em Ouro Preto, no Distrito de Rodrigo Silva.
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Resposta do advogado de Nikolas Ferreira
Thiago
Faria informou ao ICL Notícias que recebeu dinheiro de Fernando Alves Vieira e
que, apesar de ter sido o assessor do Nikolas Ferreira, “não há impedimento
legal para que eu exerça a advocacia”. “Eu advogo para o senhor Fernando Alves
Vieira, isso é verdade”, afirmou. Ele disse que Nikolas não sabia que Vieira
era seu cliente. “Não são todas que ele sabe. Eu não tenho como ficar
atualizando ele de tudo. Tá? Eu sou advogado criminalista e exerço a minha
função”, disse.
Ele
disse que ele e o deputado não pediram ao Daniel Vorcaro para destravar ativo
minerário. “Nós não sabíamos que Daniel Vorcaro era esse sujeito enrolado nesse
tanto de confusão e eu estava vendendo um ativo para vários empresários, que é
uma prática regular de advocacia que o estatuto da Ordem dos Advogados do
Brasil me permite, e em determinado momento eu comentei com o Nikolas e ele
mandou um áudio para o Daniel que era um cara que ele não sabia que tinha
problema”, disse o assessor de Nikolas. “Em relação ao Fernando e Vorcaro, se
ele era laranja e tudo, eu não tenho essa informação”, finalizou.
O
empresário Fernando Alves Vieira foi procurado por intermédio das suas duas
empresas que aparecem citadas nestas reportagem (Eagle & Shark
Participações e 2V Life), mas não retornou os questionamentos feitos. O espaço
segue aberto para manifestação.
Fonte:
ICL Notícias

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